A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) intensificou o acompanhamento das condições de navegação e operação das travessias no Amazonas diante dos impactos provocados pela época de estiagem.
Nessa última terça-feira (20), equipes da agência realizaram visitas técnicas coordenadas às travessias de Igapó-Açu e Manaus-Careiro da Várzea para verificar as condições dos serviços e as providências adotadas diante dos problemas identificados nas últimas semanas.
Além disso, a Antaq busca identificar os possíveis riscos à continuidade das operações na região.
Na travessia entre Manaus e Careiro da Várzea, localizada no corredor da BR-319, um dos pontos avaliados foi a formação de um banco de areia no canal de navegação, que altera as condições de passagem das embarcações e pode demandar serviços de dragagem.
As equipes também verificaram a situação das rampas de embarque e desembarque, podendo necessitar de adequações em razão do recuo das águas durante o período sem chuvas.
Durante a visita, foi acompanhada ainda a operação do Consórcio Rio Negro SPE, selecionado por meio de chamada pública para a prestação do serviço de transporte aquaviário de veículos e passageiros na travessia.
Atuação preventiva
Ainda em comunicado divulgado nesta quarta (21), a agência afirmou que as discussões concentraram-se nas condições de navegação e nas necessidades de infraestrutura para manter o funcionamento das travessias durante a estiagem.
Entre as medidas avaliadas estão a possível dragagem do canal de navegação e as adequações nas rampas de acesso, intervenções que são de responsabilidade do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
Segundo o diretor-geral, Frederico Dias, a agência tem acompanhado os problemas que a seca tem trazido para as travessias e buscando antecipar as situações que possam comprometer a prestação dos serviços.
A PF (Polícia Federal) informou, na manhã desta quarta-feira (21), que abriu nove inquéritos para investigar possíveis incêndios criminosos no Amazonas. Os trabalhos, que também incluem ações de monitoramento, tem foco na identificação das causas e dos responsáveis pelas recentes ocorrências.
Os inquéritos foram abertos ao longo do novo período de queimadasque atinge o estado.
Segundo a corporação, as apurações abrangem diferentes municípios do Amazonas e incluem a análise de dados de satélite e levantamento de informações junto a órgãos públicos.
Entre as medidas que a PF adotou estão o acompanhamento semanal de alertas de incêndio, com base em dados de satélite, e a requisição de informações a órgão federais, estaduais e municipais.
Há investigações relacionadas à ocorrências nos municípios de Autazes, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Manaquiri, Manaus, Iranduba e Canutama. Também estão previstos sobrevoos em áreas de interesse investigativo para auxiliar na identificação de possíveis pontos de origem do fogo.
Cenário de investigações
Somente entre 2023 e 2026, a unidade responsável pelas investigações relatou 516 inquéritos policiais relacionados a crimes ambientais. Entre eles, 11 são especificamente de incêndios.
No mesmo período, 228 pessoas foram identificadas como possíveis autoras dos fatos e 113 foram indiciadas. Atualmente, 186 inquéritos policiais ambientais permanecem em andamento.
Situção de emergência
Ao menos 41 municípios no estado do Amazonas estão em situação de emergência, 16 em alerta e outros cinco em atenção.
Até o momento, já são 102.445 famílias atingidas por conta da estiagem, de acordo com o boletim do Governo de Amazonas dibvulgado nesta terça-feira (20).
• Governo do Amazonas
O governo federal informou que vai intensificar as ações de combate aos incêndios florestais e aos efeitos da estiagem no Amazonas.
Entre as medidas anunciadas nesta quarta-feira (21) estão o repasse de mais R$ 3,5 milhões para quatro municípios afetados, o início das atividades de uma base regional da FN-SUS (Força Nacional do SUS) em Manaus e o reforço das operações de fiscalização e investigação de possíveis crimes ambientais.
Até o momento, foram aprovados R$ 21,1 milhões em nove planos de trabalho da Defesa Civil Nacional, incluindo R$ 14,3 milhões encaminhados anteriormente e o novo repasse.
O governo federal informou que vai intensificar as ações de combate aos incêndios florestais e aos efeitos da estiagem no Amazonas.
Entre as medidas anunciadas nesta quarta-feira (21) estão o repasse de mais R$ 3,5 milhões para quatro municípios afetados, o início das atividades de uma base regional da FN-SUS (Força Nacional do SUS) em Manaus e o reforço das operações de fiscalização e investigação de possíveis crimes ambientais.
Segundo o governo estadual, 46 municípios amazonenses têm reconhecimento federal de situação de emergência. Veja:
• Governo do Amazonas
Até o momento, foram aprovados R$ 21,1 milhões em nove planos de trabalho da Defesa Civil Nacional, incluindo R$ 14,3 milhões encaminhados anteriormente e o novo repasse.
Base de saúde reforça atendimento durante a estiagem
A base regional da Força Nacional do SUS em Manaus começou a funcionar para apoiar a organização da rede assistencial e a gestão em saúde diante de desastres e eventos climáticos extremos, incluindo os associados ao fenômeno El Niño.
É a quarta unidade regional do tipo em funcionamento no país.
Neste primeiro momento, a equipe concentra a atuação nos impactos das queimadas, que têm comprometido a qualidade do ar em diferentes regiões do Amazonas.
Para organizar o atendimento, foi criado um painel que monitora a disponibilidade de insumos médicos nos municípios. A ferramenta ajuda a definir rotas e meios de transporte, como embarcações e aeronaves, além de estimar o tempo necessário para a entrega dos materiais durante os períodos de seca e estiagem.
Até o momento, 43 municípios preencheram as informações do sistema, desenvolvido em parceria entre a FN-SUS, a Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas e as secretarias estadual e municipais de Saúde.
A base reúne profissionais das áreas de gestão, saúde, logística, comunicação de risco e engajamento comunitário, com experiência no SUS (Sistema Único de Saúde) e em regiões remotas da Amazônia.
O trabalho é integrado à Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), aos DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) e aos demais órgãos gestores do sistema.
Operações já extinguiram 337 ocorrências
As ações federais de combate aos incêndios no Amazonas resultaram na extinção de 337 ocorrências desde o início da temporada, segundo o governo.
Desde 10 de outubro, as operações aéreas somaram 390,5 horas de voo e 369 lançamentos de água, totalizando 1.118.600 litros utilizados no enfrentamento às chamas.
Atualmente, 13 aeronaves federais estão mobilizadas. São seis aviões Air Tractor, usados para lançar água sobre as áreas atingidas; cinco helicópteros, que transportam brigadistas e equipamentos e também apoiam o combate aéreo; e dois aviões KC-390, da FAB (Força Aérea Brasileira), empregados nos lançamentos de água.
Ibama aplica R$ 2 milhões em multas
Paralelamente ao combate direto ao fogo, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) realiza fiscalizações em propriedades rurais para verificar o cumprimento das medidas de prevenção e enfrentamento dos incêndios.
Até o momento, foram realizadas 19 ações em Autazes e Careiro da Várzea, municípios onde a situação dos incêndios florestais é crítica.
As operações resultaram em 17 multas, que somam aproximadamente R$ 2 milhões, e no embargo de 12 áreas, que abrangem cerca de 252 hectares.
As fiscalizações verificam o cumprimento de medidas estabelecidas em dois editais de notificação direcionados a 725 propriedades rurais no estado.
Segundo o órgão, as ações também buscam coibir práticas ilegais que agravam os danos causados pelos incêndios à vegetação nativa.
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As operações também resultaram no embargo de 12 áreas, que juntas abrangem cerca de 252 hectares, em meio à intensificação do combate às queimadas no estado. • IBAMA
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A fiscalização ambiental ocorre paralelamente à articulação entre órgãos estaduais e federais. • IBAMA
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O objetivo é acompanhar o cumprimento das medidas estabelecidas para prevenir e enfrentar os incêndios florestais.
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O objetivo é acompanhar o cumprimento das medidas estabelecidas para prevenir e enfrentar os incêndios florestais. • IBAMA
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Entre os proprietários rurais penalizados, três deixaram de adotar medidas de prevenção e combate a incêndios florestais previstas em editais de notificação do Ibama. • IBAMA
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As medidas buscam verificar o cumprimento das regras de prevenção e combate ao fogo. • IBAMA
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As medidas buscam verificar o cumprimento das regras de prevenção e combate ao fogo. • IBAMA
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As medidas buscam verificar o cumprimento das regras de prevenção e combate ao fogo. • IBAMA
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O Corpo de Bombeiros disponibilizou viaturas para apoiar as equipes que atuam no município. • IBAMA
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Em Autazes, o MPAM também intensificou a articulação com órgãos públicos para ampliar a fiscalização e a investigação de incêndios. • IBAMA
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O objetivo é acompanhar o cumprimento das medidas estabelecidas para prevenir e enfrentar os incêndios florestais. • IBAMA
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As ações fazem parte de uma estratégia de fiscalização. • IBAMA
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Foram realizadas 19 ações de fiscalização nos dois municípios. • IBAMA
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Entre os proprietários rurais penalizados, três deixaram de adotar medidas de prevenção e combate a incêndios florestais. • IBAMA
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As operações resultaram no embargo de 12 áreas. • IBAMA
A Marinha do Brasil e o Exército Brasileiro passaram a integrar as ações de combate aos incêndios, que já contavam com a atuação da Força Aérea Brasileira. Até o momento, as Forças Armadas realizaram 30 missões.
A FAB emprega quatro aeronaves, incluindo dois aviões KC-390 utilizados no combate aéreo aos incêndios. A Marinha atua com três helicópteros e dois navios em missões de transporte e apoio logístico.
O Exército disponibiliza um helicóptero para transporte de equipes e materiais. Os meios aéreos são direcionados às localidades consideradas mais críticas no Amazonas.
O governo federal também enviou um helicóptero Bell 412 para transportar equipes responsáveis por diligências e perícias em campo.
Uma aeronave da família Esquilo também deve integrar a operação para ampliar o acesso dos profissionais aos locais onde serão realizadas as investigações.
A força-tarefa reúne a PF (Polícia Federal), a PC-AM (Polícia Civil do Amazonas), a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o Ibama e órgãos estaduais.
As diligências incluem perícias em campo e análise de imagens de satélite, que podem contribuir para esclarecer as circunstâncias das ocorrências e identificar possíveis responsáveis.
Como os municípios podem solicitar recursos
Municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações de Defesa Civil.
O pedido deve ser feito pelo S2iD (Sistema Integrado de Informações sobre Desastres). A equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores apresentados nos planos de trabalho.
No estado, 2.801.182 eleitores estão aptos a votar. Desse total, 51% são mulheres e 49% homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 75,93% são pessoas pardas; 10,53%, brancas; 9,27%, indígenas; 3,81%, pretas; e 0,46%, amarelas.
Natural de Garça (SP), Omar Aziz tem 68 anos e é engenheiro civil. Atual senador pelo Amazonas, Aziz já foi deputado estadual, vice-prefeito de Manaus, vice-governador e governador do estado. Está no segundo mandato no Senado. Recentemente, foi o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aprovou o fim da escala de trabalho 6x1.
Maria do Carmo é natural de Manaus (AM), tem 66 anos e é formada em Ciências Contábeis e Direito. Empresária, contadora, advogada e educadora, já disputou uma vaga no Senado como suplente, em 2022. Foi candidata a vice-prefeita de Manaus, em 2024.
Cascadas atronadoras. Glaciares inquebrantables. Nubes más colosales que las montañas que envuelven. Los paisajes desmesurados de Sebastião Salgado (1944-2025), en rotundo blanco y negro, son de un pasado mucho más cercano de lo que pueda parecer. Y de gran actualidad en un mundo que afronta los efectos del cambio climático. En las series Aqua Mater y Glaciares, el agua es la protagonista absoluta. La comisaria Lélia Wanick Salgado, viuda del fotógrafo brasileño y figura fundamental en su vida y obra, cuenta que Salgado no buscaba el agua, la encontraba. Rastreando el archivo, aparecía una y otra vez en todas sus formas: nubes, nieve, hielo, lagos, océanos.