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Análise: Tempo curto é entrave em duelo de sigilos

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) confirmou à CNN o comparecimento de representantes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para dar sequência ao chamado “desafio dos sigilos”, proposto por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da Band, realizado no último domingo (18).

Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, o tempo curto até o segundo turno das eleições é um entrave para o “duelo de sigilos”.

A informação foi confirmada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, integrante do time jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro, que afirmou que não haverá recuo e que o desafio está aceito.

A campanha de Lula já havia marcado desde a noite anterior o comparecimento ao TSE para registrar oficialmente sua posição. Segundo apuração da CNN, a expectativa é que os dois lados sacramentem, nos autos, a aceitação de todas as condições impostas mutuamente.

Condições cruzadas e desconfiança mútua

Lula impôs uma série de condições ao propor o desafio, e Flávio respondeu com suas próprias exigências, incluindo questões relacionadas ao cartão corporativo e aos sigilos do ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

A troca de contrapropostas gerou um clima de cautela nos bastidores dos dois lados, com cada passo sendo calculado antes de qualquer entrega de documentos.

Inicialmente, o bolsonarismo enxergava o desafio como uma isca e defendia que Flávio Bolsonaro não a mordesse. Após uma análise de cenário, no entanto, a campanha decidiu aceitar o desafio, impondo suas próprias condições.

Do lado de Lula, há suspeita de que a campanha de Flávio pode não entregar tudo sobre aquilo que a Polícia Federal vem apontando como suspeita — incluindo a suspeita que Flávio seria sócio do advogado Willer Tomás em uma empresa.

O desafio do tempo

A três dias do segundo turno, o prazo para que o impasse seja resolvido é extremamente curto. As quebras de sigilo precisam ser enviadas oficialmente aos órgãos competentes e, posteriormente, os sigilos precisam ser devolvidos — um processo que, habitualmente, demora dias para ser concluído.

Além disso, uma abertura de sigilo requer autorização judicial, o que torna ainda mais complexo o encaminhamento de um pedido espontâneo das campanhas. O TSE, até o momento, não deu clareza sobre como as etapas do processo poderão ser cumpridas dentro do prazo disponível.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Flávio condiciona abertura de sigilos a dados de Marcola, e Lula aceita exigência

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) impôs uma condição para divulgar seus dados pessoais e financeiros: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também deverá autorizar o acesso às informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-assessor petista. A exigência foi apresentada nesta quarta-feira (21/10), e a campanha de Lula anunciou que aceitará a proposta.

O senador Camilo Santana (PT-CE), porta-voz do presidente, afirmou que Lula não apresenta resistência às exigências do adversário, desde que Flávio cumpra o compromisso de abrir seus próprios registros. A manifestação será protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22/10), às 11h. Camilo desafiou o candidato do PL a apresentar a autorização no mesmo horário.

Durante compromisso em Belo Horizonte, o presidente reagiu às condições impostas pelo adversário e utilizou uma comparação com o jogo de cartas. “Eu pedi para o Flávio abrir o sigilo. Hoje ele inventou um monte de mentira e trucou 6. Eu vou meter o 9 na cara dele amanhã”, declarou.

Segundo a Polícia Federal (PF), Marcola recebeu recursos da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante tentativas de negociação de contratos com o governo federal que não se concretizaram. Os envolvidos afirmam que os valores corresponderam a empréstimos pessoais.

Na petição encaminhada ao TSE, a defesa de Flávio afirmou que o candidato aceita disponibilizar informações dos últimos 20 anos, inclusive de familiares e empresas vinculadas a seu nome. Também declarou não se opor à divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em troca, o senador exigiu acesso a registros de auxiliares que utilizaram aparelhos à disposição do presidente, empresas relacionadas aos filhos de Lula, dados do Instituto Lula e despesas do cartão corporativo. A lista também inclui entradas de Roberta Luchsinger nos palácios presidenciais e compromissos da primeira-dama, Janja.

Camilo Santana questionou a ausência da Alcazar Holding entre os dados oferecidos por Flávio. Segundo a PF, o parlamentar possuía acesso operacional relevante, na condição de usuário master, a uma conta bancária da empresa, da qual o advogado Willer Tomaz é sócio. A exclusão desse acesso foi solicitada em maio de 2025. Os envolvidos negam o compartilhamento de conta.

Lula apresentou a proposta inicial durante o debate da Band, no domingo (18/10), e a formalizou na Justiça Eleitoral na terça-feira (20/10). O presidente ofereceu acesso aos próprios dados e aos de familiares e empresas, desde que o adversário adotasse medida equivalente. O processo ficou sob relatoria do ministro André Mendonça.

O candidato do PL participou de um evento de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Diante de apoiadores, imitou a voz do presidente, questionou a existência de seu telefone celular e fez acusações contra Lulinha, sem apresentar provas no trecho do discurso relatado.

Flávio e aliados também atacaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes. Parlamentares do PL defenderam a possibilidade de impeachment de integrantes da Corte na próxima legislatura. O presidenciável acusou Lula de depender de Moraes para vencer a eleição e prometeu indicar ministros contrários às drogas e ao aborto.

O senador afirmou que ministros do Supremo desejam autorizar o aborto, em referência à ação apresentada pelo PSOL em 2017, que discute a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana de gestação. A declaração expressa a interpretação política do candidato sobre um processo ainda sem conclusão.

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Flávio impõe condições para aceitar desafio de Lula sobre sigilo

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (21), que vai aceitar o desafio proposto pelo candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre quebrar sigilos telefônico e bancário, mas impôs condições.

Para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula precisa quebrar o sigilo de Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, e também liberar os dados do cartão corporativo da primeira-dama, Janja da Silva.

“Agora segura aí marginal. Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, disse Flávio durante agenda em Guarulhos, região Metropolitana de São Paulo.

“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, afirmou.

Na última terça-feira (20), Lula apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento que autoriza a liberação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares desde que Flávio Bolsonaro faça o mesmo.

No documento, o petista elenca na lista, por exemplo, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e seu primogênito Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha. A divulgação dos dados bancários e telefônicos é relativa aos últimos oito anos e prevê “ampla divulgação dos respectivos dados à população brasileira”.

A iniciativa sobre a quebra de sigilos foi inicialmente anunciada pelo candidato petista no debate da TV Bandeirantes, no último domingo (18), e faz parte de estratégia para encurralar seu adversário, que tem se negado a dar transparência pública aos mesmos dados.

O pedido de Lula deve ser reafirmado no debate da próxima sexta-feira (23), promovido pela TV Globo. As pesquisas eleitorais mostram um cenário acirrado no segundo turno.

Condições de Flávio

Nesta quarta-feira, Flávio também apresentou uma autorização ao TSE. Ao aceitar a quebra de sigilos, ele afirma que a liberação dos dados do petista seria insuficiente, visto que, segundo ele, informações relevantes sobre seu patrimônio e relações financeiras estariam em nome de familiares, assessores e terceiros.

No documento, o senador autoriza a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, incluindo familiares mencionados por Lula e quatro empresas das quais é sócio ou administrador. Também afirma não se opor à divulgação de todas as mensagens que trocou com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Entretanto, Flávio exige a abertura de dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos dos filhos do presidente Lula, de empresas ligadas a eles, do Instituto Lula e de pessoas próximas, com informações desde 2003.

Ele pede a quebra dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e de outros auxiliares que teriam utilizado telefones em nome de Lula. Além disso, Flávio requer a divulgação de registros de reuniões de Lula com Daniel Vorcaro, entradas do banqueiro no Planalto e na Alvorada, registros de visitantes durante sua prisão, informações sobre voos de aeronave ligada a Vorcaro. Também pede a abertura dos sigilos de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

Outra condição de Flávio é a abertura dos sigilos de Roberta Luchsinger, apontada como próxima de Lulinha, de Edson Claro, de Frei Chico, irmão de Lula, e do Sindnapi, sindicato do qual ele é vice-presidente.

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Virus del Nilo Occidental se propaga por Europa

Ginebra, 21 oct (Prensa Latina) El Centro Europeo para la Prevención y el Control de Enfermedades (ECDC por sus siglas en inglés) alertó hoy que el virus del Nilo Occidental se propaga por el norte de Europa.

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Lula diz que vai entregar amanhã ao TSE pedido de abertura de sigilo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição (PT), disse que vai entregar nesta terça-feira (20) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para quebra de seu sigilo telefônico e bancário e de sua família.

Lula também desafiou, o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), a abrir seu sigilo bancário e fiscal. O desafio foi feito nesta segunda-feira (19) em Porto Alegre onde Lula participou de um ato no Centro Histórico da cidade.

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“Eu vou entregar isso amanhã, no Tribunal Eleitoral, na expectativa de que o candidato adversário apresente a abertura do seu sigilo, das suas empresas e da sua família. E por que que eu estou fazendo isso? Porque é preciso de uma vez por toda acabar com a história de ladrão ficar chamando gente honesta de ladrão”, disse.

Lula afirmou ainda que resolveu entregar o pedido de abertura dos cinco filhos – Fábio Luís, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio – devido ao fato de que em todas as disputas eleitorais ter sofrido com informações falsas e especulações a respeito da honra da sua família. "Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto". 

O desafio foi feito por Lula durante um pronunciamento à imprensa antes do ato, no centro de Porto Alegre. O tema surgiu durante o debate presidencial realizado no domingo (18), quando Lula questionou o patrimônio informado por Flávio Bolsonaro e propôs a abertura das contas bancárias e sigilos telefônicos dos dois candidatos para análise antes da eleição.

“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, emendou. “Eu vou entregar na expectativa que ele entregue a dele e eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue, para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste país”, desafiou.

O ato, na tarde desta segunda-feira, reuniu milhares de apoiadores de Lula, que se concentraram no Largo dos Açorianos, localizado entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico. De lá, Lula participou de uma caminhada pela Avenida Borges de Medeiros até o centro. Durante o percurso, Lula escreveu em um cartaz a frase "abre o sigilo Flávio".

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150 mil euros para reabrir acesso a praia icónica do Algarve

Uma verba de cerca de 150 mil euros vai ser investida na reconstrução do acesso pedonal à Praia do Camilo, em Lagos, que está interdito desde antes da época balnear. Esta praia foi, no ano passado, eleita uma das 50 melhores da Europa pelo site “The World’s 50 Best Beaches”.

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Bodies of 10 women found dead in South Africa, sparking societal debate on GBV

Fear and anger are growing in South Africa after the bodies of nine women were discovered across the Ekurhuleni municipality, east of Johannesburg, over the past two months, with police investigating whether the deaths are connected, a 10th body was confirmed this week. Three suspects have been arrested, and police have acknowledged a possible connection between some of the killings. What is not in dispute is the scale of the crisis the discovery has exposed, and the outrage it has provoked, protests against femicide have been held in the country in the weeks since.

Four of the nine women have so far been publicly identified, Elizabeth “Tsontso” Moselakgomo, 38, a mother who vanished during her regular afternoon run and was found days later behind a hotel in Rhodesfield; Itumeleng Kekana, 32, missing since July and found in August with multiple stab wounds; Dineo Evelyn Motapane, 38, found in KwaThema; and Gracious Nkomo, 28, a lodge worker in Kempton Park missing for more than two weeks before she was found. 

Anger over the response

The deaths have triggered protests and renewed criticism of the country’s response to gender-based violence. Residents and women’s rights campaigners have questioned why women are repeatedly advised to change their behavior, avoid isolated areas, walking alone or running alone, rather than placing greater emphasis on preventing perpetrators from committing violence.

The National Union of Metalworkers of South Africa (NUMSA) has been among the sharpest voices responding to the killings. In a statement condemning the deaths, the union insisted the killings should not be treated as a “crime wave” or a mystery, describing them instead as femicide and, more precisely, a war being waged against women. NUMSA’s argument is that this is not an aberration but the visible edge of something structural. The union points to police figures showing at least 569 women murdered nationally between April and June 2026 alone, by the verified count, with an unverified estimate closer to 892, roughly six women killed every day. Against this, nine deaths in one metro over two months is, in the union’s words, closer to the ordinary condition of the country, made visible only because the fear of a serial killer has made it a story the wider public can imagine touching them.

The statement also pushes back on the instinct to treat this primarily as a street-level danger. Of thousands of rape cases registered by police in the same quarter, the majority occurred in a residence, not a public place. The killings that draw headlines, a body beside a highway, represent a fraction of a type of violence whose center of gravity is the home.

The economics underneath the violence

NUMSA also refuses to treat gender-based violence as an individual pathology alone. It traces a line from the colonial and apartheid-era migrant labor system, which depended on women’s unpaid domestic and reproductive labor to keep wages artificially low through to the present, where South African women remain disproportionately unemployed (an official rate near 37.5%, against 44.9% for men) and disproportionately head of household. Over four in ten nationally, and closer to half in rural areas. Close to two million employed women work informally, without pensions, medical aid, or written contracts. When a woman who is also a breadwinner is killed, the union argues, it is not only a life lost but a household’s income and caregiving capacity lost with her.

Gender-based violence and femicide were declared a national disaster in South Africa in November 2025. Nearly a year on, the killings in Ekurhuleni are evidence, in the union’s reading, that the declaration has not translated into protection.

What’s being demanded

NUMSA has rejected the idea of policing alone and the state’s response so far has leaned on a security “lockdown” of Kempton Park to answer a crisis this size. Its demands include full funding of the national plan on gender-based violence and femicide, functioning forensic and mortuary capacity so victims can be identified quickly, safe transport for workers on early and late shifts, and the implementation of the ILO Convention 190 on violence and harassment in the workplace, which South Africa has ratified but not fully enforced. Alongside state accountability, the union is calling for community-based structures, street and area committees, explicitly modeled on the civic organizing of the anti-apartheid period to accompany women, support survivors, and track cases through the courts.

Investigations continue, but the fear, concern and anger surrounding the killings remain. The deaths of the women in Ekurhuleni have already forced a public reckoning with the scale of violence against women in South Africa and the urgent need for stronger action to protect women and hold perpetrators accountable.

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