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Bragança candidata-se a Cidade Europeia do Cereal em 2027


 

Bragança quer afirmar-se como referência na produção e valorização dos cereais e vai candidatar-se a Cidade Europeia do Cereal em 2027. O anúncio foi feito esta sexta-feira, Dia Mundial do Pão, com a autarquia a querer dar visibilidade à tradição cerealista de Trás-os-Montes e ao trabalho desenvolvido por agricultores, empresas e investigadores.

“É importante dar visibilidade a tantos trabalhos que são feitos na área dos cereais, de inovação, de recuperação de espécies, e de valorização do trabalho também dos nossos empresários, agricultores e investigadores nesse domínio“, assinala a presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira. A autarca destaca, por isso, a importância dos cereais e do pão para a identidade e a economia da região.

A candidatura será apresentada à Rede de Cidades do Cereal (REDCCER), entidade responsável pela atribuição anual do título, que distingue projetos dedicados à cultura cerealista. A Câmara de Bragança chama a participar na candidatura a Universidade Politécnica de Bragança, através dos centros de investigação CIMO e SusTEC, o MORE CoLAB, produtores agrícolas, padarias, empresas, restaurantes, escolas e associações locais.

No âmbito da candidatura, a autarquia tem programadas diversas atividades, que vão desde a criação de um “Pavilhão Vivo do Cereal”, integrado na Feira de Agricultura, onde os visitantes poderão acompanhar as várias fases do processo do fabrico, desde as sementes e variedades de cereais até à moagem, panificação e utilização na gastronomia.

É importante dar visibilidade a tantos trabalhos que são feitos na área dos cereais, de inovação, de recuperação de espécies, e de valorização do trabalho também dos nossos empresários, agricultores e investigadores nesse domínio.

Isabel Ferreira

Presidente da Câmara Municipal de Bragança

O município tenciona ainda criar a “Rota do Cereal e do Pão”, que ligará padarias, moinhos, produtores, restaurantes e espaços patrimoniais, além da iniciativa “Doze Meses, Doze Sabores”, que desafiará estabelecimentos de restauração, padarias e pastelarias a apresentar mensalmente criações à base de cereais.

Será ainda lançado o desafio “Bragança Cereal Lab” a estudantes, investigadores e empresas para desenvolverem novos produtos alimentares e soluções relacionadas com os cereais e os seus subprodutos.

Está prevista também a recolha de memórias e testemunhos relacionados com a atividade cerealista, a celebração do “Dia Mundial do Cereal”, a 7 de março, e a realização do Festival “Bragança, Pão e Futuro”, no outono.

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Porto junta 14 instituições de ensino superior em projeto UNIK


O município do Porto e 14 instituições do ensino superior com presença na cidade assinaram um acordo de cooperação que oficializa a criação do UNIK Porto – University Network for Innovation and Knowledge.

Afirmar o Porto como um território de excelência no conhecimento, na inovação e na retenção de talento, envolvendo os mais de 60 mil estudantes e investigadores no desenvolvimento local. É este o mote para a constituição do UNIK Porto – University Network for Innovation and Knowledge por parte do município e 14 instituições de ensino superior, além da Federação Académica do Porto (FAP).

O projeto UNIK Porto surge da vontade de “aproximar estas instituições, articular competências e construir uma visão partilhada, capaz de valorizar o talento que existe na cidade“, salientou o presidente da Câmara, Pedro Duarte, após a assinatura do acordo.

Nesse sentido, o autarca social-democrata coloca as universidades como protagonistas pelo contributo “decisivo para a formação de gerações, produção de conhecimento, e desenvolvimento económico, social e cultural da cidade”.

O Porto tem a felicidade de reunir uma comunidade científica de enorme valor, cujo contributo queremos valorizar cada vez mais na definição das políticas públicas e na procura de soluções para os problemas concretos das pessoas.

Pedro Duarte

Presidente da Câmara Municipal do Porto

É este conhecimento das universidades que poderá alavancar o talento e inovação na cidade, assim como ajudar a enfrentar desafios da atualidade em áreas tão diversas como a habitação, mobilidade, sustentabilidade ambiental ou transformação digital e qualidade dos serviços públicos.

O projeto prevê, como assinala a autarquia, “um novo paradigma de governação urbana e académica, orientado para a afirmação do Porto como um território de excelência no conhecimento, na inovação e na retenção de talento”.

Matilde Gouveia Rocha, vereadora da Educação e do Talento e Conhecimento na Câmara Municipal do Porto

“O Porto tem a felicidade de reunir uma comunidade científica de enorme valor, cujo contributo queremos valorizar cada vez mais na definição das políticas públicas e na procura de soluções para os problemas concretos das pessoas”, sustentou o presidente da Câmara.

Já a vereadora da Educação e do Talento e Conhecimento, Matilde Gouveia Rocha, citada na mesma nota de imprensa, vê o UNIK Porto como um “motor de competitividade económica, de atração de investimento e de reforço da estratégia municipal TERA”, ao contribuir para a “atração, fixação e retenção de talento”.

Os cinco eixos de intervenção do projeto:

  • Afirmar o Porto como cidade universitária de referência, com uma marca territorial forte e uma identidade comum para a academia portuense;
  • Construir uma estratégia integrada para atrair e reter pessoas qualificadas, promover o empreendedorismo jovem e aproximar estudantes e investigadores das empresas e dos empregadores da região;
  • Trabalhar para criar condições de habitação dignas e acessíveis, nomeadamente através da identificação e cedência de edifícios municipais para residências universitárias, com espaços de estudo e de convívio;
  • Qualificar o espaço público e as áreas envolventes aos polos universitários, com mais zonas verdes, espaços de lazer, equipamentos desportivos e culturais e soluções de mobilidade sustentável;
  • Desenvolver uma plataforma digital comum que reúna informação da comunidade académica, dê visibilidade aos recursos existentes e disponibilize uma agenda cultural e científica partilhada.

Como atrair e manter o talento e o conhecimento na cidade foi precisamente o que esteve em discussão numa mesa-redonda realizada na quinta-feira nos Paços do Concelho, que contou com os contributos da secretária de Estado do Ensino Superior, Cláudia Sarrico; do presidente do INESC TEC, João Claro; de Frederico Carpinteiro, CEO da Amparo; e da investigadora Francisca Albuquerque.

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Carros elétricos e híbridos ‘carregam’ na Alfândega do Porto com “18 novidades absolutas”


Alguns dos principais construtores e importadores de automóveis vão estar a apresentar até domingo ao público português os modelos mais recentes de veículos elétricos e híbridos, durante um evento na Alfândega do Porto.

A 10.ª edição do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico (SAHE) abriu portas esta sexta-feira, com a organização a destacar “18 novidades absolutas no mercado nacional”, incluindo vários lançamentos durante os três dias, que podem ser vistos e comparados em primeira mão.

Além de poderem ver de perto as mais recentes propostas híbridas e elétricas, os visitantes podem realizar experiências ao volante e esclarecer dúvidas sobre carregamento, autonomia e custos de utilização, com a organização a sublinhar que a edição deste ano acontece num “momento decisivo” para o setor devido ao aumento do preço dos combustíveis.

“Numa altura de crise energética, o automóvel elétrico deixou de ser uma promessa para o futuro e passou a ser uma resposta para o presente. (…) O mercado automóvel europeu está a mudar depressa e o novo equilíbrio com a China vai mexer com a oferta e os preços”, salienta o diretor do Salão, José Oliveira.

Entre os lançamentos, a organização destaca o Audi A2 e-tron, o BMW i3, o Cupra Raval Extreme VZ 100% elétrico, o Jeep Avenger, os modelos da Leapmotor B05 e B03X, ou o ID. Cross e o ID. Polo GTI, ambos da Volkswagen. Outras marcas como a Changan, Dongfeng, DS, KGM, Kia , Mercedes-Benz, Škoda e Volvo ‘estacionam’ também as novidades na Invicta.

A chinesa Geely, que acaba de chegar a Portugal com três modelos eletrificados e 15 concessionários, estreia-se também neste salão com a exposição da sua gama nacional: o SUV 100% elétrico Geely E5, o SUV híbrido plug-in Starray EM-i e o Geely E2, que apresenta como o compacto elétrico mais vendido no mundo em 2025.

O novo Geely E2 chega ao mercado português com um preço a partir de 23.775 euros.
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Portugal tem três regiões com risco de pobreza e exclusão social acima da média europeia


Os Açores são a região portuguesa que, em 2025, tinha mais pessoas em risco de pobreza ou exclusão social (21,6%), ligeiramente acima da média da União Europeia (20,9%), seguida da Madeira (20,5%) quase colada à região do Oeste e Vale do Tejo com 20,4%. Ainda assim, os Açores não ultrapassam os valores mais elevados registados noutras zonas europeias, como acontece na Guiana Francesa (54,8%) ou na região italiana da Calábria (45,3%), segundo dados regionais do Eurostat divulgados esta sexta-feira. Já no extremo oposto do mapa português, está a Grande Lisboa (16%).

O mapa regional publicado pelo Eurostat mostra que o risco não se distribui de forma uniforme pela Europa. Em 2025, 92,7 milhões de pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social na União Europeia, o equivalente a uma em cada cinco pessoas (20,9% da população).

Em 24 das 243 regiões europeias para as quais existem dados disponíveis, pelo menos 31,5% da população estavam nesta situação.

O indicador de risco de pobreza ou exclusão social considera pessoas expostas a pelo menos uma de três situações: risco de pobreza monetária, privação material e social severa ou residência em agregados familiares com muito baixa intensidade de trabalho.

No computo geral a nível nacional, 18,6% da população estava em risco de pobreza ou exclusão social em 2025, abaixo da média da União Europeia, que se fixou em 20,9%.

Fonte: Eurostat16 outubro, 2026

Ainda assim, as diferenças são bem visíveis, com os Açores a destacarem-se pela negativa com 21,6% de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, ligeiramente acima da média da União Europeia (20,9%), enquanto no extremo oposto surge a Grande Lisboa com 16%.

A Madeira, com 20,5%, aproxima-se da média europeia, quase colada à região do Oeste e Vale do Tejo com 20,4%. Segue-se depois a região Centro, com 19,9%, e o Alentejo, com 19,7%. A Península de Setúbal apresenta uma taxa de 18,9%, o Norte de 18,7% e o Algarve de 17,1%.

Mais de metade da população da Guiana francesa em risco

É na Guiana Francesa, região ultraperiférica, que o risco de pobreza ou exclusão social atinge o valor mais elevado (54,8%), afetando mais de metade da população desta região.

No pódio das cinco regiões europeias com maior risco de pobreza ou exclusão social surge depois a Calábria (45,3%) e a Sicília (44%), ambas no sul de Itália, seguidas da região autónoma de Melilha, Espanha, com 43,7%, e a ilha francesa Reunião (42,3%).

De acordo com a Eurostat, “em 24 das 243 regiões da UE para as quais existem dados disponíveis, classificadas no nível 2 da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS), pelo menos 31,5% da população encontrava-se em risco de pobreza ou exclusão social“.

São as regiões do sul e do leste da Europa, assim como as regiões ultraperiféricas da UE, que lideram o risco de pobreza ao analisar o mapa europeu. Entre estas regiões, Espanha contabilizava cinco regiões neste grupo, enquanto a Bulgária, a Grécia e a Itália apresentavam quatro, cada. França surge com três regiões ultraperiféricas e a Roménia duas.

Este grupo engloba igualmente duas regiões predominantemente urbanas em países da UE ocidental: a região da capital da Bélgica, Région de Bruxelles-Capitale / Brussels Hoofdstedelijk Gewest, e Bremen, no noroeste da Alemanha.

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Habitação. Governo “não vai ceder aos gritos que vêm da rua”

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By: Lusa

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, afirmou esta sexta-feira que o problema da habitação “não se resolve com bandeiras da Palestina”, nem com tumultos e avisou que o Governo “não vai ceder aos gritos que vêm da rua”.

As declarações foram feitas durante uma interpelação ao Governo agendada pelo PCP sobre a subida do custo de vida, na qual o deputado do CDS-PP Paulo Núncio trouxe ao debate a intervenção policial no protesto pela habitação no Porto, na madrugada desta quinta-feira.

O líder da bancada centrista apelou ao executivo, à Câmara do Porto e às forças de segurança que tenham “determinação e coragem” para “pôr na ordem” o que caracterizou como uma “minoria de arruaceiros que ocupou ilegalmente o espaço público, enchendo a Praça D. João I de tendas, graffiti e de toda a espécie de lixeira”.

Na réplica, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, afirmou que o Governo defende o direito à manifestação, mas que todos os direitos devem obedecer a regras.

"Encaramos o problema da habitação como um problema muito sério, […] mas que se desenganem todos aqueles que julgam que as soluções para esse tipo de problemas nascem do tumulto, da turbulência e da desorganização, da falta de ordem pública.”

Ao longo do debate, em resposta às críticas da esquerda, o ministro acusou ainda o líder do BE, José Manuel Pureza, de ter apelado à insurreição e deixou um aviso: “O Governo não vai ceder aos gritos que vêm da rua”.

“Este Governo resolve problemas com políticas públicas, com soluções sérias, com soluções construídas (…). Nós resolvemos os problemas com os ingredientes da realidade e tentando sempre e conseguindo resolvê-los dentro do espírito da moderação, do humanismo e da defesa do Estado de Direito”, acrescentou.

Abreu Amorim defendeu que este problema “resolver-se-á com políticas públicas sérias, calibradas e que é isso que o Governo está a fazer”, acrescentando que a crise na habitação “não se resolve com bandeiras da Palestina, que não têm o condão de construir casas”.

“O problema da habitação não se resolve com ‘slogans’, não se resolve com a alteração da ordem pública e por isso este Governo estará sempre na primeira linha da defesa da ordem pública, da segurança e da tranquilidade dos cidadãos”, insistiu.

PS quer saber se “uso da força foi adequado e proporcional”

Já o líder do PS pediu que se assumam “todas as responsabilidades” e se apure se o uso da força policial “foi adequado e proporcional” na manifestação da habitação do Porto, acusando o Governo de “só trabalhar empurrado”.

“Este primeiro-ministro e este Governo só trabalham empurrados. Foi precisa a indignação dos cidadãos para que o Governo só agora tenha decidido abrir o inquérito por parte da IGAI aos acontecimentos vividos no Porto”, disse José Luís Carneiro numa posição enviada à agência Lusa.

Para o secretário-geral do PS, “é fundamental apurar com rigor se o uso da força [policial] foi adequado e proporcional e assumir todas as responsabilidades”.

"A defesa da segurança e da ordem públicas tem de ser compatível com o exercício das liberdades cívicas, entre elas o direito de manifestação.”

De acordo com o jornal Público, a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) informou esta sexta-feira que “abriu um processo administrativo” à intervenção policial ocorrida na madrugada desta quinta-feira, num protesto pela habitação, no Porto.

Na quinta-feira, José Luís Carneiro já tinha pedido “explicações urgentes” do ministro da Administração Interna sobre a intervenção policial nas manifestações pela habitação no Porto, que considerou comprovarem “o falhanço” do Governo nesta área.

O movimento pela habitação que tem protestado no Porto denunciou uma carga policial, na madrugada de quinta-feira, que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave. De acordo com o movimento, entre os feridos está uma pessoa com deficiência e vários participantes na concentração foram hospitalizados.

A PSP confirmou entretanto um polícia ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, sem precisar quantos, atribuindo a razão da intervenção a “comportamentos de resistência”. Já o presidente da Câmara do Porto disse que a PSP se viu “forçada” a atuar, perante a atitude dos manifestantes, tendo lamentado o incidente.

Na quinta-feira à noite, os manifestantes que desde sábado protestam a crise da habitação na Praça D. João I, no Porto, regressaram a este local após terem levado o protesto à porta da Câmara do Porto, durante a concentração após a carga policial registada na madrugada anterior.

 

 

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Portugal Events. Entidades regionais de turismo passam a gerir apoios


Depois de ter prolongado o sistema de incentivos Portugal Events até 2028, com a dotação a crescer de 30 milhões — num máximo de 16 milhões por ano — para os 75 milhões de euros, o Governo volta a mexer neste programa que promove a captação e realização de eventos para reforçar o papel das entidades regionais de turismo na gestão dos apoios a eventos locais.

Um diploma publicado em Diário da República esta sexta-feira, assinado pelo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, redesenha o circuito de contratualização e pagamento dos apoios aos planos anuais de eventos regionais, reconhecendo a “relevância” destas entidades “num quadro de proximidade geográfica” aos eventos abrangidos.

O regulamento passa a definir como “entidades gestoras dos planos de eventos regionais” as entidades regionais e as secretarias regionais de turismo, atribuindo-lhe competências na contratualização e gestão dos apoios concedidos aos beneficiários finais, assim como no acompanhamento da execução material, financeira e contabilística dos projetos.

Assim, o Turismo de Portugal transfere para cada entidade gestora 50% do apoio na contratualização, com o restante a ser libertado em até duas parcelas, mediante declaração de que, pelo menos, 80% do montante já transferido chegou aos beneficiários finais. E é-lhes dado um prazo de 20 dias úteis para celebrarem esses contratos, sob pena da perda desses apoios.

Já aos beneficiários, as entidades gestoras pagam 50% na contratualização e uma parcela adicional de 25%, mediante pedido e justificação de despesas. O restante só é libertado após a verificação da conclusão física e financeira da operação. Em caso de resolução de contrato, devem fazer essa comunicação ao Turismo de Portugal e devolver as verbas.

O apoio financeiro aos eventos incluídos nos planos anuais de eventos de natureza local ou regional tem um limite máximo de 500 mil euros por cada entidade gestora. Até 30 de abril do ano seguinte devem apresentar um relatório final a demonstrar a execução física e financeira integral do plano regional e a aplicação adequada dos fundos que receberam.

Demonstrar impacto do evento e saúde financeira das empresas

Entre as alterações ao regulamento, que entram em vigor de imediato, está também a obrigação de os beneficiários desenvolverem um mecanismo de avaliação do impacto do evento, com objetivos e metas específicas, e de reportarem os resultados alcançados com o pedido de pagamento final.

Por outro lado, as empresas passam a ter de comprovar uma situação líquida positiva no ano anterior à candidatura ou, se isso não tiver acontecido, demonstrarem que cumprem essa condição à data da candidatura através da apresentação de um balanço intercalar certificado por um contabilista.

De acordo com o balanço feito pelo Governo, até ao final do ano passado, o Portugal Events já tinha apoiado 643 eventos, com um investimento superior a 380 milhões de euros e um incentivo de cerca de 28 milhões de euros desde 2023, ano em que foi retomado, após uma primeira vida em 2021 como incentivo no período pós-pandemia.

Destinados à captação e realização de eventos que contribuam para a projeção internacional de Portugal e das suas regiões, a diversificação da experiência turística e a dinamização das economias locais, em particular nos territórios de baixa densidade, estes são apoios a fundo perdido e não podem ser acumulados com outros concedidos pelo Turismo de Portugal ao mesmo evento.

Para os eventos associados a produtos turísticos estratégicos, o apoio pode atingir 300 mil euros, correspondendo a uma taxa de comparticipação definida em função do grau de relevância do projeto. Já no caso dos eventos associativos e corporativos, o financiamento é calculado com base no número de dormidas previstas, com um limite máximo de 50 mil euros.

 

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Organização de manifestação pela habitação ordenou desmobilização “imediata”

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By: Lusa

O porta-voz da organização da manifestação pela habitação ordenou a desmobilização “imediata” do grupo que se mantinha na Praça D. João I, no Porto, denunciando uma “infiltração” de outros grupos na concentração.

“Juntos, em grupo, desmobilizar imediatamente para casa. Foi revertida a decisão”, explicou aos manifestantes Pedro Manuel, pela 1h20 da manhã.

À Lusa, o porta-voz explicou que houve uma “infiltração” de outros grupos na manifestação com o intuito de criar problemas, tendo sido registada uma pessoa transportada de ambulância após ter sido atingida por um soco.

Os manifestantes, que tinham votado permanecer e pernoitar no local, começaram a desmobilizar, apelando Pedro Manuel à mobilização para sábado, estando a organização a “avaliar” um regresso já hoje, sexta-feira.

O movimento pela habitação que tem protestado no Porto denunciou na quinta-feira uma carga policial, que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave. De acordo com o movimento, entre os feridos está uma pessoa com deficiência e vários participantes na concentração foram hospitalizados.

Os participantes voltaram a instalar tendas durante a noite, que foram retiradas pela polícia, depois de o presidente da Câmara do Porto ter dito na quarta-feira que seria “absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas” na Praça D. João I”.

O movimento apresenta seis reivindicações principais: “abaixo a lei das rendas; fim dos despejos; fim da compra de imóveis por fundos abutres; mais habitação pública; recuperação de imóveis devolutos para habitação; tetos às rendas”.

Na nota desta sexta-feira, o movimento “denuncia veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência”, considerando a carga “inaceitável” e pedindo responsabilidades.

A PSP confirmou um polícia ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, sem precisar quantos, atribuindo a razão da intervenção a “comportamentos de resistência”.

O presidente da Câmara do Porto disse na quinta-feira que a PSP se viu “forçada” a atuar, perante a atitude dos manifestantes, tendo lamentado o incidente.

Na quarta-feira, numa assembleia popular, as pessoas votaram por manter o protesto e voltar a dormir em tendas, manifestando o grupo vontade de “continuar a crescer e não só no Porto”, apelando a outras cidades, como o que já está convocado para Lisboa no sábado.

Na segunda-feira, a Polícia Municipal retirou cerca de 50 tendas que estavam armadas na praça, fundamentando a câmara que o acampamento ocupava indevidamente o espaço público, levando os manifestantes a dormir ao relento, mantendo o protesto mesmo sem isso.

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