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La huelga de camioneros en el sur de Italia vacía los supermercados y desabastece de combustible aeropuertos y gasolineras

Una oleada de protestas de transportistas por el aumento del precio del carburante sacude desde hace días el sur de Italia, donde los bloqueos en las carreteras están provocando problemas de abastecimiento en supermercados, gasolineras y aeropuertos. La huelga ha llevado al Gobierno de Giorgia Meloni a aprobar de urgencia este jueves, en un consejo de ministros extraordinario, ayudas por valor de 550 millones de euros para poner fin a los cortes de carreteras y la escasez de suministros.

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© Ciro De Luca (REUTERS)

Supermercado sin existencias en las baldas, este jueves en Nápoles.
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Stock de Certificados do Tesouro afunda 1,7% em setembro e bate novo mínimo


Os Certificados do Tesouro continuam a perder dinheiro, mesmo depois do lançamento da Série 5 que passou a oferecer taxas mais altas do que as do produto anterior.

Segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, o stock destes produtos de dívida do Estado desenhados para o retalho caiu 1,71% em setembro face a agosto, para 6.331 milhões de euros, o valor mais baixo desde dezembro de 2014, segundo a série do Banco de Portugal. É o 59.º consecutivo de quedas do stock de Certificados do Tesouro (prolonga-se de forma ininterrupta desde novembro de 2021).

Em termos homólogos, a descida do stock dos Certificados do Tesouro em setembro é de 24,28%, o que equivale a menos 2.030 milhões de euros do que há um ano, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo supervisor.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A Série 5 está disponível desde 6 de julho, tem prazo de 10 anos e paga juros fixos que sobem de 2,35% no primeiro ano para 3,35% no décimo, o que dá uma taxa média bruta de 2,71%, tendo substituído os Certificados do Tesouro Poupança Valor, cujas subscrições foram suspensas.

Desde então, o stock desceu em todos os meses: 0,42% em julho, 1,39% em agosto e 1,71% em setembro, o que indica que os resgates de séries anteriores continuam a superar as novas subscrições.

Ao contrário dos Certificados do Tesouro, os Certificados de Aforro continuam a atrair poupança. O stock chegou aos 45.391 milhões de euros em setembro, batendo assim um novo máximo histórico, com uma subida de 1,76% face a agosto e de 16,27% em termos homólogos, o maior aumento em um ano desde março de 2024.

Os Certificados de Aforro representam agora cerca de 88% do total aplicado nestes dois produtos, contra 85% há um ano. Somados, os dois produtos totalizam 51.722 milhões de euros, mais 1,33% do que em agosto.

A subida homóloga global dos Certificados de 9,12% é a mais elevada desde fevereiro de 2024. O contributo dos Certificados de Aforro, que ganharam 6.353 milhões de euros em 12 meses, mais do que compensou a perda dos Certificados do Tesouro.

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Bruxelas considera acordo sobre securitização o “primeiro grande passo” da União da Poupança e do Investimento

A comissária europeia para os Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, saudou o acordo político alcançado entre o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia sobre a revisão do quadro europeu de securitização, considerando-o “um marco importante” para a União da Poupança e do Investimento (Savings and Investments Union – SIU).

Numa publicação na rede social LinkedIn, a responsável portuguesa classificou o entendimento alcançado em Estrasburgo como “o primeiro grande resultado legislativo” da nova estratégia europeia destinada a mobilizar poupanças privadas para financiar a economia.

Segundo Maria Luís Albuquerque, a revisão das regras da securitização pretende aumentar a capacidade dos bancos para financiarem famílias e empresas, em particular as pequenas e médias empresas (PME), ao mesmo tempo que canaliza mais investimento para a economia real europeia.

A comissária explicou que as alterações passam pela simplificação de requisitos, redução de encargos administrativos considerados desnecessários e pela adaptação das exigências de capital aos riscos efetivos das operações. O objetivo é criar condições para um mercado europeu de securitização “mais forte e dinâmico”.

“A estabilidade financeira continua a não ser negociável. Mas a resiliência e a competitividade devem caminhar lado a lado”, afirmou.

Maria Luís Albuquerque defendeu ainda que um mercado de securitização eficiente pode contribuir para diversificar as fontes de financiamento, melhorar a partilha de riscos e desbloquear financiamento adicional para investimento, inovação e criação de emprego.

A responsável enquadrou o acordo na estratégia mais ampla da União da Poupança e do Investimento, destinada a aproximar as poupanças dos europeus das necessidades de financiamento de empresas e cidadãos e a mobilizar capital privado para reforçar o crescimento económico e a competitividade da União Europeia.

“Este primeiro acordo demonstra que conseguimos transformar as nossas ambições em resultados concretos. E devemos manter o impulso”, sublinhou.

Maria Luís Albuquerque agradeceu ainda ao Parlamento Europeu e ao Conselho pela “colaboração construtiva” durante as negociações, deixando também uma palavra de reconhecimento às equipas da Direção-Geral da Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e União dos Mercados de Capitais (DG FISMA) e ao seu gabinete pelo trabalho desenvolvido ao longo do processo.

Apesar de considerar o acordo um passo significativo, a comissária salientou que a execução da União da Poupança e do Investimento continua e que “há muito mais para concretizar”.

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Euribor sobe a três meses e desce a seis e a 12 meses

Euribor

A taxa Euribor subiu hoje a três meses e desceu a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje, ao ser fixada em 3,019%, menos 0,011 pontos percentuais que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou hoje, para 3,262%, menos 0,001 pontos que na véspera.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses avançou hoje, pela quinta sessão consecutiva, ao ser fixada em 2,677%, mais 0,007 pontos.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, o BCE tinha subido, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 28 e 29 de outubro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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Obrigações francesas atingem máximo de 24 anos

As obrigações francesas, a 10 anos, atingiram na quarta-feira 21 de outubro um máximo de 24 anos quando ultrapassaram a barreira dos 5%. Um dos factores para esta escalada está ligada às dificuldades na aprovação de um Orçamento para o país, refere o The Guardian, a que se juntam os protestos nas ruas francesas, que já assumiram contornos violentos, e também o défice nas contas francesas.

E o spread [diferença] das obrigações francesas, face às alemãs [que são tidas como referência], atingiu os 157 pontos base, ficando próximo de níveis registados em 2011, salientou a Reuters.

O economista do banco ING, Charlotte de Montpellier, referiu, citado pelo Le Monde, que a perda de confiança representa agora o “maior” risco económico. “A subida das taxas de juro exacerba as condições financeiras já difíceis e provavelmente afetará ainda mais os investimentos e a atividade económica”, acrescentou.

Já o responsável pela estratégia de mercado da plataforma de negociação de moedas e pagamentos Ebury, Matthew Ryan, citado pelo The Guardian, referiu que os prolemas que se fazem sentir em França estão também a pressionar em baixa o euro. “O euro continua a ficar atrás da maioria das principais moedas, uma vez que o prémio de risco político em França dificilmente diminuirá em breve. Ainda não é claro se o orçamento de 2027 será aprovado pelo parlamento e, mesmo que assim seja, parece estar repleto de concessões tanto à esquerda como à direita, deixando o problema do défice sem uma solução adequada”, acrescentou.

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Juros da dívida sobem a dois, cinco e 10 anos

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quarta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, bem como com os de França no prazo mais longo.

Às 08:20 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,950%, contra 3,938% na quarta-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,515%, contra 3,502%.

Os juros a dois anos avançavam para 3,211%, contra 3,196% na véspera.

Os juros da dívida francesa subiam para 5,046%, um máximo desde julho de 2002, contra 5,012% na véspera.

Em sentido contrário, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,400%, contra 3,417%, bem como os dos Estados Unidos, que cediam para 5,078%, contra 5,121%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, continuava a subir, para 164,7 pontos base, em máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:20:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

22/10…….3,211…3,515…..3,950

21/10…….3,196…3,502…..3,938

Espanha

22/10…….3,234…3,587…..4,084

21/10…….3,228…3,571…..4,076

Grécia

22/10…….3,332…3,878…..4,440

21/10…….3,320…3,846…..4,410

Itália

22/10…….3,613….4,082…..4,613

21/10…….3,574….4,043…..4,576

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

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Lucros do Bankinter crescem 11% até setembro. Portugal contribui com 178 milhões

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By: Lusa

O banco Bankinter, presente em Portugal, teve lucros de 901 milhões de euros até setembro, mais 11% do que no mesmo período de 2025, anunciou esta quinta-feira o grupo financeiro espanhol.

O resultado antes de pagar impostos ascendeu a 1.267 milhões de euros, um aumento de 10,8% comparando com os primeiros nove meses do ano passado, comunicou o grupo Bankinter à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.

Em Portugal, onde o Bankinter está desde 2016, o resultado antes do pagamento de impostos foi 178 milhões de euros, um aumento de 13% comparando com os três primeiros trimestres (janeiro a setembro) de 2025, revelou o banco, num comunicado.

Ainda em Portugal, a carteira de crédito ascendeu a 12.000 milhões de euros no mesmo período (mais 9% do que em 2025) e o património dos clientes gerido pelo banco cresceu 18%, para 21.000 milhões de euros.

A margem bruta (que reflete todas as receitas) em Portugal cresceu 12% até setembro.

Já a nível global, a margem bruta de todo o grupo Bankinter chegou aos 2.397 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 6,49% do que no ano passado.

A margem de juros do Bankinter (a diferença entre juros que pagou e cobrou) cresceu 5,68% no mesmo período, para 1.761 milhões de euros.

Quanto à rentabilidade do grupo, a rentabilidade sobre os capitais próprios (ROE) situou-se em 19,2% no final do terceiro trimestre.

O banco Bankinter teve lucros de 1.090 milhões de euros em 2025, mais 14,4% do que em 2024.

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Bolsa de Lisboa abre no vermelho em linha com Europa

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta quinta-feira 22 de outubro com uma quebra de 0,42% para os 9.334,83 pontos.

As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para o Banco Comercial Português (BCP) que quebra 1,56% para os 1,10 euros, seguida pela Mota-Engil que desvaloriza 1,20% para os 4,62 euros, e a Teixeira Duarte que desce 0,79% para os 0,44 euros.

No vermelho está ainda a EDP, a EDP Renováveis, os CTT, a Jerónimo Martins, e a Navigator.

A negociar no verde está a Galp Energia que avança 0,53% para os 22,62 euros e a REN sobe 0,14% para os 3,55 euros.

Europa abre no vermelho

As principais bolsas europeias abrem no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 0,94% para os 25.404,00 pontos, o CAC 40 (França) desvaloriza 1,22% para os 7.825,36 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,49% para os 10.679,91 pontos.

O AEX (Países Baixos) desvaloriza 1,01% para os 1.130,77 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 1,42% para os 19.048,48 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desce 0,20% para os 48.974,50 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 2,28% para os 111,30 dólares e o crude valoriza 2,23% para os 99,32 dólares.

O euro está a subir 0,12%, face ao dólar, para os 1,12461 dólares e o euro está a avançar 0,04%, face à libra, para as 0,83882 libras.

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Resultados do trimestre testam resistência da rentabilidade das cotadas da bolsa


A Navigator arranca esta quinta-feira a época de divulgação dos resultados da bolsa lisboeta. Depois de um semestre histórico, que aponta para um novo ano de lucros recorde na bolsa, as cotadas do PSI mostram as contas de um trimestre marcado pela escalada dos preços dos combustíveis, que vai testar a capacidade das companhias portuguesas protegerem os lucros neste ambiente. Os analistas esperam que a energia e a banca continuem a destacar-se, enquanto as exportadoras poderão ser afetadas pelo clima de instabilidade internacional.

João Queiroz, head of trading do Banco Carregosa, destaca que esta época de apresentação de resultados será "particularmente relevante para aferir até que ponto as empresas portuguesas conseguiram preservar a rentabilidade num…

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Carrefour estudia la compra de Condis para crecer en Cataluña

A Carrefour le gusta España. El gigante galo de la distribución ha colocado al país como uno de sus mercados clave, junto a Francia y Brasil, y en los últimos meses acelera el ritmo de aperturas de nuevas tiendas, sobre todo en el formato de proximidad a través de su enseña Carrefour Express.

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© Isaac Fontana (EFE)

Personas caminan en una tienda de Carrefour.
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A primeira página do Jornal Económico de 22 de outubro

Agora é mais fácil ler o seu Jornal Económico em formato digital. De segunda a sexta-feira, a partir da meia-noite, pode ver a primeira página e ler os principais conteúdos de cada edição no nosso espaço reservado a assinantes, o JE Leitor. Para receber a edição completa, subscreva a newsletter Edição da Manhã e terá o Jornal Económico no seu email, de segunda a sexta-feira, às 7h00.

Veja aqui a primeira página do Jornal Económico desta quinta-feira, 22 de outubro:

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Município de Tavira abre concurso para exploração de sete lojas nos Mercados de Tavira, Cabanas e Luz

O Município de Tavira abriu concurso público para a exploração de sete espaços comerciais nos mercados municipais de Tavira, Cabanas de Tavira e Luz de Tavira, criando novas oportunidades para empreendedores e investidores desenvolverem projetos nas áreas do comércio, serviços e restauração.

O concurso contempla três lojas no Mercado Municipal de Tavira, uma loja no Mercado da Freguesia de Cabanas de Tavira e três lojas no Mercado da Freguesia da Luz de Tavira, espaços que se destacam pela sua localização estratégica e pelo potencial para dinamizar a atividade económica local.

As concessões poderão vigorar por um período máximo de 10 anos, incluindo renovações, permitindo aos futuros concessionários assegurar estabilidade e consolidar a sua atividade em equipamentos municipais que recebem diariamente residentes e visitantes.

O valor mínimo global da taxa de compensação por loja é seguinte:

  • Lote 1 – Loja n.º 4 do Mercado Municipal de Tavira: 5.000 €
  • Lote 2 – Loja n.º 5 do Mercado Municipal de Tavira: 5.000 €
  • Lote 3 – Loja n.º 13 do Mercado Municipal de Tavira: 5.000 €
  • Lote 4 – Loja “Padaria” do Mercado de Cabanas de Tavira: 1.000 €
  • Lote 5 – Loja “Verde” do Mercado da Luz de Tavira: 500 €
  • Lote 6 – Loja “Vermelha” do Mercado da Luz de Tavira: 250 €
  • Lote 7 – Loja “Azul” do Mercado da Luz de Tavira: 250 €

Os interessados podem apresentar propostas até às 17h00 do dia 19 de novembro.

Com esta iniciativa, o Município pretende reforçar a atratividade dos mercados municipais, incentivar a criação de novos negócios e contribuir para a dinamização económica das freguesias, valorizando estes espaços como polos de proximidade, convivência e desenvolvimento local.

As peças do procedimento e demais informações encontram-se disponíveis nos serviços municipais e no site do Município de Tavira.

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Brent estável nos 108,82 dólares perante esforços diplomáticos entre EUA e Irão

A cotação do preço do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou, esta quarta-feira, no mercado de futuros de Londres praticamente estável, com uma subida de 0,03%, para os 108,82 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 0,03 dólares acima dos 108,79 dólares com que encerrou as transações na terça-feira.

A estabilidade no preço ocorre depois de os Estados Unidos terem confirmado os contactos do Qatar e do Paquistão com o Irão, visando facilitar as negociações para terminar a guerra.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou que Washington tem conhecimento das iniciativas de mediação do Qatar e do Paquistão, embora tenha afastado qualquer acordo que permita a Teerão desenvolver armas nucleares.

As equipas mediadoras apresentaram, na terça-feira, uma “proposta intermédia” a ambos os países para reduzir a escalada do conflito e promover o regresso à mesa das negociações, após o fracasso do cessar-fogo em junho, noticiou o media catari ‘Al Araby al Jadeed’.

Por outro lado, as exportações de petróleo dos produtores do Golfo Pérsico, excluindo o Irão, atingiram uma média de 24,6 milhões de barris diários na semana que terminou em 18 de outubro.

O volume ultrapassa os 23,3 milhões registados antes da guerra, graças à utilização de rotas alternativas, segundo dados da Kpler citados pelo ‘Financial Times’.

No entanto, o fluxo de embarques através do estreito de Ormuz, controlado por Teerão, continua mais de um terço abaixo dos níveis anteriores ao conflito, que teve início em 28 de fevereiro.

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Wall Street encerra sessão em alta com Nasdaq a liderar ganhos animado pela SpaceX

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta quarta-feira, em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos, impulsionado pelo setor tecnológico, depois de resultados acima do esperado da SpaceX terem aliviado a incerteza sobre a sustentabilidade da vaga global de investimento em inteligência artificial (IA).

O Dow Jones somou 0,69% para 52.857,10 pontos, o S&P 500 ganhou 0,60% para 7.758,53 pontos e o tecnologico Nasdaq valorizou 1,05% para 26.702,86 pontos.

Wall Street encerrou em alta, nesta quarta-feira, com o Nasdaq a liderar os ganhos, graças à SpaceX, cujas ações dispararam após a divulgação dos resultados A Netflix, por outro lado, registou uma queda após apresentar resultados decepcionantes nas previsões de receita e publicidade.

“A SpaceX pode transformar-se numa empresa mais de IA do que espacial. E é exatamente aí que estamos. Há um enorme potencial de crescimento no negócio de IA, visto que a infraestrutura de IA requer investimentos de capital significativos, e a SpaceX certamente tem mais recursos do que muitas empresas menores que atualmente enfrentam crescente pressão de crédito. Estou a referir-me em particular, a empresas de neocloud como a CoreWeave, cujo risco de inadimplência disparou na semana passada”, afirma Ipek Ozkardeskaya, analista senior da Swissquote.

O Departamento de Estado dos EUA esclareceu que ordenou a partida de funcionários e respetivos familiares apenas da Arábia Saudita, e não de toda a região do Golfo. O que explica que o crude West Texas tenha recuado -0,21% para 97,61 dólares. A cotação do preço do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou esta quarta-feira no mercado de futuros de Londres praticamente estável, com uma subida de 0,03%, para os 108,82 dólares.

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Euro sobe ligeiramente face ao dólar em sessão marcada pela volatilidade do petróleo

O euro subiu, esta quarta-feira, ligeiramente face ao dólar, numa sessão marcada pela volatilidade dos preços do petróleo, depois de os Estados Unidos terem reconhecido a existência de contactos diplomáticos para tentar pôr fim ao conflito com o Irão.

Às 18:07 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,1233 dólares, quando na terça-feira, pela mesma hora, negociava a 1,1231 dólares.

Em contrapartida, a moeda única europeia recuou face à libra e ao iene, enquanto o dólar também perdeu terreno perante a divisa japonesa.

Nos mercados petrolíferos, o barril de Brent, referência na Europa, registava esta tarde uma ligeira descida de 0,03%, para 108,76 dólares, depois de ter oscilado entre um máximo de 111,32 dólares e um mínimo de 107,68 dólares ao longo da sessão.

O barril de West Texas Intermediate (WTI), petróleo de referência nos Estados Unidos, recuava, à mesma hora, 0,62%, para 97,21 dólares, embora tenha ultrapassado a barreira dos 100 dólares pouco depois do meio-dia.

A evolução dos preços do petróleo foi influenciada pelos esforços diplomáticos para reduzir a escalada do conflito no Médio Oriente, depois de Washington ter reconhecido os contactos de mediação promovidos pelo Catar e pelo Paquistão junto do Irão.

As equipas de mediação do Catar e do Paquistão apresentaram na terça-feira uma “proposta intermédia” aos Estados Unidos e ao Irão, com o objetivo de reduzir a escalada do conflito e retomar as negociações, após o fracasso do cessar-fogo do passado mês de junho, segundo noticiou o órgão de comunicação social do Catar Al Araby al Jadeed.

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Dívida portuguesa é vista como “ativo de refúgio”, diz Secretário de Estado do Orçamento


O Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, José Maria Brandão de Brito, considerou esta quarta-feira que as obrigações soberanas portuguesas são “tidas como ativos de refúgio”, o que atribui a uma “postura de responsabilidade e tranquilidade na gestão financeira do Estado”.

O responsável falava no debate parlamentar sobre a Conta Geral do Estado de 2025 (CGE2025), quando explicou que a confiança dos investidores tem sido ganha num período de “grande instabilidade geopolítica”, o que associou aos “pequenos excedentes orçamentais que têm permitido reduzir a dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) de forma sustentável“.

Ainda assim, na última emissão de dívida, o Estado colocou 769 milhões de euros a dez anos, pagando um juro de 3,9%, o valor mais elevado num leilão desta maturidade desde 2014. Nessa colocação, os investidores apresentaram ofertas 1,62 vezes acima do montante angariado, o que compara com 2,38 vezes na última emissão comparável em julho deste ano.

Esta quarta-feira, os juros da dívida nacional terminaram a sessão nos 3,945%, ao passo que a yield alemã, de referência para o bloco, ronda os 3,42%. O spread figura nos 52 pontos base, o valor mais elevado deste ano.

No final do segundo trimestre Portugal foi o quarto país da Zona Euro que mais cortou a dívida pública no último ano, de 95,9% para 92,5% do PIB, uma descida de 3,4 pontos percentuais. Apesar desse movimento, o país continua entre os mais endividados do espaço da moeda única, ocupando o sexto lugar entre os 21 Estados-membros com maior rácio da dívida pública face ao PIB. No entanto, a distância face à média da Zona Euro diminuiu.

Na proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), o Governo inscreveu uma descida do rácio da dívida pública sobre o PIB para 84,5% no final do próximo ano, menos três pontos percentuais do que os 87,5% estimados para este ano, cuja previsão ficou inalterada face ao anterior OE.

A dívida estava em 89,2% do PIB em 2025 e em 93% em 2024. O relatório indica que, em 2025, ficou cerca de 4 pontos percentuais abaixo da trajetória acordada com a Comissão Europeia.

Governo compromete-se com parecer positivo do Tribunal de Contas até ao final da legislatura

Depois de o Tribunal de Contas ter considerado que a Conta Geral do Estado (CGE) de 2025 não está em conformidade com a Lei de Enquadramento Orçamental (LEO), recusando assim a sua certificação, o Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento comprometeu-se a, até ao final da legislatura (2029) “cumprir com o que é exigido”.

No motivo do chumbo pelo Tribunal de Contas está o facto de não estar assegurada a qualidade da informação necessária à tomada de decisão e controlo políticos, uma vez que, à semelhança de anos anteriores, a CGE continua a não incluir as demonstrações orçamentais e financeiras consolidadas do perímetro constituído pelos subsetores da Administração Central e da Segurança Social.

José Maria Brandão de Brito assumiu a responsabilidade desse “chumbo” e acrescenta que traz também a “obrigatoriedade de resolver o problema”. Essa solução passa por “alterar diplomas, aprimorar procedimentos, alterar os pedidos de informação às entidades e dar formação às entidades para que elas consigam migrar do sistema contabilístico antigo em que estavam para aquele que hoje é exigido”, enumerou.

“Sobretudo, estamos a tratar de municiar as entidades das administrações públicas e da administração central dos sistemas de informação necessários para garantir que o principal obstáculo à conformidade com a lei de enquadramento orçamental que é a apresentação de uma conta financeira consolidada é ultrapassado“, explicou.

“O desafio que este Governo tem é, ao longo da legislatura, cumprir com aquilo que é exigido“, prometeu.

O Ministério das Finanças identificou ainda uma diferença de 30 milhões de euros na informação apresentada pelo Tribunal de Contas sobre a reconciliação de apoios e outras transferências na CGE de 2025. Brandão de Brito, adiantou que o seu gabinete já pediu informação adicional ao órgão de fiscalização das contas públicas para esclarecer a discrepância.

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PSI fecha em alta impulsionado pelo BCP e pela tecnologia em dia de avanço para a paz na guerra Rússia-Ucrânia

O índice PSI fechou a sessão desta quarta-feira, 21 de outubro, com uma valorização de 0,46%, fixando-se nos 9.374,46 pontos, num dia marcado pelo otimismo em torno do setor tecnológico e pelos resultados empresariais acima das expectativas.

O BCP destacou-se como o principal motor do índice ao avançar 2,14% para 1,122 euros, antes da apresentação de resultados na próxima quarta-feira, seguido pela EDP Renováveis (+1,17% para 12,09 euros) e pela EDP (+1,30% para 4,760 euros), num movimento alinhado com o resto da Europa.

Do lado das perdas, a NOS liderou as descidas ao recuar 1,71% para 5,185 euros, seguida pela Sonae (-0,93% para 2,1300 euros) e pela Jerónimo Martins (-0,54% para 18,31 euros), que contrariaram a tendência positiva do mercado nacional.

No seu comentário de fecho de mercado, o Millennium investment banking destacou que “o PSI acompanhou o sentimento e ganhou 0,5%, com o BCP a liderar os ganhos, puxado por novos upgrades” , sublinhando ainda que o entusiasmo em torno do setor tecnológico foi um dos principais impulsionadores da sessão, depois de a SpaceX ter apresentado contas surpreendentes que reforçaram os sinais positivos para o futuro da inteligência artificial. As ações da empresa de Elon Musk disparam 12%.

No resto da Europa, o sentimento foi claramente positivo, com os principais índices a encerrarem em alta. O Euro Stoxx 50 terminou nos 6.207,52 pontos, uma subida de 1,40%, enquanto o Stoxx 600 avançou 0,91%. O FTSE 100 londrino somou 0,19% para 10.752,88 pontos, o CAC 40 francês ganhou 1,06% para 7.921,68 pontos e o DAX alemão valorizou 1,35% para 25.645,04 pontos. Em Itália, o FTSE MIB subiu 1,17% para 49.643,69 pontos e, em Espanha, o IBEX 35 registou um acréscimo de 1,21% para 19.323,50 pontos. O entusiasmo em torno do setor tecnológico, alimentado pelos resultados da SpaceX e da Super Micro Computer, que reacenderam o interesse pela inteligência artificial, foi o principal catalisador para a onda verde que varreu as bolsas europeias.‌

O ambiente de negociação foi condicionado, por um lado, pelos fortes resultados empresariais que superaram as estimativas e, por outro, pela incerteza geopolítica.

Contexto macroeconómico e geopolítico com sinais positivos para o fim da guerra na Ucrânia

Os protestos violentos em França, que levaram à revisão em baixa das previsões de lucros da Carrefour devido aos distúrbios e aos custos acrescidos, juntamente com a inflação no Reino Unido a subir acima do esperado (+0,4% em termos mensais e +3,5% em termos homólogos), reforçaram as expectativas de que o Banco de Inglaterra possa vir a aumentar as taxas de juro na sua reunião de novembro.

A incerteza em torno da situação política francesa e a ausência de uma solução para o conflito no Médio Oriente continuam a manter os investidores cautelosos.

No entanto, o dia foi marcado por desenvolvimentos significativos nas negociações de paz para a Ucrânia, que injetaram algum otimismo cauteloso. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, reuniu-se ontem em Oslo com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre e o Presidente finlandês Alexander Stubb (com participação de representantes europeus e da NATO). As conversações foram descritas como “produtivas” e “construtivas” por fontes oficiais dos EUA, com progressos em elementos-chave de um quadro de paz abrangente: garantias de segurança para a Ucrânia, plano de recuperação económica pós-guerra e arquitetura de segurança europeia mais ampla.

O Kremlin confirmou entretanto, através da TASS, que a Noruega e a Finlândia passaram a fazer parte do processo de paz.

Nesta quarta-feira, 21 de outubro, Witkoff deslocou-se a São Petersburgo para um encontro de cerca de três horas com Vladimir Putin (com a presença do conselheiro Yury Ushakov e do enviado Kirill Dmitriev; Jared Kushner participou por videoconferência). Segundo Ushakov, Putin aceitou “em princípio” a proposta norte-americana de retomar as conversações trilaterais (EUA-Rússia-Ucrânia) após 10 de novembro, centradas na construção de um sistema de segurança para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito.

A Casa Branca confirmou que a Rússia aceitou a proposta de reunião trilateral. Putin agradeceu publicamente os esforços de Trump e de Witkoff para pôr fim à guerra. Em paralelo, Zelensky declarou, em entrevista à Fox News (“Fox & Friends”), que aceitaria um acordo de paz que congelasse as linhas de frente atuais (permitindo à Ucrânia manter 75% ou mais do seu território), como primeiro passo para um cessar-fogo e posterior negociação de garantias de segurança robustas junto dos EUA e dos europeus.

“Neste momento temos de congelar, e penso que esta é a forma real de pôr fim a esta guerra”, afirmou Zelensky, sublinhando a abertura a negociações trilaterais (preferencialmente com participação europeia) e a necessidade de “não falarem de nós sem nós”.

Um assessor de Putin indicou ainda que a guerra está a “mover-se em direção a um fim”, segundo a Vesti.

Estes movimentos diplomáticos – após meses de estagnação desde as últimas rondas trilaterais de início de 2026 – representam o maior impulso recente para um possível descongelamento do conflito, embora as questões territoriais (especialmente o Donbas) e as garantias de segurança permaneçam os principais obstáculos.

Os mercados reagiram de forma contida, privilegiando o impulso tecnológico, mas o potencial de redução do risco geopolítico continua a ser monitorizado de perto pelos investidores.

Petróleo em queda mas yields continuam a pressionar

No mercado de matérias-primas, o petróleo registou ligeiras descidas, com o NYMEX WTI a recuar 0,65% para 97,18 dólares e o ICE Brent a descer 0,05% para 108,74 dólares.

No mercado obrigacionista, a pressão sobre os juros da dívida soberana manteve-se, com a Alemanha a 10 anos a render 3,42% (uma variação de +2,09 pontos base) e Portugal, no mesmo prazo, a fixar-se nos 3,94% (+5,44 pontos base), aumentando o prémio de risco.

França continuou a ser o foco de tensão, com a yield a 10 anos a subir para 5,01% (+8,35 pontos base), num contexto de preocupações em torno do défice orçamental e da instabilidade política no país.

 

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