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Santa Catarina vistoria 1,6 mil granjas após foco de Newcastle

22 October 2026 at 10:46

O governo de Santa Catarina iniciou um amplo processo de vistoria em mais de 1.600 propriedades rurais após a confirmação de um caso da doença de Newcastle em uma granja de perus no município de Nova Itaberaba, localizado no oeste catarinense. O caso foi confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária na última segunda-feira.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) informou que identificou o foco da doença durante uma visita de rotina realizada em propriedades rurais do estado. Em resposta, o governo federal decretou emergência zoosanitária por 60 dias, abrangendo não apenas Nova Itaberaba, mas também os municípios vizinhos de Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

Medidas de contenção e protocolos sanitários

As equipes da CIDASC (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) e do Ministério da Agricultura e Pecuária atuam tanto na propriedade afetada quanto em um raio de 10 quilômetros ao redor, alcançando propriedades rurais vizinhas.

A granja onde foi identificado o foco de newcastle está interditada, com acesso restrito a profissionais devidamente autorizados.

Entre as medidas previstas estão a eliminação das aves da propriedade, a limpeza e desinfecção completa do local e o descarte de todos os materiais que tiveram contato com os animais.

Além das ações na propriedade afetada, o governo de Santa Catarina pretende vistoriar as 1.600 propriedades rurais no estado.

Em algumas poderão ser coletadas amostras de sangue dos animais para verificar a ocorrência ou não de contaminação.

Segundo a CIDASC, a população pode continuar consumindo carne de aves e produtos inspecionados, sendo recomendável identificar estabelecimentos regularizados com selo de inspeção sanitária.

Países suspendem importações e impacto econômico preocupa

O caso já gerou repercussões no comércio exterior brasileiro.

China, que é o maior mercado comprador, Chile e Arábia Saudita suspenderam as compras provenientes de Santa Catarina. Medida considerada positiva por restringir o embargo apenas ao estado e não ao Brasil inteiro.

O México adotou uma postura mais severa, suspendendo todos os produtos avícolas brasileiros — a situação considerada mais grave entre as restrições impostas até o momento. A Malásia se juntou ao México e anunciou também a suspensão da importação de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves de todo o Brasil.

Santa Catarina é responsável por entre 20% e 30% das exportações de produtos avícolas do Brasil. O país exportou 5,3 milhões de toneladas no ano passado, o que rendeu cerca de 10 bilhões de dólares.

Na última ocasião em que o Brasil enfrentou um embargo semelhante, as perdas foram estimadas em aproximadamente 139 milhões de dólares em vendas que não se concretizaram para o exterior, com produtos que acabaram sendo direcionados ao mercado interno. Naquela oportunidade, o problema foi solucionado em cerca de 26 dias. As autoridades trabalham para que as medidas fitossanitárias em curso permitam retomar as exportações o quanto antes.

O Ministério da Agricultura e Pecuária reforçou que mantém diálogo com outros parceiros comerciais para assegurar a transparência das informações e avançar em tratativas para a adequação das exportações.

Monitoramento sanitário

As medidas de vigilância e controle abrangem Nova Itaberaba e outros três municípios: Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. Ao todo, 133 granjas estão incluídas na área de monitoramento, segundo o ministério.

As autoridades vão acompanhar a situação durante o período de incubação da doença, estimado em 21 dias. O protocolo prevê dois períodos de 21 dias, totalizando 42 dias de acompanhamento.

O Brasil poderá voltar a ser considerado livre da doença de Newcastle após 90 dias, conforme as regras sanitárias aplicáveis ao caso.

Newcastle: Malásia suspende importações brasileiras e Arábia Saudita de SC

21 October 2026 at 20:01

A Malásia se juntou ao México e anunciou a suspensão da importação de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves de todo o país, após o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) confirmar um caso da doença de Newcastle em uma granja em Santa Catarina nesta segunda-feira (19).

Segundo a pasta, a Arábia Saudita também notificou o Brasil sobre a suspensão da importação de carne e produtos cárneos de aves provenientes de Santa Catarina.

O ministério reforçou que mantém diálogo com outros parceiros comerciais para assegurar a transparência das informações e avançar em tratativas para a adequação das exportações.

“O Mapa mantém articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, fornecendo informações técnicas sobre a ocorrência e as medidas de controle adotadas. A atuação busca assegurar a transparência das informações e avançar nas tratativas para a retomada segura do comércio, em conformidade com os requisitos sanitários de cada mercado”, destacou o ministério em nota.

“A situação dos demais mercados segue em monitoramento pelo Ministério, que divulgará novas informações à medida que houver atualizações confirmadas”, complementou.

Outras suspensões

Nesta semana, o México já havia anunciado a suspensão da importação, de todo o território nacional, de aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves canoras, ornamentais ou de rapina destinadas à comercialização e aves de companhia.

Na mesma data, China e Chile também comunicaram ao ministério a suspensão de produtos provenientes de Santa Catarina.

O país asiático, principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, restringiu os embarques de carne e produtos cárneos de aves.

Já o Chile anunciou que vai suspender a compra de ovos férteis, ovos SPF, pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves, ovos para consumo humano e produtos cárneos contendo carne fresca de aves.

Doença de Newcastle

O caso de Newcastle foi identificado durante um programa de vigilância ativa da defesa agropecuária. De acordo com o ministro da Agricultura, André de Paula, a coleta de amostras ocorreu em 21 de setembro. Em 14 de outubro, os resultados indicaram a possibilidade de infecção, o que levou à suspensão das atividades da granja e à realização de novos testes. A confirmação ocorreu em 18 de outubro.

O Ministério da Agricultura iniciou as operações para eliminar o foco da doença. Na propriedade, as autoridades vão sacrificar as aves e realizar a limpeza e a desinfecção das instalações. A retomada da produção dependerá do cumprimento dos protocolos sanitários e da ausência de novos casos.

As medidas de vigilância e controle abrangem Nova Itaberaba e outros três municípios: Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. Ao todo, 133 granjas estão incluídas na área de monitoramento, segundo o ministério.

As autoridades vão acompanhar a situação durante o período de incubação da doença, estimado em 21 dias. O protocolo prevê dois períodos de 21 dias, totalizando 42 dias de acompanhamento.

O Brasil poderá voltar a ser considerado livre da doença de Newcastle após 90 dias, conforme as regras sanitárias aplicáveis ao caso.

 * Sob supervisão de Gabriella Weiss

CNA defende negociação da regionalização de embargos após caso de Newcastle

21 October 2026 at 19:23

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) defendeu a regionalização de embargos como método de contenção e amenização de impactos a cadeia produtiva e reforçou a confiança no sistema de defesa sanitária brasileiro após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina.

Em comunicado técnico divulgado nesta terça-feira (20), a entidade destacou que a identificação ocorreu durante uma investigação epidemiológica e defendeu a adoção de medidas para conter a doença e reduzir os impactos sobre as exportações de produtos avícolas.

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou o caso em 18 de outubro, após análises de amostras coletadas na propriedade no fim de setembro. A investigação foi conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, e a confirmação laboratorial foi realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, reconhecido como referência pela OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal).

Desde a suspeita, a granja está interditada, com a movimentação de animais suspensa. Após a confirmação, as aves serão sacrificadas, e as instalações e os equipamentos passarão por procedimentos de limpeza e desinfecção.

Em 19 de outubro, o Ministério da Agricultura também publicou a Portaria nº 962/2026, que declarou estado de emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, em Santa Catarina.

Exportações de carne de aves

A ocorrência pode afetar o comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. Segundo a CNA, o Brasil suspendeu preventivamente as exportações de carne de aves e seus produtos, em um mecanismo de autoembargo previsto nos requisitos sanitários internacionais.

As restrições variam conforme os acordos entre o Brasil e os países importadores. As suspensões podem abranger todo o território nacional, limitar-se ao estado onde o foco foi identificado ou atingir uma área delimitada ao redor da propriedade afetada.

A entidade afirma que o objetivo é demonstrar que o caso é isolado e negociar com os mercados compradores a adoção da regionalização das restrições, para minimizar os efeitos sobre os embarques brasileiros.

Santa Catarina tem peso relevante no comércio exterior do setor. Em 2025, o estado exportou 29,5 mil toneladas de carne de peru, o equivalente a 44,8% do volume total embarcado pelo Brasil. Na carne de frango, ocupou a segunda posição entre os estados exportadores, com 1,20 milhão de toneladas, ou 23,3% do total nacional.

A receita catarinense com as exportações de carne de aves somou US$ 2,1 bilhões em 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) citados no comunicado.

Vigilância sanitária

A CNA destacou que a identificação do foco por meio da vigilância ativa reforça a capacidade de detecção precoce de doenças em aves domésticas e silvestres.

Foram realizadas 324 investigações de suspeitas de síndrome respiratória desde o início de 2026, tendo como alvos a influenza aviária de alta patogenicidade e a doença de Newcastle. Desde 2022, o número acumulado chegou a 5.444 investigações.

As autoridades sanitárias acompanharão o caso durante o período de incubação da doença, de 21 dias. Caso não sejam identificados novos focos, o Brasil poderá recuperar o status de país livre da doença de Newcastle após 90 dias, conforme as regras da OMSA.

Os últimos registros brasileiros citados pela CNA ocorreram em 2006, em aves de subsistência no Amazonas, em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul, e em 2024, em uma granja comercial de frangos de corte no Rio Grande do Sul.

Consumo e prevenção

A doença de Newcastle é causada pelo paramixovírus aviário sorotipo 1 e pode afetar diferentes espécies de aves. Entre os sinais clínicos estão sintomas respiratórios, inchaço da cabeça e da face, fraqueza, alterações neurológicas e mortalidade elevada.

Embora seja uma zoonose, a infecção pode causar conjuntivite transitória em humanos. A CNA ressalta, porém, que o consumo de carne, ovos e outros produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial continua seguro e sem contraindicações.

A entidade também orienta os produtores a reforçar as medidas de biosseguridade nas granjas, com controle de visitantes, uso de roupas e calçados exclusivos, limpeza e desinfecção de instalações, equipamentos e veículos, manutenção das telas dos aviários e controle de pragas.

Suspeitas que envolvam sinais respiratórios ou neurológicos, assim como mortalidade elevada e súbita, devem ser comunicadas imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial.

A CNA afirmou que o episódio é uma questão de sanidade animal e reiterou a confiança nas autoridades sanitárias, além de destacar o compromisso dos produtores rurais e da agroindústria com a biosseguridade.

Produção e exportações recordes redefinem a pecuária brasileira

 

Chile também suspendeu compra de produtos avícolas de Santa Catarina

21 October 2026 at 09:22

O Chile juntou-se à China e suspendeu as importações de produtos avícolas de Santa Catarina, após o caso de Newcastle localizado em uma grande de Nova Itaberaba. A restrição atinge ovos férteis, ovos SPF, pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves, ovos para consumo humano e produtos cárneos contendo carne fresca de aves), segundo o anuncio do Ministério da Agricultura. 

A Pasta afirma que mantém articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, fornecendo informações técnicas sobre a ocorrência e as medidas de controle adotadas. “A atuação busca assegurar a transparência das informações e avançar nas tratativas para a retomada segura do comércio, em conformidade com os requisitos sanitários de cada mercado.”

Além desses dois países, o México optou por embargar as compras de todo o Brasil.

O caso de Newcastle foi identificado durante um programa de vigilância ativa da defesa agropecuária. De acordo com o ministro da Agricultura, André de Paula, a coleta de amostras ocorreu em 21 de setembro. Em 14 de outubro, os resultados indicaram a possibilidade de infecção, o que levou à suspensão das atividades da granja e à realização de novos testes. A confirmação ocorreu em 18 de outubro.

Medidas sanitárias

O Ministério da Agricultura iniciou as operações para eliminar o foco da doença. Na propriedade, as autoridades vão sacrificar as aves e realizar a limpeza e a desinfecção das instalações. Segundo Allan Alvarenga, secretário substituto de Defesa Agropecuária,  o ministério conduz estudos para iniciar o procedimento o mais rápido possível. A retomada da produção dependerá do cumprimento dos protocolos sanitários e da ausência de novos casos.

Nas propriedades próximas, as equipes coletam amostras para verificar a presença do vírus. Os técnicos também investigam sinais clínicos e respiratórios nas aves. Caso não encontrem sintomas, as amostras serão encaminhadas para análise da doença de Newcastle no laboratório do ministério.

As medidas de vigilância e controle abrangem Nova Itaberaba e outros três municípios: Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. Ao todo, 133 granjas estão incluídas na área de monitoramento, segundo o ministério. Uma portaria para declarar emergência sanitária nesses quatro municípios deve ser publicada nesta segunda-feira (19), e o governo não considera, por enquanto, a necessidade de ampliar o orçamento para enfrentar a ocorrência.

As autoridades vão acompanhar a situação durante o período de incubação da doença, estimado em 21 dias. O protocolo prevê dois períodos de 21 dias, totalizando 42 dias de acompanhamento.

O Brasil poderá voltar a ser considerado livre da doença de Newcastle após 90 dias, conforme as regras sanitárias aplicáveis ao caso, informou Alvarenga. O secretário afirmou que o governo já solicitou à OMSA a redução desse prazo, mas a atualização ainda não foi implementada.

Governo impõe emergência zoossanitária após detectar Newcastle em SC

Logo Agência Brasil

O governo federal declarou estado de emergência zoossanitária nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, todos em Santa Catarina, em razão de um foco da doença de Newcastle encontrado em um estabelecimento de aves comerciais no município de Nova Itaberaba.

De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União, o estado de emergência zoossanitária fica declarado por um total de 60 dias.

Entenda

Notícias relacionadas:

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou na segunda-feira (19) o registro de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba. A existência do foco foi confirmada no domingo (18).

Segundo a pasta, o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves. Além disso, medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

O governo informou que notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e os parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária.

Doença

A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme critérios estabelecidos pela OMSA.

A ocorrência em Santa Catarina foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo serviço veterinário oficial do estado e confirmada por meio de análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo.

Agricultura confirma foco de doença de Newcastle em Santa Catarina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o registro de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A existência do foco foi confirmada no domingo (18).

O ministério informou que o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves. Além disso, a pasta esclareceu que medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina e confirmada por análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). 

O laboratório é reconhecido pela OMSA como de referência internacional para o diagnóstico da doença.

“O Mapa ressalta que, apesar da necessidade de adoção de medidas sanitárias para controlar a ocorrência, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”, disse o ministério.

O governo informou que notificou a OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária. 

O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Rafael Requião, disse que não recebeu qualquer informação sobre a suspensão das exportações brasileiras por conta do foco da doença.

"Ainda não temos nada objetivo a informar [sobre suspensão de exportações]", afirmou.

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