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Comissão de combate à fraude da saúde e mecanismo anticorrupção em conferência

No Auditório da Polícia Judiciária, em Faro, realizou-se uma conferência nacional inédita sobre a “Gestão do Risco no SNS e na Administração Pública“, que reuniu a Comissão de Combate à Fraude no SNS, o Juiz Conselheiro Mouraz Lopes, presidente do Mecanismo Nacional Anticorrupção e representantes de diferentes áreas da Administração Pública para refletir sobre os desafios da gestão do risco, da integridade e da segurança dos serviços públicos, destacando a importância da prevenção, da responsabilização das lideranças e da aprendizagem organizacional.

A iniciativa, promovida pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, teve lugar a 14 de outubro, proporcionou um espaço de reflexão e partilha de experiências sobre a governação, a gestão do risco, a qualidade, a segurança do doente, a integridade e a proteção dos recursos públicos, reunindo diferentes perspetivas sobre os desafios que se colocam às instituições públicas, nomeadamente da Polícia Judiciária, das Universidades e dos Municípios.

Nas principais mensagens em destaque esteve a importância de transformar os instrumentos de gestão do risco em medidas concretas, capazes de influenciar decisões, prevenir falhas e melhorar o funcionamento das organizações.

Os referenciais e as metodologias existentes, incluindo os previstos no Regime Geral da Prevenção da Corrupção (RGPC), só produzem verdadeiro valor quando se traduzem em responsabilidades claras, acompanhamento regular e resultados mensuráveis.

Portanto, uma boa governação exige, objetivos definidos, responsabilização das lideranças e mecanismos eficazes de monitorização, sendo que a gestão do risco não deve ficar circunscrita às áreas de auditoria ou de cumprimento normativo, mas integrar os processos de decisão e a atividade diária de toda a organização.

Uma visão integrada dos riscos e das respostas

Foi igualmente salientada ao longo da conferência, a interligação entre os riscos operacionais, clínicos, financeiros, de proteção de dados e de cibersegurança. Esta realidade exige uma abordagem integrada, assente na partilha de informação, na cooperação entre instituições e na preparação para responder a incidentes.

No setor da saúde, a gestão do risco corporativo deve articular-se com a segurança do doente, promovendo uma cultura de prevenção, reporte de incidentes e aprendizagem organizacional. A identificação precoce das vulnerabilidades e a capacidade de retirar ensinamentos das falhas são fundamentais para melhorar a qualidade dos cuidados e reforçar a confiança dos cidadãos.

Particular relevância assumem também as especificidades territoriais no Algarve, onde a sazonalidade e a pressão sobre os serviços exigem prioridades bem definidas e planos de continuidade ajustados à realidade regional.

A integridade e a transparência foram outras dimensões centrais do debate, associadas à necessidade de decisões fundamentadas, processos rastreáveis e mecanismos de controlo proporcionais. A prevenção da fraude e da corrupção constitui, neste contexto, uma responsabilidade essencial na proteção dos recursos públicos.

Um nota distribuída à imprensa após a conferência a ULS Algarve diz que a segurança da informação e a inteligência artificial estiveram igualmente entre os temas abordados. Se, por um lado, a tecnologia pode contribuir para melhorar a avaliação dos riscos, por outro, exige atenção à qualidade dos dados, à privacidade e à responsabilização pelas decisões. A preparação das equipas, a formação e a cooperação entre entidades são igualmente determinantes para assegurar a continuidade dos serviços públicos.

Transformar a reflexão em melhores práticas

Patrícia Rego, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve para a área da Saúde, na sessão de encerramento, sublinhou que os riscos não podem ser analisados isoladamente, uma vez que uma falha tecnológica pode comprometer a continuidade dos cuidados, tal como uma fragilidade organizacional pode colocar em causa a segurança do doente.

A responsável defendeu, por isso, que a gestão do risco deve ser entendida para além do cumprimento regulamentar. “Gerir o risco é sem dúvida antecipar“, afirmou, salientando que as organizações não devem esperar pela ocorrência de um incidente para reconhecer as suas vulnerabilidades.

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Também Tiago Botelho, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, considerou a conferência um dia de reflexão exigente e útil, marcado pelo cruzamento de diferentes perspetivas sobre governação, gestão do risco, qualidade e segurança do doente. “O risco não pertence a um único departamento, faz parte das decisões, dos processos, das responsabilidades e, em suma, de toda uma administração“, salientou o gestor da Saúde no Algarve.

Para o Conselho de Administração da ULS Algarve, o principal desafio passa agora por transformar a reflexão em práticas concretas, reforçando o ambiente de controlo interno através da definição de responsabilidades, da disponibilização de informação de suporte à decisão e de mecanismos de acompanhamento eficazes.

Tiago Botelho destacou ainda a importância de uma gestão do risco corporativo alinhada com os objetivos e as responsabilidades da instituição, de um cumprimento normativo orientado para a promoção da integridade e a prevenção de falhas e de uma auditoria interna independente, capaz de avaliar procedimentos e recomendar melhorias.

O responsável sublinhou que o valor destes mecanismos deve ser avaliado pelo seu impacto efetivo na organização, e não pelo número de documentos aprovados. Alertou ainda para os riscos que a fraude e a corrupção representam para os recursos públicos, para a confiança dos cidadãos e para a capacidade de resposta das instituições.

Em representação da reitora da Universidade do Algarve, Alexandra Teodósio, o diretor da Faculdade de Economia, Luís Coelho, reiterou a disponibilidade da academia para continuar a colaborar com as instituições da região, destacando o contributo da formação para a capacitação de profissionais e para o desenvolvimento de competências diferenciadas.

A conferência terminou com uma mensagem transversal: antecipar em vez de apenas reagir, responsabilizar as lideranças, integrar competências e medir resultados. Mais do que produzir matrizes ou relatórios, a gestão do risco deve traduzir-se em melhores decisões, danos evitados, utilização responsável dos recursos e maior confiança nas instituições públicas.

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ULS do Algarve defende controlo interno mais forte e avaliação de resultados

Conferência em Faro juntou responsáveis da saúde, da justiça e da Administração Pública. A prevenção de falhas e a responsabilização das lideranças estiveram no centro do debate.

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ULS Algarve promove conferência sobre ‘Gestão do Risco no SNS e na Administração Pública’

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve realiza no próximo dia 14 de outubro, no auditório da Polícia Judiciária, em Faro, a conferência ‘Gestão do Risco no SNS e na Administração Pública – Território, Decisão e Governação das Organizações’.

De acordo com a organização, “a crescente complexidade dos sistemas públicos de saúde, associada a exigências acrescidas de transparência, integridade, eficiência e prestação de contas, torna indispensável o reforço contínuo das competências institucionais em matéria de Governança, Controlo Interno, Gestão de Risco e Integridade”.

No contexto do Serviço Nacional de Saúde e da Administração Pública em geral, a Gestão do Risco assume um papel estratégico enquanto instrumento de apoio à decisão, de prevenção de irregularidades, de mitigação de riscos operacionais, financeiros, reputacionais e de conformidade, bem como de promoção de uma cultura organizacional orientada para a integridade e a melhoria contínua.

Esta conferência enquadra-se na necessidade de promover uma abordagem integrada e transversal da Gestão do Risco; reforçar a articulação entre áreas como Auditoria, Compliance, Qualidade, Sistemas de Informação, Inteligência Artificial e Gestão, sensibilizar dirigentes, chefias e trabalhadores para o seu papel ativo na identificação, avaliação e tratamento dos riscos, bem como fomentar a partilha de boas práticas e experiências entre entidades do SNS e da Administração Pública e Local.

Esta iniciativa pretende afirmar a Unidade Local de Saúde o Algarve como entidade promotora de boas práticas de governação, risco e integridade, reforçando simultaneamente a sua projeção institucional a nível regional e nacional. Para aceder ao programa clique aqui.

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ULS do Algarve promove conferência sobre gestão do risco no SNS e na administração pública

O encontro realiza-se no auditório da Polícia Judiciária (PJ), em Faro, no dia 14 de outubro. O programa aborda cibersegurança, segurança do doente, fraude, corrupção e inteligência artificial.

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Hospital de Faro realiza mais de 100 cirurgias robóticas em menos de um ano

A atividade começou em novembro de 2025 e abrange Urologia, Cirurgia Geral e tratamento cirúrgico da obesidade. Portimão atingiu a mesma marca em junho.

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