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Aeroporto de Lisboa vai alterar rotas de descolagem até ao final do ano devido ao ruído
As rotas de descolagem para norte no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, vão ser alteradas até ao final do ano, com o objetivo de reduzir o impacto do ruído dos aviões sobre as populações de Loures e Vila Franca de Xira. As mudanças surgem na sequência das queixas provocadas pelo novo sistema de circulação aérea, introduzido em maio de 2024.
Segundo o Público, a proposta apresentada pela Navegação Aérea de Portugal (NAV) no verão de 2025 já recebeu luz verde da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC). A alteração deverá reduzir em cerca de 35 mil o número de pessoas expostas ao ruído das aeronaves.
O problema afeta, contudo, mais de 200 mil habitantes dos concelhos de Lisboa, Loures e Vila Franca de Xira. Com o sistema implementado em 2024, os aviões passaram a seguir um ponto de referência nas imediações de Alverca antes de prosseguirem para norte, substituindo em grande medida as trajetórias anteriores sobre o Tejo. As novas rotas deverão agora ser desviadas ligeiramente para oeste, embora continuem a afetar milhares de pessoas.
Em paralelo, o Governo lançou o programa Menos Ruído, que prevê dez milhões de euros para apoiar a instalação de proteções acústicas em edifícios habitacionais mais expostos. O montante será distribuído entre 2026 e 2027, através dos quatro municípios abrangidos, enquanto as autoridades estudam outras medidas para atenuar o impacto do tráfego aéreo.
Ponte Vasco da Gama. Condutor apanhado a circular a 292km/h

© Wikimedia Commons
Linha vermelha. Tribunal corrige data de pedido de visto

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR
TdC nega responsabilidades no atraso da linha vermelha do metro de Lisboa

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- Tribunal de Contas desmente Metro de Lisboa. Visto da Linha Vermelha “aguarda” decisão do Governo
Tribunal de Contas desmente Metro de Lisboa. Visto da Linha Vermelha “aguarda” decisão do Governo
A expansão da Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa, entre São Sebastião e Alcântara, continua sem avançar, mas o processo não está há dois anos à espera de um visto prévio do Tribunal de Contas (TdC), assegura a instituição liderada por Filipa Urbano Calvão.
Numa nota divulgada esta quarta-feira, o TdC explica que pediu esclarecimentos sobre o contrato de fiscalização das obras em agosto de 2025 e que o Metropolitano de Lisboa só respondeu, em setembro deste ano, que continuava a aguardar uma nova resolução do Conselho de Ministros para reprogramar os encargos financeiros.
O esclarecimento surge depois de Cristina Vaz Tomé, presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa, ter afirmado na terça-feira, no Parlamento, que a expansão da linha vermelha ainda não avançou porque a empresa está “há dois anos à espera que o Tribunal de Contas atribua o visto prévio para a fiscalização das obras”.
Segundo o TdC, o processo relativo ao contrato de aquisição de serviços de coordenação, fiscalização, gestão da qualidade, segurança e ambiente das obras “deu entrada a 29 de julho de 2025”. “A 14 de agosto do mesmo ano foi devolvido ao Metropolitano de Lisboa para esclarecimento de questões relacionadas com a reprogramação dos encargos plurianuais e com o prazo previsto para a execução do contrato”, relata.
Em causa está a resolução do Conselho de Ministros n.º 31/2024, de 1 de março, que autorizou a reprogramação dos encargos entre 2023 e 2027. O TdC levantou dúvidas sobre a compatibilidade dessa calendarização com o prazo de execução contratual, fixado em 38 meses após a atribuição do visto prévio, que se prolongaria até 2028.
O tribunal solicitou, por isso, documentação que comprovasse que os encargos plurianuais associados ao contrato tinham sido devidamente aprovados pela entidade competente.
Mas a resposta do Metropolitano “só chegou a 30 de setembro de 2026″, na sequência de sucessivas insistências do Tribunal de Contas. Nessa comunicação, a empresa terá reconhecido que ainda não tinha enviado os esclarecimentos solicitados, justificando a demora com a necessidade de alterar a resolução do Conselho de Ministros.
“No seguimento desta necessidade foi atempadamente solicitada à nossa tutela setorial a emissão de nova Resolução do Conselho de Ministros contemplando esta alteração. Na presente data continuamos a aguardar a emissão pelo Conselho de Ministros da mesma”, respondeu o Metropolitano, segundo a mesma nota do TdC.
A expansão da Linha Vermelha entre São Sebastião e Alcântara é um dos projetos de prolongamento da rede do Metropolitano de Lisboa e depende de várias etapas administrativas e contratuais. O processo agora esclarecido pelo Tribunal de Contas diz respeito especificamente ao contrato para fiscalizar e acompanhar as obras, não devendo ser confundido com a totalidade dos procedimentos necessários à concretização da expansão.
Operação da SATA regista “alguns constrangimentos” devido à greve no ‘handling’
A operação aérea da SATA Air Açores registou “alguns constrangimentos” durante a manhã desta quarta-feira, na sequência da greve dos trabalhadores do handling, registando-se seis cancelamentos e atrasos nas partidas de algumas ligações, informou a operadora aérea.
A empresa adiantou que a operação da Azores Airlines “decorreu dentro da normalidade”, tendo sido “realizados todos os voos programados”. Registou-se um atraso na partida de uma ligação internacional, por motivo não relacionado com a greve, segundo uma nota de imprensa da SATA.
A SATA “continua a acompanhar permanentemente a evolução da situação”, estando a “adotar todas as medidas possíveis por forma a minimizar os constrangimentos operacionais e o impacto de eventuais alterações de última hora nos planos de viagem dos passageiros”, acrescentou.
Em comunicado conjunto, as direções do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e Sindicato Nacional Dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) referiram, na altura, que a greve resulta do mandato expresso pelos trabalhadores nos vários plenários realizados, e salientam que a decisão “não foi tomada de ânimo leve”.
As duas estruturas sindicais sustentam ainda que a paralisação constitui uma resposta ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), que “insiste em vender a 100% a assistência em escala dos Açores, sem garantias reais para quem, todos os dias, faz o transporte aéreo” da região funcionar.
No comunicado, as direções dos sindicatos esclareceram que a greve abrange todos os trabalhadores do handling, em todos os estabelecimentos e escalas da empresa e será realizada em dois períodos distintos.
Entre hoje e 27 de outubro, a greve decorrerá diariamente entre as 07:30 locais (08:30 em Lisboa) e as 10:30, em cada um dos dias. Já entre 28 de outubro e 03 de novembro, a paralisação está prevista para o período entre as 16:00 e as 19:00, em cada um dos dias.
Os desafios e o futuro do transporte expresso
Durante muitos anos, habituámo-nos a medir a qualidade do transporte expresso através do tempo. Quer isto dizer, quanto mais depressa uma encomenda chegasse ao destino, melhor seria o serviço. A rapidez continuará, naturalmente, a ser importante. Mas tenho cada vez mais a convicção de que o verdadeiro desafio dos próximos anos será outro.
Os números ajudam a perceber a mudança. O comércio eletrónico B2C europeu está em crescimento e, segundo os dados da Digitalisation in Europe – 2026 edition do Eurostat, em 2025, 78% dos utilizadores de Internet na União Europeia já compraram bens ou serviços via online. Estamos, portanto, perante um hábito consolidado, transversal a gerações e mercados, que colocou a logística no centro da experiência de compra.
No entanto, mais encomendas não significam apenas mais volume. Significam consumidores com expectativas mais elevadas. Já não basta saber que uma encomenda “chega amanhã”. Queremos saber quando chega, poder alterar a entrega, escolher onde a recebemos e acompanhar o percurso de forma simples. Em Portugal, o Barómetro E-Shopper 2025 mostra que 79% dos compradores online consideram que conhecer um horário exato para a entrega aumenta a probabilidade de compra. Ao mesmo tempo, 32% já recebem encomendas através de soluções out-of-home, como pontos de recolha ou lockers.
Estes dados levam-me a uma primeira reflexão: talvez estejamos a entrar numa fase em que a previsibilidade será tão ou mais importante do que a velocidade. Uma entrega rápida que obriga alguém a permanecer em casa à espera da encomenda pode ser menos conveniente do que uma entrega um pouco mais demorada, mas com um horário preciso e possibilidade de escolha. O desafio para os operadores será, por isso, construir redes suficientemente flexíveis para acomodar diferentes necessidades.
É precisamente na last mile que encontramos muitas destas exigências. É aqui que a expectativa do consumidor, o trânsito das cidades, a disponibilidade do destinatário, as restrições de circulação e a necessidade de reduzir o impacto ambiental se cruzam. É aqui também que pequenas ineficiências, quando multiplicadas por milhares de encomendas, podem fazer uma enorme diferença.
Por isso, quando falamos de sustentabilidade no transporte expresso, acredito que temos de ir além da discussão sobre a eletrificação das frotas, por mais importante que ela seja. Uma last mile mais sustentável é, antes de mais, uma last mile mais eficiente. Significa otimizar rotas, reduzir quilómetros desnecessários, diminuir as segundas tentativas de entrega e consolidar encomendas sempre que isso fizer sentido.
Um estudo publicado em 2025 na Research in Transportation Economics, dedicado à evolução dos modelos de entrega de last mile em contexto urbano, mostra que uma maior otimização de entregas pode contribuir para reduzir os quilómetros percorridos e as emissões de CO₂. Não existe uma solução única, mas é por isso que o futuro passa por redes híbridas, capazes de combinar diferentes modelos de entrega em função das características de cada cidade, de cada percurso e de cada consumidor.
A inteligência artificial e a utilização avançada de dados terão também um impacto particularmente relevante no setor. Mais do que automatizar tarefas, estas ferramentas podem ajudar a antecipar a procura, otimizar rotas em função de variáveis em constante alteração e identificar anomalias antes de se transformarem em falhas de serviço. Mas a tecnologia, por si só, não resolve todos os desafios. Quanto mais sofisticadas se tornam as operações, maior é também a necessidade de garantir que não se traduz numa barreira para a experiência do cliente. É talvez esse o paradoxo mais interessante do nosso setor: por detrás de uma entrega aparentemente simples existe uma rede cada vez mais complexa de pessoas, tecnologia, dados, infraestruturas e decisões operacionais.
Ao mesmo tempo, há várias expectativas que temos de conseguir conciliar. Os consumidores querem mais conveniência e mais opções; as empresas procuram maior eficiência e custos competitivos; as cidades querem menos congestionamento e emissões; e o setor tem de continuar a garantir qualidade, previsibilidade e capacidade de resposta. Fazer tudo isto simultaneamente será provavelmente um desafio maior do que simplesmente entregar cada vez mais depressa.
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© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA
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A Mobi.E vai deixar de gerir a rede de carregamento em Portugal, a partir de 2028, e apresentou novas soluções comerciais para o ecossistema da mobilidade elétrica. "Com o Mobi.Hub e o Mobi.Charge mostramos que uma empresa pública pode inovar e evoluir", garante o presidente António Veiga Ferrão, em entrevista ao Expresso

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Insolvências de empresas aumentam 60% em Vila Real e Bragança
VTM
As insolvências de empresas dispararam nos distritos de Vila Real e Bragança nos primeiros nove meses de 2026. Entre janeiro e setembro, 32 empresas foram declaradas insolventes, contra 20 no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 60%.
Bragança registou o maior número de casos, com 18 empresas insolventes, mais sete do que em 2025, uma subida de 64%. Em Vila Real, foram 14, contra nove no período homólogo, um aumento de 56%. Só entre julho e setembro, foram declaradas insolventes nove empresas nos dois distritos.
Entre os casos de maior dimensão estão a Adega Cooperativa de Alijó, no distrito de Vila Real, e o Matadouro Industrial do Cachão, no distrito de Bragança. A lista inclui ainda empresas de transportes, limpeza, agricultura, panificação e comércio, entre outras atividades.
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