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Caos na França: 2.700 pessoas foram detidas em meio a protestos e saques

O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, afirmou nesta quinta-feira (22) que 2.700 pessoas foram detidas pela polícia desde sábado (17) em decorrência de distúrbios e saques.

Isso acontece em um momento em que autoridades buscam conter a onda de agitações no país, após protestos relacionados à educação e ao custo de vida acabarem gerando violência e confrontos com a polícia.

“2.700 pessoas foram detidas pela polícia desde sábado em relação a esses distúrbios e saques”, disse Darmanin em entrevista ao canal de notícias francês LCI.

Mais protestos estão marcados para este sábado (24). A Unef, principal sindicato estudantil da França, convocou manifestações e afirmou que o movimento não cessará até que suas reivindicações sejam atendidas.

A CGT, uma das maiores centrais sindicais do país, informou que participará das manifestações, defendendo que elas sejam pacíficas.

Enquanto isso, autoridades francesas prometeram uma presença policial “massiva” e impuseram toques de recolher.

Análise: “Revolta por insatisfação social” caracteriza protestos na França

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Moedas reforça aviso: "Tem de se respeitar a lei"

O autarca lisboeta condenou os incidentes nos protestos, como o ocorrido com a estátua no Rossio. Sábado há nova manifestação em Lisboa, Porto e assembleia popular em Braga.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

O autarca falou à Lusa no final de uma reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, realizada no Convento de Jesus, em Setúbal
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França proíbe protestos em algumas cidades grandes para o final de semana

Autoridades da França proibiram protestos em cidades como Marselha e Lyon e anunciaram um toque de recolher para o fim de semana em partes de Paris.

O prefeito de Bouches-du-Rhône, o departamento ao qual Marselha pertence, anunciou uma proibição temporária de protestos para este sábado (24), segundo a BFMTV, emissora afiliada à CNN.

O transporte público também será suspenso das 5h de sábado às 5h de domingo, no horário local, na região metropolitana de Marselha, informou a BFMTV.

Cidades fora de Paris foram fortemente afetadas pelos recentes distúrbios.

Em Marselha, manifestantes vestidos de preto invadiram a prefeitura e picharam o prédio com símbolos anarquistas; em Lyon, manifestantes incendiaram o posto de turismo da cidade, relatou a agência Reuters.

A polícia de Paris anunciou um toque de recolher nas áreas da Place de la République e Les Halles, diariamente, das 23h às 6h, de quinta a domingo.

Protestos na França refletem o que será da Europa em 2027, diz especialista

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Será que montar tendas vai dar casa a toda a gente?

Entre tendas no Rossio e protestos sobre as propinas, a frustração com a habitação expõe dores reais. Enquanto o bloqueio a reformas da lei continua a destruir o mercado de arrendamento no país.

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Entenda como onda de protestos tomou conta da Europa

Uma onda de protestos se espalha por diversos países da Europa, impulsionada por uma combinação de fatores que inclui insatisfação com o custo de vida, crise habitacional e dificuldades na manutenção dos serviços públicos.

A editora de Internacional da CNN Mariana Catacci explica, ao Live CNN, como essas questões têm provocado insatisfação popular e ampliado os desafios políticos no continente. O movimento, que ganhou força inicialmente na França, já se expandiu para outros países do continente, colocando governos sob crescente pressão popular.

Segundo Mariana Catacci, os protestos não seguem uma pauta única. “Eles são causados por vários fatores que, somados, levaram a população de vários países às ruas”, afirmou. Ao todo, ao menos sete países registraram manifestações nos últimos dias.

França lidera em número de detenções

Na França, a insatisfação começou com estudantes do ensino médio e rapidamente atraiu professores, universitários e cidadãos descontentes com o aumento do custo de vida.

O país concentra o maior número de detenções relacionadas aos protestos: mais de duas mil pessoas foram presas até o último fim de semana, tornando-se o epicentro mais expressivo da agitação social no continente.

Crise de habitação mobiliza Espanha e Portugal

Na Espanha, um grande protesto foi deflagrado após o despejo de uma mulher de 87 anos, episódio que se tornou símbolo da crise habitacional que afeta o país.

Em Portugal, a situação é semelhante: o custo da moradia cresceu de forma desproporcional em relação ao restante da Europa nos últimos anos, gerando forte insatisfação popular. Ambos os países enfrentam manifestações de grande porte motivadas pela dificuldade de acesso à habitação.

Confrontos na Itália e protestos na Grécia e Albânia

Na Itália, a principal praça de Milão precisou ser esvaziada devido a confrontos entre manifestantes e a polícia.

A Grécia também registrou protestos, enquanto a Albânia apresenta uma situação considerada peculiar: além das manifestações por educação e custo de vida, há descontentamento da população com um empreendimento que deve ser feito na Albânia ligado a Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A venda de áreas preservadas do litoral albanês para a construção de um resort de luxo tem gerado acusações de corrupção contra o primeiro-ministro Edi Rama.

Desafio comum: sustentar serviços públicos

De acordo com Mariana Catacci, o denominador comum entre os países é a dificuldade dos governos em manter os serviços públicos funcionando sem onerar excessivamente os cofres públicos.

“O que a gente vê é uma certa incapacidade dos governos de conseguir sustentar os serviços públicos”, disse. Países como França e Grécia, por exemplo, registram níveis recordes de dívida pública na Europa. O movimento, segundo a editora de Internacional, tende a se ampliar e a atrair cada vez mais setores da população.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Ventura: "Mas onde é que anda o primeiro-ministro?"

André Ventura diz que a ausência pública do primeiro-ministro é um "rastilho" para escalar a contestação e avisa o Governo para não pensar que Portugal é "um país manso".

© ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Numa intervenção num almoço do International Club of Portugal, num hotel em Lisboa, André Ventura critica que "não sabemos do primeiro-ministro há dias"
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Associação apela à proteção da estátua de D. Pedro IV

Associação diz ser "incompreensível" que a CML não adote medidas idênticas às que aplica noutros monumentos em eventos de risco.

© LUSA

A estátua de D. Pedro IV tem sido o centro das reivindicações dos manifestantes que se têm reunido na Praça do Rossio pela crise na habitação
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BE fala em "mudança sísmica" do Governo na habitação

Pureza pede que protestos continuem e diz que seria positivo que a CGTP convocasse greve geral. Central sindical admite todas as formas de luta, mas avisa que greve "exige preparação".

© ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Pureza recusou que o partido tenha qualquer intenção de "dirigir" os protestos "mas contribuir, isso sim, para a força do movimento da luta pela habitação"
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Marcha no sábado e apelo a greve geral a 11 de novembro

Manifestação "Não temos casa, montamos tendas!" partirá da rotunda do Marquês de Pombal e terminará na Praça do Rossio, onde, desde sábado, centenas de pessoas se têm juntado a exigir medidas.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Entre as decisões encontra-se a realização das assembleias populares, todos os dias, às 19h00, no Rossio
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Presidente do IHRU duvida de "sacrifício" dos jovens

Benjamim Pereira lembrou que os seus avós emigraram para o Brasil e Argentina para ter casa. Fez "apelo" às cooperativas, mas recusou dizer que jovens devem emigrar.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Segundo Benjamim Pereira, presidente do IHRU, "não se vai resolver o problema da habitação (...) nem se vai resolver durante os próximos anos, é preciso todos termos consciência disso"
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15h. BE pede apoio da CGTP nas manifestações pela habitação

José Manuel Pureza pede ação com impacto de rua que dê força ao movimento social. Ainda, atual e antigo presidente da Câmara Municipal de Valongo condenados à perda de mandato por abuso de poder.

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França reforça dispositivo policial para manifestações

Jean-Didier Berger anunciou um aumento de 20% do efetivo mobilizado para o próximo sábado, que incluirá reforços militares como a força Sentinelle, unidade de elite da polícia.

© MOHAMMED BADRA/EPA

Os militares ficarão encarregues da proteção de edifícios públicos, como a Assembleia Nacional, Senado e sede do Governo, bem como de locais turísticos de Paris, incluindo os Campos Elísios
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14h. Manifestações. José Manuel Pureza pede apoio da CGTP

O coordenador do Bloco de Esquerda esteve hoje reunido com uma delegação da CGTP. Ainda, já é conhecido o vencedor deste ano do prémio Shakarov para a liberdade de pensamento atribuído pelo PE.

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Universitários de Coimbra contra redução de tempo em exames

Os estudantes começaram a concentrar-se junto à Porta Férrea às 10h00 e exigiram que "Mais tempo suplementar não é privilégio, é direito!". Acabaram por bloquear a passagem para o Paço das Escolas.

© PAULO NOVAIS/LUSA

Os alunos mantiveram o protesto junto à Porta Férrea até depois das 12h00
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