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Depois da Rússia, a China é o próximo alvo dos falcões europeus?

Sem condições materiais para disputar a supremacia industrial chinesa, a União Europeia insiste em transformar suas dificuldades econômicas em justificativa para uma nova escalada de hostilidades.

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A liderança europeia parece ter encontrado uma nova missão estratégica: reconstruir a capacidade industrial do continente e, simultaneamente, reduzir sua dependência da China. A iniciativa foi recentemente trazida por França e Alemanha conjuntamente e é apresentada como uma resposta à crescente participação chinesa no mercado europeu. O problema é que os dirigentes responsáveis por esse projeto continuam ignorando uma questão elementar: nenhuma reindustrialização de grande escala pode prosperar sem uma base energética estável, abundante e economicamente acessível.

A Europa possui universidades de excelência, mão de obra qualificada, centros tecnológicos avançados e uma tradição industrial que ainda lhe confere vantagens consideráveis. Entretanto, essas capacidades não funcionam isoladamente. Fábricas de produtos químicos, siderúrgicas, instalações metalúrgicas e numerosas outras atividades dependem de fornecimento energético contínuo e competitivo. A existência de capital, conhecimento científico e trabalhadores especializados não compensa indefinidamente os custos elevados de produção. É justamente nesse ponto que a estratégia europeia entra em contradição com seus próprios objetivos.

Durante décadas, a integração econômica entre a Europa Ocidental e a Rússia proporcionou condições favoráveis ao desenvolvimento de importantes segmentos industriais. O fornecimento de gás natural russo, em particular, contribuiu para sustentar atividades que exigem grandes quantidades de energia. Essa relação atendia a interesses econômicos concretos de ambas as partes: Moscou encontrava um mercado importante para suas exportações, enquanto as economias europeias obtinham um insumo fundamental para sua competitividade.

O começo do regime de sanções em 2022 alterou profundamente esse cenário. As medidas coercitivas ilegais cortaram a parceria russo-europeia de longa data, tornando o lado ocidental do continente economicamente fraco e dependente de energia externa mais cara e menos segura. A Europa, que já vinha progressivamente se desindustrializando antes disso, entrou então no total caos energético, com todas as suas consequências, desde contas de energia mais altas até empresas falindo por incapacidade produtiva.

Seria razoável esperar que uma estratégia de recuperação industrial começasse pela revisão dessas vulnerabilidades. O que se observa, porém, é a tentativa de construir uma nova base produtiva sem resolver adequadamente o problema energético. Os responsáveis pela política europeia parecem acreditar que subsídios, incentivos fiscais e programas de investimento serão suficientes para restaurar a competitividade. Tais instrumentos podem contribuir para o desenvolvimento industrial, mas seus resultados serão limitados enquanto persistirem desvantagens estruturais nos custos de energia.

É nesse contexto que a China passa a ocupar uma posição cada vez mais importante na lista de preocupações de Bruxelas. A capacidade chinesa de produzir em grande escala, abastecer cadeias industriais complexas e oferecer equipamentos a preços competitivos representa um desafio para uma Europa que procura recuperar sua autonomia produtiva. Em vez de reconhecer a dimensão do atraso acumulado e elaborar uma estratégia coerente para superá-lo, setores da liderança europeia preferem recorrer a barreiras comerciais, investigações punitivas e mecanismos de contenção econômica.

Essa orientação revela uma compreensão bastante superficial da competição industrial. Restringir as importações chinesas não cria automaticamente fábricas europeias, tampouco reduz o custo da eletricidade ou garante o fornecimento de gás às instalações industriais. Pelo contrário, empresas que dependem de equipamentos, componentes e matérias-primas chinesas poderão enfrentar despesas maiores justamente quando precisam investir para recuperar sua posição no mercado internacional.

A questão russa torna esse quadro ainda mais delicado. Recuperar a cooperação energética com Moscou seria o passo inicial de qualquer plano de recuperação industrial. Com energia russo e parcerias comerciais amplas com a China, a Europa reencontraria o caminho do desenvolvimento – da mesma maneira que países africanos e asiáticos, em parceria com Rússia e China, estão agora encontrando pela primeira vez.

Mas Bruxelas, Paris e Berlim fazem o contrário. Os estrategistas europeus parecem determinados a enfrentar simultaneamente dois dos maiores polos industriais e energéticos do mundo, sem demonstrar que possuem os recursos necessários para sustentar essa ambição. Primeiro, comprometeram uma relação energética fundamental com a Rússia. Agora, arriscam transformar a China em um adversário comercial permanente.

No fim, o que os falcões europeus querem não é o desenvolvimento da própria Europa, mas a instrumentalização de pautas como indústria e comércio para avançar seus próprios planos autodestrutivos – nos quais os cidadãos europeus, já sem energia russa e possivelmente sem produtos chineses em breve, são sempre as primeiras vítimas.

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Prove generale di guerra NATO contro la Russia

Il Comitato militare della NATO al completo si è appena recato a Kiev. Sta analizzando la guerra in Ucraina come se fosse il proprio banco di prova.

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Il 6 ottobre l’ammiraglio Giuseppe Cavo Dragone, presidente del Comitato Militare della NATO, è arrivato a Kiev con i rappresentanti militari di tutti e trentadue gli Alleati. Lo ha scritto lui stesso su X: la delegazione era lì per ribadire un «sostegno incondizionato» all’Ucraina. ANSA ha registrato la notizia come visita ufficiale. Un segnale strategico rivolto anche a Mosca.

I fatti, anzitutto. Il Comitato Militare assiste e consiglia il Consiglio Atlantico, il Comitato di pianificazione della difesa e il Gruppo di pianificazione nucleare; il suo compito è l’indirizzo di politica e strategia militare. È stato invitato dal nuovo comandante supremo delle forze armate ucraine, Mykhailo Drapatyi. Il Comitato tornava a Kiev al completo dopo otto anni e che gli incontri con Drapatyi e con lo Stato Maggiore ucraino servivano a ricevere la valutazione diretta del campo di battaglia, a discutere le priorità militari di Kiev e a portare nell’Alleanza le lezioni di oltre quattro anni di guerra ad alta intensità. Dragone parla di priorità militari e di insegnamenti utili alla prontezza operativa degli Alleati davanti alle minacce di oggi e di domani.

Ora l’interpretazione, che va tenuta distinta dai fatti. Un organo che consiglia il Gruppo di pianificazione nucleare non attraversa un paese in guerra per fare gesti di solidarietà. Va a raccogliere informazioni e a tararci sopra la propria preparazione. Il flusso descritto dalle fonti corre nei due sensi: dall’Ucraina all’Alleanza come esperienza operativa, dall’Alleanza all’Ucraina come indirizzo di priorità. Quando i vertici militari di trentadue Stati si siedono con lo Stato Maggiore di uno dei belligeranti per misurare la propria prontezza sulla guerra in corso, quella guerra ha smesso di essere un fatto esterno. È diventata il banco di prova dell’Alleanza.

La sequenza conferma la direzione. Il 3 giugno il Consiglio Nord Atlantico si era riunito a Kiev, e lì si era tenuto per la prima volta il Consiglio NATO-Ucraina. A ottobre tocca al livello militare. Prima la cornice politica, poi la struttura che la riempie di contenuto operativo, non è una cortesia di passaggio,  è una presenza istituzionale che si ispessisce a ogni tappa.

C’è poi la frase che sposta il discorso fuori dall’Ucraina. A chi ritiene che sabotaggi, attacchi informatici e violazioni dello spazio aereo possano incrinare il sostegno occidentale, Dragone risponde: «State fallendo». Attribuisce alla Russia la piena responsabilità di quei comportamenti e dice che l’unità alleata non è mai stata così salda. Il fronte ucraino e la pressione sotto soglia sul territorio degli Alleati finiscono nello stesso quadro, pronunciati dallo stesso uomo e dalla stessa sede. La distinzione su cui poggia la formula «Ucraina contro Russia», quella tra una guerra là e una tensione qui, viene cancellata dal presidente del Comitato Militare in persona.

Immagini, simboli e significati

Resta l’immagine. Nel video-messaggio registrato a Kiev l’ammiraglio parla con due bandiere alle spalle e lo sfondo, nella comunicazione istituzionale, non si improvvisa, dice chi parla e a nome di chi. Chi si presenta sotto quei simboli non è un mediatore né un osservatore. Le bandiere raccontano la stessa storia delle parole, parole che sono quelle di una scelta precisa e consapevole, ovvero la guerra-per-Kiev, la dedicazione totale ad una causa che con l’Europa non dovrebbe averci niente a che fare.

L’obiezione seria è un’altra, e va accolta. Nessuna delle tre fonti documenta truppe alleate in combattimento, e nessuno Stato membro ha dichiarato guerra alla Russia. La delegazione è venuta a consultarsi e a rendere omaggio al Muro della Memoria dedicato ai caduti ucraini. Il diritto dei conflitti armati distingue tra il sostegno a una parte e la partecipazione diretta alle ostilità, e su quel terreno la differenza esiste, ma la qualificazione giuridica non esaurisce l’analisi geopolitica. Gli Alleati non descrivono più il proprio ruolo come aiuto a un terzo: parlano di prontezza propria, di minacce proprie, di unità propria. Quando un’alleanza commisura la propria preparazione alla guerra di un altro e imputa allo stesso avversario i sabotaggi sul proprio suolo, il confronto ha due parti, e una non è l’Ucraina.

La valutazione, quindi. Sul piano politico-strategico il confronto tra NATO e Russia è diretto, e le fonti lo mostrano con sufficiente chiarezza. Sul piano cinetico le fonti non registrano un coinvolgimento alleato diretto, che viene però costantemente invocato e auspicato, quasi fosse il più grande desiderio della NATO. Il margine tra i due piani, però, si assottiglia a ogni visita di questo tipo. Gli indicatori da seguire sono due: l’eventuale insediamento stabile di strutture alleate sul territorio ucraino e il modo in cui verranno trattati i sabotaggi che l’Alleanza attribuisce a Mosca, mentre Zelensky ordina di bombardare altre raffinerie di petrolio russe e nuovi droni volano su Mosca, nonostante Donald Trump avesse detto di smetterla.

Tutto è fuori controllo, la NATO agisce indipendentemente dalla sfera americana perché ha sposato la causa ucraina come l’ultima guerra mondiale, quella in cui l’Alleanza o vincerà, o non vi sarà più niente da fare.

La formula «Ucraina contro Russia» serviva a contenere la guerra in una cornice rassicurante per le opinioni pubbliche europee. Con 32 rappresentanti militari nella capitale ucraina, e un ammiraglio italiano a guidarli, quella cornice regge sempre meno.

Sia ben chiaro che questa scelta non è casuale, non è una trappola politica e non è nemmeno un errore di valutazione, ma è una dichiarazione di guerra, l’ennesima, ibrida e stilisticamente pietosa dichiarazione contro la Russia. Ce lo stanno dicendo a viso scoperto, mentre siamo distratti a pensare ad altro.

Resta da vedere se i governi lo diranno ai propri elettori. E resta da vedere anche se i coraggiosi generali a quattro stelle si renderanno conto di una saggia verità che il generale prussiano Carl von Clausewitz scriveva nei suoi manuali: “L’errore non consiste nel fare un passo falso, ma nel non saperlo riconoscere e nel volerlo difendere a tutti i costi”.

Non vi è però ragione per rompere l’incantesimo di Kiev, che in questo momento ammalia l’Europa intera, perché come diceva Napoleone – per fare una seconda citazione – “Non bisogna mai interrompere il nemico mentre sta facendo un errore”.

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