Quem passa por um festival de estátuas vivas facilmente se deixa fascinar por figuras imóveis que parecem desafiar o próprio tempo. Mas, por detrás de cada gesto suspenso, existe uma exigente preparação física, mental e artística. Em Portugal, uma das grandes referências desta arte é António Santos, conhecido internacionalmente como Staticman.
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Com quase quatro décadas de carreira, António Santos é considerado um dos pioneiros das estátuas vivas a nível mundial, tendo alcançado vários recordes de imobilidade. Hoje, continua a atuar, mas também se dedica a formar novos talentos, promover esta arte e organizar eventos que aproximam o público desta forma de expressão.
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A sua carreira começou em 1987, nas Ramblas de Barcelona, onde apresentou a sua primeira personagem: um robô que parecia ficar gradualmente “sem carga”. Inspirado pela meditação e pela autodisciplina, António apostou numa ideia que, na época, era praticamente revolucionária: uma estátua viva humana baseada no silêncio e na imobilidade absoluta.
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Quando começou a atuar em Portugal, a arte de rua ainda era pouco compreendida. As autoridades nem sempre sabiam como reagir e o público oscilava entre a curiosidade e a incompreensão. António recorda esses primeiros tempos com humor: enquanto algumas pessoas gritavam para “ir trabalhar”, centenas permaneciam durante horas a assistir à sua atuação.
Porém, aquilo que parece simples para quem observa exige um enorme controlo físico e mental. Permanecer imóvel implica controlar cada movimento do corpo, a respiração e até reações involuntárias, suportando simultaneamente frio, calor, desconforto e pequenas distrações, como insetos ou comichões. Tudo isto sem quebrar a personagem.
Essa resistência levou António Santos a ultrapassar limites e a conquistar vários recordes mundiais. Entre os mais exigentes, esteve 15 horas seguidas completamente imóvel num centro comercial em Oeiras. Noutra demonstração, percorreu apenas 150 metros em cerca de oito horas, através de uma marcha olímpica em extrema lentidão. O artista explica que, nestes desafios, a mente está constantemente a questionar quanto tempo mais será possível resistir. Ainda assim, existem regras de segurança rigorosas: um recorde só é válido se o próprio participante conseguir terminar a prova sem colocar em risco a sua integridade física.
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Ao longo das décadas, as estátuas vivas deixaram também de ser apenas uma atração de rua, transformando-se numa verdadeira linguagem artística. António Santos criou mais de 500 personagens, muitas inspiradas na história, literatura e cultura portuguesas, como Luís de Camões e Fernando Pessoa, além de figuras do universo fantástico e da banda desenhada.
Entre as suas principais inovações está o conceito de personagens em “levitação” — ilusões óticas em que o artista parece flutuar, apoiado numa parede ou apenas num cajado. Uma técnica que viria a ser reproduzida por artistas em vários países.
Atualmente, António Santos continua a trabalhar como performer e a promover a profissionalização da modalidade. Através da Staticman e do STATUA – Museu Internacional de Estátuas Vivas, procura preservar a memória e a evolução desta arte. O museu funciona no edifício da antiga escola primária onde fez a quarta classe, na sua terra natal, no concelho de Alcobaça, recuperando um espaço que estava desativado e transformando-o num centro dedicado às estátuas vivas.
Mais recentemente, assumiu também a coordenação artística do Festival de Estátuas Vivas do Luso, reunindo profissionais do teatro, dança, mímica e belas-artes. Durante o evento, as ruas transformam-se numa galeria de arte ao ar livre, com personagens inspiradas na história, no património e na natureza da vila.
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Para quem quer entrar neste mundo, António Santos deixa uma mensagem simples: é preciso experimentar e testar os próprios limites. A arte de parar, diz, está ao alcance de qualquer pessoa disposta a treinar e a concentrar-se.
Para o artista, esta profissão é também uma procura constante pelo equilíbrio interior: não existe luz sem sombra, nem cheio sem vazio. E, muitas vezes, quanto mais energia existe no quotidiano, maior pode ser a capacidade de concentração e de imobilidade quando a mente encontra um objetivo.
Tempere o robalo com sal, pimenta, sumo de limão, alho picado e um fio de azeite. Deixe marinar durante 30 minutos para ganhar sabor. A marinada ajuda a manter o robalo suculento e cheio de sabor. Num tabuleiro coloque a cebola, o alho laminado, o pimento, o aipo, o louro e o tomate. Tempere com sal, pimenta e colorau, regue com metade do azeite e envolva bem. Os legumes criam um molho delicioso enquanto assam.
Coloque o robalo por cima dos legumes. Regue com o restante azeite e o vinho branco. Leve ao forno pré-aquecido a 200°C durante cerca de 30 minutos. Regue o robalo com o próprio molho durante a cozedura para ficar ainda mais saboroso.
Coloque as batatas cozidas noutro tabuleiro e dê um murro em cada uma. Junte os alhos esmagados, o azeite e um pouco de sal grosso. Leve ao forno durante cerca de 15 minutos até ficarem douradas e estaladiças. Finalize com salsa picada antes de servir para dar mais frescura e cor. Sirva o robalo assado acompanhado das batatas a murro.
Bom apetite!
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A empresa norte-americana Fervo Energy está prestes a alcançar um marco histórico na produção de energia limpa: o seu projeto Cape Station, no Utah, vai começar a fornecer eletricidade à rede em outubro de 2026, tornando-se o primeiro projeto de geotermia avançada à escala comercial a atingir este objetivo em todo o mundo.
A tecnologia da Fervo usa técnicas de perfuração horizontal e sensores de fibra ótica, emprestados da indústria petrolífera, para alcançar fontes de calor mais profundas e mais quentes do que a geotermia convencional consegue explorar. Este avanço tornou o processo drasticamente mais barato: os custos de perfuração desceram mais de 70%, passando de 9,4 milhões de dólares para 4,8 milhões por poço, com o tempo de perfuração também reduzido em 70%.
A fase inicial do projeto vai gerar 100 megawatts, com mais 400 megawatts previstos para 2028,energia suficiente para abastecer centenas de milhares de casas, de forma limpa e constante, ao contrário da energia solar ou eólica, que dependem das condições meteorológicas. Segundo as projeções da empresa, este tipo de energia geotérmica poderá custar cerca de 64 dólares por megawatt-hora, um valor competitivo com o da energia solar associada a armazenamento em baterias.
Um estudo publicado na revista científica The Lancet confirma, em 2026, que a vacina RTS,S contra a malária está a ter um impacto real na redução da mortalidade infantil. Ao longo de quatro anos de utilização no Gana, no Quénia e no Malawi, a vacina evitou cerca de uma em cada oito mortes infantis entre as crianças elegíveis para a receber, um resultado que a Organização Mundial da Saúde classifica como prova robusta do valor desta vacina em contexto real.
O programa está agora a expandir-se rapidamente: em abril de 2026, já eram 25 os países africanos a implementar vacinas contra a malária, incluindo nove dos dez países com maior carga da doença no mundo. Só em 2025, foram distribuídas 28,3 milhões de doses, um aumento de 169% face ao ano anterior.
Os resultados no terreno são visíveis: no Burkina Faso, que introduziu a vacina em 2024, o número total de casos de malária caiu de 10,8 milhões para 7,3 milhões, uma redução de 32%, e de 38% entre crianças com menos de cinco anos. A aliança Gavi estima que, ao imunizar 50 milhões de crianças, seja possível salvar mais de 170 mil vidas entre 2026 e 2030. O maior obstáculo que resta, segundo a OMS, é garantir financiamento suficiente para chegar a todas as crianças em risco.
A agência federal de habitação diz que o Canadá reduziu ligeiramente o seu défice de oferta ao longo do último ano, mas o país ainda precisa de até quase 4,7 milhões de novas habitações ao longo da próxima década para restaurar a acessibilidade económica pré-pandémica até 2036.
ACanada Mortgage and Housing Corp. divulgou o seu mais recente relatório de estimativa do défice de oferta, que refere que são necessárias entre 417 000 e 469 000 novas unidades habitacionais por ano nos mercados de propriedade e de arrendamento ao longo da próxima década para atingir as metas de acessibilidade.
Isto representa uma ligeira descida em relação à sua última estimativa em julho de 2025, quando a CMHC disse que o ritmo de construção de habitações precisaria de sensivelmente duplicar para entre 430 000 e 480 000 novas unidades anualmente ao longo da próxima década.
Mas a agência alertou que os ganhos recentes de acessibilidade estão em risco, uma vez que se espera que a construção de novas habitações abrande, especialmente no mercado de habitação própria.
“Embora um crescimento populacional mais lento tenha trazido algumas melhorias na acessibilidade, a nova construção está a abrandar mais rapidamente do que a procura”, disse o economista-chefe adjunto da CMHC, Aled ab Iorwerth, num comunicado de imprensa.
“O principal risco agora é o Canadá construir abaixo do necessário durante este mercado mais fraco e encontrar-se com ainda maior escassez de habitação quando a procura voltar a fortalecer.”
Um total de 131 851 arranques de habitação foram registados até agora este ano até julho, uma descida de quatro por cento em relação ao mesmo período de sete meses em 2025.
Ao ritmo atual de construção de habitação, o Canadá está no caminho para adicionar cerca de 231 000 unidades habitacionais por ano ao longo da próxima década, segundo o relatório, cerca de metade do ritmo anual necessário para atingir os níveis de acessibilidade de 2019 até 2036.
A agência define acessibilidade económica como a parcela do rendimento que se destina à habitação. Em geral, pretende regressar a níveis de acessibilidade em que os preços ajustados das casas não sejam superiores a 30 por cento do rendimento bruto médio das famílias.
O relatório refere que satisfazer a procura futura de habitação dependerá do ritmo de nova construção. Mas o setor enfrenta pressão devido aos elevados custos de construção, enquanto as condições de financiamento pré-venda permanecem difíceis para alguns projetos. As fracas condições do mercado de condomínios também estão a tornar os promotores cautelosos quanto ao lançamento de novos projetos.
“As necessidades de oferta de habitação vão aumentar a longo prazo. Espera-se que o crescimento populacional recupere na maioria das grandes cidades, e o aumento dos rendimentos apoiará a procura de habitação”, refere o relatório.
“Como resultado, haverá necessidade de mais habitações. Algumas famílias podem ter adiado a constituição de lar devido a desafios de acessibilidade. À medida que as condições melhorem, parte desta procura reprimida voltará a emergir.”
Embora a CMHC tenha dito que o défice nacional de oferta está amplamente inalterado em relação à avaliação do ano passado, existem diferenças fundamentais entre os mercados regionais.
Desde as estimativas anteriores da agência, refere que o défice de oferta de habitação diminuiu em Toronto, uma vez que os preços mais baixos das casas melhoraram a acessibilidade. No entanto, a atividade de nova construção enfraqueceu “acentuadamente”, particularmente no mercado de condomínios, limitando a oferta de habitação própria.
O défice permaneceu estável em Vancouver, onde a melhoria da acessibilidade e os níveis de construção mais fortes foram compensados por um crescimento futuro da oferta mais lento e por pressões populacionais.
A construção recorde de habitação em Calgary reduziu o défice de oferta de habitação dessa cidade quase para metade, refere o relatório, no entanto os desafios de acessibilidade permanecem, especialmente para famílias de rendimentos mais baixos e futuros proprietários. Noutros pontos da província, Edmonton continua a ser o único grande mercado no Canadá sem défice de oferta de habitação “porque a construção de habitação acompanhou geralmente o crescimento populacional.”
Mas o défice aumentou tanto em Montreal como em Otava em comparação com há um ano. Em Montreal, os níveis de construção de habitação permanecem elevados, refere o relatório, mas a nova oferta está concentrada na habitação para arrendamento, enquanto a fraca oferta de condomínios está a limitar as opções de propriedade.
Desafios semelhantes persistem na capital do país, onde a acessibilidade deteriorou-se, disse a CMHC.
“Esperamos que a procura de habitação cresça mais rapidamente do que a oferta de habitação, apesar da forte atividade de construção”, disse sobre Otava.
The prodigal son has officially returned to Canada. Following a months-long delay fraught with controversy and an unprecedented league investigation, the NBA formally approved a blockbuster trade on Monday that sends two-time Finals MVP Kawhi Leonard back to the Toronto Raptors—the very franchise he famously led to a championship in 2019.
In exchange for the 35-year-old superstar, the Los Angeles Clippers are receiving a massive haul of players and future draft capital. To complete the trade, the Raptors had to give up All-Star forward Brandon Ingram, third-year guard Gradey Dick, unprotected first-round draft picks in 2031 and 2033, a 2027 first-round pick swap, and a pair of future second-round selections.
However, the magnitude of the trade was overshadowed by the massive scandal that temporarily put the trade on hold. For months, the NBA diligently investigated both Leonard and the Clippers organization for cap circumvention. The scrutinized issue centered on Leonard’s 2021 max contract and surprising allegations from September 2025 regarding a $28 million endorsement deal which Leonard was never to show up at in the first place. The fraudulent deal was tied to Aspiration, an environmental firm that declared bankruptcy in early 2025 following the arrest of its co-founder, Joe Sanberg, on fraud charges no less. According to the investigation, the lucrative deal required absolutely no actual work from Leonard and functioned only as illicit compensation for him remaining in Los Angeles.
When the league’s investigation concluded on September 2, the hammer fell on the Clippers franchise with historic severity. The NBA stripped Los Angeles of five consecutive first-round draft picks from 2029 through 2033 and slapped the team with a staggering $30 million fine for their pattern of misconduct. Furthermore, the team’s upper management faced harsh suspensions: owner Steve Ballmer and president of business operations Gillian Zucker were banned for a full year, while president of basketball operations Lawrence Frank received a six-month suspension. For his part, Leonard avoided suspension and had his contract upheld, receiving only a $700,000 fine.
While the NBA’s legal team sifted through the intricate trail of fraud, the players involved were awkwardly left in a state of limbo. Though the trade wasn’t officially confirmed, the athletes integrated themselves into their new cities as much as league rules allowed them to. In a highly publicized appearance, Leonard sat front-row at the OVO Athletic Centre on July 7 for Kyle Lowry’s retirement announcement, signaling his imminent return to the Raptors family. Similarly, Ingram was spotted observing his new Clippers teammates at a Las Vegas Summer League game on July 10.
With the legal and administrative dust finally settling, the basketball world can now pivot to the on-court ramifications. Raptors GM Bobby Webster expressed great enthusiasm about Kawhi’s return, noting that Leonard’s undeniable “competitiveness and championship mindset” are exactly what the franchise needs to return to glory.
Despite his age and past injury history, Leonard still remains a top-tier player. During the 2025-26 season, he posted averages of 27.9 points, 6.3 rebounds, and 3.6 assists per game. The seven-time All-NBA selection will immediately bolster a Toronto squad that already boasted the league’s fifth-best defensive rating last year.
Meanwhile, Los Angeles hopes for a fresh start with their newly acquired pieces. Ingram, who averaged 21.5 points for Toronto last season, is currently recovering from a right heel surgery following a first-round playoff injury against Cleveland. Dick will also be looking for a change of scenery to revitalize his young career after a regression in his third season saw his playing time dip to just 14 minutes a night.
Leonard is scheduled to officially address the media in his new—yet deeply familiar—threads on September 28.
A Casa do Alentejo Community Centre, em Toronto, foi palco, no passado sábado, 12 de setembro, de uma noite dedicada ao futebol, à comunidade e ao convívio, com a apresentação oficial do Alentejo FC (Sports League Canada) e dos Gaiatos do Alentejo (City Impact).
Ainiciativa reuniu atletas, familiares, dirigentes e membros da comunidade portuguesa, num ambiente marcado pelo entusiasmo e pelo espírito de união em torno do desporto. A apresentação das equipas constituiu um momento particularmente significativo para a Casa do Alentejo, que desta forma reforça a sua aposta na participação dos mais jovens e na promoção da actividade desportiva junto da comunidade.
Um dos momentos de destaque da noite foi a presença do convidado especial António Fonseca, antigo jogador do Benfica e representante da FIFA. A sua participação trouxe uma dimensão especial ao evento, proporcionando aos atletas e presentes a oportunidade de contactar com uma personalidade ligada ao futebol de alto nível e com uma reconhecida experiência no mundo desportivo. Fonseca, na sua intervenção, aborda a ética e os valores desportivos.
Créditos: MDC Media Group
Foram também reconhecidos os recente campeões “Gaiatos do Alentejo”entre outros dirigentes, treinadores e colaboradores. Carlos Carneiro, diretor para a área desportiva da Casa do Alentejo era um homem feliz com os resultados e com a envolvência da comunidade.
Por seu turno, Luís Costa, presidente executivo da Casa do Alentejo, destacou a importância de iniciativas desta natureza para o futuro da instituição e para o envolvimento das novas gerações. “É com enorme satisfação que vemos a Casa do Alentejo transformar-se num espaço onde o desporto, a cultura e a comunidade caminham lado a lado. O futebol tem uma capacidade extraordinária de unir pessoas, criar amizades e transmitir valores que vão muito além das quatro linhas”, afirmou.
Luís Costa sublinhou ainda o papel dos jovens neste projecto: “Queremos que as nossas crianças e os nossos jovens sintam que a Casa do Alentejo também é a casa deles. Apostar no desporto é apostar na formação, na disciplina, no respeito e no espírito de equipa, mas é também uma forma de manter viva a ligação às nossas raízes e à nossa comunidade.”
O presidente executivo deixou igualmente uma palavra de reconhecimento a todos os que tornam estes projetos possíveis. “Nada disto seria possível sem os atletas, os patrocinadores, as famílias, os treinadores, os dirigentes, os voluntários e todos aqueles que, muitas vezes de forma silenciosa, trabalham para que estas equipas possam crescer. A todos eles deixamos o nosso agradecimento e a garantia de que a Casa do Alentejo continuará a apoiar estas iniciativas.” Luís Costa concluiu reafirmando a vontade da Casa do Alentejo em continuar a aproximar diferentes gerações através do desporto: “Este é apenas mais um passo. Queremos continuar a criar oportunidades para que a nossa comunidade se encontre, participe e cresça em conjunto. O nosso objectivo é que estas equipas sejam não apenas espaços para jogar futebol, mas também verdadeiras escolas de amizade, respeito, integração e orgulho nas nossas origens.”
Mais do que apresentar as equipas, a iniciativa sublinhou o futebol como espaço de integração e aproximação entre gerações da comunidade portuguesa no Canadá.
Com crianças e jovens em destaque, o Alentejo FC e os Gaiatos do Alentejo FC reforçam valores como companheirismo, disciplina, respeito e espírito comunitário.
Por uma cidade e para a história. O Torreense não podia pedir melhor estreia nas provas europeias. A formação de Torres Vedras, naquele que foi o primeiro encontro de sempre que realizou, nas competições internacionais, arrecadou uma vitória estrondosa, por duas bolas a uma, na visita, na noite desta quinta-feira, ao Lillestrom, em jogo que foi válido para a primeira ronda da fase de liga única da Liga Europa.
Odia 17 de setembro de 2026 vai ficar para sempre marcado na história da formação da cidade de Torres Vedras, não só pela inédita presença do clube da II Liga nas provas da UEFA, como também por aqueles que foram os primeiros dois golos de sempre do emblema português nas provas europeias.
Os homens de Luís Tralhão, que se iniciaram nesta inédita vitória europeia depois de terem levado a melhor sobre o Sporting, na final da última edição da Taça de Portugal,deslocaram-se ao Arasen Stadion, na Noruega, em busca do que poderiam ser os primeiros pontos na Liga Europa.
Os espanhóis Álex Alfaro e Manu Pozo, com golos aos 23 e 49 minutos, foram os obreiros do triunfo do emblema de Torres Vedras, apenas o terceiro clube dos escalões secundários portugueses a disputar as provas continentais, enquanto Thomas Olsen reduziu para os anfitriões, aos 79.
O detentor da Taça de Portugal, e 14.º da II Liga, defendeu a vantagem, apesar da expulsão do alemão Nuha Jatta, aos 85, por acumulação de amarelos. Com menos um jogador em campo e o Lillestrom a carregar em busca do empate, a equipa de Luís Tralhão aguentou a pressão da formação da casa e saiu da Noruega com três pontos na estreia na fase de liga única da Liga Europa, transformando 17 de setembro de 2026 numa data eterna na história do clube da zona Oeste.
O Torreense volta a jogar para a Liga Europa em 15 de outubro, quando receber os ingleses do Sunderland, em Leiria.
O rei Carlos III pediu aos principais responsáveis da inteligência artificial (IA) a garantia de que esta tecnologia permanecerá “ao serviço da humanidade”, durante uma cimeira que convocou na Escócia.
Segundo excertos da sua declaração introdutória, divulgados pelo Palácio de Buckingham, o monarca disse aos representantes de empresas como a Google DeepMind, a Anthropic, a OpenAI e a Nvidia “a tarefa que vos cabe não consiste apenas em fazer progredir a tecnologia, mas em velar para que ela permaneça firmemente ao serviço da humanidade, das comunidades e da natureza”.
“Aqueles que, no nosso mundo, valorizam a nossa humanidade e a sua componente moral essencial aguardam ansiosamente da vossa parte a garantia de que não perderemos o controlo do nosso destino”, vai sublinhar Carlos III.
Os Estados Unidos recusaram conceder um visto, pelo segundo ano consecutivo, ao presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, para que participe na próxima semana na Assembleia Geral da ONU, alegando ausência de reformas.
“Devido à incapacidade em levar a cabo reformas, contrariamente aos compromissos assumidos perante os Estados Unidos, e às atividades persistentes que comprometem as perspetivas de paz, os EUA vão prolongar as sanções que proíbem a concessão de vistos a membros da OLP e a responsáveis da Autoridade Palestiniana”, indicou o Departamento de Estado em comunicado.
Uma fonte não identificada confirmou à agência France-Presse que Abbas está abrangido pela medida. Já no ano passado, a administração Trump tinha tomado idêntica decisão, obrigando o dirigente palestiniano, habitual participante na Assembleia Geral, a intervir por videoconferência. Washington acusa Abbas de ter “falhado nos compromissos em favor da paz no Médio Oriente”, apontando “ações que minam” e que visam “internacionalizar o conflito israelo palestiniano, nomeadamente através do Tribunal Penal Internacional (TPI) e do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ)”.
Os EUA criticam ainda a Autoridade Palestiniana por “procurar contornar negociações através de reconhecimento unilateral” e por continuar a pagar subsídios a “terroristas” e glorificar atos de terrorismo em declarações públicas e manuais escolares. A posição norte americana contrasta com a de vários países, incluindo a França, que reconheceram no ano passado na ONU a existência de um Estado da Palestina. No total, 142 Estados membros apoiaram essa decisão, na sequência de uma conferência sobre a solução de dois Estados copresidida por França e Arábia Saudita. A decisão surge num contexto de agravamento da violência na Cisjordânia, onde ataques de colonos israelitas contra palestinianos se multiplicaram nos últimos meses. Israel ocupa o território desde 1967 e os confrontos intensificaram se após o ataque do Hamas de 07 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
O Acordo de Sede da ONU diz que autoridades estaduais, federais ou locais não devem impor nenhum impedimento ao movimento de representantes dos Estados-membros de ou para a sede central da ONU, em Nova Iorque, independentemente das relações existentes entre as autoridades visitantes e o Governo dos Estados Unidos. No entanto, os Estados Unidos alegam que podem restringir esses vistos por motivos de segurança nacional.
Meus caros leitores, há coisas que não têm explicação e, no meio de tudo, andamos a enganar uns aos outros ou, na realidade, meio mundo a enganar o outro meio. Eu, por norma, gosto de ouvir atentamente o que se diz nas conversas de esquina, embora já há muitos anos tenha largado definitivamente o hábito de romper esquinas e encher o cérebro de conversas da treta. O facto e a realidade das coisas merecem, muitas vezes, muita atenção.
As tecnologias apareceram com muita força e uma grande parte da sociedade começa hoje a perceber que têm prós e contras. Tínhamos aqui conversa para horas, mas, na minha simbólica opinião, está nos 50/50.
Muito se tem falado da vivência dos anos 80. Sem dúvida que foi uma década que marcou gerações e quem viveu esses anos lembra-se bem das diferenças em relação aos dias de hoje. Havia tempo para conversar, a juventude era feliz com tão pouco e não sabia, a comunicação era, muitas vezes, mais profissional e eficiente do que é hoje. As crianças inventavam os seus próprios brinquedos, havia orgulho e garra para se ser alguém na vida, para se ser independente. Sabia-se vender o produto, olhava-se para as coisas com respeito e ouvia-se mais os mais velhos.
Não quer dizer que hoje não haja respeito ou que não existam outras coisas boas, mas em modos diferentes. Quantas vezes ligamos para alguém, a chamada é recusada e recebemos uma mensagem a dizer, “Já te ligo mais tarde.” Mas essa chamada raramente aparece. É um simples facto que mostra a diferença entre os tempos de hoje e os de antigamente. E há muito mais. Aqui existe um problema que temos de começar a corrigir, porque, se nada fizermos, poderá agravar-se no futuro.
Hoje, cada vez mais, os pais não querem que os filhos comecem a trabalhar antes de terminarem a licenciatura. Na minha opinião, estão errados. No passado, formaram-se grandes homens e mulheres porque, quando acabavam uma licenciatura, sabiam vender o seu produto e tinham experiência da realidade do mercado de trabalho.
Hoje há muita gente que acha que tem mais direitos do que deveres simplesmente porque terminou uma licenciatura. Meus caros, isso, por si só, não significa nada. Uma licenciatura sem experiência pode valer muito pouco na hora de entrar no mercado de trabalho. É preciso saber vender o nosso produto a uma empresa e provar capacidade, experiência e vontade de aprender.
Uma pessoa pode ter formação, mas, se nunca teve contacto com a realidade do trabalho, falta-lhe uma parte importante da preparação para a vida. Acreditem, sem trabalho, também não se desenvolve experiência.
Mas, neste momento, fala-se muito da inteligência artificial. Sem dúvida alguma que, segundo dizem, vai fazer parte do nosso futuro. É cada vez mais evidente que a IA poderá substituir algumas tarefas e reduzir a necessidade de mão de obra em determinadas profissões. Mas tenham calma, em muitos casos, a IA não vai eliminar uma profissão inteira. Vai eliminar determinadas tarefas dentro dela e aumentar a produtividade de quem souber trabalhar com esta tecnologia.
Eu não sou especialista neste assunto, mas ouço com muita atenção o que os entendidos dizem, porque não estou a ver certos jovens a terem o acompanhamento necessário, isto é, alguém que os aconselhe sobre que formação deverão seguir para terem melhores oportunidades no futuro.
Algumas profissões poderão ser particularmente afetadas, como o secretariado, a introdução de dados, algumas funções de receção, a contabilidade mais rotineira, o processamento de salários, o design gráfico mais básico e outras tarefas repetitivas ligadas à informação digital.
Mas há algo que os jovens devem começar a pensar. Um bom eletricista, canalizador ou profissional especializado da construção não deve ser visto como alguém que ficará para trás por causa da IA.
Meu amigo, a inteligência artificial pode ajudar a fazer orçamentos, desenhos, planeamento, compras, documentação e até diagnósticos. Mas continua a ser necessário alguém no local para executar o trabalho. Uma pessoa com experiência, conhecimento técnico e capacidade para resolver problemas terá muito valor no futuro, pelo menos a curto e médio prazo.
E isto vai acontecer com muitas profissões que exigem trabalho manual, contacto humano, responsabilidade, capacidade de decisão e liderança.
No fundo, a minha opinião é simples, a geração que está de saída tem mais dificuldades na adaptação às novas tecnologias, especialmente à inteligência artificial. A nova geração aceitou-as e está a adaptar-se muito melhor. O choque foi, sem dúvida, muito mais forte para os mais velhos do que para os mais novos.
Mas não se esqueçam, antes de decidirem o vosso futuro, ou o futuro dos vossos filhos, pensem bem. O mundo do trabalho está a mudar e muitos postos de trabalho serão transformados ou poderão desaparecer com a IA, enquanto outros ganharão muito mais valor.
A inteligência artificial pode ser uma ameaça para alguns, mas também pode ser uma grande oportunidade para quem estiver preparado.
Durante décadas, quem saía de Portugal levava o país na mala de cartão, embrulhado em cartas, fotografias gastas e na promessa ou mesmo juramento de voltar em agosto. Para os milhões de portugueses e lusodescendentes espalhados pelo mundo, muitos deles aqui mesmo, no Canadá, onde o gelo do inverno nunca conseguiu arrefecer o calor da nossa portugalidade, o cordão umbilical sempre se alimentou de sacrifício, nostalgia e muito trabalho.
Mas o mundo mudou. Hoje, a tecnologia e a Inteligência Artificial surgem não para nos afastar, mas como a ferramenta mais poderosa para humanizar, aproximar e potenciar a nossa comunidade global. O algoritmo, por mais incrível que pareça, está a aprender a falar português com sotaque de saudade. Para a nova vaga de emigração, aquela juventude altamente qualificada que hoje enche os escritórios pelo mundo, mas que continua a dominar também os estaleiros, a Inteligência Artificial é uma ponte de soberania económica.
Portugal não pode continuar a dar-se ao luxo de “perder” este talento para sempre. O Governo e as instituições têm de acordar para esta realidade: através de plataformas inteligentes, é perfeitamente possível cruzar os perfis dos cérebros que temos na diáspora com cérebros e projetos de investigação em solo nacional. Já não é preciso fazer as malas de volta para ajudar a construir o futuro do país; basta estarmos ligados em rede. O nosso maior drama, contudo, continua a ser a perda de identidade nas segundas e terceiras gerações. Quantas vezes vemos, nas nossas associações e clubes no Canadá, netos de portugueses que já mal dominam o idioma, mas que sentem orgulho no sangue que lhes corre nas veias? A resposta para não os perdermos está também na educação através da Inteligência Artificial. Virtualmente, é possível hoje ensinar a Língua Portuguesa, adaptando-se aos interesses de cada jovem, usando a história, a gastronomia ou até saber mais sobre a aldeia de onde os avós partiram um dia. A cultura deixa de ser uma obrigação curricular aborrecida e passa, assim, a ser uma experiência interativa, viva e emocional.
Mas a tecnologia também tem de servir quem mais precisa. Para a nossa emigração com mais idade, aquela que construiu as fundações desta diáspora com sangue, suor e lágrimas, lidar com consulados à distância, tratar de pensões ou atualizar moradas fiscais continua a ser um autêntico calvário burocrático. É urgente que a administração pública portuguesa avance sem medos: a introdução de assistentes virtuais de voz, por exemplo, permitiria que um idoso na diáspora pudesse simplesmente falar com o seu telefone e obter respostas claras e simplificadas sobre os seus direitos. Menos papelada, menos esperas, mais respeito por quem deu tanto ao país.
Proteger a Língua Portuguesa nestes dias não é um capricho, é uma questão mesmo de soberania. A Inteligência Artificial não vai substituir a portugalidade; vai expandi-la. Ao encurtar milhares de quilómetros através de dados com rosto humano, provamos que a distância já não é o que era.
O futuro da nossa diáspora já não se escreve apenas com lágrimas de nostalgia, mas sim com inovação, ligação e inteligência. Só falta que quem governa saiba aproveitar e não perca o comboio que está a passar a grande velocidade.
Toronto’s next municipal election will be a critical test of the city’s political direction. At the centre of the mayoral race isOlivia Chow, who is seeking to remain in office and continue shaping the future of Canada’s largest city.
The election will ask Toronto residents to consider several important questions: Is the city moving in the right direction? Has the mayor delivered on her promises? Can she address Toronto’s affordability crisis, housing shortages, public safety concerns and transportation challenges? And, perhaps most importantly,do voters believe she deserves another term?
With the mayor’s office attracting significant attention, the race could become one of the most closely watchedmunicipal contest I the country.
Is Olivia Chow in the lead?
Yes, based on the latest available polling, Olivia Chow is leading the mayoral race, but the
election is far from decided. Her principal challenger is Councillor Brad Bradford, who has been campaigning on issues such as public safety, congestion, and the cost of living. Former federal cabinet minister ChrisAlexander is also in the race, adding another name to the contest. A Liaison Strategies poll reported in late August placed Chow ahead of Bradford among decided and leaning voters. Another poll by Polaris Polling found Chow leading Bradford 50 per cent to 39 per cent when undecided voters were excluded. However, polling is onlya snapshot of public opinion-not a prediction of the result.
Chow became mayor in 2023 after winning a special election following John Tory’s resignation. She is nowseeking her first full elected term as mayor. Her campaign can point to indicatives involving school meals, TTC fares, housing, transit funding and public services. Her challenge will be convincing voters that theseaccomplishments have made a meaningful difference in their everyday lives.
Bradford, a city councillor representing Beaches-East York, is presenting himself as an alternative to Chow. His campaign has focused on crime, congestion, and affordability. His greatest opportunity is to turn dissatisfaction with the current administration into support for his own leadership. However, he must persuade voters that he offers morethan simply a change at City Hall.
Alexander, a former federal cabinet minister and ambassador, entered the mayoral race later than Chow andBradford. His candidacy could affect the race by attracting voters who are looking for an alternative to both leading candidates. The most important question is whether he can build sufficient recognition and support before electionday.
The 2026 municipal election is scheduled for Monday, October 26, 2026. Toronto voters will elect a mayor, city councillors and school board trustees. The city will also see contests in its 25 council wards. But there is anotherimportant factor to consider that the city of Toronto has a large pool of undecided voters and those will be thedifference makers if the contest gets tighter with the weeks to come.
One important fact to consider is that mid-week Doug Ford came out and basically endorsed Olivia Chow for the mayor’s job and gave her his blessing. During the 2023 mayoral campaign, Ford warned that Chow victory would be an “unmitigated disaster.” Since Chow became mayor, however, the two have developed a workingrelationship despite major disagreements on issues such as bike lanes and provincial intervention in Toronto affairs. Ford is now emphasizing what has happened when the two governments have worked together rather thantheir ideological differences. You may want to ask the question of why are Ford and Chow such good buddieswith political perspectives at the opposite end of the spectrum?
One simple answer… money, money, and money. Ford’s comments come at an interesting
moment. They simply praise Chow; they reinforce the argument that Chow has established a workingrelationship with Queen’s Park. The irony here is that there is a striking political reversal between the mayor and thepremier.
Read between the lines… for a mayoral campaign, that’s about as close to a political endorsement as saying, “Vote for Olivia Chow.”
A few days ago, it was the bribe; if Americans, (right wing), voted in the upcoming midterms and he managed to keep the House and the Senate, then every adult in the country would receive a cheque for five grand, totaling roughly 40 trillion dollars.
A clear and calculated bribe, that anywhere else would land said politician in the courts. But since he doesn’t care about that, seeing as he controls the administration of cowards, opportunists and lackies, and he’s apparently shielded everyone, including himself and his family, from responsibilities for their actions, I guess he can do almost anything he pleases. Today, we hear about the 2.8-billion-dollar arms deal with the Israeli government, 40000 bombs, many of the one-ton variety. Since he took over the White house, he has spent a lot of taxpayer money providing the Israeli government with weapons. In 2024, Biden held back on a shipment, citing concerns over the mass destruction capabilities these 2000lb bombs possessed. As soon as DT took over, one of the first things he did was lift Biden’s order. Last year, he bypassed the normal congressions review and approved a shipment of over 35000 of these bombs. In January, he approved another contract of over 6 billion in arms. How does the Israeli government pay for all this? With the money of the American people, through the US Foreign Military Financing, a piggy bank set up in the late 70’s, to ensure that USA-friendly countries had the equipment and training to do their bidding. Sadam Hussein’s Iraq was one such recipient. Anyway, the way it works is that Trump gets the order, sends Netanyahu the money, and he quicky hands the cash to the US weapons manufacturers, who the send it over as expeditiously as possible. They don’t even pay to destroy their neighbours. Good timing though. It sends the message that DT knows he’s in trouble, although he continues to insult everyone who questions his moves and his character, and continually lying about how great everything is going, and what an incredible president he is; best ever, in fact. He’s seriously counting on his illiterate MAGA cult, because anyone with any amount of brain, or education will not help this guy. Even with all the Zionist support he has, his BS is just too obvious and stupid; there really is no other way to call this. It makes me wonder how this will go after he’s turfed out of the White House. How long will it take to begin to normalize
the world he continually tries to break, and how will the next government, I should say the Democrats, who also have close ties with Zionists. Speaking of, what about Raggedy Andy, or should I say Ed Sheeran? Dumped all his values and his buddies to appease a Group of Zionist billionaires? I can’t wait to see the backlash from this. I don’t think he’ll be able to lean on his childish good looks to get sympathy, especially since he claims he wants to stay neutral. Thing is he has supported the Ukraine, raising funds by participating in a benefit concert in 2022. He even wrote an open letter to PM Theresa May, against going through with the Brexit deal; he even endorsed the leader of the Labour Party, Jeremy Corbin. I never liked him as an artist, but from what I’ve read, even Ireland doesn’t want him to claim that he’s Irish anymore; apparently one of his grannies was, or is, Irish. That, my friends, is some serious 2020’s arse kicking!
Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, ladeado por Idalmiro da Rosa, Cônsul Honorário de Portugal em San Diego, e pelo empresário luso-americano Kenny Alameda, durante a exposição dedicada à história. (DR)
No início deste mês de setembro, Lisboa acolheu a 104.ª reunião anual da Comissão Interamericana do Atum Tropical (IATTC), organização responsável pela conservação e gestão dos atuns e de outras espécies no Oceano Pacífico Oriental. Com sede em La Jolla, San Diego, Califórnia, Estados Unidos da América, a IATTC reúne 21 membros, entre os quais a União Europeia, através da qual Portugal participa na gestão das pescarias do Pacífico Oriental.
Desde outubro de 2017, o investigador português Alexandre Aires-da-Silva exerce as funções de Coordenador de Investigação Científica da IATTC e responsável pela sua Divisão de Investigação Científica. Especialista em ciência das pescas e gestão sustentável dos recursos marinhos, tem desenvolvido uma carreira internacional ligada ao estudo dos grandes peixes pelágicos e à cooperação científica no setor das pescas.
Foi neste contexto que Alexandre Aires-da-Silva, juntamente com Idalmiro da Rosa, natural da ilha do Pico, líder comunitário e Cônsul Honorário de Portugal em San Diego, e Kenny Alameda, empresário luso-americano e fundador da Clipper Oil, promoveu uma homenagem aos pioneiros portugueses da pesca do atum, realizada no Museu de Marinha, em Belém.
A iniciativa revestiu-se de particular significado histórico. Se Lisboa representa uma das grandes matrizes da vocação marítima portuguesa, San Diego constitui um dos mais importantes destinos da emigração portuguesa ligada ao mar, à pesca e à indústria conserveira. Durante grande parte do século XX, a cidade foi conhecida como a “capital mundial do atum”, tendo os pescadores portugueses, sobretudo oriundos dos Açores e da Madeira, desempenhado um papel relevante no desenvolvimento da sua economia marítima.
A presença portuguesa em San Diego remonta ao século XIX, com sucessivas vagas migratórias a fixarem-se particularmente em Point Loma, onde a ligação ao mar se tornou uma das marcas identitárias da comunidade. Atualmente, estima-se que cerca de 20 mil pessoas de ascendência portuguesa residam no condado de San Diego. A memória da pesca, as tradições religiosas, a gastronomia e o associativismo continuam a afirmar a identidade luso-americana.
Esta história cruza-se também com João Rodrigues Cabrilho, navegador ao serviço da Coroa espanhola que, em 1542, alcançou a costa da Califórnia e entrou na baía de San Diego, sendo tradicionalmente identificado pela historiografia portuguesa e luso-americana como português.
A homenagem, realizada junto ao Mosteiro dos Jerónimos, contou com o apoio da Marinha Portuguesa, do Museu de Marinha, das autoridades portuguesas, da União Europeia, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), de organizações ligadas ao setor das pescas e de famílias da comunidade portuguesa. A sessão contou com intervenções do Diretor do Museu de Marinha, Capitão-de-Mar-e-Guerra Augusto António Alves Salgado, e do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, seguindo-se uma apresentação de Kenny Alameda, intitulada Across Two Oceans, sobre a história da pesca do atum no Pacífico Oriental e o contributo dos pescadores portugueses e das suas famílias.
A iniciativa incluiu ainda uma exposição dedicada aos pioneiros portugueses da pesca do atum e prolongou-se, uma semana depois, pelo arquipélago dos Açores, berço de muitos daqueles emigrantes. Com o apoio das Secretarias Regionais dos Assuntos Parlamentares e Comunidades e do Mar e das Pescas, realizaram-se sessões públicas na Horta e nas Lajes do Pico, aprofundando a dimensão científica, histórica e humana desta ligação transatlântica.
Na Horta, no dia 7 de setembro, a sessão decorreu no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, com a participação de Andreia Braga Henriques, Diretora Regional das Pescas, Alexandre Aires-da-Silva, Idalmiro da Rosa e Ricardo da Rosa, armador do Pacific Princess e vice-presidente da United Portuguese SES, Inc.
No dia seguinte, nas Lajes do Pico, o Auditório do Museu dos Baleeiros acolheu uma sessão de carácter histórico, com a participação de Alexandre Aires-da-Silva, Idalmiro da Rosa, José Andrade, Diretor Regional das Comunidades, Manuel Costa, Diretor do Museu do Pico e presidente da Comissão Consultiva do Património Baleeiro Regional, e Rúben Alves, empresário ligado à pesca do atum.
A homenagem aos pioneiros portugueses da pesca do atum foi, assim, muito mais do que a evocação de uma atividade económica. Constituiu um reconhecimento às gerações que levaram consigo o saber, a coragem e a cultura de um povo profundamente ligado ao mar, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades de acolhimento. Foi também uma expressão de valorização da diáspora portuguesa, do seu papel na preservação dos laços com Portugal e do seu contributo para a história económica, social e cultural dos países onde se fixou.
Um dia, o meu neto mais novo entrou no meu carro e, assim que pôs o cinto de segurança, olhou para o cacifo lateral, pegou numa brochura que lá se encontrava, abriu-a e perguntou:
– Vó, quem é que ainda usa mapas?
Claro que não me espantou a pergunta vinda de um jovem que não conhece outra forma de navegação que não seja através do GPS, nas suas diferentes modalidades. Contudo, não sendo eu ainda na altura uma praticante desta modalidade, expliquei-lhe que, embora lhe reconhecesse todas as vantagens, continuava a gostar de mapas em papel; de lhes percorrer as entranhas, seguindo o rasto das estradas, o percurso dos rios e toda uma orografia que tanto aumentava como encurtava o tempo da viagem; descodificar sinaléticas e avaliar distâncias que permitiam escolher itinerários; ler o nome das localidades e descobrir a razão por algumas, de tão insignificantes, não estarem assinaladas apesar de fazerem parte da nossa geografia afetiva.
Assisti à rápida progressão do digital, tendo visto crescer os netos e formarem-se quase sem o recurso aos livros de papel. Hoje, começamos a registar a opção pelo percurso inverso. Os países nórdicos, por exemplo, estão novamente a regressar aos livros, à produção manuscrita de textos e, ao nível do ensino superior, a tornar obrigatória a defesa oral dos trabalhos apresentados para despistagem do eventual recurso à IA (Inteligência Artificial) na elaboração dos mesmos.
Eu pertenci à geração do livro único. A condição de primogénita deu-me, contudo, o privilégio de todos os anos estrear os meus próprios livros. Por isso, setembro continuará a evocar as memórias do meu entusiasmo por esta época de retorno às aulas. Vejo-me a fazer o roteiro das livrarias ditando a lista dos compêndios e dicionários, que iam aumentando na proporção do meu avanço na escolaridade. Depois, os cadernos diários – pautados, quadriculados, em branco – um para cada disciplina -, ah… e a sebenta, sempre uma sebenta que servia de rascunho para tudo, e que, apesar do nome, se mantinha limpinha. Por fim, todos os outros materiais, absolutamente necessários para um bom desempenho na profissão de estudante: canetas, lápis, afia-lápis, borracha, fita-cola, régua, esquadro, compasso, guaches, pincéis de diferentes tamanhos e texturas, tinta da china, sem esquecer os rolos de papel estampado e colorido para forrar livros e cadernos.
Esta tarefa conferia à casa o ambiente de abertura do ano escolar e denunciava a perícia necessária para bem forrar um livro. Desenrolava-se o papel e cortava-se à medida do livro, deixando a margem necessária para a dobra interior da capa e da contracapa. Vincava-se muito bem e metia-se a margem para dentro. Para o trabalho poder ser dado como concluído, faltava uma última operação: dobrar em forma de triângulo cada canto, tanto no ponto de encontro da margem superior, como da do inferior, que se prendia com uma tira de fita cola para ficar mais segura. Para os distinguir, colocávamos depois uma etiqueta. No caso dos livros, aposta na lombada; nos cadernos, na capa.
Numa dessas tardes, o meu irmão lembrou-se de começar a mexer em tudo, desorganizando o meu trabalho. Mera provocação? Sei apenas que lhe manifestei o meu desagrado pela atitude e lhe pedi que não tocasse nas minhas coisas. Devo ter emprestado àquele pedido toda a autoridade que o estatuto de irmã mais velha me conferia, fazendo com que ele se sentisse um intruso a profanar aquilo que eu tinha de mais sagrado – os livros! Foi-se embora, mas voltou movido pela curiosidade que a pilha colorida dos livros provocava num território que lhe era interdito.
Ainda hoje, em cada ritual de abertura de um novo ano letivo, relembro o meu regresso às aulas entranhado do odor a papel e tinta dos livros novos.
Não há nível de governação mais próximo de nós do que o municipal. É a câmara que decide se a rua onde vivemos tem iluminação, se o autocarro passa a horas, se o parque onde os nossos filhos brincam é seguro, se a habitação continua acessível. E, no entanto, é também neste nível de poder que a nossa comunidade precisa de se fazer ouvir mais, não só como eleitores que não abdicam do seu direito de escolha, mas também como candidatos.
Votar é essencial, mas não basta. É necessário deixar de ser invisível nas decisões. É quando nos candidatamos, quando ocupamos uma cadeira na câmara, que passamos a estar na sala onde as prioridades se discutem e o orçamento se distribui. Os luso-canadianos que encontrámos nestas eleições, de Toronto a Cambridge, de London a Oshawa, de Mississauga a Brampton ou Kitchener, são a prova de que isso é possível. Alguns estreiam-se nestas andanças este ano, outros recandidatam-se depois de anos de trabalho em prol dos seus vizinhos, mas continuam a ser poucos, face à dimensão real da nossa comunidade no Ontário. Envolvermo-nos mais, apoiar quem se candidata, incentivar quem hesita… é assim que passamos a ser vistos e ouvidos, e não apenas contados, pelo sistema político.
Clique AQUI para um infográfico sobre as eleições provinciais no Ontario.
Nesta edição, começamos por olhar para o que as sondagens dizem sobre duas das corridas mais disputadas da província. Em Toronto, Olivia Chow mantém uma vantagem confortável sobre Brad Bradford (50% contra 39%, segundo a Liaison Strategies), encaminhando-se para um segundo mandato sem grande sobressalto. Já em Mississauga o cenário é bem mais incerto: a sondagem mais recente, da Pallas Data, coloca a atual mayor, Carolyn Parrish empatada com a sua antecessora, Bonnie Crombie, (35% cada), com Alvin Tedjo e Dipika Damerla ainda na corrida e um terço dos eleitores por decidir. É um resultado que, no momento, aponta para a incerteza sobre quem vai sair vencedora, sendo certo que, nas palavras da própria sondagem, estamos a assistir a “uma verdadeira corrida a dois”. Mississauga é, por isso, um importante lembrete de como cada voto e cada candidatura, pode fazer diferença. Não abdique do seu direito e dever de ser um cidadão de plenos direitos – esse é o seu grande poder e está aí mesmo à porta da sua casa.
Há centenas de milhares de luso-canadianos no Ontário, mas quando se procura quem, dentro dessa comunidade, decide dar o passo de se candidatar à governação local, a lista é manifestamente curta. Ainda assim, quando olhamos para as listas dos concorrentes nestas eleições municipais de 2026, encontramos vários nomes de candidatos, de Toronto a Cambridge, de Mississauga a Kitchener, de London a Brampton, de Oshawa etc., que carregam apelidos que reconhecemos como nossos e que já estão no terreno a pedir o voto dos seus vizinhos. Alguns são já rostos conhecidos destas andanças; outros aceitaram este desafio pela primeira vez.
Nestas páginas reunimos os nomes de alguns deles. Dizemos onde se candidatam e o que propõem a quem os poderá eleger. É uma amostra pequena, sabemo-lo, há muitos outros que, com coragem, estão na luta da política municipal, mas tivemos que fazer uma escolha por razões óbvias. No entanto, este conjunto de pessoas que aqui vos trazemos evidencia que a nossa presença na política local, ainda que tímida, existe e tem vindo a crescer. De certo modo, conhecer estes candidatos é também reconhecer o espaço que nós, lusodescendentes, ainda temos para ocupar na sociedade canadiana.
Tony Chaves. (MDC Media Group).
Tony Chaves — Cambridge, Candidato a Mayor
Milénio Stadium: Como luso-canadiano a concorrer ao cargo principal em Cambridge, o que é que a sua experiência na comunidade traz à forma como lideraria a cidade?
Tony Chaves: A minha origem luso-canadiana deu me uma forte apreciação pela comunidade, pela família, pelo trabalho árduo e por nos ajudarmos uns aos outros. Mas, após 11 anos como Presidente do Clube Português, aprendi que a comunidade é muito maior do que apenas uma cultura. Ao longo desses 11 anos, tive o privilégio de conhecer milhares de pessoas de diferentes culturas, origens e percursos de vida. Ouvi as suas preocupações, celebrei as suas tradições e vi em primeira mão como Cambridge é muito mais forte quando nos unimos. É esse o tipo de liderança que eu traria para o gabinete do Mayor. Não lideraria para uma cultura ou para um grupo de pessoas. Lideraria para toda a cidade de Cambridge. Quero que cada residente se sinta ouvido, respeitado e incluído. A minha experiência ensinou me que, quando abrimos as portas, ouvimos as pessoas e unimos as comunidades, construímos uma cidade mais forte para todos.
MS: Como planeia envolver a comunidade portuguesa de Cambridge especificamente, se for eleito?
TC: Após 11 anos como Presidente do Clube Português, já tenho ligações fortes dentro da comunidade portuguesa de Cambridge. Se for eleito, continuaria a ouvir, a marcar presença em eventos comunitários, a reunir me com residentes e organizações, e a garantir que as suas preocupações são ouvidas na Câmara Municipal. Mas quero ser claro: não sou apenas um mayor para a comunidade portuguesa. Sou um mayor para toda a cidade de Cambridge. A minha experiência ensinou me a importância de aproximar diferentes culturas e origens e de garantir que todos têm uma voz.
MS: Cambridge está a lidar com um crescimento rápido e com uma crise de acessibilidade à habitação. Qual é a medida concreta que tomaria no seu primeiro ano para a enfrentar?
TC: A minha primeira ação concreta seria introduzir um programa de alívio do imposto sobre a propriedade para compradores da primeira casa, proporcionando aos compradores elegíveis pela primeira vez uma redução de 50% nos impostos municipais sobre a propriedade durante os seus primeiros dois anos. Precisamos de tornar a aquisição de habitação própria mais acessível para os residentes de Cambridge que estão a tentar criar raízes na nossa cidade. Ao mesmo tempo, trabalharia com o Conselho e com a equipa técnica para identificar formas práticas de aumentar a habitação acessível e ao alcance de todos, garantindo que o crescimento é devidamente planeado e apoiado pelas infraestruturas de que a nossa cidade precisa.
MS: O que o distingue dos outros candidatos nesta corrida, e porque é que os eleitores deveriam confiar em si, em vez de num recandidato ou num nome mais estabelecido, para liderar Cambridge?
TC: O que me distingue é simples: não sou um político de carreira. Sou uma pessoa comum que passou 60 anos a viver em Cambridge, a construir um negócio, a criar uma família e a servir a minha comunidade. Durante 11 anos, tive o privilégio de ser Presidente do Clube Português, onde trabalhei com pessoas de todas as culturas e origens. Ouvi milhares de pessoas, escutei as suas preocupações e aprendi que a liderança não é ter todas as respostas, é ouvir e fazer algo em relação ao que se ouve. Não estou a concorrer porque preciso de um título político. Estou a concorrer porque acredito que Cambridge precisa de um líder que coloque os residentes em primeiro lugar, que seja transparente, que exija responsabilidade e que faça cada dólar render. Eu não respondo a políticos. Respondo às pessoas de Cambridge. Elas é que são os chefes. É isso que me distingue, e se merecer a sua confiança, trabalharei todos os dias para provar que fizeram a escolha certa.
Miguel Araujo. (MDC Media Group)
Miguel Araujo — Oshawa, Ward 3
Milénio Stadium: O que o levou a candidatar-se ao Ward 3 em Oshawa/Durham?
Miguel Araujo: Decidi candidatar me a vereador do Ward 3 em Oshawa/Durham porque estou sempre a acompanhar as notícias sobre o desenvolvimento e o que está a acontecer em Oshawa e ao redor, e sinto que representaria bem os residentes do Ward e lutaria pelos seus melhores interesses.
MS: Qual considera ser o problema mais urgente no Ward 3 neste momento, e o que proporia fazer no primeiro ano de mandato para o resolver?
MA: Acredito que o problema urgente no Ward 3 é que ainda há muitos parques subaproveitados e, para resolver este problema, proporia no próximo orçamento para 2027 a requalificação desses parques através da adição de zonas de jogos de água (“splash pads”), campos de futebol, campos de beisebol e substituição do equipamento infantil por equipamento mais moderno, etc.
MS: Há sete pessoas a concorrer ao mesmo lugar, como pretende convencer os eleitores que a sua candidatura é a melhor para os representar e o que o distingue dos outros candidatos?
MA: Estou a concorrer num ward contra outros 7 candidatos, mas sinto que o que me distingue dos outros é o facto de viver no ward há mais de 30 anos e ter visto e estar ciente dos problemas que não foram resolvidos no passado. Com esse conhecimento, saberia o que precisa de ser tratado como prioridade e estaria próximo dos residentes do Ward 3, ficando apenas à distância de uma chamada telefónica ou de um e-mail.
MS: Se for eleito, como pensa equilibrar o crescimento habitacional/desenvolvimento urbano em Oshawa com as preocupações dos residentes atuais sobre infraestruturas e serviços?
MA: Se for eleito, planeio equilibrar o crescimento habitacional/desenvolvimento urbano com as preocupações dos residentes atuais relativamente às infraestruturas e serviços através da realização de vários estudos sobre os serviços de bombeiros, serviços de paramédicos, serviços policiais, etc., para ver quais as áreas que precisam de novas instalações para serem adicionadas ou expandidas, etc., e se as estradas conseguem suportar mais trânsito nas zonas antes de as licenças para construção de novos desenvolvimentos serem aprovadas.
Marco Martins. (MDC Media Group).
Marco Martins — Toronto, Ward 9 (Davenport)
Candidata-se pela primeira vez
Segurança: pressiona por policiamento mais visível e de proximidade, e por tempos de resposta mensuráveis
Gastos: quer rever a despesa da Câmara para eliminar custos desnecessários e reduzir a “burocracia” para pequenos negócios
Equidade de investimento: alega que o Davenport recebe metade do investimento de capital per capita comparado com outros wards, e promete lutar pela “parte justa” do ward em serviços, parques e financiamento
Transporte: mais ciclovias seguras e ligadas, mais serviço nas linhas de autocarro sobrelotadas, soluções práticas para o congestionamento
Habitação: apoia crescimento habitacional, mas exige que infraestrutura e transporte acompanhem o desenvolvimento
Plano dos primeiros 100 dias: publicar padrões de resposta; abrir um “rastreador de ações públicas” e calendário de obras do Ward 9; reunir-se com todas as BIAs, grupos de residentes, a polícia e o planeamento de serviço da TTC; realizar três sessões de escuta (norte, centro, sul); lançar auditorias a parques, pontos problemáticos de trânsito e comunicação sobre obras; publicar um relatório de progresso aos 100 dias
Lurdes Jordão. (MDC Media Group).
Lurdes Jordão — Kitchener, Ward 3
Candidata pela primeira vez; reside no ward há mais de 27 anos.
Crescimento ponderado e bairros fortes — defende que o desenvolvimento tenha em conta o trânsito, infraestruturas, espaços verdes, acessibilidade dos preços e o carácter dos bairros já existentes
Ruas e comunidades mais seguras — soluções práticas para excesso de velocidade, congestionamento e segurança de peões, em colaboração com a câmara e a Polícia Regional de Waterloo
Gastos responsáveis e custo de vida acessível — traz experiência de gestão de projetos (mais de 30 anos) para priorizar investimentos que não sobrecarreguem os residentes no futuro
Representação com respeito, transparência e acessibilidade — compromisso de criar oportunidades reais de participação entre os residentes e a câmara
Percurso comunitário: mais de 20 anos no conselho da Settler’s Grove Community Association, atualmente no conselho do seu condomínio; apoia a Breakthrough T1D Canada e a Canadian Cancer Society
George Tavares (MDC Media Group).
George Tavares — Mississauga, Ward 7)
Candidatou-se a Mayor em 2022 e 2024.
Impostos
Escrutinar cada linha do orçamento antes de aprovar aumentos; votar contra aumentos sem benefício claro para os residentes
Exigir relatórios transparentes sobre a despesa dos impostos
Trânsito e estradas
Reparações e manutenção de estradas dentro de prazos
Medidas de acalmia de trânsito em zonas residenciais
Responsabilizar a Câmara pelo cumprimento de prazos de infraestrutura
Habitação e desenvolvimento
Exigir que os promotores cumpram compromissos de benefício comunitário
Garantir que nova densidade populacional vem acompanhada de infraestrutura correspondente
Apoiar habitação genuinamente acessível (não apenas de nome)
LRT Hazel McCallion e transporte
Exigir um calendário público claro para a conclusão da obra e início do serviço de passageiros
Gestão prática do trânsito durante a construção; proteger o acesso de peões e negócios em Cooksville
Melhorar ligações do LRT ao GO Transit e à MiWay
Segurança pública e fiscalização
Policiamento visível junto ao Cooksville Four Corners, estação GO, parques e paragens de transporte
Reforço das regras de segurança para trotinetes
Avaliar programas pelos resultados, não pelo valor gasto
Martin Medeiros. (MDC Media Group).
Martin Medeiros — Brampton, Wards 3 & 4
Recandidato
Bairros seguros, limpos e bem cuidados
Mais presença policial nos Wards 3 e 4
Medidas de acalmia de trânsito comprovadas: lombas de velocidade (“speed cushions”) e cruzamentos com paragem obrigatória em todos os sentidos
Mais fiscais municipais (bylaw officers), fiscalização proativa e multas mais pesadas para infrações
Acessibilidade financeira e gastos responsáveis
Manter os impostos sobre a propriedade acessíveis
Eliminar despesas desnecessárias na Câmara de Brampton e na Região de Peel
Garantir que os residentes sabem que o seu dinheiro é gasto de forma sensata, responsável e eficiente
Investimento nos bairros
Maior investimento em parques, trilhos e equipamentos recreativos nos Wards 3 e 4
Crescimento económico e emprego
Atrair novos negócios e investimento para os Wards 3 e 4
Apoiar o comércio local e revitalizar zonas comerciais
Transparência e responsabilização
Tornar a Câmara de Brampton mais aberta, responsiva e responsável
Informação pública clara, maior fiscalização e oportunidades reais para os residentes serem ouvidos
David Ferreira (MDC Media Group).
David Ferreira — London, Ward 13
Recandidato
Evolução do centro da cidade (Downtown)
Moldar o próximo capítulo do centro como bairro, ponto de encontro cívico, centro cultural e motor económico que sirva toda a cidade de London e reforce a identidade partilhada da comunidade
Mais opções de habitação, proteções mais fortes
Criar e proteger habitação acessível através de desenvolvimento responsável, melhor aproveitamento de edifícios já existentes, e decisões práticas que respeitem tanto o orçamento das famílias como o dinheiro público
Ruas seguras, dignidade humana
Ruas mais seguras, espaços públicos mais fortes e melhor apoio a pessoas em crise — para que todos se sintam seguros, respeitados e tratados com dignidade
Voz dos bairros e força comunitária
Reforçar a voz dos cidadãos do Ward 13 nas decisões que moldam as ruas, parques, edifícios, serviços e o carácter dos seus bairros
Responsabilização real e governo respeitoso
Transparência a sério: relatórios públicos claros, responsabilização efetiva, parcerias de confiança e padrões mais elevados de como a Câmara serve o público, trabalha com as comunidades e honra a confiança que lhe foi dada
Paul Vicente. (MDC Media Group).
Paul Vicente — Brampton, Wards 1 & 5
Recandidato
Saúde em primeiro lugar
Foco atual: garantir a construção do segundo hospital sem atrasos, planear um terceiro, e avançar com o centro oncológico e mais cuidados continuados (long-term care)
Mobilidade urbana
Trabalhar pela construção do LRT
Entregar um terminal de transportes no centro da cidade (downtown transit hub)
Parceria com a Metrolinx para o BRT da Queen Street
Trazer serviço de comboio GO bidirecional a cada 15 minutos para o downtown
Regulamentos que protegem os bairros
Expandir o licenciamento
Introduzir fiscalização automática de estacionamento por matrícula
Aumentar as multas para infrações reincidentes de normas de propriedade, estacionamento e ruído
Bibliotecas para todos
Ajudar a avançar três novas filiais: no Howden Recreation Centre, no Embleton Community Centre e no Centre for Innovation do centro da cidade
Estradas mais inteligentes, menos congestionamento
Como Presidente da comissão de Obras Públicas e Engenharia, ajudei a lançar o novo Sistema Avançado de Gestão de Trânsito, que liga os semáforos da cidade para responderem ao trânsito real em tempo real
Próximo passo: expandir com semáforos e cruzamentos inteligentes
As eleições municipais de 26 de outubro estão a aproximar-se e campanhas rápidas e furiosas cruzam a GTA com fervor de propósito a brilhar nos candidatos. E os eleitores, cansados de promessas recicladas, escutam pacientemente o exagero de palavras adulteradas que são discutidas como verdades desproporcionais inventadas para satisfazer uma população que precisa de declarações artificiais de bem-estar.
Ao analisar a próxima eleição na maior metrópole canadiana, há reflexões que definem um processo de pensamento baseado numa inquietação e desconforto perante os políticos e as suas declarações santarronas. Milhares de pessoas terão colocado o seu nome nos boletins de voto para Presidentes de Câmara, Vereadores e Conselheiros Escolares (sim, os Conselheiros Escolares ainda andam por aí), com a esperança de que farão parte dos poucos escolhidos. Mas aqui está uma pergunta que deveria preocupar-nos a todos: As eleições municipais representam realmente os sentimentos e as necessidades da maioria da população ou tornaram-se cada vez mais um exercício de afiliação política, interesses pessoais ou voto organizado? Embora estes não devessem ser partidos políticos, e a sua responsabilidade seja para com os seus eleitores e não para com um líder partidário ou a sua organização, é claro que a governação é feita de acordo com a ideologia política dos candidatos.
Todos sabemos que os candidatos têm apoiantes, as organizações têm interesses e os momentos políticos têm resultados preferidos. Os políticos em geral passaram a compreender que a política é uma das profissões em que menos se confia. Um sistema político é necessário para garantir que existe uma estrutura de governação, mas a preocupação é o tipo de pessoas que estamos a atrair para concorrer a governar a governação. Então, o que é que os eleitores estão realmente a escolher? Na minha mente, tem de ser uma pessoa que compreenda os nossos bairros, as nossas estradas, os nossos sistemas de transporte, os nossos impostos sobre a propriedade, as nossas escolas e a nossa segurança. Na maior parte dos casos, é duvidoso que compreendam.
Devido à etnicidade do Canadá, a representação política é essencial para as diferentes etnias. Olhando para as listas atuais de potenciais candidatos,com exceção dos recandidatos, muito poucos luso-canadianos estão a concorrer a cargos públicos. Isto empobrece a nossa comunidade e esgota a nossa capacidade de fazer parte da governação durante vários anos. Precisamos de mais representação, mesmo sabendo que se está a entrar num trabalho onde a política tem a capacidade de transformar até a questão municipal mais simples numa batalha ideológica.
Última Palavra:
No dia 12 de setembro, a comunidade portuguesa em Brampton celebrou a inauguração das “Portas da Cidade” com toda a pompa e circunstâncias merecidas. O governo dos Açores sentiu a necessidade de mostrar a sua exuberância em relação a este projeto transportando mais de 100 pessoas dos Açores para Brampton, garantindo uma boa afluência ao evento. Diz-se que há desafios económicos em todo o lado, mas obviamente não nos Açores. Pergunto-me também se os organizadores, dignitários, etc. se esqueceram de um nome importante que é Portugal e todo o seu povo de todas as regiões. Separar uma comunidade nunca é algo bom, particularmente quando há oportunismo político envolvido.
Manuel DaCosta/MS
Créditos: MDC Media Group
Elections – Information to Misinformation
The October 26th municipal elections are approaching and fast and furious campaigns are crisscrossing the GTA with fervour of purpose gleaming from the candidates. And voters tired of the recycled promises listen patiently to the exaggeration of tainted words which are discussed as disproportionate truths made up to satisfy a population that needs artificial feel-good pronunciations. In analyzing the coming election in the largest Canadian metropolis, there are reflections which define a thought process based on the restlessness and uneasiness of politicians and their sanctimonious pronunciations.
Thousands of people who will have placed their name on ballots for Mayors, Councilors and School Trustees (yes, Trustees are still around), with hope that they will be part of the chosen few. But here is a question that should concern all of us: Do municipal elections actually represent the feelings and needs of the majority of the population or have they increasingly become an exercise in political affiliation, personal interests or organized voting? Although there should not be party affiliations because their responsibility is to their constituents rather than to a party leader or their organization, clearly governance is done according to the candidates’ political ideology. We all know that candidates have supporters, organizations have interests and political moments have preferred outcomes. Politicians in general have come to understand that politics is one of the least trusted profession you can get into. A political system is required to ensure that a structure of governance exists, the concern is the type of people we are attracting to run to govern the governance. So what are voters really choosing? In my mind it has to be a person who understands our neighbourhoods, our roads, our transit systems, our property taxes, our schools and our safety. For the most part, it is doubtful that they do.
Because of Canada’s ethnicity, political representation is essential for the different ethnicities. Looking at current lists of potential candidates and other than incumbents, very few Luso-Canadians are running for office. This impoverishes our community and sucks our abilities to be part of governance for several years. We need more representation, even if you know you are getting into a job where politics has the ability to transform even the simplest municipal question into an ideological battle.
Last Word:
On September 12th, the Portuguese community in Brampton celebrated the inauguration of “Portas da Cidade” with all deserved pomp and circumstance. The government of Azores felt the need to show its exuberance about this project by transporting over 100 people from the Azores to Brampton, ensuring a good turnout at the event. People say that there are economic challenges everywhere but obviously not in the Azores. I also wonder if the organizers, dignitaries, etc. forgot an important name which is Portugal and all its people from every region. Separating a community is never a good thing, particularly when there’s political opportunism involved.