❌

Reading view

“Cabo das tormentas” encerra ciclo de teatro do concelho de Silves a 17 de outubro

O Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, recebe, no próximo dia 17 de outubro, pelas 21h30, o espetáculo “Cabo das Tormentas”, uma criação da companhia JAT – Janela Aberta Teatro, com dramaturgia e encenação de Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa. A iniciativa integra o Ciclo de Teatro do Concelho de Silves e marca o encerramento da edição de 2026.

Com uma abordagem épica e crítica aos Descobrimentos, “Cabo das Tormentas” propõe uma incursão contemporânea pelo universo de um grupo de mendigos, onde o espírito de Luís Vaz de Camões se revela através das tormentas vividas por uma das personagens.

Entre memória, velhice e esquecimento, o espetáculo inspira-se na visão satírica do maior poeta português, numa viagem de idas e voltas pelas ondas do mar, onde tempestades se cruzam com realidade e ficção e o canto das sereias se faz ouvir.

Através desta criação, o público é convidado a revisitar o imaginário associado aos Descobrimentos e à figura de Camões, cruzando-o com questões contemporâneas e com uma reflexão sobre a passagem do tempo, a memória e o lugar do indivíduo.

Os bilhetes encontram-se à venda na plataforma BOL em, cmsilves.bol.pt, e nos locais habituais.

Promovido pelo Município de Silves, o Ciclo de Teatro do Concelho de Silves apresentou, entre março e outubro, uma programação diversificada, dando continuidade à aposta da autarquia na aproximação da cultura à comunidade e na criação de oportunidades de acesso às artes performativas. Ao longo da edição de 2026, a iniciativa procurou chegar aos apreciadores de teatro, mas também conquistar novos públicos.

  •  

Museu de Loulé promove iniciativas abertas à comunidade “Desculpe, como me chamo?” e “Famílias no Museu”

Em outubro, o Museu Municipal de Loulé retoma as suas atividades que têm em vista envolver a comunidade, dando a conhecer os espaços e o trabalho realizado em prol da promoção da cultura e história local.

A nova temporada da iniciativa “Desculpe, como me chamo?” arranca esta quinta-feira, dia 7 de outubro, às 15h00, nos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, dando início a um ciclo de encontros que decorrerá mensalmente, na primeira quarta-feira de cada mês, até junho. Este é um projeto participativo dedicado à valorização da memória coletiva, à salvaguarda do património fotográfico e à preservação da história e identidade locais.

Esta sessão assume um caráter festivo ao assinalar o Dia Nacional dos Castelos, prevendo-se no final da atividade uma visita ao Castelo de Loulé, proporcionada a todos os participantes.

A iniciativa constitui um espaço privilegiado de convívio, diálogo e partilha comunitária. Através da apresentação de fotografias antigas do arquivo do Museu, promove-se a identificação de pessoas, lugares e acontecimentos, recolhendo testemunhos, experiências e recordações que contribuem diretamente para a preservação do património do concelho.

A participação ativa da população é o pilar do sucesso desta atividade, uma vez que é através dos contributos e memórias individuais que se preenchem lacunas históricas, se resgatam vivências e se transmite a herança cultural às gerações futuras.

O Museu Municipal de Loulé convida toda a comunidade a juntar-se a este projeto, contribuindo com o seu olhar, a sua voz e o seu conhecimento para manter viva a história da região.

Já no sábado, dia 10, às 14h30, o projeto “Famílias no Museu” apresenta a atividade “A trilogia Algarvia na doçaria tradicional”, que decorre no Polo Museológico dos Frutos Secos, mas com ponto de encontro no Museu Municipal.

Destinada a famílias e crianças e jovens dos 7 aos 14 anos, a iniciativa visa dar a conhecer e valorizar a resiliência do pomar de sequeiro algarvio – caracterizado por árvores emblemáticas como a amendoeira, a figueira e a alfarrobeira -, promovendo a ligação entre a ecologia, a preservação do património natural e a tradição gastronómica da região.

Durante a sessão, os participantes serão convidados a pôr “mãos na massa” e a transformar estes frutos numa receita tradicional algarvia, uma experiência pedagógica, divertida e interativa onde a ecologia e a história local se aprendem através dos sabores.

A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia obrigatória, uma vez que as vagas são limitadas.

Os interessados devem inscrever-se através dos contactos: servicos.educativos@cm-loule.pt ou 289 400 611, até dia 9 de outubro, às 16h00.

  •  

Morre aos 85 anos o artista Juarez Machado, referência brasileira nas artes

O artista plástico Juarez Machado morreu nesta terça-feira (6), aos 85 anos, em Vassouras, no interior do Rio de Janeiro. Ele estava internado desde 29 de setembro para tratar uma pneumonia e sofreu uma parada cardíaca. A informação foi confirmada pelo Instituto Internacional Juarez Machado (IIJM), criado pelo artista em Joinville, sua cidade natal. Machado deixa três filhos.

A Prefeitura de Joinville decretou luto oficial de três dias pela morte do artista. O instituto que leva seu nome permanecerá fechado entre esta quarta-feira (7) e sexta-feira (9).

Nascido em 16 de março de 1941, em Joinville, Juarez Machado construiu uma trajetória que ultrapassou seis décadas e transitou por diferentes linguagens. Pintura, escultura, desenho, caricatura, fotografia e cenografia fizeram parte de sua produção. Ele também atuou como escritor e ator.

Morre aos 85 anos o artista Juarez Machado, referência brasileira nas artes
Foto: Divulgação

A formação artística começou ainda no Sul do país. Machado estudou na Faculdade de Belas Artes de Curitiba e, no início da carreira, trabalhou como cenógrafo na TV Paraná. Em 1962, recebeu o prêmio de melhor escultor do Estado. Dois anos depois, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Cocaco, em Curitiba.

Foi no Rio de Janeiro que sua carreira ganhou novas dimensões. O artista passou a colaborar com importantes veículos de imprensa, entre eles as revistas O Cruzeiro e O Pasquim e o Jornal do Brasil. Nesse período, aproximou-se de alguns dos principais nomes do humor e da imprensa brasileira, como Ziraldo, Jaguar e Millôr Fernandes.

A televisão também teve papel importante em sua trajetória. Em 1973, Juarez Machado passou a integrar a equipe de criação do Fantástico, da TV Globo. No ano seguinte, ganhou espaço no programa com uma apresentação baseada em mímica e interação com os próprios desenhos. Com o rosto pintado de branco, o artista criava uma espécie de diálogo silencioso entre seu corpo e as imagens.

Machado também se destacou na literatura visual. Em 1975, lançou “Ida e Volta”, obra construída exclusivamente com ilustrações e considerada pioneira no desenvolvimento do livro-imagem no Brasil. A publicação consolidou uma característica que acompanharia sua produção: a capacidade de contar histórias sem depender do texto.

Morre aos 85 anos o artista Juarez Machado, referência brasileira nas artes
No cinema e na pintura internacional, Juarez Machado também ganhou grande destaque por ter quadros escolhidos para decorar o quarto da protagonista no filme francês: “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)” | Foto: Reprodução

Carreira internacional

Em 1986, Juarez Machado se mudou para Paris e instalou um ateliê em Montmartre, tradicional bairro associado à produção artística francesa. A mudança ampliou sua presença no circuito internacional e marcou uma nova fase de sua carreira.

Seu trabalho também chegou ao cinema. O cineasta francês Jean-Pierre Jeunet conheceu suas pinturas durante uma exposição em Paris e utilizou referências cromáticas do artista na concepção de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, lançado em 2001. Duas obras de Machado aparecem na decoração do quarto da personagem principal.

Mesmo com a projeção internacional, Joinville permaneceu como um dos principais pontos de ligação do artista com o Brasil. Entre suas obras na cidade está o mural cerâmico “O Grande Circo”, instalado na entrada do Centreventos Cau Hansen. A composição ocupa 90 metros quadrados e reúne 963 peças pintadas à mão. A obra foi inaugurada em 1998.

Anos depois, Machado criou um espaço dedicado à preservação e à divulgação da produção artística. Em 2014, instalou o Instituto Internacional Juarez Machado no terreno onde ficava a antiga casa de seus pais. O local passou a reunir obras e atividades voltadas à difusão da arte na região.

Com uma obra marcada pela mistura entre humor, desenho, movimento e narrativa visual, Juarez Machado construiu uma trajetória que atravessou fronteiras e diferentes campos da cultura brasileira. Sua produção deixou registros não apenas em museus e galerias, mas também na televisão, na imprensa, na literatura e no cinema.

Com uma carreira marcada por obras de destaque, Juarez Machado se consolidou como uma das grandes referências das artes plásticas no Brasil | Foto: Reprodução

The post Morre aos 85 anos o artista Juarez Machado, referência brasileira nas artes appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

  •  

Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO distinguido com o Prémio Geoconservação ProGEO 2026 

O Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO, que integra os municípios de Loulé, Silves e Albufeira, foi distinguido com o Prémio Geoconservação 2026, atribuído

O conteúdo Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO distinguido com o Prémio Geoconservação ProGEO 2026  aparece primeiro em Algarve 7.

  •  

Museu de Loulé promove iniciativas abertas à comunidade

Em outubro, o Museu Municipal de Loulé retoma as suas atividades que têm em vista envolver a comunidade, dando a conhecer os espaços e o trabalho realizado em prol da promoção da cultura e história local.

A nova temporada da iniciativa “Desculpe, como me chamo?” arranca esta quinta-feira, dia 7 de outubro, às 15h00, nos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, dando início a um ciclo de encontros que decorrerá mensalmente, na primeira quarta-feira de cada mês, até junho. Este é um projeto participativo dedicado à valorização da memória coletiva, à salvaguarda do património fotográfico e à preservação da história e identidade locais.

Esta sessão assume um caráter festivo ao assinalar o Dia Nacional dos Castelos, prevendo-se no final da atividade uma visita ao Castelo de Loulé, proporcionada a todos os participantes.

A iniciativa constitui um espaço privilegiado de convívio, diálogo e partilha comunitária. Através da apresentação de fotografias antigas do arquivo do Museu, promove-se a identificação de pessoas, lugares e acontecimentos, recolhendo testemunhos, experiências e recordações que contribuem diretamente para a preservação do património do concelho.

A participação ativa da população é o pilar do sucesso desta atividade, uma vez que é através dos contributos e memórias individuais que se preenchem lacunas históricas, se resgatam vivências e se transmite a herança cultural às gerações futuras.

O Museu Municipal de Loulé convida toda a comunidade a juntar-se a este projeto, contribuindo com o seu olhar, a sua voz e o seu conhecimento para manter viva a história da região.

Já no sábado, dia 10, às 14h30, o projeto “Famílias no Museu” apresenta a atividade “A trilogia Algarvia na doçaria tradicional”, que decorre no Polo Museológico dos Frutos Secos, mas com ponto de encontro no Museu Municipal.

Destinada a famílias e crianças e jovens dos 7 aos 14 anos, a iniciativa visa dar a conhecer e valorizar a resiliência do pomar de sequeiro algarvio – caracterizado por árvores emblemáticas como a amendoeira, a figueira e a alfarrobeira -, promovendo a ligação entre a ecologia, a preservação do património natural e a tradição gastronómica da região.

Durante a sessão, os participantes serão convidados a pôr “mãos na massa” e a transformar estes frutos numa receita tradicional algarvia, uma experiência pedagógica, divertida e interativa onde a ecologia e a história local se aprendem através dos sabores.

A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia obrigatória, uma vez que as vagas são limitadas.

Os interessados devem inscrever-se através dos contactos: servicos.educativos@cm-loule.pt ou 289 400 611, até dia 9 de outubro, às 16h00. 

  •  

O ‘arquivo vivo’ de Paderne ataca de novo: Arménio Aleluia Martins lança mais um livro

O jornalista e escritor Arménio Aleluia Martins apresenta o seu novo livro, «Cidadãos que Conheci em Paderne», no próximo dia 10 de outubro, às 16h00.

O conteúdo O ‘arquivo vivo’ de Paderne ataca de novo: Arménio Aleluia Martins lança mais um livro aparece primeiro em Algarve Marafado.

  •  

Encontro de Música Antiga de Loulé – Francisco Rosado celebra 26 anos de vida

Em outubro, o concelho de Loulé volta a transformar-se na capital da música erudita com a realização do XXVI Encontro de Música Antiga de Loulé – Francisco Rosado. Em  2026, o festival celebra 26 anos de história com uma programação cultural de excelência que cruza um repertório da Idade Média, Renascimento e Barroco.

Mais uma vez sob a direção artística de Ana Figueiras, esta edição contará com 6 concertos com entrada gratuita em igrejas e espaços culturais e 2 atividades formativas.

O festival, consolidado como uma das iniciativas mais prestigiadas do país na valorização do património musical antigo, reúne este ano agrupamentos e intérpretes de referência nacional e internacional. Do repertório barroco de matriz religiosa às pontes com a criação contemporânea, os espetáculos convidam o público a descobrir a riqueza e a intemporalidade das sonoridades antigas.

A 10 de outubro, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Querença, o Ensemble 258 (Portugal) leva a palco o programa de cariz mariano e devocional “O Dulcedo Amoris”, explorando obras barrocas de compositores ibéricos, franceses e ingleses. Fundado em Lisboa em 2018 por André Ferreira, Maria Bayley e Teresa Duarte, o Ensemble 258 dedica-se à recuperação e interpretação historicamente informada do património musical europeu, com particular atenção às fontes, aos contextos e às práticas de execução da época.

A elevada dimensão artística que a flauta de bisel assumiu nos principais meios culturais europeus é apresentado pelo Duo Andrómeda (Portugal/Noruega) que nos traz “Sempre Cânone”. Este projeto foi pensado para contribuir para o aumento da produção musical contemporânea para flauta de bisel e cooperar no seu desenvolvimento e difusão. O duo vai estar na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Quarteira, no dia 11.

E a 17 de outubro, em Loulé, a Igreja de S. Francisco vai ser o palco do concerto do agrupamento português Musurgia Ensemble apresenta uma refinada seleção de sonatas e trissonatas barrocas para flauta de bisel e baixo contínuo de dois grandes mestres que marcaram a música do período barroco: Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) e Georg Philipp Telemann (1681 – 1767).

O encerramento deste Encontro acontece a 31 de outubro, na Igreja de S. Sebastião, em Boliqueime. Este momento final junta em palco o Ensemble de Flautas de Loulé (que celebra este ano o seu 30º aniversário) e o Ensemble de Flautas da Jetse Academie (Bélgica) no concerto “Confluências”, inserido no projeto europeu Erasmus+.

Todos os concertos têm início às 19h e entrada livre.

Reforçando a sua forte dimensão formativa e o contacto próximo com práticas de interpretação historicamente informadas, o encontro promove duas ações abertas ao público, no Auditório do Solar da Música Nova, em Loulé. No sábado, 10 de outubro, às 14h00, um workshop de Oboé Barroco, com André Ferreira. No domingo, 18 de outubro, às 10h00, um masterclass de Flauta de Bisel, com João Francisco Távora.

  •  

Descubren en Aquinum un cipo con la imagen del sacrificio más solemne de Roma, un altar dedicado por un seviro augustal y un rayo enterrado

Un buey, un carnero y un cerdo, rodeados de guirnaldas, festones y cráneos de buey esculpidos, comparten una misma piedra que acabó sirviendo de pavimento en uno de los cruces principales de la antigua Aquinum. Es una de las dos piezas que los arqueólogos de la Universidad del Salento han sacado a la luz en […]

  •  

Descarapela voltou a reunir a comunidade de Quelfes em noite de tradição e convívio

O Polidesportivo de Quelfes recebeu, na noite de sábado, 26 de setembro, mais uma edição da Descarapela, uma iniciativa do Grupo Etnográfico de Quelfes – Dança dos Velhos, que voltou a reunir a comunidade em torno de uma das tradições agrícolas mais características da região.

À volta das pilhas de maçarocas de milho, participantes de várias idades recriaram a antiga tarefa de retirar a carepa das espigas, entre cantigas, versos, brincadeiras e muita conversa. Também marcaram presença o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, e o vereador Jorge Ferreira, que se juntaram à tradição e também descamisaram o milho.

Um dos momentos mais aguardados da noite foi a descoberta do tradicional “milho-rei”, a maçaroca de milho vermelho que, segundo o costume, dá direito a um beijo e a um abraço entre os participantes.

A animação ficou ainda marcada pelas atuações do Cante Andarilho, de São Brás de Alportel, e do próprio Grupo Etnográfico de Quelfes – Dança dos Velhos. O convívio prolongou-se à mesa, com porco no espeto, chouriça assada, caldo verde, bifanas e bolos artesanais.

Organizada desde 2006, a Descarapela contou com o apoio do Município de Olhão e voltou a juntar tradição, gastronomia, música e convívio, contribuindo para preservar e transmitir às novas gerações uma prática que fazia parte do quotidiano das comunidades rurais.

  •  

Entre o Mistério e a Provocação: Visita ao Museu Banksy em Lisboa

Créditos: MDC Media Group

Lisboa é uma cidade onde a arte urbana ganha vida a cada esquina, mas há um espaço no coração da capital onde o graffiti, a crítica política e o humor britânico encontram-se de forma única: o Museu Banksy. Ao visitarmos esta exposição imersiva, somos convidados a mergulhar no universo de um dos artistas mais enigmáticos e influentes dos nossos dias. No espírito da célebre máxima atribuída ao próprio artista “Os direitos de autor são para falhados”, a exposição apresenta-se de forma aberta e orgulhosamente “100% não autorizada”, tendo sido organizada sem o envolvimento direto do criador. Ainda assim, ao longo de mais de 100 reproduções, instalações de vídeo, murais e projeções, a experiência proporciona um olhar profundo sobre a mente e as causas que movem o lendário artista de rua. 

Uma das primeiras perguntas que surgem durante a visita é inevitável: afinal, sabe-se quem é Banksy? A resposta continua a ser simples… não. O mistério que envolve a sua identidade real é parte integrante do seu mito. Enquanto alguns visitantes gostariam de desvendar a pessoa por detrás da assinatura, muitos preferem que a sua identidade permaneça oculta, preservando a aura de mistério que envolve cada nova intervenção. O que a história documenta é que Banksy começou a deixar a sua marca nas paredes de Bristol, no Reino Unido, por volta de 1993 ou 1994. Entre 1996 e 1997, integrou uma crew de graffiti e viajou até à região de Chiapas, no México, onde pintou em contexto social associado ao movimento zapatista. Esse contacto inicial moldou o seu compromisso artístico com as causas sociais e políticas. Ao longo dos anos, o seu trabalho expandiu-se da Grã-Bretanha para França, Itália, Estados Unidos e Médio Oriente. Além dos murais clandestinos, Banksy realizou intervenções em espaços públicos, criou esculturas e chegou a ser nomeado para um Óscar pelo documentário Exit Through the Gift Shop. Ao percorrer as salas do museu em Lisboa, fica evidente que a arte de Banksy funciona como uma cebola: cheia de camadas de significado que exigem tempo e reflexão para serem descascadas. A figura infantil é recorrente. As crianças surgem como símbolos interligados de esperança, imaginação e da ideia de que o futuro pertence às novas gerações. Exemplo disso é a emblemática obra Rapariga com Balão (2002). A imagem da menina que deixa fugir, ou tenta alcançar, um balão em forma de coração tornou-se um ícone universal sobre a fragilidade e a persistência dos afetos humanos. 

Créditos: MDC Media Group

O estilo de Banksy é frequentemente comparado ao humor ácido dos Monty Python. Na obra Valentine’s Day Mascara (2023), o artista aborda o tema severo da violência doméstica: uma dona de casa dos anos 50, com um olho negro e um dente partido, sorri satisfeita enquanto “esconde” o seu agressor dentro de um frigorífico real abandonado no lixo. 

O sorriso reflete a libertação de uma relação abusiva, desconstruindo a imagem romantizada da vida doméstica. A ironia estende-se ao próprio sistema das belas-artes e ao consumismo. Em Art Buff, Banksy brinca com o termo usado no graffiti para a remoção de pinturas, desenhando uma mulher a contemplar um pedestal cuja estátua foi apagada. Já em Show Me the Monet, o artista recria o famoso lago de lírios de Claude Monet, mas acrescenta-lhe dois carrinhos de compras e um cone de trânsito a flutuar na água, denunciando o impacto do consumo desenfreado no meio ambiente. Banksy é também um opositor das guerras e do autoritarismo. Num dos murais criados na Ucrânia, A Luta de Judo, uma criança pequena projeta ao chão um homem adulto praticante da modalidade, numa alusão direta a Vladimir Putin. A figura infantil volta a surgir como a força capaz de derrubar regimes opressores. Outro ponto alto da sua intervenção política foi a fundação do The Walled Off Hotel, na Palestina, junto ao muro que separa a Cisjordânia de Israel. 

Créditos: MDC Media Group

Anunciado ironicamente como o hotel com “a pior vista do mundo”, o espaço acolhe obras como o mural da Guerra de Almofadas, onde um soldado e um civil lutam com almofadas em vez de armas, ridicularizando a violência militar. A visita ao Museu Banksy em Lisboa termina, inevitavelmente, com uma piscadela de olho à famosa expressão Exit Through the Gift Shop (Saída pela Loja de Souvenirs). Mesmo na despedida, o espírito do artista lembra-nos de questionar a mercantilização da própria arte. Sair desta exposição é passar a olhar para as paredes da cidade com outros olhos. Mais do que uma galeria de imagens provocatórias, o museu oferece uma experiência imersiva que nos desafia a pensar sobre o poder do graffiti como voz de resistência e transformação social.

Paulo Perdiz/MS

  •  

Alheira com Grelos e Ovos no Forno

Créditos: MDC Media Group

Ingredientes

  • 2 alheiras
  • 1 molho de grelos cozidos, picados
  • 2 ovos
  • 2 dentes de alho picados
  • Azeite
  • Sal e pimenta-preta q.b.

Modo de preparação

Pique grosseiramente os grelos cozidos. Aqueça um fio de azeite numa frigideira e salteie o alho picado até começar a libertar aroma. Junte os grelos picados e salteie durante cerca de 5 minutos. Tempere com sal e pimenta a gosto.

Não deixe o alho queimar. Deve ficar apenas ligeiramente dourado. Coloque os grelos salteados no fundo de uma assadeira, espalhando-os uniformemente. Coloque as alheiras sobre os grelos e pique cada uma várias vezes com um garfo. Picar as alheiras ajuda a evitar que rebentem durante a cozedura.

Leve ao forno pré-aquecido a 180°C durante aproximadamente 15 minutos. Numa frigideira à parte, estrele os ovos, deixando as gemas macias e cremosas. Retire as alheiras do forno e coloque um ovo estrelado por cima de cada uma.

Deixe repousar durante alguns minutos e sirva de imediato, acompanhado de pão rústico, se desejar. Um fio de azeite virgem extra antes de servir realça ainda mais os sabores.

Bom apetite!

Rosa Bandeira/MS

Para ver e fazer mais receitas , clique AQUI

  •  

“Livros Abertos” com Miguel Madeira: Apresentação de “A menina dos Olhos Grandes” em Loulé

Na próxima sexta-feira, 2 de outubro, pelas 18h30, a Biblioteca Municipal Sophia de Melo Breyner Andresen, em Loulé, recebe a apresentação do livro “A menina dos olhos grandes”, de Miguel Madeira.

Catarina Lopes, filha de pescadores, cresce marcada pela pobreza e decide emigrar para Londres em busca de uma vida melhor, acompanhada pela sua amiga Paula. Trabalhando como governanta, conhece Philippe, um homem muito mais velho que, após enviuvar, a pede em casamento com uma proposta invulgar: garantir-lhe segurança financeira em troca de dois filhos. Catarina aceita, acreditando que um dia ainda viverá um grande amor.

Décadas depois, no funeral do marido, cruza-se com Francis Richard por quem sente uma atração imediata. No entanto, rapidamente descobre que essa paixão está envolta num passado obscuro ligado a Philippe e a John Morgan, antigo amigo que se transformou em inimigo por um amor do passado.

Entre segredos, promessas e vingança, Catarina vê o seu sonho ameaçado por forças que nunca imaginou enfrentar.

Miguel Madeira nasceu em Caracas, em 1966, e cresceu em Loulé. Iniciou a sua vida profissional cedo e, mais tarde, regressou aos estudos, tendo-se licenciado em Gestão Financeira e concluído um mestrado em Administração e Desenvolvimento Regional pela Universidade do Algarve.

Ao longo da sua carreira, exerceu vários cargos na administração pública, com funções na Câmara de Loulé, IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) e na Administração Regional de Saúde do Algarve

Paralelamente ao seu percurso profissional, desenvolveu atividade cívica e colaborou com a imprensa local. Como escritor, publicou crónicas e obras técnicas, afirmando-se no género da ficção com romances publicados como “Obsessão”, “Vingança”, “A Quinta da Fonte da Pipa” e o mais recente livro, “A menina dos olhos grandes”.

Esta iniciativa tem entrada livre.

  •  

Festival FÉRTIL: Olhão reforça compromisso com Ambiente, Inovação, Cultura e Comunidade

Nos dias 3 e 4 de outubro, no Parque Ribeirinho Poente, realiza-se, em versão ampliada e renovada, a 4.ª edição do festival FÉRTIL, uma coprodução entre a associação MOCES e o Município de Olhão, com entrada livre e dirigido a toda a comunidade. É uma aposta estratégica da autarquia numa programação cultural mais diversificada e eclética, a pensar em diferentes públicos e temas/formatos/linguagens, mas constitui também um declarado alinhamento municipal com as temáticas da criatividade, sustentabilidade, saúde e bem-estar, economia circular e reconexão com a natureza.

O Fértil estrutura-se em torno de quatro grandes pilares – Ambiente, Comunidade, Cultura e Inovação – que atravessam toda a programação e procuram criar um espaço de encontro, partilha, aprendizagem e participação. Ao longo dos dois dias, o público poderá encontrar uma programação multidisciplinar que cruza música, conversas, palestras, workshops, cinema, exposições, atividades para famílias, bem-estar, mercado criativo e gastronomia.

Esta nova etapa da história do festival é marcada pela transição do evento para o Parque Ribeirinho Poente, junto à Ria Formosa, encontrando neste novo espaço uma oportunidade para crescer, experimentar novas formas de programação e reforçar a ligação ao território.

Programação

A música continua a ser uma das grandes formas de encontro no FÉRTIL. No dia 3 de outubro, sobem ao palco os Sensible Soccers, enquanto no dia 4 de outubro será a vez de Rossana apresentar o seu trabalho. A programação musical conta ainda com DJ sets de Pedro Ramos, que também se associa ao festival através da Rádio Futura, e de Joana de Verona, aka Makumbeat, trazendo diferentes ritmos e ambientes para acompanhar o final das tardes e as noites do FÉRTIL.

Além do palco principal, o evento dispõe de três zonas temáticas dedicadas ao Ambiente, Comunidade e Inovação, onde, de modo descontraído, é apresentada uma programação (através de conversas, palestras e workshops) que pretende questionar, aprender, partilhar conhecimento e fomentar a participação ativa, abordando temas como as “Aldeias do Futuro”, a ideia de que a Educação é a primeira infraestrutura da sustentabilidade, a economia circular, a alimentação consciente, o planeamento e gestão de uma agrofloresta e o movimento Solar Punk.

Também as famílias têm um espaço próprio no FÉRTIL. A Associação Rotinas Selvagens será responsável pela dinamização da área dedicada às crianças e famílias, com atividades e momentos de entretenimento ao longo da tarde. A proposta é simples: criar espaço para brincar, explorar, experimentar e estar em conjunto, envolvendo diferentes gerações na experiência do festival.

Healing, criatividade e sustentabilidade nos pequenos gestos

De destacar ainda a Healing Area, dinamizada pela Positive Hands, que ocupa duas casas de madeira especialmente preparadas para acolher um conjunto de experiências dedicadas ao bem-estar e ao autocuidado. O público poderá descobrir diferentes propostas, entre massagens, terapias, consultas de tarot e outras práticas, num espaço pensado para abrandar, cuidar e recarregar energias ao longo do festival.

A criatividade volta também a ocupar um lugar central no FÉRTIL através do Artists & Fleas, que reúne projetos e criadores num mercado dedicado à produção independente, ao design, à arte e ao empreendedorismo criativo.

Na área da alimentação, o festival recebe food trucks e restaurantes com propostas diversificadas, procurando privilegiar uma abordagem mais consciente e sustentável à comida e ao consumo. No FÉRTIL, a sustentabilidade também está nos pequenos gestos. Em vez dos habituais copos de plástico reutilizáveis, o festival mantém os seus já caraCterísticos copos de barro com o selo FÉRTIL, que acompanham o evento desde as primeiras edições. E porque reutilizar é, antes de mais, usar o que já existe, o público é também convidado a trazer o seu próprio copo de casa. Uma solução simples que reduz resíduos e torna a experiência do festival ainda mais consciente.

Rede alargada de parceiros e com maior envolvimento empresarial

Reforçando a intenção de envolver ativamente a comunidade local e a região, o FÉRTIL criou uma rede partilhada de parceiros, entre eles a Fesnima, a CCDR Algarve, a Região de Turismo do Algarve, a Algarve Evolution e as empresas Necton, Viveiros Monterosa, Kodis e Coca-Cola, para além do Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Fernandes Lopes.  A estas entidades junta-se ainda um universo crescente de organizações, projetos e pessoas que acreditam na importância de criar espaços de encontro, conhecimento e transformação no território algarvio.

O festival acontece entre as 14:00 e as 23:00 dos dias 3 e 4 de outubro, com entrada livre. Toda a programação pode ser consultada no website do evento, em www.fertil.pt.

  •  
❌