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Fidelidade lança novo ‘website’ no âmbito do plano de transformação digital e omnicanal

A seguradora Fidelidade anunciou o lançamento de um novo ‘website’, uma iniciativa inserida no seu programa de renovação dos canais digitais do grupo que tem a finalidade de reforçar a estratégia de transformação omnicanal e aproximar a empresa de clientes, mediadores e parceiros.

De acordo com o comunicado divulgado pela seguradora, a nova plataforma integra simuladores evoluídos, uma imagem renovada, navegação mais intuitiva e novas funcionalidades de ‘self-service’.

O objetivo passa por garantir uma experiência integrada e personalizada ao longo de toda a jornada do cliente, desde a descoberta de soluções até à contratação e utilização dos serviços, diz a companhia liderada por Rogério Campos Henriques.

A estrutura tecnológica adotada permite flexibilidade para acompanhar a evolução da oferta e adaptar conteúdos às necessidades dos utilizadores, articulando de forma mais próxima os canais digitais, a rede de mediação e as equipas de apoio ao cliente, explica a seguradora.

O diretor de Marketing e Clientes da Fidelidade, Sérgio Carvalho, sublinha no comunicado que a nova ferramenta materializa uma visão estratégica para proporcionar “experiências mais simples, mais personalizadas e mais integradas”, permitindo aos clientes o contacto através do ponto de interação que lhes for mais conveniente.

Fundada em 1808, a Fidelidade é líder de mercado no setor segurador em Portugal nos ramos vida e não vida, registando uma quota de mercado de 28,1% em 2025. A companhia, que conta com 2,4 milhões de clientes no país e mais de 10 milhões a nível global, está presente em 14 países e registou em 2025 um volume global de prémios de 6,5 mil milhões de euros.

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Mais de 600 queixas sobre descontos em supermercados já superam total de 2025

As reclamações relacionadas com promoções, descontos e cupões nos supermercados já ultrapassaram, em menos de dez meses, o total registado durante todo o ano passado, refletindo uma crescente insatisfação dos consumidores com o setor do retalho alimentar, segundo um estudo divulgado esta quinta-feira pelo Portal da Queixa.

De acordo com os dados, foram registadas 626 reclamações relacionadas com promoções, descontos e cupões desde o início de 2026, acima das 583 contabilizadas durante todo o ano de 2025.

No total, o setor dos hiper e supermercados acumulou 3.406 reclamações nos primeiros dez meses do ano, o que representa um aumento de 19,8% face ao mesmo período de 2025, quando tinham sido registadas 2.843 queixas. Julho destacou-se como o mês com maior volume de reclamações, somando 456 ocorrências.

As reclamações associadas a promoções, benefícios e ofertas representam atualmente 18,77% do total das queixas dirigidas ao setor, acima dos 12,65% registados no ano anterior. Entre os principais problemas reportados pelos consumidores estão descontos que não são aplicados, cupões e códigos promocionais que falham, incumprimento das condições anunciadas e dificuldades relacionadas com programas de fidelização.

Ainda assim, o principal motivo de insatisfação continua a ser o atendimento e a experiência do cliente, responsável por 27,78% das reclamações. Nesta categoria incluem-se situações de atendimento considerado ineficiente, longos tempos de espera, falta de pessoal disponível, falhas de comunicação e problemas nos canais digitais.

Já as questões relacionadas com qualidade e segurança dos produtos representam 25,93% das reclamações, embora registem um peso inferior ao observado em 2025 (27,97%). Os consumidores reportam casos de produtos impróprios para consumo, artigos danificados ou defeituosos, falhas de segurança, bem como erros de embalagem e de peso.

Os produtos alimentares são os mais referidos nas reclamações, representando 40,37% das menções. Dentro desta categoria, destacam-se os produtos de talho e charcutaria (10,66%), seguidos das bebidas (9,15%), mercearia e congelados (7,56%) e frutas e legumes (6,56%). Segundo o estudo, a maioria destas queixas está relacionada com questões de qualidade e segurança alimentar.

Por tipo de estabelecimento, os hipermercados concentram a maior fatia das reclamações, com 53,7% do total, seguindo-se os supermercados de grande retalho, com 43,83%. Em comparação com o período homólogo de 2025, as queixas aumentaram 21,69% nos hipermercados e 21,09% nos supermercados de grande retalho.

O estudo destaca ainda o crescimento das reclamações relacionadas com automação e falta de atendimento humano. O número de queixas nesta área passou de 44 em 2024 para 89 em 2026, mais do que duplicando no período analisado. Entre as situações apontadas pelos consumidores está a substituição de caixas tradicionais por caixas automáticas e a perceção de que tarefas anteriormente desempenhadas por funcionários passaram a ser assumidas pelos próprios clientes.

Geograficamente, Lisboa concentra 34,09% das reclamações registadas este ano, seguindo-se o Porto, com 16,82%, e Setúbal, com 12,42%. Quanto ao perfil dos reclamantes, o grupo etário entre os 35 e os 44 anos representa a maior parcela (25,78%), enquanto os consumidores com 65 ou mais anos reforçaram o seu peso relativo, passando de 9,03% em 2025 para 11,36% em 2026.

Citado no estudo, o fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, Pedro Lourenço, considera que os dados mostram que os consumidores esperam que as promoções e programas de fidelização sejam cumpridos conforme anunciado e alerta para a necessidade de conciliar a modernização das lojas com a qualidade do atendimento e da assistência prestada aos clientes.

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Fórum para Competitividade prevê crescimento de 2,1% a 2,3% este ano e ligeiro abrandamento em 2027

economia portuguesa

O Fórum para a Competitividade prevê que a economia portuguesa cresça entre 2,1% e 2,3% este ano, abrandando para entre 2,0% e 2,2% em 2027, num contexto marcado pelo prolongamento do conflito no Médio Oriente e pela subida dos juros.

Nas “Perspetivas Empresariais” relativas ao terceiro trimestre, divulgadas hoje, a instituição estima uma aceleração face ao crescimento de 1,9% registado em 2025, mas alerta para os efeitos dos preços elevados da energia, das pressões inflacionistas e das dificuldades políticas e orçamentais em França.

“Em termos nacionais, existe agora um consenso de que o crescimento em 2027 deverá ser marginalmente inferior ao de 2026, que se tem mostrado mais resiliente do que o esperado, apesar dos choques, como as tempestades e o conflito no Médio Oriente”, refere o documento.

O Fórum sublinha, no entanto, que as perspetivas para o próximo ano também refletem “fragilidades estruturais”, em particular o reduzido potencial de crescimento da economia portuguesa, que considera continuar a aguardar reformas.

Para a inflação, a instituição antecipa uma subida de 2,3% em 2025 para entre 2,8% e 3,0% em 2026, seguida de um recuo para entre 2,3% e 2,5% em 2027. O regresso à trajetória de desinflação deverá ocorrer apenas em meados do próximo ano, segundo o relatório.

A análise assinala que a inflação portuguesa atingiu 3,6% em setembro, contra 3,3% no mês anterior, impulsionada por nova aceleração dos preços da energia. Já a inflação subjacente, que exclui os produtos energéticos e os bens alimentares não transformados, passou de 1,9% em fevereiro para 2,7% em setembro, sinalizando, segundo o Fórum, um alastramento das pressões sobre os preços.

Quanto à atividade económica, o documento aponta para um terceiro trimestre menos dinâmico do que o anterior, apesar do bom comportamento do consumo, sobretudo de bens duradouros, com destaque para os automóveis. Os dados do investimento são considerados menos conclusivos e as exportações terão sido condicionadas pelo enfraquecimento do ambiente internacional.

No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,8% em cadeia, após uma subida de 0,1% nos primeiros três meses do ano, com o contributo da procura externa líquida a passar de -2,0 para 0,7 pontos percentuais. Em contrapartida, a formação bruta de capital fixo recuou 1,9%, depois de ter aumentado 2,9% no trimestre anterior.

O Fórum destaca ainda uma diminuição de 0,5% da produtividade medida por hora trabalhada no segundo trimestre, após uma subida de 1,3% no primeiro, considerando a resolução deste problema necessária para sustentar o aumento dos salários e a convergência com a média da União Europeia.

No comércio externo, as exportações de bens registaram seis meses consecutivos de crescimento até agosto, após cinco meses de quedas até fevereiro, embora com um abrandamento desde junho. Em agosto, aumentaram 6,8% em termos homólogos, depois de uma subida de 7,8% em julho.

No mercado de trabalho, a instituição prevê uma redução da taxa de desemprego de 6,0% em 2025 para entre 5,8% e 5,9% este ano, situando-se entre 5,7% e 5,9% em 2027. O relatório admite que as entradas e saídas de imigrantes possam funcionar como uma “almofada” e limitar as oscilações do desemprego perante alterações da atividade económica.

Já no financiamento às empresas, os empréstimos às sociedades não financeiras cresceram 5,9% no trimestre terminado em agosto, o ritmo mais elevado desde julho de 2021. A expansão do crédito foi acompanhada por uma subida dos juros nos empréstimos superiores a um milhão de euros, de 3,54% em dezembro para 3,98% em agosto.

No plano externo, o Fórum identifica riscos sobretudo negativos, entre os quais a escalada dos conflitos, a renovação das tensões comerciais, as vulnerabilidades orçamentais e uma eventual reavaliação das expectativas sobre a inteligência artificial. Em sentido contrário, admite benefícios decorrentes de maior investimento e produtividade associados à tecnologia e de um alívio das tensões geopolíticas.

A situação francesa merece particular destaque, pelo risco de o impasse político e o agravamento dos custos de financiamento afetarem o crescimento daquele que o documento identifica como o terceiro parceiro comercial de Portugal, com consequências para as exportações nacionais.

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Comércio de serviços e mobilidade laboral entre Portugal e Espanha estão subdesenvolvidos

créditos ao consumo Banco de Portugal garantia pública

A integração ibérica é “substancial, mas visivelmente desigual” entre diferentes dimensões, com áreas como o comércio de serviços e mobilidade da mão-de-obra ainda pouco desenvolvidas, conclui um artigo conjunto dos bancos centrais de Portugal e Espanha.

Os resultados mostram que o comércio de bens e os vínculos nas redes de produção “aprofundaram-se consideravelmente desde a adesão, e os mercados grossistas de eletricidade encontram-se excecionalmente bem integrados, refletindo fortes complementaridades entre a geração de energia solar na Espanha e a geração hidrelétrica em Portugal”, lê-se no artigo divulgado hoje.

Por outro lado, o comércio de serviços, a mobilidade de mão-de-obra e os investimentos financeiros não bancários permanecem comparativamente pouco desenvolvidos, segundo o paper que analisa o funcionamento do Mercado Único Europeu através da experiência de Espanha e Portugal, pela proximidade geográfica, fronteira partilhada e integração na União Europeia (UE).

As conclusões apontam que as conexões mais fortes são no comércio de bens e nos mercados grossista de eletricidade, nos quais a “proximidade geográfica, estruturas produtivas complementares e normas europeias comuns favoreceram profundos vínculos bilaterais”.

Em contrapartida, os serviços, a mobilidade laboral e algumas formas de integração do mercado de capitais permanecem “consideravelmente menos integrados”, sugerindo que o Mercado Único “tem sido altamente eficaz na redução de algumas formas de distância económica, mas muito menos eficaz na eliminação dos fatores estruturais que continuam a moldar as decisões económicas transfronteiriças”.

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Bolsas da Europa caem “à grande e à francesa”. PSI fechou a cair com BCP a liderar perdas

A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quinta-feira em terreno negativo, com o índice PSI a recuar 1,46% para 9.237,82 pontos, numa sessão de vendas generalizadas nos mercados acionistas europeus. Entre as cotadas portuguesas, o BCP destacou-se como o título mais penalizado ao cair 4,81% para 1,068 euros, seguido pela Mota-Engil, que perdeu 4,32% para 4,474 euros, e pela Ibersol, que desvalorizou 3,62% para 10,12 euros. No sentido inverso, apenas a Jerónimo Martins conseguiu escapar à tendência de queda, registando uma subida de 0,60% para 18,42 euros.

No resto da Europa, o pessimismo foi a tónica dominante. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,05%, enquanto o EuroStoxx 50, que agrupa as principais cotadas da zona euro, fechou com uma perda de 1,94% para 6.087,01 pontos. O FTSE 100 de Londres recuou 0,26% para 10.725,03 pontos, o CAC 40 de Paris caiu 1,39% para 7.811,26 pontos e o DAX de Frankfurt desvalorizou 1,07% para 25.371,75 pontos. As quedas mais acentuadas registaram-se no FTSE MIB de Milão, com uma descida de 2,54% para 48.383,66 pontos, e no IBEX 35 de Madrid, que recuou 2,12% para 18.913,50 pontos.

No comentário de fecho de mercados, o Millennium Investment Banking sublinhou que as bolsas europeias terminaram o dia em baixa, numa sessão em que o Governo francês esteve sob intensa pressão devido ao debate orçamental destinado a reduzir significativamente o défice público.

“A banca é muito pressionada pela conjuntura numa das maiores economias europeias, que arrastou o BCP para uma queda de 4,8%, a mais acentuada do PSI.  Adicionalmente, a subida dos preços do petróleo e as desconfianças sobre se os avultados investimentos em Inteligência Artificial e data centers trarão o retorno desejado, numa altura em que os custos de financiamento sobem, castigam os setores cíclicos. Já os defensivos, como o de Alimentação, Farmacêutico e o de Bens Pessoais, registaram ganhos apelativos”, referem os analistas.

A MTrader destacou ainda o alargamento do diferencial entre as obrigações francesas e alemãs a 10 anos, o que demonstra a crescente preocupação dos investidores com as contas públicas gaulesas.

Num comentário com o sugestivo título “Correção à grande e à francesa”, os analistas do BCP escrevem que “os mercados de ações viveram uma sessão muito negativa, arrastados pela instabilidade política e social crescente em França, que faz disparar os juros da dívida pública do país a 10 anos de maturidade para os 5,1%, alargando o spread face às yields alemãs para os 1,74 pontos percentuais, o patamar mais elevado desde 2011”.

No mercado de dívida pública, a sessão foi marcada por movimentos divergentes. Os juros da dívida alemã a 10 anos, considerada a mais segura da Europa, recuaram 8,71 pontos base, fixando a yield em 3,33%. Em Portugal, o juro da dívida pública a 10 anos subiu ligeiramente para 3,950%, um acréscimo de 1,2 pontos base face ao fecho anterior. Já em França, a tensão nos mercados foi mais visível, com a yield a 10 anos a disparar 6,08 pontos base para 5,07%, o valor mais alto desde julho de 2002. Do outro lado do Atlântico, os juros da dívida dos Estados Unidos a 10 anos cederam 4,3 pontos base para 5,078%.

No mercado de matérias-primas, os preços do petróleo continuaram a sua trajetória ascendente, pressionando ainda mais o sentimento dos investidores. O barril de Brent, referência para as importações europeias, valorizou 2,77% para 111,83 dólares, enquanto o crude norte-americano WTI avançou 1,66% para 98,76 dólares.

O contexto macroeconómico e geopolítico continua a dominar a aversão ao risco. A persistência de uma inflação elevada, alimentada pelos custos da energia, mantém os investidores em alerta quanto à trajetória das taxas de juro. A situação no Médio Oriente e as dúvidas sobre a rentabilidade dos avultados investimentos em Inteligência Artificial e data centers, num momento em que os custos de financiamento sobem, continuam a castigar os setores mais cíclicos e tecnológicos.

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Lightsource BP assinala fim da consulta pública do Parque Solar Sophia reformulado e promete manter diálogo com comunidades

A Lightsource bp anunciou esta quinta-feira o encerramento da consulta pública da versão reformulada do projeto do Parque Solar Sophia, destacando as alterações introduzidas na proposta e garantindo que continuará a manter canais de diálogo abertos com as comunidades locais durante o processo de avaliação ambiental.

A consulta pública, promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), decorreu entre 8 e 21 de outubro e permitiu a cidadãos, autarquias, associações e outras entidades apresentarem contributos e observações sobre a nova configuração do projeto.

Segundo a empresa, a reformulação resultou do trabalho técnico e ambiental desenvolvido ao longo dos últimos anos e dos contributos recolhidos junto das comunidades e entidades envolvidas.

Desde 2020, a promotora refere ter contactado mais de 60 entidades, realizado cerca de 160 reuniões e trocado aproximadamente 560 comunicações com autarquias, juntas de freguesia, agricultores, associações, agentes económicos e movimentos cívicos.

Já na fase preparatória da nova consulta pública foram promovidas 13 sessões de recolha de contributos, com cerca de 120 participantes, e três sessões de esclarecimento sobre o projeto reformulado, que reuniram aproximadamente 150 participantes.

De acordo com a Lightsource bp, a nova proposta prevê uma redução de 34% da potência instalada, passando de 867 megawatts-pico (MWp) para 573 MWp, e uma diminuição de cerca de 36% da área ocupada por painéis fotovoltaicos.

A ligação à rede elétrica também foi simplificada, passando de duas para uma única linha de muito alta tensão.

A empresa sublinhou ainda que a área analisada nos estudos ambientais é mais ampla do que a área efetivamente prevista para a implantação do projeto, uma vez que os estudos procuram avaliar alternativas, condicionantes e potenciais impactes ambientais de forma integrada.

Citado em comunicado, o diretor-geral da Lightsource bp Portugal, Miguel Lobo, afirmou que a consulta pública constituiu “mais uma oportunidade para ouvir as comunidades e conhecer as suas preocupações”.

“Foi esse diálogo, juntamente com a avaliação técnica e ambiental, que nos permitiu reformular significativamente o Projeto do Parque Solar Sophia. O fim deste período de consulta não significa o fim do nosso envolvimento com o território. Queremos continuar a ouvir, a esclarecer dúvidas e a trabalhar com as comunidades”, declarou.

A empresa indicou ainda que toda a documentação relativa ao projeto reformulado continuará disponível na página oficial do Parque Solar Sophia.

Concluída a consulta pública, o processo de avaliação ambiental prossegue agora junto das entidades competentes, nos termos legalmente previstos.

A Lightsource bp adiantou que continuará a promover o contacto com as comunidades através dos seus canais de comunicação, incluindo correio eletrónico, WhatsApp e um formulário online de recolha de contributos, e que o diálogo prosseguirá também no âmbito do Programa de Benefícios Partilhados associado ao projeto.

A Lightsource bp atua no desenvolvimento e gestão de projetos de energias renováveis e soluções de armazenamento de energia em grande escala.

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SATA Handling recebe seis propostas para a privatização

A SATA Holding recebeu seis propostas não-vinculativas para a privatização da SATA Handling, anunciou esta quinta-feira a empresa, indicando que os candidatos serão conhecidos após a entrega das propostas vinculativas.

O prazo para a apresentação das propostas não-vinculativas terminou na quarta-feira, 21 de outubro, segundo a nota divulgada pela SATA Holding.

As propostas recebidas serão agora analisadas e avaliadas de acordo com os critérios definidos no caderno de encargos. Concluída esta fase, as entidades selecionadas serão convidadas a apresentar propostas vinculativas, seguindo-se as etapas previstas para a concretização da operação.

A SATA Holding adiantou que divulgará a identidade dos candidatos à privatização da SATA Handling apenas após o termo do prazo para a entrega das propostas vinculativas.

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Redes elétricas tornam-se o principal travão à expansão da IA, alerta McKinsey

Mais de 2.500 gigawatts de projetos energéticos, armazenamento e grandes consumidores estão à espera de ligação às redes elétricas em todo o mundo, num momento em que a procura de energia para alimentar a Inteligência Artificial está a acelerar, conclui o relatório “Technology Trends Outlook 2026”, da McKinsey & Company, divulgado esta quinta-feira.

A consultora considera que a disponibilidade de energia, o acesso à rede e o tempo necessário para garantir o fornecimento elétrico estão a emergir como constrangimentos estruturais ao crescimento da IA. Em muitos mercados, os centros de dados podem ser construídos mais depressa do que as linhas de transmissão, subestações e transformadores necessários para os alimentar.

Nos Estados Unidos, a procura de eletricidade associada à infraestrutura de IA deverá aumentar de cerca de 30 GW em 2025 para mais de 90 GW em 2030, um volume comparável ao consumo elétrico atual da Califórnia. No mesmo período, os centros de dados poderão representar 14% da procura total de eletricidade do país, contra 3% em 2022, segundo o estudo.

A pressão sobre os sistemas energéticos está também a reorientar o investimento. As tecnologias de energia e sustentabilidade foram a área que mais capital atraiu em 2025, com mais de 194 mil milhões de dólares, o valor mais elevado entre as 14 tendências tecnológicas analisadas pela McKinsey.

O relatório identifica uma nova fase de desenvolvimento tecnológico, marcada pela convergência entre o digital e o físico. À medida que a IA é integrada em equipamentos, processos e sistemas do mundo real, torna-se mais dependente de chips, redes elétricas, conectividade, infraestruturas e talento qualificado.

“A Inteligência Artificial deixou de estar centrada apenas nos algoritmos. À medida que a tecnologia se expande para aplicações no mundo físico, fatores como energia, infraestrutura, semicondutores e talento tornam-se determinantes para capturar valor”, afirmou Benjamim Vieira, sócio sénior da McKinsey & Company, citado no comunicado.

Apesar do forte investimento, a adoção empresarial da IA continua a ficar atrás da inovação. Mais de 75% das ofertas de emprego associadas às tendências diretamente ligadas à IA e aos semicondutores especializados concentram-se em funções de investigação e desenvolvimento, sugerindo que grande parte da atividade permanece em fase de experimentação.

Cinco áreas — desenvolvimento de software agêntico, infraestruturas e arquiteturas de IA, IA aplicada à descoberta científica e engenharia, robótica e tecnologias espaciais — deverão mais do que duplicar o investimento em 2026 face ao ano anterior, prevê a McKinsey.

Para Portugal, a consultora considera que o país parte de uma posição favorável, apoiada na crescente incorporação de renováveis, na capacidade de atrair investimento tecnológico e na integração nos principais corredores digitais europeus. O desafio, acrescenta, será acompanhar essas vantagens com talento, modernização das infraestruturas e capacidade de executar projetos à escala necessária.

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Bankinter Portugal já utilizou cerca de 75% da garantia pública de crédito à habitação e admite pedir mais quando esgotarem

Bankinter

O Bankinter Portugal já utilizou cerca de 75% da garantia pública ao crédito à habitação. A revelação foi feita pelo CFO (Administrador Financeiro) do Grupo Bankinter Jacobo Díaz, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do terceiro trimestre. “Já foi utilizada cerca de três quartos (quase 75%) da linha”, disse. O que, segundo as contas do Jornal Económico, equivale a ter concedido crédito com garantia pública no montante de 437,5 milhões de euros.

O banco diz que está “num bom caminho”, que ainda tem margem e que, se chegar ao limite, pedirá um reforço ao Estado.

Ao Bankinter foi atribuída uma quota de 60 milhões de euros na linha da garantia pública do Estado para o crédito à habitação jovem (destinada a mutuários até aos 35 anos).

Gloria Ortiz, CEO do Bankinter, revelou ainda que, ao nível da produção hipotecária Portugal cresce quase 20%, contra 40% na Irlanda. Em Espanha, a queda homóloga da nova produção atenuou-se de 40% (1.º trimestre) para 28% (2.º) e 9% (3.º) e o banco espera que continue a atenuar-se.

O banco não vê, por ora, travão à procura de crédito por causa da subida de taxas, nem menor produção hipotecária no próximo ano.

Questionado sobre a exposição à divida francesa o CFO explicou que o Bankinter em Portugal não tem carteira própria.

Segundo as contas apresentadas esta quinta-feira, o Bankinter Portugal continuou a acelerar a sua atividade comercial nos primeiros nove meses de 2026. A carteira de crédito atingiu os 12 mil milhões de euros em setembro, crescendo 9% face ao período homólogo de 2025 e acrescentando 1 mil milhões de euros face ao fecho do exercício anterior, numa trajetória de expansão que se tem mantido ao longo do ano.

O Administrador Financeiro do Bankinter, Jacob Días,  revelou que em Portugal a taxa de morosidade (Non-Performing Loans) em Portugal estava em 1,36% no final de setembro — um nível de risco contido, que se mantém claramente abaixo do praticado pelo setor bancário português e que evidência a solidez da carteira de crédito.

A captação e gestão de património de clientes manteve uma dinâmica ainda mais robusta. Os recursos totais de clientes atingiram os 21 mil milhões de euros, com um crescimento de 18% homólogo — depois dos 21% registados ao longo de 2025 —, enquanto os ativos sob gestão acumulam uma valorização de 114% desde o início da operação. O rácio de empréstimos sobre depósitos (LtD) situou-se nos 114%, refletindo um crescimento equilibrado entre o crédito concedido e o financiamento captado junto dos clientes.

A conta de resultados confirma a solidez da evolução comercial, realça o Bankinter. Entre janeiro e setembro de 2026, a margem de juros atingiu 240 milhões de euros, mais 13% do que no período homólogo de 2025, e as comissões líquidas cresceram no mesmo ritmo, somando 67 milhões de euros.

Acrescem outros resultados negativos de 5 milhões de euros, o que resulta numa margem bruta de 302 milhões de euros, um crescimento de 12%. A gestão contida dos custos operativos, que aumentaram 10% para 98 milhões de euros, permitiu melhorar o rácio de eficiência em 0,5 pontos percentuais, para 32%, e gerar uma margem de exploração de 205 milhões de euros, também 12% superior à do ano passado. As provisões cresceram apenas 6%, totalizando 27 milhões de euros, sustentando um resultado antes de impostos de 178 milhões de euros, 13% acima do registado entre janeiro e setembro de 2025.

Estes resultados confirmam o peso crescente de Portugal dentro do Grupo Bankinter e a capacidade do banco de crescer rentavelmente em todos os negócios, num contexto de rigor disciplinado nos custos e de qualidade creditícia de excelência.

Exposição a dívida francesa

A CEO do Bankinter explicou na conferência de imprensa que a carteira de dívida pública do Grupo Bankinter é essencialmente de dívida pública espanhola, cujo prémio de risco se mantém contido, abaixo do francês e do italiano, sendo das que revela melhor comportamento. Não foram dados números sobre exposição direta a dívida francesa, nem sobre a forma como a dívida pública está contabilizada no banco, se em yield to maturity ou em mark to market.

A situação de França “não é a mesma” que a de outros países afetados na crise soberana, disse Gloria Ortiz que sublinhou que França tem uma enorme capacidade económica, apesar de as finanças públicas “requererem atenção”, sendo que o momento pré-eleitoral não ajuda a que as mensagens sejam tranquilizadoras.

O banco está convencido de que a situação em França se “equilibrará” quando acabar o período de transição, e de que não haverá problemas na dívida pública europeia, embora o momento seja volátil e os prémios de risco de alguns países possam subir.

Sobre outros temas, a CEO disse que banco tem sensibilidade positiva à subida de taxas, pelo que a margem de juros deve crescer num horizonte de um ano. A nível trimestral pode estabilizar ou contrair ligeiramente. Mas o guidance só será dado em janeiro.

A CEO do banco diz que o investimento em IA e tecnologia não visa reduzir pessoal e ambiciona, a prazo, um rácio de eficiência perto de 30%, “ainda que muito ambicioso”. Há formação em IA para todos os colaboradores.

Gloria Ortiz comentou ainda a atividade da Tulp Group (plataforma holandesa especializada em intermediação e financiamento hipotecário), adquirida a 100%, dizendo que “segue sua atividade normal de intermediação digital em hipotecas. O que estamos fazendo agora é trabalhar para ter uma estrutura para poder financiar diretamente nós através da Tulp”.

As primeiras hipotecas devem ser contabilizadas no final de dezembro ou em janeiro de 2027, inicialmente sob a marca Complet.

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Bruxelas considera acordo sobre securitização o “primeiro grande passo” da União da Poupança e do Investimento

A comissária europeia para os Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, saudou o acordo político alcançado entre o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia sobre a revisão do quadro europeu de securitização, considerando-o “um marco importante” para a União da Poupança e do Investimento (Savings and Investments Union – SIU).

Numa publicação na rede social LinkedIn, a responsável portuguesa classificou o entendimento alcançado em Estrasburgo como “o primeiro grande resultado legislativo” da nova estratégia europeia destinada a mobilizar poupanças privadas para financiar a economia.

Segundo Maria Luís Albuquerque, a revisão das regras da securitização pretende aumentar a capacidade dos bancos para financiarem famílias e empresas, em particular as pequenas e médias empresas (PME), ao mesmo tempo que canaliza mais investimento para a economia real europeia.

A comissária explicou que as alterações passam pela simplificação de requisitos, redução de encargos administrativos considerados desnecessários e pela adaptação das exigências de capital aos riscos efetivos das operações. O objetivo é criar condições para um mercado europeu de securitização “mais forte e dinâmico”.

“A estabilidade financeira continua a não ser negociável. Mas a resiliência e a competitividade devem caminhar lado a lado”, afirmou.

Maria Luís Albuquerque defendeu ainda que um mercado de securitização eficiente pode contribuir para diversificar as fontes de financiamento, melhorar a partilha de riscos e desbloquear financiamento adicional para investimento, inovação e criação de emprego.

A responsável enquadrou o acordo na estratégia mais ampla da União da Poupança e do Investimento, destinada a aproximar as poupanças dos europeus das necessidades de financiamento de empresas e cidadãos e a mobilizar capital privado para reforçar o crescimento económico e a competitividade da União Europeia.

“Este primeiro acordo demonstra que conseguimos transformar as nossas ambições em resultados concretos. E devemos manter o impulso”, sublinhou.

Maria Luís Albuquerque agradeceu ainda ao Parlamento Europeu e ao Conselho pela “colaboração construtiva” durante as negociações, deixando também uma palavra de reconhecimento às equipas da Direção-Geral da Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e União dos Mercados de Capitais (DG FISMA) e ao seu gabinete pelo trabalho desenvolvido ao longo do processo.

Apesar de considerar o acordo um passo significativo, a comissária salientou que a execução da União da Poupança e do Investimento continua e que “há muito mais para concretizar”.

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Portugal em contraciclo no M&A: negócios caem 37% e valor afunda para 800 milhões

O mercado português de fusões e aquisições (M&A) perdeu fôlego no primeiro semestre, com o número de operações a recuar 37%, para 82, e o valor total a cair para cerca de 800 milhões de euros, face a 6,3 mil milhões no período homólogo. No Sul da Europa, o movimento foi inverso: o valor das transações disparou 37%, para 147,7 mil milhões de euros.

Os dados constam do estudo “Investing in Southern Europe: M&A and Private Equity Activity in 2026”, da Forvis Mazars em parceria com a Mergermarket, divulgado esta quinta-feira. O relatório analisa a atividade em Itália, Espanha, Suíça, Turquia, Portugal e Grécia.

O estudo identifica a existência de mais de 600 potenciais oportunidades de M&A no Sul da Europa, das quais 33 em Portugal.

É de salientar que as três maiores operações anunciadas em Portugal no primeiro semestre de 2026 foram lideradas por compradores internacionais – do Reino Unido, de Espanha e dos Países Baixos – o que confirma o interesse dos investidores estrangeiros no mercado português de fusões e aquisições.

Apesar da queda, os investidores internacionais continuam a ser os mais relevantes no mercado nacional.

A maior fatia do valor anunciado em Portugal resulta do investimento no Grupo Sabseg, especializado em mediação de seguros e gestão de risco. A Miura Partners fez um novo investimento na empresa e a Schroders aumentou a participação de 2% para 20%, numa operação global de 600 milhões de euros.

A segunda maior transação foi no turismo e lazer: a Catterton Management e a Cedar Capital Partners compraram o Caesar Park, hotel de cinco estrelas e resort de golfe em Sintra, por 140 milhões de euros.

Portugal era o único mercado do Sul da Europa, e um dos poucos a nível mundial, onde o número de operações de M&A subiu ou se manteve estável todos os anos desde 2016. Os dados do primeiro semestre mostram agora um recuo, e a Forvis Mazars admite que ainda não é possível antever se o país conseguirá manter o registo pelo décimo ano consecutivo.

Filipa Matias, Senior Manager de Transaction and Advisory Services da Forvis Mazars em Portugal, relativiza o cenário: “Embora o mercado português de M&A registe um número de transações menor, a verdade é que existem muitas oportunidades”.

Segundo a responsável, a atividade em operações de pequena e média dimensão “continua presente, embora seja menos visível nos dados de transações com valores divulgados”.

A perspetiva positiva assenta no apoio de fundos de capital de risco, no interesse de investidores estrangeiros e na consolidação de setores fragmentados, com destaque para a tecnologia, os serviços empresariais, a indústria e os ativos imobiliários e hoteleiros.

A Mergermarket identificou 33 potenciais oportunidades de M&A em Portugal, em 12 setores diferentes.

Sul da Europa polarizado

No conjunto da região foram anunciadas 1.858 operações, menos 6% do que um ano antes, mas o valor agregado subiu de 107,9 para 147,7 mil milhões de euros. Os números apontam, segundo o estudo, para um mercado cada vez mais polarizado, em que menos operações, mas de maior dimensão, impulsionam o valor global. Itália foi o maior mercado, com 754 operações e 87,1 mil milhões de euros, seguida de Espanha (600 operações, 28,7 mil milhões), Suíça (221 operações, 16 mil milhões) e Turquia (153 operações, 12,6 mil milhões).

Por setores, o industrial e químico foi o mais ativo em número de operações (330). Em valor, lideraram os serviços financeiros, com 43,5 mil milhões de euros, seguidos da tecnologia, media e telecomunicações (28,4 mil milhões) e da saúde, farmacêutica e biotecnologia (19,4 mil milhões).

Os investidores de fora da região foram responsáveis por mais de 61,2 mil milhões de euros, cerca de 41% do total. Os compradores norte-americanos realizaram 139 operações, no valor de 23,7 mil milhões, e os britânicos 88, num total de 23,3 mil milhões. As operações de média dimensão, entre 10 e 300 milhões de euros, somaram 285 transações e 22,5 mil milhões.

Private equity com menos negócios, mais valor

O private equity seguiu a mesma tendência: 338 operações, incluindo aquisições e desinvestimentos, menos 15% do que no período homólogo, mas com o valor a subir 23%, para 48 mil milhões de euros. Cinco das dez maiores operações do semestre no Sul da Europa tiveram fundos de private equity como compradores.

“Apesar da redução do número de operações de private equity, os investidores globais deste segmento continuam interessados no Sul da Europa”, afirma Filipa Matias, apontando a combinação de empresas de média dimensão de elevada qualidade, melhores condições de financiamento e oportunidades de crescimento através do aumento de escala.

A Forvis Mazars mantém uma visão otimista para o resto do ano. As condições de financiamento permanecem globalmente favoráveis, há um volume significativo de empresas à venda por processos de sucessão e as empresas continuam a reajustar os seus portefólios. A digitalização, a transição energética, a inovação na saúde e a transformação da indústria deverão sustentar o investimento a longo prazo, embora as tensões geopolíticas, os preços da energia, as tarifas comerciais e a política monetária continuem a pesar.

Das 608 notícias sobre empresas do Sul da Europa disponíveis para venda identificadas pela Mergermarket, 126 diziam respeito a bens de consumo e 114 aos setores industrial e químico. Itália concentrou 237, seguida de Espanha, com 177.

Filipa Matias sublinha ainda que a região oferece “oportunidades de investimento a preços atrativos”: os múltiplos médios das operações de média dimensão rondam 5,3 vezes o EBITDA, valor competitivo face ao Norte da Europa e, sobretudo, aos Estados Unidos, o que está a atrair capital norte-americano, britânico e francês e a incentivar a consolidação entre empresas da região.

 

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Beyond Vision angaria 28 milhões de euros para escalar produção de drones

A tecnológica portuguesa Beyond Vision, fornecedora registada de drones para a NATO, concluiu uma ronda de investimento de 28 milhões de euros para aumentar a capacidade industrial e acelerar a expansão internacional nos setores da defesa e infraestruturas críticas, anunciou a empresa esta quarta-feira.

A ronda foi co-liderada pela Índico Capital Partners e pela Lince Capital, com reforço de participação da ActiveCap, investidora na empresa desde 2024.

Segundo a Beyond Vision, o capital será aplicado em três frentes: reforço da infraestrutura operacional e escala da produção industrial, aceleração do investimento em Investigação e Desenvolvimento com foco em inteligência artificial e novas funcionalidades da plataforma de gestão em cloud, e consolidação da expansão comercial em novos mercados.

Fundada em 2013 e liderada por Dário Pedro, presidente executivo, e Luís Miguel Campos, chairman, a empresa desenvolve sistemas aéreos não tripulados baseados em algoritmos de IA e plataformas de gestão na cloud. A companhia é fornecedora registada da NATO e participa regularmente em exercícios de defesa europeus, incluindo os exercícios OPEX.

O investimento surge após a empresa ter atingido 150 colaboradores e superado as receitas estimadas para 2025, alargando a carteira de clientes militares e civis em vários países, de acordo com o comunicado.

“O capital angariado nesta ronda será aplicado em diversas áreas. Em primeiro lugar, a Beyond Vision irá reforçar a sua infraestrutura operacional e escalar a capacidade de produção industrial, de forma a dar resposta à crescente procura global por sistemas autónomos”, disse Dário Pedro, CEO da Beyond Vision.

O presidente da Índico Capital Partners, Stephan de Moraes, afirmou que a dependência de tecnologia soberana em setores como defesa e segurança é hoje uma prioridade estratégica, e que a empresa “redefiniu este mercado ao combinar hardware de alta precisão com algoritmos avançados de inteligência artificial a um custo muito competitivo”.

Para Tomás Lavin Peixe, Head of Venture Capital da Lince Capital, a participação reflete a convicção no potencial de um setor em transformação. “O atual contexto geopolítico e o reforço do investimento europeu em defesa estão a criar novas oportunidades para empresas tecnológicas com capacidade de competir internacionalmente”, disse.

A Beyond Vision está sediada em Portugal e opera globalmente no desenvolvimento de sistemas autónomos com arquitetura aberta e modular.

O investimento da Indico VC Fund II na Beyond Vision é apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da República Portuguesa, gerido pelo Banco Português de Fomento, com financiamento da União Europeia no âmbito do NextGenerationEU.

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Lucros do Bankinter sobem 11% para 901 milhões de euros com Portugal a contribuir com 178 milhões

Bankinter

O Grupo Bankinter apresentou um lucro líquido de 901 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, um aumento de 11% face ao mesmo período do ano anterior. O resultado antes de impostos atingiu 1.267 milhões de euros (+10,8%). Portugal contribuiu com um resultado antes de impostos de 178 milhões de euros, mais 13% do que há um ano, reforçando o peso da operação portuguesa no desempenho global.

A rendibilidade dos capitais próprios (ROE) do Grupo Bankinter situou-se em 19,2% e o ROTE em 20,4%. A margem financeira alcançou níveis recorde de 1.762 milhões de euros, com um crescimento de 5,7%, beneficiando do aumento dos volumes de negócio e da gestão dos diferenciais. As comissões líquidas subiram 12,9% para 651 milhões de euros, impulsionadas pela gestão de ativos, intermediação bolsista, negócio transacional e receitas de investimento alternativo. A margem bruta (produto bancário) avançou 6,5% para 2.397 milhões de euros.

Os custos operacionais totalizaram 833,9 milhões de euros, um aumento contido de 2,3%, abaixo do crescimento das receitas. O resultado da margem operacional subiu 8,8% para 1.563,6 milhões de euros. O rácio de eficiência (cost-to-income) consolidou-se em 34,8%, beneficiando da estrutura leve do Grupo e da aplicação de medidas de transformação digital, incluindo inteligência artificial generativa.

Na qualidade dos ativos, o rácio de morosidade melhorou para 1,84% (21 pontos base abaixo do valor de há um ano), com um índice de cobertura de 66,8%.

No balanço, a carteira de crédito totalizou 87.134 milhões de euros, mais 5,6%. Os recursos de clientes e os ativos sob gestão somaram 163.008 milhões de euros (+7,9%), com os recursos de clientes a crescerem 2,2% e os recursos geridos fora de balanço a avançarem 15,2%. Os valores sob custódia subiram 14,2% para 96.226 milhões de euros. No conjunto, os volumes de negócio com clientes (crédito, recursos e ativos sob gestão) atingiram 250.142 milhões de euros, mais 7,1%.

O rácio de capital CET1 reforçou-se para 13,2%, muito acima do mínimo exigido pelo BCE (8,6%).

Atividade em Portugal cresce 13%

Portugal manteve um ritmo de crescimento superior ao do Grupo. A margem bruta, que integra a totalidade das receitas, avançou 12% e o resultado antes de impostos chegou a 178 milhões de euros (+13%). A carteira de crédito atingiu 12.000 milhões de euros, com um aumento de 9%. O património gerido dos clientes — que inclui recursos de clientes, recursos fora de balanço e ativos sob custódia — cresceu 18%, totalizando 21.000 milhões de euros. O país consolida-se como a segunda geografia do Bankinter em volume de negócio e receitas.

Outras geografias

Em Espanha, o resultado antes de impostos atingiu 1.050 milhões de euros (+10%), com a carteira de crédito a crescer 3% e o património dos clientes a avançar 9%. Na Irlanda, o volume de negócio com clientes subiu 26%, a margem bruta cresceu 19% e o resultado antes de impostos chegou a 41 milhões de euros (+21%).

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