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Bem-vindas, “mães beta”; dêem espaço aos filhos

Espécie de resposta ao método “helicóptero”. Porque a maternidade não tem de ser controladora – e não é perfeita. Primeiro, a distinção. O método “helicóptero” na educação lá em casa é quando os pais controlam muito os filhos, estão sempre “em cima” deles. Não dão autonomia. É um estilo de parentalidade e acompanhamento caracterizado pela superproteção e pelo controlo excessivo. Os pais estão sempre a “sobrevoar” a vida dos filhos, monitorizando cada passo. Agora, as “mães beta”. É uma resposta, em jeito de contraste, ao método anterior: defende que os filhos precisam de espaço para experimentar, cometer erros e ganhar

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Barcelona, 72 horas en la ciudad de las mil caras

De los chocolates suizos de las granjas de la calle Petritxol a los vermuts artesanales de la plaza de la Concòrdia. De los gofres de la Rambla dels Caputxins a los exquisitos arroces de 7 Portes. De los grafitis de Banksy que se exponen en el Moco Museum a los frescos románicos que custodia el Museu Nacional d’Art de Catalunya. Del caos fértil de la Sagrada Familia al elegante minimalismo del pabellón alemán de Mies Van der Rohe. Del ajetreo mestizo y canalla de El Raval a la placidez de Sarrià. De las excursiones en Golondrina por el Rompeolas a la ruta del Tramvia Blau. De la Barceloneta pesquera a la Gràcia menestral. Todas esas Barcelonas posibles caben en la única que existe, la estrecha franja litoral a los pies de la sierra de Collserola y orillas del Mediterráneo que se extiende, de sur a norte, entre los deltas de los ríos Llobregat y Besòs.

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Una guía práctica

Dónde comer:

■ En el Eixample, Casa Amàlia (Passatge Mercat, 14), cocina de mercado abierta a la innovación y respetuosa con la tradición.

■ En Ciutat Vella, El Quim de la Boqueria (La Rambla, 91), un alto en el camino para disfrutar de una buena experiencia gastronómica en uno de los mercados más genuinos de Barcelona.

■ En Montjuïc, La Font del Gat (Passeig de Santa Madrona, 28), el local que recoge la tradición de los merenderos populares de la montaña mágica.

Dónde dormir:

■ Mandarin Oriental (Passeig de Gràcia, 38-40), nuevo buque insignia del lujo barcelonés, con interiorismo contemporáneo a cargo de Patricia Urquiola.

■ METT Barcelona (carretera de Vallvidrera, 83-93), para disfrutar la ciudad desde un observatorio exquisito, en la cima de su otra montaña icónica, el Tibidabo.

■ Casa Luz (Ronda de la Universitat,1), un hotel boutique en el corazón de Barcelona que, además, esconde un muy recomendable restaurante de autor en su ático.

Dónde comprar:

■ Santa Eulalia (Passeig de Gràcia, 93), la mítica sastrería y tienda de moda y complementos en la milla modernista.

■ Fusta’m (Joaquim Costa, 62), una excursión por la cara oculta (y más auténtica) del diseño barcelonés.

■ Pastisseria La Colmena (Plaça de l’Àngel, 12), el local modernista de la familia Roig que nos acerca a las mejores tradiciones de la repostería catalana.

Tres museos a visitar:

■ Museu Picasso (Montcada, 15-23), hasta cinco palacios góticos que albergan una muestra exhaustiva de la obra del artista malagueño.

■ MOCO (Montcada, 25), un recién llegado que está haciendo mucho ruido con su apuesta por lo más disruptivo del arte moderno y contemporáneo.

■ Museu Nacional d’Art de Catalunya (MNAC) (Mirador del Palau Nacional, 6-10), una cita con Velázquez, Rubens, Gaudí y el mítico ábside de la iglesia pirenaica de Sant Climent de Taüll.

© CARLES RIBAS (EL PAÍS)

Una mujer pasea a su perro en el Pati de les Dones del Centre de Cultura Contemporània de Barcelona (CCCB).
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Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior

Logo Agência Brasil

A estagnação ou cortes no valor dos benefícios sociais e previdenciários poderão causar uma retração severa à atividade econômica em municípios do interior do Brasil, mostra levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), lançado nesta semana.

Segundo o estudo, as aposentadorias, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm peso significativo na economia dessas cidades e chegam a representar quase metade do orçamento das famílias mais pobres.

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“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, garante empregos e mantém a arrecadação municipal ativa”, destaca a economista, professora da Unicamp e pesquisadora do Made, Luiza Nassif.

De acordo com o levantamento, dos 5.569 municípios brasileiros, cerca de 4 mil estão fora das regiões metropolitanas. Nessas cidades, segundo o estudo, o peso das transferências públicas chega a ser o dobro em relação aos dos grandes centros urbanos. No Ceará, por exemplo, os benefícios sociais e previdenciários respondem por 22% da renda agregada da capital e região metropolitana. Já nas cidades do interior, esse número é de 40%.

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Impactos 

O estudo do Made/USP projetou os efeitos econômicos da evolução da renda dos benefícios sociais e previdenciários nas cidades do interior para os próximos três anos. O estudo tomou como base os anos de 2022 a 2025, em que houve um crescimento real para BPC e aposentadorias, e comparou esse cenário ao contexto de reajustes utilizados entre 2019 e 2022, sem ganhos reais do salário mínimo e congelamento total.

O levantamento mostra que, sem os reajustes, a renda agregada do interior do país sofreria uma retração severa, ficando entre 6,8% e 10,8% abaixo do patamar com a valorização real dos benefícios sociais e previdenciários. 

“Isso geraria uma reação em cadeia na atividade econômica que atinge inclusive as famílias que não dependem do socorro público”, avalia Nassif. 

O estudo mostra que os cenários mais críticos ocorreriam no interior do Rio Grande do Norte, Amapá e Piauí, em que a renda total cairia entre 17% a 18%, sem o ritmo atual de aumento dos benefícios sociais. No Amazonas, Sergipe e Pernambuco, a perda seria na casa dos 15%. No Ceará, Maranhão, em Alagoas e Bahia, a queda ficaria entre 10% e 13%, enquanto no Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o prejuízo chegaria a 6,5%.  

Efeitos na pobreza

O levantamento destaca que, além dos efeitos sobre a renda e a atividade econômica dos municípios do interior, os benefícios desempenham um papel decisivo no combate à pobreza.

“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza”, afirma Nassif. Segundo ela, para famílias com rendimento de até 1,5 salário mínimo per capita, os benefícios podem chegar a 50% do rendimento. 

Simulações realizadas pelo levantamento indicam que a ausência de ganhos reais nos benefícios, entre 2022 e 2025, teria empurrado aproximadamente 2,7 milhões de pessoas para a pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, 2,4 milhões delas para extrema pobreza.

Em números absolutos, as maiores altas na pobreza ocorreriam na Bahia (até 336 mil pessoas a mais), São Paulo (até 263 mil) e Minas Gerais (até 251 mil), seguidos por Maranhão, Pará e Ceará (com mais de 200 mil pessoas cada).

“Olhando para o impacto que a queda de renda provoca, fica nítido o estrago que uma trava no crescimento dos benefícios pode fazer nas economias locais”, observa Nassif. “Manter a valorização real da previdência, do BPC e dos programas de transferência de renda é a garantia mínima de dignidade para as famílias e de sobrevivência para o comércio local no Brasil profundo", acrescenta.

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