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Universo TOTVS 2026 debate como transformar a IA em resultado de negócios

 

Durante os dias 13 e 14 de outubro, o Universo TOTVS 2026, maior evento de tecnologia e negócios do Brasil, reuniu mais de 22.000 pessoas entre empresários, executivos e profissionais da área para discutir uma questão que deixou de ser futurista: como fazer a inteligência artificial gerar resultados concretos para as empresas?

A resposta apresentada pela TOTVS passa por uma mudança na forma de organizar a tecnologia. Em vez de tratar sistemas de gestão, relacionamento com clientes, serviços financeiros, nuvem e inteligência artificial como camadas separadas, a companhia propõe uma experiência integrada, construída a partir do contexto de cada negócio.

Esse é o papel do novo CORTEN, anunciado na abertura do evento pelo CEO da TOTVS, Dennis Herszkowicz. Apresentado como um Sistema Operacional de Gestão, o conceito propõe orquestrar diferentes camadas tecnológicas e operacionais das empresas, conectando soluções de gestão, relacionamento com clientes, serviços financeiros, nuvem e inteligência artificial em uma experiência integrada.

A proposta foi resumida por Herszkowicz em uma provocação: a resposta para a pergunta “Você tem um ERP?” passará a ser “Não, eu tenho um CORTEN”.

O sistema foi concebido para orquestrar aplicações corporativas, serviços financeiros, infraestrutura em nuvem e agentes de inteligência artificial em um mesmo ambiente. Mais do que substituir sistemas existentes, a proposta é conectar diferentes camadas tecnológicas para que pessoas e agentes digitais possam atuar de forma coordenada nos processos de negócio. “No fundo, o que a gente quer é oferecer IA com resultado”, afirmou Herszkowicz durante a apresentação.

O anúncio também marcou o lançamento de mais de 30 novos agentes especializados de IA, desenvolvidos sobre o LYNN, foundation de inteligência artificial B2B da TOTVS. Os agentes podem atuar em tarefas operacionais específicas, como faturamento e conciliação, utilizando os recursos, os dados e os mecanismos de segurança da plataforma, com supervisão humana quando necessária.

A arquitetura do CORTEN também contempla o TaaS (Task as a Service), modelo que viabiliza o consumo de agentes especializados e APIs das aplicações TOTVS para executar tarefas e apoiar a entrega de resultados com inteligência artificial.

 

Da ferramenta isolada ao contexto completo do negócio

A mudança começa pelo acesso ao contexto. Um agente de inteligência artificial pode responder a perguntas ou executar tarefas, mas sua capacidade de gerar valor depende das informações às quais tem acesso e dos limites que orientam sua atuação.

Na proposta apresentada pela TOTVS, os agentes são desenvolvidos para atuar a partir do contexto dos negócios, utilizando recursos e dados das aplicações conectadas à plataforma. Isso permite que a inteligência artificial vá além de atividades genéricas e seja direcionada a tarefas específicas da operação, de acordo com as necessidades de cada organização.

Esse modelo combina automação e supervisão. Os processos podem ganhar autonomia, mas devem respeitar regras e mecanismos de controle definidos para orientar a atuação dos agentes.

A proposta é fazer com que a tecnologia deixe de ser apenas um conjunto de ferramentas utilizadas separadamente e passe a apoiar os fluxos de trabalho de forma mais integrada, conectando sistemas, dados e execução.

 

Agentes com segurança, governança e controle

A criação de agentes personalizados será apoiada pelo LYNN, foundation de inteligência artificial B2B da TOTVS. A plataforma permite configurar agentes para atividades específicas e conectá-los a diferentes fontes de informação, sem exigir necessariamente conhecimento de programação.

Em entrevista, Gustavo Bastos, vice-presidente de Plataformas e TI da TOTVS, destacou que a entrega de valor do LYNN foca muito no cuidado com os dados e no controle de custo: “A plataforma contempla mecanismos de proteção na entrada e na saída das informações, além de regras claras para acompanhar as consequências das ações executadas pelos agentes”, afirma.

A lógica é avançar na adoção da inteligência artificial sem transformar velocidade em falta de controle. A visão apresentada pela TOTVS é sintetizada no conceito de IH + IA: inteligência humana combinada à inteligência artificial. A tecnologia pode acelerar tarefas, organizar informações e sugerir caminhos, mas as pessoas continuam tendo papel fundamental na definição de objetivos, no acompanhamento dos resultados e nas decisões críticas.

 

O desafio de fazer a IA chegar ao CNPJ

O estudo “Da adoção à escala: a maturidade da inteligência artificial nas empresas brasileiras”, conduzido pela MIT Sloan Management Review Brasil e encomendado pela TOTVS, mostra por que transformar a experimentação em resultados concretos ainda é um desafio para as empresas.

O levantamento ouviu 583 empresas de diferentes setores, portes e regiões do país. Embora 80% das organizações já testem ou utilizem inteligência artificial de alguma forma, 93% ainda não incorporaram a tecnologia à estratégia do negócio. Em 40% das companhias, as iniciativas acontecem sem coordenação entre as áreas. Além disso, 88% não medem os resultados financeiros obtidos com a IA, enquanto 86% não medem seus custos.

Para Dennis Herszkowicz, a explicação está no nível em que a IA vem sendo utilizada. “A IA ainda não gera impacto porque é usada no nível do CPF e não do CNPJ”, afirmou em entrevista coletiva no evento.

A expressão resume a diferença entre usar uma ferramenta para aumentar a produtividade individual e incorporar a inteligência artificial aos processos da organização. Um colaborador pode usar IA para redigir um documento ou resumir uma reunião, mas o impacto tende a ser limitado se a tecnologia não estiver conectada aos sistemas, indicadores e objetivos da empresa.

 

Dados organizados e pessoas preparadas

A pesquisa mostra também que o desafio não está apenas na disponibilidade de ferramentas, mas na integração tecnológica e na preparação dos profissionais. Embora 68% das empresas já considerem a migração para a nuvem uma realidade, apenas 46% afirmam que suas soluções de IA conseguem acessar automaticamente os dados corporativos. Além disso, somente 8% integram amplamente a inteligência artificial aos sistemas de gestão (ERP).

Há também obstáculos relacionados às pessoas: 43% dos colaboradores têm receio de cometer erros por confiar demais na IA, enquanto 37% afirmam não saber utilizar as ferramentas corretamente. Apesar disso, apenas 7% das empresas oferecem capacitação estruturada sobre o tema para todos os funcionários.

O tema apareceu em diferentes momentos da programação do Universo TOTVS. Em sua palestra, George Westerman, professor sênior do MIT Sloan, apresentou estratégias e casos de empresas que conseguiram integrar a IA às suas operações, reduzir resistências internas e ampliar a produtividade e a satisfação dos colaboradores.

A adoção bem-sucedida depende menos de experimentar o maior número possível de ferramentas e mais de integrar sistemas e dados, redesenhar processos, preparar equipes e estabelecer objetivos claros. A IA pode acelerar uma operação bem estruturada, mas também pode ampliar desperdícios quando é implantada sem governança.

 

TOTVS Pay: simplificar o recebimento dentro do sistema de gestão

A mesma lógica de integração está por trás do TOTVS Pay, lançamento apresentado no Universo TOTVS 2026. Desenvolvida em parceria com a Zoop, a plataforma de pagamentos digitais permite que empresas recebam por cartão de crédito, Pix e boleto diretamente nos sistemas de gestão que já utilizam. Com isso, a proposta é simplificar a rotina financeira e facilitar o controle dos recebimentos e do fluxo de caixa.

“Historicamente, para aceitar pagamentos digitais, o empresário precisava virar um especialista em meios de pagamento: negociar taxas com adquirentes, montar uma colcha de retalhos de integrações e ainda tentar resolver sozinho os gargalos de conciliação. O TOTVS Pay inverte totalmente essa lógica ao transformar o pagamento em um recurso nativo da gestão. Assumimos toda a complexidade técnica e operacional para que o cliente foque no que realmente importa: vender mais, receber mais rápido e ter total controle do seu caixa”, destaca Pedro Henrique Almeida, diretor-executivo de Payment da TOTVS.

Uma transformação que também é humana

A conversa foi muito além dos produtos. Em palestra, Laércio Cosentino, fundador da TOTVS, discutiu sucessão, transição e longevidade. Com as pessoas vivendo mais e permanecendo por mais tempo no mercado de trabalho, empresas e famílias precisam pensar em como preservar e transmitir conhecimento entre gerações. É nesse contexto que a IA aparece como uma forma de registrar, organizar e perpetuar parte do conhecimento acumulado por profissionais ao longo dos anos

Já o autor e professor Rishad Tobaccowala, abordou os efeitos das mudanças demográficas no mercado de trabalho e os impactos da inteligência artificial sobre as relações entre as pessoas.  São mudanças que exigem que as organizações repensem funções, competências e formas de trabalhar. Também impõe uma reflexão sobre o que deve permanecer sob responsabilidade humana e quais atividades podem ser delegadas à tecnologia.

O mundialmente conhecido DJ e filantropo Alok levou discussão semelhante para o campo da criação artística. Ao falar sobre o movimento “Keep Art Human”, defendeu o uso da tecnologia como aliada, mas criticou o emprego desenfreado da IA em processos criativos. A posição reforça uma questão presente também no ambiente corporativo: o avanço tecnológico não elimina a importância da intenção, do repertório e da responsabilidade humana.

O Universo TOTVS 2026 apresentou uma visão comum: o próximo estágio da transformação digital não depende apenas de adotar novas ferramentas, mas de integrar sistemas, organizar dados, preparar pessoas e estabelecer limites para que a tecnologia gere valor de maneira responsável.

A IA pode ser mais rápida, mais escalável e capaz de atuar em diferentes etapas de uma operação. Porém, o resultado esperado pelas empresas só aparece quando ela está conectada à estratégia, aos processos e às decisões que movem o negócio.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”.
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L’AI entra nelle PMI, ma non ancora nella loro organizzazione: poche risorse e si sottovaluta la formazione

Nelle piccole imprese italiane l’intelligenza artificiale ha smesso di essere una questione puramente teorica. Scrive e-mail, prepara preventivi, riassume documenti, analizza dati. Le aree in cui viene impiegata di più sono il marketing e la comunicazione, al 54%, e l’analisi dei dati a supporto delle decisioni, al 53%, seguite dalle vendite e dalla gestione clienti al 39% e dall’amministrazione al 31%.

Il punto è in quale forma. Dopo due anni di discussione pubblica sull’argomento, nella grande maggioranza delle PMI l’intelligenza artificiale resta un esperimento individuale. Lo conferma la spesa: il 69% delle imprese ha investito meno di 5.000 euro negli ultimi dodici mesi, e in un caso su quattro non ha sostenuto alcun costo diretto. Nessuna delle PMI intervistate ha superato i 50.000 euro.

Dove l’AI è arrivata e dove no: i settori e i territori

Il quadro nazionale aiuta a capire perché. Secondo i dati Istat, nel 2025 l’intelligenza artificiale corre nei comparti che vivono di informazione e conoscenza: la usa regolarmente il 51% delle imprese dei servizi di informazione, il 37% delle telecomunicazioni, il 36% delle attività professionali e tecniche, il 33% dell’energia. Scende invece nei settori che fanno la struttura produttiva italiana e che sono anche quelli a più alta densità di piccole imprese: il commercio si ferma al 18%, la manifattura al 15%, l’alloggio e la ristorazione al 12%, le costruzioni al 10%. Fra il primo e l’ultimo comparto ci sono quaranta punti.

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La geografia racconta una storia diversa. L’adozione va dal 19% del Nord Ovest al 18% del Nord Est, scende al 15% nel Centro e al 12% nel Mezzogiorno: sette punti fra l’area più avanzata e quella più arretrata. Sembra molto, ma è cinque volte meno del divario che separa le grandi imprese dalle PMI, che nel 2025 ha raggiunto i 37 punti.

C’è però un movimento che merita attenzione. Nel giro di un solo anno il Nord Ovest è passato dall’8,9% al 19,3%, più che raddoppiando la propria quota e crescendo più della media nazionale, ferma a poco più di otto punti di incremento. Il divario territoriale è oggi contenuto, ma si sta allargando: le aree che erano già avanti stanno accelerando più in fretta delle altre.

Il beneficio c’è, ma non è ancora un beneficio economico

Il vantaggio più citato dalle PMI è il miglioramento della qualità del lavoro o del servizio, segnalato dal 46% delle imprese. Molto più indietro vengono i benefici che si vedono in bilancio: il 16% indica una riduzione dei costi effettivamente sostenuti, il 7% un aumento dei ricavi. Un altro 46% dichiara che è troppo presto per valutare.

Quando si chiede di quantificare quel beneficio in euro, il quadro si fa ancora più netto. Sul totale delle imprese, il 31% non è in grado di stimarlo o ritiene sia troppo presto per farlo e il 15% dichiara che un beneficio economico rilevabile non c’è. Una cifra la indica poco più di un’impresa su due: il 38% resta sotto i 20.000 euro l’anno, il 16% supera quella soglia.

Sul tempo vale lo stesso. Il 46% delle imprese non se la sente di stimare quante ore l’intelligenza artificiale faccia risparmiare in una settimana tipo. Un numero lo indica l’altra metà: il 31% fra le cinque e le venti ore, il 23% meno di cinque. Le imprese percepiscono un miglioramento, ma non lo sanno ancora tradurre in euro.

L’organizzazione non si è mossa, e nemmeno le competenze

Sull’organizzazione, invece, non è successo quasi nulla. Il 62% delle imprese non segnala conseguenze significative su mansioni, ruoli e organici. Solo il 7% ha riorganizzato mansioni e responsabilità, il 15% ha affidato il tema a una persona già in organico e il 30% si è appoggiato a specialisti esterni.

Lo stesso vale per le competenze. Il 46% delle imprese non ha speso nulla in formazione sull’AI negli ultimi dodici mesi: una metà di queste non ha svolto alcuna attività, l’altra si è affidata ad affiancamento interno e autoformazione senza costi diretti. Chi ha investito lo ha fatto con cifre contenute: il 23% fino a mille euro, un altro 23% fra mille e cinquemila, appena l’8% oltre.

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Il riflesso si vede sul tempo liberato. Il 60% delle imprese lo destina ad attività a maggior valore svolte dalle stesse persone e il 23% a gestire più lavoro senza nuove assunzioni. Ma il 31% dichiara che quel tempo non è stato reimpiegato in modo riconoscibile. Ed è anche la ragione per cui solo l’8% delle imprese misura il ritorno economico dell’intelligenza artificiale con indicatori definiti e rilevazioni periodiche, mentre il 46% dichiara di voler iniziare entro i prossimi dodici mesi.

“Un’ora liberata che nessuno reimpiega non è un risparmio, – spiega Fabio Papa, docente di economia e fondatore di I-AER – la persona resta in azienda, lo stipendio si paga lo stesso, il costo in bilancio no cambia. E non c’è molto da misurare finché il modo di lavorare resta quello di prima”.

Il freno non è quello che si pensa

Sul perché l’adozione resti sperimentale, l’indagine smentisce la spiegazione più diffusa. Le statistiche nazionali indicano da anni le competenze come primo ostacolo; per le imprese interpellate da I-AER il primo timore è un altro. Due PMI su tre indicano la riservatezza e la sicurezza dei dati, davanti alle competenze interne, al 54%, e alle difficoltà di integrazione con i software e i processi già in uso, al 46%.

I costi di adozione si fermano al 22%.

Accanto a questo arriva però il risultato più scomodo dell’indagine: solo il 4% delle imprese ha una policy scritta e comunicata sull’uso dell’intelligenza artificiale. Il 38% dichiara di averne una in fase di definizione, una su tre ammette di non avere alcuna regola, le altre si sono limitate a indicazioni verbali.

Il modo in cui gli strumenti entrano in azienda completa il quadro. Nella maggioranza dei casi è l’impresa a fornirli, ma solo ad alcune figure o funzioni: accade nel 54% dei casi, mentre appena l’8% li mette a disposizione di tutti i collaboratori interessati e il 23% ha scelto una soluzione installata su propri server o in un ambiente riservato. Nel 39% delle imprese, però, si lavora con account personali, e in gran parte dei casi senza che esista una regola sull’autorizzazione.

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“Due imprese su tre mettono la riservatezza dei dati al primo posto fra i timori. Sul totale, appena il 4% ha scritto un documento su che cosa si possa caricare e che cosa no. Il rischio è dichiarato con lucidità, le regole per presidiarlo quasi non esistono”, osserva Papa.

Il tema ha smesso di essere teorico il 2 agosto 2026, quando è entrata in applicazione generale la normativa europea sull’intelligenza artificiale, che stabilisce obblighi anche per chi questi strumenti si limita a utilizzarli. Nessuna impresa, però, la considera un freno: il 23% la giudica una garanzia, il 30% condivisibile nei principi ma onerosa nell’applicazione, il 31% non ne ha ancora risentito alcun effetto
pratico. Il 15% dichiara di non conoscerne il contenuto.

Nelle PMI non c’è una questione generazionale

C’è poi un risultato che contraddice un luogo comune molto diffuso. Sull’età dei collaboratori il 37% delle imprese osserva un interesse maggiore fra i più giovani, ma il 53% non rileva differenze significative, o le considera variabili e non riconducibili a una fascia anagrafica. Nessuna indica i collaboratori più anziani come i meno interessati.

Anche sui timori il quadro è diverso da quello raccontato. Due imprese su tre osservano nei propri collaboratori interesse e disponibilità a utilizzare questi strumenti; una su tre segnala preoccupazione per la difficoltà di apprendere nuove competenze, il 15% dubbi sull’utilità o sull’affidabilità degli strumenti e un altro 15% indifferenza. Solo il 7% riferisce timori sulla tenuta del posto di lavoro.

“Nelle piccole imprese la paura non è di essere sostituiti: è di non riuscire a stare dietro. È una differenza che cambia tutto, perché a quel timore non si risponde comprando nuove tecnologie ma con la formazione. Ed è esattamente la voce su cui quasi metà di queste imprese non ha speso un euro”, nota Papa.

Le conclusioni

L’intelligenza artificiale è arrivata nelle PMI italiane e vi è arrivata in fretta, ma si è fermata sulla soglia dell’organizzazione. Viene usata da quasi tutti e integrata quasi da nessuno, migliora il lavoro senza ancora migliorare i conti, e non ha modificato né le mansioni né gli organici né le competenze di chi quel lavoro lo svolge.

Non è un problema di tecnologia e nemmeno, a questo stadio, di risorse: la spesa dichiarata è ovunque contenuta e nessuna impresa indica i costi come ostacolo principale. È un problema di passaggio da strumento personale a processo aziendale, e quel passaggio richiede decisioni che nessuna tecnologia può prendere al posto dell’imprenditore: quali attività ridisegnare, dove far confluire il tempo che si libera, quali informazioni possono uscire dall’azienda e quali no.

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È anche la ragione per cui il ritardo delle PMI non si recupera comprando: chi usa questi strumenti da più tempo non ha acquistato un vantaggio, lo ha costruito capendo quali attività reggono l’automazione e quali no. È un apprendimento che richiede mesi di prove sui propri processi, e in quei mesi la distanza fra chi ha cominciato e chi no continua ad allargarsi.

Nel frattempo resta aperto il fronte più scoperto. Fra le imprese interpellate, i dati che escono dall’azienda sono il rischio più citato, e le regole scritte per governarlo la voce meno diffusa di tutta l’indagine. È una sproporzione che la normativa europea, ora pienamente applicabile, rende difficile mantenere ancora a lungo.

“Lo strumento – conclude Papa – è uguale per tutti e costa poco: non è lì che si decide chi guadagnerà da questa tecnologia. Si decide ridisegnando i processi, reimpiegando efficacemente le ore liberate e codificando le regole per il trattamento dei dati in azienda. Il vantaggio competitivo non nasce dall’intelligenza artificiale: nasce da chi la sa governare”.

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Il 2030 è dietro l’angolo. E se l’intelligenza artificiale facesse saltare la cassaforte del mondo?

Il commento

C’è una data che dovrebbe togliere il sonno ai governi, ai banchieri centrali, ai vertici delle grandi aziende tecnologiche. E, a pensarci bene, anche a ciascuno di noi. Il 2030. Mancano poco più di tre anni. Un tempo brevissimo, se paragonato alla portata della trasformazione che ci attende. Perché entro quella data potremmo trovarci di fronte a un problema che oggi viene discusso soprattutto nei laboratori di ricerca e negli ambienti della cybersicurezza, ma che riguarda direttamente la tenuta dell’economia mondiale: la possibilità che le tecnologie sulle quali abbiamo costruito la fiducia digitale diventino improvvisamente vulnerabili.

Non sto parlando soltanto di Bitcoin. E neppure dell’ennesima bolla finanziaria pronta a scoppiare. Il problema è molto più profondo. Riguarda la possibilità di dimostrare che un pagamento è autentico, che una transazione è stata autorizzata dal legittimo proprietario, che una comunicazione riservata non è stata intercettata, che un ordine impartito attraverso una rete informatica proviene effettivamente da chi sostiene di averlo inviato. In altre parole, riguarda qualcosa che abbiamo imparato a considerare scontato: la fiducia nei sistemi digitali.

Per capire la gravità della questione bisogna partire da una constatazione. Negli ultimi vent’anni abbiamo trasferito una parte crescente della nostra esistenza dentro infrastrutture informatiche che funzionano grazie alla crittografia. Il denaro, le identità, le comunicazioni, i contratti, i segreti industriali. Tutto è protetto da sofisticati sistemi matematici che rendono estremamente difficile, per i computer tradizionali, violare determinate chiavi di sicurezza. Il punto è che questa protezione non è una legge di natura. Dipende dalla capacità di calcolo disponibile. E quella capacità sta cambiando.

L’intelligenza artificiale accelera la ricerca, individua vulnerabilità, automatizza gli attacchi. Il quantum computing promette di fare qualcosa di ancora più radicale: risolvere problemi matematici che oggi consideriamo praticamente impossibili. La combinazione delle due tecnologie potrebbe cambiare le regole della sicurezza digitale.

Prendiamo Bitcoin. La blockchain è stata presentata per anni come una delle innovazioni più sicure mai concepite. Un registro distribuito, non controllato da un’autorità centrale, nel quale le transazioni vengono validate attraverso meccanismi crittografici. Una costruzione ingegnosa, che ha resistito a numerosi attacchi e ha alimentato un intero universo finanziario. Eppure anche questa architettura ha un punto vulnerabile. Le firme digitali utilizzate per autorizzare le transazioni si basano su algoritmi che un computer quantistico sufficientemente potente potrebbe compromettere. In particolare, potrebbe risalire da determinate chiavi pubbliche alle corrispondenti chiavi private, consentendo a un aggressore di disporre di fondi che non gli appartengono.

Non significherebbe cancellare magicamente la blockchain. Significherebbe mettere in discussione la prova stessa della proprietà digitale. Che, per una moneta nata per eliminare la necessità di fidarsi di un intermediario, sarebbe un paradosso devastante. Il problema non è fantascientifico. Nel marzo 2026 Google Quantum AI ha pubblicato una ricerca che ridimensiona le risorse teoricamente necessarie per compromettere la crittografia a curve ellittiche utilizzata anche dalle criptovalute. Non significa che oggi qualcuno possa violare Bitcoin. Significa, però, che la distanza tecnologica da quel risultato potrebbe essere inferiore a quanto si pensava. E qui nasce una domanda inquietante. Che cosa accadrebbe se un giorno venisse annunciato che una macchina è riuscita a ricavare una chiave privata da una chiave pubblica?

Non servirebbe aspettare furti su larga scala. Basterebbe la notizia. I mercati comincerebbero a interrogarsi sulla sicurezza dei patrimoni custoditi nei portafogli digitali. Gli operatori dovrebbero distinguere gli indirizzi vulnerabili da quelli protetti. Le piattaforme sarebbero costrette ad accelerare aggiornamenti delicatissimi. La fiducia, che nel sistema finanziario è importante quanto il capitale, subirebbe un colpo difficilmente quantificabile.

Ma sarebbe un errore fermarsi alle criptovalute. Il vero rischio è che Bitcoin rappresenti soltanto il primo campanello d’allarme di una crisi molto più estesa. Pensiamo ai sistemi di pagamento. Ogni giorno miliardi di operazioni attraversano una rete mondiale fatta di banche, circuiti di carte, piattaforme digitali, infrastrutture interbancarie e sistemi di regolamento. Non tutti utilizzano gli stessi algoritmi e non tutti presentano le medesime vulnerabilità. Ma molti dipendono, direttamente o indirettamente, da protocolli crittografici che dovranno essere aggiornati per resistere ai futuri computer quantistici. Se la transizione non avvenisse in tempo, il problema potrebbe diventare sistemico. Non perché un computer quantistico sarebbe automaticamente capace di svuotare ogni conto corrente. Sarebbe una rappresentazione sbagliata. Ma perché la compromissione di componenti critiche dell’autenticazione e delle comunicazioni potrebbe mettere in difficoltà intere catene di pagamento, costringendo gli operatori a sospendere servizi, sostituire certificati, verificare transazioni e ripristinare la sicurezza.

Immaginiamo per un istante una grande infrastruttura finanziaria costretta a fermarsi per verificare l’affidabilità delle proprie chiavi crittografiche. I bonifici internazionali rallentano. Le imprese incontrano difficoltà nei regolamenti. Le banche devono gestire un’ondata di richieste e controlli. I mercati reagiscono all’incertezza. Le catene di fornitura, che già oggi dipendono da pagamenti tempestivi e flussi informativi continui, subiscono nuove interruzioni.

È uno scenario, non una previsione. Ma è uno scenario che chi governa la finanza non può permettersi di ignorare. E c’è un aspetto ancora più delicato. La sicurezza nazionale. Siamo abituati a pensare alla guerra attraverso carri armati, missili, droni e sistemi di difesa. Ma un esercito moderno è anche una gigantesca organizzazione digitale. Deve pagare personale e fornitori, trasferire risorse, acquistare componenti, gestire informazioni riservate, proteggere comunicazioni e autenticare ordini.

Le criptovalute sono già entrate nell’economia dei conflitti, attraverso donazioni, trasferimenti transfrontalieri, finanziamenti e circuiti alternativi utilizzati anche per aggirare restrizioni finanziarie. Questo non significa che gli eserciti paghino ordinariamente i propri soldati in Bitcoin: non ci sono elementi per considerarla una pratica generalizzata. Significa però che gli asset digitali sono ormai parte dell’infrastruttura finanziaria che circonda la guerra. E se la crittografia che protegge queste operazioni diventasse vulnerabile, le conseguenze potrebbero andare ben oltre la perdita di denaro.

Un sistema militare deve poter essere certo dell’identità di chi impartisce un comando, dell’integrità di un messaggio e della riservatezza di un’informazione. Un avversario capace di compromettere alcuni di questi meccanismi potrebbe ottenere vantaggi strategici enormi. La sicurezza delle comunicazioni e quella delle transazioni finanziarie appartengono, sotto questo profilo, alla stessa famiglia di problemi. Esiste poi un pericolo meno appariscente, ma forse ancora più insidioso. È la possibilità che informazioni cifrate vengano intercettate oggi e conservate in attesa di poterle decifrare domani. I tecnici lo chiamano harvest now, decrypt later. Significa che un segreto industriale, un documento diplomatico o una comunicazione militare sottratti nel 2026 potrebbero diventare leggibili negli anni successivi, quando saranno disponibili strumenti di calcolo adeguati. Il futuro, insomma, potrebbe compromettere retroattivamente la sicurezza del presente.

A questo punto la domanda diventa inevitabile. Come ci salviamo? La risposta è, almeno in parte, dentro la stessa rivoluzione tecnologica che genera la minaccia. Il quantum computing non è soltanto un potenziale strumento di attacco. Può contribuire allo sviluppo di nuove tecnologie di comunicazione e sicurezza. Ma soprattutto ci obbliga a compiere un passaggio che non possiamo più rimandare: abbandonare progressivamente gli algoritmi vulnerabili e adottare una crittografia post-quantistica. Non occorre aspettare l’arrivo di un computer quantistico sufficientemente potente per farlo. Anzi, sarebbe il peggior errore possibile. Nel 2024 il National Institute of Standards and Technology americano ha approvato i primi tre standard fondamentali di crittografia post-quantistica, progettati per resistere anche agli attacchi dei futuri computer quantistici. Il Regno Unito ha indicato il 2035 come orizzonte per completare la migrazione dei sistemi. Il lavoro, dunque, è già cominciato.

Ma aggiornare un algoritmo non è come sostituire un’applicazione sul telefono. Bisogna intervenire su reti bancarie, software, dispositivi, infrastrutture pubbliche, sistemi industriali e apparati che possono rimanere operativi per decenni. Occorrono investimenti, competenze, test e soprattutto coordinamento.

Ed è qui che la questione tecnologica diventa politica, nel senso più alto del termine. Nessun Paese può mettere in sicurezza da solo un’economia che funziona attraverso reti globali. Non possono farlo gli Stati Uniti, nonostante la loro supremazia in molti segmenti dell’innovazione digitale. Non può farlo la Cina, pur disponendo di enormi capacità di ricerca e investimento. Non può farlo l’Europa, che possiede competenze scientifiche e industriali importanti ma soffre di frammentazioni e dipendenze tecnologiche.

Se una banca europea aggiorna i propri sistemi, ma continua a dialogare con infrastrutture vulnerabili in altre parti del mondo, il problema non è risolto. Se una catena industriale protegge i propri dati ma i fornitori non fanno altrettanto, resta esposta. Se le infrastrutture civili e militari adottano standard incompatibili, la sicurezza rischia di trasformarsi in una nuova forma di isolamento.

Serve allora qualcosa che oggi può sembrare quasi utopistico: una grande alleanza internazionale per la sicurezza crittografica. Un accordo che coinvolga Stati Uniti, Cina, Unione europea e le altre principali potenze tecnologiche. Non per condividere segreti militari o rinunciare alla competizione strategica, ma per individuare standard interoperabili, procedure di certificazione, tempi di transizione e meccanismi di gestione delle vulnerabilità. Un terreno comune sul quale la rivalità geopolitica non impedisca la protezione delle infrastrutture civili essenziali.

È difficile? Certamente. I rapporti tra Washington e Pechino sono segnati dalla competizione tecnologica. L’Europa cerca faticosamente una propria autonomia digitale. Il controllo dei semiconduttori, delle tecnologie quantistiche e dell’intelligenza artificiale è diventato una questione di potere. Ma proprio per questo la cooperazione è necessaria. Ci sono infrastrutture che nessuno ha interesse a vedere collassare. Il sistema dei pagamenti internazionali è una di queste. La sicurezza delle comunicazioni essenziali è un’altra. Come per la sicurezza nucleare o per la gestione dei grandi rischi sanitari, la competizione fra Stati deve poter convivere con alcune regole comuni.

E l’Europa, anziché limitarsi a osservare la sfida tra le due superpotenze, dovrebbe assumere un ruolo da protagonista. Ha le competenze scientifiche, le imprese, i centri di ricerca e la forza regolatoria per contribuire alla definizione delle nuove regole. Ma deve investire molto di più e, soprattutto, deve muoversi con maggiore rapidità. Perché il problema del 2030 non è sapere se proprio in quell’anno una macchina riuscirà a violare una firma digitale di Bitcoin. Nessuno può affermarlo con certezza. Le stime divergono e le difficoltà ingegneristiche restano considerevoli.

Il problema è che potremmo arrivare al 2030 senza avere ancora completato il lavoro necessario a difenderci. E in una società nella quale quasi ogni attività economica dipende da una forma di autenticazione digitale, la vulnerabilità di quei sistemi non sarebbe una questione per informatici. Diventerebbe una questione di stabilità finanziaria, continuità industriale, sicurezza nazionale e sovranità. Abbiamo trascorso gli ultimi anni chiedendoci quanto l’intelligenza artificiale cambierà il lavoro, la produttività, la medicina e la nostra vita quotidiana. Domande legittime, naturalmente. Ma forse abbiamo dedicato troppo poco tempo a un interrogativo ancora più elementare: chi garantirà che le infrastrutture digitali sulle quali poggia questa nuova economia continueranno a essere affidabili?

C’è una sottile ironia in tutto questo. Abbiamo costruito un mondo nel quale il denaro si muove alla velocità della luce, i contratti possono essere eseguiti automaticamente e le macchine cominciano a prendere decisioni autonome. E ora scopriamo che le fondamenta matematiche di una parte di questo edificio potrebbero dover essere sostituite. Non è una ragione per fermare il progresso. È una ragione per governarlo. Il 2030 non deve diventare la data di un’apocalisse digitale. Deve diventare la scadenza entro la quale le grandi potenze avranno dimostrato di saper collaborare almeno sulla sicurezza del mondo che hanno costruito. Perché il rischio più grande non è che un giorno un computer diventi abbastanza potente da violare una chiave crittografica. È che gli uomini, pur conoscendo il pericolo, non riescano a mettersi d’accordo in tempo per cambiare la serratura.

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¿Merece la pena estudiar un máster?

¿Sigue siendo suficiente un título universitario para adentrarse en el mercado laboral? Ya no está tan claro. En un entorno en el que ampliar la formación se presenta cada vez más como una vía para mejorar las oportunidades profesionales, cursar un máster puede parecer el siguiente paso lógico. Pero se trata de una decisión que cuesta dinero, tiempo y, en ocasiones, ingresos que se dejan de percibir mientras se estudia. Este esfuerzo se suma, además, a una preocupación creciente sobre si esa inversión se traducirá en una mejora real. Por eso, la pregunta no es solo si uno puede permitirse un máster, sino qué obtiene a cambio: ¿abrirá puertas que de otro modo permanecerían cerradas? ¿Ayudará a progresar en una carrera profesional o permitirá que esta cambie de rumbo?

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© Hispanolistic (Getty Images)

Un grupo de estudiantes de MBA levantan sus manos durante una de sus clases.
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Thais Carla exibe corpo de maiô após perder 120 kg: “Não deixo de viver”

A influenciadora Thais Carla, 35, publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (21), se preparando para ir a um parque aquático. Ela falou sobre flacidez, depois de perder 120kg, e mostrou o look que escolheu para a ocasião.

Thais estava usando um maiô estampado e mostrou aos internautas os acessórios que escolheu para encerrar as comemorações do seu aniversário de 35 anos.

Durante a gravação, ela falou sobre flacidez e como está lidando com essa nova fase da sua vida, após o emagrecimento.

“Muita gente fica me perguntando: ‘Thais, como é que você está lidando com os excessos de pele?’, porque muita gente fica não querendo ‘ir nas coisas’ por causa do excesso de pele. Gente, eu não deixo de viver, não. Não deixo de viver mesmo!”, disse ela.

Veja:

Relembre o processo de emagrecimento de Thais

Em junho deste ano, a influenciadora Thais Carla mostrou um antes e depois de seu emagrecimento em suas redes sociais. Ela perdeu 100 quilos em um ano após fazer uma bariátrica.

“Linda em todas as versões”, escreveu. No vídeo antigo, ela aparece em uma praia e, no novo, desfila com um maiô, exibindo o shape.

Nos comentários, os fãs da influenciadora deixaram recados incentivadores para ela. “Serve de inspiração para muitas mulheres”, “Gata na primeira e gatona na segunda”, “Fico impressionada, não canso de elogiar”, foram alguns deles.

No passado, Thais Carla era conhecida por reivindicar direitos de pessoas obesas na sociedade. Ao longo dos anos, ela chegou a processar humoristas e internautas que faziam piadas depreciativas com o seu peso.

Como emagrecer com saúde? Veja dicas práticas de especialistas

 

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Influenciador alemão de 30 anos morre durante transmissão ao vivo

O influenciador alemão Manuel Otto morreu aos 30 anos durante uma transmissão ao vivo. Ele foi o criador e desenvolvedor do jogo “Stick Run”, popular em navegadores web.

A informação foi confirmada por um porta-voz da empresa Stick Run nesta quarta-feira (21). No entanto, a causa da morte de Otto não foi divulgada.

O influenciador criou o jogo quando tinha 14 anos, em 2010, e se tornou um ícone dos jogos de navegador da fase do Facebook. No jogo, um personagem palito corre por uma pista de obstáculos.

“É com um enorme pesar que confirmamos e anunciamos o falecimento do nosso criador, desenvolvedor e colega Stick Runner, Marc-Manuel Alexander Otto”, dizia o comunicado.

“Hoje, não choramos apenas a perda do nosso criador, mas também a de um colega Stick Runner cujo trabalho passou a fazer parte das nossas vidas. O seu legado continuará vivo por meio de cada memória, de cada corrida e de cada jogador que cresceu jogando. Nossas mais profundas condolências vão para a família, amigos e todas aquelas cuja vida ele tocou. Obrigado, Manuel, por fazeres parte da nossa infância. Nunca será esquecido”, completava o comunicado.

Na terça-feira (20), a empresa afirmou que a transmissão ao vivo que registrou Otto morrendo foi retirada do ar pelo Twitch. Não há mais detalhes sobre o ocorrido e a Stick Run pediu ajuda com informações. “Se você tiver alguma informação que possa ajudar a esclarecer as circunstâncias relacionadas a este incidente, por favor, entre em contato conosco ou com as autoridades policiais locais”, dizia a nota pública.

 

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Família Volksbus 2027 fica mais moderna com novo painel digital

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) passa a equipar toda a família Volksbus com novo painel de instrumentos digital, mas como equipamentos opcionao. Com isso, a marca investe em mais segurança, conforto e tecnologia a bordo dos seus ônibus.

Disponível como opcional a partir de 2027, o novo painel digital poderá equipar todos os modelos de ônibus da marca, proporcionando uma condução ainda mais intuitiva, ergonômica e agradável.

O novo painel de instrumentos é uma alternativa tecnológica à versão analógica atual e estará disponível nos idiomas português, inglês, espanhol e francês.

Totalmente digital, a ferramenta reúne cerca de 80 funcionalidades, entre elas a avaliação do motorista, a indicação do peso por eixo e o controle da altura da suspensão nas versões pneumáticas.

Além do design moderno, o novo painel digital aprimora a visibilidade das informações e a navegação pelos menus, proporcionando mais controle e conhecimento sobre a operação do veículo durante a viagem.

Ergonomia e eficiência

A solução também torna o cockpit mais ergonômico e eficiente ao concentrar informações operacionais em uma única interface e permitir a total personalização de dados conforme as necessidades da operação.

Dessa forma, o motorista acessa com mais agilidade os principais indicadores do veículo, reduz distrações e ganha mais conforto, praticidade e controle ao longo de toda a jornada.

Para os modelos elétricos, o sistema conta ainda com integração ao aplicativo VWCOnnect, que disponibiliza no celular do cliente todas as informações do veículo.

Entre as funcionalidades, estão a interpretação de códigos de falha, consultas operacionais, acompanhamento de revisões, histórico de viagens, visualização do consumo médio e monitoramento de gastos.

Compatível com sistemas Android e iOS, o aplicativo permite ainda o cadastro de até sete veículos em uma única conta, proporcionando uma gestão centralizada e mais eficiente da frota.

O novo painel digital reforça a estratégia da VWCO de ampliar o acesso a tecnologias avançadas em toda a família Volksbus, elevando os níveis de conectividade, inteligência operacional e experiência do cliente a bordo.

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Economia digital representa 40% do valor acrescentado de Portugal em 2024

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By: Lusa

A economia digital esteve associada a 40,4% do valor acrescentado bruto (VAB) nacional em 2024, acima dos 32,3% registados em 2019, segundo um estudo divulgado esta quarta-feira pela ACEPI (Associação da Economia Digital em Portugal).

Segundo o documento, o VAB associado à economia digital passou de 60 mil milhões de euros em 2019 para 102,4 mil milhões em 2024, com uma subida 70,8%.

O estudo atribui à digitalização, em 2024, uma “capacidade produtiva adicional” de 36,8 mil milhões de euros, o equivalente a 14,5% do VAB.

A esta componente associa cerca de 1,11 milhões de pessoas, ou 21,7% do emprego, mas os autores ressalvam, no entanto, que estes números não correspondem a postos de trabalho criados pela digitalização.

O presidente da ACEPI, Alexandre Nilo Fonseca, disse à agência Lusa que “36,8 mil milhões de euros correspondem à tal capacidade produtiva adicional, ou seja, a capacidade para produzir valor adicional da transformação de atividades já existentes (…) este é um indicador particularmente relevante porque demonstra que o impacto da digitalização vai muito além do setor tecnológico“.

A maior parte do impacto está fora do setor tecnológico. Em 2024, 82,8% do VAB associado ao digital resultava da utilização de tecnologias digitais pelos restantes setores da economia.

“Mas há um risco que não podemos ignorar: confundir a adoção de inteligência artificial (IA) com a transformação dos modelos de negócio. O estudo mostra que 73,4% dos respondentes que identificam benefícios da IA apontam ganhos de produtividade, enquanto apenas 9,4% referem aumentos de receitas“, acrescentou.

Segundo o documento, 73% das empresas portuguesas dizem ter ganhos de produtividade, porém apenas 9% falam em ganhos de receitas.

“Esta diferença acontece porque as empresas portuguesas puseram a IA a acelerar tarefas, mas não mudaram a forma como o trabalho é feito. Estão a fazer o mesmo, mais depressa. Um modelo pode resumir documentos sem alterar a decisão que depende deles. A produtividade da tarefa melhora e o serviço prestado fica igual”, avançou à Lusa, um dos ‘partners’ da GoingNext, Gabriel Coimbra.

O estudo identificou também que em 2024, a economia digital estava associada a 40% do VAB e a 67% do emprego nacional, sendo que o emprego associado ao digital cresceu 72% entre 2019 e 2024.

“O crescimento de 72% refere-se ao emprego associado à economia digital, não ao número de novos empregos criados no país. À medida que a digitalização ganha expressão, passa a abranger tarefas e processos de trabalho que anteriormente eram realizados sem recurso ao digital. Um posto de trabalho pode continuar a existir, mas tornar-se mais digitalizado”, respondeu à Lusa Filipe Grilo, da Porto Business School.

“Por exemplo, quando uma empresa substitui um procedimento em papel por um processo digital, essa atividade passa a estar associada à digitalização, mas não significa que tenha surgido atividade económica adicional”, acrescentou.

Todavia, segundo o estudo, a IA e a IA generativa “lideram as prioridades de investimento”, escolhidas por 64,0% dos inquiridos. Apenas 25,9% dizem ter uma estratégia formal de IA, com orçamento e responsável definidos, enquanto 38,8% indicam que essa estratégia está em preparação e 32,4% que não a têm.

Os indicadores mais recentes sobre o ecossistema digital, relativos a 2025, mostram que Portugal está a perder terreno face à União Europeia (UE) na adoção de tecnologias avançadas pelas empresas.

Em 2025, 11,5% das empresas com pelo menos dez trabalhadores usavam IA, contra cerca de 20% na média da UE, e um ano antes, as percentagens eram de 8,6% e 13,5%.

A distância é maior nas empresas de menor dimensão. Em 2025, usavam IA 9% das pequenas empresas, contra 17% na UE, e 18% das médias, contra 30%.

Na computação em nuvem (‘cloud’), 34% das empresas usavam serviços intermédios ou avançados em 2025, face a 47% na UE. Em 2023, os valores eram de 32% e 39%.

Em 2025, apenas 63% das empresas portuguesas tinham ‘website’, contra 79% na média europeia.

Do lado dos consumidores, 60,5% dos portugueses entre os 16 e os 74 anos fizeram compras ‘online’ nos 12 meses anteriores, segundo os dados de 2025, abaixo dos 73,6% da UE.

Existem diferenças regionais: 69,1% na Grande Lisboa e 69,0% na Península de Setúbal, face a 54,8% no Norte e 50,8% na Madeira.

O estudo de Economia Digital em Portugal foi desenvolvido pela Associação da Economia Digital em Portugal (ACEPI) e pela GoingNext, em colaboração com a Porto Business School e foram inquiridas 140 organizações, combinando com institutos estatísticos.

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Il nuovo QN al Quirinale. Leonardo Maria Del Vecchio presenta a Mattarella Qid, l’intelligenza artificiale del gruppo

Il nuovo QN al Quirinale

Le radici nelle testate storiche, un forte investimento sulla tecnologia e sull’intelligenza artificiale, le persone al centro. È il progetto del nuovo QN che l’editore Leonardo Maria Del Vecchio ha illustrato ieri pomeriggio al Presidente della Repubblica Sergio Mattarella. Insieme all’editore, al Quirinale è stata ricevuta una delegazione di QN Media, composta dalla direttrice responsabile Agnese Pini, il direttore editoriale Mario Orfeo, l’amministratore delegato Gabriele Benedetto, il presidente di Speed Francesco Dini e il COO & GM Carlo Goretti.

Nel corso dell’incontro, Del Vecchio ha illustrato al Presidente l’identità del nuovo QN, che debutterà il 5 novembre. Un giornale che parte dalla storia delle sue testate e guarda al futuro, con una linea editoriale europeista, attenta ai giovani e ai grandi temi del nostro tempo. Ad accompagnarlo, una trasformazione tecnologica che cambierà il modo di leggere i quotidiani del gruppo.

Proprio la tecnologia è stata al centro del dono consegnato al Capo dello Stato, un iPad con un’anteprima di Qid, l’intelligenza artificiale sviluppata interamente all’interno di QN Media. Per l’occasione il gruppo ha realizzato con Qid un’applicazione su misura, in esclusiva per il Presidente, chiamata Chiedi al Presidente. L’interfaccia è dedicata esclusivamente ai contenuti legati alla Presidenza della Repubblica. Raccoglie le domande dei cittadini e restituisce risposte costruite sui discorsi pubblici del Capo dello Stato, passaggio per passaggio. Il Presidente ha provato la demo di persona, interrogandola con una domanda sul futuro dei giovani. Ha apprezzato lo strumento e ha sottolineato come il progresso tecnologico sia importante, ma vada governato con serietà e responsabilità.

Lo stesso principio da cui nasce Qid, che si presenta come “il quid in più dell’informazione”. L’intelligenza artificiale del gruppo mette in fila fatti, archivio e contesto, collega discorsi e precedenti in una sola risposta e lascia sempre in vista le fonti. Ogni affermazione rimanda al passaggio originale da cui nasce. Dietro un’interfaccia intuitiva lavorano modelli linguistici di grande scala, algoritmi di ricerca semantica e un’architettura che ancora ogni risposta a fonti verificate.

La demo presentata al Quirinale è solo il primo tassello. Quid è ancora in fase di sviluppo e sarà messa progressivamente al servizio dei giornalisti e dei lettori. Pensata per affiancare il lavoro delle redazioni e non per sostituirlo, alleggerirà i passaggi più onerosi e lascerà a chi scrive ciò che nessun algoritmo può fare: scegliere, verificare e firmare. Per i lettori diventerà un nuovo modo di attraversare l’informazione, tra sintesi, approfondimenti e percorsi su misura. Una tecnologia costruita in casa, al servizio del giornalismo e non al suo posto. Qid fa parte di un investimento tecnologico avviato fin dal primo giorno, che comprende un’app proprietaria per la lettura dei quotidiani del gruppo, un sistema editoriale unico per tutte le testate, newsletter tematiche e podcast.

Al Presidente Mattarella è stato consegnato anche lo speciale “Il mondo che ci aspetta”, che presenta la linea editoriale del nuovo QN. Sei domande che guideranno il lavoro delle redazioni per tutto l’anno. Riguardano il futuro delle democrazie liberali, il ruolo dell’Europa, energia e clima, l’intelligenza artificiale, la disinformazione e i giovani.

Temi che toccano prima di tutto le persone. E proprio dalle persone parte anche la trasformazione del gruppo. Lunedì 12 ottobre, nella sede di Bologna, Leonardo Maria Del Vecchio aveva incontrato i circa 300 giornalisti, tipografi e amministrativi del gruppo, che lo hanno accolto con un lungo applauso. Un incontro che ha ridato slancio e motivazione alle redazioni, chiamate a un cambiamento senza precedenti. L’editore ha indicato l’obiettivo di “restituire lustro alle firme” e portare il nuovo QN tra i migliori giornali d’Europa, anche “potenziando il welfare”, da sempre parte della cultura d’impresa della famiglia Del Vecchio.

Un percorso che arriva ora al suo primo traguardo. Il 5 novembre il nuovo QN debutterà in edicola e sul digitale come quotidiano nazionale del gruppo, con la sua voce riconoscibile e lo sguardo aperto sul Paese e sul mondo. Insieme a lui cambieranno volto anche La Nazione, il Resto del Carlino e Il Giorno, con grafica e contenuti nuovi, ma la stessa identità di sempre.

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Quando l’AI decide chi è credibile, chi risponde dell’errore?

L’intelligenza artificiale non si limita più a raccogliere informazioni sulle persone. Sempre più spesso contribuisce a valutarle

Il salto decisivo dell’intelligenza artificiale non avviene quando una macchina racconta chi siamo. Avviene quando qualcuno comincia a decidere su di noi sulla base di quel racconto. Finché l’AI organizza informazioni, possiamo discutere di accuratezza, fonti, errori e contesto. Quando quelle stesse informazioni diventano la base per assumere una persona, concedere un credito, scegliere un manager o valutare un partner, entriamo in un territorio diverso: quello del giudizio.

La reputazione diventa uno strumento di giudizio

È qui che la reputazione smette di essere soltanto immagine e diventa infrastruttura decisionale. Un sistema può analizzare curriculum, articoli, registri pubblici e migliaia di documenti in pochi secondi. Ma chi garantisce che abbia distinto un’accusa da una condanna, un’opinione da un fatto accertato, un omonimo dalla persona realmente esaminata? E soprattutto: chi decide quale peso attribuire a ogni informazione?

L’equivoco più pericoloso consiste nel confondere la capacità di elaborare dati con la capacità di esprimere giudizi attendibili. Un algoritmo può essere impeccabile nel raccogliere i fatti e profondamente sbagliato nel trasformarli in un giudizio. La frequenza con cui una notizia compare online non ne certifica la verità. La quantità dei documenti non stabilisce automaticamente la gravità di un episodio. E una correlazione non è una responsabilità.

AI Act e GDPR: la responsabilità non può essere delegata

Il legislatore europeo ha già riconosciuto la delicatezza del problema. L’AI Act considera ad alto rischio alcune applicazioni utilizzate nella selezione del personale e nella valutazione del merito creditizio; il GDPR prevede tutele specifiche rispetto alle decisioni esclusivamente automatizzate che producono effetti giuridici o incidono significativamente sulle persone. Ma nessuna norma, da sola, risolve la questione centrale: la responsabilità umana non può scomparire dietro l’efficienza della macchina.

Non credo che la soluzione sia impedire all’intelligenza artificiale di partecipare ai processi decisionali. Sarebbe poco realistico e probabilmente anche sbagliato. Un sistema capace di confrontare grandi quantità di informazioni può migliorare una valutazione. Il problema nasce quando la velocità viene scambiata per affidabilità e quando il cosiddetto “controllo umano” si riduce alla firma finale su una conclusione già formulata dall’algoritmo.

Trasparenza e diritto di contestare le decisioni

Dovremmo allora pretendere una regola semplice: nessun giudizio algoritmico rilevante dovrebbe essere considerato affidabile se non è possibile ricostruire quali informazioni lo hanno prodotto, verificarne la provenienza, comprenderne i limiti e sapere chi se ne assume la responsabilità. E dovrebbe essere possibile correggere non soltanto il dato sbagliato, ma anche il giudizio che continua a produrre conseguenze dopo che quel dato è stato rettificato.

C’è poi un aspetto ancora più insidioso. Quando un giornale pubblica un’informazione inesatta, esistono un autore, un direttore, una testata e una procedura di rettifica. Quando quella stessa informazione entra in un sistema automatico che contribuisce a escludere qualcuno da un’opportunità, la catena delle responsabilità diventa molto meno visibile. Il danno può prodursi senza che la persona sappia quale valutazione lo abbia determinato.

La domanda, quindi, non è se l’intelligenza artificiale saprà giudicarci meglio degli esseri umani. È quali giudizi siamo disposti a delegarle, sulla base di quali prove e con quale possibilità di contestazione.

Abbiamo costruito una società nella quale la reputazione dipende sempre più dalle informazioni disponibili. Ora rischiamo di costruirne una nella quale quelle informazioni decidono automaticamente opportunità, esclusioni e destini professionali. Il vero pericolo non è che le macchine imparino a giudicarci. È che gli esseri umani smettano di sentirsi responsabili dei giudizi che affidano loro.

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Senado de México aprueba ley para promover pagos digitales

Ciudad de México, 20 oct (Prensa Latina) El Senado de México aprobó hoy el proyecto de Ley de Economía Digital, dirigida a promover la adopción de pagos electrónicos y digitales y al mismo tiempo reducir el uso de dinero en efectivo.

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Quando a inteligência artificial começa a agir por nós

Numa experiência informal com amigos, pedi a assistentes de inteligência artificial que respondessem por mim a mensagens no WhatsApp e no Instagram. Tinham acesso a contexto sobre a minha vida e ao meu modo de escrever em cada conversa. Os meus amigos julgaram estar a falar comigo. O resultado impressionou-me, mas também me deixou uma pergunta incómoda: quanto da nossa presença podemos delegar antes de começarmos a comprometer a confiança dos outros?

É nesta fronteira que o prompting, a prática de dar instruções à inteligência artificial, se está a tornar mais interessante. Continuamos a discuti-lo como uma técnica para obter textos melhores, quando já serve para orientar trabalho sobre a nossa vida digital. Saber pedir passa a incluir escolher a informação relevante, definir o resultado pretendido e estabelecer até onde o assistente pode ir.

A documentação da OpenAI sobre utilização do computador descreve sistemas capazes de operar interfaces de aplicações e navegadores. Com ferramentas como o Codex e outros assistentes, consoante as funcionalidades e permissões disponíveis, uma conversa pode transformar-se numa sequência de ações. O pedido deixa de terminar numa explicação sobre onde clicar.

As aplicações quotidianas são menos espetaculares do que um robô humanoide, mas podem ser muito úteis. Um assistente pode ajudar a identificar programas que consomem recursos desnecessariamente e propor o seu encerramento. Pode localizar ficheiros volumosos ou duplicados e sugerir o que eliminar. Convém, porém, acertar no diagnóstico: apagar ficheiros liberta armazenamento; não aumenta a memória RAM instalada. E um ficheiro antigo pode continuar a ser importante. A data do último acesso não basta para o declarar dispensável.

O mesmo vale para o dinheiro que sai da conta sem que reparemos. Com acesso autorizado a faturas e recibos, um assistente pode detetar subscrições esquecidas ou potencialmente duplicadas, comparar custos e ajudar a cancelá-las. Pode ainda acompanhar um pedido sem resposta e, quando a integração o permite, interagir com o apoio ao cliente. Uma suspeita de duplicação exige confirmação; um cancelamento deve ficar comprovado no serviço.

Um bom pedido seria: «Analisa estas despesas, identifica possíveis subscrições repetidas e mostra-me a evidência e a poupança anual. Antes de cancelar, pede-me confirmação.» Este exemplo contém mais do que uma ordem: define fontes, critérios e um limite de atuação. O chamado “prompt perfeito” interessa-me menos do que esta capacidade de delegar com clareza. Uma frase bem escrita também não substitui controlos de acesso efetivos.

Além disso, a instrução já pode ter futuro. A documentação sobre tarefas agendadas do ChatGPT prevê execuções recorrentes e, em contextos compatíveis, tarefas desencadeadas por eventos de aplicações. Podemos pedir uma revisão mensal de despesas ou um aviso antes de uma renovação. A execução depende das ligações e permissões existentes; tarefas locais podem exigir o computador ligado. Agendar inclui decidir quando o assistente deve parar e quando precisa de nos chamar.

À medida que estes modelos se tornam mais capazes de responder às nossas perguntas, acredito que o próximo passo será aprenderem a fazer as perguntas certas nos momentos certos. Antes de agir, um assistente deverá reconhecer quando lhe falta contexto, quando as nossas prioridades podem ter mudado ou quando uma decisão exige confirmação. Saber perguntar sem nos interromper a cada passo será essencial para agir de forma alinhada com as nossas intenções e com segurança.

Há também um uso mais íntimo: pedir ajuda para nos conhecermos melhor. Em 2015, Wu Youyou, Michal Kosinski e David Stillwell publicaram na PNAS um estudo sobre a previsão de traços de personalidade a partir de gostos no Facebook. O trabalho mostrou que rastos digitais permitem inferências relevantes. Não demonstrou que qualquer chatbot nos compreende melhor do que nós próprios. Um retrato produzido a partir de mensagens deve ser tratado como uma hipótese a discutir, nunca como um diagnóstico ou uma identidade definitiva.

Podemos até pedir: «Desenha uma imagem da minha vida com base no que sabes sobre mim.» A imagem pode ajudar-nos a pensar nas atividades que nos ocupam e nas prioridades que dizemos ter. Mas representa o que partilhámos e a interpretação do sistema. Deixa de fora o que não registámos. O seu valor está na reflexão que provoca, não numa suposta capacidade de revelar a nossa essência.

Quanto mais contexto fornecemos, mais específicas podem tornar-se as respostas. Também aumenta o que fica exposto. Uma caixa de correio ou uma conversa contém informação sobre amigos, familiares e colegas. Dar acesso à nossa conta envolve, por isso, mais pessoas do que o titular. Antes de ligar um serviço, interessa perceber que dados serão enviados, onde ficam guardados, por quanto tempo e como podemos revogar o acesso.

Uma medida concreta é desativar, nas definições de privacidade e quando essa opção exista, a utilização dos nossos dados para treinar os modelos. Isso limita um uso adicional da informação e ajuda a protegê-la. Mas treino, processamento e conservação são coisas diferentes, como ilustram os controlos de dados da OpenAI: excluir os dados do treino não significa que deixem de ser processados ou guardados pelo serviço.

Existe ainda um risco menos intuitivo. Um assistente pode encontrar instruções maliciosas numa página ou num documento e confundi-las com ordens legítimas. O National Cyber Security Centre britânico alerta para esta vulnerabilidade, conhecida como prompt injection. Quando o sistema pode agir, o erro pode passar do texto para uma alteração real. Devemos limitar os acessos ao necessário, preservar cópias recuperáveis e confirmar operações com consequências difíceis de desfazer.

A experiência com os meus amigos tornou outra responsabilidade evidente. Reproduzir o meu estilo não equivale a estar presente numa relação. O episódio que relato é uma observação pessoal, sem controlo experimental; não prova que a imitação seja sempre convincente. Ainda assim, obriga-me a defender transparência quando um sistema conversa autonomamente em nosso nome. Uma resposta automática sobre horários e uma mensagem de apoio num momento difícil não pedem o mesmo grau de envolvimento humano.

Os benefícios de produtividade têm fundamento, embora dependam da tarefa. No estudo Generative AI at Work, publicado em 2025 no Quarterly Journal of Economics, Erik Brynjolfsson, Danielle Li e Lindsey Raymond analisaram 5172 profissionais de apoio ao cliente. O acesso a assistência de IA aumentou, em média, 15% o número de problemas resolvidos por hora. Os ganhos variaram entre trabalhadores. É um resultado relevante num contexto concreto, não uma promessa de poupança idêntica para cada utilizador.

Perante uma mensalidade elevada, vale a pena fazer contas. Uma subscrição cancelada ou várias horas recuperadas podem justificar o investimento. Mas a conta tem de incluir o tempo gasto a explicar, supervisionar e corrigir. A sensação de estar a produzir mais não chega. Se pagarmos por uma ferramenta que quase não usamos, acabámos de acrescentar outra subscrição à lista que lhe pedimos para limpar.

Vejo aqui uma oportunidade de tornar acessível ajuda que antes exigia conhecimento técnico ou dinheiro para a contratar. Para a aproveitar, precisamos de ensinar a definir tarefas, verificar resultados e proteger informação. Se esta aprendizagem ficar reservada a quem pode pagar os melhores planos e experimentar sem receio, os ganhos serão distribuídos de forma desigual.

Quero que estes assistentes me devolvam tempo para aquilo que escolho fazer, incluindo estar com os meus amigos. É esse o critério com que pretendo avaliá-los. O prompting torna-se uma competência valiosa quando nos ajuda a exercer melhor essa escolha, mantendo sob o nosso controlo as decisões que contam.

Todas as opiniões expressas neste artigo são da exclusiva responsabilidade do autor e não representam nem refletem as opiniões, políticas ou posições de qualquer instituição à qual esteja afiliado.

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Supervisão parental nas redes deve ser reforçada, diz diretora da ANPD

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A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, defendeu, nesta terça-feira (20), que os pais de crianças e adolescentes reforcem o uso dos mecanismos de supervisão parental nas plataformas de tecnologia, inclusive nas redes sociais. A diretora esteve em evento no Tribunal de Contas da União (TCU) com o tema “Conectar é preciso, proteger é essencial”.

Segundo o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), os provedores de serviços digitais devem oferecer, de forma gratuita, mecanismos de supervisão parental acessíveis aos responsáveis. Com a criação do ECA Digital, a atuação da ANPD foi ampliada para regulamentar, orientar e fiscalizar aspectos dessa legislação.

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“É possível prevenir o acesso a uma grande gama de conteúdos inapropriados, além de pactuar dentro de casa tempos de uso de tela. O amadurecimento de uma criança ou adolescente é um processo muito frágil e está cheio de riscos”, afirmou Miriam Wimmer, que é doutora em políticas de comunicação e cultura.

"Rua perigosa"

Para a diretora, deixar uma criança solta na internet equivale a deixar o filho andar sozinho em uma rua perigosa. “Não faz sentido que eu possa deixá-lo desacompanhado.” Ela considerou, no evento, que o ECA Digital traz passos importantes ao estabelecer responsabilidades para o Estado e para as empresas.

“O pilar que precisa realmente ser amadurecido é o de dentro de casa porque não adianta ter um ambiente ricamente protetivo se os responsáveis entregam celular na mão do filho de 7 anos para que faça o que bem entender”, disse.

A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) recordou que o ECA Digital é fruto de uma construção entre diferentes grupos sociais e espectros políticos com a finalidade de proteção desses grupos vulneráveis.

“O ambiente digital se presta à liberdade de expressão e ao acesso à informação. É um ambiente que a gente busca manter protetivo à privacidade, que não haja coleta excessiva de dados pessoais.” 

Mais proteção

Miriam Wimmer defendeu a escolha da ANPD como autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos no ambiente digital. Trata, por exemplo, de aferição etária dos jovens e dos mecanismos de supervisão parental. “Esses mecanismos têm que coexistir com a ideia de privacidade e proteção de dados, de não criar coleta excessiva de dados, que possa comprometer também outros direitos fundamentais”, reforçou.

Ela acrescentou que a legislação afirma que a mera autodeclaração não é um mecanismo válido para a definição de idade. Para ela, o fornecedor de serviços ou produtos deve ter mecanismos próprios de controle e possibilitar aos responsáveis maior acesso em redes sociais, por exemplo.

“Existe uma exigência de vinculação de contas de menores de 16 anos à conta dos responsáveis legais. Essa é uma abordagem muito interessante e distinta de alguns países que decidiram proibir, por exemplo, o uso de redes sociais por pessoas mais novas.”

Requisitos de segurança

A diretora apontou que o ECA Digital inovou ao coibir manipulações por parte de ofertas de serviços e produtos.  Ela exemplifica que a ANPD define requisitos mínimos de segurança com relação a práticas manipulativas, uso excessivo problemático ou compulsivo. "Todas essas condutas são passíveis de serem sancionadas.”

Para ela, os temas que foram desdobrados pelo ECA Digital guardam proximidade com as questões presentes na Lei Geral de Proteção de Dados.

A diretora da ANPD contextualizou que a legislação brasileira não foi de proibição de acesso a redes sociais, mas de confiança de que é possível estabelecer pontos de controle para que a experiência dos jovens online seja apropriada. 

Também no evento, a presidente do Conselho de Ação da Ação Brasileira para a Consciência Digital (ABCD), Cristina Carvalho Pinto, alertou que 40% das crianças e dos adolescentes brasileiros vêm passando por cyberbullying. Ela estima que haja 16 milhões de crianças vitimadas por essa violência. 

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Cataluña rectifica y asegura que no retirará las pantallas en infantil, pero limitará su uso

En junio de 2025, en plena ola de peticiones de la prohibición de móviles en los institutos, Cataluña optó por ir a la vanguardia con una normativa que restringía teléfonos, relojes e incluso pedía retirar las pantallas en educación infantil. Unas flamantes pantallas que no hacía ni un año que se habían colgado en las clases de todas las escuelas catalanas –se compraron 32.000 pantallas interactivas de última generación, con un coste de 88 millones de euros, que pagaron los fondos Next Generation-, incluso en la etapa de infantil. Finalmente, Educación da marcha atrás y admite que estas pantallas no se pueden retirar, porque se perdería esta financiación europea, pero sí apuesta por limitar su uso y que tengan un acceso restringido a internet.

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© Joan Sánchez

Pizarras digitales en una escuela de primaria.
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Avantia apresenta inteligência artificial e analíticos próprios de CFTV no SegSummit

A Avantia, integradora e implementadora de sistemas de segurança eletrônica, participa nesta quarta-feira (21) do SegSummit 2026, realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento congrega cerca de 95% do mercado de segurança nacional e serve de vitrine para a empresa demonstrar, ao vivo, ferramentas de inteligência artificial e analíticos próprios aplicados ao CFTV, já em operação em grandes corporações do país.

A empresa molda cada projeto conforme as necessidades específicas de cada cliente, buscando reduzir custos e gerar resultados mensuráveis. No estande, os visitantes podem testar soluções de vídeo desenvolvidas pela WeSafer, braço digital da companhia. Por se tratarem de tecnologias próprias, os analíticos operam em equipamentos de qualquer marca e independentemente da tecnologia embarcada, otimizando o parque já instalado.

Próximo ao espaço da Avantia, a SafeCompany exibe uma plataforma de dados voltada à centralização da gestão de riscos e segurança em um único ambiente. O recurso visa simplificar a rotina gerencial, auxiliar na tomada de decisão em tempo real e otimizar custos operacionais.

Para o CEO da Avantia Tecnologia e Segurança, Silvio Aragão, a presença no evento é estratégica para consolidar a imagem da companhia como união de conhecimento em segurança eletrônica e inovação tecnológica. "O evento reúne grande parte do mercado de segurança em um único ambiente, criando uma oportunidade importante para estreitar relacionamentos, trocar experiências e apresentar soluções alinhadas aos desafios reais das organizações", afirma o executivo, destacando o papel da inteligência artificial em transformar imagens em informações relevantes para a tomada de decisão.

Completando 28 anos de história, a Avantia possui presença nacional e atua em setores variados com soluções que englobam videomonitoramento com IA, controle de acesso, infraestrutura de TI, IoT, automação predial e detecção de incêndio. 

© DIVULGAÇÃO

Avantia
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