Já estão a caminho do Alto Minho os cinco amigos que decidiram viajar até à terra natal de trator. Arrancaram no sábado e hoje partiram da zona de Limoges, em direção a Marmande. Mais uma etapa de cerca de 200 quilómetros.
Dinis Amorim, Eduardo Santos, António Rodrigues, Manuel Barros e Nuno Soares vão percorrer mais de 1.600 quilómetros durante uma semana por estradas secundárias.
A previsão é que no sábado, dia 24, ao início da manhã, estejam a entrar em Portugal pela fronteira do Lindoso (Ponte da Barca), a meio da manhã cheguem a Arcos de Valdevez, terra de Dinis Amorim, e ao final do almoço a viagem esteja concluída em Paredes de Coura, de onde são naturais os restantes elementos.
Grupo de amigos já fez outras viagens “fora do normal”
Dinis Amorim, 56 anos, o único elemento de Arcos de Valdevez, embarca nesta aventura com os courenses Eduardo Santos, de 65 anos, António Rodrigues, 59, Manuel Barros, 58, e Nuno Soares, 45. Manuel Rodrigues, 52, conduz a autocaravana de apoio.
A ideia partiu de António Rodrigues. O grupo de amigos de “longa data”, emigrantes em França, junta-se “15 em 15 dias, de mês a mês” para um almoço onde acabam por combinar viagens “fora do normal”. Já fizeram Paris-Alto Minho de motorizada e bicicleta. E nesta última, em 2021, surgiu a ideia. “Quando fizemos essa viagem de bicicleta, o sr. Rodrigues sugeriu: a próxima viagem ser uma viagem de trator”.
Para António Rodrigues, nessa viagem, não poderia faltar Manuel Barros (apaixonado por tratores desde pequeno) e Eduardo Santos (com quem António Rodrigues aprendeu, jovem, a trabalhar nestas máquinas). Ambos aceitaram prontamente o convite.
Só que três elementos do grupo – Dinis Amorim, António Rodrigues e Nuno Soares – não tinham trator. “Cada vez que íamos de férias a Portugal íamos fazendo uma visita pelos stands e vendo os jornais. Acabámos por comprar os três tratores na cidade de Barcelos, comprámos todos ao mesmo homem, o nome dele é Manuel Barbosa”, aponta Dinis Amorim, acrescentando, a propósito da venda, um acordo fora do comum.
“A cada um deu a garantia de um ano, mas ao Nuno Soares deu a garantia de que se o trator não aguentar a viagem, ou seja, se tiver alguma avaria no motor ou na caixa, ele não paga o trator e fica com ele”, conclui.
O presidente da Câmara de Paredes de Coura, Tiago Cunha, participou no Encontro Nacional dos Arquitectos Paisagistas (ENAP’26), que decorreu em Tomar, com uma intervenção dedicada à infraestrutura verde em contexto rural e ao papel dos municípios na gestão sustentável do território.
Integrada no painel “A infraestrutura verde na promoção do território”, a apresentação de Tiago Cunha partiu da experiência de Paredes de Coura para defender uma abordagem que reconheça a paisagem rural como uma infraestrutura essencial ao equilíbrio ambiental, à atividade económica, à identidade local e à resiliência dos territórios.
Promovido pela Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP), no ano em que assinala o seu 50.º aniversário, o ENAP’26 reuniu profissionais, académicos, instituições e outros agentes ligados à arquitetura paisagista e ao ordenamento do território, sob o tema “Paisagem Comum”.
Uma infraestrutura verde que vai muito além das cidades
Na sua intervenção, Tiago Cunha, o único autarca convidado para este Encontro Nacional dos Arquitectos Paisagistas, sublinhou que a infraestrutura verde não deve ser entendida apenas como uma realidade urbana, associada a parques, jardins ou corredores arborizados. “Nos territórios rurais, assume formas próprias e desempenha funções igualmente determinantes, através das florestas autóctones, linhas de água, turfeiras, lameiros, sistemas tradicionais de regadio, áreas agrícolas e de pastoreio e corredores ecológicos”, explicou.
Estes elementos asseguram funções que se complementam: contribuem para a conservação da biodiversidade, a retenção e regulação da água, a proteção dos solos, a captura de carbono, a produção alimentar e a prevenção de incêndios rurais, mantendo também práticas e valores que fazem parte da identidade das comunidades.
“Uma infraestrutura verde rural pode desempenhar simultaneamente funções ambientais, produtivas e sociais”, foi uma das ideias centrais da apresentação de Tiago Cunha, que destacou a importância de reconhecer estes sistemas como parte integrante das políticas de planeamento e desenvolvimento local.
A experiência de Paredes de Coura
A apresentação evidenciou o percurso desenvolvido pelo Município de Paredes de Coura na construção de uma visão integrada da paisagem, com destaque para o Plano de Paisagem elaborado em 2015. Este trabalho procurou abranger as diferentes componentes do território — natural, urbana, rural e florestal —, promovendo a participação da comunidade e a valorização do carácter diferenciador da paisagem courense.
A partir desta visão, Tiago Cunha apresentou diferentes áreas de intervenção municipal, nomeadamente a recuperação e renaturalização de linhas de água, a valorização dos sistemas tradicionais de regadio, a gestão de zonas húmidas e lameiros e a conservação dos habitats da Paisagem Protegida do Corno de Bico.
Foi igualmente destacada a importância da gestão da vegetação, do pastoreio e da manutenção do mosaico agro-silvo-pastoril enquanto instrumentos de prevenção de incêndios e de preservação das funções ecológicas e produtivas do território.
O exemplo de Paredes de Coura demonstrou, assim, como a infraestrutura verde pode ser valorizada a partir dos recursos e das características de cada território, articulando a conservação da natureza com a atividade agrícola, a gestão da água, a proteção da paisagem e a vida das comunidades.
O papel dos municípios na construção de territórios mais resilientes
Para o presidente da Câmara, o desafio passa por integrar a infraestrutura verde nas decisões de planeamento e gestão territorial, reconhecendo não apenas o valor dos espaços naturais, mas também o trabalho e as atividades que contribuem para a sua manutenção.
Esta abordagem implica uma visão de longo prazo, capaz de articular políticas ambientais, agrícolas, florestais e de ordenamento do território, criando condições para que os sistemas naturais e produtivos continuem a desempenhar as suas funções.
A participação de Paredes de Coura no ENAP’26 constituiu uma oportunidade para partilhar a experiência do concelho num espaço nacional de reflexão e debate sobre o futuro da paisagem, afirmando a importância dos territórios rurais na resposta aos desafios das alterações climáticas, da perda de biodiversidade e da sustentabilidade. Como sintetizou Tiago Cunha no encerramento da apresentação, “cuidar da nossa paisagem é investir num território mais resiliente, mais vivo e mais preparado para o futuro”, concluiu.
Cinco amigos, cinco tratores. Dinis Amorim, Eduardo Santos, António Rodrigues, Manuel Barros e Nuno Soares vão arrancar este sábado da zona de Paris, França, para uma viagem de trator até ao Alto Minho. Serão mais de 1.600 quilómetros percorridos durante uma semana por estradas secundárias.
A partida está marcada para cerca das 09:00 de amanhã. Neste primeiro dia de viagem vão percorrer cerca de 200 quilómetros onde os aguarda a autocaravana de apoio conduzida por Manuel Rodrigues. Depois, todos os dias, a autocaravana segue à frente para encontrar um parque de campismo onde o grupo possa pernoitar.
A previsão é que no sábado seguinte, dia 24, ao início da manhã, estejam a entrar em Portugal pela fronteira do Lindoso (Ponte da Barca), a meio da manhã cheguem a Arcos de Valdevez, terra de Dinis Amorim, e ao final do almoço a viagem esteja concluída em Paredes de Coura, de onde são naturais os restantes elementos.
“Estamos a pensar em oito dias, caso contrário, se correr algo mal, nove ou dez, mas o objetivo é sair daqui no sábado e chegar no sábado”, conta a O MINHO Dinis Amorim, de 56 anos.
“No total são à volta de 1.600 quilómetros, porque vamos por estradas secundárias, uma vez que na maior parte das nacionais não podemos andar. Como vamos nas estradas secundárias vai ser de 1.600 quilómetros para cima”, adianta.
Grupo de amigos já fez outras viagens “fora do normal”
Dinis Amorim, o único elemento de Paredes de Coura, embarca nesta aventura com os courenses Eduardo Santos, de 65 anos, António Rodrigues, 59, Manuel Barros, 58, e Nuno Soares, 45. Manuel Rodrigues, 52, conduz a autocaravana de apoio.
A ideia partiu de António Rodrigues. O grupo de amigos de “longa data”, emigrantes em França, junta-se “15 em 15 dias, de mês a mês” para um almoço onde acabam por combinar viagens “fora do normal”. Já fizeram Paris-Alto Minho de motorizada e bicicleta. E nesta última, em 2021, surgiu a ideia. “Quando fizemos essa viagem de bicicleta, o sr. Rodrigues sugeriu: a próxima viagem ser uma viagem de trator”.
Para António Rodrigues, nessa viagem, não poderia faltar Manuel Barros (apaixonado por tratores desde pequeno) e Eduardo Santos (com quem António Rodrigues aprendeu, jovem, a trabalhar nestas máquinas). Ambos aceitaram prontamente o convite.
Só que três elementos do grupo – Dinis Amorim, António Rodrigues e Nuno Soares – não tinham trator. “Cada vez que íamos de férias a Portugal íamos fazendo uma visita pelos stands e vendo os jornais. Acabámos por comprar os três tratores na cidade de Barcelos, comprámos todos ao mesmo homem, o nome dele é Manuel Barbosa”, aponta Dinis Amorim, acrescentando, a propósito da venda, um acordo fora do comum.
“A cada um deu a garantia de um ano, mas ao Nuno Soares deu a garantia de que se o trator não aguentar a viagem, ou seja, se tiver alguma avaria no motor ou na caixa, ele não paga o trator e fica com ele”, aponta. Assim, no próximo sábado já deverá saber se tem que pagar o trator ou não.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
Uma violenta colisão rodoviária provocou três feridos, um deles grave, ao início da noite desta terça-feira, na freguesia de Formariz, Paredes de Coura.
Ao que O MINHO apurou, o sinistro ocorreu na Estrada Nacional 303 e as vítimas ficaram encarceradas no interior das viaturas.
Uma das vítimas, uma mulher de 67 anos, ficou em estado grave. As restantes vítimas, um homem de 65 anos e uma mulher de 33, sofreram ferimentos considerados ligeiros.
Vídeo: DR
O socorro foi prestado pelos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura, Bombeiros Voluntários de Valença e SIV de Ponte de Lima. Os feridos foram transportados para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.
O alerta foi dado às 20:13 e o trânsito esteve cortado até por volta das 22:00.