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Aumentar salários não chega: é preciso devolver poder de compra aos portugueses

Portugal enfrenta uma realidade económica que merece uma reflexão séria: apesar dos aumentos salariais anunciados ao longo dos últimos anos, muitas famílias continuam a sentir enormes dificuldades em fazer face às despesas mensais. Para milhares de trabalhadores, receber mais ao final do mês não significa necessariamente viver melhor.

O problema está na diferença entre aquilo que aparece no recibo de vencimento e aquilo que efetivamente sobra depois de pagar a renda da casa, a alimentação, a eletricidade, a água, os transportes, os seguros e os impostos. É nesta diferença que reside uma das maiores preocupações da sociedade portuguesa: a dificuldade crescente em transformar o trabalho numa verdadeira garantia de estabilidade financeira.

Não basta aumentar os salários se o custo de vida continuar a absorver os rendimentos das famílias

Os aumentos salariais são importantes e necessários. Contudo, não podem ser apresentados como uma solução isolada, nem utilizados como único indicador da melhoria das condições de vida dos portugueses.

Quando o salário aumenta, mas as despesas essenciais acompanham essa subida, o resultado pode ser uma melhoria praticamente impercetível no orçamento familiar.

A questão fundamental é simples: o que interessa não é apenas quanto ganha um trabalhador, mas aquilo que consegue fazer com o dinheiro que recebe.

O peso dos impostos sobre quem trabalha

Uma política económica centrada nas pessoas deve começar por reconhecer o valor do trabalho. Quem trabalha a tempo inteiro, cumpre os seus deveres e contribui para o funcionamento do país deve ter condições para viver com dignidade, constituir poupanças e preparar o futuro.

É por isso que o aumento dos salários deve ser acompanhado por uma redução responsável da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, em particular nos escalões baixos e intermédios. Não faz sentido promover aumentos salariais sem avaliar quanto desse esforço chega efetivamente ao bolso dos trabalhadores.

O objetivo deve ser claro: permitir que os portugueses conservem uma parcela maior do rendimento que conquistam com o seu trabalho.

Esta redução fiscal deve ser acompanhada por uma gestão eficiente dos recursos públicos, pela avaliação da despesa do Estado e pelo combate ao desperdício. Aliviar os impostos não pode significar ignorar a sustentabilidade das contas públicas, mas também não pode continuar a ser tratado como uma questão secundária para quem vive com um orçamento limitado.

O trabalho deve compensar, e o esforço de quem produz riqueza tem de se traduzir numa melhoria concreta das condições de vida.

A habitação tornou-se um dos maiores obstáculos à estabilidade financeira

A crise da habitação é outro dos fatores que mais contribuem para a pressão sobre os rendimentos das famílias. Em diversas regiões do país, o valor das rendas e dos imóveis afastou-se da capacidade financeira de muitos trabalhadores, incluindo aqueles que têm emprego estável.

Para um jovem que pretende sair de casa dos pais, para um casal que deseja constituir família ou para um trabalhador que procura viver perto do seu local de trabalho, encontrar uma habitação a um preço comportável tornou-se um desafio cada vez maior.

Quando uma parte excessiva do salário é destinada à renda ou à prestação da casa, ficam comprometidas outras necessidades fundamentais. Poupar torna-se difícil, enfrentar uma despesa inesperada pode representar um problema grave e o recurso ao crédito pode transformar-se numa solução de recurso para despesas correntes.

Não podemos normalizar uma realidade em que trabalhar não chega para garantir o acesso a uma habitação digna. É necessário travar a escalada dos preços através de uma resposta estrutural: aumentar a oferta de habitação, simplificar e acelerar os processos de licenciamento, disponibilizar terrenos, recuperar imóveis devolutos e criar condições para construir a custos mais comportáveis.

Devem igualmente ser avaliadas medidas proporcionais que reduzam os comportamentos especulativos e promovam uma utilização mais eficiente do património habitacional, sem desincentivar a construção, o arrendamento ou o investimento necessário para aumentar a oferta.

A solução não passa por procurar culpados de forma indiscriminada, mas por corrigir os desequilíbrios que impedem o mercado de responder às necessidades reais da população.

Combater a inflação e recuperar o poder de compra

A inflação representa outro desafio, sobretudo quando incide sobre despesas das quais as famílias não podem prescindir. A alimentação, a energia e os transportes ocupam uma parcela significativa dos orçamentos familiares, pelo que qualquer aumento persistente nestes custos reduz a margem financeira disponível. É importante, contudo, distinguir a inflação geral da evolução dos preços da habitação. São fenómenos relacionados com o custo de vida, mas que exigem respostas diferentes.

No combate à inflação, o país deve promover a concorrência, a produtividade e o funcionamento eficiente dos mercados, avaliando medidas temporárias e devidamente fundamentadas quando os aumentos dos bens essenciais colocam em causa as condições de vida das famílias mais vulneráveis.

Na habitação, é necessário atuar sobre a oferta, os custos de construção, o licenciamento e os desequilíbrios entre os preços praticados e a capacidade financeira dos agregados familiares. Os aumentos salariais devem, por isso, ser avaliados em função da evolução do poder de compra real, e não apenas pelo número de euros acrescentados ao vencimento.

Uma economia que permita viver, e não apenas sobreviver

Portugal precisa de uma estratégia económica que articule três objetivos fundamentais: salários dignos, impostos mais baixos sobre o trabalho e habitação acessível.

Estas medidas devem ser acompanhadas pelo crescimento da produtividade, pela valorização das empresas que investem e criam emprego e por uma utilização criteriosa dos recursos públicos. Só assim será possível construir uma economia que concilie melhores rendimentos com estabilidade financeira e oportunidades reais para as novas gerações.

O crescimento económico não pode ser avaliado exclusivamente através de indicadores macroeconómicos. Esses indicadores são importantes, mas devem ser acompanhados por uma pergunta essencial: estão os portugueses a viver melhor?

Uma economia pode crescer e, ainda assim, deixar muitas famílias sem capacidade para poupar, adquirir habitação ou enfrentar imprevistos. É precisamente por isso que as políticas públicas devem ser avaliadas pelos seus resultados concretos na vida das pessoas.

Não se pretende defender aumentos salariais artificiais, desligados da produtividade, nem ignorar as dificuldades das empresas. Pretende-se exigir uma política económica equilibrada, em que o Estado, as empresas e os decisores públicos assumam as suas responsabilidades e em que o trabalhador não seja o elemento esquecido desta equação.

A dignidade de quem trabalha deve estar no centro das prioridades nacionais

O verdadeiro progresso não consiste em ganhar mais euros para pagar despesas cada vez maiores. Consiste em ganhar o suficiente para viver melhor, poupar, constituir família e construir um futuro com segurança e liberdade.

Portugal precisa de devolver aos seus cidadãos a confiança de que o trabalho continua a ser um caminho de mobilidade social e de realização pessoal. Aumentar salários é necessário. Reduzir a carga fiscal sobre o trabalho é essencial. Garantir habitação acessível é urgente.

Sem estas três dimensões, corremos o risco de continuar a anunciar melhorias económicas que uma parte significativa da população não consegue sentir na sua vida quotidiana.

Trabalhar para sobreviver não pode ser o destino de quem trabalha honestamente.
Trabalhar tem de voltar a ser um caminho para uma vida melhor.

Para ler o artigo anterior publicado pelo autor, clique aqui.

* Vogal da Direção Política Nacional do REAGIR

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Marido e mulher morrem com poucas horas de diferença

Homem estava internado no hospital e a mulher estava num lar.

O antigo presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines, Vitorino Vieira Cavaco, de 94 anos, e sua mulher, Inácia Cavaco, de 90 anos, morreram esta semana com poucas horas de diferença.

O homem morreu esta quarta-feira, no hospital onde estava internado, e a mulher na quinta-feira. A mulher vivia num lar, segundo noticiou o Correio da Manhã, não citando a fonte.
O casal era natural do concelho de Silves.

Vitorino Vieira Cavaco foi o primeiro presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines, eleito após a Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974.

A Câmara Municipal de Silves reagiu à morte do antigo presidente, tendo emitido uma mensagem de pesar, que o diariOnline Região Sul publicou em que referia: “Vitorino Vieira Cavaco destacou-se, ao longo de várias décadas, pelo seu percurso de dedicação à causa pública, ao movimento associativo e à comunidade de São Bartolomeu de Messines e do concelho de Silves“, destaca a autarquia.

As cerimónias fúnebres realizam-se na próxima semana. O corpo de Vitorino Cavaco está a ser autopsiado, segundo noticia o CM.

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Silves | “Quando o poder se fez território” em reflexão na Biblioteca Municipal

A Biblioteca Municipal de Silves recebe, no próximo sábado, dia 16 de outubro, pelas 21h30m, mais uma sessão da rúbrica “Tertúlia Insurgente”, promovida pelo Município de Silves, com entrada livre. Subordinada ao tema “Quando o Poder se Fez Território: Revolução, Transição e Institucionalização do Poder Local entre 1974 e 1976 — O Concelho de Silves […]

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Município de Silves emite Nota de Pesar pelo falecimento de Vitorino Vieira Cavaco

Nota de Pesar

O Município de Silves manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Vitorino Vieira Cavaco, ocorrido no dia 7 de outubro, aos 94 anos de idade.

Vitorino Vieira Cavaco destacou-se, ao longo de várias décadas, pelo seu percurso de dedicação à causa pública, ao movimento associativo e à comunidade de São Bartolomeu de Messines e do concelho de Silves.

Após o 25 de Abril, integrou a Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines, tendo sido, em 1976, o primeiro presidente daquela Junta eleito democraticamente, cargo que exerceu durante vários mandatos. Foi também o primeiro presidente da Assembleia Municipal de Silves.

A sua intervenção cívica estendeu-se ao movimento associativo, tendo estado ligado a diversas instituições e coletividades do concelho, nomeadamente à União Desportiva Messinense, da qual foi sócio fundador e presidente da Direção, à Sociedade de Instrução e Recreio Messinense, à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Bartolomeu de Messines, à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra e à Casa do Povo de Messines.

O seu contributo para a comunidade foi reconhecido em diversas ocasiões, tendo sido convidado de destaque da Sessão Solene da Assembleia Municipal de Silves comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril.

O Município de Silves manifesta, igualmente, sentidas condolências pelo falecimento da sua esposa, Inácia Cavaco, ocorrido esta quinta-feira, 8 de outubro, aos 90 anos.

Neste momento de pesar, a autarquia presta homenagem à memória de Vitorino e Inácia Cavaco, reconhecendo o seu contributo para a comunidade.

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Rita Guapo dinamiza workshop de Educação e Parentalidade Consciente em Silves

No âmbito do projeto Matéria Prima, o Município de Silves, através do Setor da Juventude, promove no próximo dia 24 de outubro, entre as 10h00 e as 13h00, mais uma sessão do workshop de Educação e Parentalidade Consciente ‘A adolescência não é um cadilho nem um sarilho’, dinamizado por Rita Guapo.

A Psicóloga Rita Guapo regressa à Biblioteca Municipal de Silves para promover um espaço de reflexão sobre os desafios e as transformações inerentes ao processo de desenvolvimento na adolescência. A sessão irá abordar a importância de compreender o comportamento dos jovens, incentivando uma comunicação familiar mais significativa, assente em relações positivas e de maior conexão.

Partindo do princípio de que não existem fórmulas universais na missão de educar, este workshop convida pais, educadores e profissionais a aprofundar o seu conhecimento sobre as vivências e o sentir dos adolescentes, reconhecendo também o potencial desta fase de desenvolvimento.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia obrigatória até ao dia 21 de outubro, a qual deve ser efetuada clicando aqui, realçando-se que as vagas são limitadas.

Para mais informações, os interessados poderão contactar o Setor de Juventude da Câmara Municipal de Silves através dos telefones 282 440 800 ou 910 118 277, ou ainda pelo endereço de correio eletrónico juventude@cm-silves.pt.

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Faleceu Vitorino Vieira Cavaco, histórico autarca e dirigente associativo

O concelho de Silves está de luto pelo falecimento de Vitorino Vieira Cavaco, ocorrido na passada quarta-feira, dia 7 de outubro, aos 94 anos de idade.

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Plano de Pormenor de Pêra Sul em discussão pública até 3 de novembro

A Câmara de Silves promove uma sessão de esclarecimento no Centro Pastoral de Pêra, no dia 12 de outubro, às 21h00. A proposta visa reforçar a oferta de habitação.

O conteúdo Plano de Pormenor de Pêra Sul em discussão pública até 3 de novembro aparece primeiro em Barlavento.

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Proteção civil municipal de Silves promove ações de sensibilização junto da população

No âmbito da intervenção junto da comunidade, integrada no eixo de intervenção “Prevenção e Preparação da Comunidade”, o Serviço Municipal de Proteção

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Biblioteca Municipal de Silves recebe a apresentação do premiado livro infantil ‘A Fila’

No próximo sábado, dia 10 de outubro, pelas 15h00, a Biblioteca Municipal de Silves recebe a apresentação do premiado livro infantil ‘A Fila’, da autoria de Sheila Blázquez, com ilustrações de Anna Mongay, cuja iniciativa é promovida pelo Município de Silves, e destina-se a crianças dos 3 aos 5 anos e tem entrada livre.

Escritora e professora numa escola pública na Suíça, Sheila Blázquez desloca-se a Silves para apresentar o seu primeiro livro infantil, uma história que convida os mais novos a refletir sobre a importância de parar, pensar e encontrar o melhor caminho para alcançar os seus objetivos.

Na obra, a ação decorre na floresta amazónica, onde a preguiça começa a preparar deliciosos queques para os seus vizinhos. O papa-formigas, determinado a ser o primeiro a prová-los, acorda cedo e dirige-se para o início da fila. Entretanto, outros animais começam a chegar, também ansiosos por saborear um queque, dando origem a uma verdadeira confusão. Será que o papa-formigas vai conseguir comer o seu tão desejado queque?

Uma oportunidade única para os mais novos conhecerem a autora e descobrirem uma história que alia literatura e ilustração a uma mensagem de reflexão e aprendizagem.

Para mais informações, os interessados poderão contactar a Biblioteca Municipal de Silves através do telefone 282 440 899 ou do e-mail: biblioteca@cm-silves.pt.

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Município de Silves tem abertas candidaturas para a atribuição de Bolsas de Estudo

O Município de Silves, comprometido com a promoção da igualdade de oportunidades no acesso ao Ensino Superior, apoia a continuidade dos estudos dos alunos do concelho, especialmente aqueles com menores recursos económicos e bom desempenho escolar, através da atribuição de Bolsas de Estudo.

As candidaturas decorrem de 15 a 30 de outubro, devendo ser formalizadas junto do Setor de Educação do Município de Silves ou mediante envio por correio registado para a seguinte morada: Rua João de Deus, n.º 19, 8300-161 Silves.

O formulário de candidatura deverá ser devidamente preenchido e entregue, podendo ser descarregado clicando aqui, ou solicitado presencialmente no referido serviço.

O formulário deverá ser acompanhado da seguinte documentação:

  • a) Fotocópia dos recibos atualizados do vencimento ilíquido de todos os elementos do agregado familiar que exerçam uma atividade profissional remunerada, ou recibo de pensão da Segurança Social ou documento comprovativo do subsídio de desemprego atribuído;
  • b) Fotocópia da(s) declaração(ões) de IRS do ano civil anterior de todos os elementos do agregado familiar que exerçam atividade profissional remunerada;
  • c) Fotocópia dos cartões de cidadão ou documento equivalente de todos os elementos do agregado familiar;
  • d) Fotocópia do último recibo de renda e respetivo contrato de arrendamento ou documento comprovativo do valor da prestação mensal de habitação;
  • e) Documento comprovativo de matrícula no estabelecimento de ensino superior, com indicação do curso e do ano de frequência;
  • f) Certidão de aproveitamento escolar referente ao ano letivo anterior, com indicação da média das classificações obtidas;
  • g) Declaração emitida pelo estabelecimento de ensino superior frequentado, indicando se o estudante se candidatou e/ou usufrui de bolsa de estudo atribuída por aquela entidade;
  • h) Atestado de residência do candidato, emitido pela Junta de Freguesia da respetiva área de residência;
  • i) Comprovativo do agregado familiar.

Para mais informações, os interessados poderão contactar o Setor de Educação do Município de Silves, através do telefone 282 440 815 (chamada para a rede fixa nacional) ou do endereço de correio eletrónico educacao@cm-silves.pt.

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Silves: concurso aberto para exploração da Casa dos Vinhos

O Município de Silves abriu um concurso público para a concessão e exploração da Casa dos Vinhos e Produtos Autóctones, um espaço destinado a promover os produtores locais e o setor vitivinícola da região.

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