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Festival de Cinema valoriza produções de crianças e adolescentes

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O interesse pelo cinema começou cedo. Por volta dos 5 anos, as brincadeiras do menino já tinham montagem de filmes com histórias de super-heróis. Enquanto ia gostando dessa brincadeira, Miguel Figueiredo Viglio deu o primeiro passo para conhecer mais a arte do cinema e resolveu, aos 7 anos, fazer um curso de stop motion, que é uma animação feita quadro a quadro.

“Aí comecei a fazer os filmes em stop motion com brinquedos que eu tinha e fui me aprimorando”, contou em entrevista à Agência Brasil

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Hoje com 14 anos, o jovem tem certeza de que quer seguir na carreira, embora saiba que é um caminho árduo. “É difícil, mas sei que vou trabalhar com uma coisa que eu gosto e com pessoas que também gostam da mesma coisa".

Miguel Viglio é um dos concorrentes no Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC), que ocorre deste domingo (18) até o dia 24 de outubro, em três espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro: Teatro Municipal Carlos Gomes, Instituto Cervantes e Jardim Botânico. A programação é gratuita.

 Fedtival Internacional Pequeno Cineasta. Foto: : Divulgação Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC)
 Fedtival Internacional Pequeno Cineasta. Foto: : Divulgação Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC)
Circo dos Horrores - Divulgação Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC)

Em casa, Miguel conta com o incentivo da mãe Chica Amoreira, que orgulhosa lembrou os prêmios que o filho já conquistou em festivais. Entre as premiações, somente com o filme Circo dos Horrores, com o qual vai concorrer nesta edição do FIPC, tem Melhor Filme no festival FECEA no Rio Grande do Sul, em 2025; Troféu Geração no Festival do Rio, no mesmo ano; Melhor filme pelo Júri Popular no festival É Tudo Criança, em Minas Gerais, em 2026.

Fora do Brasil, foi finalista no CineClub Dei Picoli, na Itália, em 2025, no Madeira Curtas Short Film, de Portugal em 2026 e no REC film festival da Alemanha também em 2026.

Daniel Nini, de 16 anos, é mais um concorrente no Festival Internacional Pequeno Cineasta. O interesse pela arte o levou para atuar como ator. Depois do teatro, veio a vontade de fazer cinema porque gostava muito de ver filmes.

“Com 10 anos eu me toquei que poderia estar nos filmes e realizar filmes. Aí comecei a ver muita coisa para pegar bagagem cultural e tentar botar em prática os meus próprios roteiros”, disse à Agência Brasil.

No início, recorreu ao celular, que era o que dispunha na época para realizar o seu filme. “Nessa época eu não tinha câmera, quando eu peguei feito por telefone, pensei que nada ia ser aproveitado, porque o som também não estava com uma qualidade muito boa , mas com a mágica da edição, ainda mais vendo na tela grande, ficou ótimo. Fiquei muito feliz com o resultado”, contou Daniel.

que também é ator e com o tempo conseguiu comprar os equipamentos necessários com o dinheiro que ganhava com as suas atuações.

Júri

Uma outra característica do festival é que as crianças e adolescentes também participam da escolha dos vencedores. O Júri Oficial é formado por jovens das mesmas faixas etárias dos competidores, na faixa etária entre 8 e 17.

A responsabilidade de ter que julgar as produções é grande, afinal pode representar um marco para quem está começando na carreira. Participante do Júri Oficial, Carina Ki considerou uma experiência muito importante.

“Quando eu soube que eram de 13 a 17 pensei que era uma coisa meio experimental porque são crianças fazendo, mas fiquei muito impactada com a criatividade e todas as técnicas que elas usaram. As crianças se esforçaram muito para fazer. Fiquei muito impressionada com o talento delas”, disse.

“Eu tenho o projeto de estudar cinema no futuro, então, foi uma oportunidade muito importante, para mim, ter contato com produções de outros adolescentes”, concluiu.

Para a cineasta, produtora, educadora audiovisual e idealizadora do FIPC, Daniela Gracindo, o diferencial deste festival é que não são adultos falando sobre crianças e adolescentes. São eles que assumem as câmeras para contar as suas histórias.

“Eles ficam se sentindo mais participativos com protagonismo, porque a opinião deles importa. Já muda completamente a postura daquela criança que senta na cadeira sabendo que vai eleger o filme que vai ser premiado. A postura dela na cadeira de cinema é outra”, avaliou Daniela.

11ª edição

O Festival Internacional Pequeno Cineasta chega a 11ª edição com mais atividades e maior interesse de crianças e adolescentes pela arte do cinema. A ideia surgiu quando Daniela produzia uma homenagem ao avô Paulo Gracindo.

Na época, o pai Gracindo Jr., com quem realizava o documentário, tinha uma produtora, onde a cineasta queria dar aulas de cinema e teatro. Foi assim que em 2009 uma turma com equipe infantil de alunos entre 9 e 13 anos inaugurou a Oficina Pequeno Cineasta, que acompanha crianças e jovens em todas as etapas da realização de um filme, indo da ideia e do roteiro à atuação, direção, filmagem e edição.

A partir daí surgiu a primeira edição do festival em 2010 e, que segundo Daniela, ainda era bem mais tímida.

“Cada edição que eu faço é uma potência tão grande de troca de cultura, de conexão, de conseguir se aproximar da criança, porque a gente tem esse espaço qualificado onde elas podem e devem se expressar por meio da sétima arte”, apontou Daniela.

Ao longo dos anos o convívio com as crianças e adolescentes foi aumentando e se fortalecendo por meio de Oficinas Pequeno Cineasta que já foram realizadas no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e até fora do Brasil, como na Guiana Francesa e na Argentina. 

“Por ver todo esse resultado e conseguir abrigar crianças que nunca entraram em uma sala de cinema e ficam estonteadas só com a sala, imagina quando elas veem que uma outra garota ou garoto, como elas, fizeram aquele filme que está na tela. O impacto é muito grande para todos”, disse Daniela.

Produções

Este ano, o festival vai exibir 68 filmes realizados por jovens de 8 a 17 anos. As produções foram selecionadas a partir de 467 inscrições de 41 países e dez estados brasileiros. São ficções, documentários e animações, que conforme a organização, “mostram como essa geração enxerga questões que vão de amizade e preconceito à inteligência artificial, cyberbullying e crise climática”.

Níveis de competição

Além de quatro categorias: Nacional e Internacional Criança para realizadores de 8 a 12 anos; e Nacional e Internacional Jovem para adolescentes de 13 a 17 anos, a competição das obras se dá em três mostras especiais: Oficina Pequeno Cineasta, Filmes Hispânicos e Sustente Sua História, que é dedicada a produções sobre sustentabilidade e meio ambiente.

Variedade

Os temas dos filmes selecionados passam por afetos, perdas, amizade, preconceito, trabalho, inteligência artificial, violência, cyberbullying, crise climática e a relação entre humanidade e natureza.

Os vínculos humanos são abordados em A Night Without You (Malásia), Orpheus & Eurydice (Estados Unidos) e Passagens (Niterói, Rio de Janeiro). Já em The City (Ucrânia) e Paani (Estados Unidos) os cineastas tratam da resiliência diante de guerras, deslocamentos e eventos climáticos extremos.

A crise climática é tema em Axinos (Grécia), Concreto (Contagem, MG) e Yanomamis: Guardiões da Floresta (Brasil), enquanto O Espelho e Segundo Plano, os dois de Porto Alegre, e Por Culpa de la IA (Espanha) exploram a solidão, pressão social, violência e os efeitos da tecnologia.

Intercâmbio

A abertura, no dia 18, às 11h, no Teatro Municipal Carlos Gomes, Centro do Rio, reserva um encontro especial entre cineastas do Brasil e da Guiana Francesa. Na cerimônia, serão exibidos seis curtas realizados em Saint-Georges, por cerca de 80 crianças e jovens, produzidos durante oficinas desenvolvidas entre 2025 e 2026, além de um minidocumentário sobre o processo de criação.

Na segunda-feira (19), haverá no Instituto Cervantes, em Botafogo, das 15h30 às 17h, a Mesa Redondinha. O evento será um encontro de jovens cineastas do Brasil e da Guiana Francesa para assistirem aos filmes produzidos pelos dois grupos. Também terá conversar com o público sobre escolhas narrativas, temas, desafios de realização e as diferentes maneiras de transformar experiências em cinema. 

Ainda na segunda e no dia seguinte, o Instituto Cervantes recebe, das 9h às 13h, o workshop Cinema na Sala de Aula, destinado a professores, educadores e interessados em desenvolver práticas audiovisuais com crianças e jovens. A educadora, realizadora e pesquisadora argentina Irene Blei, é quem vai ministrar a atividade com oito horas de duração.

Irene é inovadora na educação audiovisual, ela criou e dirigiu historicamente a Oficina de Cine El Mate, a primeira escola de cinema infantil e juvenil de Vicente López, na Argentina.

Escolas

As ações do festival atravessam os seus espaços e chegam às escolas e comunidades educativas de todo o país por meio do Pequeno Cineasta na Escola.

As instituições inscritas tem acesso gratuito, durante o período do festival, às mostras competitivas e podem organizar sessões com seus alunos e enviar os votos para o Prêmio do Júri Popular. Para a organização, a iniciativa favorece a formação de plateia e transforma o cinema em ponto de partida para conversas sobre temas contemporâneos dentro da escola.

“É primordial para a infância e a juventude nesse sentido, não de ser um youtuber, um tiktoker, pode ser também, mas a ideia do projeto Pequeno Cineasta é que eles se aprofundem na linguagem e se tornem críticos e saibam o que estão recebendo, fazendo e sejam alfabetizados nessa linguagem”, relatou Daniela.

Ao longo das edições, o festival reuniu produções de 54 países e alcançou mais de 80 mil pessoas, “promovendo autoria, direito à expressão, formação de público e diálogo intercultural”.

O encerramento da programação deste ano será no Instituto Cervantes, das 16h às 18h, quando haverá a premiação dos vencedores e uma homenagem a Gracindo Jr, que morreu no dia 2 de setembro, em casa no Rio, aos 83 anos.

O Festival Internacional Pequeno Cineasta tem apoio institucional da Prefeitura do Rio, por meio das Secretarias Municipais de Cultura e de Educação, do Sistema Nacional de Cultura e do Ministério da Cultura.

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La medida antispam que arranca este sábado: todas las llamadas comerciales tienen que empezar con el prefijo 400

La medida antispam que arranca este sábado: todas las llamadas comerciales tienen que empezar con el prefijo 400

Los operadores tendrán que bloquear las llamadas que identifiquen como comerciales y de atención al cliente que no utilicen la numeración establecida

Las llamadas comerciales deberán utilizar obligatoriamente el prefijo 400 desde octubre

Este sábado entra en vigor una medida que busca acabar con la falta de identificación de las llamadas, a todas horas, con fines comerciales. Esos telefonazos no solicitados ya tienen que estar claramente identificados, a través del prefijo 400, lo que permitirá a los usuarios saber que las llamadas tienen ese citado fin comercial.

Se trata de una medida amparada en la Ley de Servicios de Atención a la Clientela (SAC) y puesta en marcha por el Ministerio para la Transformación Digital y de la Función Pública. Básicamente, consiste en la identificación a través de determinados rangos de numeración telefónica –específicos y diferenciados– tanto para las llamadas realizadas por los servicios de atención al cliente como para las comerciales.

En cuanto a estas últimas, a partir de este sábado tienen que comenzar con el prefijo 400. Esa identificación, según justificó el Ministerio encabezado por Óscar López, permitirá a los usuarios identificar el tipo de llamada y decidir si quieren atenderla o no.

Además, si los ciudadanos quieren contactar por teléfono con los servicios de atención al cliente o comerciales de las empresas, el coste no podrá ser superior al de una llamada convencional.

Cambios en atención al cliente

Respecto a las que son realizadas por los servicios de atención al cliente –para la gestión de contratos en curso o la prestación de servicios— sólo podrán efectuarse desde números cortos específicamente atribuidos para ello, los rangos gratuitos (los números que empiezan por 800 o 900) o números con prefijos de localización geográfica, como las llamadas por fijo. 

La otra medida que también tiene que comenzar a notarse es que los operadores tienen que bloquear las llamadas que se identifiquen a los usuarios con objetivos comerciales y de atención al cliente y que no utilicen la numeración establecida. Y si estas se siguen recibiendo desde una numeración no autorizada, se podrán denunciar ante la Oficina de Atención al Usuario de Telecomunicaciones (OAUT) o la Comisión Nacional de los Mercados y la Competencia (CNMC).

Además, la Ley de Servicios de Atención a la Clientela estableció otra obligación: que los usuarios tendrán que renovar, cada dos años, los consentimientos que otorgan a las compañías para que las empresas realicen estas llamadas con fines comerciales. Asimismo, tienen la consideración de nulos los contratos efectuados en llamadas comerciales realizadas sin consentimiento previo.

Cambios de número y críticas a la medida

Algunas empresas ya han comenzado a comunicar a sus clientes el cambio de numeración. Un ejemplo, Telefónica ha indicado a sus clientes este “cambio legal” que “aplicará a todas las empresas de España”. En su caso, apunta que, desde este sábado, va a llamar con el teléfono 400 00 1004. 

Este nuevo sistema de numeración, el de los prefijos 400, ha recibido críticas por parte de la Organización de Consumidores y Usuarios (OCU), que lo considera “insuficiente” para poner freno al 'spam' telefónico. 

La OCU entiende que los prefijos tienen que venir acompañados de controles efectivos y un régimen sancionador disuasorio. Además, reclama la creación de un registro público para identificar qué empresa se encuentra detrás de cada número comercial, una herramienta que facilitaría comprobar si se otorgó consentimiento, ejercer el derecho de oposición o reclamar frente a posibles incumplimientos.

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Los maquinistas de Semaf convocan huelga en Renfe el 29 de octubre

Los maquinistas de Semaf convocan huelga en Renfe el 29 de octubre

Critican "el bloqueo administrativo de los acuerdos firmados en materia de seguridad ferroviaria, protocolos ante emergencias meteorológicas, contratación de nuevos maquinistas, atención en arrollamientos y fiabilidad del material rodante"

Los maquinistas de Semaf convocan seis días de huelga en Ouigo durante los puentes de noviembre y diciembre

Los maquinistas del sindicato Semaf convocan huelga en Renfe el próximo 29 de octubre. Se llevará a cabo solo un día antes de los paros convocados en otro operador ferroviario de alta velocidad, Ouigo y en vísperas de puente.

El sindicato ha comunicado que, este viernes, ha acordado “convocar una jornada de huelga de 24 horas” para ese día de “de 00:01 a 23:59 horas, en todas las empresas del grupo Renfe, dirigida a todo el personal de conducción”.

“Esta movilización se adopta tras resultar infructuosa la vía previa de la Comisión de Conflictos y constatarse, en la reciente reunión mantenida hoy con el Ministerio de Transportes, Adif, la AESF y Renfe, el bloqueo administrativo de los acuerdos firmados en materia de seguridad ferroviaria, protocolos ante emergencias meteorológicas, contratación de nuevos maquinistas, atención en arrollamientos y fiabilidad del material rodante”, explica el sindicato.

“Tras registrar la Comisión de Conflictos el pasado 5 de octubre, en la reunión de hoy la conclusión que hemos obtenido es clara: todo sigue igual de paralizado que en el mes de mayo”, añade.

También critica “la lentitud burocrática” de las administraciones. “Somos conscientes de que si hay voluntad son capaces de aprobar cualquier norma legal en cuestión de semanas”, argumenta Semaf.

Los paros en Ouigo

Hay que recordar que Semaf también ha convocado paros en Ouigo, de seis jornadas, que coinciden con los próximos puentes. En el caso de la operadora francesa de alta velocidad, la convocatoria incluye paros de 24 horas los días 30 de octubre y 2 de noviembre, antes y después de la fiesta de Todos Los Santos; y paros parciales los días 6 y 9 de noviembre (puente de la Almudena en Madrid), y 4 y 8 de diciembre (puente de la Constitución).

En el caso de la jornada de huelga en Renfe convocada este viernes, Semaf argumenta que busca “reclamar que se cumpla los compromisos, ya que los consideramos vitales para transformar el sistema ferroviario y hacerlo mucho más seguro”. En concreto, piden “asegurar la actuación frente a emergencias climáticas y riesgos en la vía”, con “protocolos reales y vinculantes ante alertas meteorológicas y una normativa clara que coordine las comunicaciones en situaciones de riesgo, garantizando que nunca se anteponga la urgencia por circular por encima de la seguridad”.

También, “desterrar la búsqueda automática de culpables en la cabina implantando de forma efectiva la Cultura Justa”, en caso de accidentes, “vigilar que seguridad y condiciones laborales vayan de la mano” o “soluciones técnicas reales y definitivas a los problemas de seguridad y fiabilidad que arrastramos en el material rodante”.

Al mismo tiempo, Semaf reclama “una aplicación correcta de las interrupciones en los tiempos de conducción” para acabar “con los agravios comparativos entre compañeros en la misma situación” o “que no se recorte ni se cambie el criterio en el protocolo de atención a los compañeros que sufren un arrollamiento”.

Renfe responde que ha cumplido los compromisos

Tras la convocatoria de huelga, Renfe ha asegurado que ha cumplido todos los compromisos acordados con Semaf el pasado 9 de febrero, tras el accidente de Adamuz (Córdoba), que ya permitieron desconvocar dos jornadas de huelga previstas para el 10 y 11 de febrero.

También asegura que parte de las peticiones del sindicato no corresponden al operador ferroviario público. “Ante la convocatoria de huelga anunciada por SEMAF para el próximo 29 de octubre, la compañía considera necesario recordar que las medidas cuya ejecución correspondía a Renfe han sido desarrolladas íntegramente y que buena parte de las reivindicaciones utilizadas para justificar esta movilización exceden del ámbito competencial de la empresa ferroviaria”, incide Renfe.

“El seguimiento realizado por las distintas administraciones implicadas pone de manifiesto que las actuaciones comprometidas por Renfe han sido ejecutadas y que, de las 24 medidas restantes, fuera del ámbito de Renfe, 17 ya se han ejecutado y en los 7 restantes se continúa avanzando a través de los procedimientos administrativos, regulatorios y técnicos previstos”, asegura el operador.

Por ejemplo, cita que ha impulsado una tasa adicional de contratación de hasta 1.200 trabajadores. También, que “ha dado cumplimiento a todos los compromisos adquiridos en materia de mantenimiento ferroviario, impulsando la internalización de actividades, reforzando el mantenimiento con personal propio y avanzando en la recuperación de capacidades técnicas dentro de la empresa. También se han desarrollado actuaciones específicas para mejorar la fiabilidad de los trenes y reforzar la calidad del servicio prestado a los viajeros” y recuerda que ya se ha licitado el nuevo concurso de trenes de Alta Velocidad.

“Es difícil entender que tras la firma de acuerdo para el IV Convenio Colectivo de Renfe el pasado mes de julio, el sindicato convoque una huelga en el Grupo Renfe sin que ninguna de las cuestiones que ahora suscitan se incluyeran en la negociación del Convenio recién firmado”, concluye Renfe.

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Ayuso cierra la estación de metro de Sol por "insalubridad" tras pedírselo trabajadores y sindicatos

Francisco Martín e Isabel Díaz Ayuso en una imagen de archivo

Sol se cierra. No la Puerta del Sol, donde sigue la acampada que nació de las protestas por el desahucio de Maricarmen Abascal, sino la estación de metro. Lo ha anunciado la presidenta del ejecutivo madrileño, Isabel Díaz Ayuso, en una entrevista en EsRadio. El motivo es acometer "trabajos de limpieza y seguridad urgentes por las condiciones de insalubridad" tras casi tres semanas de "acampada ilegal", y, entre esos motivos, por la acumulación de orines.

Se trata de un cierre temporal solicitado, según Ayuso, por los propios trabajadores de una de las estaciones de metro más transitadas de Madrid, epicentro de la ciudad, y por los sindicatos. "Me acaban de comunicar que vamos a tener que cerrar la estación de Sol de Metro porque hay que hacer trabajos de limpieza urgentes y de seguridad, empezando por los trabajadores de Metro de Madrid. Y lo han solicitado desde prevención de riesgos laborales y los sindicatos. Por lo menos mientras duren esas labores, porque ahora mismo hay condiciones de insalubridad dentro", ha explicado.

Rechazo de la delegación del Gobierno y del TSJ a levantar la acampada

Ayuso vincula esos problemas de insalubridad a la "acampada ilegal" en la Puerta del Sol, a pesar de sus reiteradas peticiones al delegado del Gobierno en Madrid, Francisco Martín, para que proceda a su levantamiento. De momento, el TSJ tampoco ve motivos para despejar la Puerta del Sol pues ha rechazado las medidas cautelares solicitadas por el gobierno autonómico. La intención de los acampados parece ser permanecer en Sol hasta la celebración de las elecciones del 29-N.

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IBGE estima safra de grãos recorde em 2026: 354,5 milhões de toneladas

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A estimativa de setembro para a produção de grãos em 2026 aumentou 2,4%, para 354,5 milhões de toneladas, na comparação com 2025 (346,1 milhões de toneladas).

Em relação a agosto de 2026, a previsão ficou praticamente estável, com variação de 0,4% – aumento de 1.566.233 de toneladas.

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As informações constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (15).

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em setembro de 2026 é recorde para a série histórica do IBGE.

A área a ser colhida está estimada em 83,2 milhões de hectares, aumento de 1,6 milhão de hectares (2%) na comparação com a área colhida em 2025 (81,6 milhões de hectares). Em relação ao mês de agosto de 2026, a área a ser colhida cresceu 143.672 hectares (variação de 0,2%).

Arroz, soja e milho

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 93% da estimativa da produção e respondem por 87,3% da área a ser colhida.

Para a soja, a estimativa de produção foi de 175 milhões de toneladas, acréscimo de 5,4% em relação ao ano anterior. A área a ser colhida cresceu 1,3%.

A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas, queda de 11,4%. A área a ser colhida também diminuiu 12,6%.

Quanto ao milho, a estimativa foi de 143,3 milhões de toneladas (1,6 milhão de toneladas acima de 2025, avanço de 1,1%). A estimativa é de 29,7 milhões de toneladas de milho na primeira safra (alta de 15,5%) e 113,6 milhões de toneladas de milho na segunda safra (queda de 2,0%). A área a ser colhida do milho cresceu 2,5%, sendo 8% no milho primeira safra e 1,1% no milho segunda safra.

Demais grãos

A estimativa de setembro para a produção do trigo em 2026 ficou em 5,9 milhões de toneladas (24% a menos do que em 2025).

A estimativa do algodão herbáceo (em caroço) ficou em 9,5 milhões de toneladas (queda de 3,9%) e a do sorgo em 6 milhões de toneladas (alta de 11%). A estimativa para o feijão é de queda de 6,6% na produção.

 

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Escritor Joaquim Arena preenche vazios de Europa negra invisibilizada

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Revelar uma Europa negra, apagada das narrativas oficiais, é o que propõe o autor luso-cabo-verdiano Joaquim Arena, que revisita a presença de africanos e seus descendentes no continente europeu por meio do livro Debaixo da nossa pele (2017).

A partir de viagens por Portugal, arquivos e relatos, o escritor reconstrói trajetórias de personagens negros pouco conhecidos. A jornada também se cruza com a história da migração cabo-verdiana para Lisboa e com a trajetória do próprio escritor.

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Arena nasceu na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde, em 1964. É filho de pai português e de mãe cabo-verdiana e viveu grande parte da sua vida em Lisboa. Em Portugal, ele se formou em direito e iniciou a carreira em jornalismo.

O escritor está no Rio de Janeiro para participar do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ), no centro da capital fluminense, às 17h30 desta quarta-feira (14).

Autor de seis romances, traduzidos em várias línguas, Arena escreveu Siríaco e Mister Charles, vencedor do Prémio Oceanos de Literatura, na categoria Prosa, em 2023. Atualmente, reside em Cabo Verde, na cidade de Praia.

Cabo Verde e Brasil

Com o tema “Romance histórico: onde a realidade encontra a ficção”, o encontro gratuito propõe uma conversa sobre memória, pertencimento, identidade e as marcas do passado colonial que permanecem no presente.

A partir da obra de Arena, o evento busca aproximar experiências históricas e culturais de Cabo Verde e do Brasil, dois países atravessados por deslocamentos populacionais, encontros entre diferentes culturas e pelas relações entre África e Europa.

O autor conta que Debaixo da nossa pele fala da miscigenação e da circulação dos povos da África para a Europa. O público poderá perceber semelhanças com a formação do Brasil.

“Debaixo da nossa pele fala dessa condição humana de deslocamento das pessoas de um país a outro, levadas por questões econômicas, sociais e políticas. O livro faz essa síntese, pois a circulação continua ainda hoje, é positiva, abre oportunidades de novas janelas de vida para muitas pessoas”, diz Arena.

 

Rio de Janeiro (RJ), 14/10/2026 – O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ),  fala à Agência Brasil, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 14/10/2026 – O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ),  fala à Agência Brasil, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Preenchendo vazios

Para o escritor, a história tem um poder atrativo mais forte do que o presente.

“Sou levado a encontrar, no meio dos fatos históricos, os vazios. São esses vazios que eu pretendo preencher através da minha ficção. Aproveito episódios verídicos que são muito inspiradores para que nós imaginemos uma personagem. Fico com vontade de saber mais, senão eu invento a personagem”, afirma o autor.

Arena conheceu a literatura brasileira aos 12 anos, com a obra de Jorge Amado. Ele se identificou com o livro Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos, que também fez parte da sua formação. Para ele, foi uma porta de entrada de uma literatura que não era portuguesa, europeia nem africana.

“Nós, das antigas colônias portuguesas, recebemos a literatura brasileira como uma janela para um mundo muito semelhante ao nosso".

"Jorge Amado, com sua Bahia, está na formação de muitos autores lusófonos na África. Depois, vamos crescendo e encontrando Guimarães Rosa, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos. O romance da década de 30 fala dos retirantes, da seca. É uma realidade muito próxima da nossa”, diz Arena.

O autor acredita que um clube de leitura é um reduto onde se mantém ainda uma magia e em que se ouve falar de invenções.

“Há um pacto do autor com o público. O escritor sabe que o que ele inventou não existiu. O leitor sabe que o romance saiu da imaginação. Isso cada vez mais num mundo acelerado, com redes sociais, com streamings”.

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Justiça do Rio condena homens por estupro coletivo de jovem de 17 anos

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A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens a 15 anos de prisão, em regime fechado, pela participação no dia 31 de janeiro deste ano no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos de idade, em um apartamento em Copacabana, na zona sul da cidade. 

Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin, que tinham idades entre 18 e 19 anos, quando o crime foi cometido.

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Além da condenação, a sentença da 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e ao Adolescente da Capital do Rio de Janeiro determina o pagamento de indenização pelos danos morais causados à vítima, no valor de 40 salários mínimos.

Os quatro foram absolvidos da acusação de cárcere privado.

Conforme as investigações, a vítima foi levada por um jovem de 17 anos a um apartamento que seria de um amigo e quando chegou lá ele insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi recusado por ela. Em um quarto do imóvel estavam os quatro que foram condenados agora pela Justiça do Rio e que insistiram em manter relações com a vítima.

Em abril deste ano, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude da Capital, determinou a internação do adolescente que planejou a ida da jovem ao local, onde outros homens também participariam de estupro coletivo. 

A magistrada considerou a gravidade da conduta e a violência empregada, com base no entendimento de que ele armou uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo.

Na época, o jovem foi condenado à medida de internação, sem possibilidade de atividades externas por um período inicial de seis meses.

“A gravidade da infração e a falha da rede familiar em prover limites adequados justificam a medida extrema, visando à ressocialização do jovem e a preservação da ordem pública”, argumenta a juíza na sentença, que teve como um dos pontos centrais, a valorização do depoimento da vítima.

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Pepe Solla: “Elogiamos tanto el éxito, que los fracasos nos los ocultamos”

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Conversamos con Pepe Solla, cuyo restaurante Casa Solla (Poio. Pontevedra), mantiene la estrella que obtuvieron sus padres en 1980, cuando nadie le prestaba atención a la guía Michelin. El ejemplo de aquel negocio que el matrimonio abrió como restaurante en los años 60 del siglo pasado frente al merendero de los abuelos (“mis padres pidieron que le adelantaran la herencia para montar el negocio”) es un ejemplo de la evolución de una parte importante de la gastronomía en este país.

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La jueza del caso del hermano de Sánchez se persona contra la trama de Leire Díez y revela que contactaron con un clan de narcotráfico para ponerla "en peligro"

La jueza de Badajoz Beatriz Biedma, que investigó y llevó a juicio a David Sánchez, hermano del presidente del Gobierno --que fue finalmente condenado a 9 años de inhabilitación para cargo público- considera que es una de las perjudicadas por la trama presuntamente liderada por el que fuera número 3 del PSOE, Santos Cerdán, para tratar de frustrar causas judiciales que afectan a Pedro Sánchez y al partido.

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La asistente de Begoña Gómez recurre para que sea otro juez el que decida si la lleva a juicio ante la próxima jubilación de Peinado

La defensa de Cristina Álvarez, la asistente en Moncloa de la esposa de Pedro Sánchez acusada de malversación de caudales públicos, considera que la audiencia preliminar a la que fue llamaba la semana pasada por el juez Juan Carlos Peinado con tan solo 24 horas de antelación debe anularse. El abogado José María de Pablo ya advirtió del interés de su cliente por asistir a esta diligencia, si bien la premura de la citación lo impidió puesto que la asesora se encuentra de viaje fuera de España y hasta el próximo 28 de septiembre.

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La fiscal se abre a que el caso Montoro se traslade a Madrid "cuando se practiquen las diligencias pendientes"

La fiscal Anticorrupción Carmen García Cerdá se ha abierto a que el caso Montoro pueda abandonar Tarragona y trasladarse a Madrid. Pero no ahora. Solo lo ve factible "cuando se practiquen las diligencias pendientes", que será "cuando podrá alcanzarse un criterio concluyente de dicha competencia", afirma en uno de los informes aportados a la causa y al que ha tenido acceso EL PERIÓDICO.

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La única empresa imputada en el caso Montoro que ha declarado ante el juez: "Equipo Económico nos propuso una ruta a seguir"

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Bolaños no se conforma con la respuesta del CGPJ a su queja contra el juez Peinado y exige que se investigue

El ministro de Justicia, Félix Bolaños, no se conforma con el archivo de las quejas que presentó en el Consejo General del Poder Judicial contra el instructor del caso Begoña, Juan Carlos Peinado, por, entre otros motivos, las circunstancias que rodearon su declaración como testigo en este procedimiento en abril de 2025. Por ello ha formulado un recurso de alzada, un trámite en vía administrativa que suele ser previo a la presentación de un contencioso ante el Tribunal Supremo en el que caso, bastante probable, de que el órgano de gobierno de los jueces confirme su decisión y lo desestime

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