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Sempre ao Seu Lado: Galo vigia hospital na Bolívia anos após morte do dono

Há oito anos, um galo chamado Martin mantém uma vigília em frente a um hospital oncológico em Santa Cruz, no leste da Bolívia, depois que o paciente com quem ele chegou faleceu.

A assistente social Rosmery Guardia conta que Martin chegou originalmente acompanhando o paciente, mas que, desde então, um homem chamado Juan Claros tem cuidado da ave, com a ajuda de alguns visitantes do hospital.

“Martin chegou há oito anos com um paciente. Infelizmente, o paciente faleceu na época. Como não permitimos animais dentro do hospital, Martin ficou do lado de fora com uma pessoa que ainda cuida dele, Don Juan. O paciente morreu e Martin está aqui há oito anos. As pessoas de fora o ajudam e sempre o alimentaram.”

A presença prolongada do animal tornou-o uma figura constante no cotidiano da entrada do hospital.

Galo Martin vigia a entrada de hospital boliviano oito anos após a morte de um paciente
Galo Martin vigia a entrada de hospital boliviano oito anos após a morte de um paciente • REUTERS
O galo Martin continua a vigiar o exterior de um hospital boliviano oito anos após a morte de um paciente.
O galo Martin continua a vigiar o exterior de um hospital boliviano oito anos após a morte de um paciente. • REUTERS

Juan Claros alimenta Martin diariamente e cuida para que suas garras sejam aparadas, permitindo que ele caminhe com conforto.

“Por exemplo, eu corto as garras dele. Elas estão compridas agora e precisam ser cortadas, senão ele não consegue andar. Eu corto as garras dele e ele me pede comida. À tarde ele vem e eu dou água gelada num copo para ele. Ele gosta de amendoim, é isso que ele come. Todo dia ele vem por volta desse horário, quatro ou cinco horas, e já está aqui.”

O mesmo diz o filho de Juan Claros, Ricardo Claros: “cuidamos dele como se fosse o galo do hospital oncológico. Amamos muito o galo e não deixamos ninguém levá-lo. Damos-lhe comida e tudo o que precisa. O galo Martin tinha pintinhos, mas a galinha e os pintinhos foram roubados. Ele dorme na árvore e desce às seis da manhã.”

O galo tem sido comparado a Hachiko, um cão japonês cuja espera de quase uma década pelo seu dono — já falecido — em uma estação de trem de Tóquio tornou-se um símbolo de lealdade reconhecido internacionalmente.

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Houthis reivindicam última série de ataques na Arábia Saudita

Os Houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram nesta quinta-feira (22) que lançaram ataques contra o Ministério da Defesa da Arábia Saudita em Riade, instalações da Saudi Aramco em Yanbu e o Aeroporto Internacional Rei Fahd em Dammam — local onde, segundo as autoridades sauditas, duas pessoas morreram.

“As Forças Armadas (Houthis) realizaram, com o apoio de Deus, quatro operações militares de grande relevância nas últimas 48 horas, utilizando diversos mísseis balísticos e drones. A primeira (operação) teve como alvo o edifício do Ministério da Defesa na capital do inimigo saudita, Riade, e atingiu o objetivo diretamente, graças a Deus”, disse o porta-voz militar Houthi, Yahya Saree.

Ataque a aeroporto na Arábia Saudita deixa dois mortos e oito feridos

O número de mortos em um ataque ao Aeroporto Internacional King Fahd, em Dammam, na noite de quarta-feira (21), subiu para dois, segundo a Autoridade de Aviação Civil da Arábia Saudita.

Entre as vítimas está um cidadão indiano. A embaixada da Índia em Riade informou, em comunicado, que foi notificada da morte pelas autoridades sauditas e que estava “apurando mais detalhes e entrando em contato com as famílias afetadas”.

Oito pessoas também ficaram feridas no ataque, segundo a autoridade de aviação. Os ferimentos variam de “leves a graves”.

O aeroporto, localizado no leste do país, também sofreu danos, cuja extensão ainda está sendo avaliada.

O ataque ocorreu após o Departamento de Estado dos Estados Unidos emitir um alerta de segurança na quarta-feira, recomendando que cidadãos americanos ficassem atentos a possíveis ataques contra aeroportos e a interrupções nas viagens pelo país.

Uma série de ataques fatais dos houthis nas últimas semanas teve como alvos o Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade, instalações militares sauditas, infraestrutura petrolífera e o tráfego marítimo.

Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?

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Vítimas em Gaza passam de 1.500 durante período de cessar-fogo

Disparos israelenses mataram uma pessoa que estava em um carro em Gaza e pelo menos outras duas em diferentes partes do enclave nesta quinta-feira (22), informaram autoridades de saúde locais.

Fotos do local mostram uma multidão reunida ao redor dos destroços em chamas, no bairro de Tel Al-Hawa, em Gaza, enquanto equipes de emergência — vestindo coletes cor de laranja — lançavam água sobre o veículo.

Outro ataque matou um palestino que estava em uma bicicleta na cidade de Khan Younis, no sul, e disparos resultaram na morte de uma mulher perto do campo de refugiados de Jabalia, no norte, acrescentaram os profissionais de saúde.

As forças militares de Israel informaram ter atingido um militante do Hamas em Khan Younis, sem fornecer mais detalhes.

O Exército acrescentou que ainda está verificando relatos sobre ataques em Jabalia e no bairro de Tel Al-Hawa, em Gaza.

Israel, que afirma que o grupo militante Hamas tem se rearmado e realizado ataques — violando um cessar-fogo que já dura um ano —, intensificou as ofensivas contra o grupo nas últimas semanas.

O grupo nega que esteja tentando realizar ataques ou reconstruir seu arsenal, e acusa Israel de minar o acordo de paz em Gaza.

O cessar-fogo do ano passado, mediado pelos Estados Unidos, prevê a futura reconstrução do território.

No entanto, houve pouco progresso, uma vez que os negociadores não conseguiram chegar a um acordo sobre os termos para o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses.

Os ataques aéreos israelenses continuam.

Segundo autoridades de saúde de Gaza, pelo menos 1.500 palestinos foram mortos no território desde o início do cessar-fogo; Israel, por sua vez, relata a morte de quatro de seus soldados.

Autoridades palestinas afirmam que mais de 74 mil pessoas foram mortas na ofensiva de Israel contra Gaza — iniciada após combatentes liderados pelo Hamas matarem cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023.

Comissão da ONU aponta genocídio em Gaza com ataques de Israel a crianças

 

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OMS afirma que não foi informada que paciente com Ebola foi ao Congo

A OMS (Organização Mundial da Saúde) não foi informada de que a paciente com Ebola na Nigéria havia viajado para o Congo, afirmou o representante da organização na Nigéria nesta quinta-feira (22), após a Uganda declarar que ela havia visitado aquele país.

As autoridades de saúde nigerianas informaram que o primeiro caso de Ebola no país em mais de uma década envolveu uma mulher ugandense que havia chegado recentemente de uma viagem à Uganda.

O Ministério da Saúde da Uganda declarou que a mulher havia viajado para o Congo, onde o surto foi registrado pela primeira vez em meados de maio e, desde então, tornou-se o de propagação mais rápida já documentado.

Pavel Ursu, representante da OMS, disse em uma coletiva de imprensa online: “As informações fornecidas à OMS não incluíam viagens para outro país (além da Uganda)”.

“Segundo os dados que recebemos, a paciente retornou a Abuja no dia 3 de outubro, após ter permanecido na Uganda desde 16 de setembro”, acrescentou.

Ursu afirmou que, na Nigéria, o foco está agora na contenção da infecção viral e que a paciente permanece hospitalizada, apresentando melhora em seus marcadores bioquímicos.

Jean Kaseya, diretor da principal agência de saúde pública da África, disse à agência de notícias Reuters na quarta-feira (21) que a paciente — uma mulher nascida na Uganda e casada com um diplomata suíço — chegou a Abuja após passar duas semanas de férias na Uganda.

Patrick Otim, gerente de resposta a emergências da OMS, informou nesta quinta-feira que a origem da infecção ainda é desconhecida, enquanto as autoridades de saúde trabalham para reconstruir o histórico de viagens da paciente.

Um dos pontos sob investigação, segundo Otim, é quais unidades de saúde a mulher visitou em Abuja após o início dos sintomas e antes de sua hospitalização, ocorrida em 9 de outubro.

Nigéria registra primeiro caso de Ebola em mais de uma década

A Nigéria registrou na terça-feira (21) seu primeiro caso de Ebola em mais de uma década, tornando-se o quarto país africano, e o mais populoso até o momento, a ser atingido por um surto que possui a propagação mais rápida já documentada, segundo autoridades de saúde.

A cepa do vírus Ebola responsável por este surto mata cerca de metade dos infectados e não possui tratamento ou vacina aprovados.

Desde a confirmação dos primeiros casos na República Democrática do Congo, em maio, a doença já vitimou 4.646 pessoas.

Autoridades de saúde temem que a desinformação e a falta de recursos financeiros possam impulsionar uma propagação ainda maior, tanto dentro da região quanto além de suas fronteiras.

“O Ebola agora afeta três regiões da África. A situação exige uma ação urgente e liderança política no mais alto nível”, afirmou Jean Kaseya, diretor-geral dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças, na rede social X, nesta quarta-feira (21).

Ebola is now affecting three regions of Africa. The situation demands urgent action and political leadership at the highest level. I have invited African Ministers of Health to an extraordinary virtual meeting on 28 October to strengthen our collective response. Five months of intense efforts have shown the determination of our countries and health workers. We must now accelerate our actions, reinforce coordination and mobilise the full strength of our continent. Africa has the expertise, the institutions and the capacity to defeat this outbreak. We must act together, and we must act now. Our priority is to stop transmission and save lives. Read more: https://t.co/aO9dtJ9uBI —————- Ebola touche désormais trois régions d’Afrique. La situation exige une action urgente et un engagement politique au plus haut niveau. J’ai convié les ministres africains de la Santé à une réunion virtuelle extraordinaire le 28 octobre pour renforcer notre riposte collective. Cinq mois d’efforts intenses témoignent de la détermination de nos pays et de nos professionnels de santé. Nous devons aujourd’hui accélérer notre action, renforcer la coordination et mobiliser toutes les forces de notre continent. L’Afrique dispose de l’expertise, des institutions et des capacités nécessaires pour vaincre cette épidémie. Nous devons agir ensemble, et agir maintenant. Notre priorité est de stopper la transmission et de sauver des vies. Lire le communiqué : https://t.co/Yf1EhyOpMA

— Dr Jean Kaseya (@Dr_JeanKaseya) October 21, 2026

O caso na Nigéria envolve uma mulher ugandense que chegou a Abuja, a capital do país, vinda de Adis Abeba, no dia 5 de outubro, informou Odianosen Ehiakhamen, do Centro de Controle de Doenças da Nigéria, à emissora Arise TV, na terça-feira (20).

Dois dias após sua chegada, ela começou a se sentir mal e, em 11 de outubro, buscou atendimento em um hospital particular em Abuja apresentando sintomas semelhantes aos da malária.

Contudo, seu quadro clínico não apresentou melhora, relatou Ehiakhamen.

Ao tomarem conhecimento de que ela havia viajado recentemente para Uganda — um dos países afetados pelo surto atual —, as autoridades de saúde realizaram um teste para Ebola no dia 19 de outubro.

O resultado positivo foi confirmado na terça-feira. As autoridades identificaram 44 pessoas que tiveram contato com ela, a maioria profissionais de saúde.

Entre elas está o marido da paciente, um cidadão suíço que reside com ela em Abuja.

As autoridades também estão rastreando os passageiros que viajaram com ela, embora não acreditem que ela apresentasse sintomas durante o voo.

O ministro da Saúde, Muhammad Ali Pate, declarou à emissora pública NTA que a mulher encontra-se isolada e recebendo tratamento.

Ebola na República Democrática do Congo é o mais mortal da história

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França registra primeiro caso humano do vírus Shamonda

A França relatou, nesta quinta-feira (22), o primeiro caso humano do vírus Shamonda — habitualmente encontrado em animais de criação — em um paciente que veio a falecer.

As autoridades acrescentaram que, neste momento, não há risco para a população em geral.

Suspeita-se que a vítima tenha sido picada por um mosquito portador do vírus no leste da França, região onde o patógeno circulou entre animais durante a primavera e o verão, informou o governo em um comunicado.

O ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças), sediado em Estocolmo, afirmou que está acompanhando a situação.

 

“O ECDC está em contato com as autoridades francesas e parceiros europeus para investigar as possíveis implicações para a saúde pública”, declarou o órgão em um comunicado.

O paciente faleceu no início de outubro e estava em tratamento para uma doença grave, o que o tornava mais suscetível a infecções do que a população em geral, informou o centro.

“Estão em andamento investigações para determinar se o vírus causou ou contribuiu para a morte do paciente, bem como a forma como a infecção foi contraída”, acrescentou o centro.

Vírus se espalhando entre animais na Europa

A vítima era um homem na faixa dos 60 anos que vivia na região de Lyon, no leste da França, informou o jornal local “Le Progrès”.

“Com base no conhecimento disponível sobre este vírus, nenhum risco à saúde da população em geral foi identificado até o momento”, declarou o governo.

O vírus Shamonda é transmitido por mosquitos do gênero “Culicoides” e é encontrado principalmente em bovinos, embora também tenha sido detectado em cavalos, alpacas, ovelhas e cabras, segundo a OMSA (Organização Mundial da Saúde Animal).

Ele não é classificado como uma doença sob a legislação de saúde animal da União Europeia e não está sujeito a medidas oficiais de vigilância ou controle.

Identificado na Nigéria em meados da década de 1960, o vírus Shamonda foi confirmado pela primeira vez na Europa no final de julho, após testes genômicos realizados em bovinos doentes no sul da Alemanha, na Suíça e no leste da França.

O boletim semanal de vigilância em saúde animal da França informou que o vírus também foi detectado na Áustria, Bélgica, Irlanda, Itália, Liechtenstein, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Eslovênia, Espanha e na ilha de Jersey (Reino Unido).

O vírus provoca diversos efeitos nos animais.

Um estudo realizado em nove fazendas leiteiras francesas constatou uma queda de até 75% na produção de leite; os bovinos afetados apresentaram diarreia, fraqueza, perda de apetite e, com menos frequência, febre, informaram as autoridades francesas de saúde animal.

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Saudi Aramco orienta funcionários a saírem de sede na Arábia Saudita

A Saudi Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita, orientou seus funcionários a se retirarem da sede da empresa em Dhahran e a trabalharem remotamente, informaram seis pessoas a par do assunto nesta quinta-feira (22) — um dia após duas pessoas morrerem em um ataque a um aeroporto nas proximidades.

Essa medida marca a primeira vez que a Aramco solicita a retirada de sua sede desde o início do conflito envolvendo o Irã.

A Aramco não respondeu prontamente a um pedido de comentário.

O grupo Houthi, do Iêmen — alinhado ao Irã —, causou danos extensos à sede da empresa no início deste mês ao atingir o edifício, provocando um incêndio que se espalhou por vários andares, relataram à agência de notícias Reuters três pessoas com conhecimento direto da situação.

O local abriga um centro de operações que auxilia a maior empresa de petróleo do mundo a supervisionar plataformas de petróleo (em terra e no mar), refinarias, terminais de exportação e milhares de quilômetros de oleodutos e gasodutos.

Não ficou claro qual foi o motivo específico da retirada.

Duas pessoas morreram e oito ficaram feridas em um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam — polo petrolífero na região leste da Arábia Saudita —, na noite de quarta-feira (21), informou a Autoridade Geral de Aviação Civil do país nesta quinta-feira.

Em um episódio separado, duas pessoas morreram na quarta-feira após as defesas aéreas sauditas interceptarem um drone que tentava atingir uma instalação no campo petrolífero de Shaybah, pertencente à Aramco e localizado a centenas de quilômetros a sudeste, informou o Ministério de Energia.

A Arábia Saudita tem respondido aos ataques dos Houthis com uma série de investidas contra locais de lançamento de mísseis, reafirmando seu compromisso de proteger o reino; o país afirma, ainda, ter interceptado diversos mísseis balísticos disparados pelo grupo.

O reino tem buscado um apoio mais amplo de seus aliados para a campanha contra os Houthis, visando conter os ataques com mísseis e drones realizados pelo grupo.

Washington — principal aliado da Arábia Saudita e, há muito tempo, garantidor de sua segurança — tem, até o momento, resistido aos esforços sauditas para envolver os Estados Unidos diretamente na guerra contra os Houthis.

O Departamento de Estado dos EUA determinou que alguns diplomatas e seus familiares deixassem as missões diplomáticas no país, além de planejar a retirada de familiares de funcionários lotados em outras missões americanas na região, informaram autoridades dos EUA à agência de notícias Reuters na quarta-feira.

Washington havia levado de volta parte de seu pessoal diplomático à região nos últimos meses, após a retirada de muitos deles quando Teerã lançou ataques contra instalações dos EUA — episódios ocorridos depois do início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, no final de fevereiro.

Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?

 

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Enviado de Putin diz que gasodutos retomarão operações “inevitavelmente”

Kirill Dmitriev, enviado do presidente russo Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (22), durante um fórum econômico em Istambul, que os gasodutos submarinos Nord Stream — danificados por explosões em 2022 — retomarão suas operações no futuro.

“É economicamente inevitável”, disse ele.

“A retomada do fornecimento de energia a partir da Rússia é absolutamente inevitável”, acrescentou a autoridade.

Rússia aceita retomar negociações de paz com Ucrânia em novembro

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o Kremlin está disposto a retomar as negociações de paz trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia após meados de novembro, a pedido do enviado especial americano Steve Witkoff, que se reuniu com Putin por cerca de três horas na quarta-feira (21).

O encontro, realizado em São Petersburgo, ocorreu após a reunião “produtiva” de Witkoff na terça-feira (20) com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Noruega. Os Estados Unidos buscam avançar propostas para encerrar a guerra.

Putin afirmou que estaria disposto a retomar as negociações trilaterais após 10 de novembro, segundo um relato divulgado após a reunião por seu assessor, Yury Ushakov. O assessor disse que o Kremlin gostaria de discutir a criação de uma “estrutura de segurança” para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito, sem dar mais detalhes sobre as exigências russas para esse mecanismo.

A próxima rodada de negociações trilaterais poderá ocorrer em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, afirmou Ushakov em resposta a uma pergunta do canal estatal russo Russia 24.

Zelensky disse na quarta-feira que gostaria que o encontro ocorresse “no máximo até o início de novembro”.

“A Rússia disse muitas vezes que estava pronta para uma reunião, mas depois as coisas mudaram e ela foi cancelada”, acrescentou Zelensky. “Vamos ver o que acontece desta vez.”

Um comunicado de uma autoridade americana confirmou que a reunião ocorreu e afirmou que o objetivo era avançar os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Witkoff descreveu os encontros com Putin e Zelensky como “construtivos” em uma publicação na rede social X após a reunião de quarta-feira e afirmou que as discussões continuariam nas negociações trilaterais.

“Embora ainda haja trabalho importante a ser feito, o presidente Trump continua comprometido em ver esta guerra terminar e alcançar uma paz abrangente e duradoura”, escreveu.

Os enviados americanos Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, propuseram uma reunião trilateral que foi “aceita pelos ucranianos em Oslo ontem e pelos russos em São Petersburgo hoje”, segundo o comunicado.

Apesar das declarações positivas sobre possíveis negociações futuras, até o momento não há sinais de que a Rússia tenha recuado de suas posições maximalistas.

As exigências anteriores da Rússia equivalem a uma vitória quase total: Moscou pede que a Ucrânia ceda toda a região de Donbas, no leste do país, atualmente sob ocupação russa em sua maior parte. O governo russo também exigiu que a Ucrânia reduza drasticamente o tamanho de suas Forças Armadas e se comprometa a nunca ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Durante as conversas mais recentes, Putin demonstrou interesse na retomada da cooperação econômica com os Estados Unidos e na possibilidade de um encontro com a China para discutir a Ucrânia. Isso ocorre após medidas recentes do governo Trump para suspender sanções contra a Rússia e fechar um acordo sobre exportações de diesel.

Em declarações à imprensa após a reunião, o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev afirmou que não havia “dúvida” de que a cooperação econômica entre Estados Unidos e Rússia continuaria. Ele acrescentou que um acordo sobre diesel anunciado recentemente entre os dois países seria mantido, apesar das críticas europeias.

Um dos principais resultados do encontro foi o anúncio de Witkoff de que a Rússia libertou o cidadão americano Stephen Hubbard, de 74 anos, que estava detido no país havia mais de quatro anos.

Em declarações amplamente criticadas, Witkoff elogiou Putin como um “humanitário” por conceder o perdão a Hubbard. Um vídeo obtido pela CNN após a reunião mostrou o cidadão americano libertado conversando com Witkoff no aeroporto de São Petersburgo.

Em imagens do início da reunião de três horas, Witkoff afirmou: “Acho que há algum grau de impulso, e espero que o encontro de hoje possa representar mais um passo à frente no processo de paz”.

Putin, Witkoff e tradutores se sentaram ao redor de uma grande mesa redonda e discutiram uma ampla variedade de questões, incluindo a disposição da Rússia para ajudar a resolver a guerra no Irã, possíveis exportações russas de fertilizantes para os Estados Unidos e a libertação de Hubbard. A reunião prosseguiu a portas fechadas, e Kushner, que também participa das negociações de paz, acompanhou o encontro remotamente porque está gripado.

Os Estados Unidos e a Ucrânia fizeram “progressos significativos” nas conversas realizadas na Noruega na terça-feira, afirmou anteriormente uma autoridade americana à CNN. A Ucrânia “apresentou novas ideias e propostas, que foram discutidas em detalhes”, e os dois lados agora estão em “forte alinhamento” sobre os próximos passos, disse a autoridade.

“As discussões abrangeram elementos fundamentais de uma estrutura abrangente de paz, incluindo garantias de segurança de longo prazo para a Ucrânia, um plano econômico e de prosperidade para o pós-guerra e uma arquitetura de segurança europeia mais ampla, concebida para criar estabilidade duradoura”, afirmou a autoridade americana.

No entanto, o assessor do Kremlin Yury Ushakov minimizou essas discussões na quarta-feira. Segundo ele, embora Witkoff tenha apresentado a Putin “certas novas abordagens e mudanças nas posições adotadas pelos europeus e por Kiev”, na realidade, elas continham pouco de valor concreto para resolver a crise ucraniana.

A Ucrânia e seus aliados reiteraram as principais linhas vermelhas estabelecidas por Kiev para qualquer negociação de paz, incluindo a necessidade de garantias de segurança futuras — para assegurar que a Rússia não volte a invadir o país — e a rejeição a quaisquer exigências de cessão de territórios que a Ucrânia controla.

Zelensky reiterou uma posição defendida há tempos: a Ucrânia aceitaria um acordo de cessar-fogo que congelasse as posições ao longo da atual linha de frente — o que significaria manter apenas cerca de 75% do território ucraniano — e, em seguida, pediria garantias de segurança efetivas aos aliados.

Zelensky também afirmou que a Ucrânia quer negociações trilaterais envolvendo Trump, Putin e ele próprio, mas disse que o processo seria “melhor com os europeus”.

O Kremlin já havia rejeitado a ideia de negociações trilaterais, com exceção de um convite anterior para que Zelensky fosse a Moscou — uma possibilidade considerada inviável pelos demais lados.

Enquanto isso, na Rússia, o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, adotou um tom menos otimista na terça-feira. Ele afirmou que Moscou avaliará o que Witkoff apresentar, mas não fará “concessões políticas”. Lavrov disse que Moscou “não espera um milagre” e que Washington continuará sendo, na melhor das hipóteses, um rival da Rússia, segundo a agência estatal russa TASS.

Uma autoridade europeia em Oslo disse à CNN: “Acho que os planos — ou a falta deles — não são um problema tão grande quanto fazer a Rússia levar qualquer plano a sério”.

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Tempestade subtropical Josephine se afasta da Costa Leste dos EUA

A tempestade subtropical Josephine está começando a se afastar, ganhando velocidade, da costa leste, onde continua a causar transtornos ao longo do litoral dos Estados Unidos.

A tempestade encontra-se a cerca de 313 quilômetros a sudeste da ilha de Nantucket, em Massachusetts, e, na manhã desta quinta-feira (22), apresentava ventos sustentados de aproximadamente 104 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões.

Espera-se um certo fortalecimento ao longo do próximo dia, aproximadamente; a Josephine poderá atingir uma intensidade equivalente à de um furacão de categoria 1 até o final desta quinta-feira (22), à medida que se afasta ainda mais em direção ao mar e se transforma em uma tempestade pós-tropical.

Tempestades subtropicais compartilham algumas características com sistemas tropicais, como os furacões — incluindo a obtenção de energia a partir de águas oceânicas quentes —, mas também apresentam traços de tempestades não tropicais.

Josephine perderá suas características tropicais assim que se tornar um sistema pós-tropical, mas essa distinção faz pouca diferença no que diz respeito aos impactos.

Essas tempestades podem provocar ventos fortes, chuvas intensas e inundações costeiras.

Felizmente, a maior parte dos ventos e das chuvas de Josephine permanecerá sobre o Atlântico aberto.

Condições de ventos moderados a fortes continuarão a afetar partes da Costa Leste até quinta-feira, especialmente Cape Cod, em Massachusetts.

Inundações costeiras também são possíveis durante a maré alta, da região do Meio-Atlântico até Cape Cod, até sexta-feira (23).

Como a maior parte da chuva deve ficar sobre o oceano, espera-se que grande parte da Costa Leste permaneça seca até o final da semana e durante o fim de semana.

Josephine é a 10ª tempestade nomeada da temporada de furacões de 2026 no Atlântico, que segue com um ritmo bem abaixo do esperado.

Normalmente, a 10ª tempestade nomeada forma-se no final de setembro; no entanto, um forte fenômeno El Niño tem contribuído para inibir a atividade de tempestades no Atlântico nesta temporada.

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Chuvas intensas levam inundações ao sul da França

Pelo menos quatro pessoas morreram em decorrência de tempestades e inundações no sul da França, informaram as autoridades na noite de quarta-feira (21), enquanto as regiões do oeste se preparavam para a chegada de outra tempestade, vinda da Irlanda.

Dezenas de pessoas foram levadas para abrigos de emergência em Mouries e Saint-Martin-de-Crau — duas pequenas cidades situadas entre Montpellier e Marselha — e pelo menos uma pessoa ficou ferida, relataram as autoridades.

Estradas e linhas ferroviárias na região foram afetadas, escreveu o ministro dos Transportes, Philippe Tabarot, em uma publicação na rede social X.

Meteorologistas indicaram que as condições climáticas no sul devem se estabilizar.

No entanto, a agência meteorológica Météo-France informou que a tempestade Austen deve trazer ventos fortes ao noroeste do país, entre o final desta quinta-feira (22) e a sexta-feira (23).

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Tubarão viral volta a canal na Coreia do Sul após escapar de rede

Um tubarão, que as autoridades sul-coreanas passaram horas tentando conduzir de volta ao mar aberto, retornou a um canal na cidade portuária de Busan, informou o Ministério dos Oceanos nesta quinta-feira (22), escapando de uma rede que deveria impedir seu retorno.

O animal, de 3 metros de comprimento e apelidado de “Bukangi” — nome derivado da designação coreana para o Porto Norte de Busan —, tornou-se um fenômeno viral desde que foi avistado no canal no final do mês passado, atraindo 1,6 milhão de visitantes, segundo a Corporação de Infraestrutura da cidade.

A espécie chegou a se tornar embaixador “honorário” da cidade.

Até o momento, as autoridades realizaram três tentativas de levá-lo de volta ao mar aberto, utilizando plataformas flutuantes, redes e mergulhadores.

Na quarta-feira (21), após um mês no canal, Bukangi foi conduzido com sucesso de volta ao mar aberto, segundo o Ministério dos Oceanos.

No entanto, nesta quinta-feira, o ministério informou que o tubarão nadou por baixo de uma das redes instaladas no canal e retornou à via navegável.

Bukangi encontra-se agora preso entre a rede externa e uma rede interna, instalada de 30 a 40 metros mais adiante no canal.

As autoridades abriram a rede externa e reforçaram as barreiras para impedir que o tubarão recuasse ainda mais, na esperança de que ele seguisse em direção ao mar aberto, explicaram.

Especialistas afirmaram que não são necessárias novas tentativas para conduzir Bukangi ao mar aberto, uma vez que o estado do animal é estável.

As autoridades continuarão monitorando sua condição, acrescentou o ministério.

O Instituto Nacional de Ciência da Pesca da Coreia do Sul identificou Bukangi como um exemplar fêmea de tubarão-escuro.

A permanência prolongada do tubarão gerou preocupações ambientais; especialistas apontam o aumento da temperatura dos oceanos como a causa da maior frequência de avistamentos de tubarões ao longo da costa leste da Coreia do Sul.

O tubarão-escuro é classificado como uma espécie ameaçada de extinção pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).

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