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Digi pede que renovação do espectro seja feito por leilão

DIGI operadora

A Digi, operadora de telecomunicações de origem romena, pede que a Anacom faça um leilão do espectro com limites por empresas e um bloco reservado em vez de avançar com uma renovação automática.

O licenciamento do espetro em Portugal termina em março de 2027, mas já é conhecido o projeto de decisão da Anacom, que pretende renovar, sem procedimento concorrencial, os direitos de utilização do espetro dos principais operadores em Portugal, NOS, MEO e Vodafone, até 2033 e até 2041-2042.

O mais recente operador, a DIgi, mostrou-se contra esta decisão, apelando a que esta renovação seja feita através de um leilão e não de uma renovação automática. De acordo com um estudo da LSE, pedido pela Digi, caso o regulador avance com esta decisão, obriga a que a entrante sai do mercado, e causará uma perda de 188,5 milhões de euros por ano aos consumidores.

A Digi pede que esta renovação não seja automática, algo que vários operadores europeus já fizeram, e que a Autoridade da Concorrência (AdC) recomendou. Em outubro deste ano a AdC comentou o projeto de decisão da Anacom referindo que esta reponderasse a renovação das faixas de 800, 2100 e 2600 MHz, para que esse espetro seja disponibilizado através de procedimentos competitivo.

Assim sendo, a Digi pede que os direitos sejam atribuídos através de um procedimento concorrencial, com um limite por empresa de 50MHz abaixo de 1GHz(a banda que consegue entrar em casa dos consumidores), e de 2×55 MHz no espetro FDD das faixas dos 1800, 2100 e 2600 MHz, e com um bloco reservado a um operador cuja dotação abaixo do 1GHz seja inferior à menor dotação de um incumbente, líquida desse bloco.  Isto implica que os três operadores podem adquirir 66Mhz e são libertados 20Mhz, e que nenhum dos três operadores fica abaixo de 50Mhz, a menor dotação atual.

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Juros da dívida sobem a dois anos e descem a cinco e 10 anos

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois anos e desciam a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, enquanto os da Alemanha e França também recuavam no prazo mais longo.

Às 08:35 em Lisboa, os juros a 10 anos baixavam para 3,904%, contra 3,906% na quinta-feira.

Os juros a cinco anos também cediam, para 3,468%, contra 3,472%.

Em sentido contrário, os juros a dois anos avançavam, para 3,156%, contra 3,153% na véspera.

Os juros da Grécia e de Itália subiam em todos os prazos, enquanto os de Espanha recuavam no prazo mais curto e avançavam nos dois prazos mais longos.

Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,311%, contra 3,332%, bem como os da dívida francesa, para 5,058%, contra 5,073% na véspera, um máximo desde julho de 2002.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, continuava a subir, para cerca de 174 pontos base, em máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Já os juros dos Estados Unidos subiam para 4,969%, contra 4,955% na quinta-feira.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:35:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

23/10…….3,156…3,468…..3,904

22/10…….3,153…3,472…..3,906

Espanha

23/10…….3,199…3,545…..4,048

22/10…….3,202…3,548…..4,045

Grécia

23/10…….3,284…3,844…..4,401

22/10…….3,206…3,837…..4,398

Itália

23/10…….3,565….4,055…..4,581

22/10…….3,564….4,051…..4,575

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

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