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Quadro de Janones é estável e há expectativa de alta nas próximas 48h, diz boletim médico

O deputado federal André Janones (Rede-MG) permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar um episódio de arritmia cardíaca, informa boletim médico do hospital divulgado nas redes sociais do deputado na tarde desta segunda-feira, 19. A expectativa é de alta nas próximas 48 horas.

De acordo com o boletim, Janones está "clinicamente estável" e sem novos episódios de arritmia desde a internação. "A evolução clínica é favorável, com expectativa de alta hospitalar nas próximas 48 horas, caso sejam mantidas as atuais condições de estabilidade", diz ainda o boletim.

O documento é assinado pelos médicos Ludhmila Hajjar, Paulo Marcelo Gehm Hoff e Daniel Favarão Del Negro.

Janones foi internado no início da madrugada desta segunda-feira, 19, após participar do debate presidencial Band/Estadão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL).

Janones, que coordena a criação e a administração do canal "Exército do Lula", de apoiadores do presidente, esteve com a comitiva do PT nos estúdios da emissora.

Ao longo de todo o debate, o deputado enviou mensagens no canal orientando os apoiadores a como agir nas redes sociais. A última mensagem enviada pelo deputado aconteceu à 0h40 desta segunda-feira.


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© RENATO ARAÚJO/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Deputado Federal André Janones (REDE) teve quadro de arritmia cardíaca
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2º turno: 130 mil eleitores de 22 estados votarão em local diferente

O número de seções eleitorais alteradas entre os 1º e 2º turnos diminuiu para 444 de acordo com dados do Superior Tribunal Eleitoral.

Isso significa que 130 mil eleitores de 22 estados vão votar no dia 25 em local diferente do que votaram no primeiro turno. A maioria dos eleitores afetados estão em Minas Gerais (29.715), Paraná (17.968) e Amapá (11.614). 

No sábado, o Tribunal havia divulgado mudança de endereço de 4,3 mil seções. No domingo eram 1.116. Hoje, o número diminuiu mais uma vez. Segundo o TSE, as alterações nos locais de votação são definidas pelos tribunais eleitorais dos estados (TREs), já que a justiça local conhece melhor a realidade de cada zona eleitoral.

O TSE alerta que estão sendo feitos ajustes em relação aos locais de votação, por isso esses números ainda podem mudar. 

Dados divergentes

O problema é que os dados do TSE diferem, em alguns casos, dos dados dos TREs. O site do TRE do Tocantins, por exemplo, informa que todos os locais de votação foram mantidos entre o 1º e o 2º turno. Porém, no sistema do TSE constava, até a tarde desta segunda-feira (19), ao menos duas seções alteradas na cidade de Itaguatins, afetando 382 eleitores. 

Na dúvida, tanto o TSE como os TREs orientam os eleitores a consultarem, com antecedência, o local de votação. Pelo  aplicativo E-título, o eleitor deve acessar a opção "Onde Votar".

Também é possível fazer a consulta no Autoatendimento Eleitoral ou pelo assistente virtual ChatVote.  

© Marcelo Camargo/Agência

O segundo turno ocorre no dia 25 de outubro
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Moradores da Maré se mobilizam para divulgar locais de votação

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“Pensei em todo momento em desistir”. A declaração é do fotógrafo Marlon Soares, morador do Complexo da Maré, conjunto de 16 comunidades onde moram cerca de 140 mil pessoas, na zona norte do Rio de Janeiro.

Ele se refere à a dificuldade para conseguir votar no dia 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições gerais. Marlon é um dos quase 17 mil eleitores da Maré que tiveram o local de votação alterado este ano em relação à eleição de 2024.

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“Eu estou muito incomodado com essa decisão de mudança de local de votação”, disse à Agência Brasil.

“Sempre votei lá, inclusive, é o mesmo local de votação da minha família. Era o melhor local para votar, por conta da fila, que não existia”, complementa ele, que relata ter encontrado “filas gigantescas” no novo endereço.

“Me jogaram para outro bairro. Tive que pegar condução para chegar e fiquei mais de duas horas na fila para conseguir votar”, conta.

Rejane Barcelos é moradora da Vila do João, uma das comunidades da Maré. Ela conta que costumava votar em uma escola perto de casa, mas que, este ano, foi direcionada para uma igreja, em outro bairro. 

“Lá não passa ônibus perto, não passa nada perto. Ainda bem que eu tinha um dinheirinho para pedir Uber”. 

Ela diz ainda que precisou enfrentar uma fila imensa sob sol forte. “Tinha um povo vindo da missa e outro indo votar. Um tumulto. Tive muita dificuldade para conseguir entrar e poder votar”, lembra.

Troca de endereço em relação a 2024

A alteração do local de exercício do voto este ano para seis cargos, incluindo o de presidente, que terá segundo turno no próximo domingo (25), foi decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

As mudanças foram determinadas com o objetivo de retirar as seções eleitorais de áreas consideradas de alto risco ou dominadas pelo crime organizado. Segundo o TRE, os novos locais de votação ficam fora de áreas controladas pelo tráfico de drogas ou por milícias, afastados de territórios dominados por facções rivais e o mais próximo possível de cada local de votação substituído.

No estado, 72 locais de votação foram alterados em relação a 2024 por questões de segurança. As mudanças aconteceram em 20 cidades, incluindo a capital. A medida afeta cerca de 202 mil eleitores.

Especificamente no Complexo da Maré foram 16.907 eleitores, todos pertencentes a 41 seções pertencentes à 161ª Zona Eleitoral, segundo informou o TRE-RJ à Agência Brasil.

Veja os locais alterados na região em relação às eleições de 2024:

  • 7.268 eleitores que votavam na Escola Municipal Professor Josué de Castro passaram a votar no Centro Educacional Gama E Souza
  • 4.907 eleitores que votavam na Escola Municipal Teotônio Vilela passaram a votar no Bonsucesso Futebol Clube
  • 4.732 eleitores que votavam na Escola Municipal Professor Paulo Freire passaram a votar na Igreja Nossa Senhora de Bonsucesso de Inhaúma

Em relação ao local de votação do primeiro turno das eleições deste ano, o Rio de Janeiro terá mudança em apenas um endereço: no bairro de Brás de Pina, na zona norte da capital fluminense (seções 123, 124, 125, 126 e 127 da 188ª Zona Eleitoral), segundo o TRE-RJ.

Abstenção

De acordo com levantamento feito pela Agência Brasil com base nos Boletins de Urna, que mostram o total de votos de cada urna eletrônica, a abstenção nas 41 seções eleitorais da Maré que tiveram o endereço transferidos em relação a 2024 chegou a 31,07%, superando os 21,08% da média nacional.

Segundo o estudo Como vota a Maré, elaborado pela organização não governamental Redes da Maré, os dados não permitem estabelecer uma relação causal direta entre a mudança dos locais e a abstenção, especialmente porque houve crescimento do eleitorado, “mas reforçam a preocupação com as barreiras de acesso produzidas pelos deslocamentos para fora do território”.

No domingo de votação, o TRE não relacionou aumento de abstenção à mudança de local de votação. 

Meses antes da votação, a Justiça Eleitoral orientava os eleitores a consultar previamente o endereço do local de votação. 

À Agência Brasil, o TRE-RJ enfatizou que o transporte público no dia da votação é gratuito no país, com base na Resolução 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O TRE-RJ informou que ofereceu, por meio do projeto Seu Voto Importa, transporte especial adaptado para eleitores com mobilidade reduzida, no Complexo da Maré, “mas não houve procura”.

Mobilização

Para orientar moradores e tentar baixar a abstenção no conjunto de comunidades, a Redes da Maré realiza de terça-feira (20) a sexta-feira (23) a mobilização Esquinas por Direitos, conversando com os moradores sobre o direito ao voto. Os pontos exatos de ação podem ser consultados diariamente no perfil da instituição. 

A ONG também divulga informações sobre o voto pelas redes sociais, o que inclui o esclarecimento de que quem não votou no primeiro turno pode votar normalmente no dia 25. O mesmo vale para quem ainda não tem a biometria cadastrada. 

“Antes de sair de casa, confira seu local de votação e a situação do seu título eleitoral”, frisa uma das postagens, acrescentando que a ocorrência de filas deve ser menor, uma vez que no Rio de Janeiro, não haverá segundo turno para governador. “Só votaremos em presidente”, orienta.

Além disso, moradores trocam informações sobre o direito democrático por meio de aplicativos de mensagens.

>> Veja aqui como consultar o local de votação e seção eleitoral 

Efeito das alterações

De acordo com o Como Vota a Maré, a abstenção deste ano foi maior que a de 2024 (28%), quando o conjunto de comunidades também tinha passado por mudança massiva de locais de votação.

Nas contas da ONG, em quatro anos, 50% dos eleitores tiveram novos pontos de exercício do voto.

Para a instituição, o impacto dessas mudanças envolve, principalmente, questões de acessibilidade e mobilidade urbana, pois altera rotas de deslocamento entre residências e seções eleitorais, especialmente de eleitores que antes votavam dentro da Maré.

“A transferência pode significar aumento do tempo de caminhada, necessidade de atravessar grandes vias como a Avenida Brasil e Linha Amarela, ausência ou inadequação de transporte público, trajetos percebidos como inseguros e a necessidade de sair do próprio território para votar, o que impacta desproporcionalmente jovens, mulheres chefes de família, pessoas com deficiência e pessoas idosas que vivem na Maré”, avalia a ONG, que estima em 62% a proporção de pretos e pardos no Complexo da Maré.

A Redes da Maré acrescenta que “transporte gratuito não é suficiente quando o transporte não chega ao território”.

A analista de Incidência Política da Redes da Maré, Lia Manso, destaca que o voto e a participação democrática são elementos centrais para qualquer pessoa. Ela lembra que o voto “foi um direito arduamente conquistado e reafirmado em um contexto de redemocratização”.

“A luta por ele não está terminada”, diz à Agência Brasil.

Segundo ela, grande parte dos moradores da Maré “são pessoas que estão, de alguma forma, precarizadas pelos direitos” da segurança pública ao saneamento, passando por educação, cultura e o voto.

“O trabalho da Redes da Maré neste momento é estar nas ruas, trazer a dinâmica do debate sobre o voto e a importância da participação democrática, exercendo o direito ao voto, dizendo que o nosso voto importa, não só porque é um direito individual, mas porque impacta coletivamente o território e a vida de todas nós”, avalia a advogada.

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A menos de uma semana do segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro mobilizam apoiadores em eventos em Pernambuco

A menos de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), as campanhas do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificam a mobilização de apoiadores em Pernambuco. As duas candidaturas preparam eventos de rua e encontros com lideranças políticas para ampliar a presença no estado na reta final da disputa.

Lula retorna a Pernambuco nesta terça-feira (20) para uma caminhada com início previsto em Juazeiro, na Bahia, e encerramento em Petrolina, no Sertão pernambucano. O presidente esteve na capital do estado no último dia 25, antes do primeiro turno, onde fez uma caminha no Centro do Recife, ao lado de aliados e apoiadores.

Já a campanha de Flávio organiza uma série de atividades em diferentes regiões de Pernambuco, com a participação de nomes de destaque da direita.

Flávio não virá ao estado nesta etapa da campanha. O senador esteve em Pernambuco em 16 de setembro, quando participou de agendas com aliados políticos.

Lula participa de caminhada entre Juazeiro e Petrolina

A agenda de Lula começa às 14h, com concentração na Orla II e caminhada prevista para ser iniciada às 16h de Juazeiro. De lá, os participantes seguirão em caminhada até Petrolina, onde a programação deve terminar na Avenida Guararapes. A atividade foi divulgada pelo deputado federal Carlos Veras, presidente estadual do PT e coordenador da campanha do presidente em Pernambuco.

Em publicação sobre a mobilização, Veras convocou apoiadores das duas cidades para participar do ato. O parlamentar afirmou que a atividade pretende reunir a militância em torno da candidatura à reeleição do presidente.

“Petrolina e Juazeiro, Juazeiro e Petrolina, estarão juntas em uma grande mobilização por Lula. Nosso time em Pernambuco estará presente, com lideranças de todo o estado. Vai ser uma coisa linda ver as duas cidades irmãs, unidas pelo São Francisco, recebendo Lula com essa força e participação popular”, declarou.

Deverão marcar presença no evento os senadores Teresa Leitão (PT), Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), deputados federais e estaduais que integram a base do presidente no estado, entre eles o presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos, também está confirmado na agenda.

Ao longo da semana, outras mobilizações em apoio à reeleição de Lula estão previstas em cidades pernambucanas, como Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Caruaru, além de atos em municípios do Agreste e da Zona da Mata.

Campanha de Flávio prevê atos em várias regiões

A campanha de Flávio também programou atividades ao longo da semana em Pernambuco. Sob a coordenação estadual do deputado federal Mendonça Filho (PL), a agenda inclui encontros com representantes do setor produtivo, mobilizações de rua e carreatas em municípios da Região Metropolitana do Recife e do interior.

“É carga total com a direita unida e mobilizada para levar a mensagem de Flávio a cada vez mais pessoas em todos os cantos de Pernambuco”, afirmou Mendonça.

Na quarta-feira (21), a Caravana Muda Brasil chega ao Recife com a presença da senadora Tereza Cristina (PP) e do deputado federal Pedro Lupion (PP), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O encontro está marcado para as 9h, no Mar Hotel, em Boa Viagem, e deve reunir empresários, produtores rurais, industriais, comerciantes e representantes da sociedade civil.

Na quinta-feira (22), às 19h22, acontece a agenda "Bloquinho 22", com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), com ponto de concentração a Pracinha de Boa Viagem, indo até o Parque Dona Lindu.

Na sexta-feira (23), Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, participa de uma carreata em Jaboatão dos Guararapes. A programação do mesmo dia prevê outras mobilizações em Triunfo, no Sertão, e Barreiros, na Mata Sul.

No véspera da votação, também devem acontecer carreatas nas zonas Norte e Sul do Recife, além de atividades em Igarassu, Santa Cruz do Capibaribe e Caruaru, com adesivaços.

 

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© Junior Souza/JC Imagem; Jailton Jr/JC Imagem

Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)
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Campanha de Lula diz que Meta não está sendo isenta na eleição, apesar de decisão do TSE

O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, disse nesta segunda-feira, 19, durante conversas com jornalistas no quartel-general da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em obrigar a Meta a garantir igualdade entre as campanhas presidenciais não está sendo cumprida.

"Nós vamos hoje [segunda-feira] protocolar nova representação para dizer que a decisão do ministro (Marco Aurélio) Belizze, não está sendo cumprida e não foi cumprida. No momento importante da campanha, com o debate. É muito ruim a gente vir aqui todo dia apresentar nova denúncia", disse Valadares.

Valadares afirmou também que foi realizada nesta segunda uma reunião com órgãos investigadores e observadores eleitorais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o tema. Segundo o secretário, o processo interno de investigação está avançando, mas é importante haver uma atitude por parte da big tech.

"Nós esperamos que a meta pare de beneficiar a campanha do lado do Bolsonaro e tenha um comportamento ético, condizente com a organização brasileira", disse.

Neste domingo, 18, Bellizze deu 24 horas para que a Meta comprove que cumpriu a decisão da Corte em adotar medidas que comprovem a isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno das eleições.

Está previsto o aumento da multa diária para R$ 1 milhão caso a empresa não comprove o cumprimento integral das medidas dentro do prazo estipulado.

© Ricardo Stuckert/PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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Janones poderá ter alta em 48 horas, diz boletim médico

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O deputado federal André Janones (Rede-MG) poderá ter alta em 48 horas, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Hospital Vila Nova Star, na capital paulista.

Janones está internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) desde esta madrugada, quando apresentou uma arritmia cardíaca.

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De acordo com os médicos, o quadro do deputado é estável e sua evolução clínica é positiva, com expectativa de alta hospitalar, caso não haja alterações.

"O paciente encontra-se clinicamente estável, sob monitorização cardíaca contínua, sem novos episódios de arritmia desde a internação. A evolução clínica é favorável", diz o texto do boletim.

O texto é assinado pelos médicos Ludhmila Abrahão Hajjar, Paulo Marcelo Gehm Hoff e Daniel Favarão Del Negro.

'Exército do Lula'

Antes da internação, o deputado federal havia acompanhado o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), na noite de domingo (18), na Rede Bandeirantes.

Janones chegou a publicar um vídeo em suas redes sociais analisando o debate, mas deu entrada na unidade de saúde às 2h da manhã.

O deputado coordena o canal “Exército do Lula”, criado por ele para reforçar a campanha do presidente à reeleição. O canal já tem 5,4 milhões de seguidores.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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DF e mais 4 estados não tiveram locais de votação alterados

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Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Distrito Federal, Acre, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina não terão alterações nos locais de votação no segundo turno.

No entanto, Tocantins e Rio de Janeiro têm divergências entre as informações do TSE e dos tribunais regionais.

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Enquanto o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins informa que não houve mudança de endereço de votação entre o primeiro e o segundo turno, o TSE aponta mudança em duas seções na cidade de Itaguatins.

Por outro lado, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro indica uma alteração em local de votação no bairro de Brás de Pina, na zona norte da capital fluminense (seções 123, 124, 125, 126 e 127 da 188ª Zona Eleitoral)., enquanto o TSE informa que no estado não teve mudanças de endereço de votação entre os dois turnos das eleições 2026.

Alterações

Os números oficiais do TSE desta segunda-feira (19) apontam mudanças no endereço de 444 seções eleitorais em 22 estados do país. Isso significa que 130 mil eleitores vão votar no dia 25 em local diferente do que votaram no primeiro turno.

A maioria dos eleitores afetados estão em Minas Gerais (29.715), Paraná (17.968) e Amapá (11.614 ). 

De sábado (17) até esta segunda, o TSE alterou duas vezes o número de locais de votação que terão mudança de endereço em todo o país. O Tribunal explica que as alterações são definidas pelos tribunais eleitorais dos estados (TREs) e que os números ainda podem mudar. 

Na dúvida, tanto o TSE como os TREs orientam os eleitores a consultarem, com antecedência, o local de votação. Pelo  aplicativo E-título, o eleitor deve acessar a opção “Onde Votar”.

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Flávio Bolsonaro propõe transição de dois anos no Bolsa Família para quem conseguir emprego

*Com informações de Estadão Conteúdo

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, pretende estabelecer uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que consigam emprego com carteira assinada ou abram o próprio negócio. A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (19) pela coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, em entrevista à CBN Bahia.

Segundo a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, a medida permitiria que as famílias mantivessem o acesso ao programa durante o período de adaptação à nova fonte de renda, com possibilidade de retorno automático caso perdessem o emprego ou não conseguissem manter o empreendimento.

"As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família", afirmou Daniella, ao defender que o benefício funcione como uma proteção temporária para famílias em situação de vulnerabilidade.

A coordenadora não detalhou quais seriam os limites de renda ou os valores pagos durante a transição. Atualmente, o Bolsa Família já possui uma regra de proteção que permite a permanência temporária de beneficiários que apresentam aumento de renda.

Daniella também afirmou que um eventual governo Flávio Bolsonaro pretende utilizar instituições financeiras públicas para facilitar o acesso ao crédito de pequenos empreendedores. Entre os bancos mencionados estão a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste (BNB).

A proposta integra o plano econômico defendido pela campanha do PL, que prevê a criação de um Ministério da Prosperidade, voltado à capacitação profissional, ao empreendedorismo e à ampliação de oportunidades de trabalho.

Como funciona a regra atual do Bolsa Família?

Pelas normas vigentes, famílias que aumentam sua renda e ultrapassam o limite de R$ 218 mensais por pessoa podem continuar recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até 18 meses, desde que a renda familiar por integrante não ultrapasse R$ 706.

O prazo foi ampliado de 12 para 18 meses em junho deste ano, com efeitos a partir dos pagamentos de julho. Famílias que ingressaram na regra de proteção até junho de 2025 mantêm as condições anteriores, que preveem até 24 meses de permanência. Há ainda prazos específicos para determinadas fontes de renda, como aposentadorias e pensões.

O programa também prevê o chamado Retorno Garantido. Por esse mecanismo, famílias que deixam de receber o benefício e voltam à situação de pobreza podem solicitar o retorno prioritário em até três anos após o cancelamento, mediante atualização dos dados cadastrais.

A principal diferença anunciada pela equipe de Flávio está, portanto, na ampliação do prazo geral de transição para dois anos e na promessa de retorno automático. A campanha ainda não esclareceu como esse mecanismo funcionaria na prática.

Campanha também promete renegociação de dívidas

Na entrevista, Daniella Marques apresentou outras propostas econômicas de um eventual governo Flávio Bolsonaro, incluindo um plano emergencial de reestruturação de dívidas de famílias e empresas.

Segundo a coordenadora, o programa permitiria carência de seis meses para famílias reorganizarem seus compromissos financeiros. No caso de micro e pequenas empresas, o prazo seria de 12 meses.

Daniella também negou que Flávio pretenda extinguir programas sociais ou reduzir aposentadorias. A ex-presidente da Caixa afirmou que o ajuste das contas públicas defendido pela campanha seria realizado por meio da redução de despesas administrativas, privilégios e desperdícios na máquina pública.

As declarações ocorrem na última semana de campanha antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), quando Flávio enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta segunda-feira, o governo federal também anunciou a antecipação do calendário de pagamentos do Bolsa Família, permitindo que todos os beneficiários recebam os valores até quarta-feira (21), antes da votação.

O pagamento de outubro será o primeiro com o reajuste de 15,04% anunciado pela gestão petista em setembro, que elevou o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691.

© Reprodução/YouTube/TV Celular Flávio Bolsonaro

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL)
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2º turno: 130 mil eleitores de 22 estados votarão em local diferente

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (19) que 444 seções eleitorais terão alteração de endereço de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026.

Isso significa que 130 mil eleitores de 22 estados vão votar no dia 25 em local diferente do que votaram no primeiro turno. A maioria dos eleitores afetados estão em Minas Gerais (29.715), Paraná (17.968) e Amapá (11.614 ). 

Notícias relacionadas:

No sábado, o Tribunal havia divulgado mudança de endereço de 4,3 mil seções. No domingo eram 1.116. Hoje, o número diminuiu mais uma vez. Segundo o TSE, as alterações nos locais de votação são definidas pelos tribunais eleitorais dos estados (TREs), já que a justiça local conhece melhor a realidade de cada zona eleitoral.

O TSE alerta que estão sendo feitos ajustes em relação aos locais de votação, por isso esses números ainda podem mudar. 

Dados divergentes

O problema é que os dados do TSE diferem, em alguns casos, dos dados dos TREs. O site do TRE do Tocantins, por exemplo, informa que todos os locais de votação foram mantidos entre o 1º e o 2º turno. Porém, no sistema do TSE constava, até a tarde desta segunda-feira (19), ao menos duas seções alteradas na cidade de Itaguatins, afetando 382 eleitores. 

Na dúvida, tanto o TSE como os TREs orientam os eleitores a consultarem, com antecedência, o local de votação. Pelo  aplicativo E-título, o eleitor deve acessar a opção “Onde Votar”.

Também é possível fazer a consulta no Autoatendimento Eleitoral ou pelo assistente virtual ChatVote.  

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Saiba quais locais de votação mudaram em São Paulo no 2º turno

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O estado de São Paulo teve dois locais de votação alterados para o segundo turno nas eleições. De acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, as mudanças foram necessárias “por motivo de força maior”, em decorrência de danos causados pelas fortes chuvas.

As mudanças foram feitas na capital e em Presidente Prudente.

Capital São Paulo

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Eleitores da 256ª Zona Eleitoral do Tucuruvi, que votam na Escola Estadual Conselheiro Ruy Barbosa, na Rua Professor Antônio Castelar de Franceschi, 200, no Horto Florestal, serão transferidos para o Recanto Nossa Senhora de Lourdes, na Avenida Luís Carlos Gentile, 1736, na Vila Rosa.

Segundo o TRE-SP, neste local votam 4.649 eleitores de 12 seções eleitorais. São elas: 185, 186, 187, 188, 189, 190, 239, 257, 306, 339, 420, 432.

A mudança, neste caso, foi necessária porque no dia do primeiro turno a escola ficou alagada por causa das fortes chuvas e ventos e sofreu danos estruturais no telhado.

Presidente Prudente

Já na cidade de Presidente Prudente, os eleitores da 402ª Zona Eleitoral e que votam na Escola Estadual Florivaldo Leal, na Rua Piracicaba, 90, serão transferidos para a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que fica na Rua Roberto Simonsen, 303, Jardim das Rosas.

A mudança já havia ocorrido no primeiro turno, já que o forte temporal que atingiu a cidade naquele dia provocou o destelhamento da escola.

Neste local, informou o TRE, votam 3.267 eleitores de 12 seções eleitorais. São elas: 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 171, 201.

Novas alterações

O TRE informou que as duas mudanças ocorridas aconteceram por motivos extraordinários, devido às chuvas que provocaram danos estruturais nos prédios e que novas mudanças não estão descartadas.

“É possível que até o dia da realização do segundo turno, haja novas mudanças pontuais de local de votação, por situações não previstas e inevitáveis”, disse o comunicado do TRE-SP.

Dicas

Para evitar problemas no dia da eleição de segundo turno, o TRE-SP orienta para que cada eleitor faça a consulta do seu local de votação com antecedência, buscando informações no site do Tribunal, na seção Autoatendimento, clicando em Consultas e escolhendo a opção Onde Votar. A busca também pode ser feita por meio do aplicativo e-Título, selecionando a opção Onde Votar, na tela inicial.

A consulta para os eleitores do estado de São Paulo pode ser feita ainda pelo chatbot do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, nova ferramenta para atendimento ao eleitor disponível no site institucional do TRE-SP (opção Atendente Virtual do menu “Serviços”) e no WhatsApp: (11) 3130-2200.

O estado de São Paulo tem mais de 11 mil locais de votação, formados por escolas, faculdades e outros espaços – e que abrigam 103.904 seções eleitorais ou salas de votação.

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2º turno: 8 seções eleitorais terão mudança de endereço em Pernambuco

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) informou nesta segunda (19), que até o momento, oito seções eleitorais em três locais de votação, localizadas nos municípios de Buíque, Floresta e Tacaimbó, terão mudança de endereço no segundo turno das Eleições 2026, marcado para domingo, 25 de outubro. Ao todo, as alterações envolvem 2.914 eleitores aptos a votar.

Em Pernambuco, funcionarão no 2º turno 22.091 seções em 3.406 locais de votação. As mudanças são muito pequenas em relação ao total de seções do estado.

De acordo com o Tribunal, as mudanças atendem a solicitações de eleitores, à necessidade de oferecer melhores condições para os trabalhos nas seções eleitorais e, no caso de Tacaimbó, à realização de obras no prédio onde elas funcionaram no 1° turno.

Segundo o TRE-PE, somente essas alterações estão confirmadas até o momento. Eventuais mudanças adicionais poderão ocorrer apenas em situações excepcionais, como problemas estruturais ou outras condições que impeçam o funcionamento adequado dos prédios que abrigam as seções eleitorais. Nesses casos, as alterações deverão ser justificadas e acompanhadas pelo juiz eleitoral responsável.

Nos demais locais de votação de Pernambuco, os endereços permanecem os mesmos utilizados no 1° turno, realizado em 4 de outubro.

Mudanças em Buíque

Em Buíque, no Agreste, as seções eleitorais 005 e 006, que funcionaram provisoriamente na Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Jonas Campelo de Almeida, nº 40, retornarão à Câmara Municipal de Buíque, localizada na Rua Doutor João Hiecenio Alves Maciel, nº 111, onde já estavam instaladas em eleições anteriores.

A alteração envolve 756 eleitores aptos a votar e atende a solicitações dos próprios eleitores, além de proporcionar melhores condições para a realização da votação.

O novo endereço fica a apenas 150 metros do local utilizado no 1° turno, facilitando o deslocamento dos eleitores.

Mudanças em Floresta

Em Floresta, no Sertão, quatro seções eleitorais terão novo endereço: 068, 091, 121 e 123. As seções, que funcionaram na Unidade Básica de Saúde Dr. Cantidiano Valgueiro de Carvalho, na Avenida Antônio de Souza Jota, nº 01, serão transferidas para a Creche Municipal Professora Nair Diniz Ferraz, na Rua Adalberto Emílio Novaes, s/n.

A mudança envolve 1.568 eleitores aptos a votar e atende a solicitações dos próprios eleitores e do Ministério Público, com o objetivo de melhorar as condições de atendimento e acomodação no dia da eleição.

O TRE-PE destaca que o novo local fica no mesmo bairro do endereço anterior.

Mudanças em Tacaimbó

Em Tacaimbó, no Agreste, as seções eleitorais de número 107 e 112 também terão mudança de endereço no 2° turno. As seções lotadas na Escola Manoel Martins de Lima, localizada na Vila Igrejinha, zona rural do município, funcionarão na Escola Maria Luíza Pereira, localizada na Rua Velha, nº 13, Centro.

A alteração foi necessária em razão de uma reforma na escola e envolve 590 eleitores aptos a votar. Para garantir o deslocamento dos eleitores até o novo local de votação, haverá transporte disponível para atender o público afetado pela mudança.

Divulgação das mudanças

Para informar os eleitores sobre os novos endereços, os cartórios eleitorais instalaram faixas nos prédios indicando as mudanças. Além da sinalização nos prédios, os cartórios também estão divulgando as alterações por meio de anúncios nas rádios locais e mensagens veiculadas em carros de som, ampliando o alcance das informações e orientando os eleitores antes do dia da votação.

Como consultar o local de votação

O TRE-PE orienta os eleitores a confirmar seu local de votação antes de sair de casa, especialmente aqueles que votam nos municípios onde ocorreram mudanças.

A consulta pode ser feita pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral:

  • WhatsApp: (81) 3194-9400, com atendimento 24 horas pela assistente virtual Júlia.
  • Disque Eleitor: (81) 3194-9400, com atendimento telefônico nos dias úteis, das 8h às 17h.
  • Site: www.tre-pe.jus.br, na opção Autoatendimento Eleitoral.
  • Aplicativo e-Título: disponível gratuitamente para Android e iOS, com informações sobre o local e a seção de votação.


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Lula: 'Me senti muito incomodado de participar de um debate com um miliciano'

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta segunda-feira (19) que se sentiu "muito incomodado" de debater com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na noite do domingo (18) e chamou Flávio de "miliciano".

"Já conversei, negociei e debati com muita gente. Já debati com Trump, Bush, Clinton, Obama, Xi Jinping, Hu Jintao, Medvedev, Putin, Macron, com muita gente importante. Confesso a vocês que me senti muito incomodado de participar de um debate com um miliciano. Uma pessoa desqualificada, que não é possível tirar dele uma única meia verdade", afirmou o presidente, em vídeo publicado no Instagram e em outras redes sociais.

Lula afirmou que Flávio "foi preparado para mentir, para desrespeitar a sabedoria do povo brasileiro" e disse que "o povo brasileiro não merece isso".

O presidente voltou a falar que assumiu os mandatos em 2003 e em 2023 com o Brasil "quebrado". Sobre o caso deste atual mandato, falou sobre a falta de recursos previstos no Orçamento para programas como Farmácia Popular.

"Pegamos o Brasil novamente quebrado, sem dez ministérios, sem Farmácia Popular, sem merenda escolar. Recuperamos o Brasil, temos a menor inflação, a maior massa salarial. Mas ainda o povo precisa mais. E para fazer mais, é preciso de alguém que tenha competência para fazer", declarou Lula.

E completou: "Vocês não podem acreditar em uma pessoa que nunca andou de ônibus, nunca conheceu o chão de fábrica, nunca conheceu o trabalho, não sabe o que é uma carteira profissional. Não podem acreditar que uma pessoa dessa pode governar o País."

Lula e Flávio participaram de debate promovido pela Band na noite do domingo. O encontro foi marcado por acusações entre os dois candidatos e com diversos questionamentos sem resposta, além do conflito na plateia entre as equipes dos candidatos.

 

© Eduardo Carmim/Agência O Dia

Candidato à reeleição, Lula (PT), durante fala no debate da Band
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Lula repete desafio a Flávio por quebra de sigilos: É preciso provar quem é corrupto nesse País

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a desafiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) para que ele abra seu sigilo telefônico e bancário. Lula fez essa provocação no debate da Band na noite deste domingo, 18, e a repetiu nas redes sociais nesta segunda-feira, 19.

"Ontem, vocês viram no debate que eu fiz um desafio ao candidato adversário para que ele abrisse seu sigilo bancário e seu sigilo telefônico, porque é preciso de uma vez por todas provar quem é corrupto nesse País. Estou cansado de ver ladrões e milicianos acusando gente honesta", disse o presidente em vídeo publicado no Instagram.

"Eu fiz o desafio porque vou preparar uma procuração de todos os meus filhos, a minha, para autorizar quebrar meu sigilo bancário, desde que ele se disponha a fazer o mesmo. Dele, dos pais dele, dos irmãos dele. Para a gente saber quem é que rouba quem nesse País. Para ele explicar como comprou uma casa de milhões, sendo que ganha o mesmo salário que eu ganho", afirmou o presidente.

Confira o vídeo:

Lula apresentou o desafio a Flávio durante o debate da Band. O senador se esquivou. Não respondeu nem que sim, nem que não. Limitou-se a dizer que Lula receberia dinheiro sujo "por fora" e que esses recursos não estariam em suas contas. Mas não disse se aceitaria ou não o desafio.

O presidente da República sugeriu entregar todos os dados dos telefones e os bancários dos dois candidatos e de todos seus familiares ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques.

 

© Divulgação/Portal Leo Dias

Imagem: Lula e Flávio
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Zanin pede parecer da PGR e AGU sobre ação do PSD por 2º turno no Rio

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin pediu nesta segunda-feira (19) a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a ação que pede a realização de segundo turno para governador do estado do Rio de Janeiro.

Com a decisão, os órgãos terão prazo de cinco dias para enviar um parecer ao Supremo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também será ouvido.

Notícias relacionadas:

Zanin é relator da ação na qual o PSD, partido do candidato Eduardo Paes, pretende suspender a decisão do TSE que anulou os votos obtidos pelo candidato Anthony Garotinho (Republicanos) e determinou a retotalização dos votos para o cargo de governador do Rio de Janeiro.

A medida permitiu a eleição de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno, por ter passado de 49,27% para 50,88% dos votos válidos.

Para o PSD, a realização de segundo turno deve depender exclusivamente dos votos dos eleitores, não de “eventos processuais”.

“A interpretação impugnada, contudo, mantém aberta outra via para o mesmo resultado: quem sabe que terá o registro negado pode manter-se na urna, captar votos e aguardar que a anulação definitiva retire esses votos da base”, argumenta o partido.

Após receber as manifestações, o relator deve decidir a questão.

Em outra ação sobre o caso, Zanin já negou pedido da campanha de Paes para suspender a decisão do TSE que levou à vitória de Ruas no primeiro turno.

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A eleição das Big Techs

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“Wow”, tuitou Elon Musk, dono do X, depois que as apostas no site Polymarket passaram a favorecer Flávio Bolsonaro na disputa contra Lula, demonstrando quem é seu favorito nas eleições brasileiras. O advogado Martin de Lucca, tuitou: “Primeiro eles cancelaram o X. Depois cancelaram o Rumble. Recentemente, até cancelaram o Polymarket. O tiro saiu espetacularmente pela culatra”, escreveu Lucca, que advoga para a Truth Social, rede de Donald Trump, e para a Rumble, rede social de direita que teve investimento milionário de JD Vance e de Peter Thiel, depois da vantagem de Flávio no primeiro turno. “Que bela manhã, né Brasil?”. 

JD Vance reuniu-se com Flávio Bolsonaro em maio deste ano, e com André Marinho, filho do coordenador de campanha bolsonarista, em abril. Seu aliado e fiador, Peter Thiel, esteve em São Paulo apenas duas semanas depois, em 30 de abril, com uma comitiva de pelo menos 15 executivos, segundo revelou o jornalista Paulo Motoryn. De acordo com o site Amado Mundo, a rede Rockbridge Network, fundada por JD Vance, mantém um representante integrante dentro da sede de campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo, e enviou um plano de trabalho que incluía a criação de um Conselho de Tecnologia para assessorar sua campanha, segundo o Intercept. 

Mark Zuckerberg, em janeiro do ano passado, nomeou o Brasil – sem nomear – ao afirmar que “os países latino-americanos têm tribunais secretos que podem ordenar empresas para silenciosamente derrubar [posts]” e que se uniria ao governo de Donald Trump para lutar contra essas ordens secretas – a referência eram ordens do STF depois da tentativa de Golpe de Estado em 2023. 

Os donos das Big Techs estão acompanhando de perto as eleições brasileiras. Afinal, sabem que elas serão cruciais para definir como será o futuro dos seus negócios. 

O caso mais notório de interferência, até agora, tem sido a Meta – empresa que mais faturou com impulsionamento de campanhas, R$282 milhões. Mesmo assim, funcionários da empresa reclamaram em canais internos da inação dos desenvolvedores lotados nos EUA em reverter o banimento da conta de anúncios da campanha de Lula no Instagram, em 9 de outubro. Os americanos fizeram corpo mole em vez de permitir condições iguais às do adversário, que seguia impulsionando seus conteúdos. 

Mas esse foi apenas um dos eventos. Na semana passada, a IA da Meta permitia que qualquer pessoa criasse imagens pró-Flávio e contra o Lula – acusando o PT de corrupto, por exemplo. Se o mesmo pedido era feito sobre o candidato do PL, a IA respondia que não podia gerar a imagem. A Meta reconheceu que sua IA permitiu a criação de imagens favorecendo Flávio e que “a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de 1 hora, e não por razões políticas”.

Antes disso, a Meta suspendeu por algumas horas a conta do canal Revelando Brasil no Instagram, que tem publicado vídeos documentais sobre casos envolvendo Flávio Bolsonaro, quando este se tornava o principal assunto das redes, uma semana antes do primeiro turno. Até agora não houve explicação do porquê.    

A tendência para o lado da campanha do filho de Jair incomodou até mesmo o TSE, que na semana passada decidiu que a Big Tech tem que agir com isonomia sobre conteúdos das duas campanhas – e que prove que está fazendo isso. Em caso de descumprimento, a Meta terá que pagar R$ 500 mil por dia.

O Ministério da Justiça acionou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Ministério Público Federal para abrir uma investigação contra a Meta, e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF já abriu um procedimento para investigar a empresa. Além disso, a deputada Érika Hilton (PSOL-SP) está coletando assinaturas para uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar se está havendo interferência das Big Techs nas eleições. 

A mobilização chamou a atenção da imprensa internacional – o que forçou a Meta a publicar um comunicado negando tentar interferir nas eleições. A empresa ainda saiu com essa: “Há muito tempo, a Meta alerta que as regras rígidas do Brasil para conteúdo digital aumentam o risco de aplicação excessiva e ameaçam a liberdade de expressão. Desde 2025, essas regras ampliaram a possível responsabilidade das plataformas por conteúdo e anúncios gerados por terceiros” – ou seja, a culpa dela estar prejudicando a campanha petista é da regulação.  

É aí que está o fio da meada. Faz sentido para a Meta e também para outras Techs investirem no fim do governo Lula porque o Brasil é o fiel da balança no sul global em termos de regulação do mundo digital. 

Durante o governo Lula, elas contabilizaram muitas derrotas: o banimento do Twitter pelo STF; a decisão do STF de responsabilizá-las legalmente por conteúdo ilegal; o Eca Digital, conhecido como “Lei Felca”; a decisão do Cade de abrir uma investigação conta o Google por concorrência desleal ao jornalismo ao lucrar com o conteúdo sem pagar por ele, além de outras decisões da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom), do MJ, e da ANPD – por exemplo, a agência obrigou a Meta a informar os usuários e pedir permissão sobre uso de conteúdos de usuários no Facebook, WhatsApp, e Instagram para treino no IA. Recentemente, as “lives” do Discord foram banidos depois do suicídio de uma menina de 13 anos.  

Flávio e a bancada digital já avisaram que querem reverter todas essas regras. Flávio planeja um “revogaço” dos decretos de Lula que regulamentaram a decisão do STF sobre a responsabilização das plataformas, que estabeleceu a ANPD como agência reguladora. A “bancada da liberdade de expressão digital”, que tem nomes como Carol di Toni, Filipe Barros e Carlos Jordy, do PL, quer que o Congresso defina as responsabilidades da ANPD.     

Só que, no Brasil, a discussão sobre redes sociais e Big Techs ultrapassou, e muito, a esfera do Congresso. É o que mostra o caso da interferência da Meta nas eleições. Arrisco dizer que o Brasil é o único país em que a sociedade tem clareza dos riscos representados pelas Big Techs. Não se trata de um partido, um político ou um punhado de ONGs: é um país se mobilizando para conter os danos da tecno-oligarquia. 

Hoje às 17h, a pressão vai aumentar. Organizações da sociedade civil e movimentos sociais convocam a sociedade para um ato pacífico na sede da Meta, na Faria Lima, em São Paulo.

E agora, volto ao início da minha coluna. Se as Big Techs estão de olho nas nossas eleições, o mesmo é verdade para a crescente comunidade de especialistas, legisladores, jornalistas e ativistas que se importam com a batalha mundial da humanidade contra essa oligarquia. Com as eleições, o epicentro desta luta volta a ser o Brasil – e isso não vai terminar no domingo, vença quem vencer. O Brasil seguirá tendo um dos movimentos atuantes e mais robustos de pressão e organização cívica para emparedar as Big Techs – um movimento, ouso dizer, irreversível.  

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TSE dá 24 horas para Meta dar informações sobre igualdade de campanhas

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu 24 horas para que a empresa Meta - responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp - comprove a adoção de medidas de isonomia na distribuição de posts políticos e na veiculação de anúncios de campanha, em meio ao segundo turno da corrida presidencial.

A medida foi tomada depois de a Meta não cumprir um prazo inicial de 72 horas para apresentar as informações.

Na semana passada, o TSE atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, para que a Meta fosse obrigada a se explicar.

A coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, apresentou dados segundo os quais a Meta estaria desfavorecendo conteúdos do campo político de Lula e dando destaque ao campo adversário, infringindo a legislação eleitoral. Outra queixa está numa possível desigualdade no impulsionamento de anúncios pagos.

A campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro também ingressou com reclamação semelhante no TSE.

Na última sexta-feira (16), o plenário do TSE manteve uma primeira decisão de Bellizze, que ordenou à Meta o tratamento isonômico imediato das campanhas em suas plataformas. A multa diária por descumprimento, caso a empresa não demonstre a adoção de medidas que garantam a exposição igualitária das campanhas, foi estipulada em R$ 500 mil.

Nesta segunda (19), Bellizze proferiu nova decisão, determinando o envio das informações em 24 horas, e elevou a multa para R$ 1 milhão. O ministro elencou os seguintes pontos a serem esclarecidos:

  • Como funcionam os sistemas de recomendação de posts nas plataformas;
  • Dados sobre o alcance dos anúncios das duas candidaturas que disputam o segundo turno;
  • Apresentação de investigações sobre possíveis redes de perfis inautênticos;

Informações sobre conteúdos que deveriam receber identificação por terem sido produzidos ou alterados sinteticamente.

Outro lado

Após o PT denunciar as falhas, a Meta declarou que a recomendação de candidatos foi proibida, conforme determinação do TSE. A plataforma também informou que tomou medidas adicionais para restringir as recomendações.

“Em cumprimento às regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, afirmou a empresa.

 

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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasi

Fachada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
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Deputado André Janones é internado com arritmia em São Paulo

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O deputado federal André Janones (Rede-MG) foi internado com arritmia cardíaca na madrugada desta segunda-feira (19), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Janones também apresentava um quadro de falta de ar quando entrou no hospital, por volta das 2h da manhã. 

Antes da internação, o deputado federal havia acompanhado o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), na noite de domingo (18), na Rede Bandeirantes.  

Notícias relacionadas:

Pouco antes de ser internado, Janones publicou um vídeo em suas redes sociais analisando o debate.

O Hospital Vila Nova Star ainda não divulgou boletim médico sobre o estado de saúde do deputado, que coordena o canal “Exército do Lula”, criado por ele para reforçar a campanha pela reeleição. O canal já tem 5,4 milhões de seguidores.  

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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André Janones é internado na UTI após arritmia cardíaca

O deputado federal André Janones (Rede) foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar um quadro de arritmia cardíaca. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19) pelo jornalista Matheus Leitão, em sua coluna no Metrópoles.

Apesar da necessidade de internação e de acompanhamento especializado, o parlamentar apresenta quadro clínico estável.

Após o debate eleitoral promovido pela Rede Bandeirantes, Janones chegou a fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais para avaliar o confronto e incentivar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a impulsionar temas favoráveis ao petista nas plataformas digitais.

A mobilização nas redes é uma das principais frentes de atuação política do deputado, que ganhou projeção pela articulação de apoiadores de Lula no ambiente digital.

Janones também está à frente do canal Exército do Lula, utilizado para organizar e ampliar a circulação de conteúdos favoráveis ao presidente.

A atuação do parlamentar nas redes sociais contribuiu para a mobilização de setores da esquerda em torno da campanha petista, em uma estratégia que busca ampliar o alcance das publicações, estimular o engajamento e disputar a visibilidade dos assuntos em destaque nas plataformas.

Estado de saúde

Janones permanece sob monitorização cardíaca contínua e recebe assistência de uma equipe médica especializada. A cardiologista Ludhmila Hajjar é a responsável pelo acompanhamento do deputado durante a internação.

A arritmia cardíaca é uma alteração no ritmo dos batimentos do coração, que podem ficar mais rápidos, mais lentos ou irregulares. A gravidade depende do tipo de alteração e das condições clínicas do paciente.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a natureza da arritmia apresentada por Janones, os procedimentos médicos realizados ou a previsão de alta hospitalar.

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© © Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Deputado federal, André Janones (Rede)
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Flávio não demonstrou postura presidencial e Lula ficou aquém ao não apresentar uma agenda de futuro, avalia cientista político

O senador Flávio Bolsonaro (PL) se comportou como um candidato voltado às redes sociais, com frases de efeito, mas sem explicar como pretende executar suas propostas, e não demonstrou preparo para assumir a Presidência da República.

Essa é a avaliação do cientista político e professor Adriano Oliveira sobre o debate entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado neste domingo (18), na Band.

Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta segunda-feira (19), o analista afirmou que o confronto não teve um vencedor e foi marcado por ataques pessoais, provocações e pouca discussão sobre propostas para o país.

“Flávio é aquele candidato de rede social”, afirmou Adriano. Para explicar a avaliação, o cientista político comparou a estratégia do senador à circulação de frases de efeito na internet, que dispensam a apresentação de explicações mais aprofundadas.

Segundo ele, o candidato do PL consegue se comunicar com esse público ao fazer promessas diretas, especialmente na área de segurança pública, mas não detalha como pretende colocá-las em prática.

“Ele diz: ‘eu vou acabar com a saída de preso, eu não vou permitir que ninguém roube seu celular’, mas não explica como”, exemplificou. Para Adriano, esse tipo de discurso tem apelo eleitoral, embora não corresponda à complexidade dos problemas que precisam ser enfrentados por um presidente da República.

O professor também criticou a postura de Flávio durante o debate e afirmou que o senador pareceu não compreender a dimensão do cargo que disputa. Na avaliação dele, a estratégia de permanecer atrás de Lula durante parte do confronto foi equivocada, porque reforçou uma imagem de inexperiência.

“Pareceu um jovem que estava ali sem saber o tamanho do desafio que é governar o Brasil e brincando o tempo todo”, disse.

Adriano acrescentou que o candidato do PL não respondeu às perguntas feitas pelo adversário e insistiu em elogiar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que considerou um erro estratégico diante de eleitores que rejeitam o antigo chefe do Executivo.

Lula também teve falhas no debate

Apesar das críticas a Flávio, Adriano avaliou que Lula também teve um desempenho aquém do esperado. Para o cientista político, o presidente apresentou uma imagem associada ao passado, demonstrou dificuldade para conduzir as respostas e não conseguiu se impor sobre o adversário. “Ele estava com fisionomia de passado, fisionomia de antigo, não estava dominando as palavras”, afirmou.

Na análise, Lula entrou nas provocações de Flávio e perdeu oportunidades de conduzir a discussão para temas em que poderia explorar a experiência de governo e cobrar explicações sobre as propostas do senador.

Um dos principais erros do presidente, segundo Adriano, foi não ter explorado suficientemente o fim da escala de trabalho 6x1. Para ele, a pauta representa uma oportunidade de Lula se aproximar dos trabalhadores e defender medidas de proteção social.

O cientista político também considerou que o petista deveria ter questionado o significado da mudança prometida por Flávio, que defende uma renovação política sem detalhar como ela ocorreria.

Por outro lado, Adriano apontou como um aspecto positivo da participação de Lula o desafio feito ao adversário para que ambos abrissem seus sigilos. A iniciativa, segundo ele, ajudou a amenizar o desempenho do presidente, embora não tenha sido suficiente para garantir uma vitória no confronto.

Estratégia será desqualificar o adversário

Ao analisar os próximos dias da campanha, Adriano afirmou que os dois candidatos terão oportunidades de explorar trechos do debate nas redes sociais para fragilizar a imagem do adversário.

Flávio poderá usar os momentos em que Lula demonstrou dificuldade para responder às provocações para reforçar a ideia de que o presidente representa o passado. Lula, por sua vez, poderá explorar o comportamento do senador para questionar sua experiência e capacidade de governar.

“Ambos os candidatos têm essas oportunidades. E aquilo que eu frisei, tenho insistido nisso: a oportunidade é desqualificar o outro”, afirmou o professor.

Na avaliação de Adriano, a disputa também será marcada pela concorrência entre duas agendas com apelo eleitoral: de um lado, a segurança pública, explorada por Flávio com promessas e mensagens curtas; de outro, os direitos sociais e as conquistas dos trabalhadores, que Lula pretende defender.

O resultado dependerá, em parte, de qual dessas pautas terá maior peso entre os eleitores que ainda não decidiram o voto.

O cientista político estimou que entre 8% e 10% do eleitorado permanece em dúvida, incluindo pessoas inclinadas a votar em branco ou nulo. Para ele, esse segmento pode ser decisivo no segundo turno, em uma eleição na qual os dois candidatos enfrentam resistência de parte do eleitorado.

Adriano também classificou como uma demonstração da “infantilização da política brasileira” o predomínio de provocações e frases de efeito no debate.

Segundo ele, temas como o Sistema Único de Saúde (SUS), a capacidade fiscal do Estado, o papel dos governadores na segurança pública, a independência do Banco Central, a redução dos juros e o enfrentamento ao crime organizado ficaram sem discussão aprofundada.

Para o professor, a ausência de propostas e de uma visão clara sobre o futuro do país evidencia os limites da disputa. Embora a estratégia de provocar medo no eleitor em relação ao adversário possa produzir resultados eleitorais, ele avalia que os candidatos ainda precisam demonstrar qual projeto pretendem implementar caso sejam eleitos.

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© MARINA UEZIMA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Lula se dirige a Flávio em momento do debate
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Meta tem 24h para comprovar tratamento igualitário a Lula e Flávio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 24 horas para que a Meta comprove que suas plataformas digitais oferecem tratamento igualitário às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. A determinação foi feita pelo ministro Marco Aurélio Bellizze nesta segunda-feira (19), após o magistrado considerar insuficientes as explicações apresentadas pela empresa.

A Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, poderá ter a multa diária elevada de R$ 500 mil para R$ 1 milhão caso não cumpra o novo prazo. Segundo Bellizze, a empresa não demonstrou satisfatoriamente que adotou as medidas exigidas pela Justiça Eleitoral para impedir favorecimento ou prejuízo artificial a qualquer uma das candidaturas.

Na decisão, o ministro criticou a tentativa da companhia de estabelecer prazos próprios para responder às determinações judiciais, além da apresentação de relatórios em inglês e documentos que, segundo ele, não esclareciam adequadamente as providências adotadas.

“Incumbe às partes cumprir com exatidão as decisões judiciais, e não criar embaraços à sua efetivação”, escreveu Bellizze.

A cobrança ocorre depois que o plenário do TSE confirmou, na sexta-feira (16), a decisão que obriga a Meta a assegurar condições equivalentes às duas campanhas em seus sistemas de distribuição de conteúdo, recomendação e inteligência artificial.

Denúncia partiu da campanha de Lula

O caso chegou ao tribunal após a campanha de Lula denunciar supostas restrições à circulação de publicações relacionadas ao presidente nas plataformas da Meta. Os advogados do petista alegaram que os conteúdos da candidatura alcançavam menos usuários, enquanto o perfil de Flávio Bolsonaro aparecia em recomendações automáticas.

Outro ponto questionado foi o comportamento da Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp. Segundo a representação apresentada pela campanha de Lula, o sistema se recusava a produzir materiais eleitorais favoráveis ao presidente, mas atendia a solicitações semelhantes envolvendo o senador.

Mensagens internas da empresa obtidas pela Folha de S.Paulo também apontaram problemas que teriam prejudicado contas ligadas a Lula. Os registros mencionam restrições ao impulsionamento de publicações e a recomendação algorítmica do perfil de Flávio.

A Meta atribuiu os episódios a falhas técnicas e negou que tenha favorecido deliberadamente um dos candidatos. Em manifestação divulgada anteriormente, a empresa afirmou que os problemas não se restringiam ao Brasil e faziam parte de dificuldades técnicas de alcance global.

O que a decisão proíbe

A determinação do TSE impede que a Meta reduza artificialmente o alcance de conteúdos político-eleitorais relacionados a Lula ou Flávio. A proibição inclui alterações na distribuição das publicações, retirada de recomendações, restrições aos resultados de busca e mudanças de métricas que possam prejudicar uma das candidaturas.

A empresa também deverá aplicar critérios equivalentes às duas campanhas em suas ferramentas de inteligência artificial. A ordem busca impedir que os sistemas ofereçam respostas diferentes a solicitações semelhantes em razão do candidato envolvido.

O ministro ressaltou que a apresentação de informações sobre a ausência de comportamento inautêntico coordenado não substitui a obrigação de demonstrar quais medidas foram efetivamente adotadas para cumprir a decisão judicial.

Estudos apontam anúncios eleitorais irregulares

A discussão sobre a atuação das plataformas digitais ocorre em meio a outras denúncias envolvendo publicidade política na internet.

Um estudo da organização britânica Eko, divulgado em setembro, apontou que a Meta aceitou anúncios políticos direcionados ao público brasileiro, pagos por uma conta sediada nos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, as peças utilizavam inteligência artificial sem a identificação exigida e apresentavam informações eleitorais falsas.

Outro levantamento, realizado pelo NetLab, laboratório de estudos de internet e redes sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou anúncios políticos considerados irregulares no país e financiados a partir do exterior.

A decisão do TSE não representa, por si só, uma conclusão definitiva de que a Meta tenha interferido deliberadamente na eleição em favor de Flávio Bolsonaro. A empresa nega favorecimento, e o tribunal exige que ela demonstre o cumprimento das regras de igualdade entre as candidaturas.

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