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Kiev vai tomar medidas para "missão humanitária" em Oleshky 

O exército da Ucrânia informou hoje que vai tomar medidas para garantir a realização de uma missão humanitária em Oleshky, cidade ucraniana ocupada por Moscovo, onde o Kremlin e a primeira-dama norte-americana anunciaram uma trégua.
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“Conceção-construção em esteróides” – Executivos do projeto da Estação Union destacam dinâmica da aliança

DR

Altos executivos da Kiewit, WSP e Metrolinx que trabalham no complexo Projeto de Ampliação da Estação Union (Union Station Enhancement Project), em Toronto, analisaram em detalhe os meandros do primeiro projeto-piloto do Canadá sob o modelo contratual de aliança (alliance contracting model), durante uma conferência do setor da construção realizada recentemente em Toronto.

Numa sessão que decorreu a 6 de outubro no simpósio de dois dias Best Practices in Construction, promovido pela Associação Canadiana da Construção (CCA), os gestores revelaram a contratação de preparadores comportamentais (behavioural coaches) no estrangeiro para ajudar os parceiros a alcançar consensos em matérias complexas — profissionais que permanecem no projeto há cinco anos —, bem como a forma como conseguiram desenvolver requisitos essenciais do projeto em tempo real.

Trata-se de um processo inédito no Canadá, sugeriu Marcia Medrano, vice-presidente executiva da Metrolinx para a expansão do GO e projetos conexos da Estação Union.

“O contrato de aliança é provavelmente um dos mais simples que já li, porque diz essencialmente que é preciso encontrar uma forma de trabalhar em conjunto e estabelece os princípios básicos. Portanto, a dimensão do comportamento humano é gigantesca”, afirmou.

“Toda a energia de cada interveniente é gasta a resolver o problema e não a calcular o risco do parceiro. As horas de trabalho são investidas com as pessoas que estão efetivamente a resolver as questões.”

O projeto de melhoria em curso (USEP) na Estação Union irá disponibilizar uma interface de transportes ampliada, com novas plataformas e linhas ferroviárias, ajudando a lançar várias melhorias nos corredores da rede GO, rumo à eletrificação do sistema regional. A obra arrancou em 2020 sob a liderança da ONTrack Alliance.

Medrano explicou: “A Estação Union é o coração de todo o sistema e o USEP foi o ponto de partida. Sabíamos que tínhamos de nos antecipar.”

O presidente da CCA, Rodrigue Gilbert, serviu de moderador do painel intitulado The Union Station Enhancement Project: Delivering Complexity (O Projeto de Ampliação da Estação Union: Gerir a Complexidade).

O USEP inclui a construção de novas plataformas com coberturas e elementos de acesso vertical, tais como escadas e elevadores; o desenvolvimento de novas vias concebidas para permitir velocidades ferroviárias mais elevadas com os respetivos trabalhos de sinalização; a criação de um novo átrio inferior sob as novas plataformas, ligando os átrios York, Bay e Via, a Union Square, a Scotiabank Galleria e as ruas York e Bay; além do desenvolvimento de um sistema de gestão de águas pluviais e outras infraestruturas técnicas do edifício.

DCN/MS

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Cessar-fogo humanitário local com Rússia começa a 27 de outubro, diz Kyiv

O principal negociador ucraniano envolvido numa missão humanitária liderada pela primeira-dama norte-americana confirmou hoje que um cessar-fogo com a Rússia terá início a 27 de outubro em Oleshky e em toda a região de Kherson (sul) e em áreas vizinhas.

 

Negociadores ucranianos, russos e norte-americanos chegaram hoje a acordo para prestar assistência humanitária na cidade de Oleshky, ocupada pela Rússia na região ucraniana de Kherson, dividida pela guerra.

Dmytro Lubinets, principal negociador ucraniano nas negociações, declarou à agência AP que o cessar-fogo entrará em vigor em toda a região de Kherson e nas áreas vizinhas essenciais para a operação humanitária.

Acrescentou que a iniciativa poderá servir de modelo para futuras missões humanitárias.

O exército da Ucrânia informou hoje que vai tomar medidas para garantir a realização de uma missão humanitária em Oleshky.

"As forças de defesa da Ucrânia assegurarão a execução da decisão do comandante-chefe supremo (o Presidente Volodymyr Zelensky) para que seja realizada uma missão humanitária em Oleshky. As ordens pertinentes serão transmitidas às tropas", declarou o Estado-Maior ucraniano numa mensagem no Telegram, sem mencionar diretamente um cessar-fogo.

A Rússia e a Ucrânia confirmaram hoje os preparativos para um cessar-fogo localizado na cidade ucraniana de Oleshky, ocupada pelas forças russas, permitindo a entrada de ajuda humanitária.

O entendimento, mediado e anunciado pela primeira-dama norte-americana, Melania Trump, deverá entrar em vigor em 27 de outubro, embora Moscovo tenha esclarecido que os militares ainda estão a acertar os detalhes da operação.

"Os militares estão a trabalhar para acordar os prazos de um cessar-fogo naquela zona, com o objetivo de garantir esta missão humanitária", afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, citado pelas agências russas.

Peskov acrescentou que todos os residentes que pretendam abandonar Oleshky poderão fazê-lo, estimando que a operação de retirada da população demore, pelo menos, vários dias.

Segundo Valeri Gerasimov, chefe de Estado-Maior russo, citado pelas agências russas, as forças de Moscovo suspenderão as operações militares na região de Oleshky, no sul da Ucrânia, "a partir das 04:00, hora de Moscovo (01:00 GMT), de 27 de outubro de 2026".

O anúncio antecipa em dois dias a data inicialmente indicada pela Casa Branca, que tinha anunciado o início da trégua para 29 de outubro, na sequência de negociações mediadas pela primeira-dama norte-americana, Melania Trump.

O Kremlin agradeceu expressamente a intervenção de Melania Trump nas negociações.

David Arakhamia, líder do grupo parlamentar do partido governamental e membro da delegação ucraniana nas negociações de paz afirmou que o objetivo é estabelecer corredores humanitários permanentes que permitam retirar civis em segurança e garantir o fornecimento de ajuda à população.

O Presidente russo, Vladimir Putin, declarou na quinta-feira estar pronto para retomar negociações tripartidas com Ucrânia e Estados Unidos.

"O objetivo destas discussões será tratar a questão das garantias de segurança, tanto para a Ucrânia como para a Rússia (...) no âmbito de um acordo final, e não após uma espécie de breve pausa nos combates", disse Putin a um jornalista da televisão estatal.

O Presidente russo rejeitou categoricamente a última proposta apresentada pelo seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para "congelar" a atual linha da frente no leste do país - o Donbass, que compreende as regiões de Donetsk e Lugansk - em troca do início de negociações diretas.

Putin refutou ainda a visão de Zelensky sobre a integridade territorial da Ucrânia, argumentando que toda a região oriental é "território russo", invocando referendos sobre a independência realizados nas partes das duas províncias ucranianas sob ocupação russa.

Os referendos não foram reconhecidos internacionalmente como legítimos, à exceção de alguns aliados de Moscovo. Depois dos não reconhecidos referendos, as duas províncias foram incorporadas na Federação Russa.

Zelensky, defendeu que o país não pode abdicar das cidades de Sloviansk e Kramatorsk, em Donetsk, porque se o fizesse, abriria caminho à Rússia chegar à província de Dnipro.

Na região oriental do Donbass, Lugansk já está sob controlo russo desde julho de 2022, apenas meses depois do início da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro do mesmo ano.

Atualmente, a Rússia controla entre 75% e 85% de Donetsk, mas não as cidades de Kramatorsk e Sloviansk — zonas de grande importância simbólica e estratégica, que albergam um extenso polo industrial, do qual depende a economia local, e uma rede ferroviária e rodoviária vital para a ligação às províncias de Kharkiv e Dnipro.

A linha da frente estende-se por cerca de 1.000 quilómetros, e as forças russas controlam aproximadamente 20% do território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e as zonas do Donbass.

Ucrânia: Kyiv vai tomar medidas para

Ucrânia: Kyiv vai tomar medidas para "missão humanitária" em Oleshky

O exército da Ucrânia anunciou medidas para garantir uma missão humanitária em Oleshky, cidade ocupada pela Rússia, onde foi anunciada uma trégua mediada pela primeira-dama norte-americana.

Lusa | 20:56 - 23/10/2026

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França. Mais de 242.000 casas sem eletricidade devido à tempestade Austen

Mais de 240.000 lares ainda estão afetados por cortes de eletricidade após a passagem da tempestade Austen hoje nas zonas oeste e norte de França, e que continua agora a caminho doo Benelux, causando grandes perturbações nos transportes.

 

Às 16h00 GMT de hoje, 242.000 lares ainda estavam sem eletricidade numa vasta parte do noroeste da França, segundo o último balanço do operador Enedis.

Vários feridos ligeiros foram atendidos pelos serviços de emergência desde o início da Austen, a primeira tempestade de outono do ano, que começou na noite de quinta-feira para hoje.

Um homem morreu de paragem cardiorrespiratória hoje no departamento da Mancha após a passagem da tempestade, "consequência indireta", enquanto serrava um tronco de árvore caído no seu quintal, anunciou a delegação do Governo.

Os ventos violentos causaram danos materiais e quedas de árvores, perturbando o tráfego rodoviário, aéreo e ferroviário.

O tráfego aéreo continua com perturbações nos aeroportos parisienses de Roissy-Charles de Gaulle e Orly, assim como em Nantes (oeste), com "atrasos" e "cancelamentos de voos" até ao final do dia, alertou o ministro dos Transportes Philippe Tabarot na rede social X.

O transporte ferroviário também sofreu perturbações no oeste e no norte do país, assim como na região parisiense. A tempestade está atualmente a passar pelo "Benelux", observa a Météo-France.

Na Bélgica, o mau tempo provocou quedas de árvores que feriram quatro pessoas em Bruxelas e causaram perturbações em várias linhas férreas e autoestradas.

A tempestade Austen também varreu o sul de Inglaterra, com rajadas registadas superiores a 120 quilómetros por hora nas ilhas Scilly, junto à Cornualha.

Às 17h00 locais (16h00 GMT), 15.000 habitações estavam sem eletricidade, segundo o operador da rede de distribuição de eletricidade no sudoeste de Inglaterra, National Grid.

Em Brighton, uma parte da estrutura da antiga ponte oeste da cidade costeira, que não era usada desde um incêndio em 2003, desabou hoje, segundo vídeos publicados nas redes sociais.

Leia Também: Autor de ataque em Paris tinha apartamento armadilhado com gás

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União Europeia apoia investigação do ataque a uma igreja na Jordânia

A União Europeia (UE) condenou hoje o "cruel atentado" contra uma igreja na província de Al Karak, na Jordânia, que causou pelo menos sete mortos e 34 feridos, e manifestou o seu apoio à investigação do ocorrido.

 

"Os nossos pensamentos estão com as vítimas e as suas famílias nestes momentos tão difíceis. Expressamos a nossa solidariedade com o povo e o Governo da Jordânia", afirmou um porta-voz da alta representante para a Política Externa da UE, Kaja Kallas, em comunicado.

Além disso, aquele porta-voz indicou que a UE "oferece o seu pleno apoio à investigação de segurança que está a ser conduzida pelas autoridades jordanas".

O ministro do Interior jordano, Mazen al Faraya, atribuiu hoje o "ataque terrorista" contra uma igreja na localidade de Hamud a "um grupo de extremistas", que não identificou.

As autoridades condenaram esta ação "sem precedentes" contra a comunidade cristã, que o rei da Jordânia, Abdalá II classificou como "ato terrorista".

Estes acontecimentos não são habituais na Jordânia, que tem uma população de cerca de 11,5 milhões de pessoas, na sua maioria muçulmanos, enquanto aproximadamente 3% são cristãos.

No entanto, ocorreram alguns incidentes relacionados com tiroteios nos últimos anos, enquanto as forças de segurança realizam frequentemente operações contra o contrabando de drogas e armas provenientes de países vizinhos.

Leia Também: Chefe da diplomacia da UE visita sede do TPI para manifestar "apoio"

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Artigo da “Science” marcou o “fim do Mundo” para 13 de novembro. E agora?

O apocalipse foi marcado para sexta-feira, dia 13 de novembro, segundo um artigo publicado em 1960 na revista “Science”, uma das mais importantes publicações científicas do Mundo. Porém, pode manter os planos para o fim de semana a seguir, já que a previsão dependia de uma condição que não se verificou.

Publicado a 4 de novembro e assinado por Heinz von Foerster, Patricia M. Mora e Lawrence W. Amiot, o estudo anunciava que, a 13 de novembro de 2026, a população aproximar-se-ia do infinito se continuasse a crescer como nos dois milénios anteriores. “Os nossos tetranetos não morrerão de fome. Serão esmagados até à morte”, argumentavam.

Por trás da data estava uma tentativa de descrever matematicamente o crescimento da humanidade. Os investigadores reuniram estimativas históricas e identificaram uma aceleração superior à do crescimento exponencial. Ao prolongar essa trajetória, o modelo chegava a uma singularidade em 2026: um ponto em que os valores calculados disparavam sem limite. Uma população infinita é fisicamente impossível e a data assinalava o resultado extremo dessa extrapolação.

Em meados do século XX, houve uma crescente preocupação da sociedade com o crescimento populacional global e o potencial para levar à escassez de recursos e a conflitos geopolíticos. A hipótese assentava na capacidade de comunicar e cooperar dos humanos, o que poderia significar mais colaboração e maior capacidade para resolver problemas, permitindo ultrapassar obstáculos ao crescimento. A mudança decisiva, contudo, foi a descida da fecundidade. Segundo as Nações Unidas, em 2024 a média mundial era de 2,25 filhos por mulher, menos um do que na geração anterior. A ONU descreve a transição demográfica como a passagem histórica para vidas mais longas e famílias mais pequenas, transformação incompatível com a continuação indefinida do crescimento acelerado.

Porém, na época, a publicação do artigo causou alvoroço imediato nos meios de comunicação social e a revista “Science” publicou cartas escritas por matemáticos e demógrafos a atacar o trabalho de von Foerster, considerando-o “ridículo” e “manifestamente absurdo”. Em resposta, os autores argumentaram com defesas vigorosas que reafirmavam os fundamentos matemáticos e as suas conclusões.

A ideia persistiu em parte porque as previsões para as populações futuras se mostraram bastante precisas. A equação central produziu projeções melhores do que as da maioria dos demógrafos ao longo das décadas de 1970 e 1980. Só em 1993 é que a precisão começou a falhar e a população mundial começou a ficar aquém das previsões.

Hoje, a taxa de natalidade global é um pouco menor do que a metade da taxa de 1960. Segundo a ONU, a população mundial deverá passar dos 8,2 mil milhões de pessoas estimados nesse ano para um máximo de cerca de 10,3 mil milhões em meados da década de 2080. Depois, deverá diminuir ligeiramente, para aproximadamente 10,2 mil milhões no final do século. Embora estejam sujeitas a incerteza, estão longe de uma trajetória rumo ao infinito.

JN/MS

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“Estúpida” e “tonta”. Trump insulta jornalistas da CNN e da ABC News

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insultar jornalistas ao chamar “tonta” a uma repórter da CNN e “estúpida” a outra profissional da ABC News, que lhe perguntavam sobre a libertação de um americano detido na Rússia.

À saída da Casa Branca para ir a um comício na Carolina do Sul, as repórteres perguntaram ao Presidente se a libertação do professor americano Stephen James Hubbard estava ligada ao recente alívio das sanções de Washington a Moscovo. “Não sabes do que estás a falar. Tens um baixo coeficiente intelectual, és tonta e trabalhas para a CNN”, respondeu o presidente a Kaitlan Collins, uma das figuras mais conhecidas do canal. Quando à outra repórter, da ABC News, colocou-lhe questões sobre o mesmo assunto, e Trump voltou a atacar: “És uma pessoa estúpida e, já agora, o teu canal é o pior de todos”.

No entanto, o próprio Trump tinha confirmado na sua rede Truth Social que a libertação de Hubbard estava ligada à sua decisão de não aplicar as sanções à Rússia. “Se as sanções tivessem sido impostas, sem dúvida essas negociações teriam parado completamente”, escreveu o presidente dos EUA, que assegurou que várias pessoas que tinham pedido para sancionar a Rússia o chamaram para se desculpar, porque “não sabiam que ele estava a negociar a libertação de Stephen Hubbard”.

Estes insultos a jornalistas acontecem um dia depois de Trump ter-se confrontado na sala Oval com Andrew Feinberg, do jornal The Independent, a quem alertou de que mais valia “ter cuidado” e perguntou-lhe se era “um doente”.

O presidente norte-americano já entrou em confronto diversas vezes com jornalistas, especialmente com repórteres mulheres, durante o seu segundo mandato, que começou em janeiro de 2025. Em novembro daquele ano disse: “cala-te, porquinha” à jornalista da Bloomberg Catherine Lucey quando esta lhe perguntou, a bordo do avião presidencial Air Force One, sobre o caso do pedófilo Jeffrey Epstein. Em maio passado, o Trump chamou “tonta” a Akayla Gardner, da MS NOW, depois de a jornalista lhe perguntar sobre o sobrecusto das obras de um grande salão de baile na Casa Branca. Além disso, o republicano mantém uma batalha judicial para impedir o acesso à Casa Branca de repórteres da CNN, MS NOW e Politico, uma medida que um juiz federal bloqueou por enquanto.

Segundo publicou esta semana o The New York Times, Trump pondera transformar a atual sala de imprensa da Casa Branca numa piscina coberta, o que, na prática, expulsaria a imprensa do recinto presidencial.

JN/MS

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Flávio Bolsonaro e Lula empatados a quatro dias das presidenciais

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De acordo com o instituto de pesquisas e sondagens Quaest, Bolsonaro e Lula continuam tecnicamente empatados dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Há uma ligeira descida de Flávio Bolsonaro e uma ligeira subida de Lula face à sondagem da mesma Quaest há precisamente uma semana, no dia 14.

Flávio Bolsonaro (PL, Partido Liberal) tinha 46% e, agora, 45%, ou seja, desceu um ponto. Considerando a margem de erro, tem de 43% a 47%.

Lula, do PT, Partido dos Trabalhadores, aparecia há uma semana com 44%, que mantém nesta última sondagem. Com a margem de erro, pode ir de 42% a 46%. Os indecisos são 2%. e os votos brancos, nulos ou que já decidiram que não vão votar estão estimados em 9%.

Os números que revelam um encurtamento da distância entre quem ficou à frente na primeira volta e o atual incumbente, vão ao encontro da tendência verificada nas últimas semanas, revelada igualmente no estudo da Nexus (sobretudo vocacionada para o mercado financeiro) que, no início desta semana, colocava a diferença em apenas seis décimas percentuais entre Bolsonaro e Lula.

A aprovação do governo de Lula sobe de 45 para 46%, a desaprovação desceu de 48 para 47. Segundo o estudo da Quaest, Flávio Bolsonaro tem 52% de índice de rejeição (apesar de tudo desce dois pontos percentuais em relação ao estudo divulgado na semana passada), e Lula, 47%. São boas notícias para o presidente: o mesmo estudo dava-lhe mais seis pontos percentuais de rejeição, na semana passada, ou seja, 53%.

44% dos inquiridos temem o regresso da família Bolsonaro ao poder, e 42% receiam mais um mandato de Lula.

JN/MS

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Governo Lula promete alívio ao setor de eventos após promessa de Flávio

O Governo Lula da Silva prometeu hoje um alívio ao setor de eventos, como bares, restaurantes e casas de show, após Flávio Bolsonaro prometer retomar um programa que socorreu o setor durante a pandemia.

 

Na prática, o Palácio do Planalto vai enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para perdoar dívidas tributárias de empresas de pequeno porte do setor de eventos.

Em outra frente, essas empresas poderão ainda acessar uma linha de crédito com juros reduzidos e subsidiados a ser ofertados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O anúncio, feito hoje pela equipa de Governo e da campanha do presidente Lula da Silva, sem previsão de quando de fato o projeto de lei será enviado ao Congresso, ocorre a poucos dias da segunda volta das eleições presidenciais, que será decidida no próximo domingo.

A medida também foi anunciada três dias após o adversário do petista, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, fazer promessa de campanha ao setor.

Flávio anunciou, caso eleito, que retomará um programa de deduções fiscais, extinto em abril de 2025, que socorreu os setores de eventos e festas impactados pela Covid-19.

Criado em 2022, o chamado "Perse" (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) teve impacto superior a 50 mil milhões de reais, cerca de 8,87 mil milhões de euros no câmbio atual, até o seu encerramento.

Num Brasil dividido, Lula e Bolsonaro vão a votos: O que promete cada um?

Num Brasil dividido, Lula e Bolsonaro vão a votos: O que promete cada um?

O Brasil decide, no domingo, quem será o próximo Presidente do maior país lusófono e da América Latina, numa luta entre o atual chefe de Estado, Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair.

Lusa | 09:11 - 23/10/2026

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"Vaca à solta" em bairro... acaba em autoestrada de Baltimore. Ora veja

Uma "vaca à solta" na tarde de quarta-feira, dia 21 de outubro, em Baltimore, no estado norte-americano do Maryland, levou a uma junção de esforços entre agentes da autoridade e o dono do animal para que esta fosse resgatada em segurança. Antes de ser capturada, ainda fugiu para a floresta e 'lançou o caos' numa autoestrada.

 

"Os agentes da polícia do Condado de Baltimore responderam hoje [na quarta-feira] a uma ocorrência invulgar: uma vaca à solta num bairro de Pikesville", começou por afirmar o Departamento da Polícia do Condado de Baltimore numa publicação no Facebook. 

Quando os agentes chegaram ao local, "o animal fugiu pela floresta", antes "de seguir para a autoestrada I-695." 

Então, os polícias Royster e Bailey "juntaram-se ao proprietário da vaca" para a localizar. E tiveram sucesso: "Recorrendo a uma corda de uma das viaturas policiais, os agentes ajudaram o proprietário a capturar a vaca".

O animal ficou "em segurança" até que um funcionário da quinta chegasse com um reboque para levar a vaca de volta 'a casa'. 

O incidente terminou sem feridos a registar - e com o Departamento de Polícia do Condado de Baltimore a agradecer a todos os que ajudaram a este desfecho "em segurança".

O momento em que a vaca circulou pela autoestrada ficou registado e foi publicado pelo jornal The Baltimore Sun. Pode vê-lo em baixo: 

Golfinho com

Golfinho com "saltos acrobáticos" avistado na Nazaré. E há vídeo

Um golfinho solitário tem sido avistado na enseada da Nazaré desde sexta-feira, atração que motivou um aviso da autarquia local. A câmara apela à população para manter a distância, não alimentar o animal e contactar as autoridades marítimas em caso de encalhe.

Notícias ao Minuto | 18:57 - 22/10/2026

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Burnham defende junto a Trump "acesso total" de Kyiv ao Starlink

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, defendeu hoje junto do Presidente norte-americano, Donald Trump, a importância de a Ucrânia ter acesso total" à rede de satélites Starlink, segundo Downing Street.

 

O líder britânico destacou que este sistema, cuja versão militar é conhecida por Starshield, é essencial para que os ucranianos "possam continuar a defender-se contra a invasão em grande escala conduzida pela Rússia".

Andy Burnham "elogiou a iniciativa do Presidente Trump de levar (o Presidente russo Vladimir) Putin à mesa das negociações", detalhou a assessoria do chefe do Governo britânico.

"Os líderes concordaram em trabalhar em conjunto, ao lado dos parceiros internacionais, para pôr fim a este derramamento de sangue", acrescentou.

Kiev relatou hoje que continuam a registar-se restrições no acesso ao Starshield, apesar de Trump ter anunciado, na véspera, que Elon Musk, dono da SpaceX, tinha restabelecido o acesso pleno das forças ucranianas à rede.

Uma fonte do Ministério da Defesa da Ucrânia informou hoje os jornalistas — incluindo da AFP — que as falhas técnicas continuavam a registar-se.

Trump, noticiou na quinta-feira o The Wall Street Journal, telefonou a Musk pedindo que suspendesse as limitações à versão militar do sistema de satélites Starlink na Ucrânia.

Segundo o jornal, que cita responsáveis norte-americanos, Trump manifestou a Musk frustração com o limite de velocidade imposto aos equipamentos ucranianos ligados à rede — que perdiam a ligação ao ultrapassar cerca de 160 quilómetros por hora —, o que, por sua vez, prejudicava a eficácia dos drones de ataque e dos intercetores ucranianos face às ofensivas russas.

Fontes oficiais de Washington e Kiev indicaram ao jornal que o serviço passou a funcionar com maior normalidade na quinta-feira, após a conversa; contudo, alguns representantes ucranianos salientaram que o sistema ainda não funciona com total normalidade.

O telefonema aconteceu depois de o mesmo jornal ter afirmado que Musk ordenou a redução da velocidade do serviço, no meio de versões contraditórias entre a SpaceX e a Casa Branca sobre se o magnata agiu por conta própria ou a pedido do governo norte-americano.

"Não quero entrar em detalhes", afirmou Trump quando questionado pela imprensa, na Casa Branca, sobre o alegado telefonema feito a Musk. Trump limitou-se a dizer que a sua relação com o empresário do setor tecnológico "é muito boa".

"A verdade é que, quer tenha sido eu a ligar, quer tenha sido outra pessoa, não faz diferença nenhuma. No final de contas, o que importa é que ele restabeleceu o serviço", acrescentou o Presidente norte-americano.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou na terça-feira o restabelecimento dos alertas precoces dos Estados Unidos destinados a detetar mísseis russos, outro problema de que as forças ucranianas se queixaram nas últimas semanas, marcadas por críticas de Trump a Kiev e ameaça de retaliações em caso de ataques a refinarias russas.

Steve Witkoff, enviado de Trump, reuniu-se esta semana com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo, na sequência de uma reunião em Oslo com líderes europeus e Zelensky, que apelou a uma cessação dos combates nas posições atuais como primeiro passo para as negociações.

A Rússia exige, nomeadamente, que o exército ucraniano se retire dos territórios que ainda controla na região de Donetsk (leste da Ucrânia), o que Kiev considera inaceitável.

Também Witkoff deu nota da distância entre as partes beligerantes, considerando na rede social X que as discussões com Putin tinham sido "construtivas e que iriam prosseguir no âmbito de conversações trilaterais", mas reconhecendo haver ainda "muito trabalho a fazer".

Leia Também: Trump pediu a Musk que suspendesse limitações do Starlink na Ucrânia

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