❌

Reading view

Hermès vê desaceleração nas vendas com cenário ainda difícil para o luxo

A Hermès afirmou nesta quinta-feira (22) que o crescimento das vendas perdeu fôlego no terceiro trimestre, à medida que diminuem as esperanças de uma recuperação da demanda por artigos de luxo.

A casa de luxo francesa registrou receita de 4,1 bilhões de euros no trimestre encerrado em setembro, alta de 4,3% em relação ao mesmo período de um ano antes, a taxas de câmbio constantes.

No segundo trimestre, a fabricante parisiense de bolsas de alto padrão e lenços de seda havia registrado avanço orgânico de 6,7% na receita.

Empresas do setor de luxo vêm enfrentando um mercado difícil nos últimos anos, principalmente por causa da queda da demanda por produtos de alto padrão, sobretudo na China, onde marcas europeias também lidam com a concorrência crescente de grifes locais.

O momento de uma recuperação na China tem sido uma das principais dúvidas para a indústria, que passou a depender dos gastos dos consumidores mais ricos do país, dentro e fora de suas fronteiras.

No entanto, a economia chinesa segue instável, levando os consumidores a manter o orçamento apertado.

Na semana passada, a LVMH, dona da Louis Vuitton, alertou que a demanda fraca na China pesou no desempenho de sua importante divisão de moda e artigos de couro.

A Hermès afirmou que, apesar das incertezas econômicas, geopolíticas e monetárias, continua esperando crescimento da receita, a taxas de câmbio constantes, no médio prazo.

Mercado de luxo no Brasil supera ritmo global, revela estudo

 

  •  

Nokia registra alta na demanda por infraestrutura de rede para IA no 3º tri

A Nokia afirmou nesta quinta-feira (22) que continua vendo força na demanda ligada a IA (inteligência artificial) e à expansão de data centers, à medida que a empresa finlandesa amplia sua participação no fornecimento de infraestrutura de rede para esse ciclo de investimentos.

No terceiro trimestre, as vendas do negócio de infraestrutura de redes – que concentra tecnologias de rede voltadas a IA e data centers – cresceram 17% na comparação anual, impulsionadas por demanda de clientes de IA e nuvem nas Américas.

No período, a Nokia registrou 1,5 bilhão de euros em pedidos desses clientes e manteve a expectativa de que as vendas anuais desse segmento avancem entre 12% e 14% em 2026.

Já as vendas de equipamentos de infraestrutura móvel – área tradicional de tecnologia e serviços para comunicações móveis – subiram 5% na comparação anual, com os maiores avanços vindo de Japão, Índia e da região EMEA (Europa, Oriente Médio e África), segundo a companhia.

A Nokia também reiterou a projeção de lucro operacional comparável do grupo para o ano cheio entre 2,1 bilhões e 2,6 bilhões de euros, apesar de prever custos maiores com reestruturação e iniciativas de redução de despesas.

A empresa agora estima encargos de 1,1 bilhão de euros, acima da previsão anterior de 800 milhões de euros, após ampliar o alcance de alguns programas de reestruturação para acelerar a simplificação das operações.

Fabricante da Nokia lança celular da Barbie em parceria com Mattel

  •  

Lucro líquido do Barclays cresce 18% e atinge 1,65 bilhão de libras

O Barclays teve lucro líquido atribuível de 1,65 bilhão de libras no terceiro trimestre deste ano, avanço de 18% em comparação a igual período de 2025, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira.

O resultado veio levemente acima da expectativa de analistas consultados pelo próprio banco britânico, que previam lucro de 1,64 bilhão de libras no período.

Por outro lado, o lucro antes de impostos teve aumento de 12% no ano, a 2,322 bilhões de libras, abaixo da previsão de 2,42 bilhões de libras.

A receita do Barclays teve avanço anual de 3% no trimestre, para 7,365 bilhões de libras, também aquém do esperado por analistas. A previsão era de receita total de 7,62 bilhões de libras entre julho e setembro.

Apesar disso, o comunicado reitera expectativa de alcançar as projeções financeiras para o ano completo de 2026.

As provisões do banco britânico para perdas de crédito, que cobrem empréstimos inadimplentes, recuaram para 503 milhões de libras no trimestre, queda anual de 20%. Nos nove meses até setembro, contudo, as provisões subiram para 1,9 bilhão de libras, de 1,74 bilhão de libras um ano antes.

Em nota, o Barclays anunciou um programa de recompra de ações de 500 milhões de libras, elevando o total de recompra neste ano para 2,8 bilhões de libras e atribuindo o programa adicional à “forte geração de capital orgânico”.

Ainda assim, o valor veio abaixo do consenso do mercado, que esperava recompras de 579 milhões de libras.

Golpe de pagamento: o que fazer ao receber uma ligação do banco

  •  

Coreia do Sul: BC mantém taxa de juros em 3% após aumentos consecutivos

O banco central da Coreia do Sul (BoK, na sigla em inglês) manteve os juros básicos inalterados em 3% ao ano, em decisão divulgada nesta quinta-feira (horário local).

O boom global da inteligência artificial e as fortes exportações de semicondutores continuam a apoiar o crescimento econômico.

Os formuladores de políticas estão observando para ver se esses ganhos se espalham para a demanda doméstica e alimentam a inflação, fortalecendo o argumento para novos aumentos de taxas.

As exportações sul-coreanas aceleraram em setembro, ultrapassando $ 120 bilhões pela primeira vez, à medida que os embarques de semicondutores mais que triplicaram em relação ao ano anterior, atingindo um recorde.

O país abriga os fabricantes de chips de memória Samsung Electronics e SK Hynix.

A inflação geral diminuiu para 2,9% no mês passado, enquanto a inflação subjacente, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, caiu para 2,8%. Ambas permaneceram acima da meta de 2% do BoK.

Os formuladores de políticas do BC coreano esperam que o sólido crescimento econômico e a inflação acima da meta persistam. Eles também estão monitorando se as tensões no Oriente Médio aumentam as pressões de custo.

Juros altos preocupam 69% dos brasileiros com aumento do custo de vida

  •  

Getty Images busca fechar capital em acordo de falência apoiado pela Koch

A Getty Images entrou com pedido de falência no capítulo 11 nesta quarta-feira (21) com um plano de reestruturação de dívida que tornaria a empresa de mídia visual privada.

Sob o plano de reorganização pré-estabelecido, a família Getty e afiliados da Koch Equity Development assumiriam a propriedade total da empresa por meio de um investimento de capital de até US$ 533 milhões, disse a Getty em um comunicado à imprensa. Os acionistas existentes seriam eliminados.

A Getty, que espera continuar operando durante a falência, garantiu até US$ 143 milhões em financiamento de uma afiliada da Koch para ajudar com o processo de falência. Espera-se que a reestruturação seja concluída até o final do ano.

A falência segue o colapso da planejada fusão de US$ 3,7 bilhões da Getty com a rival Shutterstock, um acordo projetado para reduzir custos e desalavancar. A Getty abandonou o plano depois que um regulador do Reino Unido condicionou a venda à Shutterstock vender seu negócio editorial.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

  •  

TCU dispensa análise prévia de novo modelo para cessão de áreas da FNS

O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu nesta quarta-feira (21) dispensar a análise prévia do modelo da Oferta Pública proposto pela Infra S.A. para ceder, mediante remuneração, 12 áreas destinadas à implantação de terminais logísticos ao longo da FNS (Ferrovia Norte-Sul).

As cessões onerosas de uso de áreas poderão ser concluídas sem necessidade de manifestação prévia do Tribunal. O plenário da Corte determinou, porém, que a implementação do modelo seja acompanhada em processo específico, sem prejuízo de fiscalizações posteriores caso sejam identificados riscos ou indícios de irregularidades.

As 12 áreas da Ferrovia estão distribuídas por municípios de Tocantins, Goiás a São Paulo e somam aproximadamente 765,5 hectares. Todas classificadas como terrenos destinados à implantação de novas estruturas logísticas, sem infraestrutura operacional pronta para uso imediato.

O modelo foi idealizado pela Infra S.A. para flexibilizar a disponibilidade de terrenos, pátios ferroviários e instalações logísticas sob sua administração.

O procedimento prevê a manifestação de interesse de empresas, a análise de admissibilidade das propostas e elaboração de EVS (Estudo de Viabilidade Simplificado) e a abertura de uma janela competitiva para que terceiros também possam apresentar projetos.

Caso haja interessados concorrentes cujas propostas não possam ser compatibilizadas, será realizado procedimento competitivo simplificado, com critérios objetivos de seleção.

A remuneração da estatal terá uma parcela fixa, calculada com base no VRA (Valor de Referência da Área), e outra variável, vinculada à movimentação efetiva de cargas, mediante aplicação de fator de modulação sobre a tarifa de referência da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

  •  

Meta tem lucro de US$ 9,86 bi no 3° tri, avanço de 264%

A Meta obteve um lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, um aumento de 264% em relação ao mesmo período do ano passado, com o lucro ajustado por ação em US$ 3,83, abaixo da projeção dos analistas da FactSet de US$ 6,54.

A empresa afirmou que os lucros teriam sido de US$ 7,40 por ação, se não fosse por uma cobrança de quase US$ 10 bilhões resultante de um acordo legal multiestadual nos EUA, decorrente dos casos de dependência de adolescentes em redes sociais.

Já a receita da dona do Facebook foi de US$ 64,60 bilhões no período, acima da expectativa dos analistas de US$ 63,34 bilhões.

“Alcançamos marcos importantes neste trimestre em direção à entrega de superinteligência pessoal para todos – incluindo o lançamento do Muse e Muse Wonder, nosso primeiro modelo de fronteira”, disse o CEO Mark Zuckerberg em um comunicado à imprensa.

As despesas de capital (capex), incluindo os pagamentos de principal relativos a arrendamentos financeiros, totalizaram US$ 34,91 bilhões no terceiro trimestre.

A Meta afirmou que desembolsará entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em despesas de capital este ano, ante sua previsão anterior de capex de US$ 130 bilhões a US$ 145 bilhões.

Para o trimestre atual, a Meta disse que espera vendas entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões. Antes dos resultados, os analistas estavam projetando US$ 73,65 bilhões em vendas no quarto trimestre.

A Meta também anunciou o estabelecimento de ações ordinárias Classe C, que se tornarão efetivas em janeiro e não afetarão o controle de voto do CEO Mark Zuckerberg.

Às 17h32 (de Brasília), as ações da Meta subiam 4,2% no after hours de Nova York.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

  •  

Tesla tem lucro de US$ 787 milhões no 3° trimestre, queda de 43,8%

A Tesla registrou lucro líquido de US$ 787 milhões no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 43,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro ajustado por ação foi de US$ 0,48, disse a empresa nesta quarta-feira (21) em comunicado.

A expectativa dos analistas consultados pela FactSet era de um lucro ajustado por ação de US$ 0,45.

O fluxo de caixa livre foi de US$ 1,53 bilhão no trimestre, ante número negativo no segundo trimestre, mesmo com a empresa citando investimentos em inteligência artificial (IA) e robótica para ganhar espaço nesses setores. Os gastos de capital mais que dobraram em relação ao ano anterior, chegando a US$ 4,73 bilhões.

A companhia também reportou US$ 28,05 bilhões em receita para o período, praticamente estável em relação ao terceiro trimestre do ano passado, e em linha com previsão dos analistas de US$ 28,05 bilhões.486.532

A Tesla ainda informou que vendeu veículos elétricos globalmente no terceiro trimestre, uma queda de 2% em relação ao mesmo período do ano passado – sua maior fonte de receita. Os modelos SUV Model Y e o sedã Model 3 registraram o maior número de vendas. Nos EUA, o Model Y foi, de longe, o veículo elétrico mais vendido nos EUA.

Às 17h48 (de Brasília), as ações da Tesla subiam 3,4% no after hours de Nova York.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

  •  

IBM registra lucro de US$ 2,19 bilhões no 3° tri, alta de 26%

A IBM anunciou um lucro líquido de US$ 2,19 bilhões no terceiro trimestre de 2026, uma alta de 26% em comparação com o mesmo período no ano passado. Por ação, o lucro operacional diluído foi de US$ 2,95, acima dos US$ 2,85 esperados pela FactSet.

Nos três meses encerrados em 30 de setembro, a receita avançou 5% e chegou em US$ 17,1 bilhões, superando as expectativas de US$ 16,82 bilhões. A receita do setor de software subiu 8% no período, chegando em US$ 7,8 bilhões. Já na área de infraestrutura, o crescimento foi de 4%, em US$ 3,7 bilhões.

No relatório divulgado nesta quarta-feira (21), a IBM afirmou esperar um crescimento da receita na faixa de 4% a 5%, a câmbio constante, para o ano completo de 2026.

Além disso, o conselho de administração da empresa aprovou o pagamento de dividendos trimestrais em dinheiro no valor de US$ 1,69 por ação ordinária aos acionistas registrados em 10 de novembro de 2026.

Por volta das 17h58 (de Brasília), as ações da IBM avançavam 3,4%, em reação aos resultados.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

  •  

Wall Street encerra em alta com balanços fortes de tecnologia

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira (21) com a renovação do apetite por risco. A movimentação foi impulsionada pelas ações de tecnologia após desempenho da SpaceX e à espera dos resultados da Meta e Tesla, previstos para o dia.

O Dow Jones subiu 0,69%, aos 52.856,09 pontos. O S&P 500 avançou 0,58%, a 7.757,17 pontos. Já o Nasdaq encerrou em alta de 1,05%, nos 26.702,86 pontos.

Os índices operaram em alta desde o início da sessão, com ganhos da Nvidia (+2,54%), Micron Technology (+1,96%) e Marvell Technology (+1,81%). A Apple também avançou, em 1,32%, às vésperas do lançamento do novo aparelho celular da empresa. No S&P 500, o setor de tecnologia avançou 1,61% e liderou os ganhos.

Os bons resultados trimestrais da SpaceX e Super Micro Computer contribuíram para impulsionar o clima, segundo a Sucden Financial. As ações saltaram 7,79% e 9,55%, respectivamente.

Na contramão, a Netflix reduziu o guidance para o ano e recuou 5,31%, enquanto a AT&T, apesar de apresentar resultados acima do esperado, perdeu 6,59%.

Após a SpaceX, é a vez da Tesla (+3,41%), outra empresa de Elon Musk, divulgar balanço trimestral. Musk confirmou que ambas as companhias estabeleceram comitês especiais para avaliar uma fusão.

A Meta (+0,47%) também deve publicar seu desempenho nesta quarta. Para o Swissquote, a perspectiva de gastos da empresa deve ter repercussões nos índices de tecnologia em geral.

Enquanto um orçamento maior pode sinalizar uma demanda contínua por infraestrutura de IA, os gastos elevados podem reacender preocupações sobre o aumento da alavancagem dos investimentos em IA

“Gastos robustos podem favorecer as empresas que viabilizam a IA, mas pressionar aquelas que realizam os investimentos caso o crescimento da receita não justifique os desembolsos.

Por outro lado, planos de gastos mais moderados podem aliviar as preocupações dos investidores com a necessidade de financiamento contínuo, mas seriam uma notícia negativa para os fornecedores de tecnologia para IA”, afirma o banco.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

  •  

Petróleo fecha sem direção única com negociações entre Rússia e Ucrânia

Os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção única nesta quarta-feira (21), em sessão marcada por volatilidade, conforme os traders reagiam a avanços de negociações para encerrar a guerra da Ucrânia, ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e estoques em baixa da commodity nos EUA.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 0,03% (US$ 0,03), a US$ 108,82 o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês caiu 0,68% (US$ 0,67), a US$ 97,15 o barril, na Nymex.

O petróleo passou a recuar, revertendo alta observada mais cedo, em meio à posição dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que concordaram em retomar as negociações trilaterais com Washington para encerrar a guerra na Ucrânia.

Putin recebeu nesta quarta-feira, em São Petersburgo, o enviado dos EUA Steve Witkoff para discutir uma saída negociada para a guerra. O encontro ocorreu um dia após o representante de Donald Trump conversar com Zelensky e líderes europeus em Oslo.

A commodity vinha mais firme antes dessa informação diante dos estoques de petróleo nos EUA, que apresentarem queda de 3,06 milhões de barris na semana.

Já no Oriente Médio, petroleiro foram atingidos nesta quarta-feira por projéteis perto do Iraque e Omã, de acordo com a agência britânica de UKMTO (Operações de Comércio Marítimo, em inglês).

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em artigo publicado no Financial Times que Teerã está disposta a buscar uma solução diplomática para o conflito, mas preparada para se defender.

Apesar dos ataques contínuos, os embarques de petróleo do Oriente Médio superaram os níveis pré-guerra. Os fluxos através de Ormuz e rotas de exportação alternativas atingiram uma média de mais de 24 milhões de barris por dia na semana até 18 de outubro, acima do nível pré-guerra de 23,3 milhões de barris por dia, de acordo com a Kpler.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

  •  

Ouro fecha em alta com alívio no petróleo e recuperação de perdas

O contrato futuro do ouro fechou em alta nesta quarta-feira (21) revertendo parte das perdas registradas recentemente. Investidores ponderam os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e no Leste Europeu – que pressionam os preços do petróleo.

Os juros dos Treasuries e o dólar operam perto da estabilidade, o que dá fôlego ao metal precioso.

Na Comex, divisão de metais da Nymex (Bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,18%, a US$ 4.150,00 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês recuou 0,5%, a US$ 57,71 por onça-troy.

A posição do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que teria concordado em retomar as negociações trilaterais com os EUA e a Ucrânia para encerrar a guerra no Leste Europeu pressionaram os preços do petróleo, o que abriu espaços para a alta do ouro.

No radar geopolítico, também há expectativas para um diálogo diplomático para resolver o conflito no Irã, após o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, dizer que Teerã está disposto a buscar uma solução para encerrar a guerra.

Apesar da queda nos preços do petróleo hoje, analistas da Kotak Neo afirmam que os valores elevados da commodity continuam a complicar as perspectivas para a política monetária, o que implica pressão de baixa para o ouro.

No entanto, a análise destaca que uma fraqueza do dólar americano e dos rendimentos dos títulos do Tesouro temlimitado maiores perdas para os metais preciosos.

“Na ausência de dados econômicos relevantes dos EUA, as movimentações no mercado de títulos e a evolução dos preços do petróleo bruto devem ditar o ritmo das negociações nas próximas sessões”, pondera.

Valor de uma barra de ouro chega a US$ 1 milhão

*Com informações da Dow Jones Newswires

  •  

Estoques de petróleo dos EUA caem 3,06 milhões de barris, diz DoE

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos tiveram queda de 3,06 milhões de barris, a 412,517 milhões de barris, na semana encerrada em 16 de outubro, informou nesta quarta-feira (21) o DoE (Departamento de Energia, na sigla em inglês) do país. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal esperavam queda de 300 mil barris.

Os estoques de gasolina caíram 2,952 milhões de barris, a 205,31 milhões de barris, enquanto a projeção era de estabilidade. Já os de destilados subiram 1,675 milhao de barris, a 104,286 milhões de barris, enquanto a previsão era de queda de 1,3 milhão de barris.

A taxa de utilização da capacidade das refinarias caiu de 93,5% na semana anterior para 93,4% na mais recente, contra expectativa de alta a 93,6%.

Os estoques de petróleo no centro de distribuição de Cushing tiveram crescimento de 987 mil barris, a 27,594 milhões de barris. Já a produção média diária dos EUA caiu 410 mil barris na semana, em 16,269 milhões de barris.

Fonte: Dow Jones Newswires

  •  

UE não quer conflito comercial com China, afirma Merz

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta quarta-feira (21) que a UE (União Europeia) continuará aberta ao comércio com a China e que o bloco buscará evitar uma guerra comercial com Pequim.

“A China é uma parceira confiável e muito importante para muitas empresas alemãs e além. Então, não queremos um conflito comercial”, disse ele, durante evento promovido pela Bloomberg.

Merz, porém, defendeu a necessidade de proteção diante de “uma nova dimensão” de excesso de capacidade e de uma moeda subvalorizada.

Para o chanceler, o objetivo europeu é alcançar “um novo equilíbrio comercial com a China”. “Queremos ter um comércio justo com a China, com interesses mútuos, mas precisamos estar prontos para defender nossa indústria“, destacou.

  •  

Transporte deve ter queda de 4% nos investimentos em 2027, diz CNT

Os investimentos no setor de Transportes previstos no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 somam R$ 16,07 bilhões, considerando os orçamentos da União e das empresas estatais, segundo levantamento da CNT (Confederação Nacional do Transporte).

O montante é uma redução de 4% em relação à proposta orçamentária de 2026 para o setor, que previa R$ 16,73 bilhões, em valores corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) até agosto de 2026 – quando o projeto foi apresentado ao Congresso.

A Confederação destaca que a retração contrasta com a variação positiva dos investimentos previstos diretamente no orçamento da União. Nesse recorte, os recursos para transportes passam de R$ 14,42 bilhões na proposta de 2026 para R$ 14,61 bilhões na de 2027.

Por outro lado, a redução vem da redução dos investimentos previstos para as empresas estatais do setor, de R$ 2,31 bilhões para R$ 1,45 bilhão.

Entre os modais considerados pela CNT, o transporte rodoviário concentra a maior parcela dos investimentos previstos, com R$ 12,46 bilhões, equivalente a 85,2% do total destinado às subfunções do setor.

O levantamento destaca R$ 808,61 milhões para o transporte ferroviário, R$ 640,73 milhões para o aquaviário e R$ 212,61 milhões para o aéreo.

A CNT também destaca a diferença entre os recursos previstos para rodovias e a necessidade estimada de investimentos na malha pública federal.

Segundo a entidade, seriam necessários R$ 49,93 bilhões para atender às demandas identificadas nas rodovias sob gestão federal, cerca de quatro vezes os R$ 12,46 bilhões previstos para o transporte rodoviário na proposta orçamentária de 2027.

Estatais

No orçamento das empresas estatais do setor (Infraero e Companhia das Docas), os investimentos recuam de R$ 2,31 bilhões no PLOA de 2026 para R$ 1,45 bilhão no de 2027.

A previsão para o setor aquaviário cai de R$ 1,79 bilhão para R$ 1,04 bilhão. Para o setor aéreo, os investimentos previstos diminuem de R$ 522,44 milhões para R$ 412,95 milhões.

Ministérios

No Ministério dos Transportes, os investimentos previstos somam R$ 13,67 bilhões no PLOA de 2027, ante R$ 13,65 bilhões na proposta do ano anterior.

Para o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), a previsão é de R$ 12,42 bilhões, aumento em relação ao PLOA de 2026, mas abaixo do valor aprovado na LOA deste ano, segundo os dados compilados pela CNT.

A entidade observa ainda que o orçamento do Ministério de Portos e Aeroportos apresenta redução no total de recursos previstos, de R$ 4,12 bilhões para R$ 3,18 bilhões.

Apesar disso, as despesas classificadas como investimentos aumentam de R$ 768,24 milhões para R$ 941,53 milhões. A variação reflete, em parte, a forte queda nas inversões financeiras previstas para a pasta.

Os números do levantamento comparam propostas orçamentárias e, em alguns casos, valores autorizados na lei orçamentária vigente. Portanto, não representam necessariamente o montante que será efetivamente gasto em 2027.

A execução dependerá da aprovação do orçamento, da configuração da Esplanada dos Ministérios, de eventuais alterações durante a tramitação e da liberação dos recursos ao longo do exercício.

  •  

Bolsas da Europa sobem com recuperação de tech e balanços positivos

As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira (21) impulsionadas por balanços corporativos positivos e pela recuperação de ações ligadas à tecnologia, após perdas recentes no setor.

O avanço ocorreu apesar da persistência dos preços elevados do petróleo, que seguem acumulando alta na semana, das preocupações com a inflação e da instabilidade política na França, onde protestos violentos têm afetado a atividade econômica.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,19%, a 10.752,88 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,35%, a 25.647,11 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,06%, a 7.921,68 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,17%, a 49.643,69 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,01%, a 19.285,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,46%, a 9.374,46 pontos. As cotações são preliminares.

No Reino Unido, a CPI (Inflação ao Consumidor, na sigla em inglês) acelerou acima das expectativas. Segundo a Capital Economics, a alta refletiu principalmente os combustíveis e reforça a perspectiva de elevação de 25 pontos-base nos juros pelo BoE (Banco da Inglaterra) em novembro.

Entre as ações, a EssilorLuxottica saltou 16% em Paris, após divulgar vendas acima das expectativas, impulsionadas pelos óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a Meta. Na contramão, o Carrefour tombou 13,2%, depois de reduzir suas projeções para 2026 diante dos impactos dos protestos violentos na França sobre suas lojas.

A Randstad subiu 20,9%, após resultados melhores que o esperado da empresa holandesa especializada em soluções de trabalho flexível e recursos humanos.

Em Madri, a Iberdrola avançou 1,2%, depois de registrar crescimento de 10% no lucro e de 6% na receita dos primeiros nove meses do ano.

No setor tecnológico, cujo subíndice no Stoxx 600 ganhou 2%, a ASML subiu 2,4% em Amsterdã, acompanhando a recuperação de empresas ligadas à IA  (Inteligência Artificial). Em Milão, a petrolífera Eni ganhou 1,7%.

*Com informações da Dow Jones Newswires

  •  

Justiça de SP aprova recuperação judicial do grupo Casas Bahia

A Justiça de São Paulo aprovou a recuperação judicial do Grupo Casas Bahia e de outras nove empresas ligadas à varejista.

A decisão, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, mantém a suspensão das execuções contra o grupo e estabelece prazo de 30 dias para a apresentação de documentos pendentes, sob pena de revogação do deferimento.

O Grupo Casas Bahia entrou com o pedido de recuperação judicial em 16 de agosto, informando dívidas de R$ 17,3 bilhões, das quais R$ 16,4 bilhões são quirografárias, ou seja, sem garantia real.

Na ocasião, a companhia afirmou enfrentar “a pior crise financeira desde a sua fundação”, atribuindo as dificuldades à alta dos juros, à perda de poder de compra das famílias e ao aumento da inadimplência, entre outros fatores.

A Justiça considerou que o grupo cumpre os requisitos para avançar com a recuperação judicial, apesar da documentação pendente.

Entre elas estão a ausência de demonstrações de fluxo de caixa de 2023 de quatro empresas, a falta de projeções financeiras individualizadas e a necessidade de atualização da relação de credores.

“Não se trata, portanto, de deficiência documental grave e absoluta, mas de questões individualizadas”, afirma a decisão, ao considerar que as inconsistências podem ser corrigidas durante o processo.

O laudo pericial apresentado no início de outubro havia constatado pressão sobre o caixa da companhia, queda de 40,5% no valor dos estoques entre abril e agosto e redução de 4.647 pessoas no quadro de funcionários ao longo daquele mês.

Apesar das dificuldades, a perícia confirmou que as atividades da varejista continuavam em funcionamento, incluindo lojas físicas, centros de distribuição e canais digitais.

A Justiça também manteve o período de suspensão das execuções, de 180 dias, contado a partir de 19 de agosto, quando foi concedida a tutela cautelar. A decisão permite o avanço da recuperação judicial, mas o plano ainda precisa ser aprovado pelos credores.

Pedidos de recuperação judicial em 2024 atingem maior patamar em quase 20 anos

 

  •  

IGP-M sobe 1,59% na 2ª prévia de outubro, após alta de 1,47%

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) registrou alta de 1,59% na segunda prévia de outubro, acelerando em relação à alta de 1,47% da mesma leitura de setembro, divulgou nesta quarta-feira (21) a FGV (Fundação Getulio Vargas).

O resultado desta leitura foi sustentado pela alta do IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo) que passou de 1,95% em setembro para 2,12% em outubro, na mesma base de comparação.

Por outro lado, a segunda prévia do mês também registrou arrefecimento do IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor) de 0,47% para 0,38%.

Já o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) passou de 0,27% na leitura de setembro para 0,34% em outubro.

  •  

AT&T lucra mais que o esperado no 3º trimestre e eleva projeção anual

A AT&T teve lucro ajustado por ação de US$ 0,65 no terceiro trimestre, acima do consenso de analistas consultados pela FactSet (US$ 0,60).

A receita do período avançou 5,3% em relação a um ano antes, para US$ 32,3 bilhões, também superando a estimativa do mercado (US$ 31,69 bilhões).

Em balanço divulgado nesta quarta-feira, a empresa elevou sua projeção para 2026, citando o crescimento contínuo de clientes de telefonia pós-paga e internet.

A companhia ampliou as adições no pós-pago no período e registrou um recorde de novos clientes – residenciais e corporativos – em seus serviços de internet. Com isso, lucro ajustado e receita ficaram acima das estimativas de Wall Street.

“Estamos ampliando relacionamentos valiosos com clientes à medida que mais casas e empresas escolhem a AT&T para todas as suas necessidades avançadas de conectividade, tanto de internet quanto de mobilidade”, disse o presidente-executivo John Stankey.

Para o ano, a AT&T passou a projetar lucro ajustado por ação de cerca de US$ 2,40, acima da faixa anterior, de US$ 2,25 a US$ 2,35. Analistas consultados pela FactSet projetam US$ 2,34.

A empresa manteve a projeção de investimentos de capital entre US$ 23 bilhões e US$ 24 bilhões em 2026, mas sinalizou que o patamar deve diminuir mais adiante, ao indicar uma faixa de US$ 22 bilhões a US$ 23 bilhões por ano em 2027 e 2028.

No trimestre, o lucro por ação de operações continuadas foi de US$ 0,13, ante US$ 1,29 um ano antes.

O resultado foi pressionado por uma baixa contábil sem efeito caixa ligada ao negócio de telefonia móvel no México – que a companhia planeja vender – e por custos de desligamento de funcionários.

No mesmo período do ano anterior, o desempenho foi favorecido por um ganho com a venda de uma participação na DirecTV.

As vendas do segmento de conectividade avançada subiram 7,2%, para US$ 29,48 bilhões, impulsionadas pelo avanço de assinantes de serviços móveis no varejo em categorias ainda pouco exploradas e em contas convergentes, além de reajustes de preços, parcialmente compensados por descontos.

As receitas legadas caíram 25%, para US$ 1,52 bilhão, refletindo menor demanda à medida que a empresa desativa sua rede baseada em cobre.

Na América Latina, a receita cresceu 13%, para US$ 1,24 bilhão.

Na semana passada, a AT&T anunciou acordo para vender seu negócio de telefonia móvel no México – que compõe todo o segmento latino-americano – à Grupo Televisa e à Fintech Holdings, por US$ 2 bilhões em caixa no fechamento.

Em termos operacionais, a AT&T adicionou 379 mil assinantes líquidos de telefonia pós-paga no trimestre, praticamente em linha com a estimativa do mercado. A taxa de cancelamento foi de 0,9%.

A empresa também somou 769 mil clientes – residenciais e corporativos – em internet, um recorde trimestral, incluindo 442 mil em fibra óptica e 327 mil em internet fixa sem fio.

Os números são divulgados em meio ao avanço da SpaceX como potencial competidora das grandes operadoras.

A empresa de Elon Musk assinou no mês passado um acordo de US$ 8 bilhões para comprar licenças de espectro celular da gestora Grain Management e afirmou que pretende expandir o Starlink para além da banda larga, movimento que pode elevar a concorrência com AT&T, Verizon e T-Mobile.

Às 7h54 (de Brasília), as ações da AT&T caíam 2,1% no pré-mercado de Nova York.

  •  
❌