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A imprensa sem alma, os políticos oportunistas e a fé dos brasileiros

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Nove entre dez colunistas de política da grande imprensa lamentam que a gente esteja discutindo Nossa Senhora da Aparecida no final da campanha eleitoral. Enquanto isso, nunca o noticiário foi tão contaminado pela negação do subjetivo – a religiosidade do brasileiro -, e nunca soou tão parcial – por mais que se reafirme a “isenção” da imprensa. Além de críticas de diversos veículos a respeito da cobertura do episódio, a própria Globo, uma das protagonistas do caso, se tornou alvo de protestos de eleitores.

Sim, esse é um assunto relevante para a população e deve fazer parte do debate público em um momento em que a religião é explorada politicamente e invade até as decisões do TSE, como vimos acontecer mais uma vez. E a imprensa errou de cabo a rabo – do desmentido da Globo sobre uma afirmação correta de uma jornalista responsável, ao bombardeio de títulos e notícias sobre a “fake news”, criada e propagada pela própria imprensa a partir da “correção” e depois manipulada nas redes sociais.

Em vez de defender a jornalista, que jamais disse que Flávio pretendia destronar a santa, mas apenas comentou um fato que já viralizava nas redes – a existência de “um movimento da Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que está mobilizando um projeto de lei para tirar de Nossa Senhora da condição de padroeira” – que, segundo ela, poderia ter impacto entre “os eleitores católicos de Lula”, a imprensa embarcou no desmentido da Globo (com aquele comportamento de boiada que já comentei na coluna anterior). Até mesmo entidades como a Abraji e a Fenaj demoraram a manifestar solidariedade e não citaram o nome da empresa que cometeu o erro que gerou agressões à jornalista.

A imprensa também não questionou o fato gravíssimo que foi a censura de opinião do humorista Antônio Tabet, que apenas exerceu o direito à liberdade de expressão como reconheceu o próprio TSE na quarta-feira, após o ministro André Mendonça mudar o seu voto. A reação foi a de “proteger” Flávio de prejuízos eleitorais pela alegada falsa informação – logo ele, que usa a desinformação como ferramenta de campanha e conta com aliados que agridem pessoas nas redes – como fez o blogueiro foragido Allan dos Santos em reação violenta e repugnante ao protesto da CNBB. Nem quando o direito de expressão dos brasileiros foi massivamente cerceado pelas Big Techs depois da determinação de censura de Mendonça – um tema eminentemente jornalístico – reviu sua posição.

De lá para cá cometeu também o erro da arrogância elitista (ou seria constrangimento por seu papel?) ao desvalorizar o tema de um debate público que acontece e precisa acontecer no Brasil sob a desculpa cínica de que eleitores e candidatos deveriam estar discutindo propostas que podem mudar o Brasil (como se a imprensa estivesse fazendo isso, em vez de se embrenhar em vazamentos seletivos de escândalos de corrupção).

A separação de Igreja e Estado é condição necessária para a democracia, estabelecida no Brasil na Constituição de 1891 e reforçada no artigo 19 da Constituição de 1988, que inspirou a legislação eleitoral que proíbe a propaganda política em igrejas e a doação de recursos para campanhas, assim como a destinação de recursos públicos para igrejas – embora isso aconteça, como sugere a ligação da Igreja da Lagoinha com o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel, maior doador das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas nas eleições de 2022.

Mas a mesma Constituição cidadã, pilar da redemocratização brasileira, foi promulgada pela Assembleia Constituinte “sob a proteção de Deus”, o que não retira a laicidade do Estado, já que o impede de privilegiar uma religião determinada. Talvez seja apenas uma reafirmação da fé que ressoa na nossa alma brasileira, também formada por histórias milagrosas como a dos pescadores que no século 18 encontraram uma pequena imagem de uma santa negra, que fez jorrar peixes em suas redes, e depois se tornou a padroeira do Brasil.

Não se brinca com a fé, como sabe Fernando Henrique Cardoso que perdeu a primeira eleição para prefeito de São Paulo depois da ditadura, em 1985, para qual era francamente favorito, depois de se embananar para responder se acreditava em Deus, pergunta feita pelo jornalista Bóris Casoy, colunista e ex-editor-chefe da Folha de São Paulo, que sabia de antemão a resposta do sociólogo e o efeito negativo sobre sua candidatura.

É exatamente pela complexidade e subjetividade do assunto que a cobertura da imprensa deve ser duplamente cuidadosa, sem vestir a capa da neutralidade enquanto alimenta o discurso dos que valem de crenças religiosas para se eleger – como fez Flávio em aliança com Mendonça, ao transformar a disputa no STF em guerra santa e o ministro em ícone de campanha – e sem desprezar o impacto que esses temas têm para nós, brasileiros. 

No Brasil, onde há tantos pais fujões, ausentes ou mesmo estupradores, não há referência afetiva maior do que a mãe, a mulher negra ancestral que criou e cria o povo brasileiro. Nossa Senhora, entre nós, responde por muitos nomes – da Conceição, da Praia, de Aparecida – e tem afinidade (sincretismo) com Oxum, a orixá da feminilidade e maternidade, assim como Nossa Senhora dos Navegantes com Iemanjá.

Nossas “nossas senhoras” nos abençoam dentro da complexa espiritualidade dos brasileiros, que ultrapassa o limite das igrejas e das religiões, como Eduardo Coutinho discute no documentário “Santo Forte” e confirmou recentemente pesquisa do Iser/Quaest.

Os evangélicos – ou os que pretendem agradá-los – têm o direito de discutir se Nossa Senhora da Aparecida do Brasil, declarada padroeira do país pelo Vaticano, em 1930, quando o poder da Igreja Católica era incontestável, deve permanecer como tal, como faz o projeto do pastor e ex-deputado Victor Galli (da ala mais direitista e mais enfurnada na política dos neopentecostais), desde que de forma transparente, com os candidatos assumindo suas convicções e não de maneira subliminar como apontou a CNBB. Também os católicos e outros simpatizantes de Nossa Senhora têm o direito de escolher candidatos de acordo com a sua fé.

O que os políticos evangélicos não podem é celebrar cultos no Congresso Nacional, exigir alinhamento político do Brasil a Israel (que consideram uma nação sagrada), impedir políticas públicas de igualdade de gêneros sob pretexto religioso, negar a autonomia da mulher inclusive em projetos de lei, utilizar templos como plataformas de campanha, destruir culturas indígenas, lançar fake news contra candidatos a ponto de identificar um deles com a figura do “diabo”, apoiar a destruição de terreiros e a agressão a pessoas de outras religiões, sobretudo de origem africana.

É nesse contexto que se trava a batalha por Nossa Senhora, embora nada disso tenha sido mencionado pela imprensa neste debate tão crucial em um país que ainda luta pela separação entre igrejas e Estado e não é capaz de garantir a todos os direitos constitucionais, inclusive a liberdade religiosa, afetada pelo racismo e instrumentalizada por políticos como o próprio Flávio Bolsonaro.

Boa votação a todos, que como sabemos, estarão rezando pela vitória do seu candidato.

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Debts are strangling Brazilian families despite a slight economic improvement

Never before have so many Brazilians held a job, but never have so many families — eight out of 10 — been strangled by debt. Paying it off consumes a third of household budgets in Latin America’s largest economy. And it is there that much of the discontent weighing on Luiz Inácio Lula da Silva’s electoral prospects is born. His 2022 promise that, with him in power, the glorious days of the picanha, the grilled meat, the Sunday barbecue, would return remains a dream for most. For his compatriots, the cost of living is too high. Paying the bills is often impossible, even though the president insists unemployment is at a historic low (5.3%), inequality is falling, and inflation is under control.

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© NurPhoto (NurPhoto via Getty Images)

Municipal Market of Sao Paulo, Brazil
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Trump says he is following Brazil’s elections ‘very closely’

Asked by reporters about Brazil’s upcoming presidential election, to be held on Sunday amid heightened tension between Washington and the leftist government of Luiz Inácio Lula da Silva, U.S. President Donald Trump said that he is following it “very closely.”

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© Jonathan Ernst (REUTERS)

Donald Trump at Joint Base Andrews, Maryland, on October 1.
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Brazil’s election is a regional battleground

Brazil’s presidential elections are sparking reactions across the region. The economic (and, by extension, geopolitical) importance of this South American giant leaves no regional politician or social organization indifferent, as they know that much of the continent’s future is at stake at the Brazilian polls.

Support for Bolsonaro from Washington and Milei

Flávio Bolsonaro, son of the far-right former president Jair Bolsonaro (who is in prison for conspiring to carry out a coup d’état against Lula da Silva), has received explicit support from Argentine President Javier Milei – a move that cost Buenos Aires a diplomatic crisis with Brasília due to the Argentine leader’s anti-Lula statements made on Brazilian soil.

Likewise, Flávio Bolsonaro enjoys the direct support of President Donald Trump. The US president has maintained a recent tradition (heavily criticized by many) of publicly expressing support for this or that far-right Latin American candidate who, upon winning the election, fully aligns their country with Washington’s foreign policy and joins the US-led military alliance known as the Shield of the Americas.

Trump has also imposed direct trade sanctions on Brazil over the conviction of Jair Bolsonaro, whom Trump calls a “friend.” In addition, the United States sanctioned the judge who convicted Bolsonaro, Alexandre de Moraes, sending a clear message of condemnation against the Brazilian justice system – a move that some political analysts have called foreign “interference” in the Brazilian judicial system.

Unions and the Latin American Left support Lula

Lula has also received support from another very important female leader in the region: Claudia Sheinbaum. In recent weeks, the president of Mexico has repeatedly highlighted the positive aspects of Lula’s administration: “I believe that President Lula has been a very good president … He has done an extraordinary job leading Brazil, and the indicators show it.” The endorsement of his candidacy has clearly been indirect, but given Mexico’s geopolitical importance, many in Lula’s Workers’ Party surely appreciate it.

Lula has also received support from neighboring countries to the south. In Uruguay, the ruling coalition, the Frente Amplio (FA), has shown direct and militant support for Lula’s campaign. Fernando Pereira, president of the FA, stated that the electoral battle in Brazil “is between democracy and barbarism.” He also warned against US interference in the elections: “Brazil will not accept U.S. interference in the election.”

Former Argentine Foreign Minister Santiago Cafiero, who is currently a member of Congress, also expressed his support for Lula: “If Lula wins, he will create a countercurrent to what has been taking hold in the region and demonstrate that there is resistance to these right-wing winds.”

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Morta por PMs, juíza Patrícia Acioli “humilhava policiais”, disse Flávio Bolsonaro em 2011

Nesta quinta-feira, 1º de outubro, voltou a circular um comentário do candidato à presidência e então deputado estadual Flávio Bolsonaro sobre o assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta com 21 tiros na porta de casa, em Niterói (RJ), em 12 de agosto de 2021. Na data, poucas horas depois da juíza ser morta, Flávio publicou no Twitter, hoje X, uma resposta à rádio CBN Rio, dizendo que a própria magistrada tinha contribuído para ter “mts inimigos” [sic].

“Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com q ela humilhava Policiais nas sessões contribuiu p ter mts inimigos” [sic], escreveu às 8h39. A Justiça depois condenou 11 policiais militares pelo crime.

O post continua no ar no X. Hoje também é o dia em que a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) entrega, no centro do Rio, o prêmio de direitos humanos que leva o nome da juíza. Também hoje à noite, na mesma cidade, Flávio, senador e candidato do PL à Presidência da República, participa do último debate na TV Globo antes do primeiro turno.

A relação de Flávio com policiais acusados de integrar milícias já foi alvo de questionamentos. Quando era deputado estadual, ele propôs homenagens na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a agentes que depois foram investigados ou presos por envolvimento com grupos milicianos. Um deles foi o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime e morto em 2020.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro e perguntou se ele mantém o que escreveu em 2011, se se arrepende ou pretende apagar a publicação e em que fatos se baseou para dizer que a juíza “humilhava” policiais nas sessões. Também perguntou se, sabendo que o crime foi planejado e executado por policiais militares, ele considera que Patrícia Acioli contribuiu para a própria morte, e como avalia hoje o legado dela no combate às milícias. Por fim, a reportagem pediu que ele comentasse as homenagens que propôs na Alerj, quando era deputado estadual, a policiais depois investigados ou presos por ligação com milícias, como Adriano da Nóbrega. Até a publicação deste texto, não houve resposta. O espaço segue aberto à manifestação.

Quem foi Patrícia Acioli

Patrícia Acioli era a juíza titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, e recebia ameaças de morte com frequência. Ela ficou conhecida por julgar policiais militares ligados a milícias e a grupos de extermínio, e mandou para a prisão mais de 60 agentes de segurança.

Ela foi executada na noite de 11 para 12 de agosto de 2011, quando chegava em casa, no bairro de Piratininga, em Niterói. Horas antes, tinha decretado a prisão preventiva de PMs do 7º Batalhão (São Gonçalo) investigados pela morte do jovem Diego da Conceição, em um caso registrado como “auto de resistência”. As investigações concluíram que o crime foi planejado no batalhão para impedir as prisões.

Onze policiais militares foram condenados pelo assassinato, e as penas somadas passam de 250 anos. O mandante, segundo a Justiça, foi o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, que comandava o 7º BPM. Em 2014, ele foi condenado a 36 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e pela formação de quadrilha armada.

O caso virou um marco na discussão sobre a infiltração de milícias nas forças de segurança do Rio e sobre a segurança de magistrados que julgam o crime organizado. Foi a primeira vez que um juiz em exercício foi assassinado no estado.

O prêmio Patrícia Acioli

A cerimônia do 15º Prêmio AMAERJ de Direitos Humanos – Patrícia Acioli acontece nesta quinta-feira, Fórum Central do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A AMAERJ criou a premiação em 2012, um ano após o crime, para “homenagear a memória da juíza” e “dar continuidade à luta da magistrada em prol da dignidade humana”.

Ao longo de 15 edições, o prêmio se tornou uma das principais vitrines do jornalismo e da produção acadêmica sobre direitos humanos no estado. Ele reconhece reportagens sobre violência policial, sistema prisional, racismo e acesso à Justiça, temas próximos aos que custaram a vida da juíza.

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Empresário que fundou Instituto com Eduardo Bolsonaro presta serviço para campanhas

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.

Sérgio Henrique Sant’Anna, sócio do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), recebeu R$340 mil nas eleições de 2026. Segundo dados da plataforma DivulgaCand do Tribunal Superior Eleitoral, duas empresas suas prestaram serviços para três campanhas à Câmara dos Deputados.

A NHR Estratégia e Comunicação LTDA recebeu R$160 mil das campanhas de General Girão (PL-RN) e Athally Cristhinny (Republicanos-RR) por serviços não especificados, que receberam R$2,8 milhão e R$625 mil de fundo partidário, respectivamente. 

A empresa foi fundada em março deste ano com capital social de R$100 mil para realização de “atividades de consultoria em gestão empresarial”.

Outros R$180 mil foram pagos a sua sociedade individual de advocacia pela campanha de Lucas Pavanato (PL-SP), que por sua vez, recebeu R$2,8 milhões da Direção Nacional do PL.

Entre 2022 e 2025, o escritório dividiu o endereço com o Instituto Conservador Liberal, entidade que fundou com Eduardo Bolsonaro para realização da Conferência CPAC Brasil. O empresário diz que o ICL está ativo apenas na Receita Federal e que não tem relação com as atividades do ex-deputado no exterior.

Por que isso importa?

  • Sérgio e Eduardo Bolsonaro fundaram juntos o Instituto Coservador Liberal (ICL), que promovia no Brasil o CPAC, conferência conservadora ligado ao Trumpismo. O evento não acontece no Brasil desde que Eduardo foi para os EUA, onde mantém sua atividade política nos EUA, cujo financiamento é ainda pouco claro.

Em julho de 2025, o The Intercept Brasil revelou que a Sant’Anna havia recebido R$600 mil em recursos do fundo partidário do PL ao longo de 2024 para prestação de serviços advocatícios – mesmo período em que realizou uma das edições do CPAC Brasil com Eduardo Bolsonaro. 

Agora, a Pública revela que o empresário segue sendo financiado com fundo eleitoral através de aliados dos Bolsonaro.

Sérgio Sant'Ana e Eduardo Bolsonaro durante o CPAC Brasil 2021
Sérgio Sant’Ana e Eduardo Bolsonaro durante o CPAC Brasil 2021

Candidato à reeleição, Girão é aliado de longa data de Eduardo Bolsonaro, frequentemente republicando seus vídeos e posicionamentos nas redes sociais. Quando o ex-deputado foi condenado por tentar interferir nas investigações sobre a trama golpista, o parlamentar foi à Tribuna da Câmara contestar a decisão, que chamou de “perseguição judicial”. 

O coro também foi entoado por Lucas Pavanato na Câmara Municipal de São Paulo. O vereador postulante à Câmara dos Deputados fez um discurso a favor de Eduardo Bolsonaro quando ele anunciou sua ida aos Estados Unidos. “O recado que eu deixo é claro, nós não vivemos em uma democracia”, disse.

Lucas Pavanato na Assembleia Legislativa de São Paulo
Lucas Pavanato na Assembleia Legislativa de São Paulo

Girão também integra a comitiva de parlamentares bolsonaristas que frequenta eventos conservadores internacionais. Em 2024, foi um dos deputados convidados pelo republicano Chris Smith a comparecer em audiência pública em Washington, que acabou sendo cancelada. 

Já Athally está fazendo sua estreia na política apresentando-se como a única candidata a deputada federal em Roraima apoiada por Nikolas Ferreira (PL-MG), também aliado de Sant’Anna. O advogado acompanhou o deputado mineiro na chamada “Caminhada Pela Liberdade” realizada em janeiro deste ano, que pedia a anistia a presos pelo 8 de janeiro, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Questionadas, as campanhas dos candidatos Athally e Girão não responderam sobre os serviços prestados por Sergio Sant’Anna às campanhas. Já o candidato Lucas Pavanato afirmou que “todos os serviços jurídicos da campanha foram prestados pelo contratado” e que “não conversa com o Eduardo [Bolsonaro] faz quase um ano”.

O advogado afirmou que presta serviços de advocacia para Pavanato e de assessoria de comunicação para Girão e Athally. Também negou relação com Eduardo Bolsonaro, de quem diz ter se afastado desde que foi para os Estados Unidos.

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