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Homem morre atacado por vespas velutinas durante limpeza de terreno na Galiza

Um homem de 56 anos morreu, esta quarta-feira, após ter sido picado por vespas numa zona florestal no concelho de Larouco, província de Ourense, na Galiza.

De acordo com o jornal local La Región, o trabalhador estaria a realizar limpeza de mato quando foi surpreendido por um ninho destes insetos, que entraram para a sua máscara de proteção. Foi bastante picado na cara e garganta.

A vítima, natural de O Porriño e a residir em Manzaneda, estava integrada num programa de formação profissional para desempregados.

Foram os colegas a dar o alerta para as autoridades, mas o óbito acabou por ser declarado no local.

O jornal El País acrescenta que o homem foi atacado por vespas velutinas.

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Guimarães: Desviavam bens de encomendas que seguiam em transportadoras

Quatro pessoas foram detidas, na terça-feira, por suspeita de desviar bens de encomendas que circulavam em transportadoras, nos concelhos de Guimarães e Lousada, revelou hoje a GNR do Porto.

Em comunicado, o Comando Territorial do Porto referiu que os detidos, três homens e uma mulher, têm idades entre os 29 e os 36 anos, e que as detenções resultaram de 14 buscas, sete domiciliárias e seis em veículos e uma num estabelecimento comercial, nos concelhos de Guimarães, Felgueiras, Lousada e Penafiel.

Da operação resultou a apreensão de uma arma de fogo, 54 munições, um bastão artesanal, 12 doses de cocaína, duas doses de canábis, e 1.630 euros em dinheiro.

Também foi apreendido um carro, seis telemóveis, diverso material eletrónico, várias peças de vestuário e calçado, vários perfumes e produtos de cosmética, vários acessórios, incluindo malas e óculos, bem como “material relacionado com o modo de atuação”, lê-se no comunicado.

Segundo a GNR, “durante a ação foi ainda constituído arguido um homem com 29 anos, no concelho de Lousada”.

Os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este.

Participaram nesta operação vários Postos do Destacamento Territorial de Penafiel, do Posto Territorial de Lousada, do Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE 2) de Penafiel, do Núcleo de Apoio Técnico (NAT 2) de Penafiel e do Destacamento de Intervenção do Porto.

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Gouveia e Melo dá aula inaugural de Engenharia Aeroespacial da UMinho

O almirante Henrique Gouveia e Melo – que foi chefe do Estado-Maior da Armada, coordenador da vacianção contra a covid-19 e candidato à Presidência da República – vai proferir, na sexta-feira, a aula inaugural de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho do ano letivo 2026/27.

Em comunicado, a academia minhota adianta que a sessão tem o tema “Drone Technology and Modern Warfare” (Tecnologia dos drones e guerra moderna) e está agendada para as 14:30, no auditório nobre do campus de Azurém, em Guimarães, sendo a entrada livre.

“Trata-se de um momento privilegiado para refletir sobre desafios e oportunidades colocados pelos sistemas não tripulados e pelas tecnologias aeroespaciais, contribuindo para o enriquecimento científico e cultural da comunidade. Gouveia e Melo tem experiência na implementação destes sistemas na Marinha portuguesa e a área dos drones é emergente, sendo esencial que os futuros engenheiros contactem com diferentes aplicações”, assinala a UMinho.

O evento tem a duração de uma hora e prevê a interação entre o almirante e os estudantes.

As boas-vindas da sessão estão a cargo do presidente da Escola de Engenharia da UMinho, António Vicente, seguindo-se o diretor do mestrado em Engenharia Aeroespacial, Gustavo Dias, com uma síntese das aulas inaugurais do curso, que já teve nomes como Manuel Heitor e Elvira Fortunato, ex-ministros de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa; Carlos Batalha, então coordenador da Divisão de Inovação e Transformação Organizacional da Força Aérea Portuguesa; ou Miguel Belló Mora, presidente da lançadora europeia de nanossatélites Orbex.

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Braga pela habitação: duzentos manifestantes na rua

Ajuntamento espontâneo de centenas de jovens e estudantes da Universidade do Minho, no centro de Braga, entoou Grândola Vila Morena, em solidariedade para com acampadas em Lisboa e Porto.

© Octavio Passos/Observador

A iniciativa decorreu na Praça da República, entre as 19h00 e cerca das 20h30
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UMinho recebe espólio de António Losa, referência nos estudos árabes em Portugal

A Universidade do Minho vai receber o acervo de António Losa (1914-2000), um dos principais estudiosos da língua e cultura árabes em Portugal. O estudioso, oriundo de Esposende mas radicado em Braga, foi, ainda, professor da Escola Carlos Amarante.

A cerimónia de doação do espólio realiza-se esta quarta-feira, às 11:30, no Arquivo Distrital de Braga (ADB). O momento de assinatura conta com a presença do reitor da UMinho, Pedro Arezes, e da filha mais velha de António Losa, Manuela de Areia Losa. Segue-se uma visita à mostra documental dedicada ao insigne filólogo, arabista e professor bracarense.

Centenas de livros e documentos

As centenas de documentos legados por António Losa, como livros, correspondência, manuscritos, fotos e apontamentos, vão ser repartidas entre o ADB, uma unidade cultural desta academia, e a Biblioteca Fernão Mendes Pinto, situada no edifício 4 do campus de Gualtar (Braga) e especializada em línguas e culturas orientais.

A UMinho compromete-se a “zelar pela conservação, pelo tratamento técnico e pela divulgação do acervo”.

António Losa foi uma figura marcante da vida cultural bracarense do século XX, reconhecido pelo seu trabalho sobre a língua, cultura e presença árabe e moçárabe na formação histórica e cultural de Portugal. Entre as suas obras destaca-se o livro póstumo “Entre Cristãos, Mouros e Judeus: do Minho ao Mar das Índias”. Organizou/participou em diversas conferências em Portugal e no estrangeiro e investigou também sobre a história regional, como a de Esposende.

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Norte e Galiza querem construir polo de competitividade transfronteiriço

A eurorregião Galiza-Norte de Portugal quer construir um polo de competitividade transfronteiriço para se afirmar como “um território mais competitivo, inovador e capaz de atrair investimento”, foi hoje divulgado.

Em comunicado, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal (AECT-GNP) explica que, tendo em vista esse objetivo, promove em Vigo, na Galiza, Espanha, a 12 de novembro, um fórum para “transformar capacidades partilhadas em novas oportunidades de investimento, inovação e desenvolvimento”.

Integrada na visão estratégica 2026–2028 do AECT, o Fórum Eurorregião Galiza–Norte de Portugal: Polo de Competitividade pretende marcar “um novo passo na evolução da cooperação transfronteiriça”.

A intenção é “passar da partilha de capacidades à criação de sinergias, projetos conjuntos e oportunidades de desenvolvimento económico e tecnológico”.

O fórum nasce com o objetivo de “identificar capacidades complementares entre a Galiza e o Norte de Portugal, aproximar empresas, universidades e centros tecnológicos e impulsionar novas parcerias que se traduzam em projetos conjuntos, investimento e inovação”.

A iniciativa “pretende lançar as bases de um ecossistema transfronteiriço mais integrado, competitivo e capaz de gerar valor económico para o território”.

Isto, “através do intercâmbio de conhecimentos e da identificação de oportunidades nas áreas das tecnologias emergentes, da colaboração público-privada em inovação e das infraestruturas estratégicas”.

A ambição é “mobilizar competências complementares, valorizar os recursos existentes e reforçar a capacidade conjunta da eurorregião para responder aos desafios da transformação industrial, da inovação tecnológica e da integração das suas infraestruturas”.

Nesta primeira edição, o fórum pretende centrar-se em três áreas estratégicas.

O AECT enumera “as tecnologias emergentes, como motor da transformação produtiva e da criação de novas oportunidades económicas”, e “a colaboração público-privada em inovação, como elementos fundamentais para promover a transferência de conhecimento, desenvolver novas capacidades tecnológicas e impulsionar projetos conjuntos”.

Outro dos domínios é o das “infraestruturas estratégicas, essenciais para melhorar a conectividade, atrair investimento e reforçar a integração socioeconómica do território”.

O AECT-GNP junta a Junta da Galiza e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

A 29 de setembro, o presidente da CCDR-N defendeu que o Norte e a Galiza devem articular-se para transformar a proximidade geográfica e a cooperação numa “vantagem económica e industrial comum”.

“Não se trata apenas de termos duas regiões vizinhas com empresas competitivas, mas de percebermos que, em muitas das novas cadeias de valor industriais e tecnológicas, podemos ganhar escala, capacidade de inovação e presença internacional, se atuarmos de forma mais articulada”, sustentou Álvaro Santos.

Para o responsável, a cooperação entre a Galiza e o Norte de Portugal não se deve limitar “a uma sucessão de projetos”, mas afirmar-se como “capacidade permanente para identificar oportunidades comuns, aproximar empresas e centros de conhecimento, mobilizar investimento e construir respostas conjuntas”.

Áreas como a energia, a mobilidade, o setor naval, a aeronáutica, as tecnologias digitais ou as tecnologias de dupla utilização “oferecem oportunidades muito concretas para combinarmos competências e reforçarmos a presença das nossas empresas nos mercados europeus e internacionais”, exemplificou.

A eurorregião tem cerca de 6,4 milhões de habitantes, mais de 657 mil empresas, um PIB [Produto Interno Bruto] superior a 167 mil milhões de euros e mais de 57 mil milhões de euros de exportações anuais, de acordo com a CCDR-N.

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Mais de 1.000 empregos para ‘agarrar’ em Braga

A START POINT Summit ’26 – Feira de Emprego, Empreendedorismo e Formação da Universidade do Minho realiza-se hoje e amanhã, das 10:00 às 18:00, no Pavilhão Desportivo do campus de Gualtar, em Braga.

A iniciativa tem entrada livre e é organizada pela Associação Académica da UMinho, com o apoio da Reitoria.

Em comunicado, a academia minhota adianta que esta 18.ª edição apresenta uma mostra com 50 empresas e mais de mil oportunidades de emprego e estágio, uma feira de voluntariado com 10 instituições, stands com 20 entidades parceiras, além de palestras, entrevistas, workshops e outras atividades.

A abertura oficial é hoje, às 10:00, com o reitor, Pedro Arezes, e o presidente da AAUMinho, Luís Guedes. Seguem-se momentos de ‘speed interviews’ com empresas, um ‘mentoring point’ com ex-alunos de relevo e a emissão em direto da RUM – Rádio Universitária do Minho até às 12:00.

O programa prevê depois um ‘workshop’ sobre primeiros socorros psicológicos (13:00), um painel sobre percursos de empreendedorismo na educação (14:30), um ‘workshop’ sobre liderança (15:00), a par de conversas sobre a plataforma laboral Teamlyzer e sobre a criação de conteúdo como carreira (ambas às 16:00).

Na quarta-feira merecem destaque um painel sobre felicidade no trabalho (11:00), uma palestra sobre carreiras no sistema prisional (11:30), um ‘workshop’ sobre primeiros socorros psicológicos (13:00), a apresentação de serviços públicos pela ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (14:00), como chave móvel digital, cartão europeu de seguro de doença, renovação de documentos e acesso à app gov.pt, bem como os ‘pitches’ finais de um concurso de ideias de negócio empreendedoras (15:00).

A júnior-empresa EPIC vai também disponibilizar um portal para os participantes consultarem as atividades e interagirem com um sistema de recompensas. As pessoas interessadas podem igualmente usufruir de transporte de autocarro de/para Guimarães (campus de Azurém).

“A START POINT Summit visa potenciar o contacto direto com o mercado de trabalho, a divulgação de oportunidades, o desenvolvimento de competências e o networking. Destina-se a (ex-)alunos, investigadores, docentes e técnicos, além de desempregados e empreendedores qualificados da região”, explica a UMinho.

A iniciativa prossegue depois a 18 de novembro, no Multiusos de Guimarães.

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Estudo de 315 mil euros para ligar Guimarães às Taipas por BRT

O estudo prévio do BRT para ligar a cidade de Guimarães à vila das Taipas já foi adjudicado à empresa CEG, do Porto, pelo valor de 315 mil euros.

O prazo de execução do documento é de cerca de cinco meses, e só depois poderá ser feita a construção da linha para ligar as duas localidades, num contrato separado e com uma construtora.

O concurso tinha sido lançado em abril deste ano e previa um investimento de 450 mil euros, acabando o valor por ser inferior ao projetado inicialmente.

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IL realiza Convenção Nacional no final de janeiro

A XI Convenção Nacional da Iniciativa Liberal (IL) vai decorrer na área metropolitana de Lisboa, nos dias 30 e 31 de janeiro de 2027, anunciou hoje o partido.

A decisão foi tomada numa reunião do Conselho Nacional da IL em Castelo Branco que contou com a presença da líder do partido, Mariana Leitão.

Numa nota enviada à agência Lusa, a IL refere que foi aprovado o regimento da XI Convenção Nacional, de carácter eletivo, que irá decorrer a 30 e 31 de janeiro de 2027, na área metropolitana de Lisboa.

Nesta data vão ser eleitos todos os órgãos nacionais do partido, nomeadamente, Comissão Executiva, Conselho Nacional, Conselho de Jurisdição e Conselho de Fiscalização.

Durante a reunião do Conselho Nacional vai ainda ser debatido um ponto político sobre o Orçamento do Estado para 2027.

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25 vacas feridas em derrocada de telhado numa vacaria em Braga

Um total de 25 vacas ficaram feridas, durante a tarde deste sábado, devido a uma derrocada do telhado de uma vacaria, situada na Rua da Igreja, freguesia de Figueiredo, concelho de Braga.

O Comando Subregional do Cávado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, alertado para a derrocada, mobilizou meios para o local, tendo sido salvas as 25 vacas, enquanto os destroços iam sendo removidos com duas retroescavadoras da Câmara de Braga.

A derrocada verificou-se por volta das 18 horas e no teatro de operações estiveram operacionais do Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga, do Serviço Municipal de Proteção Civil de Braga, a Veterinária Municipal de Braga e as patrulhas do Posto Territorial de Braga da GNR.

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De prédio histórico a hotel de charme? O potencial de um imóvel único em Vila Praia de Âncora

O imóvel

Com 780 metros quadrados, mais de 160 anos de história e uma localização privilegiada entre o Oceano Atlântico e o Caminho Português da Costa de Santiago, um edifício no centro de Vila Praia de Âncora desperta interesse pelo seu potencial para hotelaria, turismo e habitação. Fábio Neves, CEO do Grupo NBT, analisa as possibilidades de investimento nesta propriedade histórica.

Há edifícios que contam a história de uma localidade e outros que parecem reunir as condições para escrever um novo capítulo dessa mesma história.

Em pleno centro de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, encontra-se um prédio construído em 1865, com 780 metros quadrados, cuja localização e características arquitetónicas abrem diferentes possibilidades de aproveitamento.

A poucos passos do mar e próximo do percurso do Caminho Português da Costa de Santiago, o imóvel beneficia de uma envolvente marcada pelo turismo balnear, pela gastronomia, pelo comércio tradicional e pela passagem de peregrinos que percorrem o litoral Norte de Portugal.

Atualmente comercializado pela Fábio Neves Imobiliária, através da marca FNAI Quintas & Luxo, o edifício apresenta potencial para projetos de reabilitação ligados à hotelaria, ao alojamento turístico ou à habitação.

Mas o que torna esta propriedade particularmente interessante para quem procura investir no mercado imobiliário do Alto Minho?

Investir em Vila Praia de Âncora: entre o Atlântico e os Caminhos de Santiago

Vila Praia de Âncora beneficia de uma localização que reúne diferentes motivos de visita. À sua tradição balnear juntam-se a proximidade a Caminha, as paisagens naturais do litoral minhoto e a ligação ao Caminho Português da Costa, uma das rotas utilizadas pelos peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela.

Esta conjugação de fatores é particularmente interessante para projetos turísticos que pretendam chegar a diferentes públicos.

Para Fábio Neves, fundador da Fábio Neves Imobiliária e CEO do Grupo NBT, a localização constitui um dos principais argumentos deste edifício.

O que distingue este prédio de outras oportunidades de investimento imobiliário na região? Fábio Neves: “Estamos a falar de um edifício com mais de 160 anos, no centro de uma vila costeira, a poucos passos da praia e muito próximo de uma rota de peregrinação internacional. É uma combinação interessante. Temos a história do imóvel, a dimensão, o mar e uma localização que pode servir diferentes projetos. Não é uma propriedade que se encontre todos os dias.”

Caminho de Santiago e turismo: uma oportunidade para a hotelaria?

O Caminho Português da Costa tem vindo a afirmar-se como uma rota de peregrinação procurada por viajantes de diferentes nacionalidades.

Ao contrário do turismo exclusivamente balnear, associado sobretudo aos meses de verão, os percursos de peregrinação podem contribuir para a procura de alojamento noutras épocas do ano.

Para investidores interessados em hotelaria, esta diversidade de públicos pode ser um fator relevante na definição de um projeto.

Um hotel de charme, uma unidade de alojamento turístico ou um conceito de hospitalidade associado à história e à cultura local são algumas das possibilidades que poderão ser estudadas para o edifício de 1865.

A proximidade ao Caminho de Santiago pode representar uma vantagem para um futuro projeto hoteleiro? Fábio Neves: “Sem dúvida que é um fator a considerar. Vila Praia de Âncora não recebe apenas visitantes que procuram praia e férias. Está também ligada a um percurso internacional de peregrinação, que atrai pessoas com diferentes motivações e em diferentes alturas do ano. Um projeto hoteleiro bem pensado poderá explorar essa diversidade, oferecendo uma experiência ligada à identidade da região e à história do próprio edifício.”

A eventual transformação do imóvel numa unidade hoteleira dependerá, naturalmente, da avaliação das condições técnicas, urbanísticas e legais necessárias à sua concretização.

Um prédio histórico com potencial para habitação e investimento imobiliário

Embora a hotelaria seja uma das utilizações possíveis, o edifício apresenta igualmente características que justificam uma análise para fins habitacionais.

Com uma área de 780 metros quadrados e espaços atualmente destinados a comércio e habitação, a propriedade poderá permitir estudar soluções de reabilitação residencial, incluindo a criação de apartamentos ou a combinação de diferentes utilizações.

A localização central, a proximidade à praia e a facilidade de acesso ao comércio e aos serviços constituem características relevantes para quem procura habitação permanente, segunda residência ou imóveis destinados ao arrendamento.

Para além do turismo, considera que existe potencial para um projeto habitacional? Fábio Neves: “A habitação é uma possibilidade que merece ser estudada. O edifício tem dimensão e uma localização muito interessante. Podemos imaginar um projeto residencial que preserve a identidade arquitetónica da construção e, ao mesmo tempo, responda às necessidades atuais. O importante é encontrar a solução que melhor valorize o imóvel, respeitando sempre as condições técnicas e legais.”

Reabilitar um edifício de 1865: os cuidados antes de investir

A recuperação de imóveis históricos exige uma abordagem diferente da aquisição de uma propriedade recente.

Antes de avançar, importa avaliar o estado estrutural do edifício, os custos de intervenção, as condicionantes urbanísticas e a viabilidade da utilização pretendida.

A preservação dos elementos arquitetónicos originais pode também assumir um papel importante na valorização de um projeto, sobretudo quando se pretende criar uma unidade turística diferenciadora.

Que aconselhamento daria a um investidor interessado em recuperar um prédio com estas características? Fábio Neves: “O primeiro passo é conhecer bem o imóvel e perceber o que é possível fazer. É essencial estudar os custos, as condições estruturais e o enquadramento legal. Uma boa localização e um edifício com história são excelentes pontos de partida, mas um investimento deve ser sustentado por um projeto realista e tecnicamente bem fundamentado.”

Com uma carreira iniciada aos 22 anos e experiência na liderança de equipas responsáveis por mais de 400 milhões de euros em vendas, Fábio Neves tem vindo a desenvolver a atividade imobiliária no mercado nacional e internacional.

Através da FNAI Quintas & Luxo, a empresa aposta na comercialização de propriedades diferenciadoras, incluindo quintas, imóveis históricos e edifícios com potencial de valorização.

O acompanhamento aos investidores pode ir além da aquisição. A integração da imobiliária no Grupo NBT, do qual faz parte a Brigitte Works, permite articular serviços de arquitetura, engenharia e acompanhamento de obras, particularmente importantes em projetos de reabilitação.

Um novo futuro para um edifício histórico em Vila Praia de Âncora

Entre o mar, a história e os Caminhos de Santiago, Vila Praia de Âncora reúne características que permitem equacionar diferentes projetos imobiliários.

O prédio de 1865 é um exemplo de como o património existente pode ganhar uma nova utilização, contribuindo simultaneamente para preservar a identidade arquitetónica da vila.

Que mensagem deixaria a quem esteja a considerar investir nesta propriedade? Fábio Neves: “Acredito que há imóveis cujo verdadeiro potencial só se percebe quando olhamos para além da sua utilização atual. Este edifício tem história, dimensão e uma localização que merece atenção. Seja para hotelaria, turismo ou habitação, o essencial é desenvolver um projeto que respeite o seu passado e lhe dê uma nova vida.”

Com 780 metros quadrados e localização central em Vila Praia de Âncora, o imóvel encontra-se disponível em exclusividade através da Fábio Neves Imobiliária, na sua marca FNAI Quintas & Luxo.

Para quem procura investir no litoral Norte de Portugal, esta propriedade representa uma possibilidade de conciliar património histórico, turismo e novas soluções habitacionais.

Conheça o imóvel e todas as suas características


De prédio histórico a hotel de charme? O potencial de um imóvel único em Vila Praia de Âncora

Fábio Neves Imobiliária | FNAI Quintas & Luxo

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Uma cobra venenosa está “na boa” no Parque Nacional da Peneda-Gerês

Influencer João Amorim encontrou uma víbora-de-seoane. Filmou uma interação com essa cobra venenosa. Não há perigo, garante. Só há dois tipos de cobras venenosas e perigosas em Portugal: João Amorim cruzou-se com uma delas, a víbora-de-seoane. João é influencer; comprou meia aldeia em Castro Laboreiro, em Melgaço, para recuperar um projeto de turismo rural. Enquanto caminhava pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês, encontrou uma cobra venenosa, a tal víbora-de-seoane. João Amorim explicou que existem quatro tipos de cobras venenosas em Portugal, mas só duas são perigosas: víbora cornuda e víbora-de-seoane. “Normalmente, as víboras-de-seoane têm um padrão, só que aqui nesta zona

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Vieira do Minho: Caminhar para descobrir a ilha do Ermal e a Arte dos Caldeireiros

A Câmara de Vieira do Minho realiza, no próximo dia 25 de outubro (domingo), mais uma caminhada integrada no projeto “A Serra da Cabreira em Família”, que desta vez será dedicada ao tema “Santa Marta de Rossas: Entre a Paisagem do Ermal e a Arte dos Caldeireiros”.

Em comunicado, a autarquia adianta que a iniciativa tem início marcado para as 10:00, com ponto de encontro no parque de estacionamento do teleski, e propõe um percurso de aproximadamente quatro quilómetros, que permitirá aos participantes desfrutar da paisagem envolvente da Ilha do Ermal e conhecer alguns dos elementos que marcam a identidade cultural e patrimonial desta região.

“Um dos momentos de destaque será a visita às oficinas dos caldeireiros de Santa Marta em Rossas, numa oportunidade para conhecer de perto esta arte tradicional, recentemente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em regime de Salvaguarda Urgente. Este reconhecimento reforça a importância de preservar e valorizar um saber-fazer transmitido ao longo de gerações, que constitui uma referência da memória coletiva e da identidade local”, salienta a autarquia.

O percurso contempla ainda a passagem pelas capelas de Santa Marta e de Santa Marinha, conjugando o contacto com a natureza com a descoberta do património religioso e cultural da freguesia.

“Com esta caminhada, o Município pretende incentivar a prática de atividade física ao ar livre, promover o convívio entre famílias e dar a conhecer os recursos naturais, históricos e culturais do concelho, valorizando o património que distingue cada comunidade”, destaca o comunicado.

A participação está sujeita a inscrição, disponível através do formulário online (aqui).

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Este fim de semana as castanhas são ‘rainhas’ à mesa dos restaurantes de Vieira do Minho

Os Fins de Semana Gastronómicos de Vieira do Minho estão de volta, no sábado e domingo, numa edição dedicada aos pratos confecionados com castanhas.

A iniciativa “Vieira, tradição à mesa 2026” pretende “valorizar a riqueza da gastronomia local, dar destaque aos produtos da época e promover a restauração do concelho, proporcionando a quem visita Vieira do Minho uma experiência que alia os sabores tradicionais à identidade do território”.

Durante este fim de semana, as castanhas assumem o protagonismo à mesa, integrando pratos que “evocam os sabores do outono e a tradição gastronómica minhota”.

“A iniciativa constitui também uma oportunidade para descobrir a oferta dos restaurantes aderentes e desfrutar da hospitalidade que caracteriza Vieira do Minho”, sublinha a autarquia.

A edição de 2026 dos Fins de Semana Gastronómicos apresenta um calendário diversificado, com propostas que percorrem os sabores “mais representativos da cozinha tradicional” ao longo do ano.

Depois das couves com feijão amarelo, do cozido à portuguesa, do cabrito da serra, do anho bordaleiro, do arroz de feijão amarelo com nacos à Vieira e da vitela assada, o programa prossegue em novembro com os pratos com cogumelos, terminando em dezembro com as papas de sarrabulho com rojões e castanhas.

A iniciativa é promovida pelo Município de Vieira do Minho e conta com a participação de diversos estabelecimentos de restauração do concelho. Para o próximo fim de semana, os interessados devem contactar os restaurantes aderentes para efetuar reserva, sendo que a participação gastronómica termina ao domingo.

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Montenegro pede aos manifestantes pela habitação que “não sejam egoístas”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, pediu hoje aos manifestantes do Movimento pela Habitação, no Porto, que “não sejam egoístas” quanto à tranquilidade e à ordem pública, e defendeu que as forças policiais costumam ser “extraordinariamente criteriosas e respeitadoras”.

O Movimento pela Habitação que está em protesto no Porto desde sábado denunciou que durante a madrugada de hoje houve uma intervenção policial que causou ferimentos em 37 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave.

“Espero que os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não tenham de facto respaldo na sociedade portuguesa. E a manifestação que está a falar é elucidativa sobre isso, sobre a dimensão […] daquilo que é legítimo, que é protestar, que é exprimir uma posição política face àquilo que é dominante no país”, declarou Luís Montenegro em resposta aos jornalistas.

Falando na chegada à reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, no dia em que o Movimento pela Habitação denunciou uma forte intervenção policial durante a noite, o chefe de Governo vincou: “Nós não temos essa instabilidade, nós não temos esse nível de conflitualidade e não podemos cair no erro de considerar que escassas pessoas dão agora uma ideia de um país que parece que está em turbulência, não está”.

“Eu não tenho elementos para poder emitir uma opinião, [mas] aquilo que me parece é que as nossas forças de segurança são extraordinariamente criteriosas e respeitadoras destes princípios, o princípio da necessidade, da adequação e da proporcionalidade”, adiantou.

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Cerca de 70 elementos da UMinho repudiam receção do embaixador de Israel em Guimarães

Cerca de 70 docentes, investigadores e trabalhadores da Universidade do Minho (UMinho) assinam um manifesto, hoje divulgado, de repúdio pela receção do embaixador de Israel em Portugal na Câmara de Guimarães, assumindo “perplexidade” perante a iniciativa.

“Um grupo de docentes, investigadores e trabalhadores não docentes e não investigadores da Universidade do Minho, com ligação à vida política, social e cultural do Município de Guimarães, subscreveu um manifesto de repúdio pela receção do Embaixador de Israel em Portugal, Oren Rozenblat, pelo Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, no passado dia 14 de setembro”, lê-se no manifesto, enviado à agência Lusa.

Aquando da receção, o município explicou que o encontro permitiu explorar novas possibilidades de colaboração em áreas estratégicas para o desenvolvimento do território, como a inovação, a tecnologia, a proteção civil, a qualificação de recursos humanos e a atração de investimento.

“Mais tarde, em resposta à contestação cívica que o facto suscitou, o autarca respondeu, invocando a normalidade das relações diplomáticas e rejeitando que a receção do embaixador representasse uma tomada de posição sobre a política internacional daquele país. A nosso ver, porém, o facto é gravíssimo por objetivamente branquear um genocídio de dimensões terríveis que prossegue quotidianamente na Palestina”, frisam os signatários.

Um mês depois, estes 66 elementos da comunidade académica da UMinho, sediada em Braga e com um polo em Guimarães, “manifestam perplexidade” perante a iniciativa e os seus objetivos.

“Consideram que, perante a gravidade da situação vivida na Palestina, este encontro não pode ser entendido como um simples ato de normalidade diplomática, contribuindo, pelo contrário, para a normalização da atuação do Estado de Israel e para o branqueamento das graves violações dos direitos humanos denunciadas no manifesto”, sustentam os subscritores.

Os signatários lembram que “a atuação de Israel como potência ocupante da Palestina é reconhecida pela comunidade internacional, dos seus órgãos multilaterais aos cidadãos comuns, como profundamente criminosa e passível de condenação na justiça”.

“O Sr. Oren Rozenblat, recebido tão galhardamente na Câmara de Guimarães, é o representante desse crime no nosso país. E não por acaso tem assumido, em inúmeras ocasiões, com uma arrogância acintosa e insolente, a defesa dos atos hediondos praticados pelo governo, os militares e os colonos. Além disso, costuma acrescentar ameaças e comentários inaceitáveis em relação aos que no nosso país denunciam o genocídio em curso”, refere o manifesto.

Os signatários dizem não acreditar que o presidente da Câmara de Guimarães “concorde com o governo do estado sionista em que Israel terá adquirido um direito superior e absolutamente ilimitado de se defender, justificando, assim, a matança de dezenas de milhares de civis inocentes, como inevitavelmente o são as crianças, e classificando-os como danos colaterais”.

“Mas terá consciência de que o seu gesto, mesmo que reduzido a um mero ato formal, apenas contribui para obliterar tal situação? Não entenderá que manter uma atitude de ‘business as usual’ significa acatar este nível de violência como algo aceitável que, quer queiramos quer não, levaremos por diante em função dos nossos interesses mútuos? Achará mesmo que um genocídio pode ser apagado por um aperto de mão condescendente?”, questionam.

A receção do presidente da câmara de Guimarães, Ricardo Araújo (PSD/CDS-PP), ao embaixador de Israel em Portugal provocou também contestação política no concelho, com PS, BE, Livre e CDU a questionarem a estratégia seguida pelo município.

Também o compositor César Viana deixou a direção artística do Festival de Música Religiosa de Guimarães, motivada pelo “profundo desacordo com a aproximação institucional e comercial” entre este município e Israel, no atual contexto da situação em Gaza.

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Militares da GNR salvam águia ferida em Ponte de Lima

Militares da GNR recolheram uma águia ferida, na freguesia de Friastelas, no concelho de Ponte de Lima, foi hoje anunciado.

Numa publicação nas redes sociais, o Comando Territorial de Viana do Castelo adianta que “a ave foi colocada em segurança, tendo sido assegurado o seu posterior encaminhamento, em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)”.

“A proteção da fauna selvagem e a preservação da biodiversidade são compromissos da GNR, que atua diariamente na defesa da natureza e do ambiente”, conclui a publicação.

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Estudantes da UMinho manifestam-se contra aumento dos preços nas residências

O Resiste – Movimento de Estudantes da Universidade do Minho convocou para o próximo dia 21 de outubro, às 13:00, no campus de Gualtar, em Braga, uma manifestação contra o aumento do preço dos quartos das residências públicas. Contestam ainda o aumento da propina e pedem a sua gratuitidade.

Como O MINHO noticiou, há cerca de duas semanas, um grupo de estudantes da Universidade do Minho avançou com um abaixo-assinado em torno do aumento dos preços nos quartos das residências públicas, com o qual recolheram até agora mais de 500 assinaturas.

Agora, avançam para um protesto. “Esta manifestação é uma direta oposição ao aumento brutal do preço dos quartos das Residências Públicas tanto para estudantes bolseiros como não bolseiros, que o Governo decretou. Como já referido anteriormente, este ano letivo o teto máximo por cama para bolseiros passou de 91,44 para 161,14 euros, destacando-se ainda a prática de valores acima do limite máximo permitido por lei para estudantes bolseiros em quartos individuais nas Residências da Universidade do Minho, podendo atingir os 200 euros. Assim, é ultrapassado o teto máximo estabelecido no Decreto-Lei n.º 148/2026, de 20 de julho”, defendem.

Questionados por O MINHO, os Serviços de Ação Social explicaram que “os preços de alojamento em vigor foram aprovados pelo Conselho de Gestão dos SASUM e pelo Conselho de Ação Social, no qual estão representados os estudantes”.

E acrescentam: “A definição de preços diferenciados para os quartos individuais e duplos justifica-se pela existência de condições de alojamento distintas, nomeadamente ao nível da privacidade e conforto, mas também pela diferente afetação dos recursos disponibilizados. Neste contexto, a aplicação de um preço superior aos quartos individuais, relativamente aos quartos duplos, constitui um mecanismo de diferenciação tarifária fundamentado nas diferentes condições de alojamento oferecidas e na necessidade de assegurar uma gestão equilibrada e sustentável dos recursos da residência, permitindo ainda disponibilizar aos estudantes alternativas de alojamento com diferentes níveis de serviço e diferentes preços, consoante as suas preferências e as vagas disponíveis”.

Para os manifestantes, “considera-se um mau precedente que, numa Residência Estudantil Pública, pelo que se pode retirar das declarações, possa ser considerado aceitável exceder o limite decretado para que os estudantes possam viver em maior ‘privacidade e conforto’. Também a referência ao complemento de alojamento como forma de compensar esses aumentos é por si só errada. A existência do complemento de alojamento (que não seria suficiente para cobrir os aumentos) não permite que seja alterado o teto máximo. Para além disso, o novo Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior (RABEEES) retira este ano letivo esse mesmo complemento de 50 euros a milhares de estudantes deslocados”.

Para os estudantes, “entre as razões que motivam a mobilização encontram-se ainda outras consequências da revisão do RABEEES que resultaria, no próximo ano letivo, numa descida do valor das bolsas para muitos dos estudantes que vêm de meios mais desfavorecidos, a descida do valor da bolsa de referência e a retirada da bolsa mínima a muitos dos estudantes que aos dias de hoje cumpriam os critérios para a receber. Acrescenta-se a estas razões a intenção de aumentar o valor das propinas, avançada pelo governo no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027, caminho contrário à gratuitidade do Ensino Superior que é reivindicada”.

“Também a revisão do Regime Jurídico de Graus de Diplomas do Ensino Superior, que excluiria estudantes de acederem a licenciaturas, mestrados e doutoramentos, é motivo de descontentamento”, acrescenta o manifesto.

“Sendo esta uma luta de todos apela-se à mobilização de todos os estudantes da Academia Minhota, inclusive de núcleos, associações, secções, comissões e grupos culturais, destacando-se a Associação Académica da Universidade do Minho que, como representante dos estudantes, deve assumir o papel de estar ao lado dos mesmos quando ataques desta magnitude nos são direcionados”, conclui o movimento estudantil.

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Inteligência Artificial vai ajudar a rotular Vinhos Verdes

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) espera ter a inteligência artificial (IA) a ajudar os produtores na deteção de erros na rotulagem antes da aprovação na entidade certificadora até final de 2027, foi hoje divulgado.

Em comunicado, a CVRVV explica estar em causa “um projeto pioneiro”, promovido pela pela EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes / Quinta Campos do Lima , em parceria com a CVRVV e o INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, com sede no Porto.

O SMARTLabel – Plataforma Inteligente para a Pré-Validação de Rótulos de Vinhos arrancou em janeiro de 2026 e, “até ao final de 2027, será capaz de ler um rótulo, identificar as menções obrigatórias e assinalar o que está em falta ou apresentado incorretamente”.

A plataforma de inteligência artificial e certificação tem como objetivo “reduzir até 80% o tempo médio de resposta aos produtores, o que se traduz em maior celeridade também para quem exporta”, assinala a CVRVV.

O objetivo é “agilizar processos e a orientar os produtores, detetando os erros mais comuns e acelerando um processo moroso e complexo”, descreve a CVRVV.

“O desenvolvimento dos algoritmos de análise de imagem está a cargo do INESC TEC e a CVRVV contribui com o conhecimento do processo de apreciação e com rótulos reais da Região dos Vinhos Verdes, necessários ao desenvolvimento dos algoritmos, sob coordenação da EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes”, esclarece.

Pedro Carvalho, responsável de projeto no INESC TEC e professor da Universidade do Porto, afirma que a intenção é que os algoritmos de análise de imagem e a inteligência artificial em desenvolvimento “ajudem a CVRVV na sua missão, agilizando os processos e reduzindo overheads [custos indiretos] para os seus peritos, resultando num melhor serviço para os seus associados”.

“Desta forma o conhecimento gerado na investigação transferir-se-á para o mercado, e contribuindo para a economia nacional”, sustenta o docente.

Para a presidente da CVRVV, Dora Simões, está em causa “”um importante passo na otimização do processo de certificação, uma vez que cada garrafa de Vinho Verde certificada passa pela etapa de aprovação da rotulagem”.

De acordo com a responsável, aprovam-se anualmente “mais de 7.000 rótulos” na região.

“Tendo em vista que cada vez há mais referências de vinhos e o número de rótulos para aprovação tem incrementado, estamos muito expectantes quanto ao impacto extremamente positivo que o SMARTLabel terá no dia-a-dia dos produtores e dos técnicos, permitindo-lhes focar apenas na informação fundamental”.

O projeto é cofinanciado pela União Europeia.

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