A Eneva anunciou a conclusão da venda da térmica Porto do Itaqui à Diamante Energia nesta quarta-feira (21). A companhia informou, por meio de fato relevante publicado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que a operação de permuta de participações societárias prevista em contrato foi finalizada hoje, encerrando a transação.
A decisão de alienação de cotas da usina, que fica em São Luís (MA), foi anunciada no início de setembro e estabelecia a transferência da participação à Diamante em contrapartida à transferência de 50% das ações de emissão da PPTM (Porto do Pecém Transportadora de Minérios S.A.) à Eneva. Com a operação, a empresa passa a ser dona de 100% da transportadora.
Além da permuta, o acordo ainda estabelecia um pagamento em dinheiro à companhia, que foi realizado no valor de R$ 365,3 milhões, considerando a atualização e os ajustes previstos contratualmente.
Também ficou previsto um pagamento de até R$ 467 milhões pela Diamante, sujeito à correção monetária e condicionado à eventual antecipação da data de início do período de suprimento de potência previsto no contrato do LRCap (Leilão de Reserva de Capacidade) de 2026, da Aneel.
No documento, a Eneva destaca que a operação representa a saída da empresa do segmento de geração a carvão mineral, iniciada com a alienação da UTE (Usina Termelétrica) Pecém II, concluída em agosto de 2026.
A empresa também aponta que a consolidação da participação no Hub Ceará fortalece sua nova estratégia, baseada no desenvolvimento de infraestrutura integrada de gás e geração de energia.
No documento, a companhia destaca que o objetivo dos novos planos é “reforçar seu diferencial de oferecer capacidade, flexibilidade e segurança eletroenergética ao sistema brasileiro de forma competitiva e alinhada aos desafios da transição energética”.
Usina de Itaqui
Itaqui começou a operar comercialmente em fevereiro de 2013 e está instalada nas proximidades do Porto do Itaqui, o que facilita o recebimento do carvão mineral importado utilizado como combustível. A usina possui 360 MW de capacidade instalada.
Apesar da venda, Itaqui tem perspectiva de operação de longo prazo. A usina foi uma das vencedoras do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026 e garantiu uma extensão de contrato por dez anos, de 2031 a 2041. No certame, foram contratados 311,7 MW de potência da planta, com receita fixa anual de R$ 503,59 milhões, em valores da data-base do leilão.
O CEO da Eneva, Lino Cançado, afirmou que considera a companhia a mais bem posicionada para ocupar o espaço dos projetos da EPP (Evolution Power Partners) no leilão de reserva de capacidade, caso a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) mantenha a inabilitação das usinas. O executivo alertou, porém, que os projetos poderão enfrentar atrasos nas entregas previstas para 2028.
Em entrevista ao Alta Voltagem, programa de TV da CNN, Cançado disse que o prazo disponível para executar esses empreendimentos, que antes era de dois anos e meio, agora é inferior a dois anos. Segundo ele, será necessário considerar as dificuldades para obter equipamentos, contratar empresas e conseguir licenças.
“Certamente os projetos sofrerão atrasos e aí vai ter uma discussão de quanto a Aneel vai dar de prazo adicional para aquelas empresas que sejam habilitadas nessa hipótese para elas poderem se organizar e entregar os projetos”, afirmou.
A avaliação se refere à hipótese de a diretoria da Aneel confirmar a exclusão dos projetos da EPP e permitir a convocação de outros empreendimentos. A CPL (Comissão Permanente de Leilões) inabilitou os consórcios liderados pela empresa, com projetos que somam cerca de 1,7 GW de capacidade, por entender que não comprovaram a qualificação econômico-financeira exigida no edital.
A EPP contesta o entendimento e busca reverter a decisão. Se a inabilitação for mantida, projetos de Eneva e Global Participações em Energia poderão ser chamados, respeitada a ordem de classificação do leilão.
Cançado avaliou que as entregas previstas para 2029 teriam prazo suficiente para uma empresa já posicionada no mercado de equipamentos. Para 2028, afirmou que a execução também é possível, embora com dificuldades adicionais e perspectiva de atraso.
“Nós estamos posicionados no mercado de equipamento, temos condições tranquilamente de entregar 2029 e 2028 nós também temos condições”, disse.
Ao defender a posição da Eneva, o executivo citou a capacidade financeira e o acesso a equipamentos e fornecedores. Segundo ele, a companhia é a maior cliente da GE Vernova na América do Sul e também é cliente da Siemens Energy.
A empresa tem, ainda, projetos desenvolvidos internamente que poderiam se enquadrar na contratação, afirmou Cançado.
Outros interessados
O interesse pelos empreendimentos da EPP também atraiu a Âmbar, braço de energia do grupo J&F, dos irmãos Batista. Conforme a CNN noticiou com exclusividade, a companhia assinou uma opção de compra sobre projetos da EPP selecionados no leilão.
Cançado também alertou para os efeitos de uma eventual demora na definição da contratação sobre a oferta de potência no sistema elétrico. Na avaliação dele, haverá risco se a capacidade dos projetos inabilitados não for reposta ou se os empreendimentos convocados não forem entregues no prazo.
“Já existe um buraco de potência no sistema para 2028 que já é conhecido. Então, se isso não se resolver logo e se não tiver um empreendedor com capacidade e com confiabilidade que vai entregar, eu diria que o próximo governo, seja quem for, já vai entrar com esse problema para resolver”, afirmou.
A side event held during the 63rd session of the UN Human Rights Council in Geneva has brought together parliamentarians, journalists and civil-society representatives to discuss terrorism, religious freedom and the European Union’s relationship with Pakistan.
The event, “Remembrance and Tribute to the Victims of Terrorism”, took place at the Palais des Nations on 1st October. Speakers included Greek MP Georgios Manous, EU Today Publisher and Editor Gary Cartwright, Stéphane Michot of Ideal International, with a contribution from Prof K. Warikoo.
Two interventions focused particularly on Pakistan and the implications for European policy.
Victims of terrorism at centre of debate
Gary Cartwright began with the victims rather than trade or institutional policy.
“Terrorism is not an abstract concept,” he told the meeting, describing a bomb exploding in a market, a child killed outside a school and families waiting for someone who will never return.
He acknowledged that Pakistan itself has suffered heavily from terrorist violence. The 2026 Global Terrorism Index ranked Pakistan as the country most affected by terrorism in 2025, recording 1,139 deaths and 1,045 incidents.
At the same time, Gary raised the record of militant organisations operating from Pakistani territory. The UN Security Council describes Lashkar-e-Tayyiba as a Pakistan-based organisation involved in terrorist activity and records its involvement in the November 2008 Mumbai attacks, in which approximately 164 people were killed and hundreds injured. The same UN entry also records links to the December 2001 attack on the Indian Parliament.
Questions over EU education funding
Gary also questioned the safeguards surrounding European education funding in Pakistan.
In December 2024, Dutch MEP Bert-Jan Ruissen asked the European Commission whether EU money intended for education could reach Islamic religious seminaries and what controls were in place over the use of those funds.
In its February 2025 response, the Commission said EU assistance in Sindh and Balochistan was primarily directed through provincial education authorities. It also confirmed that, in selected areas of Balochistan, EU support facilitated formal education for pupils enrolled in religious seminaries through a government-recognised certification programme intended to ease their transition into state education. The Commission said projects were subject to field visits, reporting, monitoring and evaluation.
Gary stressed that he was not arguing that religious education itself constituted extremism. His argument was that European taxpayers should be able to establish where money was going, who administered programmes and what safeguards existed against extremist recruitment.
His intervention then turned to Pakistan’s GSP+ trade status.
Pakistan has benefited from GSP+ since 2014 and is currently the scheme’s largest beneficiary. According to the European Commission’s figures on EU-Pakistan trade, more than 85 per cent of Pakistan’s exports enter the EU duty and quota free. Continued participation requires Pakistan to ratify and effectively implement 27 international conventions covering human and labour rights, environmental protection and good governance.
Gary called for Pakistan’s GSP+ preferences to be suspended pending an assessment of the country’s compliance with its international commitments, counter-terrorism obligations and safeguards surrounding EU-funded programmes.
The issue has been examined previously by EU Today. Its 2025 white paper on Pakistan’s GSP+ compliance argued that the evidential threshold for beginning temporary withdrawal proceedings had been reached, while a Geneva side event in March 2026 considered Pakistan’s human-rights record and the conditionality attached to GSP+ preferences.
Pahalgam attack raised by Greek MP
Greek MP Georgios Manous approached the subject through terrorism, religious freedom and European security.
He referred to the terrorist attack at Pahalgam in Indian-administered Kashmir on 22 April 2025, in which 25 tourists and one local civilian were killed. EU Today previously examined the attack and its victims in its coverage of the Pahalgam massacre.
Manous also addressed Pakistan’s blasphemy legislation and the position of Christians, Hindus and Ahmadis, linking those questions to the broader problem of religious extremism. Concerns over minority rights and blasphemy laws have also featured in EU Today’s continuing coverage of the debate over Pakistan’s GSP+ eligibility.
The Greek MP then turned to Europe, arguing that extremist ideologies and networks should not be viewed solely as a South Asian security problem.
Pakistan, meanwhile, continues to present itself as both a major victim of terrorism and an international counter-terrorism partner. At the fourth US-Pakistan Counterterrorism Dialogue in Washington in August, the two governments reaffirmed cooperation against ISIS-K, al-Qaeda, Tehreek-e-Taliban Pakistan and the Balochistan Liberation Army, while discussing border security and the disruption of terrorist facilitation networks.
The Geneva discussion therefore centred on two linked questions for European policymakers: how Pakistan’s counter-terrorism record should be assessed, and how that assessment should interact with the conditions attached to EU trade preferences and European-funded programmes.