Portugal regressa ao horário de inverno na madrugada de domingo, 25 de outubro, com os relógios a recuarem uma hora. A alteração permite passar mais tempo na cama, mas também pode interferir com os horários de sono enquanto o organismo se adapta.
No continente e na Madeira, às 02:00 os relógios passam a marcar 01:00. Nos Açores, à 01:00 voltam a ser 00:00, de acordo com as regras da hora legal explicadas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O anoitecer passará a acontecer uma hora mais cedo pelo relógio.
Porque pode a mudança mexer com o descanso?
O corpo tem um relógio biológico que ajuda a regular os períodos de sono e de maior atenção ao longo de um ciclo próximo das 24 horas. É o chamado ritmo circadiano, influenciado sobretudo pela exposição à luz e à escuridão.
O horário de inverno também aproxima a exposição à luz dos ritmos naturais do organismo, com maior luminosidade de manhã e escuridão mais cedo à noite. Ainda assim, quem já tem dificuldades em dormir pode sentir a alteração das rotinas.
Que hábitos ajudam na adaptação?
Manter horários regulares para deitar, levantar e fazer as refeições é uma das recomendações da especialista. Nos dias anteriores ao recuo dos relógios, pode ajudar adiar ligeiramente a hora de deitar.
Depois da adaptação, a orientação é procurar luz natural de manhã e reduzir a luz artificial ao final do dia. O quarto deve ser escuro, silencioso e fresco, evitando utilizar telemóveis, computadores ou televisão na cama. Garantir tempo suficiente de descanso continua a ser essencial.
Porque continua a haver mudança da hora?
A Comissão Europeia apresentou, em 2018, uma proposta para terminar as alterações sazonais. Contudo, o Conselho da União Europeia esclarece que ainda não existe uma decisão final nem um calendário definido para a sua aplicação. O regime atual mantém-se em vigor.
Entretanto, um documento do Conselho confirma que foi lançado, em fevereiro de 2026, um estudo sobre os efeitos do fim da mudança da hora. A análise abrange dez cenários e áreas como a saúde pública, a energia, os transportes e a economia, estando prevista a sua conclusão até ao final deste ano.
O atual presidente da Direção-Geral da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg), Tomás Soares Silva, de 21 anos, anunciou a sua recandidatura ao cargo nas eleições marcadas para 5 de novembro, apresentando como principais prioridades a reorganização interna da estrutura, o reforço da sua intervenção nacional e a defesa dos interesses dos estudantes.
Natural de Faro e estudante de Gestão na Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, Tomás Silva exerce a presidência da Direção-Geral da AAUAlg desde 5 de dezembro de 2025. A decisão de voltar a candidatar-se foi anunciada a 21 de outubro, através das suas redes sociais, depois de um período de reflexão sobre o trabalho desenvolvido e os projetos que pretende concretizar.
O estudante justifica a recandidatura com a existência de iniciativas ainda por concluir, propostas que pretende colocar em prática e compromissos assumidos durante o atual mandato.
Reestruturação interna e representação dos estudantes entre as prioridades
Sob o lema “Acreditar na essência, ser Académica”, a candidatura de Tomás Silva assenta em três eixos fundamentais, centrados no funcionamento da associação e na sua capacidade de intervenção em defesa da comunidade estudantil.
A primeira prioridade é a reestruturação interna da AAUAlg, que o candidato considera necessária para preparar o futuro da organização e melhorar a sua capacidade de resposta.
O segundo objetivo passa por reforçar o posicionamento da Associação Académica da Universidade do Algarve nas discussões nacionais sobre o ensino superior, procurando assegurar uma participação mais ativa nos debates que envolvem os estudantes.
O terceiro eixo pretende recuperar aquilo que Tomás Silva identifica como a missão essencial da estrutura: a representação dos estudantes, tanto no interior da universidade como junto das entidades externas.
Na apresentação da candidatura, o atual presidente defende que “Ser Associação Académica é compreender a dimensão daquilo que representamos, é reconhecer o impacto que podemos ter na vida daqueles que frequentam a nossa academia e é perceber que existe sempre mais por fazer.”
Tomás Silva considera que a experiência adquirida durante o mandato lhe permitiu conhecer melhor o funcionamento da instituição e identificar áreas que necessitam de mudanças.
“Apresento hoje a minha recandidatura, por isso mesmo: por conhecer melhor a casa que represento, por acreditar no seu potencial e por saber que há trabalho pela frente”, afirma o candidato.
Na declaração de candidatura, Tomás Silva sustenta ainda que o último ano permitiu reforçar as bases da organização, restabelecer o equilíbrio institucional e renovar a confiança na estrutura, defendendo agora uma reflexão sobre a forma como a associação se organiza.
Perante as mudanças no ensino superior, considera igualmente necessário reforçar a intervenção da AAUAlg na defesa dos direitos e interesses da comunidade estudantil.
“Caros colegas, acredito numa Associação Académica que tenha orgulho naquilo que é, que tenha confiança naquilo que faz e acima de tudo, que tenha ambição para alcançar mais objetivos”, conclui Tomás Soares Silva.
Eleições para a Associação Académica marcadas para 5 de novembro
O calendário eleitoral para os órgãos sociais da Associação Académica da Universidade do Algarve foi aprovado pelos estudantes em Assembleia Magna, realizada a 16 de outubro.
O prazo para entrega das listas candidatas termina a 23 de outubro, seguindo-se a campanha eleitoral, que decorrerá entre 26 de outubro e 3 de novembro.
O ato eleitoral está marcado para 5 de novembro, estando a divulgação dos resultados prevista para o dia seguinte, 6 de novembro.
A recandidatura de Tomás Silva surge, assim, num processo eleitoral em que o atual presidente procura renovar o mandato à frente da Direção-Geral da AAUAlg, apresentando como objetivos a reorganização da associação, o reforço da sua presença no debate nacional sobre o ensino superior e uma maior capacidade de representação dos estudantes.
O Ginásio Clube de Faro recebe, no próximo sábado, 24 de outubro, às 18:00, um espetáculo de música e dança indiana, protagonizado pela cantora Medha Basu, pelo percussionista Shreekalyan Chakraborty e pela bailarina Beatriz Crespo, numa iniciativa que pretende dar a conhecer ao público diferentes expressões da tradição artística da Índia.
A apresentação surge na sequência da passagem de Medha Basu por Sevilha, circunstância que o Ginásio Clube de Faro aproveitou para organizar um encontro cultural dedicado às sonoridades e aos ritmos da música indiana.
O espetáculo combina canto, instrumentos tradicionais e dança, proporcionando ao público uma experiência artística centrada na diversidade cultural e na riqueza das tradições indianas.
Canto, tablas e dança dão a conhecer tradições artísticas da Índia
Medha Basu será acompanhada por Shreekalyan Chakraborty, responsável pela interpretação das tablas, instrumentos tradicionais de percussão indianos que desempenham um papel importante na expressão rítmica desta música.
A componente de dança estará a cargo de Beatriz Crespo, completando uma apresentação que procura estabelecer um diálogo entre diferentes linguagens artísticas.
De acordo com o Ginásio Clube de Faro, a iniciativa pretende proporcionar uma oportunidade de contacto com manifestações culturais ligadas à tradição indiana, através de um espetáculo que reúne música, canto e dança.
A apresentação realiza-se no sábado, 24 de outubro, às 18:00, nas instalações do Ginásio Clube de Faro, situadas na Rua Ivens, n.º 12, 2.º andar, em Faro.
O bilhete tem um custo de cinco euros.
Para informações adicionais, os interessados podem contactar a organização através do endereço eletrónico ginasioclubedefaro@gmail.com.
Um homem que exibia uma bandeira de Israel foi retirado pela PSP do protesto pela habitação no Rossio, em Lisboa, na noite de quarta-feira, 21 de outubro. Segundo a RTP, dois agentes acompanharam-no até ao interior da estação de Metro do Rossio, depois de se ter envolvido em confrontos com manifestantes.
O episódio ocorreu pouco depois das 22h00, quando estavam a ser instaladas tendas na Praça D. Pedro IV. A concentração reunia algumas centenas de pessoas e decorria de forma pacífica desde o final da tarde, de acordo com o relato da agência Lusa.
Manifestantes afastaram o homem da zona das tendas
O homem entrou no espaço ocupado pelo protesto e acabou por ser afastado pelos próprios manifestantes. Elementos da PSP que acompanhavam a concentração intervieram depois para o retirar do meio dos participantes.
Durante o incidente, ouviram-se palavras de ordem como “pacíficos, pacíficos” e “somos todos antifascistas”. A RTP refere que o homem já tinha estado na manifestação durante a tarde.
A situação aconteceu depois de uma assembleia popular ter aprovado o regresso das tendas ao Rossio. A proposta tinha recebido 190 votos favoráveis e 270 abstenções, numa reunião iniciada pelas 19:30.
Decisão mudou durante a madrugada
Já na madrugada desta quinta-feira, 22 de outubro, os participantes voltaram a votar sobre a permanência na praça.
Pelas 00:45, a organização apresentou três alternativas: desmontar as tendas e desmobilizar, retirar as estruturas mas continuar a dormir na rua de forma organizada, ou manter o acampamento e formar um cordão humano em seu redor.
A opção de desmontar as tendas e pernoitar ao relento venceu com 338 votos. Os participantes decidiram, assim, manter o protesto no Rossio sem as estruturas de campismo que tinham voltado a instalar durante a noite.
Protesto prosseguiu depois da operação de terça-feira
O regresso das tendas ocorreu após a intervenção policial de 20 de outubro, que retirou o anterior acampamento do Rossio.
Num comunicado divulgado nesse dia, a PSP informou que tinham sido detidas 55 pessoas em Lisboa por suspeita de desobediência. A força de segurança registou ainda dois feridos ligeiros e indicou que a Polícia Municipal tinha apreendido 228 estruturas de acampamento. Estes números dizem respeito à operação de terça-feira.
Os detidos foram posteriormente constituídos arguidos e libertados, sujeitos a termo de identidade e residência. As diligências judiciais relativas aos casos foram adiadas para 27 de outubro.
A escritora Ana Rita Gamas, residente em Silves, lançou o livro A Mãe Não Vem com Manual – Adolescentes, Estrogénio e Outras Catástrofes Domésticas, uma obra que aborda, com humor e sensibilidade, os desafios da maternidade, as transformações da adolescência e as situações inesperadas que marcam o quotidiano das famílias.
Publicada pela 5 Livros, a obra parte de experiências e episódios familiares para explorar as dificuldades, dúvidas e emoções que acompanham o crescimento dos filhos, numa fase em que as relações entre pais e adolescentes enfrentam novos desafios.
Com uma escrita que procura combinar situações divertidas com reflexões sobre a vida familiar, a autora apresenta uma perspetiva sobre as mudanças que ocorrem quando os filhos começam a conquistar maior autonomia e os pais procuram adaptar-se a essa nova realidade.
Entre a adolescência, as mudanças familiares e o humor
Na apresentação da obra, Ana Rita Gamas descreve algumas das situações que inspiram o livro, recorrendo a episódios do quotidiano para retratar as diferentes etapas do crescimento dos filhos.
“Crescer faz barulho”, começa por assinalar a autora, numa referência às transformações que acompanham a infância e a adolescência.
O texto de apresentação prossegue com uma descrição bem-humorada do ambiente familiar: “Às vezes são portas que batem. Outras vezes são gargalhadas à mesa às 19h53.”
A escritora aborda também as mudanças de comportamento dos adolescentes e as situações inesperadas que podem surgir no relacionamento entre pais e filhos.
“Há um adolescente que responde «já ouvi»… mas raramente aparece”, refere a apresentação da obra, acrescentando: “Há uma criança de seis anos que fala sem vírgulas e acredita que a mãe sabe tudo.”
A narrativa contempla ainda a transformação das relações familiares à medida que os filhos crescem, descrevendo uma fase marcada por novas responsabilidades, emoções e desafios.
“Este livro não é um manual. É uma conversa honesta, divertida e profundamente humana sobre maternidade, adolescência e aquela sensação universal de que ninguém nos explicou verdadeiramente esta fase da vida”, destaca o texto de apresentação.
Uma reflexão sobre a experiência de educar e acompanhar os filhos
A obra procura, assim, proporcionar aos leitores uma reflexão sobre a experiência de educar e acompanhar os filhos, abordando as dificuldades do quotidiano sem perder a dimensão afetiva e humorística.
Natural do Fundão, Ana Rita Gamas é mãe de dois filhos, Carolina e Miguel, e reside em Silves, onde exerce a atividade de professora de História no Agrupamento de Escolas de Silves.
Licenciada em História, variante História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a autora apresenta nesta publicação uma abordagem à vida familiar marcada pela experiência pessoal, pelo humor e pela observação das relações entre gerações.
A Mãe Não Vem com Manual – Adolescentes, Estrogénio e Outras Catástrofes Domésticas é o seu primeiro livro.
Um pedido para ajudar uma criança a ganhar um concurso de dança pode esconder uma tentativa de acesso à sua conta do WhatsApp. O Instituto Nacional de Cibersegurança de Espanha (INCIBE) publicou, nesta quarta-feira, 21 de outubro, um alerta sobre este esquema, que chega através de mensagens de contactos conhecidos.
A confiança entre amigos e familiares é usada para convencer os destinatários a seguir uma ligação. A DECO PROteste já tinha descrito uma fraude semelhante em novembro de 2025, na qual contas comprometidas eram utilizadas para espalhar novos pedidos e solicitar dinheiro.
Uma votação que permite associar outro dispositivo
No exemplo divulgado pelo INCIBE, a mensagem pede votos para Sophie, apresentada como filha de uns amigos. Os nomes, os prémios e as páginas utilizadas podem variar.
Ao abrir a ligação, o destinatário encontra uma página que simula uma votação e pede o número de telefone. Depois, apresenta um código e instruções para o introduzir no WhatsApp, através da opção de associar um dispositivo.
“Esse código não serve para registar um voto”, esclarece o instituto: permite associar um equipamento externo à conta.
A própria Meta, proprietária do WhatsApp, descreve este mecanismo. Os criminosos podem apresentar-se como organizadores de concursos de talentos e pedir um código de associação. Noutras variantes, tentam convencer a pessoa a ler um código QR que liga o equipamento do burlão à conta.
A aplicação pode continuar a funcionar normalmente
A vítima pode continuar a utilizar o WhatsApp enquanto terceiros enviam mensagens através da sessão associada. Manter o acesso à aplicação não significa, portanto, que a conta esteja a ser usada apenas pelo titular.
A Meta anunciou avisos para pedidos de associação considerados suspeitos, destinados a alertar os utilizadores antes de concluírem o processo. A empresa recomenda atenção à origem desses pedidos e às instruções apresentadas no ecrã.
Como proteger a conta
Antes de participar numa votação recebida por mensagem, confirme o pedido com a pessoa através de uma chamada. Nunca partilhe códigos de verificação e ative a verificação em dois passos, recomenda a DECO PROteste.
Se já associou um dispositivo, consulte a lista de equipamentos ligados ao WhatsApp e termine as sessões desconhecidas. Avise os contactos por outro canal e conserve capturas das mensagens. Abrir a ligação ou fornecer o número, por si só, não equivale a autorizar a associação, mas justifica verificar essa lista.
Caso tenha enviado dinheiro, contacte imediatamente o banco. Em Portugal, a GNR recomenda denunciar a burla às autoridades, podendo a participação ser apresentada à Guarda, PSP, Polícia Judiciária ou Ministério Público. Guarde também os comprovativos dos pagamentos.
A gestão sustentável de resíduos e os desafios ambientais que se colocam ao Algarve vão estar em debate no próximo dia 13 de novembro, no Auditório Teresa Gamito da Universidade do Algarve, no Campus de Gambelas, em Faro, numa conferência que reunirá representantes de entidades públicas, municípios, universidades, empresas e especialistas do setor.
Intitulada “Resíduos: Um Futuro Urgente”, a iniciativa é promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), em parceria com o Município de Loulé, e pretende identificar estratégias que contribuam para melhorar a gestão dos resíduos, reduzir o desperdício e promover modelos de desenvolvimento mais sustentáveis.
O encontro procurará também incentivar a partilha de experiências e o diálogo entre diferentes entidades, com o objetivo de encontrar respostas para os desafios ambientais da região e reforçar a aplicação dos princípios da economia circular.
Gestão dos resíduos urbanos e desafios do Algarve em destaque
O programa da conferência está organizado em dois grandes eixos temáticos, dedicados à gestão dos resíduos urbanos e não urbanos.
A primeira parte será centrada nos resíduos urbanos, com a apresentação de boas práticas desenvolvidas a nível nacional e a análise dos desafios específicos que se colocam ao Algarve nesta área.
A iniciativa pretende proporcionar uma reflexão sobre a forma como os municípios e as entidades responsáveis pela gestão dos resíduos podem melhorar os seus procedimentos e adotar soluções mais eficientes e sustentáveis.
O debate contará com a participação de representantes da administração pública, autarquias, universidades, entidades gestoras e empresas, permitindo abordar a problemática dos resíduos a partir de diferentes perspetivas.
Economia circular e valorização dos resíduos integram debate
O segundo eixo temático será dedicado aos resíduos não urbanos, destacando experiências inovadoras relacionadas com a economia circular, a valorização de materiais e a promoção de práticas ambientalmente responsáveis.
A conferência pretende dar a conhecer abordagens que contribuam para aproveitar melhor os recursos disponíveis, reduzir a produção de desperdícios e incentivar soluções que favoreçam a sustentabilidade ambiental.
A CCDR Algarve considera que a cooperação entre instituições e a partilha de conhecimento são importantes para promover uma gestão mais eficiente dos resíduos e incentivar a adoção de modelos de desenvolvimento mais resilientes.
O encontro procurará, por isso, aproximar entidades públicas, investigadores, especialistas e representantes do setor empresarial, criando oportunidades de diálogo sobre os desafios atuais e futuros da gestão de resíduos.
Participação gratuita mediante inscrição prévia
A conferência “Resíduos: Um Futuro Urgente” realiza-se a 13 de novembro, no Auditório Teresa Gamito da Universidade do Algarve, situado no Campus de Gambelas, em Faro.
A participação é gratuita, mas exige inscrição prévia através de um formulário disponibilizado pela organização.
Promovida pela CCDR Algarve e pelo Município de Loulé, a iniciativa pretende contribuir para a identificação de soluções que favoreçam a proteção ambiental, a utilização responsável dos recursos e a valorização dos resíduos, reforçando a cooperação entre as entidades envolvidas na construção de um Algarve mais sustentável.
Quem tem um crédito à habitação com taxa variável e revisão prevista para novembro deverá enfrentar um aumento da prestação. A previsão mantém-se apesar da estabilização recente das Euribor, porque a comparação relevante é feita com a taxa aplicada na última atualização do contrato.
O alerta foi deixado por Nuno Rico, da DECO PROteste, em declarações à SIC Notícias. Segundo o especialista, haverá diferenças entre empréstimos: “A dimensão é que vai ser diferente consoante o indexante”.
Porque pode subir a prestação mesmo com a Euribor a estabilizar
Uma estabilização das taxas nos últimos dias não significa que a prestação fique igual na próxima revisão. Para isso, é necessário comparar o novo valor de referência com aquele que está a ser aplicado ao empréstimo.
O Banco de Portugal explica que, nos contratos a taxa variável, o juro resulta da soma do indexante, geralmente a Euribor, com o spread acordado com o banco. A revisão acompanha o prazo do indexante: três, seis ou 12 meses, por exemplo.
O valor utilizado resulta da média das cotações diárias do mês anterior à revisão. Assim, a referência para novembro será a média de outubro, que ainda não está fechada.
Taxa mista representou 87% dos novos empréstimos em agosto
Os dados mais recentes do Banco de Portugal mostram que, em agosto, 87% dos novos empréstimos para habitação própria permanente foram contratados a taxa mista.
Nas novas operações desta modalidade, a taxa de juro média ficou em 2,86%, mais 0,02 pontos percentuais do que em julho. Na taxa variável, a média também aumentou 0,02 pontos percentuais, para 3,23%.
Estes valores descrevem as operações realizadas naquele mês. Não correspondem a uma proposta disponível nas mesmas condições para todos os clientes.
Como funciona a proteção durante o período de taxa fixa
Num empréstimo a taxa mista, existe um período inicial com taxa fixa, seguido de outro com taxa variável. Durante a fase fixa, a prestação de capital e juros não acompanha as oscilações da Euribor. Depois, passa a depender das condições previstas para a componente variável do contrato.
A escolha desta modalidade tem ganho peso num contexto de subida dos encargos. Em agosto, a prestação média mensal dos empréstimos à habitação atingiu os 446 euros, mais cinco euros do que em julho e mais 28 euros do que no final de 2025, segundo o regulador.
Como avaliar o impacto no seu empréstimo
Para estimar a nova prestação, é necessário conhecer o capital ainda em dívida, o prazo que falta cumprir, o spread e o indexante do contrato. O simulador do Portal do Cliente Bancário permite testar alterações da taxa de juro e perceber o seu efeito na mensalidade.
Na comparação de propostas, devem também ser considerados os seguros, as comissões e os restantes encargos. A taxa anual de encargos efetiva global, ou TAEG, reúne os custos do crédito e ajuda a comparar ofertas com o mesmo prazo e modalidade de reembolso.
A vila de Moncarapacho, no concelho de Olhão, ganhou um novo museu com a inauguração da Casa do Colecionador, realizada a 19 de outubro, numa antiga igreja do século XVIII. O espaço, propriedade da Fundação Calçada Correia, reúne coleções de arte sacra, mais de 260 bengalas, pinturas em marfim e esculturas em pedra, refletindo cerca de 50 anos de dedicação ao colecionismo.
O projeto resulta da iniciativa de João Luís Calçada Correia, que decidiu instalar o museu na sua terra natal, recuperando um edifício histórico que pertenceu à Ordem Terceira de São Francisco.
A cerimónia de inauguração contou com a presença da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Veia Calé, e de várias personalidades ligadas à cultura, entre as quais a escritora algarvia Lídia Jorge.
Antiga igreja do século XVIII transformada em espaço museológico
A Casa do Colecionador ocupa uma antiga igreja do século XVIII, que foi alvo de um projeto de reabilitação já distinguido com um prémio.
A intervenção procurou preservar a identidade histórica e a espiritualidade do edifício, adaptando-o simultaneamente às exigências de um espaço museológico contemporâneo.
O novo equipamento cultural acolhe coleções reunidas ao longo de aproximadamente cinco décadas por João Luís Calçada Correia, abrangendo diferentes manifestações artísticas e objetos de coleção.
Entre os elementos expostos encontram-se peças de arte sacra, pinturas em marfim, esculturas em pedra e uma coleção de mais de 260 bengalas.
Durante a inauguração, o responsável pela criação do museu explicou as razões que o levaram a escolher Moncarapacho para concretizar o investimento.
“Escolhi Moncarapacho para concretizar este investimento porque acredito que vale a pena investir nos lugares a que pertencemos, contribuir para a sua localização e criar condições para que a cultura seja, também, um fator de desenvolvimento local”, afirmou João Luís Calçada Correia.
“A minha terra merece uma oferta cultural de qualidade, capaz de atrair visitantes, despertar o interesse dos mais jovens e enriquecer a vida de quem aqui vive”, acrescentou.
Ministra da Cultura destaca importância de abrir coleções privadas à comunidade
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, destacou a iniciativa de João Luís Calçada Correia e a importância de disponibilizar ao público um património reunido ao longo de vários anos.
Na sua intervenção, a governante valorizou “a vontade de transformar uma coleção privada num espaço cultural que pode ser usufruído pela comunidade, fazendo de uma iniciativa pessoal um contributo para a vida coletiva”.
Margarida Balseiro Lopes salientou igualmente a ligação que os equipamentos culturais estabelecem com os territórios onde estão inseridos.
“Um espaço cultural nunca existe isolado do lugar onde se encontra. Passa a fazer parte da sua vida e das razões que levam alguém a visitá-lo e das oportunidades que oferece a quem lá vive”, afirmou.
A ministra considerou ainda que “com este museu, Moncarapacho ganha mais um lugar para conhecer, mostrar e partilhar. Um lugar que acrescenta à oferta cultural do concelho de Olhão e convida a descobrir um território que tem muito para oferecer além dos destinos mais conhecidos da região”.
Câmara de Olhão quer reforçar afirmação cultural de Moncarapacho
O presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Veia Calé, considerou que a inauguração da Casa do Colecionador representa mais um passo na valorização cultural da vila.
“Hoje é um dia de referência porque sabemos que demos mais um passo importante para fazer com que o marco cultural esteja presente na terra”, declarou o autarca durante a cerimónia.
Ricardo Veia Calé destacou o contributo dos investimentos públicos, associativos e privados para o desenvolvimento cultural de Moncarapacho, defendendo que a colaboração entre diferentes entidades tem permitido reforçar a oferta existente.
“Nas várias vertentes, conseguimos mostrar que numa vila com a dimensão de Moncarapacho é possível fazer muito mais do que aquilo que é o objetivo de cada um de nós”, afirmou, agradecendo a João Luís Calçada Correia o investimento realizado na sua terra natal.
O presidente da autarquia sublinhou também a importância que atribui à cultura num contexto de crescente transformação tecnológica.
“Num mundo em constante mudança, em que temos a tecnologia e a inteligência artificial a substituir o ser humano, será a cultura que fará a diferença no futuro”, considerou.
“É um orgulho enorme. Olhão valorizou-se muito hoje com a abertura desta Casa do Colecionador”, concluiu Ricardo Veia Calé.
Novo museu pode ser visitado de terça-feira a sábado
A Casa do Colecionador está aberta ao público de terça-feira a sábado, em dois períodos, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00.
Os bilhetes têm preços entre 2,50 e 5 euros.
Com a abertura deste novo espaço, Moncarapacho passa a dispor de mais um equipamento dedicado à preservação e divulgação do património artístico, acrescentando uma nova oferta cultural ao concelho de Olhão.
Caro leitor, talvez me esteja a escapar alguma inovação no pensamento político, mas ainda não consegui perceber de que forma partir a montra de uma loja melhora o salário de quem lá trabalha. Ou como incendiar o automóvel de outra pessoa contribui para baixar as rendas. Admito que o mecanismo seja complexo. Até agora, porém, ninguém mo explicou de forma convincente.
As notícias sucedem-se. De diferentes países chegam manifestações, palavras de ordem e sinais de descontentamento. As causas variam, mas repetem-se preocupações com a habitação, os salários, a educação e o custo de vida. Há pessoas cansadas de trabalhar sem conseguirem estabilidade e jovens que olham para o futuro com mais apreensão do que esperança.
É preciso ouvir esse descontentamento. Uma sociedade não pode exigir permanentemente paciência a quem vive sem margem para mais um aumento, mais uma despesa ou mais um adiamento.
Manifestar-se é um direito fundamental. A democracia precisa de cidadãos que questionem, contestem e exijam respostas. Muitas conquistas sociais nasceram da coragem de quem saiu à rua e recusou aceitar como inevitável aquilo que era injusto.
Precisamente por isso, preocupa-me ver uma reivindicação perder espaço para o espetáculo da destruição.
Imagens criadas com recurso a inteligência artificial
Em Paris, as notícias sobre a mobilização de 17 de outubro dão conta de lojas saqueadas e comerciantes agredidos na zona da Praça da República e nas ruas próximas. Entre os estabelecimentos atingidos estavam uma farmácia e lojas de bairro. Por detrás de cada montra havia pessoas, trabalho e compromissos que não desapareceram com o vidro partido.
Há uma diferença que importa deixar clara: quem parte a montra não é, em regra, quem trabalhou para abrir aquela loja. Quem incendeia o automóvel não é quem passou anos a pagá-lo. Quem saqueia um estabelecimento leva os bens; deixa a outros o prejuízo, a reparação e a incerteza sobre o dia seguinte.
A revolta pode nascer de dificuldades reais. Mas isso não dá a ninguém o direito de impor novas dificuldades a pessoas que também trabalham, pagam contas e procuram sustentar uma família. O comerciante não deixa de ser trabalhador por ter uma loja. E os funcionários não deixam de precisar do emprego por trabalharem para uma grande empresa.
É particularmente cómodo exercer a indignação à custa do património alheio. Quem destrói pode ir embora; quem sofreu o dano fica com as consequências. Que solidariedade é essa que exige justiça para uns enquanto aceita arruinar a vida de outros?
E depois há o saque. Porque partir uma montra e sair com os produtos debaixo do braço exige uma explicação bastante mais convincente do que a invocação da justiça social. Em que medida levar um telemóvel melhora a escola pública? Que reivindicação fica satisfeita com o conteúdo de uma montra dentro de um saco?
A indignação não confere um direito de apropriação. Uma loja não se torna um alvo legítimo por vender produtos caros, pertencer a uma grande empresa ou representar um mundo ao qual muitos não têm acesso. A dimensão do estabelecimento não transforma os seus bens em mercadoria à disposição de quem os queira levar.
Chamar saque ao saque não diminui o direito à manifestação. Pelo contrário: impede que quem procura uma mudança coletiva seja confundido com quem aproveita a confusão para obter um benefício pessoal.
Essa distinção é indispensável. A cobertura das manifestações em França descreve tanto participantes pacíficos como grupos envolvidos em confrontos, incêndios e pilhagens. Responsabilizar todos pelos atos de alguns seria injusto e apagaria as reivindicações de quem saiu à rua sem destruir nada.
Mas a legitimidade de um protesto também não absolve todos os atos praticados à sua volta. Uma causa justa não transforma automaticamente em justo tudo o que se faz em seu nome.
Há ainda a questão dos rostos tapados. Incomoda-me ver alguém exigir publicamente responsabilidade enquanto procura escapar à responsabilidade pelos próprios atos. Reconheço que pode haver razões legítimas para proteger a identidade, incluindo o receio de represálias. Uma cara tapada, por si só, não prova uma intenção violenta. Porém, quando alguém oculta o rosto para agredir, saquear ou destruir sem ser reconhecido, a questão é bastante concreta: quer agir e evitar responder pelo que fez.
A liberdade de manifestação não inclui uma dispensa de responsabilidade.
Quanto ao património público, talvez convenha recordar uma evidência: pertence à comunidade. Nenhum indivíduo pode decidir destruí-lo em nome da sua própria indignação. Ao fazê-lo, retira aos outros o uso de um bem comum e impõe-lhes o custo da sua reparação.
Uma biblioteca, uma escola, um jardim ou uma paragem de autocarro têm uma função na vida das pessoas. Não são abstrações nem objetos descartáveis. Quando são danificados, as consequências atingem também quem depende deles e não teve qualquer participação nos acontecimentos.
Como historiadora e arqueóloga, custa-me particularmente a facilidade com que o património pode ser tratado como um alvo disponível. Um edifício histórico guarda marcas de vidas, técnicas, acontecimentos e transformações que ultrapassam largamente o governo do momento. A sua destruição pode eliminar testemunhos que nenhuma verba de reconstrução consegue devolver.
É possível contestar o passado, discutir os seus símbolos e exigir novas formas de o apresentar. Esse debate merece conhecimento e participação. O fogo é um péssimo instrumento de interpretação histórica.
Há quem pergunte se um protesto que não perturba alguma vez é ouvido. É uma pergunta pertinente. Uma manifestação ocupa espaço, interrompe rotinas e pode condicionar a circulação. Não se pode exigir que toda a contestação decorra discretamente, sem causar o menor incómodo a ninguém.
Mas existe uma diferença entre interromper o trânsito e incendiar o carro de quem ficou parado nele. Entre ocupar uma praça e destruir o equipamento que permite a outras pessoas usá-la. Entre contestar uma decisão e agredir alguém que não teve qualquer participação nela.
Essa diferença não desaparece por estarmos indignados.
Também não devemos aceitar que os atos violentos sirvam de pretexto para desvalorizar todas as reivindicações ou justificar respostas indiscriminadas. A responsabilidade deve ser apurada em cada caso, incluindo quando estão em causa abusos de autoridade. Exigir rigor a quem protesta e a quem exerce o poder faz parte da mesma exigência democrática.
O que me inquieta é a facilidade com que a destruição ocupa toda a conversa. Discutem-se os incêndios, os confrontos e os prejuízos. Os salários, a habitação e a escola passam para segundo plano. Quem queria tornar um problema visível acaba representado por imagens que podem nada ter que ver com aquilo que defende.
O estrondo consegue atenção. Nem sempre consegue fazer ouvir uma ideia.
Não espero uma indignação elegante de quem está exausto. Espero, contudo, que a revolta conserve a capacidade de reconhecer o outro. Sobretudo aquele que tem tão pouco poder como nós para mudar as circunstâncias.
Porque, depois de dispersar a multidão, há sempre alguém que fica. Alguém que encontra o negócio destruído, telefona à família, faz contas ao prejuízo ou procura uma maneira de chegar ao trabalho sem o automóvel que lhe incendiaram.
Podemos exigir mudanças profundas, fazer perguntas incómodas e recusar respostas vazias. Devemos fazê-lo. Mas continuo à espera de que me expliquem como se melhora a vida de quem, depois da manifestação, fica a varrer os vidros.
O espaço cultural República 14, em Olhão, recebe pela primeira vez o Quarteto Concordis, no próximo sábado, 24 de outubro, para apresentar LUSITANIAS, um espetáculo dedicado à música portuguesa que revisita obras de Carlos Paredes, José Afonso, Luís de Freitas Branco e Cesária Évora, através de arranjos para quatro guitarras clássicas.
O grupo apresenta-se em duas sessões, às 19:00 e às 21:30, proporcionando ao público uma abordagem instrumental a diferentes referências da música nacional, num encontro entre a tradição musical e novas possibilidades de interpretação.
Formado pelos guitarristas portugueses Manuel Toucinho, Pedro Rufino, Jorge Pires e Eudoro Grade, o Quarteto Concordis desenvolve, desde 2005, um trabalho de divulgação do património musical português, com apresentações em Portugal e no estrangeiro.
Carlos Paredes e José Afonso em destaque no espetáculo LUSITANIAS
O programa apresentado em Olhão propõe uma viagem por diferentes expressões da música portuguesa, com especial destaque para as obras de Carlos Paredes e José Afonso, duas figuras marcantes da cultura nacional.
O repertório inclui igualmente composições de Luís de Freitas Branco e Cesária Évora, interpretadas numa formação de quatro guitarras clássicas, que permite explorar novas sonoridades e abordagens a temas conhecidos.
Com este projeto, o Quarteto Concordis procura valorizar o património musical português através de uma interpretação que combina a linguagem da música de câmara com influências de diferentes tradições musicais.
O espetáculo LUSITANIAS constitui também um ponto de partida para um futuro projeto do grupo, intitulado Diáspora Portuguesa, que contará com arranjos de Pedro Louzeiro e Miguel Jesus.
Quarteto português soma atuações em festivais internacionais
Fundado em 2005, o Quarteto Concordis tem desenvolvido uma atividade artística centrada na divulgação da música portuguesa, levando o seu repertório a diferentes palcos internacionais.
Ao longo do seu percurso, o grupo participou em festivais como o London Guitar Festival, em Inglaterra, o Festival Guitarres en Picardie, em França, o Ossola Guitar Festival, em Itália, e o Guitar Art Festival, na Sérvia.
O quarteto apresentou-se igualmente em festivais realizados em Macau, Hong Kong e Ronda, em Espanha, consolidando um percurso internacional assente na interpretação e valorização de obras de compositores portugueses.
Os bilhetes podem ser adquiridos diretamente no local ou através da plataforma BOL.
Uma pequena descida da temperatura e chuva a chegar ao Minho durante a tarde marcam a previsão para quinta-feira, 22 de outubro, no Continente. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a precipitação deverá estender-se gradualmente ao restante litoral a norte do Cabo Mondego.
Nos arquipélagos também se esperam aguaceiros. Nos Açores serão fracos, enquanto na Madeira deverão afetar sobretudo a vertente norte e as terras altas. O Sul do Continente terá mais abertas.
Continente: chuva durante a tarde e manhã mais fresca
Nas regiões Norte e Centro, o céu estará geralmente muito nublado, inicialmente por nuvens altas. A chuva deverá começar no Minho a partir do meio da tarde, chegando ao Grande Porto no final da tarde.
O vento será inicialmente fraco, reforçando a partir do fim da manhã. Nas terras altas poderá atingir os 40 km/h durante a tarde. Há ainda possibilidade de neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do interior.
No Sul, incluindo o Algarve, prevê-se céu pouco nublado ou limpo, com períodos de maior nebulosidade por nuvens altas. A temperatura deverá descer ligeiramente, enquanto no Norte e Centro a descida será sobretudo da mínima.
Na Grande Lisboa esperam-se períodos de céu muito nublado e vento que poderá atingir os 25 km/h durante a tarde. Previsão descritiva
Açores: aguaceiros fracos e máximas de 24 ºC
Os três grupos do arquipélago terão períodos de céu muito nublado com abertas. No grupo Ocidental, os aguaceiros fracos deverão surgir a partir da tarde. No Central serão mais frequentes durante a madrugada, estando também previstos no Oriental.
O vento soprará inicialmente entre os 10 e os 30 km/h, enfraquecendo depois para valores entre os 5 e os 10 km/h. No grupo Ocidental rodará de oeste para sul e, no Central, de sudoeste para noroeste.
As máximas previstas são de 24 ºC em Santa Cruz das Flores, Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada. As mínimas serão de 19 ºC nas Flores e de 18 ºC nas restantes localidades.
Madeira: mais chuva na vertente norte e nas terras altas
No arquipélago da Madeira, o céu deverá apresentar-se geralmente muito nublado, com aguaceiros sobretudo na vertente norte e nas zonas mais elevadas da ilha.
O vento soprará de leste ou nordeste, entre os 10 e os 25 km/h. Para o Funchal, o IPMA aponta céu geralmente muito nublado e possibilidade de aguaceiros fracos, com vento do quadrante leste.
Ondas até três metros na costa ocidental
Na costa ocidental do Continente, as ondas de noroeste poderão atingir os três metros a norte do Cabo Raso até ao meio da manhã. Na costa sul serão inferiores a um metro.
Nos Açores, prevê-se ondulação entre um e dois metros e água do mar a 22 ºC.
Na Madeira, as ondas deverão variar entre 1,5 e 2,5 metros na costa norte, ficando por um metro na costa sul. A temperatura da água estará entre os 22 e os 23 ºC.
Os portugueses que utilizam os serviços da MEO, NOS ou Vodafone poderão beneficiar de uma nova camada de proteção contra fraudes bancárias. As três principais operadoras de telecomunicações anunciaram duas ferramentas que permitem aos bancos e a outras empresas verificar informações associadas aos números de telemóvel, ajudando a identificar possíveis tentativas de burla antes de serem autorizados acessos ou transações.
A novidade foi apresentada esta terça-feira, 20 de outubro, em Lisboa, durante um encontro que reuniu representantes das três operadoras, da Nokia e da GSMA, associação internacional que representa o setor das comunicações móveis.
De acordo com o Expresso, as novas funcionalidades permitem confirmar se um utilizador está a aceder a uma conta através do número de telemóvel associado e identificar se esse número foi recentemente transferido para outro cartão SIM.
Bancos vão poder verificar se o seu cartão SIM foi trocado
Uma das principais novidades chama-se SIM Swap, uma ferramenta que permite verificar se determinado número de telemóvel foi recentemente associado a um novo cartão SIM.
Esta funcionalidade poderá ser particularmente útil no combate a um tipo de fraude em que os criminosos conseguem obter uma segunda via do cartão SIM de uma vítima, fazendo-se passar pelo verdadeiro titular.
Quando conseguem controlar o número de telemóvel, os burlões podem receber mensagens e códigos de autenticação enviados pelos bancos, aumentando o risco de acesso indevido às contas.
Segundo o Expresso, a nova ferramenta permite verificar se ocorreu uma alteração do cartão SIM nas últimas 24 ou 48 horas, fornecendo aos bancos um sinal de alerta antes de autorizarem determinadas operações.
Uma troca recente não significa necessariamente que exista uma fraude, mas poderá justificar verificações adicionais de segurança.
Nova tecnologia também permite confirmar o número de telemóvel
A segunda ferramenta, denominada Number Verification, permite confirmar se o acesso a determinada aplicação está a ser realizado através do número de telemóvel associado à conta.
Ao contrário dos métodos tradicionais, que exigem a introdução de códigos recebidos por SMS, esta verificação pode decorrer automaticamente, em segundo plano.
O objetivo é reforçar a segurança sem obrigar os utilizadores a realizar procedimentos adicionais sempre que pretendem aceder a determinados serviços.
As duas ferramentas podem também funcionar em conjunto, permitindo às empresas confirmar a associação do número à conta e verificar se existiu alguma alteração recente do cartão SIM.
MEO, NOS e Vodafone juntam-se para combater fraudes
O lançamento integra a iniciativa internacional GSMA Open Gateway, que pretende facilitar a utilização de funcionalidades das redes móveis por empresas e serviços digitais.
As ferramentas funcionam através de interfaces de programação de aplicações, conhecidas como APIs, que permitem a comunicação automática entre diferentes sistemas informáticos.
A plataforma tecnológica utilizada é fornecida pela Nokia e chama-se Network as Code.
Na prática, um banco poderá realizar verificações relativas a clientes das três operadoras através de uma única ligação tecnológica, sem necessidade de desenvolver sistemas completamente diferentes para cada rede.
Segundo Judite Reis, diretora de Engenharia de Redes da NOS, estas funcionalidades representam também uma oportunidade de negócio para as operadoras, que poderão disponibilizar serviços de segurança a outras empresas.
E os dados pessoais? Operadoras esclarecem questão da privacidade
A possibilidade de empresas consultarem informações associadas às redes móveis levantou questões relacionadas com a proteção dos dados pessoais.
Durante a apresentação, os representantes das operadoras explicaram que as ferramentas apenas permitem realizar consultas previamente definidas, não correspondendo a um acesso generalizado às informações dos utilizadores.
A MEO referiu ainda a existência de um portal de gestão de consentimentos, através do qual os clientes poderão acompanhar e controlar o acesso à informação disponibilizada por estas ferramentas.
De acordo com o Expresso, as empresas não divulgaram os valores investidos no desenvolvimento das soluções nem identificaram contratos comerciais já estabelecidos para a sua utilização.
Há outra novidade prevista para 2027
As três operadoras preparam também uma terceira funcionalidade, cuja disponibilização está prevista para o início de 2027.
Denominada Number Recycle, esta ferramenta permitirá verificar se um número de telemóvel foi entretanto atribuído a outra pessoa.
O objetivo é evitar situações em que códigos de autenticação, mensagens bancárias ou outras informações associadas a contas antigas sejam enviados ao novo titular de um número.
Esta situação pode ocorrer quando um cliente deixa de utilizar determinado número e a operadora o atribui posteriormente a outra pessoa.
Com estas novidades, a MEO, a NOS e a Vodafone pretendem disponibilizar aos bancos e a outras empresas novos mecanismos de prevenção de fraudes, embora a sua utilização efetiva dependa da integração das ferramentas nos serviços de cada entidade.
Entrar no carro e encontrar o para-brisas embaciado é uma situação frequente nas manhãs frias. A humidade acumulada no habitáculo pode dificultar a visão da estrada, obrigando a desembaciar os vidros antes de iniciar a viagem.
Entre as sugestões já divulgadas pela Guarda Nacional Republicana (GNR) encontra-se uma alternativa pouco habitual: utilizar uma batata. A força de segurança apresentou este alimento como uma opção caseira, ressalvando que a eficácia pode variar e ser inferior à dos produtos próprios para desembaciamento.
Como funciona o truque da batata
O procedimento divulgado pela GNR consiste em cortar uma batata ao meio, passar a parte cortada pela superfície do vidro e terminar a limpeza com um pano limpo.
Segundo a explicação apresentada pela força de segurança, o amido deixa uma película que pode ajudar a dificultar a fixação da humidade. O método também é referido pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), que o inclui entre as alternativas para lidar com o embaciamento.
A ressalva sobre a eficácia deve acompanhar a aplicação: o resultado pode variar e é necessário verificar se o vidro fica limpo e permite uma visão desimpedida antes de conduzir.
Porque ficam os vidros embaciados?
O fenómeno ocorre quando o vapor de água presente no ar do habitáculo entra em contacto com o vidro frio e condensa, formando pequenas gotículas. Estas dispersam a luz e dificultam a visibilidade.
A respiração dos ocupantes contribui para aumentar a humidade, tal como a roupa molhada, os guarda-chuvas ou os tapetes húmidos. Por isso, passar apenas a mão pelo vidro pode abrir momentaneamente uma zona de visão, sem resolver a acumulação de humidade no interior.
Ar condicionado e ventilação ajudam a resolver o problema
O ACP recomenda utilizar o ar condicionado, sobretudo quando existe uma função automática de desembaciamento. Este sistema ajuda a retirar humidade do ar e pode funcionar em conjunto com o aquecimento.
Também deve direcionar a ventilação para o para-brisas e desligar a recirculação, permitindo a entrada de ar exterior. Abrir ligeiramente as janelas pode ajudar a renovar o ar do habitáculo e a reduzir a humidade acumulada.
Manter os vidros limpos e retirar objetos molhados do automóvel são outros cuidados úteis para reduzir a frequência do problema.
Espere por uma boa visibilidade antes de arrancar
“Conduzir com o vidro para-brisas embaciado reduz a visibilidade drasticamente e condiciona o exercício da condução em segurança”, alerta a GNR.
Antes de iniciar a viagem, espere até conseguir ver claramente através dos vidros. Se o embaciamento surgir durante a condução e comprometer a visão, pare num local seguro para recuperar a visibilidade. Quando o sistema demora demasiado tempo a desembaciar ou deixa de o conseguir fazer, convém verificar a ventilação e o ar condicionado numa oficina.
A máquina termina o programa, os pratos e os copos parecem secos, mas os recipientes de plástico continuam cobertos de pequenas gotas de água. A diferença não significa necessariamente que exista uma avaria: o plástico perde o calor mais depressa, favorecendo a formação de condensação na superfície.
Segundo a empresa Electrolux, este comportamento pode ser observado em caixas de armazenamento, talheres e outras peças de plástico colocadas na máquina da loiça. Porcelana e vidro conservam o calor durante mais tempo e, por isso, tendem a apresentar resultados de secagem diferentes no final do mesmo ciclo.
Plástico arrefece mais depressa
Durante a lavagem, os diferentes materiais aquecem, mas não mantêm essa temperatura durante o mesmo período. Os utensílios de plástico libertam rapidamente o calor acumulado e começam a arrefecer antes de materiais como o vidro ou a porcelana.
É neste processo que pode surgir a condensação. Assim, encontrar gotas num recipiente de plástico enquanto um prato colocado ao lado está seco não permite, por si só, concluir que a função de secagem da máquina está a funcionar mal.
Programa escolhido pode mudar o resultado
A Electrolux recomenda avaliar primeiro a secagem em peças de porcelana e vidro. Caso também estas permaneçam frias ou demasiado molhadas no final, poderá fazer sentido experimentar um programa AUTO ou intensivo e verificar se o comportamento se mantém.
Os ciclos também não secam todos da mesma forma. Segundo a mesma fonte, os programas ECO e BIO recorrem a uma secagem passiva, enquanto alguns ciclos rápidos de cerca de 30 minutos nem sequer incluem uma sequência de secagem.
Máquina demasiado cheia também pode dificultar
A disposição da loiça dentro do equipamento influencia igualmente o resultado. Uma máquina sobrecarregada ou com peças colocadas de forma incorreta pode dificultar o escoamento da água e reduzir a eficácia das diferentes fases do programa.
Por isso, a marca aconselha a respeitar as indicações do manual e, depois de terminado o ciclo, permitir que o excesso de água evapore antes de retirar a loiça. Recipientes colocados de forma a acumularem água poderão naturalmente sair mais molhados.
Detergente e abrilhantador também contam
Pré-lavar a loiça com detergente antes de a colocar na máquina pode ter o efeito contrário ao pretendido. A marca alerta que o excesso de espuma pode reduzir o efeito do tensioativo e acabar por prejudicar os resultados de secagem.
Também pode ser útil verificar o detergente utilizado e, quando aplicável, ajustar o abrilhantador de acordo com o manual. Nos programas mais curtos, detergentes líquidos ou em pó podem ser preferíveis a algumas pastilhas combinadas, que poderão não dissolver-se completamente durante o tempo disponível.
Há verificações simples antes de chamar um técnico
Filtros e braços aspersores sujos podem igualmente interferir com o funcionamento normal do equipamento. A recomendação passa por verificar e limpar estes componentes seguindo as instruções específicas previstas pelo fabricante para cada modelo.
Algumas máquinas dispõem ainda de funções como Dry+, Dry Plus ou XtraDry, destinadas a melhorar a secagem, embora possam prolongar o programa e aumentar o consumo de energia. Assim, quando apenas o plástico permanece húmido, a explicação pode estar simplesmente na sua capacidade de perder calor rapidamente. Se a porcelana e o vidro também não secarem depois de verificadas estas condições, a Electrolux aconselha recorrer a assistência técnica autorizada.
O homem mais rico do mundo acredita que o dinheiro poderá deixar de ter importância nas próximas décadas. Elon Musk, cuja fortuna está atualmente avaliada em cerca de 921 mil milhões de dólares, defende que os avanços na inteligência artificial e na robótica poderão transformar completamente a forma como as pessoas trabalham, recebem rendimentos e vivem.
Segundo o Business Insider, o empresário partilhou esta visão em conversas com Walter Isaacson, autor da sua biografia, defendendo que a evolução tecnológica poderá tornar a moeda convencional praticamente desnecessária.
As declarações foram recordadas por Isaacson durante uma participação no podcast The Builders, onde abordou algumas das previsões mais ambiciosas do fundador da Tesla e da SpaceX.
Elon Musk acredita que o dinheiro poderá deixar de existir como o conhecemos
Para o empresário norte-americano, o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial cada vez mais avançados, combinado com a utilização generalizada de robôs, poderá criar uma economia radicalmente diferente da atual.
Musk acredita que estas tecnologias serão capazes de produzir bens e prestar serviços de forma tão eficiente que a escassez de muitos produtos poderá diminuir significativamente.
Nesse cenário, o dinheiro deixaria de desempenhar o papel central que atualmente ocupa na sociedade, podendo o valor económico passar a estar mais diretamente associado à disponibilidade de energia e à capacidade de produção.
Durante as conversas com Walter Isaacson, Musk terá defendido que chegará um momento em que os robôs e a inteligência artificial conseguirão realizar praticamente todas as tarefas humanas com maior eficiência.
Trabalhar poderá tornar-se uma escolha e não uma obrigação
Uma das previsões mais surpreendentes de Elon Musk está relacionada com o futuro do emprego.
Numa publicação partilhada em julho na rede social X, o empresário afirmou que os avanços tecnológicos poderão permitir que as pessoas deixem de depender de um emprego para garantir o seu sustento.
A ideia assenta na possibilidade de os robôs assumirem grande parte das tarefas produtivas, criando bens e serviços em quantidades suficientes para satisfazer as necessidades da população.
Segundo Musk, esta transformação poderá permitir a criação de um sistema de rendimento alto universal, através do qual os cidadãos receberiam recursos suficientes para viver confortavelmente.
Ao contrário do rendimento básico universal, normalmente associado a um pagamento destinado a assegurar necessidades essenciais, a proposta do empresário pressupõe um nível de abundância económica muito superior.
Poupar para a reforma poderá deixar de fazer sentido
As previsões de Musk não se limitam ao mercado de trabalho. O empresário também já sugeriu que poupar dinheiro para a reforma poderá tornar-se desnecessário nos próximos 20 anos.
Na sua perspetiva, os ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial e pela robótica poderão transformar os sistemas económicos e sociais, reduzindo a necessidade de acumular poupanças ao longo da vida profissional.
Contudo, estas afirmações representam uma visão especulativa sobre o futuro e não existem garantias de que a evolução tecnológica venha a produzir os resultados descritos.
A concretização deste cenário dependeria também de decisões políticas e económicas relacionadas com a distribuição da riqueza gerada pelas novas tecnologias.
Nem todos acreditam nas previsões do homem mais rico do mundo
A visão otimista de Elon Musk está longe de reunir consenso, especialmente entre especialistas e investidores preocupados com as consequências da automatização.
Michael Burry, investidor conhecido por ter antecipado a crise financeira de 2008, reagiu às previsões do empresário com uma perspetiva bastante diferente.
Segundo o Business Insider, Burry considera que a substituição de trabalhadores por sistemas de inteligência artificial poderá provocar fortes tensões sociais antes de qualquer cenário de prosperidade generalizada.
O investidor chegou mesmo a antecipar a possibilidade de uma revolução, argumentando que a perda de empregos poderá gerar instabilidade à medida que as empresas substituem trabalhadores por máquinas.
Inteligência artificial poderá transformar a economia nas próximas décadas
Apesar das divergências, a possibilidade de a inteligência artificial alterar profundamente o mercado de trabalho é uma questão cada vez mais discutida.
A automatização de tarefas, o desenvolvimento de robôs humanoides e a utilização de sistemas inteligentes em diferentes setores poderão modificar a forma como as empresas produzem bens e prestam serviços.
No entanto, o aumento da produtividade não significa necessariamente que todos os cidadãos venham a beneficiar de forma igual dos ganhos económicos.
Para já, as previsões de Elon Musk continuam a ser uma visão de longo prazo, sem garantias quanto à sua concretização ou ao calendário apresentado.
Ainda assim, a ideia de um mundo onde trabalhar deixa de ser obrigatório e o dinheiro perde importância mostra até que ponto o empresário acredita no potencial transformador da inteligência artificial.
A conquista do primeiro lugar na Sessão Nacional dos Prémios CLUBE TOP 2026, realizada a 17 de outubro, em Lisboa, distinguiu o Futebol Clube de Ferreiras, do concelho de Albufeira, pelo seu modelo de gestão do futebol feminino, centrado no desenvolvimento desportivo e pessoal das atletas. O clube algarvio destacou-se entre sete candidaturas finalistas de diferentes regiões do país, incluindo os Açores e a Madeira.
A distinção foi atribuída à candidatura “SER ATLETA POR INTEIRO – Modelo de Governação Estratégica dos 7 Pilares no Futebol Feminino”, que apresenta uma abordagem à formação das jogadoras baseada na articulação entre o desempenho desportivo, o crescimento individual e a igualdade de oportunidades.
O reconhecimento integra a Medida Mérito do programa CLUBE TOP, promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), que distingue boas práticas de gestão e organização dos clubes desportivos portugueses.
Projeto de Ferreiras distingue-se entre sete finalistas nacionais
A sessão nacional decorreu no Auditório do Centro de Juventude de Lisboa do IPDJ, no Parque das Nações, onde os sete clubes finalistas apresentaram e defenderam os respetivos projetos perante um júri nacional.
A escolha do vencedor resultou de um processo de avaliação desenvolvido em várias etapas. Inicialmente, cada Direção Regional selecionou cinco candidaturas para a respetiva sessão regional, da qual saiu a proposta que avançou para a final nacional.
Entre os critérios considerados pelo júri estiveram a qualidade das práticas de gestão, a originalidade e a inovação das propostas, bem como o impacto junto dos destinatários e a articulação com entidades parceiras.
A avaliação teve ainda em conta a sustentabilidade dos projetos e a possibilidade de as soluções apresentadas serem adaptadas e aplicadas noutras organizações desportivas.
Foi neste contexto que o Futebol Clube de Ferreiras alcançou a primeira posição, através de uma candidatura que procura demonstrar como a gestão estratégica pode contribuir para a formação das atletas e para a sustentabilidade das estruturas desportivas.
Modelo aposta na formação integral das atletas e na igualdade de oportunidades
O projeto “SER ATLETA POR INTEIRO” assenta num modelo de governação estratégica organizado em sete pilares, procurando associar a formação desportiva ao desenvolvimento pessoal das futebolistas.
A candidatura valoriza uma abordagem que ultrapassa a vertente competitiva, reconhecendo a importância de proporcionar condições para o crescimento das atletas e para a promoção da igualdade de oportunidades.
Segundo a informação divulgada pelo Município de Albufeira, o modelo pretende demonstrar que uma gestão estruturada pode contribuir não apenas para a sustentabilidade dos clubes, mas também para o reforço do seu impacto social junto da comunidade.
A distinção nacional reconhece, assim, o trabalho desenvolvido pelo Futebol Clube de Ferreiras na organização e valorização do futebol feminino, através de práticas consideradas relevantes para o desenvolvimento da modalidade.
Albufeira destaca conquista no ano em que é Cidade Europeia do Desporto
O prémio surge num ano particularmente significativo para o concelho de Albufeira, que ostenta em 2026 o título de Cidade Europeia do Desporto.
A Câmara Municipal considera que a distinção alcançada pelo Futebol Clube de Ferreiras evidencia o contributo das associações desportivas locais para a qualidade da formação e para a promoção de oportunidades de participação no desporto.
A autarquia felicitou o clube e as atletas pelo primeiro lugar conquistado na competição nacional, sublinhando a importância deste reconhecimento para o associativismo desportivo do concelho.
A vitória nos Prémios CLUBE TOP 2026 coloca, deste modo, o Futebol Clube de Ferreiras em destaque a nível nacional, distinguindo um projeto que alia a gestão desportiva à formação integral das atletas e à valorização do futebol feminino.
O Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira, 21 de outubro, um apoio de 261,5 milhões de euros para Portugal recuperar dos prejuízos provocados pelas tempestades que atingiram o país entre janeiro e março de 2026. A medida recebeu 651 votos a favor, 17 contra e três abstenções, numa votação realizada em Estrasburgo, e integra um pacote de solidariedade europeia destinado a quatro países afetados por catástrofes naturais.
A verba será disponibilizada através do Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE), acionado pelo Governo português na sequência dos danos provocados pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta, que afetaram sobretudo as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
O eurodeputado português Hélder Sousa Silva, que acompanhou o processo como relator sombra na Comissão dos Orçamentos, em representação do Partido Popular Europeu (PPE), manifestou satisfação com a aprovação e defendeu que os apoios devem chegar rapidamente às populações e empresas afetadas.
Eurodeputado pede rapidez na disponibilização dos fundos europeus
Após a votação favorável, Hélder Sousa Silva apelou à “celeridade na entrega deste instrumento de solidariedade, para que o dinheiro chegue rapidamente às populações e às empresas, assim como para acelerar o processo de reconstrução das áreas devastada”.
O eurodeputado considera que a aprovação do financiamento representa uma resposta europeia aos prejuízos causados pelas intempéries e demonstra “a união e a solidariedade europeias nos momentos críticos”.
Portugal já recebeu um adiantamento de 65,37 milhões de euros, correspondente a cerca de 25% da verba aprovada.
O apoio português integra um pacote global de 498 milhões de euros, que contempla igualmente Espanha, com 149 milhões de euros, Itália, com 74,8 milhões, e Malta, com 3,72 milhões.
Apoios destinam-se à recuperação de infraestruturas e serviços essenciais
O Fundo de Solidariedade da União Europeia destina-se a apoiar a recuperação de danos provocados por grandes catástrofes naturais, nomeadamente em situações cujos prejuízos não se encontrem, em princípio, cobertos por seguros.
Entre as intervenções elegíveis estão a recuperação de infraestruturas e equipamentos essenciais, incluindo redes de energia, abastecimento de água, saneamento, telecomunicações, transportes, unidades de saúde e estabelecimentos de ensino.
Hélder Sousa Silva destacou que o financiamento poderá abranger “o restabelecimento imediato do funcionamento das infraestruturas e equipamentos nos domínios da energia, do abastecimento de água, das águas residuais, das telecomunicações, dos transportes, da saúde e do ensino”.
O eurodeputado referiu ainda a possibilidade de financiar medidas provisórias de alojamento, serviços de socorro destinados às populações afetadas, intervenções de segurança em infraestruturas, proteção do património cultural e limpeza das áreas atingidas, incluindo espaços naturais.
A utilização destas verbas pretende contribuir para restabelecer serviços essenciais e apoiar a recuperação das comunidades afetadas pelas intempéries.
Tempestades provocaram 19 mortos e prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros
As depressões Kristin, Leonardo e Marta atingiram Portugal continental durante cerca de três semanas, provocando danos particularmente graves nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
De acordo com os dados apresentados no comunicado do eurodeputado, as intempéries causaram 19 mortes, centenas de feridos e desalojados, além da destruição total ou parcial de milhares de habitações, empresas e equipamentos.
A passagem das tempestades provocou ainda quedas de árvores e estruturas, interrupções no fornecimento de eletricidade, água e comunicações, bem como inundações e cheias em diversas localidades.
Os prejuízos materiais ultrapassaram os cinco mil milhões de euros, valor que esteve na origem do pedido de apoio apresentado por Portugal às instituições europeias.
Fundo de Solidariedade criado para responder a grandes catástrofes naturais
Criado em 2002, o Fundo de Solidariedade da União Europeia tem como objetivo prestar assistência aos Estados-membros e aos países em processo de adesão que sejam atingidos por grandes catástrofes naturais, com consequências graves para as condições de vida das populações.
Para efeitos de mobilização deste instrumento, são consideradas catástrofes de grandes proporções aquelas cujos prejuízos diretos atinjam pelo menos três mil milhões de euros, a preços de 2001, ou ultrapassem 0,6% do rendimento nacional bruto do país afetado.
No caso português, os prejuízos estimados, superiores a cinco mil milhões de euros, justificaram o acionamento do mecanismo europeu.
Com a aprovação final do Parlamento Europeu, fica formalizado o apoio destinado a Portugal e aos restantes três países abrangidos, sendo agora considerada prioritária, por Hélder Sousa Silva, a rápida disponibilização dos recursos financeiros necessários à recuperação das zonas afetadas.
Quem passa pela Praia da Rocha tende a olhar primeiro para o extenso areal, para as arribas ou para o Atlântico, mas existe um pequeno espaço religioso que facilmente passa despercebido. No interior da Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar, em Portimão, conserva-se uma ermida dedicada a Santa Catarina de Alexandria, santa cristã tradicionalmente associada à cidade egípcia de Alexandria.
Segundo o portal Visit Portimão, a ermida já existia naquele local antes da construção da fortaleza. Quando a estrutura militar foi levantada durante o reinado de D. Filipe II, o pequeno templo foi mantido e acabou integrado num conjunto que tinha uma função muito diferente: proteger a entrada marítima do rio Arade.
Ermida é mais antiga do que a própria fortaleza
A presença da capela naquele ponto elevado antecede, portanto, a transformação defensiva do promontório. Ao longo dos séculos, mesmo com a importância militar adquirida pelo local, a ermida dedicada a Santa Catarina permaneceu preservada e continua atualmente acessível como espaço de contemplação.
A figura que lhe dá nome está ligada ao Egito. Segundo a tradição cristã, Santa Catarina de Alexandria terá nascido em Alexandria no ano 287, sendo posteriormente venerada como mártir. A sua história foi transmitida durante séculos através de relatos religiosos, vários deles de natureza lendária.
Santa Catarina ficou associada à sabedoria
A tradição apresenta Catarina como uma jovem de grande formação e inteligência, características que contribuíram para que viesse a ser invocada como protetora de estudantes, filósofos e professores. Alguns dos episódios mais conhecidos da sua vida pertencem ao campo da hagiografia cristã.
Entre esses relatos encontra-se o chamado “casamento místico de Santa Catarina”, bem como o episódio em que terá enfrentado o imperador Maximino e debatido com dezenas de filósofos. Independentemente da componente lendária, a devoção à santa difundiu-se por diferentes territórios cristãos ao longo dos séculos.
Fortaleza foi construída para proteger o Arade
Já a estrutura militar que envolve a ermida surgiu por razões estratégicas. A mesma fonte explica que a Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar foi construída por sugestão do engenheiro italiano Alexandre Massai, durante o reinado de D. Filipe II.
O objetivo era reforçar a defesa da barra do rio Arade, cuja entrada tinha importância para Portimão e para a circulação marítima da região. A posição elevada sobre a costa permitia vigiar o acesso ao estuário e controlar uma zona particularmente exposta.
Hoje é também um dos miradouros da Praia da Rocha
Com a perda da função militar original, o local ganhou outra utilização. A fortaleza tornou-se um dos pontos de visita da Praia da Rocha e funciona hoje também como miradouro sobre a costa, oferecendo uma perspetiva elevada sobre o areal e o oceano.
A Praia da Rocha estende-se por mais de um quilómetro e é delimitada por arribas de tonalidades quentes. Além da Fortaleza de Santa Catarina, o Visit Portimão identifica o Miradouro dos Três Castelos como outro dos locais procurados para observar a linha costeira.
Pequeno templo escondido num dos locais mais conhecidos
A dimensão da praia e a imponência da fortaleza podem fazer com que a pequena ermida passe despercebida a muitos visitantes. No entanto, é precisamente esse contraste que torna o espaço particular: dentro de uma construção militar permanece um local religioso cuja origem é anterior às muralhas que hoje o rodeiam.
Assim, quem subir à Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar encontra mais do que uma vista sobre a Praia da Rocha. Ali conserva-se também uma ermida dedicada a Santa Catarina de Alexandria, santa tradicionalmente ligada ao Egito, mantendo lado a lado dois capítulos distintos da história do local: a devoção religiosa e a defesa marítima de Portimão.
O mês de outubro está a chegar ao fim, mas o outono parece continuar sem se instalar em pleno em Portugal continental. As previsões meteorológicas para a semana de 26 de outubro a 2 de novembro apontam para temperaturas acima do habitual e pouca precipitação, apesar da formação de várias depressões no oceano Atlântico.
De acordo com a Meteored, que analisou as mais recentes projeções do modelo europeu ECMWF, o anticiclone deverá continuar a proteger a Península Ibérica, impedindo que os principais sistemas de chuva atinjam o território português.
O resultado poderá ser uma última semana de outubro marcada por grandes diferenças de temperatura entre as primeiras horas da manhã e o período da tarde, com algumas regiões a aproximarem-se dos 26 graus.
Chuva continua afastada de Portugal apesar das depressões no Atlântico
A segunda-feira, 26 de outubro, deverá começar com uma depressão bastante profunda posicionada a oeste das Ilhas Britânicas, acompanhada por um extenso sistema frontal.
Apesar da dimensão desta perturbação atmosférica, o seu núcleo deverá permanecer afastado de Portugal, enquanto as altas pressões continuarão a exercer influência sobre a Península Ibérica.
Segundo a Meteored, esta configuração tem sido frequente nos últimos dias. As depressões formam-se no Atlântico Norte e avançam em direção à Europa, mas acabam por ser desviadas para latitudes mais elevadas devido à presença do anticiclone.
Algumas frentes poderão aproximar-se do território português, mas deverão chegar bastante enfraquecidas, sem capacidade para provocar episódios significativos de precipitação.
Termómetros podem descer até aos 6 graus nestas regiões
Apesar da previsão de temperaturas acima da média, as manhãs deverão continuar bastante frescas, especialmente no interior Norte e Centro.
Na madrugada de segunda-feira, 26 de outubro, os termómetros poderão descer para valores inferiores a 10 graus em várias localidades destas regiões.
De acordo com as projeções do ECMWF, Bragança poderá registar temperaturas mínimas próximas dos 7 graus, enquanto na Guarda os valores poderão descer até aos 6 graus.
Nas regiões mais próximas do litoral e no Sul, as temperaturas mínimas deverão ser mais elevadas, proporcionando manhãs menos frias.
Estas diferenças deverão contribuir para amplitudes térmicas consideráveis, obrigando os portugueses a adaptar o vestuário às mudanças de temperatura ao longo do dia.
Tardes podem chegar aos 26 graus e surpreender os portugueses
Se as manhãs prometem ser frescas, as tardes poderão apresentar um cenário bastante diferente.
Segundo a Meteored, as temperaturas deverão recuperar significativamente durante as horas de maior exposição solar, podendo ficar entre 3 e 5 graus acima da média climatológica em várias regiões do interior.
No Sul do país, algumas localidades poderão mesmo aproximar-se dos 25 a 26 graus durante a tarde de segunda-feira.
Este comportamento deverá prolongar-se ao longo da semana, contribuindo para que o balanço térmico entre 26 de outubro e 2 de novembro seja superior ao habitual para esta altura do ano.
Contudo, importa esclarecer que uma temperatura média semanal acima do normal não significa que todos os dias sejam quentes. As manhãs poderão continuar frias, sobretudo nas zonas do interior.
Outubro pode terminar sem chuva significativa em grande parte do país
A precipitação deverá ser um dos elementos meteorológicos mais afastados dos valores habituais para esta época.
De acordo com os mapas analisados pela Meteored, não está prevista, até pelo menos 31 de outubro, a passagem de qualquer sistema frontal capaz de provocar chuva generalizada e significativa em Portugal continental.
As projeções semanais do ECMWF apontam para um défice de precipitação relativamente à média climatológica, sugerindo que a última semana do mês poderá ser mais seca do que seria habitual.
Isto não significa que não possa chover pontualmente em algumas regiões, mas indica que as quantidades acumuladas deverão ficar abaixo dos valores normais para o final de outubro.
E novembro? Previsões ainda podem mudar
A tendência para o início de novembro continua a apontar para temperaturas superiores à média e precipitação inferior ao habitual, mas a incerteza aumenta à medida que o horizonte de previsão se prolonga.
Segundo a Meteored, Portugal deverá permanecer afastado dos principais corredores de depressões atlânticas, pelo menos de acordo com as projeções atualmente disponíveis.
Ainda assim, a posição do anticiclone e a trajetória das depressões poderão sofrer alterações nos próximos dias, pelo que será importante acompanhar as atualizações meteorológicas.
Para já, tudo indica que outubro terminará com um cenário pouco habitual para esta fase do outono: manhãs frias, tardes amenas e chuva abaixo do normal em grande parte de Portugal continental.