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Sapadores de Braga são ‘campeões’ a destruir ninhos de vespas asiáticas: já foram mil em 2026

O Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga já eliminou mil ninhos de vespas asiáticas, em todo o concelho de Braga, são uns autênticos ‘campeões’ na destruição desses perigosos abrigos.

Mais de 20 ninhos de vespas velutinas foram destruídos durante esta sexta-feira, conforme foi reportado diretamente por O MINHO, levando a tranquilidade a centenas de famílias de Braga.

Uma equipa daquela corporação camarária diariamente vai para o terreno e de acordo com uma série de informações recebidas nas horas anteriores, vai eliminando ninhos de vespas velutinas.

Uma das “armas secretas” dos Sapadores Bombeiros de Braga é, curiosamente, um dos seus operacionais, Tiago Freitas, ser apicultor, o que facilita o trabalho.

Esta sexta-feira, logo de manhã cedo, Tiago Freitas, acompanhado de outro sapador bombeiro, Carlos Alves, estiveram na Rua de Camões, no centro da cidade de Braga, desativando já mais um, só poucas horas depois da situação ter sido conhecida indiretamente e só pelas redes sociais.

Sapadores de Braga são 'campeões' a destruir ninhos de vespas asiáticas: já foram mil em 2026
Foto: Paulo Seabrete

É que uma das dificuldades sentidas nos últimos anos, desde 2019, é que a grande maioria dos bracarenses, em vez de contactarem o Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga (há um email que o grande público conhece há anos (vespa.velutina@cm-braga.pt), preferem fazer do flagelo um espetáculo, divulgar imagens nas redes sociais.

Vídeo: Paulo Seabrete

Aquilo que a Câmara Municipal de Braga e o seu Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga pedem, encarecidamente, é que tais situações sejam comunicadas a quem de direito, porque se trata de um serviço gratuito e que pode salvar vidas, em vez de ir a correr para as redes sociais.

Há poucos dias, o troço da Rua 25 de Abril, a montante da Avenida da Liberdade foi uma área em que se dizimaram ninhos de vespas velutinas, popularmente conhecidas também como vespas asiáticas, em edifícios adjacentes ao Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga.

Vídeo: Paulo Seabrete
Vídeo: Paulo Seabrete

Mas para o êxito desta luta sem quartel é considerada decisiva a colaboração dos cidadãos, para a referida conta de email (vespa.velutina@cm-braga.pt), eventualmente já com imagens (fotos e/ou vídeos, mas para a Câmara Municipal de Braga e não para as redes sociais).

O trabalho é contínuo, também neste aspeto, pelo Batalhão de Sapadores Bombeiros, partindo do comandante, Nuno Osório, a par do adjunto técnico, Carlos Silva, passando ainda por todas as suas chefias intermédias, até ao setor operacional, em comunicação permanente, para acorrer aos alertas, numa média diária de casos denunciados pelo mesmo número de ninhos eliminados.

Sapadores fazem mais e melhor

O Município de Braga alcançou, em 2025, a sua mais elevada taxa de eficácia de sempre na eliminação de ninhos de vespa velutina, fixada em 98,39%, “consolidando-se uma resposta municipal robusta e tecnicamente eficaz face a uma espécie invasora cuja presença continua a aumentar no território”, seguindo uma política de proatividade da Câmara Municipal de Braga.

Ao longo do ano de 2025 foram registados 1.364 ninhos, mais 104 do que em 2024, números representam um crescimento de 8,25%, sendo que apesar do aumento significativo, os serviços municipais conseguiram eliminar 1.342 ninhos, um acréscimo de 110 eliminações face ao ano de 2024, correspondente a uma subida de 8,93%, segundo refere a Câmara Municipal de Braga.

“Particularmente relevante é a redução do número de ninhos por resolver, que passou de 28 em 2024 para 22 em 2025, uma diminuição de 21,43% e este facto demonstra um reforço claro da capacidade de resposta, mesmo num contexto de maior pressão da espécie”, afirma a autarquia.

“A análise da evolução dos registos desde 2019 evidencia crescimento estrutural do fenómeno, com 673 ninhos registados em 2019 para 1.364 em 2025, mais do dobro em seis anos e este cenário reforça a importância de políticas públicas consistentes, sempre, mas sempre, baseadas na monitorização contínua, na rapidez de intervenção e na articulação entre serviços”, salienta.

Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, os resultados de 2025 “traduzem uma estratégia sustentada e uma aposta assente na eficácia operacional”, afirmando que “o aumento do número de ninhos registados confirma que estamos perante um problema persistente, mas os dados evidenciam também que Braga responde mais e melhor a cada ano”.

“Atingir uma eficácia de 98,39% é um resultado histórico e uma prova que o investimento, o planeamento e o trabalho no terreno estão a surtir efeito”, refere o responsável, salientando que a redução dos ninhos por resolver, mesmo com maior número de ocorrências, “demonstra rigor, organização e sentido de responsabilidade pública em Braga”, ainda segundo diz Altino Bessa.

O também vereador do Ambiente e da Proteção Civil recorda ainda que “este combate tem impactos diretos na segurança das populações, na proteção da biodiversidade e no apoio ao sector apícola”, afirmando que “também tem os custos, cerca de 100 mil euros todos os anos”.

Sapadores de Braga são 'campeões' a destruir ninhos de vespas asiáticas: já foram mil em 2026
Foto: CM Braga

 “Continuaremos a reforçar a vigilância, a sensibilização da população e toda a capacidade de intervenção na medida em que consideramos que a defesa do território exige respostas concretas e eficazes”, salientou o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga.

“Os dados de 2025 e agora os de 2026 confirmam e reforçam ainda mais Braga como sendo um município de referência no combate à vespa velutina, aliando ao crescimento na deteção, eficiência na resposta e resultados mensuráveis com base numa política ambiental alicerçada no conhecimento técnico e no compromisso público permanente”, ainda segundo Altino Bessa.

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Antigo quartel florestal do Fojo vai transforma-se num espaço de investigação

VTM

Durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do Parque da Biodiversidade do Alvão — Living Lab, o presidente da Câmara de Mondim de Basto, Bruno Ferreira, salientou a importância da transformação do antigo quartel florestal do Fojo num espaço dedicado ao conhecimento, à investigação e ao desenvolvimento territorial, que aproxime a natureza, a ciência e a investigação da realidade local. “Um território do interior não tem de ser apenas um objeto de estudo, pode ser um local onde se pode produzir conhecimento”.

O projeto, com um investimento de cerca de um milhão de euros financiado pelo programa Norte 2030, é uma iniciativa conjunta da Câmara de Mondim de Basto, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) e do ICNF.

Bruno Ferreira explicou que o projeto nasceu da vontade de atrair instituições como a UTAD e o ICNF para o território, criando condições para a investigação em áreas como “a água, o clima, os solos, a floresta e a agricultura”. Referiu ainda que “o Parque Natural do Alvão, sendo o mais pequeno do país, é aquele onde se encontra a maior concentração de biodiversidade”, acrescentando que “a investigação também pode ser feita em territórios como este”.

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06 de outubro: Dia Internacional da Geodiversidade

AF! O dia 06 de outubro assinala o Dia Internacional da Geodiversidade, uma data criada para sensibilizar a sociedade para a importância da diversidade natural não viva do nosso planeta. A celebração foi proclamada pela UNESCO em 2021 e passou a ser comemorada anualmente a partir de 2022. A geodiversidade inclui todos os elementos e processos geológicos da […]
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Cinco Abutres-pretos devolvidos à natureza em Trás-os-Montes 

Cinco abutres-pretos foram hoje devolvidos à natureza, após terem passado cerca de sete meses no centro de aclimatação de Douro Internacional, onde passaram por um período de adaptação ao novo habitat.

Em declarações à agência Lusa, o biólogo José Pereira, e também presidente da Associação Palombar, disse que a devolução dos abutres-negros à natureza acontece numa altura em que Vigilantes da Natureza de oito países europeus estão de visita ao Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), inseridos numa ação alargada de contacto com aves necrófagas de grande porte e partilha de conhecimentos científicos, neste território que é “um santuário” para estas espécies na Europa.

“Esta é uma iniciativa que reúne Vigilantes da Natureza de oito países da Europa, sendo este um dos locais mais importantes ao nível europeu, para a conservação da natureza e a troca de conhecimentos científicos e de vigilância entre os representantes das várias delegações. No PNDI podem encontrar-se todas as espécies de abutres e outras aves necrófagas, com exceção dos quebra-ossos”, sublinhou o biólogo.

Estas ações de troca de experiências entre os participantes europeus estão inseridas na ação europeia sobre monitorização da conservação e deteção de ameaças a abutres que vai decorrer até sexta-feira, em Freixo de Espada à Cinta e Miranda do Douro, no distrito de Bragança, dois concelhos integrados no PNDI, que é a segunda maior área protegida de Portugal.

A visita ao centro de aclimatação do abutre-preto foi o primeiro contacto com estas aves e com este projeto pioneiro que pretende aumentar esta espécie de aves que se encontra em perigo através do programa “LIFE Aegypius Return”, financiado pela União Europeia, e que tem diversos parceiros, como o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e as Organizações Não-Governamentais (ONG) Rewilding Portugal, Palombar e Quercus.

“Também é importante aproveitar o conhecimento que há em Portugal na área das grandes aves necrófagas, para assim haver troca de experiências e capacitação dos Vigilantes da Natureza, e verificar a legislação para estas espécies em vigor em cada um dos países participantes”, frisou José Pereira.

O abutre-preto é uma ave necrófaga com o estatuto “Criticamente em Perigo” em Portugal, sendo, igualmente, considerada de interesse comunitário e prioritário no contexto da Diretiva Aves. É a maior ave de rapina da Europa, podendo atingir os três metros de envergadura de asa.

Por entre a admiração causada por estas aves, que muitos viram de perto pela primeira vez, os Vigilantes da Natureza destes oito países ficaram sensibilizados com o trabalho desenvolvido no território do PNDI.

Para o representante da Federação Europeia dos Vigilantes da Natureza e Rangers, Borga Diaz, a Península Ibérica é o território  mais importante para nidificação de aves necrófagas e dentro destas medidas entramos em contacto com várias organizações como a Palombar e o Instituto da Conservação da Natureza (ICNF) para promover várias ações  de partilha de conhecimento  durante quatro dias.

“Estes encontros servem para analisar o que foi bem-feito e o que correu menos bem no que respeita à conservação ambiental e das aves. Haverá um espaço de debates para partilha de experiências”, indicou.

Por seu lado, a diretora regional do Norte do ICNF disse que a conservação dos abutres não depende apenas do conhecimento científico.

“A conservação destas espécies depende também da capacidade de trabalhar em rede, de partilhar informação e experiências e de construir respostas coordenadas para desafios que não conhecem fronteiras administrativas nem nacionais”, destacou.

Segundo Sandra Sarmento, “é especialmente significativo reunir aqui representantes de organizações de conservação, autoridades públicas, guardas-parque, especialistas e parceiros de vários países, reforçando uma colaboração que é essencial para o sucesso das ações de conservação”.

“O programa dos próximos dias combina partilha de conhecimento, discussão técnica e contacto direto com o território. E é particularmente simbólico que esta iniciativa inclua a libertação de abutres-pretos, um momento que nos recorda que os esforços de conservação podem produzir resultados concretos”, destacou.

Ao longo de quatro dias pelo PNDI estão Vigilantes da Natureza de Portugal, Espanha, Israel, Itália, Suíça, Montenegro, Grécia e Chipre.

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O samba do Tio Esperança

Na manhã de 29 de julho, toda a comunidade do samba e do futebol de várzea se deparou com a Prefeitura de São Paulo demolindo a sede do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança, na Zona Norte da capital. A ação foi em cumprimento de uma ordem judicial de reintegração de posse na área, onde está prevista a construção do Parque Campo de Marte.

Criado em 1958 por um grupo de taxistas negros, o clube ocupava o terreno no Campo de Marte desde o fim da década de 1970. O espaço se tornou referência no futebol de várzea após receber diversos jogadores que foram destaque em times tradicionais: “Todo jogador de bola vinha jogar no Cruz: Basílio, Serginho Chulapa, Solito, Mauro, Casagrande, Viola, Ataliba. Vou até parar de citar nomes, porque corro o risco de esquecer alguém, mas muita gente passou no Cruz”, conta Antônio Marcos, presidente do Cruz da Esperança, conhecido como Tio Toninho.

Três dias após a demolição do espaço, Toninho concedeu entrevista à Agência Pública em sua casa. Visivelmente abatido, até aquele momento ele não havia saído de casa – ainda estava impactado pelo longo processo de negociação com a Prefeitura até a derrubada das paredes que havia ajudado a construir.

Com diversos álbuns de fotografias à mesa, Toninho se emocionou ao rememorar a sua relação com o futebol de várzea, a chegada ao clube na década de 1960, os bailes black que aconteceram entre os anos 1970 e 1980 e as rodas de samba que se mantêm desde os anos 1990. O espaço, também chamado de “Pequena África Paulista”, é apontado como patrimônio vivo da memória negra e da música popular na Zona Norte da cidade.

Apesar da perda do espaço físico, o samba continua acontecendo todos os finais de semana na região da Casa Verde, próximo à antiga sede. E a história ainda não terminou na Justiça: no dia 20 de agosto, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região publicou uma decisão que proíbe a Prefeitura de São Paulo e a concessionária de fazer novas intervenções físicas no solo ou subsolo do terreno, incluindo escavações, terraplenagem, fundações, compactação do terreno e outras atividades de impacto equivalente, até que estudos técnicos sobre possíveis vestígios arqueológicos e bens culturais no local sejam realizados.

Para o Tio Toninho,  a decisão da Justiça é positiva para a comunidade, porém chegou tarde. “A notícia [da decisão] pra nós foi muito ótima, se bem que atrasada porque chegou depois da demolição. Se chegasse antes eles não poderiam mexer”, lamenta.

A decisão recente foi motivada, dentre outros elementos, por uma vistoria feita pelo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no local em 18 de junho deste ano. O relatório de fiscalização constatou que a área “apresenta potencial arqueológico relevante”. O documento solicitou ao órgão o aprofundamento dos estudos técnicos antes da realização de novas intervenções por parte da concessionária. A vistoria aconteceu antes da demolição da sede do Cruz da Esperança.

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