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Wall Street encerra mista com Nasdaq a ceder mais de 2,50%

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta quinta-feira, mista apenas com Dow Jones em terreno positivo e com o Nasdaq a perder mais de 2,50%.

Assim, o Dow Jones somou 0,02% para 52.866,85 pontos, o S&P 500 cedeu 1,21% para 7.663,39 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 2,60% para 26.008,86 pontos.

Wall Street caiu na quinta-feira, após os investidores analisarem os resultados das grandes empresas de tecnologia como Meta e Tesla, ao mesmo tempo em que se registou uma forte alta nos preços do petróleo, tensões no mercado de dívida e crescentes dúvidas sobre o financiamento da inteligência artificial (IA).

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Quebra na procura e maiores custos de energia voltam a travar lucros da Navigator


O resultado líquido da Navigator baixou 44,8% para 65,4 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, segundo adiantou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). “Estes resultados refletiram um contexto macroeconómico e de mercado extremamente exigente, a par do aumento significativo dos custos de energia (eletricidade e gás natural) e logística, que estão a condicionar a procura em todos os mercados da Europa“, justifica a empresa.

O EBITDA situou-se nos 212 milhões de euros, um número que compara com os 300 milhões reportados no período homólogo de 2025, com uma margem de 16%. Já volume de negócios totalizou 1.333 milhões de euros, menos 10,5% que os 1.489,3 milhões entre janeiro e setembro do ano passado.

“O aumento dos custos da energia continua a pesar sobre a competitividade da indústria exportadora portuguesa. Entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, os preços de mercado do gás natural mais do que triplicaram e os da eletricidade mais do que duplicaram”, destaca a empresa em comunicado.

Segundo a Navigator, “a persistência destes níveis de preços acentua as diferenças face a mercados com condições energéticas mais favoráveis, condicionando o investimento e a capacidade das empresas nacionais para competir no exterior”, acrescentando que “as medidas adotadas durante a crise energética de 2022 e 2023 oferecem referências para responder aos desafios atuais”.

O aumento dos custos da energia continua a pesar sobre a competitividade da indústria exportadora portuguesa. Entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, os preços de mercado do gás natural mais do que triplicaram e os da eletricidade mais do que duplicaram. A persistência destes níveis de preços acentua as diferenças face a mercados com condições energéticas mais favoráveis, condicionando o investimento e a capacidade das empresas nacionais para competir no exterior.

Comunicado de apresentação de resultados

“Também os mecanismos de apoio utilizados noutros países europeus evidenciam o papel que estes instrumentos podem desempenhar na preservação da atividade industrial. A sua aplicação em condições comparáveis no espaço europeu poderá contribuir para atenuar os diferenciais de custos e salvaguardar o contributo da indústria para as exportações e para a economia nacional”, alerta.

Apesar do travão na rentabilidade, a empresa controlada pela Semapa destacou a evolução favorável dos preços do packagingnos nove meses, assim como no segmento de Papel de Impressão e Escrita não revestido (UWF). “A diversificação do negócio continua a ser um dos principais pilares de criação de valor, com Tissue e Packaging a representarem mais de 30% do volume de negócios e cerca de um terço do EBITDA nos primeiros nove meses de 2026.

No mercado europeu de tissue, a Navigator destaca que este segmento “continua a demonstrar resiliência, mesmo num contexto mais competitivo e exigente”. As vendas fora de Portugal representaram 79% do volume total nos primeiros nove meses de 2026 (vs. 54% em 2022, antes da integração da Tissue Ejea e Tissue UK), sendo os mercados mais representativos, o mercado espanhol, com 33% do total de vendas, o britânico, com 28% do total de vendas, e o francês, com peso de 16% das vendas, detalha.

A dívida líquida da Navigator situava-se em 765 milhões de euros, no final de setembro, “refletindo o elevado nível de investimento realizado ao longo do período e a manutenção de uma estrutura financeira sólida e equilibrada”. O rácio Dívida Líquida Remunerada/EBITDA situou-se em 2,66, com o aumento face ao período homólogo a resultar da redução do EBITDA.

“Perspetivas favoráveis” apesar da volatilidade na energia

Apesar da incerteza geopolítica, da volatilidade dos mercados energéticos e de um contexto económico exigente, a papeleira realça que “os indicadores do terceiro trimestre reforçam as perspetivas favoráveis para os próximos meses”.

Na pasta, a recuperação dos preços em setembro e a melhoria da disponibilidade operacional favorecem a atividade e o aumento dos volumes destinados ao mercado. Já no packaging, “a procura crescente por soluções sustentáveis, o alargamento da base de clientes e o arranque da PM3 reforçam o potencial de crescimento”.

No segmento tissue, o grupo adianta que beneficia da expansão internacional e prossegue o programa de eficiência operacional no Reino Unido. “No Papel de Impressão e Escrita, os aumentos de preços ao longo do ano e a ausência de novas paragens industriais relevantes sustentam uma perspetiva positiva para os próximos trimestres”, reforça.

“A Navigator manterá o foco na execução dos programas de eficiência, na otimização da base industrial, na inovação e na diversificação do portefólio. A gestão integrada da cadeia de valor e a solidez financeira mantêm a empresa bem posicionada para reforçar a competitividade e criar valor de forma sustentável no longo prazo“, conclui.

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Bolsas da Europa caem “à grande e à francesa”. PSI fechou a cair com BCP a liderar perdas

A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quinta-feira em terreno negativo, com o índice PSI a recuar 1,46% para 9.237,82 pontos, numa sessão de vendas generalizadas nos mercados acionistas europeus. Entre as cotadas portuguesas, o BCP destacou-se como o título mais penalizado ao cair 4,81% para 1,068 euros, seguido pela Mota-Engil, que perdeu 4,32% para 4,474 euros, e pela Ibersol, que desvalorizou 3,62% para 10,12 euros. No sentido inverso, apenas a Jerónimo Martins conseguiu escapar à tendência de queda, registando uma subida de 0,60% para 18,42 euros.

No resto da Europa, o pessimismo foi a tónica dominante. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,05%, enquanto o EuroStoxx 50, que agrupa as principais cotadas da zona euro, fechou com uma perda de 1,94% para 6.087,01 pontos. O FTSE 100 de Londres recuou 0,26% para 10.725,03 pontos, o CAC 40 de Paris caiu 1,39% para 7.811,26 pontos e o DAX de Frankfurt desvalorizou 1,07% para 25.371,75 pontos. As quedas mais acentuadas registaram-se no FTSE MIB de Milão, com uma descida de 2,54% para 48.383,66 pontos, e no IBEX 35 de Madrid, que recuou 2,12% para 18.913,50 pontos.

No comentário de fecho de mercados, o Millennium Investment Banking sublinhou que as bolsas europeias terminaram o dia em baixa, numa sessão em que o Governo francês esteve sob intensa pressão devido ao debate orçamental destinado a reduzir significativamente o défice público.

“A banca é muito pressionada pela conjuntura numa das maiores economias europeias, que arrastou o BCP para uma queda de 4,8%, a mais acentuada do PSI.  Adicionalmente, a subida dos preços do petróleo e as desconfianças sobre se os avultados investimentos em Inteligência Artificial e data centers trarão o retorno desejado, numa altura em que os custos de financiamento sobem, castigam os setores cíclicos. Já os defensivos, como o de Alimentação, Farmacêutico e o de Bens Pessoais, registaram ganhos apelativos”, referem os analistas.

A MTrader destacou ainda o alargamento do diferencial entre as obrigações francesas e alemãs a 10 anos, o que demonstra a crescente preocupação dos investidores com as contas públicas gaulesas.

Num comentário com o sugestivo título “Correção à grande e à francesa”, os analistas do BCP escrevem que “os mercados de ações viveram uma sessão muito negativa, arrastados pela instabilidade política e social crescente em França, que faz disparar os juros da dívida pública do país a 10 anos de maturidade para os 5,1%, alargando o spread face às yields alemãs para os 1,74 pontos percentuais, o patamar mais elevado desde 2011”.

No mercado de dívida pública, a sessão foi marcada por movimentos divergentes. Os juros da dívida alemã a 10 anos, considerada a mais segura da Europa, recuaram 8,71 pontos base, fixando a yield em 3,33%. Em Portugal, o juro da dívida pública a 10 anos subiu ligeiramente para 3,950%, um acréscimo de 1,2 pontos base face ao fecho anterior. Já em França, a tensão nos mercados foi mais visível, com a yield a 10 anos a disparar 6,08 pontos base para 5,07%, o valor mais alto desde julho de 2002. Do outro lado do Atlântico, os juros da dívida dos Estados Unidos a 10 anos cederam 4,3 pontos base para 5,078%.

No mercado de matérias-primas, os preços do petróleo continuaram a sua trajetória ascendente, pressionando ainda mais o sentimento dos investidores. O barril de Brent, referência para as importações europeias, valorizou 2,77% para 111,83 dólares, enquanto o crude norte-americano WTI avançou 1,66% para 98,76 dólares.

O contexto macroeconómico e geopolítico continua a dominar a aversão ao risco. A persistência de uma inflação elevada, alimentada pelos custos da energia, mantém os investidores em alerta quanto à trajetória das taxas de juro. A situação no Médio Oriente e as dúvidas sobre a rentabilidade dos avultados investimentos em Inteligência Artificial e data centers, num momento em que os custos de financiamento sobem, continuam a castigar os setores mais cíclicos e tecnológicos.

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Ativo do dia. Navigator dá o pontapé de saída na temporada de resultados do PSI


O ativo

A Navigator. É uma das principais produtoras de pasta de papel e de papel do mundo, sendo detida em 70% pela Semapa, que por sua vez é controlada pela família Queiroz Pereira.

Está atualmente avaliada em cerca de 2,16 mil milhões de euros na bolsa de Lisboa.

O marco

A empresa liderada por António Redondo dá esta quinta-feira o pontapé de saída na temporada de apresentação dos resultados relativos ao terceiro trimestre no PSI, o principal índice da bolsa nacional.

O calendário é retomado na próxima semana com Galp na segunda-feira (26) e depois Jerónimo Martins e BCP na quarta-feira (28), terminando um mês depois, com a Ibersol, no dia 27 de novembro. A apresentação das contas surge num contexto de forte volatilidade nas bolsas internacionais.

Conforme o ECO avançou esta quinta-feira, os analistas esperam que a energia e a banca continuem a destacar-se perante a subida dos preços energéticos e das taxas de juro, enquanto as exportadoras poderão ser afetadas pelo clima de instabilidade internacional.

A causa

Em relação à Navigator, a papeleira viu os lucros caírem mais de 40% para 49,1 milhões de euros no primeiro semestre devido ao aumento dos custos por causa da guerra.

O que terá acontecido no terceiro trimestre? “A pressão sobre os preços da pasta e do papel, juntamente com os custos de energia e produção, poderá continuar a condicionar os resultados. Será importante perceber se a empresa conseguiu controlar estes custos e melhorar as margens durante o terceiro trimestre”, salienta a XTB.

Com os investidores à procura de sinais de recuperação do negócio, a poll de estimativas da Bloomberg aponta para receitas de 434 milhões de euros no terceiro trimestre, que somam aos 868,6 milhões faturados no primeiro semestre do ano. Será menos do que no mesmo período do ano passado.

Além das receitas e do resultado líquido, a geração de caixa e a evolução da dívida serão indicadores importantes para avaliar a situação financeira da Navigator, acrescenta ainda a XTB.

Antes da apresentação das contas, as ações da papeleira desceram 0,85% para 3,036 euros, para mínimos desde o final do ano passado.

“A divulgação dos resultados poderá ser determinante para perceber se a cotação consegue recuperar esse nível, que poderá agora funcionar como resistência, ou se a pressão vendedora continuará a dominar. A evolução da ação dependerá tanto dos resultados apresentados como das perspetivas para os próximos trimestres”, dizem os analistas da XTB.

O que esperar a seguir

Como referido, depois da Navigator, será a vez da Galp, Jerónimo Martins e BCP apresentarem resultados já na próxima semana.

Quanto à petrolífera, a beneficiar da escalada do preço do barril de brent, que levou a margem de refinação a disparar 255% no terceiro trimestre, deverá anunciar lucros de 1,4 mil milhões de euros, segundo as estimativas dos analistas.

Os resultados do banco liderado por Miguel Maya também deverão refletir o ambiente macroeconómico favorável marcado por algum crescimento económico e um mercado de trabalho resistente, com a margem financeira a beneficiar da subida das taxas de juro. O Santander antecipa lucros trimestrais de 293 milhões.

Já a Jerónimo Martins, que teve uma redução de 9% nos resultados da primeira metade do ano, deverá ter alcançado um lucro na ordem dos 198 milhões entre julho e setembro.

A temporada de apresentação dos resultados das cotadas do PSI só termina no dia 27 de novembro, com a operadora de restauração Ibersol. Poderá acompanhar toda a earnings season portuguesa no ECO.

A frase

Perspetiva-se uma temporada marcada por uma evolução menos homogénea dos resultados do que aquela observada nos últimos dois anos. Os investidores deverão encontrar um PSI dividido entre setores que continuam a beneficiar de condições estruturais favoráveis, como a banca e parte do universo energético, e outros mais dependentes da evolução do ciclo económico europeu, onde a visibilidade permanece reduzida.

João Queiroz

Head of trading do Banco Carregosa

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Wall Street arranca em baixa com Nasdaq a liderar perdas

A bolsa de Nova Iorque abriu sessão, desta quinta-feira, em terreno negativo com o Nasdaq a liderar as perdas.

Assim, o Dow Jones perdeu 0,29% para 52.700,28 pontos, o S&P 500 cedeu 0,84% para 7.692,36 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 1,30% para 26.355,40 pontos.

Segundo o analista de mercados do Millenium Ramiro Loureiro “Wall Street arranca em baixa, como setor tecnológico a ser o mais pressionado, em dia de reações a contas de grandes nomes, como Tesla, Meta Platforms, Lam Research, Texas Instruments e IBM, com todas elas em queda”.

“Em sentido inverso está a Lockheed Martin, numa altura em que os investidores “jogam à defesa”. De positivo para setores mais cíclicos está o alívio das yields de dívida soberana americana, que atenua receios provocados pela escalada dos preços do petróleo”, sublinhou o especialista.

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La huelga de camioneros en el sur de Italia vacía los supermercados y desabastece de combustible aeropuertos y gasolineras

Una oleada de protestas de transportistas por el aumento del precio del carburante sacude desde hace días el sur de Italia, donde los bloqueos en las carreteras están provocando problemas de abastecimiento en supermercados, gasolineras y aeropuertos. La huelga ha llevado al Gobierno de Giorgia Meloni a aprobar de urgencia este jueves, en un consejo de ministros extraordinario, ayudas por valor de 550 millones de euros para poner fin a los cortes de carreteras y la escasez de suministros.

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© Alessandro Garofalo (LaPresse/ AP)

Vista de la huelga de camioneros en Via Marina de Napolés, este jueves.
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Stock de Certificados do Tesouro afunda 1,7% em setembro e bate novo mínimo


Os Certificados do Tesouro continuam a perder dinheiro, mesmo depois do lançamento da Série 5 que passou a oferecer taxas mais altas do que as do produto anterior.

Segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, o stock destes produtos de dívida do Estado desenhados para o retalho caiu 1,71% em setembro face a agosto, para 6.331 milhões de euros, o valor mais baixo desde dezembro de 2014, segundo a série do Banco de Portugal. É o 59.º consecutivo de quedas do stock de Certificados do Tesouro (prolonga-se de forma ininterrupta desde novembro de 2021).

Em termos homólogos, a descida do stock dos Certificados do Tesouro em setembro é de 24,28%, o que equivale a menos 2.030 milhões de euros do que há um ano, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo supervisor.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A Série 5 está disponível desde 6 de julho, tem prazo de 10 anos e paga juros fixos que sobem de 2,35% no primeiro ano para 3,35% no décimo, o que dá uma taxa média bruta de 2,71%, tendo substituído os Certificados do Tesouro Poupança Valor, cujas subscrições foram suspensas.

Desde então, o stock desceu em todos os meses: 0,42% em julho, 1,39% em agosto e 1,71% em setembro, o que indica que os resgates de séries anteriores continuam a superar as novas subscrições.

Ao contrário dos Certificados do Tesouro, os Certificados de Aforro continuam a atrair poupança. O stock chegou aos 45.391 milhões de euros em setembro, batendo assim um novo máximo histórico, com uma subida de 1,76% face a agosto e de 16,27% em termos homólogos, o maior aumento em um ano desde março de 2024.

Os Certificados de Aforro representam agora cerca de 88% do total aplicado nestes dois produtos, contra 85% há um ano. Somados, os dois produtos totalizam 51.722 milhões de euros, mais 1,33% do que em agosto.

A subida homóloga global dos Certificados de 9,12% é a mais elevada desde fevereiro de 2024. O contributo dos Certificados de Aforro, que ganharam 6.353 milhões de euros em 12 meses, mais do que compensou a perda dos Certificados do Tesouro.

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Bruxelas considera acordo sobre securitização o “primeiro grande passo” da União da Poupança e do Investimento

A comissária europeia para os Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, saudou o acordo político alcançado entre o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia sobre a revisão do quadro europeu de securitização, considerando-o “um marco importante” para a União da Poupança e do Investimento (Savings and Investments Union – SIU).

Numa publicação na rede social LinkedIn, a responsável portuguesa classificou o entendimento alcançado em Estrasburgo como “o primeiro grande resultado legislativo” da nova estratégia europeia destinada a mobilizar poupanças privadas para financiar a economia.

Segundo Maria Luís Albuquerque, a revisão das regras da securitização pretende aumentar a capacidade dos bancos para financiarem famílias e empresas, em particular as pequenas e médias empresas (PME), ao mesmo tempo que canaliza mais investimento para a economia real europeia.

A comissária explicou que as alterações passam pela simplificação de requisitos, redução de encargos administrativos considerados desnecessários e pela adaptação das exigências de capital aos riscos efetivos das operações. O objetivo é criar condições para um mercado europeu de securitização “mais forte e dinâmico”.

“A estabilidade financeira continua a não ser negociável. Mas a resiliência e a competitividade devem caminhar lado a lado”, afirmou.

Maria Luís Albuquerque defendeu ainda que um mercado de securitização eficiente pode contribuir para diversificar as fontes de financiamento, melhorar a partilha de riscos e desbloquear financiamento adicional para investimento, inovação e criação de emprego.

A responsável enquadrou o acordo na estratégia mais ampla da União da Poupança e do Investimento, destinada a aproximar as poupanças dos europeus das necessidades de financiamento de empresas e cidadãos e a mobilizar capital privado para reforçar o crescimento económico e a competitividade da União Europeia.

“Este primeiro acordo demonstra que conseguimos transformar as nossas ambições em resultados concretos. E devemos manter o impulso”, sublinhou.

Maria Luís Albuquerque agradeceu ainda ao Parlamento Europeu e ao Conselho pela “colaboração construtiva” durante as negociações, deixando também uma palavra de reconhecimento às equipas da Direção-Geral da Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e União dos Mercados de Capitais (DG FISMA) e ao seu gabinete pelo trabalho desenvolvido ao longo do processo.

Apesar de considerar o acordo um passo significativo, a comissária salientou que a execução da União da Poupança e do Investimento continua e que “há muito mais para concretizar”.

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Euribor sobe a três meses e desce a seis e a 12 meses

Euribor

A taxa Euribor subiu hoje a três meses e desceu a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje, ao ser fixada em 3,019%, menos 0,011 pontos percentuais que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou hoje, para 3,262%, menos 0,001 pontos que na véspera.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses avançou hoje, pela quinta sessão consecutiva, ao ser fixada em 2,677%, mais 0,007 pontos.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, o BCE tinha subido, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 28 e 29 de outubro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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Obrigações francesas atingem máximo de 24 anos

As obrigações francesas, a 10 anos, atingiram na quarta-feira 21 de outubro um máximo de 24 anos quando ultrapassaram a barreira dos 5%. Um dos factores para esta escalada está ligada às dificuldades na aprovação de um Orçamento para o país, refere o The Guardian, a que se juntam os protestos nas ruas francesas, que já assumiram contornos violentos, e também o défice nas contas francesas.

E o spread [diferença] das obrigações francesas, face às alemãs [que são tidas como referência], atingiu os 157 pontos base, ficando próximo de níveis registados em 2011, salientou a Reuters.

O economista do banco ING, Charlotte de Montpellier, referiu, citado pelo Le Monde, que a perda de confiança representa agora o “maior” risco económico. “A subida das taxas de juro exacerba as condições financeiras já difíceis e provavelmente afetará ainda mais os investimentos e a atividade económica”, acrescentou.

Já o responsável pela estratégia de mercado da plataforma de negociação de moedas e pagamentos Ebury, Matthew Ryan, citado pelo The Guardian, referiu que os prolemas que se fazem sentir em França estão também a pressionar em baixa o euro. “O euro continua a ficar atrás da maioria das principais moedas, uma vez que o prémio de risco político em França dificilmente diminuirá em breve. Ainda não é claro se o orçamento de 2027 será aprovado pelo parlamento e, mesmo que assim seja, parece estar repleto de concessões tanto à esquerda como à direita, deixando o problema do défice sem uma solução adequada”, acrescentou.

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Juros da dívida sobem a dois, cinco e 10 anos

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quarta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, bem como com os de França no prazo mais longo.

Às 08:20 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,950%, contra 3,938% na quarta-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,515%, contra 3,502%.

Os juros a dois anos avançavam para 3,211%, contra 3,196% na véspera.

Os juros da dívida francesa subiam para 5,046%, um máximo desde julho de 2002, contra 5,012% na véspera.

Em sentido contrário, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,400%, contra 3,417%, bem como os dos Estados Unidos, que cediam para 5,078%, contra 5,121%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, continuava a subir, para 164,7 pontos base, em máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:20:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

22/10…….3,211…3,515…..3,950

21/10…….3,196…3,502…..3,938

Espanha

22/10…….3,234…3,587…..4,084

21/10…….3,228…3,571…..4,076

Grécia

22/10…….3,332…3,878…..4,440

21/10…….3,320…3,846…..4,410

Itália

22/10…….3,613….4,082…..4,613

21/10…….3,574….4,043…..4,576

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

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Lucros do Bankinter crescem 11% até setembro. Portugal contribui com 178 milhões

✇ECO
By: Lusa

O banco Bankinter, presente em Portugal, teve lucros de 901 milhões de euros até setembro, mais 11% do que no mesmo período de 2025, anunciou esta quinta-feira o grupo financeiro espanhol.

O resultado antes de pagar impostos ascendeu a 1.267 milhões de euros, um aumento de 10,8% comparando com os primeiros nove meses do ano passado, comunicou o grupo Bankinter à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.

Em Portugal, onde o Bankinter está desde 2016, o resultado antes do pagamento de impostos foi 178 milhões de euros, um aumento de 13% comparando com os três primeiros trimestres (janeiro a setembro) de 2025, revelou o banco, num comunicado.

Ainda em Portugal, a carteira de crédito ascendeu a 12.000 milhões de euros no mesmo período (mais 9% do que em 2025) e o património dos clientes gerido pelo banco cresceu 18%, para 21.000 milhões de euros.

A margem bruta (que reflete todas as receitas) em Portugal cresceu 12% até setembro.

Já a nível global, a margem bruta de todo o grupo Bankinter chegou aos 2.397 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 6,49% do que no ano passado.

A margem de juros do Bankinter (a diferença entre juros que pagou e cobrou) cresceu 5,68% no mesmo período, para 1.761 milhões de euros.

Quanto à rentabilidade do grupo, a rentabilidade sobre os capitais próprios (ROE) situou-se em 19,2% no final do terceiro trimestre.

O banco Bankinter teve lucros de 1.090 milhões de euros em 2025, mais 14,4% do que em 2024.

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Bolsa de Lisboa abre no vermelho em linha com Europa

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta quinta-feira 22 de outubro com uma quebra de 0,42% para os 9.334,83 pontos.

As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para o Banco Comercial Português (BCP) que quebra 1,56% para os 1,10 euros, seguida pela Mota-Engil que desvaloriza 1,20% para os 4,62 euros, e a Teixeira Duarte que desce 0,79% para os 0,44 euros.

No vermelho está ainda a EDP, a EDP Renováveis, os CTT, a Jerónimo Martins, e a Navigator.

A negociar no verde está a Galp Energia que avança 0,53% para os 22,62 euros e a REN sobe 0,14% para os 3,55 euros.

Europa abre no vermelho

As principais bolsas europeias abrem no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 0,94% para os 25.404,00 pontos, o CAC 40 (França) desvaloriza 1,22% para os 7.825,36 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,49% para os 10.679,91 pontos.

O AEX (Países Baixos) desvaloriza 1,01% para os 1.130,77 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 1,42% para os 19.048,48 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desce 0,20% para os 48.974,50 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 2,28% para os 111,30 dólares e o crude valoriza 2,23% para os 99,32 dólares.

O euro está a subir 0,12%, face ao dólar, para os 1,12461 dólares e o euro está a avançar 0,04%, face à libra, para as 0,83882 libras.

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Resultados do trimestre testam resistência da rentabilidade das cotadas da bolsa


A Navigator arranca esta quinta-feira a época de divulgação dos resultados da bolsa lisboeta. Depois de um semestre histórico, que aponta para um novo ano de lucros recorde na bolsa, as cotadas do PSI mostram as contas de um trimestre marcado pela escalada dos preços dos combustíveis, que vai testar a capacidade das companhias portuguesas protegerem os lucros neste ambiente. Os analistas esperam que a energia e a banca continuem a destacar-se, enquanto as exportadoras poderão ser afetadas pelo clima de instabilidade internacional.

João Queiroz, head of trading do Banco Carregosa, destaca que esta época de apresentação de resultados será "particularmente relevante para aferir até que ponto as empresas portuguesas conseguiram preservar a rentabilidade num…

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Carrefour estudia la compra de Condis para crecer en Cataluña

A Carrefour le gusta España. El gigante galo de la distribución ha colocado al país como uno de sus mercados clave, junto a Francia y Brasil, y en los últimos meses acelera el ritmo de aperturas de nuevas tiendas, sobre todo en el formato de proximidad a través de su enseña Carrefour Express.

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© Isaac Fontana (EFE)

Personas caminan en una tienda de Carrefour.
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A primeira página do Jornal Económico de 22 de outubro

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Veja aqui a primeira página do Jornal Económico desta quinta-feira, 22 de outubro:

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Município de Tavira abre concurso para exploração de sete lojas nos Mercados de Tavira, Cabanas e Luz

O Município de Tavira abriu concurso público para a exploração de sete espaços comerciais nos mercados municipais de Tavira, Cabanas de Tavira e Luz de Tavira, criando novas oportunidades para empreendedores e investidores desenvolverem projetos nas áreas do comércio, serviços e restauração.

O concurso contempla três lojas no Mercado Municipal de Tavira, uma loja no Mercado da Freguesia de Cabanas de Tavira e três lojas no Mercado da Freguesia da Luz de Tavira, espaços que se destacam pela sua localização estratégica e pelo potencial para dinamizar a atividade económica local.

As concessões poderão vigorar por um período máximo de 10 anos, incluindo renovações, permitindo aos futuros concessionários assegurar estabilidade e consolidar a sua atividade em equipamentos municipais que recebem diariamente residentes e visitantes.

O valor mínimo global da taxa de compensação por loja é seguinte:

  • Lote 1 – Loja n.º 4 do Mercado Municipal de Tavira: 5.000 €
  • Lote 2 – Loja n.º 5 do Mercado Municipal de Tavira: 5.000 €
  • Lote 3 – Loja n.º 13 do Mercado Municipal de Tavira: 5.000 €
  • Lote 4 – Loja “Padaria” do Mercado de Cabanas de Tavira: 1.000 €
  • Lote 5 – Loja “Verde” do Mercado da Luz de Tavira: 500 €
  • Lote 6 – Loja “Vermelha” do Mercado da Luz de Tavira: 250 €
  • Lote 7 – Loja “Azul” do Mercado da Luz de Tavira: 250 €

Os interessados podem apresentar propostas até às 17h00 do dia 19 de novembro.

Com esta iniciativa, o Município pretende reforçar a atratividade dos mercados municipais, incentivar a criação de novos negócios e contribuir para a dinamização económica das freguesias, valorizando estes espaços como polos de proximidade, convivência e desenvolvimento local.

As peças do procedimento e demais informações encontram-se disponíveis nos serviços municipais e no site do Município de Tavira.

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