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TSE manda suspender propaganda que diz que Lula é a favor da “saidinha”

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mandou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) suspender uma propaganda de rádio que diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “sempre foi a favor da saidinha dos presos”.

Na decisão, o ministro afirmou que a campanha tem o direito de criticar a posição do petista sobre as saídas temporárias, mas ponderou que a peça pode induzir o eleitor a associar Lula a um crime cometido por um detento beneficiado pelo mecanismo.

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A inserção traz uma fala de Lula sobre as “saidinhas” e, em seguida, uma notícia sobre um preso do semiaberto que, durante uma saída temporária, teria matado uma mulher e estuprado duas jovens. Na sequência, uma locutora diz: “Ninguém aguenta mais o Lula”.

Para Bellizze, a montagem pode sugerir que o presidente apoiaria a prática criminosa ou teria alguma responsabilidade pelo episódio. O ministro proibiu a retransmissão da peça e de versões que reproduzam, em essência, a mesma associação.

A questão, neste caso, é se a propaganda, ao relacionar a fala atribuída a ele com a notícia de um crime, sugere que ele apoiou ou teve responsabilidade pelo ocorrido. A associação construída pela peça, portanto, apresenta plausibilidade de extrapolar os limites da crítica política e de induzir a uma conclusão factual que, conforme os elementos trazidos com a inicial, não está demonstrada.

Marco Aurélio Bellizze

O tema das saídas temporárias tem sido explorado por Flávio Bolsonaro no segundo turno como uma das frentes de ataque a Lula. O candidato do PL acusa o presidente de privilegiar os direitos de criminosos em detrimento das vítimas.

Lula, porém, voltou a defender o benefício para presos de bom comportamento, sob o argumento de que a medida contribui para a ressocialização e para a manutenção dos vínculos familiares, mas afirma que condenados por crimes graves, como estupro e violência contra a mulher, não devem ter acesso à saída temporária.

Em 2024, o Congresso derrubou veto de Lula e proibiu as saídas temporárias para visita a familiares de presos do semiaberto, mantendo a possibilidade para atividades educacionais previstas em lei.

A decisão de Bellizze é liminar e ainda será submetida ao plenário do TSE. No mérito, a coligação de Lula também pede a perda de tempo de propaganda eleitoral gratuita e a aplicação de multa à campanha de Flávio.

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Análise: Flávio Bolsonaro e Lula buscam vender “mudança” a eleitor

A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificam seus esforços para conquistar eleitores indecisos e reduzir abstenções. Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, um elemento comum passou a dominar a comunicação de ambos os lados: o conceito de mudança.

Segundo análise de Isabel Mega, pesquisas qualitativas realizadas por partidos e institutos de pesquisa identificaram que o eleitorado está em busca de transformação. A partir dessa percepção, as duas campanhas reajustaram seus discursos para incorporar essa narrativa, cada uma à sua maneira.

Mudança como estratégia central

A campanha do PT passou a trabalhar com o conceito de “mudar para o rumo certo”, enquanto a do PL adota o slogan “mudar para melhor”. “Eles partem do mesmo conceito de que estão vendendo uma mudança ao eleitorado e, a partir daí, vão destrinchando o que seria essa mudança”, explicou Isabel Mega.

Para o PT, explorar esse conceito é especialmente relevante diante do discurso bolsonarista de que o modelo apresentado por Lula seria antigo e ultrapassado, e de que Flávio representaria o novo.

A resposta da campanha petista é argumentar que a mudança prometida pelo adversário envolve riscos para políticas sociais e para o posicionamento do país no cenário econômico e internacional.

Segurança pública versus saúde

Outro ponto de destaque na reta final da campanha é a disputa em torno dos temas de segurança pública e saúde. A campanha de Flávio Bolsonaro aposta fortemente na pauta da segurança, com o candidato prometendo “devolver territórios às pessoas” e intensificar o combate à criminalidade — mensagem que ecoa tanto no rádio quanto na televisão.

Em resposta, a campanha de Lula aciona o tema da saúde e evoca a memória da pandemia de Covid-19, lembrando o saldo de mais de 700 mil mortes registradas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Como parte dessa estratégia, a campanha petista incluiu em sua propaganda a mãe do ator Paulo Gustavo, que morreu de Covid.

“Flávio tem mais dificuldade de entrar no tema da saúde, o Lula tem mais dificuldade de entrar no tema da segurança”, avaliou Isabel Mega.

Agendas em estados estratégicos

Flávio Bolsonaro concentra a maior parte de sua agenda em estados onde venceu no primeiro turno — Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais —, mas também visita Ceará e Pernambuco, onde obteve apenas 31% dos votos, numa tentativa de reverter resultados ou mobilizar eleitores que se abstiveram no dia 4 de outubro.

Já Lula visita estados em que venceu, como Maranhão, Bahia e Pernambuco, mas foca especialmente nos três maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro —, onde foi derrotado no primeiro turno.

A aposta é que o volume de eleitores nesses estados justifica o esforço de persuasão, mesmo diante de uma derrota anterior. “Esses três juntos são mais da metade dos votos de todo o país”, destacou o analista de Política da CNN Teo Cury.

Eleição decidida no detalhe

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve cerca de 56,1 milhões de votos, contra aproximadamente 53,8 milhões de Lula — uma diferença de menos de 3 milhões de votos. O cenário de polarização extrema faz com que cada detalhe, incluindo o nível de abstenção no próximo domingo (25), possa ser decisivo para o resultado final.

A expectativa em torno do debate previsto para a sexta-feira (23) também é elevada. Aliados de Flávio teriam aconselhado o candidato a adotar uma postura menos agressiva do que a observada no debate anterior. Ao mesmo tempo, a campanha de Lula estaria se preparando para responder com mais ênfase aos ataques do adversário.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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A 4 dias da eleição, Lula envia proposta de tarifa zero nos fins de semana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (21) o envio ao Congresso Nacional da proposta da “tarifa zero” no transporte público. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) prevê a gratuidade no transporte coletivo aos finais de semana.

A medida havia sido anunciada na última quinta-feira (15), em suas redes sociais. Na ocasião, o petista afirmou que a proposta será paga a partir de uma parte dos recursos de emendas parlamentares.

A formalização da PEC se dá a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais. Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e tenta agora reverter a desvantagem.

O governo estima um impacto fiscal de cerca de R$ 10 bilhões com a tarifa zero, a ser coberto por meio da destinação de emendas parlamentares impositivas. A base governista, no entanto, admite que a discussão no Legislativo pode levar à combinação de outras receitas para o financiamento.

O envio da PEC foi assinado em evento no Palácio do Planalto em que também foi formalizada a sanção do projeto de lei que aumenta o limite do faturamento dos MEIs (Microempreendedores Individuais).

Na cerimônia, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a PEC avança para uma “qualificação” de um percentual das emendas parlamentares.

A PEC prevê a destinação de, no mínimo, 26,8% do montante global anual das programações de execução obrigatória de emendas parlamentares individuais e de bancada.

Após o recebimento da PEC, caberá ao Congresso o avanço ou não da proposta. O trâmite de uma proposta do tipo exige análise em comissões e votações em dois turnos nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Como a CNN mostrou, a equipe de Lula chegou a avaliar a inclusão da medida no programa de um eventual quarto mandato de Lula. A ideia, porém, não foi para a frente, dada a avaliação de que seria necessário um remodelamento complexo no financiamento do transporte público para acomodar a isenção.

A coordenação da campanha petista chegou a discutir, mesmo antes do primeiro turno, incluir a tarifa zero no plano de governo do presidente. Também pesou para a decisão de não prometer a medida naquele momento uma determinação de Lula para que o programa de governo contasse apenas com propostas factíveis.

O Ministério da Fazenda chegou a pedir um estudo para testar possíveis caminhos para implementar a mudança de forma integral. Cálculos preliminares haviam mostrado que o custo fiscal poderia superar R$ 80 bilhões. Para driblar o alto custo da medida, optou-se por propor a gratuidade somente aos finais de semana e feriados.

Marco do transporte público

Lula já sancionou neste ano um projeto de lei que institui o chamado “marco do transporte público”, que propõe uma transformação no sistema e abre espaço para a tarifa zero. A proposta cria mecanismos para permitir que a União participe do custeio do transporte coletivo urbano, algo que atualmente está concentrado principalmente em estados, municípios e na tarifa paga pelos passageiros.

O marco também estabelece novas regras para concessões, subsídios, transparência e metas de universalização no transporte público.

O texto também cria diretrizes mais rígidas para contratos de concessão e prestação do serviço. Entre os pontos previstos estão regras de transparência de custos e fiscalização, metas de universalização do serviço, e objetivos de transição energética da frota.

O petista vetou uma parte importante do projeto sobre dispositivos que criavam obrigações financeiras mais concretas para União, estados e municípios.

O ponto mais relevante foi a retirada da regra que obrigava a aplicação de pelo menos 60% da arrecadação da Cide-Combustíveis em áreas urbanas. A lei sancionada ainda permite o uso da Cide para subsidiar tarifas do transporte público coletivo, mas sem vincular uma fatia fixa da receita. Na prática, o Executivo preservou margem para decidir se, quando e quanto poderá destinar ao setor.

Também foram vetados trechos que reforçavam a participação do poder público no custeio da operação.

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Flávio se beneficia da rejeição ao governo Lula, diz fundador do Ideia

Uma pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulação de segundo turno, com 51,1% e 48,9% dos votos válidos, respectivamente.

O fundador do Instituto Ideia, Mauricio Moura, analisou os dados ao CNN Novo Dia e destacou que a disputa reflete, sobretudo, o baixo índice de aprovação do governo atual. Segundo Moura, a diferença de dois pontos percentuais a favor de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro, evidencia o grau de equilíbrio da corrida eleitoral.

Aprovação do governo como termômetro eleitoral

Mauricio Moura destacou que medidas recentes adotadas pelo governo — como acenos aos microempreendedores individuais e a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1 — não foram suficientes para alterar a aprovação governamental.

“A gente vê que essas medidas não surtiram efeito nessa principal variável que é a aprovação de governo”, explicou. Para ele, a aprovação do governo é diretamente correlacionada à intenção de voto, especialmente em eleições de reeleição.

“A aprovação de governo é basicamente o resultado da intenção de voto. Então a gente chega, o eleitor chega no segundo turno com o julgamento do governo”, completou.

O especialista também apontou que o governo mantém um teto de popularidade historicamente baixo, uma vez que todos os eleitores que votaram no adversário no segundo turno de 2022 nunca aprovaram a atual gestão.

“Esse governo sempre teve um teto de popularidade muito baixo”, afirmou Moura. Além disso, o governo teria perdido de três a quatro pontos entre eleitores que o apoiaram anteriormente e passaram a reprová-lo — margem que, segundo o especialista, corresponde exatamente ao crescimento de Flávio Bolsonaro em relação ao desempenho de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

Terceira via e transferência de votos

A terceira via registrou o pior desempenho desde 1989 no primeiro turno, com nenhum candidato alcançando mais de 3% dos votos válidos. Moura atribuiu esse resultado a um movimento que chamou de “antipetismo de chegada”: eleitores que inicialmente cogitavam votar em candidatos alternativos acabaram migrando para Flávio Bolsonaro por considerá-lo a melhor opção para tirar o PT do poder.

A maioria dos candidatos derrotados no primeiro turno — com exceção de Renan Santos (Missão) — sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, com Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

Apesar do apoio declarado, Moura avaliou que a influência desses candidatos sobre seus eleitores é limitada. “Muito pouco. O eleitor, obviamente, se mostra cada vez mais independente em relação ao voto dele”, disse.

Dados de transferência mostraram que cerca de 90% dos eleitores de Renan Santos (Missão) migraram para Flávio Bolsonaro, mesmo diante de críticas do próprio candidato ao postulante do PL.

Abstenção e estratégias para o segundo turno

Com aproximadamente 33,4 milhões de brasileiros que poderiam ter votado no primeiro turno e não o fizeram, a disputa pela abstenção se tornou central para ambas as campanhas. Moura apontou que Lula lidera entre os eleitores que não votaram no primeiro turno e pretendem votar no segundo, o que seria uma boa notícia para sua campanha.

No entanto, o especialista alertou que mobilizar eleitores entre os dois turnos é historicamente raro. “A má notícia é que o histórico de mobilizar eleitores do primeiro para o segundo turno é muito raro”, ponderou.

Para uma eventual virada, Moura avaliou que a campanha de Lula precisaria não apenas captar a abstenção, mas também converter eleitores de Flávio Bolsonaro. “Para que tenha uma virada em relação ao resultado do primeiro turno, é fundamental para a campanha do Lula converter eleitores do Flávio e passarem a votar no Lula no segundo turno”, explicou.

Já a campanha de Flávio Bolsonaro teria potencial para ampliar sua vantagem, especialmente no estado de São Paulo.

Debate, redes sociais e o eleitor decisivo

Moura avaliou que o debate realizado entre os candidatos não contribuiu para reduzir a rejeição de nenhum deles, tendo inclusive desengajado eleitores indecisos. “Foi um debate que, na verdade, mais desengajou os indecisos do que ajudou a definir voto”, disse.

Para o especialista, o debate previsto para a sexta-feira (23) representa uma oportunidade importante, tanto para solidificar uma liderança quanto para trabalhar uma possível virada.

Sobre o papel das redes sociais, Moura reconheceu sua importância estrutural nas campanhas, mas ponderou que o eleitor mais decisivo — descrito por ele como mulheres empreendedoras das periferias das grandes cidades do Sudeste — é justamente o menos engajado nessas plataformas.

“Aquele eleitor e eleitora, principalmente, que vai decidir a eleição, é o menos engajado na rede social”, afirmou. Segundo ele, esse grupo tende a tomar sua decisão de voto na reta final e pode ser influenciado por um debate com ampla audiência.

O especialista também destacou que o governo perdeu espaço entre as mulheres por questões ligadas à economia e à segurança pública, dois temas que, na sua avaliação, precisam ser abordados de forma direta na campanha.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Flavio Bolsonaro’s ‘corrupto’ stunt sparks viral meme before Brazil election runoff

Far-right presidential candidate’s TV debate swipe at rival backfires as people take to social media to parody it

To Flávio Bolsonaro and his publicists, it must have seemed an ingenious idea that would expose his rival’s supposed crookedness on the eve of Brazil’s presidential election.

But the far-right politician’s decision to attend a primetime television debate against his leftwing opponent, Luiz Inácio Lula da Silva, with the word “corrupto” (corrupt) written on the palm of his hand has backfired.

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© Photograph: Allison Sales/NurPhoto/Shutterstock

© Photograph: Allison Sales/NurPhoto/Shutterstock

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Brazil’s election could reshape relations with China

By Tings Chak

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On Oct. 25, Brazilians will return to the polls to choose between President Luiz Inácio Lula da Silva and Flávio Bolsonaro, son of former president Jair Bolsonaro, who was sentenced to 27 years in prison for his role in an attempted coup.

The first round gave Flávio 47.03 percent of valid votes against Lula’s 45.16 percent, revealing the enduring strength of the far right four years after its electoral defeat.

The runoff takes place as President Donald Trump seeks to restore U.S. domination over Latin America, with Brazil emerging as a consequential battleground in Washington’s campaign to contain China’s growing relations with the region.

Over the past two decades, Brazil and China have built a political partnership that has expanded the space for independent action among countries of the Global South. Under Lula and China’s President Xi Jinping, this relationship has deepened through cooperation in industrial development, infrastructure, science and technology.

The election will determine whether this project advances or Brazil’s international orientation is subordinated to Washington’s renewed Monroe Doctrine as part of the continent’s rightward shift.

Since Lula’s return to the presidency in 2023, the two governments have connected Chinese cooperation with Brazil’s development programmes, including Nova Indústria Brasil, the Growth Acceleration Programme (PAC) and the Ecological Transformation Plan. Lula’s May 2025 visit to Beijing produced 36 agreements covering infrastructure, finance, artificial intelligence, public health and industrial cooperation.

Behind these agreements is a long-standing challenge: overcoming Brazil’s dependent position in the international division of labour, where commodity exports continue to outweigh advanced industrial and technological development.

This cooperation has also reached Brazilian popular movements. Through the International Association for Popular Cooperation (Baobab), Brazil’s Landless Rural Workers’ Movement (MST) and other organisations have worked with Chinese institutions on agricultural mechanisation, bioinputs and digital technologies for family farming.

These initiatives include the Digital Family Farming and Agroecology Laboratoryand IARAA, an artificial intelligence project for agroecology and agrarian reform developed by Brazilian popular movements using Chinese open-source models.

In a countryside marked by extreme concentrations of land, machinery and capital, such cooperation offers new tools to peasant organisations fighting for agrarian reform and the production of healthy food.

Brazil’s relationship with China also reveals the different class interests at work in the country, with contradictions particularly visible in the countryside.

Massive exports of soybeans, meat and minerals have continued under both Bolsonaro and Lula, but their governments have pursued very different political relationships with Beijing.

While Jair Bolsonaro attacked China and aligned himself with Washington, Lula has sought to deepen strategic cooperation, including in industrial development, technology and agrarian reform.

Flávio Bolsonaro now promises an “economically pragmatic” relationship with China while cultivating close ties with Trump. For sectors of Brazil’s ruling classes that profit from commodity exports, continuing to sell to China while embracing Washington’s political agenda presents little contradiction. For Brazil’s efforts to rebuild its industry and develop technological sovereignty, the consequences are far greater.

Return of the Monroe Doctrine

Bolsonaro with Trump in the White House on May 26. (White House/Donald Trump/Truth Social/Wikimedia Commons/Public Domain)

Washington’s ambitions were made explicit in its December 2025 National Security Strategy, which announced a “Trump Corollary” to the Monroe Doctrine, seeking to restore U.S. pre-eminence in the Western Hemisphere and deny outside powers control over strategic resources and infrastructure.

Five days later, China published its third Latin America policy paper, reaffirming sovereignty, non-interference, regional integration, technological cooperation and support for the region as a Zone of Peace. The two documents reveal fundamentally different approaches to the political future of the continent.

Brazil’s position is decisive. As Latin America’s largest economy, a founding BRICS member and a leading participant in Mercosur, it possesses industrial, scientific and political capacities that could strengthen independent development across Latin America and beyond.

The emergence of a new technological era makes this struggle particularly consequential. Brazil is among the few countries of the Global South capable of pursuing digital and technological sovereignty that could benefit its neighbours and parts of Africa.

Its roughly 23 percent share of global rare earth reserves is an important starting point, but control over minerals alone is insufficient. The greater challenge is developing the capacity to process them, manufacture advanced components and build the digital infrastructure, artificial intelligence systems and technologies that will shape future production.

Flávio has made his orientation clear. Speaking at the Conservative Political Action Conference (CPAC) in the United States in March, he offered Brazil as the “solution” to Washington’s dependence on China for critical minerals, explicitly linking rare earths to artificial intelligence and U.S. military superiority.

Chinese economic reporting has also described proposals from his team to exclude China from rare-earth supply chains. Rather than using Brazil’s resources to develop its own industrial and technological capacities, this agenda would place them at the service of U.S. technological and military power.

The same political orientation extends to digital sovereignty. In July, Flávio’s campaign submitted proposals to U.S. trade authorities that included preventing Brazil’s Pix payment system from connecting to non-Western international payment networks and loosening commitments within Mercosur.

These proposals converge with a wider U.S. campaign involving tariffs, digital regulation, strategic minerals and attempts to influence Brazil’s electoral process.

Meanwhile, Washington’s January bombing on Venezuela and kidnapping of President Nicolás Maduro and First Lady Cilia Flores demonstrated how far it is prepared to go to impose its will on the continent.

BRICS & the Struggle for Independent Foreign Policy

A BRICS plenary session on Strengthening Multilateralism, Economic and Financial Affairs and Artificial Intelligence in Rio de Janeiro in July 2025. (Palácio do Planalto /Flickr/ CC0/Wikimedia Commons)

Brazil, particularly under Lula, has helped build institutions through which countries of the Global South can reduce their dependence on Western-dominated structures.

At the July 2025 BRICS summit in Rio de Janeiro, the group advanced cooperation on development finance, local-currency transactions, and international institutional reform.

The New Development Bank, headed by former Brazilian president Dilma Rousseff, is an important expression of this effort.

The BRICS cannot automatically overcome economic dependency or guarantee sovereignty for working people. Yet its expansion offers greater room for independent development, provided that participating governments have the political commitment to use these possibilities.

Brazil’s history reveals how difficult that independence has been to defend. In 1961, Vice President João Goulart became the first high-ranking representative of a Latin American government to visit the People’s Republic of China, meeting Mao Zedong when revolutionary China remained diplomatically isolated and subjected to U.S. sanctions. Three years later, Goulart was overthrown in a U.S.-backed civil-military coup that inaugurated a 21-year dictatorship.

The early history of China–Brazil friendship was inseparable from struggles over national sovereignty, agrarian reform and the forces determined to suppress them.

The international material conditions for South–South cooperation are considerably more favourable today, but political direction remains decisive.

Former President Jair Bolsonaro hosted the 2019 BRICS summit in Brasília while pursuing close alignment with Washington. A government can weaken institutions from within by abandoning the commitments that give them political substance.

Jair Bolsonaro in 2018. (Jeso Carneiro/ Flickr/ CC BY-NC 2.0)

The far right’s resurgence also reflects the enduring power of Brazil’s own ruling classes. Bolsonarismo has a domestic base among sections of agribusiness, finance, the security apparatus, militias, conservative religious networks and major media.

These forces, whose electoral and institutional advances have continued, were strengthened by the 2016 parliamentary coup against Dilma Rousseff and the judicial persecution of Lula. They possess their own organisations, material interests and sources of power, which do not disappear when an election is lost. Their economic dependence on Chinese markets has not prevented their support for Washington’s political agenda.

Beyond the Election

Beijing has followed the Brazilian election closely, reflecting the importance of the political relationship built between Lula and Xi over years of cooperation.

In July, Xi reaffirmed China’s support for Brazil against external interference during a conversation with Lula, which also covered cooperation in artificial intelligence, satellites, mineral processing and relations between China and Mercosur.

In September, Foreign Minister Wang Yi received Lula’s adviser and former foreign minister Celso Amorim in Beijing, reaffirming the bilateral strategic partnership.

China’s principle of non-interference means that the choice of Brazil’s government belongs to the Brazilian people, but Beijing’s diplomatic restraint should not be confused with an absence of political interests or an assumption that all governments would pursue the same relationship. Chinese analysts have described the possible outlook under Flávio as one of “cold politics, hot economics”: commodity trade would likely continue, but the political relationship and cooperation in strategic sectors could deteriorate. The experience of Jair Bolsonaro’s presidency has already shown the limits of commercial interests in sustaining a broader political partnership.

For the Brazilian people, the consequences extend well beyond foreign policy. The election will also shape the struggles over labour rights, public services, agrarian reform and the defence of democratic space.

Brazil’s renewed role in South–South cooperation under Lula has opened possibilities for a development project that responds to the needs of its working people, but realising those possibilities depends on the political and social forces capable of carrying it forward.

The Brazilian people have fought through dictatorship, neoliberal restructuring, parliamentary coups and the rise of the far right to defend their political and social gains.

This election is another moment in that longer struggle, now unfolding amid renewed U.S. imperial intervention and a transformation of the world’s technological foundations. The future of China–Brazil cooperation will depend on the capacity of organised popular forces to build a sovereign national project and turn international cooperation into lasting changes in people’s lives.

Original article: consortiumnews.com

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Lula condiciona la apertura de su secreto bancario a que Flávio Bolsonaro haga lo mismo

"Presentaré esto mañana ante el TSE con la esperanza de que el candidato opositor presente una propuesta para levantar la confidencialidad de sus registros, así como los de sus empresas y su familia", afirmó Lula, detallando que incluyó a sus cinco hijos para evitar acusaciones infundadas durante la campaña.
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Brazil Protesters Accuse Meta of Election Interference

Brazilian protesters outside Meta headquarters in São Paulo denounce alleged Instagram restrictions on Lula’s campaign ahead of the presidential runoff.

Demonstrators demand algorithmic transparency as Brazil’s electoral court gives Meta 24 hours to prove equal treatment of presidential campaigns.


Hundreds of Brazilians protested outside Meta’s São Paulo offices on Monday, accusing the technology giant of restricting the reach of President Luiz Inácio Lula da Silva’s campaign while boosting far-right candidate Flávio Bolsonaro, six days before the presidential runoff. The demonstration coincided with a court order giving Meta 24 hours to prove it was treating both campaigns equally.

RELATED: Brazilian Court Gives Meta 24 Hours to Prove Equal Treatment of Presidential Campaigns

The protest on Faria Lima Avenue called for an end to what demonstrators described as the suppression of progressive political content. Organizers also demanded transparency in content moderation algorithms, protections for activists and journalists, and compensation for damage to public debate.

The Superior Electoral Court (TSE) imposed the 24-hour deadline amid mounting scrutiny of Meta’s handling of the campaigns. The dispute intensified after internal messages emerged in which company employees acknowledged that Lula’s account had faced restrictions compared with Bolsonaro’s. The messages indicated that Lula’s Instagram posts could not be promoted for nearly 24 hours between Oct. 9 and 10.

“META NO SE META!”

Movimientos brasileños ocupan la sede de la plataforma de redes sociales. pic.twitter.com/wetfUpEryA

— Nacho Lemus (@LemusteleSUR) October 19, 2026

Text Reads: “META DON’T GET INVOLVED!” Brazilian movements occupy the headquarters of the social media platform.

TSE Justice Marco Aurélio Bellizze warned that appeals would not suspend the court’s orders and doubled the daily fine for noncompliance from 500,000 reais to 1 million reais, or about $180,000.

The court also ordered Meta to submit individual reports in Portuguese, explain its recommendation algorithms, provide details on electoral advertising oversight, and identify potential networks of fake accounts and AI-generated images.

“Unilaterally replacing deadlines set by the court amounts to noncompliance, particularly in a process whose effectiveness depends on time,” Bellizze said.

Meta maintains that its content moderation policies apply equally to all political actors. Bolsonaro has also sought to join the proceedings, arguing that his own content has been harmed.

Concerns over digital sovereignty

Protesters argued that the dispute exposed the broader influence of social media platforms over Brazil’s electoral process. They noted that 70% of the Brazilian population uses Instagram to obtain information and accused Meta, owned by Mark Zuckerberg, of wielding opaque power over political visibility.

“We cannot say we have fair elections when a company uses its economic, technical and technological power to tilt public debate toward one side, which is what is happening,” said Dani Silva, executive director of Ctrl+Z, one of the organizations behind the demonstration.

The rally was organized by the Não se Meta coalition, which included the Landless Workers’ Movement (MST), Levantamento da Juventude Popular, Brasil Popular, Article 19, Ctrl+Z, Código No Binário, Diracom, the National Forum for the Democratization of Communication and Sleeping Giants Brazil.

Under the slogan “Meta, stay out of our election,” demonstrators displayed signs featuring Zuckerberg alongside U.S. President Donald Trump and chanted for digital sovereignty and Meta’s exclusion from the electoral process.

Activist Veronyka Gimenes, known as Trava Hacker, described the company’s actions as part of what she called “digital colonialism,” alleging that technology companies seek to influence domestic politics across the Global South.

“Digital sovereignty is no joke; it is something that must be taken very seriously,” she said.

Activist Tiana Cauton urged people to take to the streets to demand the democratization of communications. She also expressed hope that a new presidential term would advance “autonomy through our own open and clean social networks.”

Demonstrators said Meta’s influence over political communication had undermined Brazil’s national sovereignty since the 2018 elections, renewing calls for greater accountability for social media platforms during the electoral process.

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“Meta no se meta”: brasileños rechazan interferencia electoral del gigante tecnológico

Manifestantes denunciaron en São Paulo que Meta reduce de forma injustificada el alcance de las publicaciones del mandatario Luiz Inácio Lula da Silva, al tiempo que impulsa los contenidos del candidato de la extrema derecha, Flávio Bolsonaro.
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Brasil vive movilización nacional por Lula y la democracia

Más de 800 actividades y eventos programados en decenas de ciudades, con fuerte presencia juvenil y de la cultura de Brasil, en apoyo a la reelección de Lula y en defensa de la democracia.
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Brazilian Amazon deforestation falls to lowest on record as pivotal vote looms

Forest clearance at smallest total since records began in 1988 in success for Lula ahead of presidential run-off

Deforestation in the Brazilian Amazon has fallen to its lowest level since records began, new government data shows.

But whether this globally important success is maintained or reversed is on a knife edge ahead of a presidential election run-off on 25 October between two candidates with sharply different visions for the future of the rainforest and how that affects relations with the US under Donald Trump.

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© Photograph: Edmar Barros/AP

© Photograph: Edmar Barros/AP

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Brazil’s Lula says he now backs lowering age of criminal responsibility to 16

Lula reverses position on age of responsibility for ‘heinous’ crimes in what many see as a desperate electoral gambit

Brazil’s president, Luiz Inácio Lula da Silva, has announced that he now supports lowering the age of criminal responsibility for “heinous” crimes from 18 to 16, reversing a longstanding policy in what is widely seen as a desperate electoral gambit.

The U-turn, which Lula announced during a Thursday night interview with TV Globo, comes with the presidential runoff in just over a week. The incumbent faces an uphill battle to overturn the first-round victory of his opponent, the far-right senator Flávio Bolsonaro, who remains slightly ahead at the polls.

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© Photograph: Ton Molina/Getty Images

© Photograph: Ton Molina/Getty Images

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Brazil Poll Shows Bolsonaro and Lula in Technical Tie

Flávio Bolsonaro and Luiz Inácio Lula da Silva ahead of Brazil’s 2026 presidential runoff election.

Datafolha puts Flávio Bolsonaro at 47% and Lula at 45% ahead of Brazil’s Oct. 25 presidential runoff.


Brazil’s presidential race has tightened ahead of the Oct. 25 runoff, with senator Flávio Bolsonaro losing two percentage points in voting intention to reach 47%, while President Luiz Inácio Lula da Silva stands at 45%, according to a Datafolha poll released Thursday. The two candidates are in a technical tie, with the difference falling within the survey’s margin of error.

RELATED: Brazil: Lula Hails Workweek Reduction as Historic Achievement

Among valid votes, which exclude blank and invalid ballots, Bolsonaro leads Lula by 51% to 49%. The gap has narrowed from the previous week’s poll, when Bolsonaro held a 52%-48% advantage.

A separate poll published Wednesday by research firm Quaest also showed a close race, giving Bolsonaro 46% support and Lula 44%.

DATAFOLHA: 51% x 49%

TÁ VIRANDO!!!

Na semana passada, a diferença era de 4 pontos. Agora caiu para 2. pic.twitter.com/NFIOGEEaCT

— Mídia NINJA (@MidiaNINJA) October 15, 2026

Text Reads: DATAFOLHA: 51% x 49% IT’S TURNING AROUND!!! Last week, the difference was 4 points. Now it’s down to 2.

The Datafolha survey found similar levels of rejection for both candidates. Some 46% of respondents said they would never vote for Bolsonaro, compared with 44% who said the same of Lula.

Views of the current government were also divided: 41% of respondents rated its performance negatively, while 35% viewed it positively.

The poll was conducted after large rallies in support of Lula took place over the weekend. However, the interviews were completed before the survey could capture any potential impact from the Senate’s approval of a proposed constitutional amendment to end the 6×1 work schedule, under which workers work six days and take one day off.

The proportion of respondents opting for blank or invalid ballots rose from 5% to 6%, while the share of undecided voters ranged between 1% and 2%.

Datafolha interviewed 2,520 people aged 16 and older across Brazil from Oct. 13 to 15. The survey has a margin of error of two percentage points and a 95% confidence level. It was registered with Brazil’s Superior Electoral Court under number BR-00466/2026. In the first round, Bolsonaro received 47.03% of the vote, compared with 45.16% for Lula.

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Intención de voto a Bolsonaro cae y empata técnicamente con Lula, según encuesta

A diez días del balotaje presidencial en Brasil, la firma Datafolha confirmó un empate técnico al situar a Flávio Bolsonaro con el 47% de la intención de voto y al presidente Luiz Inácio Lula da Silva con el 45%, en una carrera que se aprieta hacia la segunda vuelta.
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Brazil: Lula Hails Workweek Reduction as Historic Achievement

Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva has described the approval of the Proposed Constitutional Amendment (PEC 221/2019) as a historic achievement. The amendment puts an end to the 44-hour workweek, establishing a new maximum of 40 hours per week, distributed over five working days and two paid rest days.

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Brazilian Senate Ends 6×1 Schedule, Approves 40-Hour Workweek

The constitutional reform—a key commitment of the Brazilian government—will directly benefit approximately 22 million workers who were previously employed under a “6×1” schedule, consisting of six days of work followed by one day of rest.

Brazil’s Senate ratified the amendment in two rounds of voting, with 75 votes in favor and one against—the latter cast by Senator Hamilton Mourão. This decision comes five months after the Chamber of Deputies initially approved the proposal, and 11 days ahead of the presidential runoff, scheduled for October 25.

Far-right candidate Flávio Bolsonaro, who had initially opposed the measure, shifted his position and voted in favor remotely from Porto Alegre. Progressive senators, including Teresa Leitão, labeled this move as opportunistic and warned of the need to remain vigilant against any potential attempts to overturn the new regulation.

A escala 6×1 acabou! ❤️🇧🇷

Uma conquista histórica para milhões de trabalhadores e trabalhadoras, que agora terão mais tempo para descansar, estar com a família, cuidar de si e viver.

Quem constrói o Brasil todos os dias também merece tempo para viver.

É o Brasil pronto para… pic.twitter.com/5Nq7a9xKZk

— Lula (@LulaOficial) October 15, 2026

The text reads, “The 6×1 schedule is over! A historic achievement for millions of workers, who will now have more time to rest, be with their family, take care of themselves, and live. Those who build Brazil every day also deserve time to live. It’s Brazil ready for more!”

Timeline and safeguards

The transition to the “5×2” model will not be immediate. According to the established timeline, 60 days after the official publication of the amendment—expected in February 2027—the maximum weekly working hours will be reduced from 44 to 42.

Subsequently, 14 months after the amendment is enacted—in December 2027—the limit will be set at 40 hours per week. The regulation also establishes a maximum daily limit of eight working hours. The constitutional text expressly prohibits any reduction in wages—whether proportional or affecting the minimum wage—across professional categories.

Furthermore, it delegates the organization of rest periods to collective bargaining agreements, prioritizing Sundays, while allowing for flexibility in sectors such as healthcare, security, and public transport.

While labor unions supported the measure, business sectors expressed their opposition, arguing that it could lead to higher costs per hour worked and the risk of a contraction in employment. The right-wing opposition also signaled its intention to revise the legislation should it gain control of the executive branch.

For individual micro-entrepreneurs and small business units, the reform provides for a supplementary law that includes state support mechanisms designed to cushion the impact of the transition and sustain formal employment targets.

Within the public administration, existing service contracts will have a period of up to 12 months to adjust their operational and financial frameworks to the new limits on working hours.

With the approval of PEC 221/2019, Brazil has begun a restructuring of its labor market aimed at reducing precarious working-hour arrangements in Latin America’s largest economy.

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