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Ukraine cuts more than 4,000 vacant government posts and trims deputy ministers by about 20% in the first stage of civil service reform

prime minister serhii koretskyi

Ukraine is thinning its state bureaucracy. Central government bodies will cut more than 4,000 vacant positions in the first stage of a civil service reform, Prime Minister Serhii Koretskyi says, with the number of deputy ministers to fall by about 20% and deputy heads of other central bodies by nearly 18%.

The reform aims to build a professional state apparatus that can carry out tasks quickly and effectively, Koretskyi said. It comes as Ukraine faces an economic crunch, and about $20 billion in EU aid is on hold, blocked by reforms Kyiv has not completed.

The cuts are only the visible first step, and the final headcount is not set yet. The number of deputies will be tied to the volume of tasks each office carries, Koretskyi states.

"The most important thing is that we are running a functional diagnostic of the state apparatus," he continues.

The Ukrainian government will assess which functions the bodies have and whether they align with the state's realities and priorities, and only then will it define the structure and final headcount.

Training is tied to the job

Another track reshapes how officials learn. Training will be linked to the tasks of each specific post, with outreach and internships for young people and a separate program for veterans, Koretskyi says.

The Public Administration Council, which brings together officials, members of parliament, and experts, has resumed work, presenting a detailed plan on the task and assigning responsibility for each area.

The squeeze that forces the cuts

The reform lands in a tight budget. The war is costing Ukraine about $155 billion a year, and with Western aid running late, Kyiv has frozen almost everything except the army, pensions, and public wages.

On 1 October, the state suspended a veterans' gym subsidy that had cost about $13 million and drawn more than 800,000 users, for lack of funds.

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Fifteen Year-Old Reform Activist Arrested After Comparing Tory Councillor to Rent Boy

A 15 year-old Reform activist has been arrested for a tweet in which he compared a Tory councillor in Wolverhampton to dressing like a "rent boy" to attend a council meeting.

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As contradições de Lula finalmente cobram o preço

Mesmo uma vitória de Lula, hoje improvável, não fará mais que dar uma sobrevida e prolongar a agonia num falso senso de estabilidade.

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A perspectiva sobre as eleições brasileiras após o 1º turno é unânime: Lula e o Partido dos Trabalhadores foram varridos e humilhados, e as perspectivas de uma virada nas eleições presidenciais é mínima.

Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu 56 milhões de votos, ou aprox. 47% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 53,8 milhões de votos, ou aprox. 45% dos votos válidos – o resultado leva ao 2º turno, a ser realizado no dia 28 de outubro. O problema para Lula é que o eleitorado dos candidatos que ficaram em 3º, 4º e 5º têm uma maior tendência para votar em Flávio Bolsonaro do que no próprio Lula.

Lula só tem como puxar votos tentando converter os que não foram votar, ou os que votaram nulo. São 30 milhões de eleitores nessas condições, portanto não é pouca gente. Mas historicamente, a tendência é que essa fatia do eleitorado aumente do 1º para o 2º turno, em vez de diminuir.

O revés de Lula, porém, não é apenas em sua própria disputa com Bolsonaro.

Em número de governadores estaduais, o seu partido, o PT, cai de 4 para 3 governadores. E o partido até conseguiu preservar seus assentos no Senado e somar 1 deputado federal a mais na Câmara, mas os seus rivais bolsonaristas do PL ganharam mais 13 cadeiras no Senado e 21 cadeiras na Câmara. Em outras palavras, mesmo que Lula ganhasse, não conseguiria governar.

A reação do partido de Lula e de seus militantes é a pior possível: responsabilizam o povo por “não saber votar” ou por “ser fascista”, os candidatos de micropartidos de esquerda por não terem desistido de suas candidaturas, alegam narrativas fantasiosas de “manipulação” por parte dos EUA e das redes sociais – tudo, menos admitir que o governo de Lula padecia de problemas sérios e foi incapaz de dialogar com a população e entender as suas demandas.

Pior: abraçam uma ilusão na qual o governo de Lula teria sido, na verdade, excepcional e no qual todos os índices econômicos seriam maravilhosos, e “os pobres” deveriam agradecer a Lula de joelhos e votar nele para sempre.

A realidade, porém, é que excetuando na região nordeste, onde Lula nasceu, o PT virou o partido da classe média progressista e dos centros urbanos, enquanto as cidades pequenas e médias e uma parte significativa dos setores populares abraçou o bolsonarismo. E por que?

No que concerne a economia, a percepção de melhora é falsa. O governo Lula criou ou aumentou mais de 30 impostos e taxas de todos os tipos, voltados em sua maioria contra a classe média e trabalhadora. Para piorar, apertou a regulamentação dos microempreendedores, dificultando a sua vida no que concerne questões tributárias.

Os empregos criados foram principalmente no setor de serviços e no extrativismo, para não falar nos trabalhos autônomos e precários. Em contrapartida, o governo multiplicou ao infinito os “benefícios sociais”, concedidos principalmente para a camada lúmpem da sociedade, parasitária e odiada pelos setores positivos. Aliás, apenas os setores mais ricos ligados às finanças receberam tantos benefícios quanto o lumpemproletariado no governo Lula. E não casualmente, as classes de apoio ao PT foram a classe A e a classe E, as duas pontas do sistema parasitário e improdutivo, que esmagam as classes produtivas (B, C e D) por cima (através da usura) e por baixo (através da criminalidade).

Não se pode subestimar ademais, o problema da segurança pública, para o qual temos alertado há muito tempo. O discurso de Lula sobre soberania é vazio quando ¼ da população brasileira (segundo estudo da Cambridge University Press) vive em território controlado por organizações narcotraficantes. A tolerância do brasileiro por essa situação acabou.

Mas a leniência do governo não. Ao contrário, o Brasil vive a situação esquizofrênica de ser suave com criminosos perigosos e extremamente repressivo contra quem diz coisas politicamente incorretas na internet. Tornou-se corriqueiro no Brasil que pessoas comuns seja presas e condenados por “crime de ódio” ao recusarem a entrada de alguma pessoa “trans” num banheiro feminino.

E num erro de julgamento crasso, o PT decidiu associar a própria sorte ao STF, exatamente o núcleo de poder liberal que garante a implementação de todas as pautas globalistas no Brasil e que opera um aparato draconiano de repressão e silenciamento. Lula se esqueceu de que ele próprio foi perseguido e preso pelo Judiciário brasileiro, e decidiu se aliar a este setor para tentar impor a mesma sina a Bolsonaro.

O tiro, porém, saiu pela culatra. A disputa de Lula é com Flávio Bolsonaro. Mas quem venceu essa eleição, estando condenado, preso, adoecido e censurado é Jair Bolsonaro.

Especulações sobre “interferência estrangeira” nas eleições são fúteis e pueris posto que desnecessárias. Todas as causas da derrota de Lula estão em seu próprio governo.

Nem na política externa – área mais elogiada pelos colegas estrangeiros – escapamos das contradições: condenação da Nicarágua no Conselho de Direitos Humanos da ONU, veto ao ingresso da Venezuela nos BRICS e deslegitimação da reeleição de Nicolás Maduro, aliança tácita com a França de Macron, Acordo UE-Mercosul, colaboração da ABIN com as inteligências da França e da Alemanha, pressão para tentar desacelerar o crescimento dos BRICS, e poderíamos continuar longamente.

É por isso que dentro do Brasil, o elemento da política externa não pode ser visto, nessas eleições, da maneira “dualista” como ele é visto de fora para dentro (em que se tem o mito de um “Lula multipolarista” e um “Bolsonaro atlantista”). Na verdade, tanto Lula quanto Bolsonaro jogam com os dois lados do campo geopolítico, são apenas seus discursos que são levemente divergentes. Naturalmente, os propagandistas de ambos os lados jurarão que não é assim, mas é o que a análise fria dos fatos aponta.

No fim das contas, estamos às portas do “fim da Era Lula”, e dos momentos finais de uma carreira política que marcou a história do Brasil, que teve seus altos e baixos, seus pontos positivos e negativos, mas que termina de um modo agridoce, pela ausência de um projeto de nação e pela obsessão oportunista de se perpetuar no poder a qualquer preço – inclusive ao preço de trair os princípios da época da fundação do Partido dos Trabalhadores.

Lula deixará o PT órfão. Não houve preocupação com formar um sucessor à altura de Lula. Pior: a práxis do PT o levou a esmagar os partidos de esquerda menores e a absorver seus principais quadros para podá-los e controlá-los antes que eles pudessem se tornar maiores que Lula.

Nesse sentido, com o fim da carreira política de Lula morre a esquerda. Ou pelo menos UMA esquerda. A esquerda liberal-progressista da Sexta República e da Constituição de 88. Resta saber se o que triunfará na inevitável disputa por seu legado é uma esquerda ainda mais radicalmente progressista, ou se retornará uma esquerda nacionalista, tal como já existiu no Brasil em outras épocas.

Mesmo uma vitória de Lula, hoje improvável, não fará mais que dar uma sobrevida e prolongar a agonia num falso senso de estabilidade. Não só da esquerda, mas também do Brasil.

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Moraes autoriza Débora do Batom a cumprir pena no regime semiaberto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (6) que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, cumpra o restante da pena no regime semiaberto. Ela está em prisão domiciliar.

Débora ficou conhecida por ter pichado, durante os atos de 8 de janeiro de 2023, a frase “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, que fica em frente à sede do STF. A inscrição foi feita com batom vermelho.

Moraes determinou a remição de 212 dias da pena por atividades laborais, leitura de um livro e aprovação no Enem aplicado para pessoas privadas de liberdade. Com a remição, ela passou a cumprir os requisitos para a progressão ao regime semiaberto.

A decisão atendeu à manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que reconheceu o cumprimento dos requisitos para a mudança de regime.

Débora foi condenada pelo STF a 14 anos de prisão pela participação nos ataques de 8 de janeiro. Entre os crimes pelos quais foi condenada estão tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio tombado, dano qualificado com violência e associação criminosa armada.

Apesar da progressão para o semiaberto, Moraes manteve Débora em prisão domiciliar.

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O que muda com Lula ou Flávio?

Considerações realistas sobre as eleições brasileiras.

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As eleições presidenciais brasileiras estão chegando. E com elas estão chegando também as controvérsias, os debates e os diferentes pontos de vista sobre o que esse evento representa para o Brasil, para os BRICS e para o futuro do mundo multipolar.

Em um artigo recente, o respeitado analista político brasileiro Valdir Bezerra advogou a tese de que as eleições de 2026 representam um ponto de inflexão na história brasileira, podendo definir o papel do Brasil no mundo. Para Bezerra, a eleição opõe, de um lado, a vertente “autonomista”, representada por Luiz Inácio Lula da Silva, e, de outro, a vertente “ocidentalista”, representada por Flávio Bolsonaro.

Demostrando todo o devido respeito ao trabalho de Bezerro, que é um dos analistas mais bem conceituados no debate político russo-brasileiro, gostaria de apresentar aqui uma visão crítica sobre sua opinião. Não tenho como intenção “refutar” a posição de Bezerra, mas apenas expor as razões pelas quais não considero essa oposição entre autonomismo e ocidentalismo como um pressuposto válido para analisar a atual disputa eleitoral. Ademais, gostaria também de explicar por que não considero a eleição de 2026 como um momento decisivo na definição do papel internacional do Brasil.

Flávio é um ocidentalista, mas Lula não é um autonomista

Os termos guarda-chuvas usados para definir estas duas “tradições” da política brasileira não parecem minimamente aplicáveis na realidade atual. Os termos nos quais muitos pensadores brasileiros definiam a oposição entre aqueles que apoiam a soberania e o desenvolvimento nacional e aqueles que advogam por uma posição subordinada em relação ao eixo atlântico há muito tempo se tornaram obsoletos na alta política institucional brasileira – onde não há hoje qualquer figura digna do título de “autonomista”.

Não é preciso comentar aqui sobre a natureza ocidentalista de Flávio Bolsonaro, que, como seu pai antes dele, defende uma política externa de alinhamento total aos EUA e a Israel, ademais de uma agenda hostil aos BRICS e às plataformas multipolaristas. O ponto central, porém, é tentar entender em que posição, entre ocidentalistas e autonomistas, está Lula.

O atual presidente do Brasil governou o país em três ocasiões e protagonizou alguns dos eventos mais marcantes da política internacional no século XXI. Foi cofundador dos BRICS, articulou alianças com governos soberanistas nas Américas (Venezuela, Bolívia, Cuba) nos anos 2000, manteve laços amigáveis com o Irã e, mais recentemente, estreitou parcerias com a Rússia em pleno regime de sanções imposto pelo Ocidente, além de condenar abertamente o genocídio em Gaza.

Tudo isso é extremamente louvável, mas, para uma análise justa de Lula, é preciso apresentar o outro lado de sua figura: Lula nunca foi um “multipolarista”, apenas um articulador habilidoso no âmbito do multilateralismo da era Obama nos anos 2000. Isso se soma ao fato de Lula ter sido descaradamente apoiado pelo establishment Democrata nas eleições de 2022. Aliás, o terceiro governo Lula foi marcado por controvérsias dignas de um líder “ocidentalista” clássico: Lula não reconheceu as eleições venezuelanas, iniciou tensões com a Nicarágua, vetou o acesso da Venezuela aos BRICS, escanteou as negociações de um acordo Mercosul-China para priorizar um pacto de livre-comércio com a Europa extremamente negativo para os países sul-americanos (um acordo até mesmo neocolonial, pode-se dizer, colocando os países do Mercosul como exportadores de commodities e importadores de tecnologia). Isso tudo para não falar nas relações próximas, quase de alinhamento total e irrestrito, com o regime Macron na França.

Lula certamente teve vários acertos, mas, se formos voltar um pouco no tempo, o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro também os teve: se recusou a sancionar a Rússia e a condenar a Operação Militar Especial (ao contrário de Lula, aliás, que repetidamente a condenou), fortaleceu as parcerias com a China, preservou a estrutura dos BRICS e abandonou o alinhamento à política externa estadunidense pós-Trump, se tornando um alvo de Joe Biden.

No fim, acertos por acertos e erros por erros, ambos os lados parecem muito distantes de qualquer ideal “autonomista”.

Então, como definir Lula e Flávio?

Podemos resumir este tópico em uma única frase: tanto Lula quanto Bolsonaro são, cada um a seu jeito, ocidentalistas.

Em diversas outras ocasiões comentei em minha coluna sobre como vejo a Sexta República brasileira (o atual regime constitucional fundado em 1988) como uma espécie de “revolução colorida permanente”. De um lado, uma direita liberal abertamente pró-EUA e pró-Israel, de outra uma esquerda liberal institucionalista, ligada ideológica e financeiramente a um grande lobby internacional que vai desde os Democratas estadunidenses até a União Europeia.

As tensões atuais parciais que ocorrem agora entre Lula e Trump não são uma novidade. Bolsonaro se tornou uma figura extremamente incômoda nas relações entre Brasil e EUA assim que Biden chegou ao poder. O que muitos analistas falham em perceber é que as relações entre Brasil e EUA se definem pela dialética entre esquerda e direita no Brasil e Democratas e Republicanos nos EUA. Lula era amigo de Biden, como Bolsonaro era amigo de Trump. Se Lula vencer as eleições de 2026, terá muitos problemas – pelo menos até um eventual retorno Democrata nos EUA. Se Flávio vencer, Brasil e EUA estarão em alinhamento total – mas apenas enquanto Trump estiver na Casa Branca.

É essa dinâmica que permite aos EUA manter a política brasileira sob controle de forma estável. Washington não precisa fazer um Maidan no Brasil. Aliás, a fórmula “golpe + ditadura” não tende a funcionar em países continentais e diversos como o Brasil – e a maior prova disso é a própria experiência brasileira de regime militar, que foi inicialmente patrocinada pelos EUA, mas posteriormente se tornou um regime autônomo não-alinhado após um autogolpe interno entre os militares. Não por acaso, os EUA endossaram a redemocratização do Brasil, ajudando a criar precisamente o regime político atual.

De um lado, uma direita que apoiada pelos Republicanos, por Israel e pelo lobby neocon transnacional; de outro, uma esquerda que obedece aos Democratas e aos europeus. Lula foi um grande multilateralista numa época em que Washington, com Obama, incentivava esse tipo de verniz à unipolaridade estadunidense; Bolsonaro foi uma marionete aberta dos EUA numa época em que Washington, com Trump, exigia isso. A diferença é muito pouca – ou nula.

E o que a eleição de 2026 realmente representa?

A nível internacional, nada ou muito pouco.

Se vencer, Lula será pressionado enquanto Trump estiver no poder. E Lula ao longo dos últimos quatro anos já mostrou que compensa a hostilidade estadunidense sendo ainda mais aliado aos europeus. Por outro lado, se Flávio vencer, teremos pelo menos algum período de alinhamento total com os EUA, o que pode mudar numa eventual vitória Democrata nas próximas eleições presidenciais. É uma escolha muito clara entre Republicanos-Israel e Democratas-UE. “Autonomismo” não faz parte do jogo.

A nível interno, contudo, muitos fatores estão em jogo.

É no cenário interno que o debate sobre a eleição deve se concentrar. Afinal, nenhum brasileiro vai votar em um candidato ou outro por causa de Palestina ou BRICS – que, embora sejam causas legítimas, são realidades distantes para o cidadão comum. No plano interno, temos um Lula cada vez mais enfraquecido devido aos efeitos colaterais de anos em aliança com o Poder Judiciário (que agora está sendo escrutinado e exposto com o escândalo de corrupção do Banco Master). Do outro lado, Flávio recupera posições que já se julgavam perdidas e hoje ambos aparecem em empate técnico nas pesquisas.

O Poder Judiciário acumulou poderes extraordinários com Lula, a ponto de encarcerar manifestantes pacíficos e idosos sob acusação de “terrorismo” apenas porque participavam de manifestações pró-Bolsonaro. A inimizade entre o Judiciário e o Bolsonarismo não pode ser revertida, exceto por uma vitória de Flávio que culmine na indicação de ministros bolsonaristas para a Suprema Corte – remodelando assim os rumos da própria República.

Podemos resumir que Lula daria uma sobrevida à Sexta República, enquanto Flávio aceleraria seu colapso. Enquanto a Sexta República existir, nenhuma alternativa realmente “autonomista” surgirá no Brasil porque o próprio sistema constitucional brasileiro impede tal alternativa. Mas isso não significa que o colapso iminente deste sistema significará uma “aurora multipolar” no Brasil, já que não há (fora do extremamente “ocidentalista” Bolsonarismo) qualquer movimento político no país com força para erguer um novo projeto de Estado.

A conclusão talvez seja frustrante para os mais otimistas e esperançosos, mas o que parece estar por acontecer no Brasil em 2026 é a absoluta nulidade. Com Lula ou Flávio, pouco tende a mudar. O Brasil continuará sendo uma potência média decadente, politicamente subordinada aos EUA, mas com certa liberdade de engajamento multilateral com as potências eurasiáticas – enquanto domesticamente as instituições da Sexta República se autodestroem.

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Accident du travail en novembre: votre indemnité journalière maximale tombe de 320 à 87 euros

Un décret du 30 septembre divise par près de quatre le plafond d'indemnisation des accidents du travail et maladies professionnelles, sans le moindre débat parlementaire. Applicable dès le 1er novembre, la mesure fait peser sur le blessé un risque que le régime assumait jusqu'ici. Intérimaires et saisonniers paieront le prix fort.

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Décidée par décret le 30 septembre, la réforme fait passer le salaire journalier de référence maximal d’environ 400 à 109 euros. Pour les rémunérations élevées, l’indemnité maximale tombe ainsi d’environ 320 à 87 euros par jour. Le texte est passé par la voie réglementaire, sans débat parlementaire sur cette modification substantielle de la protection financière des salariés blessés au travail.

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Un plafond raboté par décret

Le décret n° 2026-909 du 30 septembre 2026, publié au Journal officiel le 1er octobre, modifie le calcul des indemnités journalières d’accident du travail et de maladie professionnelle (AT/MP). Le salaire journalier servant de base au calcul ne pourra désormais dépasser 0,226 % du plafond annuel de la Sécurité sociale, contre 0,834 % auparavant.

Pourquoi le chèque scolaire est la vraie solution aux problèmes de l’éducation
Matignon accuse LFI des 400 lycées bloqués. La France dépense 10 580 € par collégien et accorde 61 € à ses parents. Le chèque scolaire inverse la proportion.

Avec un PASS fixé à 48 060 euros en 2026, ce nouveau plafond représente environ 108,62 euros par jour. L’indemnité journalière correspondant à 60 % du salaire de référence pendant les 28 premiers jours, puis à 80 % à partir du 29e jour, le maximum passe ainsi d’environ 240 à 65 euros, puis d’environ 320 à 87 euros.

La réforme s’applique aux accidents et maladies professionnelles survenus à compter du 1er novembre 2026. Elle ne concerne pas le régime des arrêts maladie ordinaires, dont le plafond obéit à des règles différentes.

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Le risque revient sur le salarié

Le nouveau plafond correspond à environ 1,8 SMIC, contre un niveau antérieur nettement supérieur. Les spécialistes de la paie soulignent surtout une conséquence concrète : lorsque l’employeur doit maintenir une partie du salaire, la fraction qui ne sera plus couverte par les indemnités journalières augmentera.

L’humeur de Veerle Daens : Glucksmann s’excuse ? ou le grand art du « désolé si »
« Désolé si ces propos ont été perçus comme étant du sexisme. » Glucksmann, Ségolène Royal, et la naissance d’un temps verbal français.

Pour certains salariés, la perte sera donc partiellement reportée sur l’entreprise. Pour les intérimaires, saisonniers et intermittents, qui bénéficient souvent de moins de compléments employeur, elle pourra être supportée directement par le salarié.

En affaiblissant unilatéralement la protection sociale par voie réglementaire, le gouvernement modifie le niveau de protection d'un risque professionnel alors même que l’accident du travail n’est pas un choix individuel : le salarié qui se blesse en travaillant découvre désormais que la couverture financière dont il bénéficiait hier ne sera plus la même demain. En affaiblissant unilatéralement la protection sociale par voie réglementaire, le pouvoir démontre son peu de cas de la souveraineté des travailleurs.

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Las urnas electrónicas no son confiables

La paralización del recuento en Brasil revirtió la tendencia y salvó a Lula: las urnas electrónicas, opacas e inauditables, no son confiables.

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Escríbenos: info@strategic-culture.su

El escrutinio de los votos en la primera vuelta de las elecciones generales en Brasil fue motivo de gran controversia. Flávio Bolsonaro, hijo del expresidente Jair Bolsonaro, iba por delante de Lula en el recuento oficial, con un 49,6% contra un 42,2% para el presidente que busca su reelección.

Habían sido computadas el 64,8% de las secciones electorales hasta ese momento. Pero el recuento se paralizó por más de una hora. Extrañamente, los votos para gobernador, senador y diputados continuaron siendo contabilizados con normalidad. Solo el recuento presidencial se paralizó.

Y, aún más extrañamente, cuando el recuento presidencial se reanudó, la tendencia ascendente de Flávio Bolsonaro y la tendencia descendente de Lula se revirtieron. Los votos del candidato opositor cayeron, mientras que los del actual presidente aumentaron. Flávio Bolsonaro estaba a menos del 0,5% de la victoria que le otorgaría la banda presidencial. Perdió más de un 2%, terminando con un 47,03%, mientras que Lula ganó casi un 3%, terminando con un 45,16%.

Parecía que Flávio Bolsonaro destronaría a Lula ya en la primera vuelta. Pero, tras más de una hora de paralización en los recuentos, Lula logró recuperarse y la disputa se decidirá recién en la segunda vuelta.

El recuento se paralizó a las 19h06 (hora de Brasilia), con el 64,8% de las urnas escrutadas. Recién a las 20h08 se presentaron los nuevos resultados, ya con el 85% de las urnas escrutadas.

La justificación oficial fue dada por el presidente del Tribunal Superior Electoral (TSE), Kassio Nunes Marques, quien también es ministro del Supremo Tribunal Federal (STF). «Lo que ocurrió fue una congestión de datos. En cada elección, nos vemos sorprendidos por alguna contingencia, lo cual es natural para quien lida con sistemas complejos y tan variados», dijo. «A priori, no se sabe si esto fue derivado de otro problema. Lo que nuestra tecnología de la información constató fue un flujo [de datos] superior a lo normal, y esa congestión generó un atraso», completó.

Existe una propaganda violenta en Brasil, encabezada por la Justicia Electoral, para presentar a los ciudadanos que las elecciones son 100% limpias. El principal foco de esa propaganda son justamente las urnas electrónicas. Las instituciones judiciales y los medios de comunicación dan gran difusión a las palabras de la Justicia Electoral sobre la total confiabilidad de las urnas electrónicas, destacando, incluso, que son sometidas a pruebas antes del plebiscito y luego selladas para que nadie pueda acceder a ellas.

Entonces, ¿por qué las urnas sufrieron una especie de pánico, si habían sido rigurosamente examinadas? Pues, el sapientísimo TSE tiene pleno conocimiento del número de electores aptos para votar y del número de votos que pueden ser registrados en las urnas, incluso en cada sección electoral. La propaganda de la Justicia Electoral indica al público que las urnas están plenamente preparadas con anticipación para registrar y computar perfectamente los votos de los electores.

No debería ocurrir ningún flujo de datos «superior a lo normal» que llevara a la congestión del sistema, porque los datos y estadísticas más variados en relación con el registro de votos son conocidos y los cálculos son perfectamente realizables. La infalibilidad de las urnas electrónicas exige que todos los resultados posibles sean previsibles y que, por tanto, no haya ninguna anomalía.

¿Cómo es posible, entonces, que un sistema tan perfecto, como es el propagado por las instituciones del Estado brasileño, presente una falla que, después de ser supuestamente resuelta, haya modificado tan radicalmente la tendencia de los votos presidenciales?

Puede ser una coincidencia que Flávio Bolsonaro se haya desplomado y Lula haya subido después de la falla de las urnas. Pero, ¿quién sabe? El presidente del TSE reconoció que el sistema electrónico de votación es «complejo». Solo especialistas altamente capacitados, del propio TSE y de empresas de tecnología, consiguen acceder a él y comprenderlo, de acuerdo con la Justicia Electoral. Así pues, está en manos de esos especialistas —que son 150 técnicos desconocidos del público— el destino de un país entero para los próximos cuatro años. El cálculo de los votos que salen de las urnas es totalmente automatizado, no pasa por ningún ser humano. Un número aún más selecto de 22 funcionarios accede a la totalización automatizada de los votos.

Esto significa que 214 millones de brasileños necesitan confiar en esos 150 o 22 sacerdotes egipcios para interpretar esa ciencia oculta. Deben ser los seres más iluminados del planeta Tierra, 100% íntegros, honestos, inmaculados y vírgenes. Incluso los ministros del STF, presentados a lo largo de los últimos 15 años como individuos impecables, probos y castos, aparecen ahora envueltos en el mayor escándalo de corrupción de la historia reciente de Brasil, pero esos especialistas anónimos merecen la más absoluta confianza de los ciudadanos.

Fue por motivos así que la Corte Suprema de Alemania declaró el voto electrónico inconstitucional: «cada ciudadano debe ser capaz de comprender y verificar las etapas centrales de las elecciones de forma confiable y sin ningún conocimiento técnico previo especializado».

El veredicto, fechado en 2009, concluye:

«Un procedimiento electoral en el que el elector no pueda comprender, de manera confiable, si su voto fue registrado de forma infalsificable e incluido en el escrutinio del resultado de la elección, y cómo el total de los votos expresados es atribuido y computado, excluye elementos centrales del procedimiento electoral de la vigilancia pública y, por tanto, no cumple los requisitos constitucionales.»

El sistema judicial brasileño está sumido en su mayor crisis histórica y vive un verdadero western, con peleas partidistas interfiriendo en el funcionamiento de los trabajos. El partidismo, de hecho, contaminó a la mayor parte del poder judicial, incluido el TSE. En la recta final de estas elecciones, decisiones de la Justicia Electoral, apoyadas por el ala dominante en el STF, favorecieron a Lula.

Es evidente que esa ala dominante (representada por los ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes y Flávio Dino) no quiere la victoria del bolsonarismo, pues este es su enemigo político declarado. Esos ministros actuaron, en los últimos años, como verdaderos justicieros contra el bolsonarismo. Ahora que ellos mismos fueron sorprendidos en relaciones extremamente promiscuas con un banquero que corrompió a incontables altos funcionarios del Estado, su carrera burocrática está amenazada. La continuidad de Lula es una esperanza de salvación para estos señores, pues el presidente está comprometido con ellos y no puede romper ese compromiso sin arriesgar la propia cabeza, dado el nivel de dependencia que Lula contrajo en relación con los mandamases del STF. Ya una elección de Flávio Bolsonaro tendería a conducir a un choque con los cabezas de esas instituciones, aunque el propio candidato opositor no ha demostrado gran disposición a enfrentarlos, porque los que controlan las elecciones en Brasil (el capital financiero internacional) exigen moderación y pacificación; de lo contrario, dificultarán la vida de cualquiera que se elija presidente.

Y el pueblo es tratado como ganado, víctima de un sistema que no puede comprender, para perpetuar su explotación a través de la escenificación de la «fiesta de la democracia».

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Seoul backs Ukraine, but sanctioned tankers carried fuel from South Korea to Russia

Seven tankers made 14 trips from South Korea to Russia's Far East in July and August, carrying more than 176,000 metric tons of fuel, most of it diesel, the Guardian found in a 6 October analysis of port records and ship-tracking data. The UK and EU have sanctioned three of the ships, and one loaded its fuel from another tanker at sea off South Korea instead of at a terminal.

Ukrainian strikes have cut Russia's fuel output as Moscow scrambles for supplies, while fuel loaded at South Korean ports has flowed to Russia. Loadings began to surge in July, the same month South Korean President Lee Jae-myung pledged $100 million for Ukraine's reconstruction, the Guardian reported. That creates a tension in Seoul's policy toward the war: South Korea has provided Ukraine with humanitarian and non-lethal aid but ruled out sending weapons directly, while the fuel trade appears legal under South Korean law even though three of the tankers are under UK and EU sanctions.

Russia imported 368,000 metric tons of oil products by sea in August, 112,000 of them from South Korea, according to Kpler data analyzed by the Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA) and cited by the Guardian. CREA's own August report gives 172,000 metric tons in total, including 18,000 from South Korea. Neither explains the gap.

Where the tankers said they were going

The Layla, a tanker under UK and EU sanctions, made two voyages from Ulsan to Vladivostok, carrying a total of 57,000 metric tons of diesel. It left South Korea on 19 July and 10 August. On the first trip, it told South Korean authorities it was bound for Vladivostok; on the second, it declared Niigata, Japan, but sailed to Vladivostok again.

The Astoria, a Russian-flagged tanker under UK, EU, and Australian sanctions, loaded nearly 11,000 metric tons of fuel at Ulsan on 1 August. It declared Japan as its destination but sailed to Vladivostok.

The Chongchon did not berth at a South Korean port. Instead, it took about 26,000 metric tons of fuel from the unsanctioned Celeste I at an anchorage off Yeosu in early August. It declared Singapore as its destination but headed to Vladivostok. The owners and managers of the four tankers did not respond to the Guardian's requests for comment.

Map of sanctioned tankers' voyages from South Korea to Vladivostok
Source: Guardian analysis of port records and ship-tracking data; sanctions listings: OpenSanctions. Map: Euromaidan Press

Why Russia needs the fuel

Ukrainian drone strikes have severely disrupted Russia's refining capacity, the Guardian reported. In July, Ukraine's General Staff said the strikes had knocked out 42% of Russia's refining capacity, costing the industry billions of dollars.

Russian refinery throughput fell in June to its lowest level in more than 20 years, and diesel output is down nearly 30% from a year earlier, the International Energy Agency said, according to the Guardian.

Russia has also restricted fuel exports to protect domestic supplies, extending its diesel export ban until the end of October; on 2 October, Deputy Prime Minister Alexander Novak said Moscow could consider partially lifting the ban if there was overproduction, according to the Moscow Times.

Responses to the shipments

Seoul's non-lethal aid has included helmets, body armor, and demining vehicles, and in 2023 it pledged $2.3 billion in support, mostly in loans.

Isaac Levi, an analyst at CREA, told the Guardian:

"It is shocking that EU-sanctioned tankers loaded fuel at South Korean ports and carried it to Russia. This undermines the sanctions regime and South Korea's support for Ukraine."

South Korea's Foreign Ministry did not address the shipments or the sanctioned tankers. In a statement, it said the government supports international efforts to help end the war in Ukraine and bring about a peaceful recovery. The ministry said it was strictly enforcing its export controls and had expanded them to cover 1,402 non-strategic items with high potential for diversion to military use. The UK Foreign Office did not answer the Guardian's questions about UK-sanctioned tankers using South Korean ports, saying only that it remains committed to monitoring its sanctions.

Ties between Kyiv and Seoul are also strained over Ukraine's disclosure of its transfer of two North Korean prisoners of war to South Korea, which Seoul said should have remained private.

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What changes with Lula or Flávio?

By Lucas Leiroz | Strategic Culture Foundation | October 6, 2026

Brazil’s presidential elections are approaching. And with them come controversies, debates, and different perspectives on what this event means for Brazil, for the BRICS, and for the future of the multipolar world.

In a recent article, respected Brazilian political analyst Valdir Bezerra argued that the 2026 elections represent a turning point in Brazilian history, potentially determining Brazil’s role in the world. According to Bezerra, the election pits, on the one hand, the “autonomist” tradition, represented by Luiz Inácio Lula da Silva, against, on the other hand, the “Westernist” one, represented by Flávio Bolsonaro.

With all due respect to Bezerra’s work, as one of the most highly regarded analysts in the Russian-Brazilian political debate, I would like to present a critical view of his position here. My intention is not to “refute” Bezerra’s argument, but merely to explain why I do not consider this opposition between autonomism and Westernism a valid premise for analyzing the current electoral dispute. Furthermore, I would also like to explain why I do not consider the 2026 election a decisive moment in determining Brazil’s international role.

Flávio is a Westernist, but Lula is not an autonomist

The umbrella terms used to define these two “traditions” of Brazilian foreign policy do not seem remotely applicable to the current reality. The terms through which many Brazilian thinkers once defined the opposition between those who support national sovereignty and development and those who advocate a subordinate position toward the Atlantic axis have long since become obsolete in the upper levels of Brazilian politics – where there is currently no figure worthy of the title of “autonomist.”

There is no need to comment here on the Westernist nature of Flávio Bolsonaro, who, like his father before him, advocates a foreign policy of total alignment with the United States and Israel, as well as an agenda hostile to the BRICS and multipolarist platforms. The central question, however, is to understand where Lula stands between Westernists and autonomists.

Brazil’s current president has governed the country on three occasions and played a leading role in some of the most significant events in international politics in the twenty-first century. He was a co-founder of the BRICS, built alliances with sovereigntist governments in the Americas – Venezuela, Bolivia, and Cuba – in the 2000s, maintained friendly ties with Iran, and, more recently, strengthened partnerships with Russia amid the Western-imposed sanctions regime, in addition to openly condemning the genocide in Gaza.

All of this is extremely admirable, but a fair analysis of Lula requires presenting the other side of his political profile: Lula has never been a “multipolarist,” but rather a skillful operator within the multilateralism of the Obama era in the 2000s. This is compounded by the fact that Lula was openly supported by the Democratic establishment in the 2022 elections. Indeed, Lula’s third government has been marked by controversies worthy of a classic “Westernist” leader: Lula did not recognize the Venezuelan elections, initiated tensions with Nicaragua, vetoed Venezuela’s accession to the BRICS, sidelined negotiations for a Mercosur-China agreement in order to prioritize a free-trade pact with Europe that is extremely detrimental to South American countries – an agreement that could even be described as neocolonial, turning Mercosur countries into commodity exporters and technology importers. This is without even mentioning the close, almost fully aligned relationship with the Macron regime in France.

Lula has certainly made several correct decisions, but if we go back a little in time, former President Jair Bolsonaro did as well: he refused to sanction Russia and to condemn the Special Military Operation – unlike Lula, who repeatedly condemned it -, strengthened partnerships with China, preserved the BRICS structure, and abandoned alignment with post-Trump U.S. foreign policy, becoming a target of Joe Biden.

In the end, weighing successes against successes and mistakes against mistakes, both sides appear very far from any “autonomist” ideal.

So, how should we define Lula and Flávio?

We can summarize this point in a single sentence: both Lula and Bolsonaro are, each in his own way, Westernists.

On several other occasions, I have commented in my column on how I view Brazil’s Sixth Republic – the current constitutional regime founded in 1988 – as a kind of “permanent color revolution.” On one side, an openly pro-U.S. and pro-Israel liberal right; on the other, an institutionalist liberal left, ideologically and financially connected to a major international lobby stretching from the U.S. Democrats to the European Union.

The current partial tensions between Lula and Trump are nothing new. Bolsonaro became an extremely troublesome figure in Brazil-U.S. relations as soon as Biden came to power. What many analysts fail to perceive is that Brazil-U.S. relations are defined by the dialectic between the left and right in Brazil and the Democrats and Republicans in the United States. Lula was Biden’s friend, just as Bolsonaro was Trump’s friend. If Lula wins the 2026 election, he will face many problems – at least until a possible Democratic return to power in the United States. If Flávio wins, Brazil and the United States will be in total alignment – but only as long as Trump remains in the White House.

It is this dynamic that allows the United States to keep Brazilian politics under stable control. Washington does not need to stage a Maidan in Brazil. Indeed, the formula of “coup + dictatorship” does not tend to work in large and diverse continental countries such as Brazil – and the greatest proof of this is Brazil’s own experience during its military regime, which was initially backed by the United States but later became an autonomous, non-aligned regime following an internal self-coup among the military. It is no coincidence that the United States endorsed Brazil’s democratization, helping to create precisely the political regime that exists today.

On one side, a right supported by the Republicans, Israel, and the transnational neoconservative lobby; on the other, a left that obeys the Democrats and the Europeans. Lula was a major multilateralist at a time when Washington, under Obama, encouraged precisely this kind of veneer over U.S. unipolarity; Bolsonaro was an open U.S. puppet at a time when Washington, under Trump, demanded precisely that. The difference is very small – or nonexistent.

And what does the 2026 election really represent?

At the international level, nothing or very little.

If he wins, Lula will come under pressure while Trump remains in power. And over the past four years, Lula has already shown that he compensates for American hostility by becoming even more closely aligned with the Europeans. On the other hand, if Flávio wins, we will have at least a period of total alignment with the United States, which could change following a possible Democratic victory in the next presidential elections. It is a very clear choice between Republicans-Israel and Democrats-EU. “Autonomism” is not part of the equation.

At the domestic level, however, many factors are at stake.

It is on the domestic front that the debate over the election should be concentrated. After all, no Brazilian will vote for one candidate or the other because of Palestine or the BRICS – which, although legitimate causes, are distant realities for the average citizen. Domestically, we have a Lula who is becoming increasingly weakened by the side effects of years of alliance with the Judiciary Branch – which is now being scrutinized and exposed in the context of the Banco Master corruption scandal. On the other side, Flávio is recovering ground that was once considered lost, and the two now appear statistically tied in the polls.

The Judiciary accumulated extraordinary powers under Lula, to the point of imprisoning peaceful protesters and elderly people on charges of “terrorism” simply because they participated in pro-Bolsonaro demonstrations. The hostility between the Judiciary and Bolsonarism cannot be reversed except through a victory by Flávio that culminates in the appointment of Bolsonarist judges to the Supreme Court – thereby reshaping the course of the Republic itself.

We can summarize the situation by saying that Lula would give the Sixth Republic a new lease on life, while Flávio would accelerate its collapse. As long as the Sixth Republic exists, no genuinely “autonomist” alternative will emerge in Brazil because the Brazilian constitutional system itself prevents such an alternative. But this does not mean that the imminent collapse of this system would result in a “multipolar dawn” in Brazil, since there is no political movement in the country – apart from the extremely “Westernist” Bolsonarist movement itself – with sufficient strength to establish a new state project.

The conclusion may be frustrating for the more optimistic and hopeful, but what appears to be about to happen in Brazil in 2026 is absolute nullity. With Lula or Flávio, little is likely to change. Brazil will remain a declining middle power, politically subordinate to the United States, but with a certain degree of freedom to engage multilaterally with the Eurasian powers – while domestically, the institutions of the Sixth Republic continue to destroy themselves.

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Key points from the Supreme Court in the case against the oil companies. What is being judged? What are the repercussions?

The first hearing of the Supreme Court’s new term on Monday addressed one of the most consequential cases for the U.S. energy sector: The City of Boulder v. Suncor Energy, a lawsuit regarded as one of the major battles over liability for climate change. Framed by many as a David-and-Goliath dispute, the City of Boulder, Colorado, sued two oil companies seeking accountability for climate change. Justices heard the parties’ arguments for roughly two hours and questioned lawyers on technical and jurisdictional matters. These are the key points in one of the most important court battles expected in the coming months.

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© Kevin Wolf (AP Photo/Kevin Wolf)

A protest outside the Supreme Court against the oil companies.
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Il termometro-Istat non ha colpe

Il deficit 2025 confermato dall’Istat al 3,1 per cento del Pil ha riacceso il dubbio che le prime stime sottovalutino l’economia. Ma le revisioni del Pil spostano il rapporto deficit/Pil di centesimi, non di decimi. E il problema non è chi fa i calcoli.

L'articolo Il termometro-Istat non ha colpe proviene da Lavoce.info.

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The far right wins the first round in Brazil, but Lula isn’t done yet

On October 4, over 150 million Brazilians were called to the polls to elect their president, deputies, and governors, and to replace the majority of senators. The elections, for many, brought a major surprise. Although polls indicated a lead for the incumbent president, progressive Luiz Inácio “Lula” da Silva, far-right Senator Flávio Bolsonaro clinched first place. Flávio is the son of former President Jair Bolsonaro who is currently serving a 27-year sentence for his involvement in an attempted coup against Lula in 2022.

According to the final tally, Bolsonaro received 47.03% of the vote (56 million votes) while Lula received 45.16%, nearly 54 million votes. Thus, Bolsonaro’s lead amounts to just over 2 million votes. In third place is Augusto Cury, with 2.89%. He is followed by Renan Santos and Ronaldo Caiado, with 2.24% and 2.18%, respectively. The remaining candidates received less than 0.3%.

A look at how the different regions of the country voted, a clear political divide between the north and the south of the country becomes apparent. The north (including states such as Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, and Rio Grande do Norte) supported the continued presence of the state and the welfare policies proposed by Lula.

For its part, including the northern state of Roraima, the south of the country clearly backed Bolsonaro’s neoliberal and pro-Trump agenda: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, and Rio Grande do Sul voted for Bolsonaro.

On his X account, the far-right senator from the Liberal Party (PL) said: “Together, we’re going to build a new Brazil. A Brazil of prosperity! Tomorrow, you’ll stand before the ballot box and choose the future of our country, the future of our children, of this generation and the next. Change is in your hands. Brazil is going to win!”

For his part, the president and candidate of the Workers’ Party (PT) said: “The result is often unexpected. You never get everything you want.” Yet, Lula, who has fought dozens of political battles, said: “[The runoff] is the time to show the true picture of Brazil today and of the Brazil we want.”

To secure victory, Bolsonaro hopes to win over the votes of the candidates who finished behind the finalists – the majority of whom undoubtedly hold right-wing ideologies. Lula, however, can still turn the situation around if he manages to form the right alliances and win over voters who cast invalid ballots (about 3%), as well as those who abstained, who account for 21.08% of the total electorate.

Senate, house of representatives, and governors

And while Lula has expressed optimism about the possibility of turning the tide in the presidential runoff to be held on October 25, the political reality in Brazil has changed. Bolsonaro’s PL party has managed to double its number of senators: it won 19 of the 54 seats up for election out of a total of 81 senators. Among them, immediate family members of the former president, such as Michelle Bolsonaro and Carlos Bolsonaro, won seats. In total, the PL will hold more than a third of the Senate, while Lula’s PT will hold 9.

This institution is particularly important because it approves or rejects the judges of the Federal Supreme Court (the country’s highest court) who are nominated by the president. This gives Bolsonaro significant ideological leverage, as he claims his father is being held in custody due to a conspiracy between political powers and a biased judicial system.

In the elections for the Chamber of Deputies, which has 513 seats, the Bolsonaro camp also secured a significant victory. With 100% of the votes counted, the PL won 121 seats, while the Brazil of Hope Federation coalition (which includes Lula’s PT, the Green Party, and the Communist Party) won 88 seats.

However, due to the method of seat allocation, Brazil favors a Chamber of Deputies with representation from many political forces. This is how the Progressive Union secured 87 seats, the Social Democratic Party 43, the Republicans 41, the Brazilian Democratic Movement 36, Podemos 27, the PSOL 15, as well as the Brazilian Socialist Party, among others.

Thus, while the right has the numbers to secure a numerical advantage in the Chamber of Deputies, it will have to contend with deep-seated and historic internal contradictions that could complicate a potential Bolsonaro presidency. Similarly, if Lula manages to prevail in the runoff, he will face a highly complex Senate and Chamber of Deputies that could potentially oppose him.

In the gubernatorial elections, the PL is also the biggest winner. Of 27 states, the Liberal Party has won six so far, while the PT, the Social Democratic Party, the PP, and the Republicans have each won three. Other states will have to elect their governors in a runoff election.

The most talked-about result is the decisive victory in São Paulo by Tarcísio de Freitas, Jair Bolsonaro’s former Minister of Infrastructure, who defeated Fernando Haddad, Lula’s right-hand man. São Paulo is Brazil’s most populous state (46 million people) and home to the South American country’s most powerful economic hubs.

A political future in doubt

It has been repeatedly emphasized that, due to its economic and geopolitical importance, the elections in Brazil are of enormous significance for the future of Latin America. It is no coincidence that former US Secretary of State Henry Kissinger (who promoted a series of dictatorships in the region) said: “Whichever way Brazil leans, Latin America will lean that way.”

The South American far right, which has enjoyed unprecedented electoral success in recent years, knows that without Brazil, its poker hand will always be incomplete. Uruguay indeed remains the only country in the region that does not share the views of Milei in Argentina, Kast in Chile, or De la Espriella in Colombia, but Brazil alone accounts for more than 50% of the region’s total GDP.

Similarly, the left and the center know that a potential victory for Lula would be one of the last battles to be fought against the formidable advance of a right wing aligned with the foreign policies of Trump and Israel, with the most orthodox neoliberalism, and with the economic interests of capital magnates, including the big tech companies. And if Lula manages to recover from this defeat, it would mark a major shift in course for the legendary union leader – not only for Brazil but for the entire region.

As Lula said, “now a different kind of campaign begins.” Both candidates will pull out all the stops to win control of South America’s most populous and powerful country. It certainly won’t be a “clean” campaign, but if one pays attention to the finalists’ statements, every means at their disposal will be used to achieve the coveted goal.

US influence on the elections

Political analysts have expressed concerns about alleged foreign interference in the elections. In July 2025, Trump had imposed 50% tariffs on Brazil over what he considered an unfair ruling against Jair Bolsonaro – whom the US president calls “his friend”.

In August 2026, the United States revoked the visa of Brazil’s ambassador to Washington, a move denounced by Brasília as a violation of international law. 

Just last week, US Secretary of State Marco Rubio ordered the closure of the US embassy in Brazil during the elections due to alleged “threats,” a move viewed by some political commentators as a tactic to create tension during the elections.

During the first round of the presidential campaign, Trump did not make any direct statements of support for Flávio Bolsonaro. However, once the results were known, the US president told the press: “It’s a great victory – a close one, but a very, very great, incredible victory.”

In this regard, it remains to be seen whether Trump will make some kind of direct statement in support of Bolsonaro’s candidacy – as he has done in past elections in Colombia, Argentina, Honduras, and elsewhere – in favor of far-right candidates who support his agenda. Or, even more importantly, whether he will make any kind of promise to the Brazilian people if Bolsonaro wins – or, worse yet, threaten them if they vote for Lula.

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Lula vows to fight for Brazil’s presidency: “Starting tomorrow, we begin a new campaign.”

Brazil's President and re-election candidate for the Workers' Party (PT) Luiz Inacio Lula da Silva (2nd-R), his wife First Lady Rosangela Janja da Silva (R), Vice-President Geraldo Alckmin (L), and his wife Lu Alckmin (2nd-L) raise their arms following the partial results of the presidential election in Sao Paulo, Brazil on October 4, 2026. Photo by NELSON ALMEIDA / AFP via Getty Images

This story originally appeared in Panamerican Dispatch on Oct. 05, 2026, and is shared here with permission.

President Luiz Inácio Lula da Silva spoke on Sunday, after the release of the results of the first round of the 2026 elections. He said his campaign for a second round of the presidential race begins this Monday, October 5.

Lula will face Senator Flávio Bolsonaro in the runoff, scheduled for October 25.

In his speech, Lula stated that he intends to present to voters the differences between the two candidates’ platforms.

“Starting tomorrow, we begin a new campaign,” he said. “We will be able to show the difference between the proposals that exist for Brazil. The Brazilian people will have no doubt about choosing who will win the election.”

Lula also launched direct attacks on Flávio Bolsonaro’s political track record and cited the candidate’s past.

“He has a dark history,” Lula said. “With dark connections, with extremely serious suspicions, with ties to militia members and organized crime. All of this will become clear.”

The president mentioned Banco Master. He claimed that Flávio had a hand in the institution’s creation.

“Banco Master resulted in the greatest corruption scandal in this country and the biggest free-for-all involving politicians,” he said.

The accusations raised by Lula are part of his runoff campaign rhetoric and are expected to be a key point of contention between the two candidates in the coming weeks.

The president also argued that the race should be framed as a choice over the country’s future. He stated that his candidacy represents an opportunity to drive change in the Brazilian economy.

“We will show what has been done and what society expects to be done,” he said. “No one is better positioned than us to offer a future to Brazilian society.”

Lula further stated that Brazil needs to take a “qualitative leap” to become internationally competitive.

“I’m very good at the knockout stage”

Commenting on the first-round results, Lula referred to the fact that he had won the second Rond vote in previous presidential elections.

“It didn’t work out [this time],” he said. “You know why? Because the people like seeing me compete in the runoff.”

In a lighthearted tone, he added, “I’m very good at the knockout stage.”

The runoff will be a head-to-head contest between Lula and Flávio Bolsonaro, after neither candidate secured more than 50% of the valid votes in the first round. The vote will take place on October 25.

“More than 20 million people didn’t turn out to vote,” he said. “We are going to make an appeal: at this historic moment for Brazil. Voting is essential to determine the country’s future.”

“Bolsonaro supporters had better get ready,” he said. “Because we are going to defeat them.”

You can watch Lula’s speech below.

This article was originally published by Revista Forum. You can read the original in Portuguese, here.

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Opinion: Oil’s New Problem Isn’t Supply. It’s Logistics

Middle East crude exports recently climbed to their highest levels since the start of the Iran war as more Gulf producers resume transit through the Strait of Hormuz – despite the continued threat of Iranian attacks. Yet oil prices remain stubbornly elevated, suggesting logistical problems are proving as disruptive as outright supply losses.
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