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Comércio de serviços e mobilidade laboral entre Portugal e Espanha estão subdesenvolvidos

créditos ao consumo Banco de Portugal garantia pública

A integração ibérica é “substancial, mas visivelmente desigual” entre diferentes dimensões, com áreas como o comércio de serviços e mobilidade da mão-de-obra ainda pouco desenvolvidas, conclui um artigo conjunto dos bancos centrais de Portugal e Espanha.

Os resultados mostram que o comércio de bens e os vínculos nas redes de produção “aprofundaram-se consideravelmente desde a adesão, e os mercados grossistas de eletricidade encontram-se excecionalmente bem integrados, refletindo fortes complementaridades entre a geração de energia solar na Espanha e a geração hidrelétrica em Portugal”, lê-se no artigo divulgado hoje.

Por outro lado, o comércio de serviços, a mobilidade de mão-de-obra e os investimentos financeiros não bancários permanecem comparativamente pouco desenvolvidos, segundo o paper que analisa o funcionamento do Mercado Único Europeu através da experiência de Espanha e Portugal, pela proximidade geográfica, fronteira partilhada e integração na União Europeia (UE).

As conclusões apontam que as conexões mais fortes são no comércio de bens e nos mercados grossista de eletricidade, nos quais a “proximidade geográfica, estruturas produtivas complementares e normas europeias comuns favoreceram profundos vínculos bilaterais”.

Em contrapartida, os serviços, a mobilidade laboral e algumas formas de integração do mercado de capitais permanecem “consideravelmente menos integrados”, sugerindo que o Mercado Único “tem sido altamente eficaz na redução de algumas formas de distância económica, mas muito menos eficaz na eliminação dos fatores estruturais que continuam a moldar as decisões económicas transfronteiriças”.

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Quase 60% da riqueza do país nas mãos dos 10% mais ricos

Dados do Banco de Portugal revelam que o decil da população que tem mais património concentra cerca de 60% da riqueza acumulada no país. Famílias abaixo da mediana têm apenas 6%.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Riqueza tem crescido desde 2010 e, no final de 2025, totalizava 1.196 mil milhões de euros
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Máximo dos Santos deixa administração do Banco de Portugal

Máximo dos Santos, que é membro do Conselho de Administração do BdP desde junho de 2016, cessa funções no dia 31 de outubro. O motivo da saída ainda não é conhecido.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Luís Máximo dos Santos teve nos últimos anos forte intervenção nas decisões relacionadas com a gestão do dossiê Novo Banco
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