❌

Reading view

Michelle repete estratégia do primeiro turno e evita agendas com Flávio

A ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) tem repetido no segundo turno a mesma estratégia adotada no primeiro: evitar participar de agendas de campanha ao lado de Flávio Bolsonaro (PL).

“Todos os indicativos são de que não vai ter [participação dela], ela vai ser peça bem lateralizada, ficando somente com aquele vídeo”, afirmou a analista de Política Isabel Mega durante o Bastidores CNN desta quinta-feira (22).

De acordo com informações apuradas pela analista, havia a expectativa por parte do núcleo duro da campanha de que ela estivesse mais presente e participasse de atos no segundo turno.

“Ela chegou a marcar essa participação em agendas mais de uma vez, mas depois desmarcava e não aparecia”, relatou Mega.

A única participação efetiva registrada até o momento foi um vídeo gravado em conjunto, utilizado na propaganda política de Flávio Bolsonaro, no qual os dois mal se olharam.

Prioridade ao Distrito Federal

Em vez de acompanhar Flávio Bolsonaro em agendas pelo Brasil, Michelle tem direcionado seus esforços ao apoio à reeleição de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal. Segundo Mega, a proximidade geográfica facilita essa escolha:

“Michelle usa como mote o fato de que ela precisa ficar em casa cuidando do marido, Jair Bolsonaro. Como Celina está ao alcance, ela sai de casa, participa de alguma agenda e volta, sem ferir a justificativa.”

A analista destacou ainda que a própria campanha de Flávio Bolsonaro foi construindo um caminho independente, sem contar com Michelle como peça central.

Diante da ausência dela, a estratégia passou a apostar em outros acenos ao público feminino, como a presença da esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, e da ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, que atua como coordenadora econômica da campanha.

Histórico de tensões

A relação entre Michelle e Flávio Bolsonaro nunca foi próxima. Ainda durante a pré-campanha, a tensão veio a público quando Michelle divulgou um vídeo extenso expondo o enteado e demonstrando descontentamento com a postura dele em relação a ela.

Após o episódio, houve uma reaproximação pública, com Michelle gravando novos vídeos dizendo que perdoava Flávio, até chegar à inserção na propaganda política dele. No entanto, a participação efetiva parou por aí.

Mega destacou que Michelle possui prestígio eleitoral e carisma próprios, tendo sido a senadora mais votada pelo Distrito Federal.

O âncora Gustavo Uribe afirmou que a ex-primeira-dama não deseja ganhar um ministério caso o enteado vença a eleição, preferindo seguir no Senado. Mega acrescentou que é mais factível que Michelle participe ativamente da gestão de Celina Leão no DF do que no Planalto com Flávio.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Rua, redes e debate: As investidas de Flávio e Lula

A três dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentram esforços em três frentes simultâneas: a mobilização nas ruas, a disputa de narrativas nas redes sociais e a preparação para o último debate presidencial, marcado para sexta-feira (23) na TV Globo.

Segundo a âncora da CNN Tainá Falcão, ao Bastidores CNN, ao longo da semana, ambos os candidatos percorreram diferentes regiões do país em busca de votos. Flávio Bolsonaro também cumpriu agenda intensa, com visitas ao Pará, ao Amazonas, a São Paulo e ao Ceará.

Lula passou por Porto Alegre (RS), São Luís (MA), Juazeiro (CE), Petrolina (PE) e Belo Horizonte (MG), sempre acompanhado por governadores, políticos e lideranças regionais.

Disputa nas redes sociais

No campo digital, as estratégias das campanhas se tornaram cada vez mais agressivas. A campanha de Flávio Bolsonaro aposta na crítica ao custo de vida da população, responsabilizando o governo Lula pela situação.

A estratégia inclui ainda ataques relacionados ao endividamento das famílias e a investigações que envolvem pessoas próximas a Lula, com ênfase nas suspeitas sobre Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do candidato petista, e nos esquemas ligados ao INSS.

Do outro lado, a campanha de Lula passou a recuperar declarações antigas de Flávio Bolsonaro, com destaque para comentários da coordenadora de campanha em temas econômicos do senador, Daniella Marques, questionando o futuro dos benefícios sociais — em especial, se o Bolsa Família seria mantido em um eventual governo Flávio.

Também foram resgatados episódios históricos do candidato do PL, como o voto contrário à licença-maternidade de servidoras do Rio de Janeiro, em 2009, e sua atuação como advogado de um policial acusado de matar uma menina de 5 anos, em Niterói.

Encerramento da campanha no sábado

Os dois candidatos planejam encerrar a campanha no sábado (24) com atividades nos três maiores colégios eleitorais do país. Lula tem previsto um ato com artistas e apoiadores no Rio de Janeiro, além de passagem por São Paulo.

Flávio Bolsonaro vai a Belo Horizonte para o chamado “Bloco do Nikolas”, evento promovido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) nos moldes de um bloco de carnaval, e depois segue para o Rio de Janeiro, onde está prevista uma carreata na Barra da Tijuca até a casa de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, a presença dos candidatos nas ruas ganhou peso crescente nesta reta final, algo que não foi tão evidente no primeiro turno.

“Quem acabou puxando essa linha da manifestação na rua com a presença dos presidenciáveis foi o próprio PT“, afirmou, lembrando que a participação de Lula em um evento não estava prevista e foi anunciada de última hora por Guilherme Boulos.

Diante da mobilização petista nas ruas e da aproximação nas pesquisas, Flávio Bolsonaro também passou a intensificar sua presença física na campanha. Para Larissa, apesar do protagonismo das redes sociais nesta eleição, a campanha nas ruas se revelou um fator decisivo neste final de segundo turno.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Equipe de Lula diz que presidente aceitou termos colocados por Flávio

A equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (22) ter concordado com as exigências do adversário Flávio Bolsonaro (PL) para a divulgação da quebra de sigilo dos dois candidatos.

Lula e a advogada de Flávio, a ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri, assinaram, na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), uma petição em que aceitam a quebra de seus respectivos sigilos, de familiares e empresas associadas.

A informação foi anunciada pelos coordenadores da campanha petista, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o senador Camilo Santana (PT-CE), após encontro entre as campanhas no TSE. Uma foto veiculada mostra a assinatura também de Bucchianeri.

“O presidente Lula não tem nenhuma restrição, não colocou nenhuma restrição”, afirmou Edinho em entrevista a jornalistas no TSE.

Camilo afirmou que, inicialmente, houve divergência entre as campanhas sobre a inclusão na autorização da Alcaraz Holding, uma empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz, que supostamente teria ligação com Flávio. Segundo ele, ao final, a equipe do candidato do PL aceitou a condição para incluir as informações sobre a companhia na abertura do sigilo.

Lula assinou digitalmente o documento e Bucchianeri assinou com procuração de Flávio. O documento foi elaborado pela campanha do petista. A petição indica que o texto não significa reconhecimento de titularidade ou de propriedade direta ou indireta de contas ou empresas de terceiros.

O acordo também prevê que, após o envio das informações pelos órgãos e pelas empresas de telefonia, os dados sejam divulgados simultaneamente em um site de acesso público.

“É bom lembrar que é bom lembrar que o presidente Lula fez o desafio no domingo e o Flávio Bolsonaro só foi se posicionar na quarta-feira, ontem […] É importante que abra antes das eleições para que o povo brasileiro possa saber quem é quem e poder tomar sua decisão domingo”, declarou Camilo.

“Duelo de sigilos”

A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza as campanhas. Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. Ao impor uma série de condições, o senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre as exigências para a apresentação, o candidato do PL pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

 

  •  

Vote Segura mostra boas práticas de políticas de segurança a mulheres

Logo Agência Brasil

A Rede Justiça Criminal lançou a campanha Vote Segura, voltada prioritariamente à segurança das mulheres. No ano passado, canais oficiais registraram 1.571 vítimas de feminicídio no país. Significa que ao menos quatro mulheres foram assassinadas por dia por motivação relacionada ao gênero. Para cada feminicídio consumado, outros três foram tentados.

A campanha Vote Segura elaborou um guia com um conjunto de boas práticas legislativas para orientar a formulação de programas de mandato, projetos de lei, atividades de fiscalização e articulação política.

Notícias relacionadas:

O objetivo é qualificar o debate público e subsidiar candidaturas ao Congresso Nacional comprometidas com a redução da violência contra o público feminino. As mulheres representam 51,5% da população brasileira de 213,4 milhões de habitantes.

O guia reúne 11 recomendações para os próximos parlamentares eleitos:

  1. priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
  2. estruturar políticas públicas permanentes;
  3. fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
  4. promover a integração entre diferentes políticas públicas;
  5. basear decisões em evidências e dados confiáveis;
  6. incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
  7. fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
  8. estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
  9. adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
  10. produzir impactos mensuráveis;
  11. evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.
     


A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, destaca que as mulheres brasileiras estão com medo, e com razão. Elas mudam suas rotinas, compartilham a localização em tempo real quando saem à noite, preocupam-se com a própria segurança.

“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça.”

  •  

Eleições: entidades vão checar informações ao vivo durante debate

Logo Agência Brasil

Quem acompanhar o debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, nesta sexta-feira (23), poderá conferir, em tempo real, a checagem de informações apresentadas pelos candidatos durante o confronto, que vai ao ar às 21h20, na emissora Globo.

A proposta é permitir que o público acompanhe análises e contextualizações de dados à medida que as declarações forem feitas, ampliando o acesso a informações verificadas na reta final da campanha eleitoral.

Notícias relacionadas:

Uma das iniciativas foi organizada por jornalistas, pesquisadores e entidades ligadas à comunicação e ao enfrentamento da desinformação.

Segundo os organizadores, profissionais e instituições parceiras atuarão em uma sala virtual de checagem para analisar afirmações feitas pelos candidatos ao longo do debate.

Participam da mobilização a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e a AletheiaFact.org.

A iniciativa reúne também entidades como a Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar), a Socicom, a COAR Notícias e o Coletivo Bereia.

As checagens serão transmitidas ao vivo pelos canais do YouTube da Fenaj e da RNCD:

- Canal da Fenaj: https://www.youtube.com/@FENAJoficial
- Canal da RNCD: https://www.youtube.com/@RNCDBRASIL

Voto consciente

De acordo com os organizadores, a proposta é complementar o trabalho desenvolvido por agências especializadas de checagem de fatos. A presidenta da FENAJ, Samira de Castro, afirmou que a iniciativa busca contribuir para o exercício consciente do direito ao voto em um ambiente marcado pela intensa circulação de conteúdos nas redes sociais.

A criadora da RNCD, Ana Regina Rêgo, disse que a proposta pretende aproximar a checagem do momento em que as declarações são feitas e chegam ao público. Segundo ela, a iniciativa busca ampliar o acesso da população à informação confiável durante o debate para que os eleitores possam avaliar as falas dos candidatos de forma consciente.

Já a presidenta da Intercom, Iluska Coutinho, afirmou que a comunicação e a pesquisa científica têm papel importante na defesa da democracia e no enfrentamento à desinformação.

Debate anterior

A iniciativa foi anunciada após o debate presidencial promovido pela Band no último domingo (18).

Em nota divulgada após o confronto, a FENAJ criticou o formato do programa e avaliou que provocações e ataques prejudicaram o esclarecimento dos eleitores.

Para a entidade, “o jornalismo não pode ser refém da lógica do espetáculo, da audiência a qualquer preço ou das estratégias de candidatos que desprezam o diálogo democrático”.

A federação acrescentou que, “quando perguntas não são respondidas, afirmações falsas deixam de ser confrontadas e argumentos são substituídos por encenações, quem perde é a população brasileira”.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

  •  

Estudantes e professores relatam constrangimento político em abordagem policial em escola de Salgueiro; sindicato vai acionar Corregedoria da PMPE

Na última terça-feira (20), estudantes e professores da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Aura Sampaio Parente Muniz, localizada no município de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, foram abordados por policiais militares acompanhados de um homem que teria se identificado como representante do Partido Liberal (PL). A abordagem teria sido motivada por uma denúncia de suposto crime eleitoral.

A ação ocorreu por volta das 10h, quando alunos e professores já estavam em sala de aula. Segundo relatos, a justificativa apresentada foi a de que alguns estudantes estariam usando adesivos com o número 13, fazendo alusão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, enquanto alguns professores vestiam camisas vermelhas e utilizavam bottons com os dizeres “Pelo Fim da Escala 6x1”, “Defendo as Cotas”, “Direitos Sociais são direitos de todos” e “Educação Pública é direito, não privilégio”.

No entanto, as roupas não apresentavam identificação partidária, e parte delas correspondia ao próprio fardamento da escola.

Professores que pediram para não ser identificados conversaram com a coluna Enem e Educação e relataram que o clima na escola é de muita tensão e constrangimento. Segundo eles, durante a intervenção, uma aluna chegou a ser retirada da sala de aula por um dos policiais, por se recusar a remover o adesivo, e foi encaminhada à direção da escola. 

“Eles chegaram abordando os professores, sem apresentar qualquer tipo de mandado. Os estudantes têm o direito de se expressar de forma individual e silenciosa. Eles têm direito à livre manifestação de preferência política, desde que seja silenciosa”, afirmou um professor da EREM Aura Sampaio Parente Muniz.

“Os alunos estão amedrontados, porque ninguém esperava que isso fosse ocorrer. Achávamos que os policiais faziam parte da patrulha. Ninguém imaginava que a abordagem seria feita de forma tão ríspida, obrigando os alunos a retirarem os adesivos. Hoje (ontem), alguns alunos faltaram, e os familiares estão com muito medo”, comentou uma professora da unidade.

Sintepe repudia abordagem e cobra responsabilização

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) esteve na EREM Aura Sampaio Parente Muniz para se reunir com a gestão escolar, professores, estudantes e responsáveis e discutir o episódio.

Em nota, o sindicato repudiou veementemente o ocorrido e informou que acionará a Corregedoria da Polícia Militar, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Governo do Estado para exigir a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

O Sintepe considera inadmissível que estudantes e trabalhadores em educação tenham sido obrigados a retirar os bottons e trocar as camisas. "A Constituição Federal garante a liberdade de manifestação do pensamento e veda a censura, princípios que precisam ser respeitados também dentro das escolas públicas", declarou. 

“O Sintepe cobrará providências efetivas das autoridades competentes para que o episódio seja rigorosamente investigado e os responsáveis sejam devidamente punidos. A entidade não aceitará ataques à liberdade de expressão, à democracia e à comunidade escolar. A escola pública deve ser um espaço de conhecimento, pluralidade e respeito, nunca de intimidação ou perseguição política”, conclui o sindicato.

Guilherme Silva nega ser representante do PL 

O homem que teria se identificado como representante do PL, partido do candidato a presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro, se chama Guilherme Silva. Em seu perfil no Instagram, ele publicou uma nota na qual negou representar a sigla.

Segundo ele, sua atuação se limitou a verificar as denúncias recebidas, solicitar providências e encaminhar o caso aos órgãos competentes para apuração.

“Em razão de relatos de alunos sobre a suposta distribuição de adesivos e material de propaganda eleitoral nas dependências de uma escola pública, bem como sobre constrangimentos sofridos por estudantes por causa de suas preferências políticas, estive pessoalmente no local para verificar o que foi informado”, declarou Guilherme.

Ainda segundo ele, a Polícia Militar estava no local para averiguar a situação e, juntamente com ele, solicitou autorização à direção da escola para apurar os fatos. Guilherme alegou que teriam sido observados indícios de possível uso de bem público para divulgação político-partidária, entre eles adesivos fixados nas dependências da escola e professores usando broches. 

Ele citou a Lei nº 9.504/1997, que proíbe a divulgação de propaganda eleitoral em bens públicos e de uso comum. “É necessário que a apuração diferencie a manifestação pessoal de alunos e servidores de eventual atividade organizada de campanha, como distribuição de material, o constrangimento de estudantes ou o uso institucional da escola em favor de candidatura”, completou.

 

Reprodução Instagram @guilhermesilvadl
Guilherme Silva nega que seja representante do Partido Liberal (PL) - Reprodução Instagram @guilhermesilvadl

Secretaria de Educação e Polícia Militar se manifestam

A coluna Enem e Educação solicitou esclarecimentos à Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE), à Secretaria de Defesa Social (SDS) e à Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) sobre a conduta dos policiais e as denúncias que motivaram a abordagem.

Confira, na íntegra, as respostas encaminhadas pelos órgãos.

Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE)

“A Secretaria de Educação de Pernambuco informa que a Patrulha Escolar esteve na unidade de ensino para averiguar uma denúncia de suposta campanha política no ambiente escolar.

O caso está sendo apurado pela gestão da escola e pela Gerência Regional de Educação (GRE) Sertão Central. A Secretaria reafirma o caráter público, democrático e plural da educação e o papel da gestão escolar na condução das atividades da unidade, sempre prezando pela aprendizagem com acolhimento da comunidade e pela garantia de um ambiente saudável. Nenhum tipo de violência será tolerado no espaço escolar.

Assim, a Secretaria de Educação segue reafirmando seu compromisso com a segurança, a liberdade de ensinar e aprender e a proteção de toda a comunidade escolar.”

Polícia Militar de Pernambuco e Secretaria de Defesa Social

“A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) informa que a Patrulha Escolar esteve, nesta terça-feira (20), na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Aura Sampaio Parente Muniz, no município de Salgueiro, no Sertão do Estado, para averiguar uma denúncia de distribuição de material político-partidário e possíveis conflitos motivados por divergências ideológicas.

Durante a ação, os policiais conversaram com a direção da unidade de ensino e orientaram estudantes e professores sobre a importância do respeito às diferenças e da prevenção de conflitos no ambiente escolar. A atuação teve caráter preventivo, com o objetivo de preservar a tranquilidade e a segurança da comunidade escolar.

A PMPE ressalta que a Patrulha Escolar atua na prevenção de ocorrências e na proteção de estudantes, educadores e demais integrantes da comunidade escolar.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) informa, ainda, que a Corregedoria-Geral instaurou procedimento preliminar para apurar os fatos relatados, verificar as informações e analisar eventuais repercussões administrativas. O procedimento segue em tramitação no órgão correcional.”

 

© Reprodução/Nota da escola Aura Sampaio

O fardamento da escola é composto por uma camisa vermelha com o nome da instituição
  •  

Pernambuco terá ônibus intermunicipais gratuitos no segundo turno das eleições

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta quarta-feira (21), a gratuidade nos ônibus intermunicipais para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo (25). A medida foi autorizada pela governadora Raquel Lyra após cobranças para que o benefício também fosse garantido aos passageiros que precisam se deslocar entre municípios do estado.

Em Pernambuco, o benefício vinha sendo disponibilizado na Região Metropolitana do Recife, sem contemplar o sistema intermunicipal. A ampliação ocorre após pressão e ações para garantir o acesso dos eleitores ao transporte público.

No interior, o benefício será destinado aos eleitores que precisarem se deslocar até o município onde fica a seção eleitoral. Para ter acesso às passagens de ida e volta, será necessário apresentar o título de eleitor e um documento de identificação às empresas responsáveis pela rota desejada, entre os dias 23 e 25 de outubro.

Na Zona da Mata e no Agreste, os bilhetes serão válidos apenas no domingo. Já para o Sertão, a viagem de ida poderá ocorrer a partir das 18h do sábado (24), com retorno até as 21h do domingo (25).

A gratuidade estará sujeita à quantidade de assentos disponibilizados pelas empresas em dias úteis normais.

REGIÃO METROPOLITANA

Na Região Metropolitana do Recife, o transporte público será gratuito das 4h às 19h30 do domingo. Segundo o Governo de Pernambuco, a operação contará com 396 linhas e 14.495 viagens programadas, com frequência compatível com a dos dias úteis.

Os itinerários poderão ser consultados a partir do sábado (24), pelo aplicativo RUMO, disponível na página do Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM).

A medida foi autorizada pela governadora Raquel Lyra e tem como objetivo facilitar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.

Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo

© Semobi/Divulgação

Governo de Pernambuco anuncia gratuidade em ônibus intermunicipais para o segundo turno das eleições
  •  

Partido Missão, de Renan Santos, quer se consolidar como oposição a Flávio

O Partido Missão, que teve Renan Santos como candidato à Presidência nas eleições de 2026, busca se consolidar como uma oposição a Flávio Bolsonaro (PL). Integrantes da legenda afirmaram à analista de política Isabel Mega que, em caso de vitória do senador, o partido pretende fazer oposição ao seu governo.

A posição, no entanto, não representa apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O partido também dirige críticas a Lula, buscando demarcar uma postura independente diante dos dois candidatos que disputam a Presidência.

“Eles quiseram construir esse posicionamento ao longo de todo o pleito eleitoral. A posição de ataques ao presidente Lula já era conhecida, mas eles dividiram esses ataques”, afirmou Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (22).

A analista lembrou que, em alguns momentos, a campanha de Renan Santos chegou a atacar mais Flávio Bolsonaro do que Lula, sinalizando o posicionamento que o partido pretende consolidar.

Internamente, há uma percepção de que, entre os eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno, como Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), o eleitorado do Missão seria o que mais poderia render votos à esquerda.

“Ainda assim, a avaliação interna de membros do partido é de que esse eleitor tende primeiro a anular o voto do que caminhar com a esquerda”, destacou Mega.

Atrito com Pablo Marçal agita debates internos

Um fato novo agitou os debates internos do partido nesta semana: uma declaração de Pablo Marçal (PRTB-SP), que vem sendo um aliado de primeira ordem de Flávio neste segundo turno.

Em entrevista a um podcast, Marçal atacou o eleitorado do Missão. “Você que votou no Renan, fica com esse voto, anula, põe onde você quiser e acabou.”

A declaração incomodou o partido e gerou uma resposta pública de Renan Santos.

“Se você é um eleitor meu, entenda, eles chamaram você de esquisitão, você é um esquisitão e eu sou um nazista. Votem em quem vocês quiserem, mas, se você é meu eleitor e está disposto a pagar esse mico, achando que você está salvando o Brasil, eu já falei: Você está perdendo seu tempo”, declarou Renan.

O candidato também afirmou considerar a possibilidade de ele mesmo nem votar no segundo turno.

Segundo Mega, os votos do eleitorado do Missão não podem ser desprezados. Renan Santos obteve cerca de 2% dos votos válidos no primeiro turno, totalizando 2.675.887 votos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Flávio acena às mulheres enquanto Lula prioriza microempreendedores

Na reta final das eleições, as campanhas dos dois candidatos à Presidência intensificaram esforços para conquistar segmentos específicos do eleitorado. Segundo a analista de política Isabel Mega, Flávio Bolsonaro (PL) busca reduzir a rejeição entre as mulheres, e Lula (PT) aposta em medidas para os microempreendedores.

A estratégia da propaganda eleitoral de Flávio inclui a exaltação da influência feminina na vida do candidato, com destaque para a mãe dele e para a esposa, Fernanda Bolsonaro, que aparece em peças publicitárias afirmando ser ele “o Bolsonaro moderado”.

A campanha também apresentou o programa “Brasil por Elas”, com propostas voltadas especificamente ao público feminino.

“Isso é fruto de uma preocupação com a rejeição que Flávio Bolsonaro tem junto ao público feminino, o presidente Lula tem uma rejeição menor. Flávio é mais votado por homens e Lula por mulheres”, afirmou Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (22).

A campanha petista tem explorado esse ponto, especialmente nas mídias sociais, associando a postura mais agressiva de Flávio no debate a gatilhos negativos para as mulheres. Segundo Mega, a campanha de Flávio trata os acenos ao eleitorado feminino como uma espécie de vacina contra essas críticas.

Lula e a disputa pelo voto dos empreendedores

Do outro lado, a campanha de Lula passou a disputar com mais afinco o público dos microempreendedores, segmento historicamente mais próximo do discurso de Flávio Bolsonaro, em grande parte pela influência do empresário e político Pablo Marçal (PRTB-SP).

Como resposta, a campanha petista conseguiu aprovar um pacote no Congresso Nacional, incluindo a elevação do teto do MEI, além de lançar outras medidas voltadas a esse público.

“A gente ainda não sabe bem ao certo como isso vai entrar em acordo com as contas públicas, como isso será bancado. O governo foi lançando medidas e mais medidas, e há uma preocupação com a responsabilidade fiscal por trás disso”, observou Mega.

Nos bastidores da campanha de Flávio, há ainda pressão para que o candidato adote uma postura menos influenciada pelo estilo beligerante de Marçal no próximo debate, marcado para sexta-feira (23), embora Marçal siga sendo considerado peça importante e seja cotado para um eventual “ministério da prosperidade”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Equipe de Flávio quer analisar documentos de Lula antes de entregar sigilo

A equipe jurídica do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), quer analisar os papéis referentes a quebras de sigilo entregues pela campanha do adversário e presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes de entregar também em definitivo a própria documentação relativa a Flávio.

A intenção é verificar se a campanha de Lula está entregando todos os documentos conforme o acordado em desafios públicos ao longo dos últimos dias.

Participarão dessa análise, por parte de Flávio, os advogados da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet, além do senador eleito e ex-procurador da República, Deltan Dallagnol (Novo-PR). O senador e ex-juiz federal, Sergio Moro (PL-PR), também é cotado para ajudar à distância.

Leia Mais:

A equipe ainda não sabe se conseguirá analisar toda a papelada no próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde ocorreu a entrega no final da manhã desta quinta-feira (22), nem em quanto tempo.

A equipe jurídica informou à reportagem que está já levando também à Corte os documentos solicitados por Lula para entregá-los de imediato, desde que todo o restante por parte dos petistas a satisfaça.

Deltan afirmou ter sido “escalado” para analisar a “completude” dos documentos entregues pela equipe de Lula. Segundo ele, a análise mira também, por exemplo, as documentações do Instituto Lula e de aliados históricos do petista.

“A história de Lula precisa ser resgatada por meio desses documentos”, disse em entrevista a jornalistas no TSE. Deltan declarou ainda que, em um segundo momento, a análise busca identificar supostos indícios de enriquecimento ilícito e de ocultação patrimonial.

Para Maria Claudia Bucchianeri, a documentação de Lula precisa apresentar uma “transparência real”. Ela reiterou que a campanha de Flávio também apresentará toda a documentação, imediatamente, caso Lula tenha feito o mesmo.

“Se ele [Lula] verdadeiramente trouxe os documentos que a gente pediu, como ele disse que faria, nós reafirmamos aqui em público: aquilo que a gente peticionou, vamos trazer e será bastante rápido”, declarou a advogada.

Após a reunião das duas campanhas no TSE nesta manhã, as equipes de Flávio e Lula acordaram a “abertura total e simultânea” dos respectivos sigilos com a divulgação em site de acesso público.

“Duelo” de sigilos

A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio e Lula.

Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros.

O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições se Flávio também cumprir sua parte.

 

  •  

Análise: Tempo curto é entrave em duelo de sigilos

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) confirmou à CNN o comparecimento de representantes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para dar sequência ao chamado “desafio dos sigilos”, proposto por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da Band, realizado no último domingo (18).

Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, o tempo curto até o segundo turno das eleições é um entrave para o “duelo de sigilos”.

A informação foi confirmada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, integrante do time jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro, que afirmou que não haverá recuo e que o desafio está aceito.

A campanha de Lula já havia marcado desde a noite anterior o comparecimento ao TSE para registrar oficialmente sua posição. Segundo apuração da CNN, a expectativa é que os dois lados sacramentem, nos autos, a aceitação de todas as condições impostas mutuamente.

Condições cruzadas e desconfiança mútua

Lula impôs uma série de condições ao propor o desafio, e Flávio respondeu com suas próprias exigências, incluindo questões relacionadas ao cartão corporativo e aos sigilos do ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

A troca de contrapropostas gerou um clima de cautela nos bastidores dos dois lados, com cada passo sendo calculado antes de qualquer entrega de documentos.

Inicialmente, o bolsonarismo enxergava o desafio como uma isca e defendia que Flávio Bolsonaro não a mordesse. Após uma análise de cenário, no entanto, a campanha decidiu aceitar o desafio, impondo suas próprias condições.

Do lado de Lula, há suspeita de que a campanha de Flávio pode não entregar tudo sobre aquilo que a Polícia Federal vem apontando como suspeita — incluindo a suspeita que Flávio seria sócio do advogado Willer Tomás em uma empresa.

O desafio do tempo

A três dias do segundo turno, o prazo para que o impasse seja resolvido é extremamente curto. As quebras de sigilo precisam ser enviadas oficialmente aos órgãos competentes e, posteriormente, os sigilos precisam ser devolvidos — um processo que, habitualmente, demora dias para ser concluído.

Além disso, uma abertura de sigilo requer autorização judicial, o que torna ainda mais complexo o encaminhamento de um pedido espontâneo das campanhas. O TSE, até o momento, não deu clareza sobre como as etapas do processo poderão ser cumpridas dentro do prazo disponível.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Ministros do TSE criticam campanha eleitoral baseada em acusações de crimes

Os ministros Dias Toffoli e Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), criticaram nesta quinta-feira (22) o que classificaram como uma frequência excessiva de acusações criminais nas campanhas eleitorais deste ano.

Durante sessão plenária, os magistrados defenderam que o debate eleitoral seja centrado em propostas e projetos políticos, e não em ataques pessoais.

“Essa propaganda negativa desconstrói a necessidade de projetos políticos de nação. Ficar falando fulano é isso, ciclano é aquilo, amigo de fulano fez isso, assessor de fulano fez isso… isso não é campanha eleitoral. Me desculpe, mas isso é vergonhoso”, afirmou Toffoli.

Estela também criticou o excesso de acusações e afirmou que o TSE tentou uma conversa com as campanhas dos candidatos para debater o tema.

“Se a propaganda eleitoral virar acusações de participação em crime organizado, não temos campanha eleitoral. Isso não pode ser o foco dos debates, até porque, se os candidatos estão com o registro de candidatura aprovado na justiça eleitoral, é porque não são faccionados”, disse.

As manifestações ocorreram durante o julgamento de uma ação movida por uma colega de Flávio Bolsonaro (PL) que pedia a retirada de uma propaganda da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A peça reproduziu a frase “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante” e, em seguida, exibiu uma fotografia de um grupo do qual ela fazia parte. Por maioria, os ministros decidiram permitir a veiculação da publicidade, desde que o rosto da mulher fosse borrado.

As declarações ocorrem também em meio à repercussão do chamado “desafio dos sigilos”, que tem ocupado o centro dessa reta final de campanha presidencial.

As campanhas de Lula e Flávio foram ao TSE na manhã desta quinta para acompanhar o que a equipe do presidente informou ser o protocolo de sua resposta às condições impostas pelo senador.

Entenda o desafio dos sigilos

Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros.

O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições se Flávio também cumprir sua parte.

 

  •  

O ecocídio por trás de Flávio Bolsonaro

Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a newsletter Ligando os pontos, enviada toda quinta-feira. Para receber as próximas edições, inscreva-se aqui.

O engenheiro florestal Argemiro Teixeira Leite-Filho, do INPE,  que há anos tem estudado os impactos do desmatamento da Amazônia sobre as chuvas que alimentam o Sudeste e o Centro-Oeste cunhou um termo que explica o risco do crescimento econômico a qualquer custo – o agrossuicídio. 

O que esta palavra explica é como a perda da floresta influi diretamente na quantidade de água que cai sobre as maiores lavouras e pastagens do país. Provou com análises de imagens de satélite que, nas partes mais desmatadas de Rondônia e Mato Grosso, o clima está mais seco. Ou seja, aqueles produtores que derrubaram e queimaram por ganância, no longo prazo estão perdendo seu principal insumo – a água. Sem os rios voadores criados pela umidade da floresta, o agronegócio, considerado o motor econômico do Brasil, pode se tornar inviável.

Ao ouvir as propostas do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), tenho convicção de que o Brasil pode cometer um suicídio ecológico. Por trás de seus discursos que prometem simplificar a vida do empreendedor e do produtor rural, há uma mensagem de que um eventual governo vai liberar geral: pode desmatar que não haverá multas, pode garimpar que não haverá fiscalização, pode grilar que terra roubada vai ser regularizada.

Foi o que aconteceu no governo de Jair Bolsonaro. O antigo presidente perseguiu os fiscais do Ibama e congelou a cobrança de multas por crimes ambientais. As áreas de garimpo ilegal cresceram 92% em quatro anos, como mostrei em uma coluna há duas semanas. Muitas outras boiadas passaram e o resultado deste projeto destrutivo se revelou nas taxas de desmatamento: no governo Bolsonaro as derrubadas na Amazônia aumentaram 59,6%.

Nas redes de desinformação bolsonaristas há uma tentativa de emplacar a mentira de que foi no governo Lula que aconteceu a tragédia dos garimpos na Terra Indígena Yanomami. Ou ainda que, nestes últimos anos, o desmatamento bateu recordes. Apenas dando um google, pode-se checar estes dados e comprovar que políticos aliados de Flávio seguem mentindo sem pudor. 

Foi a fiscalização do Ibama e do Exército do atual governo que conseguiu expulsar os garimpeiros do território Yanomami. Foi no governo Lula que as derrubadas voltaram a cair. Na semana passada, tivemos a ótima notícia de que o desmatamento na Amazônia e no Cerrado chegou ao nível mais baixo da história. 

É possível dizer que, durante o governo de Bolsonaro, o Brasil estava caminhando a passos largos para um ecocídio. Este também é um termo já existente. É utilizado como um conceito que embasa processos levados à Corte Penal Internacional. Juristas e ONGs buscam neste momento imputar responsabilidade a governos e empresas que, com suas atividades destrutivas, tornam a vida no planeta insustentável. 

Pense nas mudanças climáticas. Nunca estivemos num momento tão crítico no balanço entre o clima e a saúde humana. Nesta semana, por exemplo, uma análise de dados sobre a frequência e intensidade das ondas de calor revelou que, enquanto nos anos 1960 havia em média cinco eventos de calor extremo no mundo, no ano passado foram 102 episódios de “tempestades de calor”. Frente a este cenário de emergência, o que encontramos em Flávio Bolsonaro? Um negacionista desonesto que repete a ladainha de Trump que o mundo está esfriando. É uma postura ultrajante e perigosa. O Brasil, país que detém a maior floresta tropical úmida do planeta, não pode aderir a um governo que feche os olhos para a emergência climática.

Se já temos indícios de que a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal estão sofrendo com a falta de chuvas, um projeto de poder bolsonarista, que não respeita as regras ambientais, apenas nos empurra para a beira do abismo. Não é exagero pensar que o suprimento de água, energia e mesmo a disponibilidade de comida barata estão diretamente ameaçadas pela eleição de Flávio Bolsonaro.

É muito grave sua afirmação de que, caso eleito, não vai demarcar novas terras indígenas. Se o Brasil ainda tem florestas preservadas e rios limpos, isso se deve em grande parte ao cuidado que os povos indígenas tiveram com seus territórios. Privá-los do que já é garantido pela Constituição já seria um crime de violação aos seus direitos. Mas promover a destruição e a invasão destes territórios é algo que afetará a todos os brasileiros, desta e das futuras gerações.

A mensagem de que a nossa legislação ambiental será desmontada já está clara nos discursos de Flávio Bolsonaro e seu programa de governo. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo do dia 9 de outubro, ele pretende revisar o papel do Ibama, do ICMBio e da Funai para facilitar a aprovação de novos empreendimentos. Já em evento nesta segunda (19/10) no Pará, prometeu fazer um programa para regularizar a propriedade de terras sem titularidade. Em outras palavras: anistiar grileiros que tomaram as florestas preservadas e as queimaram impunemente.

Os projetos autoritários que seguem ganhando espaço ao redor do mundo têm em comum uma utopia da refundação da sociedade. O conservadorismo como tal é uma promessa de futuro que olha para o passado. Assim avançou a plataforma MAGA (Make America Great Again), de Donald Trump, que se aproveita do desespero econômico gerado pela perda de competitividade americana frente à China para apelar aos desempregados.

Junto a esta falsa promessa de um passado glorioso, há um canto de ódio que promete a terra arrasada. A destruição e a guerra como uma forma de forjar a nação. Você já viu isso por aqui não viu? De maneira igualmente grotesca, a motosserra de Javier Milei traz essa mensagem: vamos destruir tudo. E agora infelizmente, a Argentina está pagando o preço com mais pobreza e caos econômico.

Se os impactos na economia de uma tática suicida como essa já estão se provando desastrosos, é importante alertar para o que isso pode representar para o meio ambiente. Uma plataforma de governo similar à que foi liderada no governo de Jair Bolsonaro levará o país a um colapso ambiental. Um voto como esse é um ecocídio.

Para saber mais

  •  

Defensoria Pública pede ao STF transporte gratuito no 2º turno

Logo Agência Brasil

A Defensoria Pública da União (DPU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar assegurar o direito das eleitoras e eleitores de todo o Brasil ao transporte público gratuito no segundo turno das eleições para presidente da República e governadores, onde houver..

Instituição responsável por promover e defender, perante a Justiça, os direitos individuais e coletivos, sobretudo dos menos privilegiados, a DPU pediu à Corte uma liminar de abrangência nacional que obrigue o poder público a, no próximo domingo (25), assegurar o transporte público municipal e intermunicipal gratuitamente.

Notícias relacionadas:

A DPU também solicitou ao STF que determine aos entes públicos responsáveis por prestar ou conceder a terceiros a prestação do serviço de transporte que adotem as providências necessárias para que não haja redução de frota ou de viagens no dia da votação.

No pedido, a instituição solicita inclusive que, nas localidades onde não houver sistema de transporte público regular, os órgãos públicos responsáveis sejam compelidos a usar veículos públicos a fim de assegurar o deslocamento sem custos dos eleitores até os locais de votação. E que os horários e itinerários sejam divulgados em até 24 horas.

Em nota, a DPU informou que decidiu recorrer ao STF após analisar os resultados de uma consulta que fez a 3.518 dos 5.570 municípios brasileiros, dos quais 78 declararam que ou não ofereceram transporte público gratuito no primeiro turno ou que o sistema operou com frequência inferior à dos dias úteis.

Ainda segundo a DPU, algumas prefeituras alegaram não ter prestado o serviço atendendo a determinações da própria Justiça Eleitoral. Isso apesar da obrigatoriedade do poder público, em dias de eleição, garantir o passe livre em viagens municipais e intermunicipais já ter sido validada pelo STF e detalhada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da Resolução nº 23.751, de fevereiro deste ano.

Para a DPU, a falta de transporte gratuito ameaça transformar o voto em um direito condicionado à renda e ao local de moradia. A instituição sustenta que garantir o deslocamento dos eleitores é uma condição material para assegurar a igualdade de participação política, principalmente para indígenas, comunidades tradicionais e moradores de áreas rurais, “onde as longas distâncias e a ausência de linhas regulares podem impedir o acesso às urnas”.

Na quarta-feira (21), a ministra Cármen Lúcia, do STF, cobrou do TSE uma resposta sobre as normas de gratuidade no transporte público em linhas interestaduais, que conectam cidades vizinhas, embora de estados diferentes. 

Cármen Lúcia estabeleceu um prazo de 48 horas para o TSE dar as informações.

A provocação da ministra foi motivada por uma ação da coligação Brasil Pronto Para Mais, de apoio ao candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva. Na ação, a coligação pede ao STF que determine a oferta gratuita de transporte interestadual já neste segundo turno.

  •  

MPF amplia ofensiva contra Meta no período eleitoral

O MPF (Ministério Público Federal) intensificou suas ações contra a Meta Platforms, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, diante de denúncias de bloqueios em massa e restrições arbitrárias de perfis durante o período eleitoral de 2026. A apuração é do analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNN.

A ofensiva ocorre em paralelo à atuação do MPE (Ministério Público Eleitoral), que também apurou a conduta da empresa e concluiu que a Meta não cumpriu todas as determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O parecer do MPE, apresentado por Alexandre Espinosa, vice-procurador-geral eleitoral que atua perante o TSE, avaliou as respostas fornecidas pela empresa e concluiu que elas não foram suficientes.

O documento, ao qual o âncora da CNN Gustavo Uribe teve acesso, sugere a aplicação de multa por descumprimento de decisão judicial, sem indicar valores específicos.

O que a Meta descumpriu segundo o MPE

De acordo com o MPE, a Meta não atendeu à exigência de disponibilização de estatísticas e filtros na ferramenta de inteligência artificial, nem garantiu o processamento igualitário das denúncias recebidas dentro das plataformas. O órgão também citou diferenças nas respostas da ferramenta de tradução utilizada nas plataformas da empresa.

O relatório aponta, porém, que a empresa cumpriu algumas determinações, como a reversão das restrições na conta de anúncios de campanha, a suspensão de anúncios eleitorais não contratados pelas candidaturas e a reposição da entrega de impulsionamento não servido.

Houve ainda cumprimento parcial da exigência de revisão humana prévia das restrições às contas de anúncio.

Origem da disputa no TSE

O caso teve início após questionamento do Partido dos Trabalhadores ao TSE, alegando que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era alvo de restrições na entrega de anúncios e de desabilitação da conta de anúncios.

A campanha também apontou a aprovação de anúncios pagos do exterior sem rótulo, conteúdo sintético em período vedado e perfis de inteligência artificial.

Diante das alegações, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta prestasse esclarecimentos sobre o equilíbrio no tratamento das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL).

A empresa afirmou ter cumprido todas as determinações, mas o ministro solicitou que o MPE avaliasse as respostas. A Meta atribuiu os problemas identificados a falhas algorítmicas, afirmando não ter controle total sobre elas e que estaria trabalhando para resolvê-las.

MPF atua em diversas frentes

Além da atuação do MPE perante o TSE, o MPF também intensificou sua ofensiva por outras vias. Por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, o órgão apresentou recomendações à Meta cobrando garantia de liberdade de expressão nas publicações realizadas no Facebook e no Instagram, bem como maior transparência na metodologia de distribuição de conteúdo nas plataformas.

A transparência na distribuição de conteúdo é apontada como um dos pontos centrais das críticas feitas pelas campanhas na reta final do período eleitoral.

Com o segundo turno a apenas três dias, o tempo para que novas decisões sejam tomadas e efetivamente cumpridas é considerado bastante restrito. A expectativa agora é pela decisão de Belizze com base no parecer do MPE e em todo o histórico do caso.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Ciclone e calor: como fica o tempo no fim de semana de segundo turno

O fim de semana do segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo (25), deve ter condições meteorológicas diferentes a depender da região do Brasil. Enquanto a passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical pode provocar temporais e queda nas temperaturas em parte do Centro-Sul, áreas do Norte e do Nordeste devem continuar com máximas elevadas.

Segundo Alexandre Nascimento, meteorologista da Nottus, a formação do sistema deve intensificar as instabilidades entre esta sexta-feira (23) e o fim de semana. A previsão aponta maior risco de chuva volumosa, granizo e ventania em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, além de áreas de Santa Catarina, do centro-norte do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, do centro-sul de Minas Gerais, de Goiás, de Mato Grosso e de Rondônia.

Nottus
Imagem de simulação feita pela Nottus • Nottus

A manutenção das instabilidades está relacionada também ao corredor de umidade vindo da Amazônia. De acordo com Nascimento, a umidade e o calor transportados da região Norte contribuem para alimentar o sistema de baixa pressão e a frente fria. Já no Centro-Norte do país, o sol e as temperaturas elevadas devem predominar, embora possam ocorrer pancadas isoladas de chuva.

 

Como fica o tempo nas capitais no sábado (24)

A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) para sábado indica temperaturas elevadas em parte do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste. Teresina (PI) pode chegar a 40°C, enquanto Palmas (TO) tem máxima prevista de 38°C. No Sul e no Sudeste, há previsão de chuva em algumas capitais. Veja:

Sul

  • Curitiba (PR): mínima de 15°C e máxima de 20°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas.
  • Florianópolis (SC): mínima de 17°C e máxima de 25°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
  • Porto Alegre (RS): mínima de 15°C e máxima de 25°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

Sudeste

  • São Paulo (SP): mínima de 17°C e máxima de 23°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas.
  • Belo Horizonte (MG): mínima de 17°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
  • Rio de Janeiro (RJ): mínima de 20°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
  • Vitória (ES): mínima de 21°C e máxima de 28°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

Centro-Oeste

  • Brasília (DF): mínima de 22°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Goiânia (GO): mínima de 22°C e máxima de 36°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Cuiabá (MT): mínima de 26°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Campo Grande (MS): mínima de 23°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

Norte

  • Rio Branco (AC): mínima de 23°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens.
  • Macapá (AP): mínima de 25°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens.
  • Manaus (AM): mínima de 25°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Boa Vista (RR): mínima de 27°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens.
  • Porto Velho (RO): mínima de 25°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens.
  • Belém (PA): mínima de 24°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens.
  • Palmas (TO): mínima de 25°C e máxima de 38°C, com muitas nuvens e chuva isolada.

Nordeste

  • São Luís (MA): mínima de 26°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens.
  • Teresina (PI): mínima de 25°C e máxima de 40°C, com muitas nuvens.
  • Fortaleza (CE): mínima de 24°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens.
  • Natal (RN): mínima de 24°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • João Pessoa (PB): mínima de 24°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens.
  • Recife (PE): mínima de 23°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • Maceió (AL): mínima de 24°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens.
  • Aracaju (SE): mínima de 24°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • Salvador (BA): mínima de 24°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens.

Como fica o tempo nas capitais no domingo (25)

No domingo, a previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) indica temperaturas mais baixas nas capitais do Sul e em São Paulo, enquanto cidades do Centro-Oeste e do Norte podem registrar máximas próximas ou superiores a 35°C. Confira:

Sul

  • Curitiba (PR): mínima de 9°C e máxima de 18°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
  • Florianópolis (SC): mínima de 13°C e máxima de 18°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Porto Alegre (RS): mínima de 11°C e máxima de 19°C, com muitas nuvens e chuva isolada.

Sudeste

  • São Paulo (SP): mínima de 12°C e máxima de 21°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
  • Belo Horizonte (MG): mínima de 18°C e máxima de 28°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.
  • Rio de Janeiro (RJ): mínima de 21°C e máxima de 25°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.
  • Vitória (ES): mínima de 22°C e máxima de 29°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.

Centro-Oeste

  • Brasília (DF): mínima de 22°C e máxima de 35°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.
  • Goiânia (GO): mínima de 22°C e máxima de 35°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.
  • Cuiabá (MT): mínima de 26°C e máxima de 39°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.
  • Campo Grande (MS): mínima de 16°C e máxima de 27°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

Norte

  • Rio Branco (AC): mínima de 23°C e máxima de 35°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas.
  • Macapá (AP): mínima de 25°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens.
  • Manaus (AM): mínima de 25°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Boa Vista (RR): mínima de 27°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Porto Velho (RO): mínima de 25°C e máxima de 38°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas.
  • Belém (PA): mínima de 25°C e máxima de 36°C, com muitas nuvens.
  • Palmas (TO): mínima de 23°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens.

Nordeste

  • São Luís (MA): mínima de 25°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Teresina (PI): mínima de 26°C e máxima de 40°C, com muitas nuvens.
  • Fortaleza (CE): mínima de 24°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • Natal (RN): mínima de 25°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens.
  • João Pessoa (PB): mínima de 23°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens.
  • Recife (PE): mínima de 24°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens.
  • Maceió (AL): mínima de 24°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • Aracaju (SE): mínima de 25°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • Salvador (BA): mínima de 23°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.

Super El Niño é o evento com ligação mais clara com a mudança climática

 

  •  

Termina hoje prazo para realização de comícios e ações de campanha

Logo Agência Brasil

A três dias do segundo turno das eleições, termina nesta quinta-feira (22) o prazo para que candidatos façam comícios e atividades de campanha. Também é o último dia para a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet.

De hoje até 24 horas depois do fim do pleito, ficam vedadas a publicação e a republicação de novos conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, que use imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.

Notícias relacionadas:

Até o próximo sábado (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda poderá divulgar comunicados, boletins e instruções ao eleitorado, em até dez minutos diários requisitados às emissoras de rádio e de televisão. Parte desse tempo pode ser cedido aos tribunais regionais eleitorais.

No próximo domingo (25), os brasileiros deverão ir às urnas das 8h às 17h, para eleger o próximo presidente da República.

Eleitores do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins definem ainda o próximo governador ou governadora. Nesses locais, a ordem de votação na urna é: governador e depois presidente.

Além disso, seis cidades brasileiras terão eleições suplementares para prefeito. Nesses municípios, os eleitores votam primeiro em presidente, depois em prefeito.

O TSE recomenda consultar previamente o local de votação no site do tribunal ou no aplicativo e-Título, e que os eleitores levem uma colinha com o número dos candidatos, anotados em papel. É proibido entrar com celular na cabine de votação.

  •  

Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (22)

A três dias do segundo turno das eleições gerais, confira a agenda de campanha dos candidatos à presidência da República nesta quinta-feira (22):

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O candidato à reeleição tirou o dia para gravação de propaganda eleitoral. 

Flávio Bolsonaro (PL)
Sem agenda pública durante o dia, candidato faz live no YouTube às 19h, com transmissão pelo canal TV Celular Flávio Bolsonaro.

A ordem de apresentação da agenda dos candidatos a presidente segue alternância diária.

  •  

Direitos Humanos: planos de Lula e Flávio refletem diferença histórica

Logo Agência Brasil

Os direitos humanos são uma área que, historicamente, diferenciam de maneira significativa os candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais em 2026: o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). 

Enquanto Lula ascendeu politicamente no fim dos anos 1970, fazendo o enfrentamento à ditadura militar e às graves violações de direitos humanos do regime, Flávio Bolsonaro é herdeiro político de seu pai, Jair Bolsonaro, um notório defensor da ditadura e admirador do coronel Carlos Brilhante Ustra, apontado pela Comissão Nacional da Verdade como responsável por diversos crimes no período ditatorial, incluindo torturas e mortes.

Notícias relacionadas:

Os planos de governo dos dois candidatos também refletem suas diferenças. Enquanto Flávio aposta na defesa de direitos endurecendo as penas de quem comete crimes, Lula foca mais na garantia de direitos pelo fortalecimento de políticas públicas e o combate ao crime organizado por meio da asfixia financeira das facções.

Para comparar as propostas relacionadas aos Direitos Humanos do Plano de Governo de cada candidato, a diretora executiva da organização não governamental Conectas Direitos Humanos, Camila Asano, recomenda que a a eleitora e o eleitor pesquisem o que cada candidato já fez ou tem feito ocupando cargos públicos.

Ela ressalta que há elementos concretos dos dois candidatos para se avaliar e não só propostas futuras.

“Por exemplo, a posição deles sobre facilitar ou controlar o acesso a armas, lembrando que mais armas circulando aumentam as chances delas pararem, de forma legal ou ilegal, nas mãos do crime organizado ou até mesmo de agressores que cometem feminicídio.”

Em 2019, projeto de lei apresentado durante o governo de Jair Bolsonaro propôs alterações no Estatuto do Desarmamento. O texto, apoiado por Flávio Bolsonaro, elimina a exigência de identificação dos cartuchos, inclusive os destinados às forças policiais.

Flávio tem sido questionado justamente por ter advogado em favor de um policial acusado de, em 2021, matar a menina Ana Clara, de cinco anos, durante uma operação policial no Rio.

Violência

Uma das grandes preocupações da população hoje é a violência, tema que envolve vários aspectos de direitos humanos, conforme explicou a diretora da Conectas.

“Vemos com extrema preocupação as proposições relacionadas à segurança pública que têm apelo populista e parecem mais como frases de efeito para cortes nas redes do que políticas públicas”.

Segundo a entidade, uma proposta deve ser baseada em evidências e estatística, devem mirar a superação dos fatores que beneficiam a criminalidade. “Ao contrário do que muitos candidatos de extrema-direita pelo mundo afora querem fazer parecer, o endurecimento de penas não é o que efetivamente combate o crime. É algo já provado por estudos feitos em todo o mundo”, aponta Camila Asano.

“Propostas que vão na contramão disso, como redução da maioridade penal ou a simples construção de presídios, fazem parte do plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro”, mencionou a especialista. Segundo ela, o Brasil já prende muito, tem mais de 900 mil pessoas presas, e ainda assim os índices de criminalidade no país seguem alarmantes. 

A Conectas ressalta que o uso de inteligência e o desmonte financeiro de facções é o que realmente combate o crime organizado, dentre outras ações mais estruturais. “As operações policiais matam a esmo nas favelas e fazem crianças perderem aula e idosos perderem suas consultas médicas”, lembra.

O plano de governo de Lula, segundo a especialista, aborda a segurança pública trazendo algumas medidas preventivas e de cidadania, para além das medidas de combate direto ao crime. “O plano fala da implementação das metas do Pena Justa, o estímulo ao uso de câmeras corporais pelos agentes de segurança e ao fortalecimento dos mecanismos de controle interno e externo da polícia”, elencou Camila.

“Mas, no geral, elas foram apresentadas sem aprofundamento. Por exemplo, a criação de um Ministério de Segurança Pública precisa ser detalhada para entendermos, por exemplo, se isso não gerará problemas na integração de dados”, ponderou. 

O Pena Justa foi lançado em fevereiro de 2025 com mais de 300 metas a serem cumpridas até 2027, sob coordenação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O plano trata de temas como eliminação da superlotação prisional e garantia de condições básicas de higiene, saúde, acesso à água e alimentação; e ampliação da oferta de estudo e trabalho para pessoas encarceradas e criação de oportunidades para egressos.

Ela acrescentou que um ponto de atenção no plano do candidato Lula é a necessidade de um maior detalhamento sobre as garantias voltadas para os povos indígenas. “Uma descrição mais aprofundada de como o atual presidente, se reeleito, garantiria a demarcação e desintrusão de terras indígenas e a proteção aos seus territórios e modos de vida, como está escrito no documento.”

Flávio Bolsonaro (PL)

As propostas na área de direitos humanos do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, estão presentes em seu plano de governo, denominado Para o Brasil Vencer o Atraso, e pode ser lido, na íntegra, aqui.

O programa de governo, no que tange ao Combate ao Feminicídio e Proteção à Mulher, propõe uma política de tolerância zero para o feminicídio, estabelecendo que os agressores com medida protetiva serão monitorados por tornozeleiras eletrônicas e que assassinos e agressores cumprirão a pena de forma integral.

O texto prevê também a criação de uma plataforma de serviços de acolhimento, saúde, orientação jurídica e financeira por aplicativo. O documento prevê ainda garantir acesso universal a creches para dar suporte às mulheres. Na falta de vagas, a família receberá um voucher-creche para acesso à rede privada. O texto não informa o valor do voucher.

No tópico da Modernização e Integração dos Canais de Denúncia de Violência contra a Mulher, o texto prevê a unificação das ferramentas do Ligue 180, delegacias virtuais, botão de emergência e a assistente virtual (ClarIA) em uma plataforma única.

A respeito da Capacitação e Ensino Gratuito para Mulheres, o candidato propõe a instituição da iniciativa "Escola Brasil por Elas", programa de formação profissional e ensino gratuito focado em áreas tecnológicas, gestão de negócios e empreendedorismo, desenvolvido em parceria com o Sistema S e a iniciativa privada.

No campo da Garantia da Segurança Pública, o programa de governo propõe a criação de um sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais com a instalação de câmeras de vigilância em portos, aeroportos e vias públicas. O documento prevê também fim da progressão de regime para crimes hediondos, o agravamento de penas para roubo, furto e receptação de celulares.

O programa propõe também a implementação da castração química. O texto prevê a aprovação de legislação e a aplicação da medida punitiva para indivíduos condenados por estupro ou abusos sexuais contra mulheres, crianças e adolescentes.

Sobre a Redução da Maioridade Penal, o candidato propõe o apoio e a sanção para a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, prevendo ainda a punição de jovens a partir dos 14 anos que cometerem infrações graves, como estupro, tráfico de drogas, tortura e homicídio.

O documento prevê ainda a criação do Complexo Federal de Segurança Máxima, chamado TREVA. Junto aos atuais cinco presídios, o complexo seria composto por mais cinco novas unidades de segurança máxima no modelo de El Salvador, com restrições e monitoramento de visitas. O candidato pretende ainda criar 500 mil novas vagas na rede prisional em parceria com os estados.

Brasília (DF) 10/04/2024 - Inpeção nos presídios de Goiânia,  em 21/05/2023 - Inspeção da equipe do DMF na Casa de prisão Provisória em Aparecida de Goiânia.
Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ Brasília (DF) 10/04/2024 - Inpeção nos presídios de Goiânia,  em 21/05/2023 - Inspeção da equipe do DMF na Casa de prisão Provisória em Aparecida de Goiânia.
Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
Brasília (DF) 10/04/2024 - Casa de prisão Provisória em Aparecida de Goiânia (GO). Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Também é citado o aumento de penas para furto e receptação de celulares. O plano de governo propõe o enquadramento rígido dessas condutas, determinando a quadruplicação da pena inicial para quem furtar ou revender aparelhos obtidos por meio de atividade criminosa.

Em relação à Assistência e Direitos das Vítimas de Crimes, o candidato propõe que os recursos hoje direcionados às famílias de detentos sejam redirecionados às famílias das vítimas de crimes.

Quanto aos Povos Indígenas e Quilombolas, o programa de governo propõe conferir às comunidades tradicionais autonomia para decidir sobre as atividades produtivas em suas terras, garantindo, segundo o texto, desenvolvimento sustentável, o cumprimento das regras ambientais e a previsão de indenizações ou compensações financeiras em casos de restrição de uso.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

As propostas do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para os Direitos Humanos estão presentes em quase todos os itens do seu programa de governo, chamado Programa de Transformação do Brasil: Um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disponível, na íntegra, aqui.

Em relação aos Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais, o texto propõe a garantia de direitos territoriais para indígenas, quilombolas e ribeirinhos, com ações para demarcação e desintrusão de terras, além da proteção de suas culturas e modos de vida. Segundo o documento, são previstos também a implantação plena da Universidade Indígena, criada em 2026, e um modelo de atenção diferenciada à saúde indígena, com participação ativa dos próprios povos originários em sua gestão.

No que tange aos Direitos das Mulheres, o texto prevê a expansão das políticas de combate ao machismo, sexismo e feminicídio, utilizando a manutenção do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio como guia estratégico. Além disso, o documento estabelece que serão fortalecidos o monitoramento de agressores e a capacitação das forças de segurança. Segundo o plano, serão asseguradas ainda políticas que apoiem a inserção das mulheres em diversas atividades laborais e o cumprimento da Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres.

Quanto aos Direitos da População LGBTQIAP+, o programa de governo propõe o planejamento de políticas públicas inclusivas que considerem as dimensões de gênero, identidade, orientação sexual, aspectos étnico-raciais e de classe social. Segundo o documento, serão fortalecidas as ações de combate às discriminações racial, étnica, de classe, ao capacitismo e contra a população LGBTQIAP+ no acesso ao trabalho decente e na segurança pública.

Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/12/2025 - Ato para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No tópico dos Direitos da Criança e do Adolescente, o texto prevê a ampliação da proteção à infância por meio de benefícios especiais do Bolsa Família, expansão da educação em tempo integral, investimentos na construção de creches, proibição do uso de celular nas escolas e aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) digital. O plano estabelece que serão intensificadas as ações de enfrentamento à pobreza infantil e de erradicação do trabalho infantil em todas as suas formas.

Em relação a Migrantes, Refugiados e Apátridas, o candidato propõe a implementação plena da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA). O documento destaca que serão garantidos o acolhimento digno, o combate à xenofobia e o ampliação do acesso a serviços públicos e direitos fundamentais.

No âmbito dos Direitos Trabalhistas, Erradicação do Trabalho Escravo e Jornada, o programa prevê o combate rigoroso ao trabalho análogo ao escravo, ao trabalho infantil e à precarização laboral, incluindo a garantia de proteção previdenciária e trabalhista para quem atua em plataformas digitais. Segundo o documento, o candidato fará a defesa da aprovação do fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial.

A respeito das Ações Afirmativas (Cotas) e Enfrentamento às Desigualdades Étnico-Raciais, o plano propõe a manutenção e o aperfeiçoamento das cotas no ensino superior e em concursos públicos, com especial atenção à inclusão de quilombolas. O texto prevê a aceleração da Política Nacional de Equidade e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), a ampliação de campi quilombo em Institutos Federais e a continuidade da titulação de territórios quilombolas, além de desapropriações por interesse social.

Em relação à Política de Habitação e Redução da Pobreza, o texto prevê a expansão do programa Minha Casa Minha Vida para todas as faixas de renda e preservando seu foco nas famílias de mais baixa renda. Segundo o documento, haverá continuidade de investimento em urbanização de favelas (programa Periferia Viva) e destinação de imóveis da União (Imóvel da Gente) para habitação social, além de regularização fundiária em ambos os programas.

O plano de governo cita ainda o fomento às lavanderias públicas, cozinhas solidárias e aos restaurantes populares, no âmbito da Política Nacional de Cuidados. O objetivo é garantir equipamentos públicos que ampliem os cuidados indiretos e comunitários.

Sobre o Combate a Ilegalidades e Gestão do Sistema Prisional, o candidato propõe atuar no sistema penitenciário com foco na garantia de direitos, redução da reincidência e combate ao crime organizado, além do apoio à modernização das penitenciárias estaduais. O texto prevê o cumprimento das metas do Plano Pena Justa e a instituição do Pacto Nacional de Execução Penal, fortalecendo a governança e estabelecendo padrões nacionais de gestão carcerária.

Em relação ao Uso de Câmeras Corporais na Atuação Policial, o documento estabelece o incentivo ao uso do equipamento pelas forças de segurança pública, acompanhado da definição de diretrizes nacionais para a gestão das imagens. Segundo o texto, haverá também incentivo ao fortalecimento dos mecanismos de controle interno e externo da atividade policial.

No que refere à Reestruturação das Polícias, o programa prevê a valorização e qualificação dos agentes, como forma de fortalecer a atuação policial, assegurar o uso legítimo da força e ampliar a confiança da população nas instituições. Haverá ainda estímulo ao modelo de policiamento de proximidade junto aos estados e municípios. O texto prevê a criação do Ministério da Segurança Pública para coordenar a execução das políticas nacionais de segurança pública e a prevenção da violência no país.

  •  

Indexa/Broadcast: Flávio tem 50,6% dos votos válidos; Lula, 49,4%

Em um cenário estimado para o segundo turno da disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebe 50,6% das intenções de voto. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, recebe a preferência de 49,4% dos entrevistados. Os dados foram aferidos pelo instituto Indexa/Broadcast e divulgados nesta quinta-feira (22).

hierarchy visualization

O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos, assim como no critério adotado pelo TSE. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na última pesquisa divulgada pelo instituto, na semana anterior, Flávio pontuava 51% e Lula 49%.

Resultado do primeiro turno das Eleições 2026

Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O resultado mostra que os candidatos disputarão o segundo turno da eleição de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com pouco menos de dois pontos percentuais de diferença, a margem de votos observada entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor desde a redemocratização.

Metodologia

A Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 20 e 21 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02348/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

  •  
❌