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Bankinter Portugal já utilizou cerca de 75% da garantia pública de crédito à habitação e admite pedir mais quando esgotarem

22 October 2026 at 11:47
Bankinter

O Bankinter Portugal já utilizou cerca de 75% da garantia pública ao crédito à habitação. A revelação foi feita pelo CFO (Administrador Financeiro) do Grupo Bankinter Jacobo Díaz, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do terceiro trimestre. “Já foi utilizada cerca de três quartos (quase 75%) da linha”, disse. O que, segundo as contas do Jornal Económico, equivale a ter concedido crédito com garantia pública no montante de 437,5 milhões de euros.

O banco diz que está “num bom caminho”, que ainda tem margem e que, se chegar ao limite, pedirá um reforço ao Estado.

Ao Bankinter foi atribuída uma quota de 60 milhões de euros na linha da garantia pública do Estado para o crédito à habitação jovem (destinada a mutuários até aos 35 anos).

Gloria Ortiz, CEO do Bankinter, revelou ainda que, ao nível da produção hipotecária Portugal cresce quase 20%, contra 40% na Irlanda. Em Espanha, a queda homóloga da nova produção atenuou-se de 40% (1.º trimestre) para 28% (2.º) e 9% (3.º) e o banco espera que continue a atenuar-se.

O banco não vê, por ora, travão à procura de crédito por causa da subida de taxas, nem menor produção hipotecária no próximo ano.

Questionado sobre a exposição à divida francesa o CFO explicou que o Bankinter em Portugal não tem carteira própria.

Segundo as contas apresentadas esta quinta-feira, o Bankinter Portugal continuou a acelerar a sua atividade comercial nos primeiros nove meses de 2026. A carteira de crédito atingiu os 12 mil milhões de euros em setembro, crescendo 9% face ao período homólogo de 2025 e acrescentando 1 mil milhões de euros face ao fecho do exercício anterior, numa trajetória de expansão que se tem mantido ao longo do ano.

O Administrador Financeiro do Bankinter, Jacob Días,  revelou que em Portugal a taxa de morosidade (Non-Performing Loans) em Portugal estava em 1,36% no final de setembro — um nível de risco contido, que se mantém claramente abaixo do praticado pelo setor bancário português e que evidência a solidez da carteira de crédito.

A captação e gestão de património de clientes manteve uma dinâmica ainda mais robusta. Os recursos totais de clientes atingiram os 21 mil milhões de euros, com um crescimento de 18% homólogo — depois dos 21% registados ao longo de 2025 —, enquanto os ativos sob gestão acumulam uma valorização de 114% desde o início da operação. O rácio de empréstimos sobre depósitos (LtD) situou-se nos 114%, refletindo um crescimento equilibrado entre o crédito concedido e o financiamento captado junto dos clientes.

A conta de resultados confirma a solidez da evolução comercial, realça o Bankinter. Entre janeiro e setembro de 2026, a margem de juros atingiu 240 milhões de euros, mais 13% do que no período homólogo de 2025, e as comissões líquidas cresceram no mesmo ritmo, somando 67 milhões de euros.

Acrescem outros resultados negativos de 5 milhões de euros, o que resulta numa margem bruta de 302 milhões de euros, um crescimento de 12%. A gestão contida dos custos operativos, que aumentaram 10% para 98 milhões de euros, permitiu melhorar o rácio de eficiência em 0,5 pontos percentuais, para 32%, e gerar uma margem de exploração de 205 milhões de euros, também 12% superior à do ano passado. As provisões cresceram apenas 6%, totalizando 27 milhões de euros, sustentando um resultado antes de impostos de 178 milhões de euros, 13% acima do registado entre janeiro e setembro de 2025.

Estes resultados confirmam o peso crescente de Portugal dentro do Grupo Bankinter e a capacidade do banco de crescer rentavelmente em todos os negócios, num contexto de rigor disciplinado nos custos e de qualidade creditícia de excelência.

Exposição a dívida francesa

A CEO do Bankinter explicou na conferência de imprensa que a carteira de dívida pública do Grupo Bankinter é essencialmente de dívida pública espanhola, cujo prémio de risco se mantém contido, abaixo do francês e do italiano, sendo das que revela melhor comportamento. Não foram dados números sobre exposição direta a dívida francesa, nem sobre a forma como a dívida pública está contabilizada no banco, se em yield to maturity ou em mark to market.

A situação de França “não é a mesma” que a de outros países afetados na crise soberana, disse Gloria Ortiz que sublinhou que França tem uma enorme capacidade económica, apesar de as finanças públicas “requererem atenção”, sendo que o momento pré-eleitoral não ajuda a que as mensagens sejam tranquilizadoras.

O banco está convencido de que a situação em França se “equilibrará” quando acabar o período de transição, e de que não haverá problemas na dívida pública europeia, embora o momento seja volátil e os prémios de risco de alguns países possam subir.

Sobre outros temas, a CEO disse que banco tem sensibilidade positiva à subida de taxas, pelo que a margem de juros deve crescer num horizonte de um ano. A nível trimestral pode estabilizar ou contrair ligeiramente. Mas o guidance só será dado em janeiro.

A CEO do banco diz que o investimento em IA e tecnologia não visa reduzir pessoal e ambiciona, a prazo, um rácio de eficiência perto de 30%, “ainda que muito ambicioso”. Há formação em IA para todos os colaboradores.

Gloria Ortiz comentou ainda a atividade da Tulp Group (plataforma holandesa especializada em intermediação e financiamento hipotecário), adquirida a 100%, dizendo que “segue sua atividade normal de intermediação digital em hipotecas. O que estamos fazendo agora é trabalhar para ter uma estrutura para poder financiar diretamente nós através da Tulp”.

As primeiras hipotecas devem ser contabilizadas no final de dezembro ou em janeiro de 2027, inicialmente sob a marca Complet.

Bankinter já usou 75% da garantia pública e apela a “consenso” na crise da habitação

22 October 2026 at 11:34

O Bankinter Portugal já utilizou praticamente 75% da sua quota-parte da linha garantia pública no crédito à habitação para os jovens e, perante a onda de protestos nas ruas em várias cidades na Europa, a líder máxima do banco espanhol apelou a um consenso político para que sejam implementadas “políticas de longo prazo eficazes” a combater essa crise.

“Trata-se de um problema estrutural que exige políticas a longo prazo e que, por isso, o ideal seria que houvesse um consenso entre todos os partidos”, declarou Gloria Ortiz em conferência de imprensa de apresentação dos resultados relativos aos primeiros nove meses do ano.

“É isso que eu pediria: que, no que diz respeito aos aspetos estratégicos e aos problemas estruturais que nos afetam, sejam capazes de chegar a um consenso e que possamos ter políticas de longo prazo que sejam, no final de contas, eficazes”, salientou.

Ortiz deseja estabilidade nas políticas porque “as que são aplicadas num dia e no dia seguinte já não o são, não têm qualquer impacto”.

Não só Espanha, mas também em Portugal e noutros países, sobretudo a população mais jovem tem saído às ruas em protesto contra a falta de soluções para a crise da habitação.

É por isso que pediria que, no que diz respeito aos aspetos estratégicos e aos problemas estruturais que nos afetam, sejam capazes de chegar a um consenso e que possamos ter políticas de longo prazo que sejam, no final de contas, eficazes.

Gloria Ortiz

CEO do Bankinter

A CEO do Bankinter considerou que os bancos podem e estão a fazer a sua parte que é a concessão de crédito, apesar de insistir na ideia de que deve haver “um plano a longo prazo com medidas que realmente combatam os problemas estruturais existentes”.

No que toca a Portugal, onde registou um aumento de 13% dos resultados antes de impostos para 178 milhões de euros até setembro, o banco já usou praticamente 45 milhões do plafond de 60 milhões de euros que lhe foi atribuído pelo Estado português no âmbito da linha de garantia pública para os jovens, revelou o administrador financeiro Jacobo Dias.

“Está no bom caminho. Se chegássemos ao limite, certamente pediríamos mais, mas ainda não chegámos ao limite e continuamos a progredir. A verdade é que continuamos muito empenhados nestas medidas de apoio e, se fosse necessário, solicitaríamos mais, mas, por enquanto, ainda temos alguma margem”, declarou o responsável.

Gloria Ortíz, CEO do Bankinter, com o administrador financeiro, Jacobo Díaz.DR

“Não haverá problemas com dívida pública europeia”

Gloria Ortiz comentou ainda a instabilidade nos mercados obrigacionistas que estão a deixar França sob intensa pressão com os juros a dez anos a superarem a fasquia dos 5% pela primeira vez desde 2002. A líder do Bankinter afastou uma crise como a que tivemos na Zona Euro em 2010.

“É verdade que as suas finanças públicas exigem atenção e que a situação atual, na véspera das eleições, não contribui para que as mensagens transmitidas sejam tranquilizadoras”, começou por dizer relativamente a este tema.

“Mas acho que a situação vai certamente voltar ao normal quando este período de transição terminar. E, por isso, estamos convencidos de que não haverá problemas com a dívida pública europeia, embora, logicamente, estejamos a atravessar um período de volatilidade e haja momentos em que os prémios de certos países possam aumentar”, considerou ainda.

O Bankinter registou lucros de 901 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 11% em termos homólogos.

Barclays sobe lucros para 7 mil milhões até setembro e corta 5 mil postos de trabalho devido à IA

22 October 2026 at 10:59

O banco britânico Barclays anunciou hoje lucros atribuíveis de 5.837 milhões de libras (6.963 milhões de euros) até setembro, um aumento de 17% em termos homólogos, e um corte de 5.000 postos de trabalho devido à implementação de IA.

Num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres, a instituição britânica aponta que o lucro antes de impostos atingiu 8.388 milhões de libras (10.007 milhões de euros), mais 15% que no mesmo período do ano passado, enquanto as receitas totais aumentaram 8% para 23.866 milhões de libras (28.471 milhões de euros).

Já as despesas operacionais cresceram 4% face ao período homólogo para 13.625 milhões de libras (16.254 milhões de euros).

O banco anunciou, ainda um programa de recompra de ações no valor de 500 milhões de libras (597 milhões de euros).

Citado no comunicado, o presidente executivo do Barclays, C. S. Venkatakrishnan, enalteceu o bom desempenho do banco no período e reforçou a confiança de que a instituição vai atingir as metas de 2028.

“No terceiro trimestre tivemos um crescimento homólogo de 7% na concessão de empréstimos nas nossas unidades de negócio com maior rentabilidade no Reino Unido, destacando-se especialmente a banca corporativa no Reino Unido, que teve um aumento homólogo de 14%”, referiu.

Venkatakrishnan justificou ainda o programa de recompra com a “forte criação de capital” e bom rácio de fundos próprios.

Depois do anúncio dos resultados, a administradora financeira do Barclays, Anna Cross, anunciou que a instituição prevê cortar este ano 5.000 postos de trabalho – o equivalente a 5% da sua força laboral – devido à integração de inteligência artificial (IA).

Em conferência de imprensa, em Londres, Anna Cross explicou que já foram eliminados mil postos de trabalho desde o início do ano e que se esperam reduzir outros 4.000 até ao final do trimestre.

Segundo o banco, a maior parte dos cortes vai afetar funções operacionais e de gestão em toda a instituição.

De acordo com Venkatakrishnan, a decisão resulta “dos investimentos em tecnologia” que têm sido feitos ao longo dos anos e que continuam a ser realizados.

A tecnologia, de acordo com o responsável, permitiu otimizar fluxos de trabalho e reduzir a necessidade de determinados perfis, como programadores.

Em Portugal, o Barclays vendeu, em 2016, o negócio da banca de retalho ao Bankinter.

Juros da dívida sobem a dois, cinco e 10 anos

22 October 2026 at 08:39

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quarta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, bem como com os de França no prazo mais longo.

Às 08:20 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,950%, contra 3,938% na quarta-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,515%, contra 3,502%.

Os juros a dois anos avançavam para 3,211%, contra 3,196% na véspera.

Os juros da dívida francesa subiam para 5,046%, um máximo desde julho de 2002, contra 5,012% na véspera.

Em sentido contrário, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,400%, contra 3,417%, bem como os dos Estados Unidos, que cediam para 5,078%, contra 5,121%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, continuava a subir, para 164,7 pontos base, em máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:20:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

22/10…….3,211…3,515…..3,950

21/10…….3,196…3,502…..3,938

Espanha

22/10…….3,234…3,587…..4,084

21/10…….3,228…3,571…..4,076

Grécia

22/10…….3,332…3,878…..4,440

21/10…….3,320…3,846…..4,410

Itália

22/10…….3,613….4,082…..4,613

21/10…….3,574….4,043…..4,576

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

Lucros do Bankinter crescem 11% até setembro. Portugal contribui com 178 milhões

By: Lusa
22 October 2026 at 08:27

O banco Bankinter, presente em Portugal, teve lucros de 901 milhões de euros até setembro, mais 11% do que no mesmo período de 2025, anunciou esta quinta-feira o grupo financeiro espanhol.

O resultado antes de pagar impostos ascendeu a 1.267 milhões de euros, um aumento de 10,8% comparando com os primeiros nove meses do ano passado, comunicou o grupo Bankinter à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.

Em Portugal, onde o Bankinter está desde 2016, o resultado antes do pagamento de impostos foi 178 milhões de euros, um aumento de 13% comparando com os três primeiros trimestres (janeiro a setembro) de 2025, revelou o banco, num comunicado.

Ainda em Portugal, a carteira de crédito ascendeu a 12.000 milhões de euros no mesmo período (mais 9% do que em 2025) e o património dos clientes gerido pelo banco cresceu 18%, para 21.000 milhões de euros.

A margem bruta (que reflete todas as receitas) em Portugal cresceu 12% até setembro.

Já a nível global, a margem bruta de todo o grupo Bankinter chegou aos 2.397 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 6,49% do que no ano passado.

A margem de juros do Bankinter (a diferença entre juros que pagou e cobrou) cresceu 5,68% no mesmo período, para 1.761 milhões de euros.

Quanto à rentabilidade do grupo, a rentabilidade sobre os capitais próprios (ROE) situou-se em 19,2% no final do terceiro trimestre.

O banco Bankinter teve lucros de 1.090 milhões de euros em 2025, mais 14,4% do que em 2024.

Lucros do Bankinter sobem 11% para 901 milhões de euros com Portugal a contribuir com 178 milhões

22 October 2026 at 08:15
Bankinter

O Grupo Bankinter apresentou um lucro líquido de 901 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, um aumento de 11% face ao mesmo período do ano anterior. O resultado antes de impostos atingiu 1.267 milhões de euros (+10,8%). Portugal contribuiu com um resultado antes de impostos de 178 milhões de euros, mais 13% do que há um ano, reforçando o peso da operação portuguesa no desempenho global.

A rendibilidade dos capitais próprios (ROE) do Grupo Bankinter situou-se em 19,2% e o ROTE em 20,4%. A margem financeira alcançou níveis recorde de 1.762 milhões de euros, com um crescimento de 5,7%, beneficiando do aumento dos volumes de negócio e da gestão dos diferenciais. As comissões líquidas subiram 12,9% para 651 milhões de euros, impulsionadas pela gestão de ativos, intermediação bolsista, negócio transacional e receitas de investimento alternativo. A margem bruta (produto bancário) avançou 6,5% para 2.397 milhões de euros.

Os custos operacionais totalizaram 833,9 milhões de euros, um aumento contido de 2,3%, abaixo do crescimento das receitas. O resultado da margem operacional subiu 8,8% para 1.563,6 milhões de euros. O rácio de eficiência (cost-to-income) consolidou-se em 34,8%, beneficiando da estrutura leve do Grupo e da aplicação de medidas de transformação digital, incluindo inteligência artificial generativa.

Na qualidade dos ativos, o rácio de morosidade melhorou para 1,84% (21 pontos base abaixo do valor de há um ano), com um índice de cobertura de 66,8%.

No balanço, a carteira de crédito totalizou 87.134 milhões de euros, mais 5,6%. Os recursos de clientes e os ativos sob gestão somaram 163.008 milhões de euros (+7,9%), com os recursos de clientes a crescerem 2,2% e os recursos geridos fora de balanço a avançarem 15,2%. Os valores sob custódia subiram 14,2% para 96.226 milhões de euros. No conjunto, os volumes de negócio com clientes (crédito, recursos e ativos sob gestão) atingiram 250.142 milhões de euros, mais 7,1%.

O rácio de capital CET1 reforçou-se para 13,2%, muito acima do mínimo exigido pelo BCE (8,6%).

Atividade em Portugal cresce 13%

Portugal manteve um ritmo de crescimento superior ao do Grupo. A margem bruta, que integra a totalidade das receitas, avançou 12% e o resultado antes de impostos chegou a 178 milhões de euros (+13%). A carteira de crédito atingiu 12.000 milhões de euros, com um aumento de 9%. O património gerido dos clientes — que inclui recursos de clientes, recursos fora de balanço e ativos sob custódia — cresceu 18%, totalizando 21.000 milhões de euros. O país consolida-se como a segunda geografia do Bankinter em volume de negócio e receitas.

Outras geografias

Em Espanha, o resultado antes de impostos atingiu 1.050 milhões de euros (+10%), com a carteira de crédito a crescer 3% e o património dos clientes a avançar 9%. Na Irlanda, o volume de negócio com clientes subiu 26%, a margem bruta cresceu 19% e o resultado antes de impostos chegou a 41 milhões de euros (+21%).

Bankinter dispara el beneficio un 11% en los nueve primeros meses del año, hasta los 900 millones

22 October 2026 at 07:10

Bankinter tiene a tiro de piedra volver a pulverizar su propio récord anual de beneficios. El banco ha elevado en los nueve primeros meses del año las ganancias un 11%, hasta los 901 millones de euros. El número ya ronda los 1.090 millones que ganó en todo el año pasado, su récord sin contar los 1.333 millones que se embolsó en 2021 por el efecto extraordinario de la venta de Línea Directa.

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© Cristina Arias (Cristina Arias)

Sede de Bankinter en Madrid.

La banca afronta una factura millonaria al tener que devolver el dinero a sus clientes víctimas de fraude

22 October 2026 at 04:30

El cliente siempre tiene la razón, también en cuestiones relacionadas con fraudes bancarios. La justicia europea ha puesto el punto final a las disputas entre las entidades y las víctimas de fraudes, incluso aunque hayan cometido una negligencia grave, como llevar anotada la clave en la tarjeta de crédito, dictar por teléfono el código de un solo uso o instalar una aplicación de control remoto en el ordenador a solicitud de un desconocido. De entrada, las entidades financieras no podrán aducir ese motivo para denegar la devolución del dinero, como hacían hasta ahora, de acuerdo con una reciente sentencia del Tribunal de Justicia de la Unión Europea (TJUE). Los bancos tendrán que reclamarle, a posteriori, el dinero al cliente.

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© Marcos Villaoslada (EFE)

La presidenta de la Asociación Española de Banca (AEB), Alejandra Kindelán.

Sonangol abre a porta a reforçar no BCP se Fosun sair

By: ECO
21 October 2026 at 16:24

A petrolífera estatal angolana Sonangol está disponível para reforçar a sua participação no BCP BCP 2,14% se os chineses da Fosun venderem a sua posição no banco português.

Em declarações à agência Bloomberg, o presidente da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, adiantou que a companhia petrolífera continua a ver “valor estratégico” nas suas participações no BCP e também na Galp, onde detém 19,9% e 16,9% (indiretamente), respetivamente.

“Em relação a uma potencial saída da Fosun do BCP, a Sonangol não tomou, até este momento, nenhuma decisão de aumentar a sua participação”, referiu numa entrevista por escrito.

“Qualquer potencial oportunidade será cuidadosamente avaliada, tendo em conta a sua adequação estratégica, os retornos esperados, as condições de mercado e a alocação eficiente de capital”, frisou ainda o responsável.

A Fosun detém 20,45% do BCP, mas está a avaliar as opções para a sua participação no banco português, revelou o Expresso em abril.

O ECO adiantou que a seguradora Ageas poderá regressar à estrutura acionista do banco, onde pode assumir uma participação de 5%, em caso de saída da Fosun.

O Jornal de Negócios noticia esta quarta-feira que, por causa do programa de recompra de ações do BCP, a Sonangol terá de vender ações do banco para não superar a fasquia dos 20%, que obrigaria a autorização do Banco Central Europeu (BCE).

As ações do BCP estão a subir 1,8% para 1,118 euros e desde o início do ano acumulam uma valorização de 23%, superando o desempenho do PSI.

Santander em parceria com a Nvidia para desenvolver modelos de IA para a banca

21 October 2026 at 15:40
Santander Ana Botín

O Banco Santander está a reforçar a parceria com a Nvidia para desenvolver modelos de inteligência artificial especializados em tarefas bancárias, com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento ao cliente e reduzir custos operacionais, anunciou o banco numa nota de imprensa esta quarta-feira.

No âmbito do Santander AI Lab, a instituição está a testar e a aperfeiçoar modelos e agentes de IA adaptados a necessidades específicas da banca, passando progressivamente de grandes modelos de uso geral para versões mais pequenas e especializadas.

Em casos de uso experimentais, esta abordagem permitiu reduzir os custos de processamento de cerca de 5 euros por interação para aproximadamente 0,03 euros, mantendo elevado desempenho. Num projeto-piloto de atendimento ao cliente, o banco melhorou a qualidade das conversas e cortou os custos de serviço em mais de 50%.

O Santander criou a plataforma Model Arena para avaliar modelos de pesos abertos (open-weight) em tarefas bancárias e identificar o mais adequado a cada caso. O banco está também a especializar modelos com o Nvidia NeMo Customizer e a usar a família de modelos NVIDIA Kumo para dados estruturados, além de industrializar a inferência com a solução Nvidia Dynamo-Triton.

Para dar continuidade ao trabalho, as duas empresas firmaram um acordo-quadro de colaboração de três anos. O entendimento abrange modelos fundacionais, agentes de IA, prevenção de fraude e combate ao branqueamento de capitais, tomada de decisões em tempo real e tecnologias de simulação, incluindo o conceito de “digital twin”.

“A Nvidia é um parceiro fundamental nas infraestruturas, no software e na investigação, impulsionando de forma significativa os mais recentes avanços em inteligência artificial”, afirmou Iñaki Bernal, responsável global de Inteligência Artificial do Santander.

“Ao conjugarmos estas capacidades com a escala do Santander em áreas de negócio, clientes e geografias, acreditamos estar numa posição única para transformar, com sucesso, esses avanços em capacidades bancárias concretas”, acrescenta-

Já Aser Blanco, responsável global pelo setor bancário na Nvidia , destacou que a banca é um dos setores mais intensivos em dados e que “o custo por resultado de inteligência é uma métrica fundamental”. Segundo ele, o Santander está a demonstrar como a abordagem com modelos mais pequenos e especializados com dados próprios funciona em produção e à escala de um banco global.

O Santander AI Lab continua a desenvolver processos rigorosos de experimentação, otimização de desempenho e testes adversariais a sistemas de IA conversacional, antes de implementar à escala as soluções que demonstrem valor em todo o Grupo.

Quando uma empresa entra em bolsa, vale a pena investir?

21 October 2026 at 15:01
Quando uma empresa entra em bolsa, pode abrir novas oportunidades para os investidores. Mas como distinguir uma oportunidade real do entusiasmo do mercado? Saiba o que deve analisar antes de investir.

Trabalhadores do Banco de Fomento e da SGM abrangidos pelo primeiro acordo coletivo

21 October 2026 at 13:02

Os cerca de 600 trabalhadores do Banco Português de Fomento e da Sociedade de Garantia Mútua (SGM) passam a estar abrangidos pelo primeiro Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), assinado na segunda-feira 21 de outubro pelos sindicatos MAIS, SBN e SBC.

O anúncio chega depois do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários ter feito o mesmo anúncio.

O acordo estabelece um conjunto de direitos e condições laborais para os trabalhadores das duas instituições, incluindo tabelas salariais, categorias profissionais, subsídios e regras relativas aos horários de trabalho e às férias.

Entre as medidas previstas está a fixação de períodos normais de trabalho de sete horas diárias e 35 horas semanais, bem como um mínimo de 25 dias de férias e o pagamento de diuturnidades de cinco em cinco anos.

O ACT contempla ainda subsídios de natalidade, infantil e de estudo, sendo estes últimos pagos a ambos os progenitores, desde que não trabalhem na mesma instituição. O subsídio de refeição terá um valor mínimo correspondente ao dobro do praticado na função pública.

Na área dos benefícios sociais, o acordo prevê assistência médica assegurada pelo Serviço de Assistência Médico-Social (SAMS) e condições de acesso ao crédito à habitação, com uma taxa de juro suportada pelo trabalhador equivalente a 65% da taxa mínima de proposta aplicável às operações principais de refinanciamento do Banco Central Europeu (BCE).

Estão também previstas faltas justificadas por falecimento contabilizadas em dias úteis, vários dias de dispensa do cumprimento do dever de assiduidade e compensação mensal pela isenção de horário de trabalho, com um pagamento adicional não inferior a 25% ou 50% da remuneração base, consoante o regime aplicável.

Em comunicado, os sindicatos consideram que o objetivo do acordo foi alcançado, ao garantir aos trabalhadores direitos semelhantes aos dos restantes bancários e assegurar um instrumento de regulamentação coletiva de trabalho que os proteja de ficarem dependentes exclusivamente do Código do Trabalho.

Com a entrada em vigor do ACT, os direitos e deveres dos trabalhadores deixam de estar dependentes de decisões unilaterais das instituições, sendo que as disposições acordadas só poderão ser alteradas com a concordância dos sindicatos.

O MAIS, o SBN e o SBC afirmam que vão continuar a negociar para alargar a aplicação de instrumentos de regulamentação coletiva a mais instituições e abranger mais trabalhadores.

Falha na nuvem da Google deixou clientes da Revolut sem pagamentos nem transferências

By: ZAP
21 October 2026 at 12:30
Um “power event” travou audiências nos tribunais e deixou clientes da Revolut, do Lloyds e do HSBC sem poder pagar ou mover dinheiro. Serviços restabelecidos para a maioria dos utilizadores. Uma falha nos serviços de nuvem da Google no Reino Unido causou uma perturbação generalizada, atingiu tribunais e deixou milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e sem o poder enviar em bancos como o Lloyds, o HSBC e a Revolut. A Google atribuiu a um “power event” a falha nas suas operações de computação em nuvem sediadas em Londres, na terça-feira, que afetou a “zona europe-west2-b“. Segundo a tecnológica

Banco de Fomento assina primeiro acordo coletivo de trabalho com sindicatos da UGT e SNQTB

21 October 2026 at 12:10

O Banco Português de Fomento e a Sociedade de Garantia Mútua assinaram esta semana o primeiro acordo coletivo de trabalho com os três sindicatos bancários da UGT e com o Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários (SNQTB). O anúncio foi feito esta quarta-feira pelos representantes dos trabalhadores, que destacam, nomeadamente, a fixação de uma tabela salarial própria, o subsídio de refeição de 13,33 euros por dia em 2026 e a remuneração por isenção de horário de trabalho de 25% ou 50% da retribuição base.

“O MAIS, SBN e SBC assinaram na segunda-feira o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho com o Banco Português do Fomento e a SGM – Sociedade de Garantia Mútua. [O objetivo foi] proteger os trabalhadores destas instituições (cerca de 600) através de um Instrumento de Regulamentação Coletiva de Trabalho que lhes atribuísse direitos semelhantes aos dos restantes bancários, não os deixando à mercê do Código do Trabalho”, sublinham os sindicatos bancários da UGT, numa nota enviada esta manhã às redações.

Já o SNQTB destaca que este acordo representa “um marco relevante na negociação coletiva, estabelecendo um quadro de direitos e garantias adaptado à realidade das instituições abrangidas e reconhecendo o contributo dos seus trabalhadores”.

Em concreto, segundo os representantes dos trabalhadores, o novo ACT prevê, além de 25 dias de férias e dispensa na véspera de Natal, dispensa no dia de aniversário, na tarde de Quinta-Feira Santa e um dia adicional no período do Natal ou Ano Novo. Consagra ainda meio dia para acompanhar os filhos no ingresso no primeiro e segundo ciclo escolar, um dia anual de licença remunerada para os trabalhadores que atinjam 55 anos de idade ou 30 anos de serviço e que as faltas justificadas por falecimento sejam contadas em dias úteis.

Já quanto às remunerações, o acordo estabelece uma tabela salarial própria e um subsídio de refeição de 13,33 euros por dia em 2026, além de uma remuneração por isenção de horário de trabalho de 25% ou 50% da retribuição base, consoante o regime aplicável. Ficou também salvaguardada a manutenção do complemento de nível, “que não pode ser eliminado, reduzido, integrado ou absorvido e acompanha a atualização anual da tabela salarial”.

Quanto ao desenvolvimento de carreira, o ACT, indicam os sindicatos, reforça a transparência nos processos de recrutamento, avaliação e progressão profissional, “incluindo o direto de reclamação e resposta fundamentada”.

Há também condições preferenciais no crédito à habitação, isto é, os trabalhadores com contrato de trabalho sem termo poderão aceder a crédito para habitação própria permanente até 300 mil euros, através de uma instituição de crédito protocolada. O regime prevê que a empresa suporte integralmente o spread e ainda uma componente da taxa de juro, nos termos e condições definidos no regulamento acordado. Este ACT regula também o teletrabalho, prevendo um subsídio diário e o respeito pelo direito à desconexão.

“O acordo entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego, com efeitos das cláusulas de expressão pecuniária reportados, em regra, a 1 de junho de 2026, sem prejuízo dos calendários específicos de aplicação previstos no regime transitório. A vigência inicial é de 24 meses, com revisão anual da tabela salarial“, adianta o SNQTB.

“Para o SNQTB, este acordo demonstra a importância da negociação coletiva na construção de soluções que reforçam direitos, valorizam os trabalhadores e promovem o desenvolvimento sustentável das instituições“, salienta a mesma estrutura sindical.

Já os sindicatos bancários da UGT realçam que, “com a existência deste ACT, os direitos e deveres dos trabalhadores não ficam dependentes de decisões unilaterais das instituições e o que nele fica consagrado só pode ser alterado com a concordância dos Sindicatos”.

DBRS: Bancos europeus mantêm folgas de capital sólidas apesar de dividendos recorde

21 October 2026 at 11:21
fusão

Os bancos europeus continuam a apresentar níveis de capitalização sólidos, mesmo num ambiente operacional marcado por distribuições recorde aos acionistas, expansão do balanço, atividade de fusões e aquisições e incerteza geopolítica. É a conclusão de uma análise da Morningstar DBRS a 40 grandes bancos europeus, divulgada esta quarta-feira, que mostra que a relação Common Equity Tier 1 (CET1) média superou os 15% no final do primeiro semestre de 2026.

Os rácios de payout (distribuição de dividendos) subiram na maioria dos países em 2025, com os nórdicos (80%) e os italianos (72%) nos níveis mais elevados. “Esperamos que as distribuições aos acionistas permaneçam generosas, mas cresçam a um ritmo mais lento à medida que a rentabilidade se normaliza e os bancos convergem para os seus objetivos de capital”, afirmou Andrea Costanzo, Vice-Presidente de Ratings de Instituições Financeiras Europeias da Morningstar DBRS, no comunicado.

Apesar de os bancos terem distribuído cerca de 81 mil milhões de euros em dividendos relativos aos resultados de 2025 — um máximo histórico, 8% acima do ano anterior e 28% acima de 2023 —, além de continuarem a recorrer a buybacks, as folgas de capital médias rondaram os 450 pontos base acima dos requisitos regulamentares mínimos.

Segundo a DBRS, Portugal destaca-se com a maior folga da amostra (800 pontos base), seguido da Alemanha (530), Irlanda (520) e Países Baixos (510). Os bancos nórdicos (230) e britânicos (210) apresentam as folgas mais apertadas.

A resiliência do setor tem por base uma rentabilidade mais forte do que o inicialmente previsto: o retorno sobre o capital próprio médio (ROE) anualizado melhorou em quase todos os países entre 2022 e o primeiro semestre de 2026, com os bancos espanhóis a liderar (16,6%), seguidos dos nórdicos (14,3%), italianos (14,1%) e britânicos (13,8%), segundo o comentário da agência de rating.

As margens de juro protegidas por hedges estruturais, o crescimento de crédito, a diversificação para comissões e um baixo custo do risco mais do que compensaram a pressão sobre os rendimentos financeiros desde que o BCE iniciou o ciclo de descida das taxas, em junho de 2024, acrescenta a DBRS.

Folgas a apertar-se gradualmente

A análise sublinha, no entanto, que o headroom de capital (folga) está a reduzir-se paulatinamente. Entre o final de 2022 e junho de 2026, os ativos ponderados pelo risco (RWA) cresceram cerca de 10% em agregado, impulsionados pelo crescimento de crédito e por operações de consolidação — com destaque para a Grécia (+18%) e Itália (+14%). Os rácios CET1 recuaram ligeiramente na maioria dos países no primeiro semestre de 2026 face ao final de 2025, refletindo os acréscimos de distribuições, o crescimento de crédito e a atividade de M&A, e não uma deterioração da qualidade dos ativos, que continua contida.

Os principais riscos apontados são a incerteza geopolítica e geoeconómica, que poderá abrandar o crescimento económico e pressionar a qualidade dos ativos, bem como o alargamento dos spreads da dívida soberana, embora este último tenha um impacto gerível dado o peso das carteiras de obrigações públicas contabilizadas pelo custo amortizado.

Simplificação regulamentar trará mais flexibilidade

Outro eixo da análise é a simplificação regulamentar em curso na União Europeia e no Reino Unido. A DBRS antecipa que as reformas — que incluem a fusão de buffers existentes em menos componentes, alguns dos quais autoridades poderiam libertar em períodos de stress — alterarão mais a estrutura e a usabilidade dos requisitos de capital do que o seu nível global. “Um enquadramento menos fragmentado e buffers mais libertáveis podem dar aos bancos maior flexibilidade na gestão de capital”, acrescentou Costanzo, acrescentando que o impacto nos perfis de crédito dependerá de como os bancos usarão essa flexibilidade.

Entretanto, os requisitos Pillar 2 (P2R) tornaram-se ligeiramente menos exigentes em 2026 face a 2025 em sete dos nove países analisados, de acordo com dados do BCE atualizados em fevereiro, embora os requisitos globais de capital tenham aumentado em média devido a buffers contracíclicos e de risco sistémico mais elevados.

Os bancos europeus entram assim na próxima fase numa posição de força de capital — bem equipados para absorver choques geopolíticos, comerciais e económicos —, mas com folgas que se espera continuem a afinar-se gradualmente num cenário de distribuições elevadas, crescimento do balanço e consolidação do setor.

Saída do BPI do maior banco moçambicano abre capital a mulheres via bolsa

21 October 2026 at 11:20

O Presidente moçambicano disse hoje que decorrem conversações para a colocação em bolsa da participação do português BPI no Banco Comercial e de Investimentos (BCI), permitindo alargar, nomeadamente, o acesso feminino ao capital do maior banco nacional.

“Neste momento, há um acionista do banco BCI que está a sair. Estamos em conversações para que estas ações sejam cotadas na bolsa e mulheres moçambicanas possam comprar ações e amanhã cada uma das moçambicanas aqui presentes possa dizer que eu também sou dona do BCI”, disse Daniel Chapo, em Maputo.

Falando durante a abertura do Diálogo Nacional do II Fórum Económico da Mulher, o Presidente defendeu uma maior participação feminina não apenas no empreendedorismo, mas também na propriedade das empresas e dos ativos económicos do país.

As declarações surgem uma semana depois de Daniel Chapo ter anunciado uma proposta para alienar a participação do BPI no BCI: 11% do capital ao público e 25% a investidores nacionais.

Segundo o chefe de Estado, os grandes investimentos, as parcerias público-privadas e o mercado de capitais devem representar oportunidades para as mulheres participarem mais diretamente na criação e distribuição da riqueza nacional.

“Quando falamos de grandes investimentos, das parcerias público-privadas, dos projetos de grande dimensão, das concessões empresariais e do mercado de capitais, estamos também a falar de oportunidades enormes para as mulheres moçambicanas, não apenas como fornecedoras de bens e serviços, mas também como empresárias, investidoras, acionistas e participantes nas decisões económicas”, afirmou.

O Presidente apelou ainda à Bolsa de Valores de Moçambique, às instituições financeiras e às organizações empresariais para promoverem a educação financeira e criarem mecanismos que aproximem as mulheres das oportunidades de investimento.

Em 14 de outubro, o chefe de Estado afirmou que estava em análise uma proposta para destinar 11% do capital ao público moçambicano e 25% a investidores institucionais e empresariais nacionais, através da dispersão da participação atualmente detida pelo banco português.

Na cerimónia do 28.º aniversário da Bolsa de Valores de Moçambique, em Maputo, o chefe de Estado afirmou que o executivo está a trabalhar para transformar a alienação da participação do banco português numa oportunidade para alargar a presença de investidores moçambicanos no maior banco do país.

O BPI controla 35,67% do capital do BCI, banco liderado pela Caixa Participações, do grupo Caixa Geral de Depósitos, que detém 51%.

O BCI tem um capital social de 10 mil milhões de meticais (138 milhões de euros) e uma estrutura acionista liderada pela Caixa Participações, do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), com 51%, seguindo-se o também português BPI, com 35,67% – que anunciou publicamente a intenção de sair -, e a própria CGD, diretamente, com 10,51%, entre outros acionistas.

Segundo o mais recente relatório e contas, o BCI manteve em 2025 a liderança do sistema bancário moçambicano, servindo cerca de 2,5 milhões de clientes.

Os lucros, contudo, recuaram 40,3%, para 3.604 milhões de meticais (48,6 milhões de euros), impacto que a instituição atribuiu ao reforço das imparidades para exposições à dívida pública, devido ao agravamento do risco soberano, e a custos extraordinários associados à devolução de comissões.

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