Albuquerque diz que a causa é legítima mas não se resolve com manifestações

O presidente do Governo da Madeira (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, disse hoje que a habitação é uma “causa legítima”, mas reiterou que a crise não se resolve com manifestações, que considerou instrumentalizadas pelo Partido Comunista e pelo Bloco de Esquerda.
“Quem marca [as manifestações] é sempre o Partido Comunista, que desapareceu do mapa, e os tipos do Bloco de Esquerda, para dizer que existem”, argumentou, vincando que pretendem substituir o parlamento pela rua.
Miguel Albuquerque, também líder da estrutura regional do PSD, falava no âmbito da inauguração de um edifício habitacional privado, em Câmara de Lobos, concelho contíguo ao Funchal a oeste.
“Qualquer manifestação é legítima. Agora, a instrumentalização desta situação por parte dos comunistas é óbvia e toda a gente percebe”, afirmou, referindo-se aos protestos que decorrem no continente.
O chefe do executivo madeirense considerou que a habitação é uma causa legítima, mas sublinhou que a solução passa por mais investimento público, destacando os projetos em curso na região, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de 175 milhões de euros, bem como os vários apoios ao arrendamento e à aquisição criados pelo Governo Regional.
“Não é com conversa [que se resolve a crise], nem com acampamentos, nem sujando jardins, nem insultando as forças da ordem, nem conspurcando os lugares públicos”, afirmou.
Miguel Albuquerque disse, por outro lado, que o imobiliário de luxo continua a ter “um grande mercado na Madeira”, com “efeito transversal” na economia regional, sobretudo ao nível da indústria da construção civil.
“Hoje temos capacidade de desenvolver aqui imobiliário de alta categoria e de alta qualidade, graças aos nossos trabalhadores, às nossas empresas, porque a maioria do trabalho é desenvolvido por técnicos, trabalhadores e empresas da Madeira”, afirmou, reforçando: “Isto tem um efeito fundamental no crescimento da nossa economia, no crescimento das empresas e nos salários.”