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Jeffrey Donaldson: Dark questions over ex-DUP leader’s curious African shadow career

Jeffrey Donaldson was doing paid work for the ministry of defence in Africa even as acute political turmoil was engulfing his party at home in Northern Ireland. Why was the then DUP leader undertaking sensitive work in dictator-led Cameroon just a week after he himself collapsed Stormont in 2022? Why was he helping sell arms in Egypt alongside a British general? Why did a special forces officer say he’d worked with Donaldson before? Profound political questions remain over who all the now convicted paedophile was working for – alongside concerns about whether he had access to children in developing countries. Sam McBride joined Ciarán Dunbar. 

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Intuição, emoção e empatia: tudo o que a IA e os algoritmos ainda não aprenderam

Num mundo em que a inteligência artificial está a tomar conta de tudo e um ritmo alucinante, que espaço ainda resta às capacidades humanas, seja nas empresas, nas universidades, nas decisões políticas ou no jornalismo? Esta e outras questões mereceram a reflexão de protagonistas de renome no regresso da edição ao vivo do podcast “Puxar Pela Cabeça”, um programa da Amrop Portugal, conduzido por Maria da Glória Ribeiro e que conta com o JE como parceiro.
Para esta conversa, moderada por João Marcelino, diretor do JE, a Universidade Católica Portuguesa recebeu Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, Mário Crespo, jornalista, Adolfo Mesquita Nunes, Assunção Cristas, Rui Miguel Nabeiro e Maria da Glória Ribeiro. Estes especialistas que partilharam visões e experiências distintas sobre as transformações que poderão marcar a próxima década.
Confrontada com todas possibilidades que se colocam através da tecnologia, Maria da Glória Ribeiro, diretora da Amrop Portugal e consultora, considera que as capacidades humanas “serão sempre as mais importantes” e define tudo aquilo que a tecnologia está a replicar como algo que “está ligado ao cérebro mas não à mente, sem intuição ou emoção”. A especialista considera que essas qualidades vão ficar para os humanos e que será tudo isso “que nos irá distinguir dos humanóides que nos vão substituir”. Num contexto em que os recrutamentos têm uma boa dose de tecnologia a determinar se determinado candidato é o melhor para a função, Maria da Glória Ribeiro não tem dúvidas: “Nunca aceitaria que um candidato fosse excluído através da avaliação de uma ferramenta de IA. As conversas até podem ser online mas nada é decidido sem uma reunião presencial”.
 
Decisões ao ritmo do algoritmo
A anfitriã deste encontro, Isabel Capeloa Gil, começou por ser desafiada para projetar o futuro do ensino superior, num mundo em rápida mudança alavancada na tecnologia. Para a reitora, o ensino superior “é muito mais do que um criador de emprego ou criar braços para a indústria” e terá que regressar à sua função primordial: a de articular a formação de um profissional com a formação de um cidadão que deve estar preparado para refletir e resistir à desinformação. Para Isabel Capeloa Gil, o mercado precisa de pessoas que pensem e que tragam valor e quanto a IA, terá o seu papel como extensão das possibilidades do ser humano.
Para Rui Miguel Nabeiro, CEO da Delta, a tecnologia é muito importante mas seja a IA ou qualquer outro mecanismo, tem que trazer sempre eficiência. Reconhece que a Delta está a aprender a melhor forma de adotar tecnologia e que isso também trouxe um maior acréscimo de trabalho: “A fórmula mágica é continuar a trabalhar junto dos nossos clientes para conquistar o top10 mundial que é o nosso objetivo”.
O advogado e ex-governante Adolfo Mesquita Nunes, autor do livro “Algoritmocracia”, expôs algumas das suas teses sobre a forma como os algoritmos estão a tomar conta das nossas vidas e como querem acima de tudo, a nossa atenção: “Os algoritmos escolhem aquilo que nós vemos e são eles que vão tomar decisões. Vão entrar na nossa vida em decisões que nunca pensamos atribuir-lhes competências”.
E como será no campo da energia e da sustentabilidade? A advogada e também ex-governante, Assunção Cristas, sublinha que “o grande desafio é tornar estas possibilidades tecnológicas como alavancas da sustentabilidade” e apesar de reconhecer dificuldades, considera que “o conhecimento vai permitir-nos esta evolução de forma sustentável e a fazer escolhas mais informadas”. Com Portugal a receber investimento no sector dos centros de dados, a advogada da Vieira de Almeida não tem dúvidas da importância de trazer estas infraestruturas para Portugal: “Serão muito importantes, serão âncoras de desenvolvimento, mas é preciso que tudo isto seja verdadeiramente bem feito”.
O jornalista Mário Crespo não tem dúvidas que os mecanismos atuais de IA permitem produzir coisas absolutamente sublimes, como um discurso muito bem escrito, mas deixou a pergunta: “Será que isso substitui a eloquência de um grande orador? Creio que não”. Para este profissional da comunicação com muitos anos de trabalho nos EUA, “habituamo-nos a reduzir os nossos standards de exigência e a aceitar a solução mais cómoda”. E como vê a relação de Trump com o Chat GPT? “Utiliza-o de forma muito curiosa e muito ridícula. Vivemos numa fase de absurdo”, realça.
 
“Para as empresas, há mais desafios para além da IA”
Rui Miguel Nabeiro reconhece a importância da tecnologia e não a desvaloriza, mas como CEO de uma das empresas mais importantes do país (e que quer crescer a nível mundial), realça que “é preciso perceber que há muito mais desafios para as empresas do que a IA”. E concretiza: “A gestão das pessoas é o mais importante, assim como a capacidade de conhecer os nossos clientes e de humanizar essa relação. Naturalmente que as tecnologias são fundamentais mas não podem ser o único tema nem o único desafio. E se a IA nos disser para lançar um produto no mercado e se não corre bem? Há muitos desafios para lidar e as pessoas estão nesse caminho”. Este responsável destaca ainda que “quando definimos determinados valores para a Delta, como o humanismo e a proximidade, sabemos que isso terá sempre um custo. Mas o bem-estar é algo que valorizamos e isto é um círculo virtuoso”.
 
“Preservar a empatia é essencial”
Isabel Capeloa Gil não tem dúvidas que a IA é imparável e que tentar evitá-la, no âmbito do ensino superior, “é como tentar parar o mar com as mãos”. Qual a solução? “Temos que potenciar uma adoção ética. A forma como os modelos de IA são utilizados e a forma pedagógica com que são utilizados é a chave. No meu entender, não basta que o estudante reproduza o que está na IA, é preciso trabalhar com os alunos para os sensibilizar que a capacidade de dominar o seu futuro será a capacidade de resolver aquilo que lhes vai aparecer pela frente”. Assim, é necessário um processo de evolução pessoal e quem sai da universidade “tem que entender o algoritmo e saber lidar com isso para perceber o que está por trás de tudo isto. Mas o pensamento crítico e a criatividade vem através de outros instrumentos”. E aqui, a reitora dá especial ênfase à empatia: “Temos que preservar a empatia e isso é essencial. Temos que ser capazes de ler e compreender aquilo que lemos, é um problema central. Tem que haver literacia e numeracia”.
 
“Novas gerações devem fazer perguntas”
Para Adolfo Mesquita Nunes, “somos todos responsáveis pela delegação de poder que confiamos à IA”. E que papel cabe às novas gerações nesse desafio? “Há mais emprego, mas as empresas contratam cada vez menos jovens. É importante que as novas gerações tenham a capacidade para fazer perguntas, para questionar constantemente”. O advogado considera que “no dia em que delegármos tudo na máquina, acabou a supervisão humana. E as máquinas vão ficar cada vez mais sofisticadas. Temos que ser donos das decisões”. O ex-governante lança um olhar no futuro e deixa um prognóstico: “Cada um de nós vai pagar de forma diferente consoante aquilo que o algoritmo sabe sobre nós e qual a nossa capacidade financeira. Vamos querer isto?”. Para Adolfo Mesquita Nunes, “a IA gere riscos brutais que podem determinar a existência de uma empresa ou os valores de uma família”.
 
“A Europa tem que se emancipar”
Mário Crespo não tem dúvidas de que a Europa tem um grande desafio e que esse repto é para já: “Tem que se emancipar porque deixou-se atrasar face aos EUA. Há pulsões nos governos europeus que mostram uma vontade de libertação, é visível no Reino Unido, no Canadá. Olhamos para a China e percebemos que há ali um método. Nos EUA, a governação de Trump prometeu uma poupança de trilhões ao erário público e isso foi confiado a Musk: foi um desastre humanitário completo”. O jornalista deixou um cenário do que eram as redações e da forma como estas também foram perdendo a memória: “Nas redações é fundamental a memória de redação e mesmo nas nossas famílias havia sempre aquele respeito pelos mais velhos, que eram instituições. Agora já não é assim. O fact checking deve ser usado, eu faço isso e todos os que trabalham nesse meio”.
 
Regulação e competitividade
Para Assunção Cristas, antiga governante e advogada da Vieira de Almeida, não devem haver clivagens entre os dois conceitos: “É importante que haja regulação porque isso transforma-se numa vantagem competitiva. Quando as pessoas usam menos o seu carro próprio e usam um carro elétrico de uma plataforma, tomam uma decisão muito mais sustentável”. Mas há riscos e os maiores passam pelas cisões e as fissuras “que podem ser criadas na sociedade fruto da evolução tecnológica e da transição energética”. Assim, “temos que confiar na regulação e em quem pode liderar a mudança”, concluiu.
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Caso Duarte Lima: os documentos e os áudios inéditos

Depoimentos inéditos, entrevistas com testemunhas-chave e o áudio do único telefonema de Duarte Lima com a polícia. O novo Podcast Plus centra-se no caso do homicídio de Rosalina Ribeiro, no Brasil.

Domingos Duarte Lima foi acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro em 2011, pela justiça brasileira. O início do julgamento do advogado está marcado para o próximo dia 5 de novembro, no Tribunal de Sintra
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Transatlantic Talks. Europa deve apostar nas melhores aplicações de IA, não nos melhores modelos


A Europa está muito atrás dos EUA e da China no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. A estratégia não deve ser, no entanto, gastar amplos recursos financeiros para chegar à frente da corrida, mas antes investir em criar as melhores aplicações para o uso dos modelos existentes, defendem Sofia Marta, country manager da Google Cloud em Portugal, e Arlindo Oliveira, presidente do INESC.

“Não é por não termos um modelo que é o estado da arte desse dia que nos impede de usar modelos”, começou por realçar Arlindo Oliveira, no Transatlantic Talks, o podcast do ECO e da Amcham Portugal, que este ano celebra o 75º aniversário.

“Defenderia uma abordagem mais inspirada na estratégia chinesa do que na estratégia americana, se é que podemos falar de estratégia americana, porque realmente a estratégia americana é uma estratégia das grandes empresas”, afirma o também professor catedrático distinto do Instituto Superior Técnico. “O que nós queremos é ter as melhores aplicações dos modelos que existem. Alguns nossos, outros que não são nossos”, conclui. E deixa um apelo: “vamos pôr as pessoas a usar modelos, vamos pôr as máquinas de lavar, os carros, os comboios, tudo a usar modelos, e não são só modelos de linguagem, são uma série de outros modelos”.

O foco neste momento tem que ser a utilização desta tecnologia em prol da reinvenção daquilo que são os setores tradicionais, ou mesmo a estimulação daquilo que é o ecossistema de inovação na Europa.

Sofia Marta

Country manager da Google Cloud Portugal

Sofia Marta, da Google, concorda. “Neste momento, a Europa não deveria colocar o foco em ter o frontier model mais avançado. O foco neste momento tem de ser a utilização desta tecnologia em prol da reinvenção daquilo que são os setores tradicionais, ou mesmo a estimulação daquilo que é o ecossistema de inovação na Europa”, defende.

“O acesso e a democratização do acesso de uma startup em Lisboa é o mesmo, em termos de capacidade de computação, do que uma startup que está em Silicon Valley”, considera. Para a gestora, o foco deve estar também na “cooperação da Europa com os Estados Unidos, numa ótica de parceria estratégica, de tirar partido daquilo que é infraestrutura, a inovação e o que são estas capacidades tecnológicas, em prol da evolução e do impacto económico que possam ter ao incorporar esta tecnologia”.

Sofia Marta, country manager da Google Cloud Portugal, em entrevista ao podcast “TransAtlantic Talks”.Hugo Amaral/ECO

A Europa tem várias desvantagens face aos EUA e à China. Arlindo Oliveira aponta a “falta de escala por causa da fragmentação legislativa e até cultural” e a “falta de investimento”. “Qualquer coisa que se faça nos Estados Unidos é muito mais fácil. Não quer dizer que os 50 Estados tenham todos a mesma legislação. Não é esse o caso. Mas são muito mais uniformes em termos de cultura e de legislação. Na Europa é muito mais difícil”, reforça.

“Esta fragmentação que existe na Europa, técnica e funcional, é um dos temas em que per si, cada um dos países, e Portugal em particular, pode fazer o seu caminho”, afirma Sofia Marta. “Se nós trabalharmos também em algo que seja uma interoperabilidade entre os vários países, vai nos dar muito maior escala e teremos mais impacto com as iniciativas que levemos a cabo”, recomenda a country manager da Google Cloud. Para a gestora, seria muito relevante olhar para os temas da infraestrutura, da cloud, da inteligência artificial e dos dados “quase como uma moeda única”, permitindo “circular com fluidez entre os vários países da Europa”.

Sofia Marta afirma que Portugal deveria investir mais em inteligência artificial, apontando que a adoção de cloud em Portugal está nos 38%, acima da média da União Europeia mas “significativamente abaixo da média da OCDE” de 54%. “Por outro lado, se formos olhar para aquilo que é o estado de maturidade, também se calhar muitas dessas organizações que já estão a utilizar cloud estão a fazê-lo para armazenamento ou email, e não efetivamente para uma transformação daquilo que é o seu negócio”, alerta, deixando um apelo: “Temos de realmente acelerar se queremos que Portugal esteja a liderar”.

Arlindo Oliveira também defendeu a necessidade de um maior investimento, apontando o sucesso da Sword, que fez parte de uma das agendas mobilizadoras do PRR, como uma demonstração de que é possível ter retorno. “Nós não precisamos ter sucesso em todos os investimentos; basta que alguns investimentos sejam muito bem-sucedidos”, afirmou, acrescentando que o mesmo pode ser feito no Estado.

Um país pobre não pode ter vícios, mas, se nós não pensarmos também em usar o Orçamento do Estado para investir em ciência e tecnologia, e em AI em particular, vamos andar sempre atrasados.

Arlindo Oliveira

Presidente do INESC

“O nosso investimento em ciência e tecnologia, em geral, é muito baixo. Nós temos aquela famosa meta dos 3%. Não só estamos muito longe dos 3%, como o que temos é muito criativo. Muito disso é usado através de uma série de subterfúgios”, critica o presidente do INESC. E deixa um alerta: “Um país pobre não pode ter vícios, mas, se nós não pensarmos também em usar o Orçamento do Estado para investir em ciência e tecnologia, e em AI em particular, vamos andar sempre atrasados”.

Sofia Marta recorda um estudo pedido pela Google à Universidade Católica e ao Implement Consulting Group, que concluiu que a adoção de IA pode gerar um aumento de cerca de 8% do PIB português. “Há um espaço de melhoria gigante que não podemos desperdiçar”.

Mais talento precisa-se

A amarração do cabo submarino Nuvem da Google, que liga Portugal aos EUA, foi concluída em julho. Segundo um estudo da Câmara de Comércio Americana em Portugal (AmCham Portugal), até ao final deste ano, o país deverá contar com 20 cabos submarinos amarrados à costa.

“Neste momento temos quase uma autoestrada que liga Portugal e a Europa à América do Norte, à América do Sul e África. Coloca-nos, de facto, como esse hub digital, de porta para o mundo”, salienta Sofia Marta. “Esta infraestrutura em termos de cabos coloca-nos a nós também num ponto muito apetecível de captação de investimento para os data centers“, acrescenta, juntando ainda o acesso a energia renovável como um fator que distingue positivamente o país.

Sofia Marta, country manager da Google Cloud Portugal e Arlindo Oliveira, presidente do INESC e professor distinto do IST, em entrevista ao podcast “TransAtlantic Talks”Hugo Amaral/ECO

“Uma das razões pelas quais os Estados Unidos e a China são competitivos nesta área é que a energia lá é muito mais barata do que na Europa, por razões que conhecemos. Portugal, desse ponto de vista, é competitivo, por causa também da nossa estrutura de produção de energia”, concorda Arlindo Oliveira.

A country manager da Google Cloud defende que aumentar a disponibilidade de talento nesta área deve ser uma prioridade. Sofia Marta considera que tem havido um esforço grande para aumentar a literacia digital, mas é necessário ir mais longe, até porque de nada vale ter a infraestrutura se não tivermos as pessoas que têm o conhecimento para tirar partido dela. “Temos que fazer atração, mas temos também que fazer upskilling daquilo que são os conhecimentos da generalidade das pessoas”, defende. A empresa americana tem feito programas de formação em colaboração com a APDC e lançou recentemente a AI Academy, em Coimbra, para o setor público.

“Nós neste momento, dos nossos graduados nestas áreas de engenharia, estamos a perder provavelmente mais de um terço e se calhar 50% para países do Norte da Europa, onde vão ganhar salários muito mais elevados, talvez o dobro e em alguns casos o triplo”, alerta Arlindo Oliveira. Portugal tem alguma capacidade de atração, “mas o tratamento dos vistos de imigração continua a ser muito difícil“, lamenta o presidente do INESC. “Recebemos muitos pedidos de iranianos, mas é um sarilho. Vai demorar quase um ano até legalizar”.

Sofia Marta, country manager da Google Cloud Portugal e Arlindo Oliveira, presidente do INESC e professor distinto do IST, em entrevista ao podcast “TransAtlantic Talks”Hugo Amaral/ECO

 

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The AI boom is good for people who write about AI. Ask Derek Thompson.

Derek Thompson

Courtesy of Derek Thompson; BI

  • The AI boom is swallowing the US economy.
  • That extends to people who make a living writing, says author Derek Thompson: Stories about AI are the most lucrative thing he can produce.
  • Thompson, who writes about a wide range of topics, says he's torn between writing stories he knows his audience wants, vs other topics he cares about.

Derek Thompson writes and talks about a lot of things.

But some things pay better than others: "Dimes for analysis, dollars for facts, and Benjamins for facts about artificial intelligence," he tells me.

Thompson, a longtime Atlantic writer who left to launch his own Substack in 2025, has an avid following — Barack Obama reportedly reads him to stay on top of AI developments.

That following also creates an inherent tension: If he only creates work he knows will have a big audience, it squeezes out other subjects he's passionate about, like the way technology affects the media we consume. Or why he thinks Americans should embrace a pro-building mindset — the subject of "Abundance," the recent book he co-wrote with Ezra Klein.

I talked to Thompson about AI — of course — along with some of his other passions, like why he thinks pro sports are a conspiracy that lets the richest people in the world turn "their already-elevated wealth into exospherically extreme wealth." You can hear our entire conversation on my Channels podcast. The following is an edited excerpt:

Peter Kafka: Perhaps the only thing Americans agree on is data centers — they hate them, and don't want them built in their communities. What is the "Abundance" view on data centers? Could you argue that building them is good for the country — just like building more housing is good?

Derek Thompson: I don't see data centers and houses as being equivalent. I think data centers are houses for chips. Really, they're igloos for chips because they're very, very cold houses.

While I feel incredibly passionate about removing barriers to building housing where people want to live, I feel less passionate about saying we need to make sure that every AI company can site every data center wherever it wants to build it.

There are costs to an economic infrastructure project that leans so heavily into data centers that other modes of construction are being starved for resources. Jason Furman, an economist at Harvard, just published a graph showing that in the last year, while data center construction's up by more than 60%, construction of hospitals is down, construction of offices is down, construction of housing is down, construction of just about everything else that you can name, including manufacturing facilities, is down because data centers are essentially eating the economy and crowding out a lot of other investment.

Am I anti-data centers in the extreme? No. Do I think data centers are just like houses? Absolutely not. I think houses for people are more important to emphasize as a matter of public policy than houses for chips.

Last year, you wrote this great piece about how "Everything is Television," where you argue that it's inevitable that all media becomes video. But you've also said that you've become a video podcaster because your podcast company nudged you to do that. How much of the video push is corporate incentive, and how much is what people want?

My theory is that it's corporate incentives because it's what people want.

Companies have attempted pivoting to video infinity times. But other pivots to video, especially in the last few years, have essentially become the norm. Everyone's podcast goes to YouTube now, or Spotify or Netflix. That suggests to me that the instinct to pivot to video reflected a reasonable corporate interpretation of an underlying consumer reality: that, at the end of the day, what most people want to do with most of their time is sit on a comfortable couch or chair and look at moving images.

There does seem to be something spookily, biologically inherent about the degree to which we want to just watch moving images. Television went from zero to 50% adoption rate in a decade.

There is just something true, with a capital T, about the media success of a technology that allows us to do nothing but turn our minds into a receiver for moving images. I'm not saying that's good. I'm just saying that apparently is the situation.

How has going independent changed how you work and what you make?

When you go from being a salaried employee, where you make one amount of money all year, no matter what, to being self-employed, where the line goes up the harder you work, it's very hard to ignore that signal and not work harder.

I feel more harried about work than I did. When that line doesn't go up, when it starts to slip, when 12 months has elapsed since a big article I wrote last year, and because 10% to 20% of subscribers are gonna drop out of the list, it sucks to see any number go down. And then I start to think, "God, I gotta work harder. I gotta get that next article to make the revenue line go back up."

Are you more inclined to think, "That story about sports billionaires did well, let's do more of those," in a way you might have been insulated from at The Atlantic?

Yeah, there's no question. And again, this is not something I think is altogether good. I said one thing I've learned from a year on Substack is that it's dimes for analysis, dollars for facts, and Benjamins for facts about artificial intelligence.

Recognizing that it's dimes for social analysis and Benjamins for AI analysis, there is a part of the job that pulls me toward writing more about AI than I might ...

Because the market wants it.

The market clearly wants it. That said, I do think artificial intelligence is not only the most important but also the most interesting story in the world. It's an economic story. It's a safety story. It's a stock story.

I have this long list of essentially social essays that I want to write. Stuff like "Everything Is Television." But I know that if I only write those essays for a month, if I only write those essays for a year, the line's gonna go down.

And so I'm interested in AI, and fortunately, the AI stuff sells. The AI reporting that I do creates a zone of extraordinary comfort for me to spend time writing stories that I know won't make money, but I think could be really, really broadly read as social analysis.

Read the original article on Business Insider
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Daily Briefing Oct. 21 – Is Netanyahu gearing up to strike Iran?

Diplomatic correspondent Lazar Berman on the prime minister's failure to clamp down on extremist settler violence in the West Bank and the dangers of indecisive military operations
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Netflix used to chat a lot about its plans for video games and podcasts. Not anymore.

Netflix co-CEO Ted Sarandos
Netflix co-CEO Ted Sarandos no longer has anything to say about the company's move into video games or podcasts.

Patrick T. Fallon / AFP via Getty Images

  • Netflix has been talking about its plans to build a video game business for years.
  • More recently, it has told investors it was also excited about its move into podcasts.
  • Now it has nothing to say about either category. Its silence may be telling.

For years, Netflix has been telling investors how excited it is about its move into video games.

More recently, it has also started talking up its move into podcasts.

But when the company released its third-quarter earnings on Tuesday, the streamer had nothing to say about either foray.

What does that mean? Netflix won't say. But I'm pretty comfortable coming up with my own conclusion: Netflix doesn't think games or podcasts are going to do much for its business, at least in the near future.

That also tracks with new reporting from The Wall Street Journal, which says that Netflix has recently "stopped pushing games and podcasts, focusing more on its core movie and TV offerings."

That's logical, given the most pressing problem the company has: figuring out how to make movies and TV shows that attract new subscribers, and that get its existing subscribers to spend more time on the service.

But it's also a real turnaround, at least in its messaging.

Netflix has consistently talked up games since it launched that business in 2021. In 2022, cofounder Reed Hastings predicted that Netflix would eventually "be a big leader in games." And the company has frequently pointed out its ambitions in its quarterly updates to investors.

Last quarter, for instance, the company highlighted a new World Cup game, and an app for kids games, and said it had "increasing confidence that we are building a foundation with exciting future growth potential."

It has also spent the last two quarters talking up its move into podcasts. In April, it said podcasts were a "potential incremental engagement opportunity." Three months later, it told investors that podcasts were good because they gave viewers more reasons to watch the service during the day (as opposed to the evening, where half of its viewing happens) and on mobile phones.

But on Tuesday, it had nothing to say about either category, other than a single legalese mention about forward-looking statements. But it did make a reference to other people's video games: It said a 27-minute trailer for Take-Two's highly anticipated "Grand Theft Auto VI," which it showed exclusively for a six-hour window, had been a hit.

Both games and podcasts make a certain kind of sense for Netflix, in theory: The company has often talked about the fact that gaming is a big competitor for its viewers' time. So why not try to harvest some of that attention for itself? And video podcasts are really just another term for "talk shows on a budget" — so why not offer those up to viewers as well?

The flip side: It's been hard to understand how Netflix would be able to create games that are better or more popular than everyone else in the game business. And it's an open question whether viewers who turn to Netflix in search of distracting entertainment would be interested in low-fi chats.

Maybe both categories eventually turn into something meaningful for Netflix one day. But the company seems to be saying that won't happen anytime soon.

Read the original article on Business Insider

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Portadown District’s offers to secure Drumcree parade deal revealed in court

Offers made by Portadown District to allow Orangemen to walk the Garvaghy Road have been revealed in court – including a 4AM march, accommodated by a residents’ protest.The court has finished hearing submissions during the legal challenge to the Secretary of State’s ban on the Drumcree parade. Mr Justice Scoffield is to deliver his judgement next week.Talks broke down after both parties refused to compromise on the proposed route. Olivia Peden is joined by Allison Morris who was in court.

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Struggling with hair loss? Here’s what to focus on: Leading expert Bridgeen King

After decades of experience in the hairdressing industry, Bridgeen Keen pivoted to become a hair loss and scalp expert. Her hair loss and hair replacement clinic in the Slieve Donard in Newcastle has helped to restore confidence in men and women in Northern Ireland and beyond, with sites in Belfast, County Down, and Harvey Nichols in Edinburgh. As well as sharing some of the secrets behind her business success, Bridgeen is also passionate about breaking the stigma around hair loss. She joined Cathy Martin to talk all things hair loss, defeating the stigma, and her plans for the future.

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