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Mulher procurada pela Interpol por morte de fotógrafo é presa no RS

23 October 2026 at 16:35

A procurada da Interpol Paula Caroline Ferreira, de 32 anos, foi presa nesta quinta-feira (22), pouco antes de deixar um hotel em Santo Antonio da Patrulha (RS). O companheiro dela, Letier Ademir Silva Lopes, também foi preso. Segundo a Polícia Civil, ele integra uma das principais facções criminosas gaúchas e era procurado após condenação criminal.

Segundo a Brigada Militar, o fato do casal estar deixando o estabelecimento na hora da abordagem reforça “a possibilidade de que estivessem se preparando para abandonar a região e, eventualmente, o estado do Rio Grande do Sul”.

Após a captura, os presos foram encaminhados para os procedimentos legais cabíveis, permanecendo à disposição da Justiça.

Paula Caroline foi incluída na lista vermelha de procurados da Interpol após ser condenada, em março deste ano, pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni. Ele foi assassinado em 2015.

Paula deve cumprir pena por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além dela, outro homem, identificado como Juliano Biron da Silva, foi condenado, em 2020, como o autor dos disparos.

Segundo a denúncia do MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul), a ré mantinha contato frequente com o fotógrafo e mantinha um relacionamento amoroso com Juliano.

Gustavo foi torturado e morto a tiros em julho de 2015, na Praia de Paquetá, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Condenação

Paula foi condenada a 26 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Na época do julgamento, o delegado Marco Antônio Guns, responsável pela investigação, disse que ela era a figura central do crime.

Já Juliano, que ficou foragido entre 2024 e 2025 pela morte de Gustavo, recebeu pena de 18 anos de reclusão, em regime fechado.

Segundo as investigações, ele era ligado à maior facção criminosa no estado e foi preso, em 2025, pelas Polícia Nacional boliviana e Polícia Federal brasileira, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto.

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Polícia prende suspeito de assalto que deixou arqueóloga baleada no Leblon

23 October 2026 at 16:27

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quinta-feira (22), um suspeito de participar do assalto que deixou a arqueóloga Tânia Andrade Lima, de 81 anos, baleada. O homem foi localizado e capturado no bairro de Benfica, na Zona Norte do Rio.

A arqueóloga havia acabado de sair de um banco quando foi abordada por um criminoso, que a derrubou, agrediu e atirou contra ela antes de levar sua bolsa. Tânia foi atingida por três disparos. O caso aconteceu na quinta-feira (15).

De acordo com as autoridades, o suspeito é apontado como responsável por monitorar vítimas e repassar informações aos comparsas. Ele foi identificado em pelo menos cinco assaltos.

O homem observava as agências bancárias para identificar pessoas que sacavam dinheiro. Em seguida, repassava as informações aos demais integrantes do grupo, que abordavam as vítimas após a saída dos bancos. Veja vídeo da prisão:

Investigação

Segundo a apuração da Polícia Civil, os investigadores identificaram um padrão de atuação em diferentes crimes. O grupo é investigado por uma série de roubos praticados em diferentes regiões da cidade.

Em um assalto ocorrido em março deste ano, no Recreio dos Bandeirantes, o homem foi flagrado dentro de uma agência bancária observando uma vítima. Ele chegou a fotografá-la e enviar a imagem aos comparsas.

Já em agosto, integrantes do grupo foram identificados em pelo menos quatro assaltos em Copacabana, no Flamengo e na Barra da Tijuca.

As investigações continuam para identificar os demais integrantes da quadrilha.

Entenda caso da arqueóloga Tânia Andrade Lima

A arqueóloga Tânia Andrade Lima, de 81 anos, foi baleada durante um assalto na tarde de quinta-feira (15), na rua General Venâncio Flores, no Leblon, zona Sul do Rio. Ela havia acabado de sair de um banco. Imagens de câmeras de segurança mostram que a vítima caminhava em direção ao carro quando foi abordada por um criminoso, que a derrubou, agrediu e atirou contra ela antes de levar sua bolsa.

Tânia foi atingida por três disparos. Dois acertaram a mão e o braço de raspão, enquanto o terceiro atingiu a região da nuca, onde a bala ficou alojada. Ela foi socorrida por agentes da Operação Segurança Presente e levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

Segundo a direção do hospital, os ferimentos no pescoço e no ombro não eram graves, mas a lesão na mão exigia mais cuidados.

Em nota, a SMS (Secretária Municipal de Saúde) informou que ela deixou a unidade com familiares, que optaram por levá-la para hospital conveniado ao seu plano de saúde.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa do citado. O espaço segue aberto.

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Polícia prende “Léo Piloto”, suspeito de integrar milícia no Rio

23 October 2026 at 13:17

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quinta-feira (22), Leonardo Torres Gomes, conhecido como “Léo Piloto”, suspeito de integrar a milícia que atua na zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, ele teria participado de uma invasão armada em que criminosos usaram uniformes e identificações da própria DRACO-IE (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais).

A ação ocorreu em 4 de julho deste ano, na comunidade Cantagalo, em Campo Grande. Imagens analisadas pelos investigadores mostram homens armados com fuzis e equipamentos táticos usando identificações da unidade especializada. A suspeita é que o grupo tenha tentado se passar por policiais durante uma investida ligada à disputa por territórios.

Veja abaixo:

 

Segundo os investigadores, Léo Piloto foi identificado em menos de 48 horas após o episódio. De acordo com a Polícia Civil, ele é um dos responsáveis pelas ações armadas da milícia liderada por um criminoso conhecido como “Jorjão” ou “PL”.

Durante a prisão, os agentes apreenderam uma pistola de uso restrito e um carro de luxo roubado que apresentava sinais identificadores adulterados.

Conhecido como Léo Piloto, Leonardo Torres Gomes é investigado por participação em uma invasão armada na Zona Oeste do Rio em que criminosos usaram uniformes da DRACO-IE. Ele foi preso nesta quinta-feira (22), e os agentes apreenderam uma pistola de uso restrito e um veículo de luxo roubado com sinais identificadores adulterados.
Leonardo Torres Gomes, conhecido como Léo Piloto, foi preso nesta quinta-feira (22), suspeito de integrar o braço armado de uma milícia que atua na Zona Oeste do Rio. Com ele, a Polícia Civil apreendeu uma pistola de uso restrito e um carro de luxo roubado e adulterado. • Reprodução
Cartaz dos Procurados sobre o preso e o outro suspeito identificado.
A Polícia Civil ainda procura Lorran, apontado como outro participante da invasão. • Reprodução – Procurados

As investigações também apuram confrontos entre integrantes da milícia e criminosos ligados ao Comando Vermelho. A Polícia Civil busca identificar outros participantes da invasão e esclarecer o envolvimento do grupo nas disputas territoriais da Zona Oeste.

Prisão preventiva para suspeito de 29 crimes em São Miguel

23 October 2026 at 12:56
O homem foi detido, na terça-feira apanhado em flagrante delito, na sequência de diligências de investigação da Esquadra da Lagoa e está "indiciado pela prática de 29 crimes".

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Após ter sido presente à autoridade judiciária competente para o primeiro interrogatório judicial, "foi aplicada ao arguido a medida de coação de prisão preventiva"

Stanford Prison Experiment: saiba como foi o experimento que testou os efeitos psicológicos da vida prisional em estudantes universitários

23 October 2026 at 12:38

Você seria preso por vontade própria, sem ter cometido nenhum crime? Essa é a pergunta que 24 voluntários precisaram fazer a si mesmos antes de se inscreverem para um estudo universitário realizado na Califórnia em 1971.

O Stanford Prison Experiment, idealizado pelo psicólogo americano Philip Zimbardo, observou quais os efeitos psicológicos derivados do sistema prisional americano, seja na figura de um detento ou de um guarda. Para isso, a equipe de Zimbardo, com a ajuda de pessoas especializadas, montou uma prisão simulada para avaliar o comportamento dos participantes.

O complexo foi construído em um corredor do Departamento de Psicologia da Universidade de Stanford. As portas das salas e laboratórios foram substituídas por estruturas fortificadas com barras de aço e grades, e o corredor se tornou o “pátio”, onde os detentos podiam andar, comer e fazer exercícios fora da cela. Se fossem levados a qualquer outro lugar, eles eram vendados, para não saberem como sair da prisão.

O ambiente também era ausente de janelas ou relógios, e os participantes eram monitorados por meio de câmeras instaladas nas celas.

Como os detentos se vestiam?

Após serem levados em carros de polícia para dentro do complexo, os detentos recebiam um uniforme semelhante a uma bata, que eles precisavam usar o tempo todo sem roupa íntima. Na frente e nas costas da peça estava estampado o número de identificação da prisão.

Já no tornozelo direito de cada detento havia uma corrente pesada, parafusada e usada o tempo todo. Eles usavam sandálias de borracha e cobriam o cabelo com uma touca feita de uma meia de náilon, que substituía o processo de raspar a cabeça. 

A equipe que idealizou o experimento explicou que os prisioneiros reais não usam batas, mas sentem-se controlados e, às vezes, humilhados. O objetivo era produzir efeitos semelhantes, e, de fato, assim que alguns dos prisioneiros vestiram esses uniformes, começaram a andar, sentar e se comportar de maneira diferente.

A corrente no pé, também incomum na maioria das prisões, era usada para lembrar os detentos da opressão do ambiente em que viviam. Mesmo dormindo, eles não conseguiam escapar da atmosfera opressiva. Quando se viravam, a corrente batia no outro pé, acordando-o e lembrando-o de que ainda estava preso, sem poder escapar nem mesmo durante os sonhos. 

Preparação dos guardas

Segundo o site oficial do experimento, os guardas não receberam treinamento específico sobre como exercer a função. Em vez disso, eles tinham liberdade, dentro de certos limites, para fazer o que considerassem necessário para manter a lei e a ordem na prisão e para inspirar respeito entre os prisioneiros.

Três guardas trabalhavam em cada um dos três turnos de oito horas, enquanto três prisioneiros ocupavam cada uma das três celas vazias 24 horas por dia. Os guardas e prisioneiros restantes dos 24 voluntários estavam de prontidão, caso fossem necessários.

Às 2h30 da manhã, os prisioneiros eram rudemente despertados do sono por apitos estridentes para a primeira de muitas “contagens”. As contagens serviam para familiarizar os prisioneiros com seus números. Já as punições contavam principalmente com flexões, o que, de início, os psicólogos acharam “infantil”. Mas essa punição vinha acompanhada de pisões nas costas ou de ordens para que os detentos sentassem em cima durante o ato.

Rebelião dos detentos

No segundo dia do experimento, os detentos tiraram as meias de nylon da cabeça, arrancaram os números de identificação e construíram uma barricada nas celas, encostando suas camas na porta. Para conter a revolta, os guardas pediram reforços e usaram um extintor de incêndio para afastar os detentos.

Como consequência, eles também invadiram as celas, despiram os prisioneiros, retiraram as camas, forçaram os líderes da rebelião a ficarem em confinamento solitário e, de modo geral, começaram a assediar e intimidar os detentos.

Para aqueles que se comportassem, alguns privilégios seriam concedidos, como comer comida especial na presença dos outros prisioneiros que haviam perdido temporariamente o privilégio de se alimentar. O efeito disso foi quebrar a solidariedade entre os prisioneiros.

Até mesmo ir ao banheiro tornou-se um privilégio que um guarda podia conceder ou negar a seu bel-prazer. De fato, após o toque de recolher noturno às 22h, os prisioneiros eram frequentemente forçados a urinar ou defecar em um balde deixado em suas celas.

Ocasionalmente, os guardas não permitiam que os prisioneiros esvaziassem esses baldes, e logo a prisão começou a cheirar a urina e fezes – agravando ainda mais a qualidade degradante do ambiente.

Após uma sessão de visitas com familiares dos detentos, um boato se espalhou. De acordo com a equipe, um prisioneiro libertado por problemas de saúde iria reunir um grupo de amigos e invadir o presídio para libertar os demais. No fim, a fuga era apenas um boato, mas os guardas estavam preparados para a ira dos detentos. 

Frustrados pelo esforço inútil, eles intensificaram visivelmente o nível de assédio, aumentando a humilhação a que os prisioneiros eram submetidos, forçando-os a realizar trabalhos humilhantes, como limpar vasos sanitários com as próprias mãos. Os guardas obrigavam os prisioneiros a fazer flexões, polichinelos, qualquer coisa que lhes viesse à cabeça, e aumentaram a duração das sessões para várias horas.

Resultados do experimento

Planejado para durar de 1 a 2 meses, o experimento foi encerrado no 6.º dia, devido aos abusos e ao sofrimento psicológico. Conforme relatado pela equipe do Dr. Zimbardo, os detentos estavam desintegrados, tanto como grupo quanto individualmente.

Não havia mais nenhuma unidade grupal, apenas um bando de indivíduos isolados se agarrando à vida, muito parecido com prisioneiros de guerra ou pacientes psiquiátricos hospitalizados. Os guardas haviam conquistado o controle total da prisão e exigiam a obediência cega de cada prisioneiro.

Dois meses após o estudo, o detento 416, que ficou em confinamento solitário por várias horas, relatou a própria experiência com relação ao experimento.

“Comecei a sentir que estava perdendo minha identidade, que a pessoa que eu chamava de “Clay”, a pessoa que me colocou neste lugar, a pessoa que se voluntariou para entrar nesta prisão – porque era uma prisão para mim; ainda é uma prisão para mim”, afirmou o detento.

“Não a considero um experimento ou uma simulação, porque era uma prisão administrada por psicólogos em vez de administrada pelo Estado. Comecei a sentir que essa identidade, a pessoa que eu era e que havia decidido ir para a prisão, estava distante de mim – estava remota, até que finalmente eu não era mais isso, eu era 416. Eu era realmente o meu número”, completou.

O objetivo principal do experimento, segundo Zimbardo e o restante da equipe, era mudar as instituições para que promovessem valores humanos. Infelizmente, nos anos seguintes, as condições prisionais e as políticas correcionais nos Estados Unidos se tornaram ainda mais punitivas e destrutivas. A piora das condições resultou da politização do sistema prisional, com políticos competindo para ver quem é o mais rigoroso com o crime.

Esse ano, a Netflix lançou uma releitura moderna do estudo, em que 30 pessoas permanecem em uma prisão real por duas semanas, e as mudanças na dinâmica de poder expõem do que elas são capazes.

“Condições horripilantes”: Como é prisão onde Maduro deve ser mantido

Justiça rejeita prisão de vice-presidente do Corinthians

23 October 2026 at 03:25

A Justiça de São Paulo rejeitou, nesta quinta-feira (22), o pedido do Ministério Público para decretar a prisão preventiva do vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça.

O Ministério Público apresentou o pedido, na última sexta-feira (16), após a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do Corinthians e testemunha no caso.

Em manifestação encaminhada à 25ª Vara Criminal, o promotor Cássio Conserino afirmou que a demissão de Munhoes, testemunha-chave do Ministério Público, ocorreu às vésperas da audiência de instrução, marcada para 10 de novembro. Segundo ele, o episódio deveria ser analisado no contexto da investigação sobre coação no curso do processo.

Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians
Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians • Raul Moura/CNN

Na decisão, a juíza Amanda Eiko Sato afirmou que não há elementos concretos suficientes para demonstrar que Armando tenha influenciado o desligamento de Marcelo Munhoes ou colocado em risco a instrução criminal.

A magistrada concluiu que faltavam elementos para justificar a prisão preventiva ou a aplicação de medidas cautelares. Segundo a decisão, a demissão de Munhoes ocorreu em um contexto político-eleitoral.

Na mesma decisão, a juíza também indeferiu todas as medidas cautelares solicitadas pelo promotor Cássio Conserino.

Procurado, o Corinthians informou que não irá se manifestar. A defesa de Armando Mendonça não retornou ao pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

“Escândalo das camisas”

A renovação do contrato entre o Corinthians e a Nike tem gerado controvérsias no cenário esportivo. Durante o programa Domingol, Benjamin Back questionou a decisão do clube de manter a parceria com a Nike, mesmo diante de uma oferta aparentemente mais vantajosa da Adidas.

De acordo com informações debatidas no programa, a proposta da Adidas seria supostamente superior à renovação firmada com a Nike. A situação ganhou ainda mais destaque após o surgimento de um escândalo envolvendo valores excedentes cobrados pela Nike em contratos anteriores.

Diretora de prisão feminina é presa por suspeita de desvio de alimentos

22 October 2026 at 22:40

Uma diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson foi presa em flagrante, nesta quinta-feira (22), por desvio de produtos alimentícios do estabelecimento penal, no Presídio de Benfica, Zona Norte do Rio.

Segundo a Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal) a diretora já foi afastada e foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar para “apuração rigorosa no âmbito disciplinar”.

A Secretaria explicou que o flagrante ocorreu após a Corregedoria instituição receber uma denúncia sobre a suspeita.

A diretora foi encaminhada à 21ª DP (Bonsucesso), onde foi autuada em flagrante por crime de peculato.

Em nota à CNN Brasil, a Seppen afirma que “não compactua com quaisquer desvios de conduta e cometimento de crimes praticados por seus servidores, e mantém atuação permanente no combate a essas práticas, por meio da Corregedoria e da Ssispen”.

fachada de presídio
• Reprodução

Entre os produtos roubados estão leite, café, carne, frango, queijo e frutas.

Astro da Suíça evita prisão após usar certificado falso de vacinação

 

Detidos do Rossio. "Suspensão não é perdão criminal"

22 October 2026 at 18:18
Ana Rita Duarte Campos saúda intenção do MP e explica que a suspensão provisória do processo não significa ausência de sanção. A advogada entende que os detidos devem aceitar a suspensão.

Dona de clínica de estética irregular é presa após denúncia no RJ

22 October 2026 at 18:09

A Polícia Civil do Rio Janeiro realizou, nesta quinta-feira (22), uma operação contra uma clínica acusada de realizar procedimentos estéticos irregulares e com falsos médicos, no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A dona do establecimento foi presa na ação.

Segundo a polícia, a investigação começou no dia 5 de outubro, após uma denúncia de irregularidades no local. Na data, os agentes da 52ªDP (Nova Iguaçu) apreenderam 16 ampolas de medicamento controlado para sedação.

Clientes relatam dores e lesões

Uma das pacientes ouvidas pela polícia aponta que foi submetida a um procedimento chamado de “hidrolifting”, que seria um tipo de preenchimento, mas que acabou envolvendo a retirada de gordura do abdômen, que foi aplicada nos glúteos.

A profissional que realizou o procedimento, segundo a vítima, ainda não havia concluído sua formação. Ela também conta que recebeu sedativos e desmaiou três vezes durante o atendimento.

No relato ela ainda menciona complicações após outro procedimento estético, incluindo dores e nódulos na região dos glúteos. As lesões corporais foram confirmadas no exame de delito.

Relatos nas redes sociais

Os agentes identificaram publicações nas redes sociais e mensagens em um grupo de clientes da clínica com relatos de dores intensas durante os procedimentos.

A polícia também investiga o possível uso indevido dos dados de um profissional, que foi apresentado como responsável técnico do estabelecimento, mas que negou ter autorizado a utilização de seu nome e de seu carimbo.

A Polícia Civil apura possíveis crimes de exercício ilegal da medicina, lesão corporal, exposição da vida ou saúde de terceiros a perigo, falsidade documental e crimes contra as relações de consumo.

As investigações seguem em andamento para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a responsabilidade dos envolvidos.

 

Reclusos de Silves poderão cuidar do espaço público e apoiar a comunidade em Algoz

22 October 2026 at 16:43

O protocolo prevê atividades no Regime Aberto no Exterior para promover competências e reinserção social. A junta afirma que não haverá substituição dos seus trabalhadores.

O conteúdo Reclusos de Silves poderão cuidar do espaço público e apoiar a comunidade em Algoz aparece primeiro em Barlavento.

Homem é preso por dirigir embriagado um “jipe da Barbie”

22 October 2026 at 16:28

Um homem foi preso no Canadá por dirigir um jipe de brinquedo em uma das principais vias da cidade de Prince George, na Columbia Britânica. Os registros foram feitos por testemunhas que estavam próximas ao local.

De acordo com a CBC, rede de televisão e rádio local, o condutor do jipe, Kasper Lincoln, estava saindo para tomar raspadinha com um amigo, mas ficou com preguiça de andar e decidiu pegar o brinquedo emprestado, que pertence ao filho do seu colega de quarto.

A RCMP (Polícia Montada do Canadá) informou que abordou Lincoln para uma blitz de trânsito e, durante a conversa com ele, descobriu que sua carteira de habilitação estava suspensa e suspeitou que ele estivesse embriagado, o que foi posteriormente confirmado por dois testes de bafômetro, o que também foi confirmado por Lincoln à emissora local.

Lincoln também disse que a polícia lhe informou que os guardas receberam várias ligações a seu respeito e que ele estava dirigindo no meio da rua, o que ele negou, afirmando que, durante a maior parte do trajeto, dirigiu na calçada até avistar a faixa bloqueada. 

Blitz da Lei Seca: governo muda regras para fiscalização; entenda

Influenciadora Malévola se pronuncia pela 1ª vez após prisão no Egito

22 October 2026 at 15:27

A influenciadora digital Malévola Alves, 22, se pronunciou nesta quinta-feira (22), após ser presa no Egito junto com uma amiga, depois de uma investigação sobre vídeos que circularam nas redes sociais.

A criadora de conteúdo foi liberada na manhã da última quarta-feira (21). A informação foi confirmada à CNN Brasil pela defesa e assessoria dela.

 

“Eles deixaram claro que a prisão foi porque éramos trans. Vocês não estavam lá, não acreditem no que vocês veem na internet”, começou dizendo em uma sequência de publicações no X (antigo Twitter).

Ainda na publicação, Malévola afirmou ter sido obrigada a ficar nua e, ao notarem seu órgão sexual, passou se tratada de maneira melhor. “Eu disse que não era trans. Só Deus sabe o que eu passei. Eu estou com crise de pânico, tenho ansiedade e depressão. Chegando no Brasil, vou direto ao médico. Estou tendo crise a todo momento”, explicou.

“Tudo vai ficar bem, eu fui abusada com minha amiga por diversos policiais. Vocês não sabem o que passamos naquela delegaria e agora estão rindo. Vocês são podres. O mundo dá volta. Um dia vocês podem passar por isso”, continuou.

“Eu fui muito humilhada”, diz Malévola Alves

Antes, a influenciadora também compartilhou um vídeo dizendo ter sido muito humilhada. “Eu fui muito humilhada, muito humilhada. Eu não paro de chorar desde que eu cheguei aqui no Marrocos. Eu vou gravar um vídeo contando tudo”.

Gente, a Ma não tá com celular porque não devolveram pra ela ainda, mas ela pediu pra postar esse vídeo pra tranquilizar vocês. Ela teve a liberdade e estamos voltando para o Brasil. ❤️‍🩹 https://t.co/CrMG37lnbw

— Malévola (@maleficaalves) October 22, 2026

Entenda o que aconteceu

Segundo o Ministério do Interior do Egito, as mulheres foram presas em Alexandria. O Egito é conhecido por ações arbitrárias contra mulheres e contra a comunidade LGBTQIA+, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Em uma publicação, o órgão também divulgou os vídeos que motivaram a investigação.

Veja:

Ainda de acordo com a pasta, durante o interrogatório, as duas confessaram os atos descritos e admitiram ter gravado e publicado os vídeos nas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil no Cairo, informou que acompanha o caso desde a noite de terça-feira (20), quando foi acionado por meio do plantão consular no Egito.

Segundo o órgão, a Embaixada tem prestado assistência consular às influenciadoras e a seus familiares no Brasil, “disponibilizando serviço de orientação jurídica e auxiliando na interlocução com as autoridades locais’.

*Com informações de Khauan Wood, da CNN Brasil

 

Irmã diz que Deolane Bezerra sofreu ameaça de morte na prisão

22 October 2026 at 12:57

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra teria sofrido ameaças de morte e manifestações de intolerância religiosa enquanto estava presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A denúncia foi feita por sua irmã, Daniele Bezerra, em depoimento.

Nas redes sociais, Daniele confirmou que a irmã havia relatado os episódios. Segundo ela, os fatos aconteceram em 30 de setembro, e um boletim de ocorrência foi registrado no dia seguinte.

“Sim, é verdade que minha irmã e cliente, Deolane Bezerra, me relatou ter sofrido uma ameaça de morte, acompanhada de manifestações de intolerância religiosa”, escreveu Daniele nos stories do Instagram.

A advogada afirmou que tomou medidas para tentar proteger a irmã. Além de procurar a polícia, ela disse ter enviado um e-mail à direção da unidade prisional, enquanto a equipe jurídica apresentou uma petição ao juiz corregedor. A Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) também foi informada.

“No dia 16/10, compareci novamente à delegacia para prestar depoimento. Fiz tudo o que estava ao meu alcance, como irmã e advogada, para proteger sua vida, sua integridade física e sua dignidade”, declarou. Daniele acrescentou que aguarda a apuração dos fatos e a adoção das medidas cabíveis.

A influenciadora está presa desde 21 de maio, quando foi detida durante a Operação Vérnix, investigação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo sobre suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As acusações ainda são objeto de investigação.

Além de Deolane, a decisão da Justiça também determinou que as autoridades continuam as buscas e ações de captura contra Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Ambos são sobrinhos de Marcola e estão foragidos.

Entenda Operação Vérnix

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada pelo Gaeco do MPSP (Ministério Público de São Paulo), com apoio da Polícia Civil de São Paulo.

A investigação apura supostos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais ligados, segundo os investigadores, à estrutura financeira atribuída à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo apurado pela CNN Brasil, os alvos de mandado de prisão incluem Deolane Bezerra, uma pessoa identificada como Everton de Souza (vulgo Player, que seria operador financeiro), o irmão do Marcola, Alejandro Camacho, dois sobrinhos dele, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, além do próprio Marcola.

Como Deolane Bezerra ficou famosa? Relembre trajetória

Malévola deve chegar ao Brasil nesta quinta (22) após prisão no Egito

22 October 2026 at 10:50

Após ser presa no Egito por supostos comportamentos obscenos, a influenciadora Malévola Alves, de 22 anos, e sua amiga Bruna Mercatelli, chegam ao Brasil na noite desta quinta-feira (22). A informação foi confirmada pela defesa delas à CNN Brasil.

As duas foram liberadas nesta quarta-feira (21), depois do pagamento de uma fiança estipulada entre 20 mil e 40 mil libras egípcias, o equivalente a aproximadamente R$ 2 mil a R$ 4 mil.

As imagens reveladas pelas autoridades do país mostram a dupla fazendo gestos e dançando. Ainda segundo o governo egípcio, as brasileiras fizeram supostos comentários insinuantes e “assediaram” pessoas no local.

A defesa técnica da Malévola, constituída no Brasil, informou que após uma atuação conjunta entre a representação diplomática brasileira, os órgãos competentes e a equipe jurídica local no Egito, foi possível alcançar a liberação da influenciadora pelas autoridades egípcias.

Segundo o advogado Jonatha Carvalho Matos, responsável pela defesa, “o resultado é fruto de um trabalho coordenado, marcado pela cooperação internacional e pelo empenho de todos os profissionais e instituições envolvidos”.

Entenda o caso

Segundo o Ministério do Interior do Egito, as mulheres foram presas em Alexandria. O Egito é conhecido por ações arbitrárias contra mulheres e contra a comunidade LGBTQIA+, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Em uma publicação, o órgão também divulgou os vídeos que motivaram a investigação. Veja:

Ainda de acordo com a pasta, durante o interrogatório, as duas confessaram os atos descritos e admitiram ter gravado e publicado os vídeos nas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil no Cairo, informou que acompanha o caso desde a noite de terça-feira (20), quando foi acionado por meio do plantão consular no Egito.

Segundo o órgão, a Embaixada tem prestado assistência consular às influenciadoras e a seus familiares no Brasil, “disponibilizando serviço de orientação jurídica e auxiliando na interlocução com as autoridades locais’.

Quem é Malévola Alves?

Malévola é o nome artístico de Mariana Alves, influenciadora digital trans que ganhou espaço nas redes sociais ao compartilhar conteúdos voltados para lifestyle, rotina e moda.

Atualmente, ela reúne cerca de 900 mil seguidores no TikTok, mantendo presença constante no Instagram. Hoje, no entanto, sua conta principal está desativada.

Prisão no exterior

Segundo a advogada internacionalista Rita de Cássia Silva, o Egito é signatário de tratados internacionais que garantem direitos aos presos estrangeiros e que, em caso do cometimento de um crime previsto no Código Penal de um país, um estrangeiro responde à lei local e não do local de nascimento.

“Em regra, pelo princípio da territorialidade, quem pratica uma conduta no território de outro país fica sujeito à legislação e à jurisdição daquele Estado. Ser turista ou brasileiro não confere imunidade. Uma conduta pode receber tratamento jurídico diferente daquele existente no Brasil”, disse.

A advogada comenta que deportação ou expulsão não se aplica diretamente nesse caso e que a extradição acontece quando um estado reclama para si a investigação, processo ou cumprimento de pena.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Brasileira é presa na Indonésia por tráfico; país executou dois brasileiros

22 October 2026 at 04:42

Uma brasileira, de 36 anos, foi presa pela Polícia Regional de Bali, na Indonésia, com 3,6 quilos de cocaína líquida em frascos de cosméticos. A mulher corre risco de penas severas, como a prisão perpétua ou execução. A prisão foi divulgada, neste mês de outubro, por autoridades do arquipélago asiático. A brasileira foi identificada apenas pelas iniciais TCDS.

A Indonésia já executou, por fuzilamento, dois outros brasileiros que foram presos pelo mesmo crime: Marco Archer Cardoso Moreira, conhecido como Curumim e Rodrigo Muxfeldt Gularte. As duas mortes aconteceram há mais de dez anos, em 2015. País é conhecido por suposta tolerância zero contra as drogas.

A mulher foi abordada por agentes no terminal de chegadas internacionais do Aeroporto Internacional. Durante a investigação, os policiais encontraram cocaína em estado líquido, disfarçada em embalagens de produtos de cuidados pessoais.

Os investigadores da Diretoria de Narcóticos da Polícia Regional de Bali ainda apuram a origem da droga, a rede de fornecimento e o destino final da remessa. Até o momento, não foram divulgadas novas informações sobre o andamento das investigações.

A operação foi realizada em coordenação com a Alfândega de Ngurah Rai, com o objetivo de reforçar a fiscalização de mercadorias e passageiros nos pontos de entrada internacionais.

A brasileira permanece detida na sede da Polícia Regional de Bali enquanto as autoridades dão prosseguimento aos procedimentos legais.

A CNN Brasil procurou o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e ainda não obteve resposta.

Outros casos

Em 2025, um brasileiro foi preso com 3 kg de cocaína na ilha de Bali, na Indonésia, após desembarcar de um voo vindo de Dubai. A informação foi confirmada pela Antara, uma agência de notícias organizada como uma corporação estatal, no dia 24 de junho de 2025.

O suspeito admitiu ter recebido instruções de um homem no Brasil para entregar a droga a um desconhecido em Bali.

A Manuela Vitória de Araújo Farias, em 2023, também presa na Indonésia por tráfico de drogas, escapou da pena de morte e da prisão perpétua. Manuela foi condenada pela Justiça do país a onze anos de prisão, segundo informações de seu advogado.

A prisão de Manuela ocorreu na virada do ano, no Aeroporto Internacional de Bali, na Indonésia.

O chefe da polícia de Bali, inspetor-geral Putu Jayan Danu Putra, afirmou, em entrevista coletiva, que inicialmente os oficiais do aeroporto suspeitaram de cidadãos brasileiros que chegaram em um voo da Qatar Airways.

Os policiais verificaram imediatamente as duas malas trazidas pela mulher. Ainda segundo as autoridades, na primeira mala foram encontrados dois pacotes de cocaína, com peso líquido aproximado de 990 gramas e 637 gramas, respectivamente.

Soldado do Exército que desapareceu com arma é preso em Pernambuco

21 October 2026 at 18:07

Um soldado do Exército foi preso em Pernambuco, na madrugada desta quarta-feira (21), após deixar o quartel durante o serviço de sentinela levando o armamento individual. O caso ocorreu no último sábado (17).

Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento se apresentou à 7ª DPH (Delegacia de Polícia de Homicídios), em Paulista, na região metropolitana do Recife, segundo o Comando Militar do Nordeste.

De acordo com o Exército, a Justiça Militar da União decretou a prisão preventiva do soldado no mesmo dia.

Na madrugada desta quarta, a Polícia Civil recebeu informações sobre a localização do militar e realizou diligências nos endereços indicados.

Diante da possibilidade de ser preso, a defesa do soldado entrou em contato com a delegacia e informou que ele se apresentaria à unidade policial. Após a apresentação, o mandado de prisão foi cumprido.

Militar chegou a ser dado como desaparecido

Pedro Gabriel estava desaparecido desde o último sábado, quando deixou o 7º Depósito de Suprimento, no bairro do Cabanga, no Recife, durante o serviço de sentinela, levando o armamento individual, um fuzil calibre 7,62 milímetros e 20 munições.

Segundo o advogado da família, Jario Santos, o soldado se apresentou sem o fuzil e sem as munições.

Além disso, ainda de acordo com o advogado, o soldado relatou ter um lapso de memória sobre o que aconteceu no sábado e não soube explicar onde está o armamento.

Jario disse ainda que, segundo o militar, ele estava sem acesso à internet e, quando conseguiu se conectar, viu o apelo feito pela mãe nas redes sociais e soube da prisão da namorada, suspeita de ajudá-lo. De acordo com o advogado, esses fatores motivaram a decisão de se apresentar à polícia.

O advogado também informou que a namorada do soldado está grávida de dois meses e que a gestação é considerada de risco. Ela foi presa sob suspeita de envolvimento no caso.

Militar permanece sob custódia

Após a prisão, Pedro Bezerra foi levado ao IML (Instituto de Medicina Legal) para realizar exame de corpo de delito.

Em seguida, foi encaminhado ao 4º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), onde permanece custodiado.

Em nota, o Comando Militar do Nordeste informou que continuará atuando nas investigações em conjunto com os órgãos de segurança pública. O objetivo, segundo o comunicado, é recuperar o material levado pelo soldado.

Quem é Nelson Wilians, advogado alvo de operação da Polícia Federal

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Por que Malévola foi detida após “insinuação sexual”? Entenda leis no Egito

21 October 2026 at 17:40

A influenciadora digital brasileira Mariana Alves, de 22 anos, conhecida publicamente como Malévola, foi detida na cidade de Alexandria, no Egito, com uma amiga. Ela foi liberada durante a manhã desta quarta-feira (21) após pagamento de fiança.

A ação ocorreu após o Ministério do Interior do Egito iniciar uma investigação motivada por vídeos publicados nas redes sociais em que a dupla dançava, fazia gestos e realizava supostas insinuações sexuais. 

Brasil x Egito

O episódio traz à tona as divergências culturais e jurídicas entre o Brasil e o Egito quanto à regulação de comportamentos e liberdade de expressão. Daniel Allan Burg, advogado criminalista, destaca a rigidez do sistema jurídico egípcio em relação aos costumes locais.

“Sabe-se que o Egito tem uma cultura totalmente diferente do Brasil, é notadamente um país mais rígido em seus costumes. O episódio ocorrido com a influencer reflete bem a diferença. No caso, o país criminaliza condutas que considera devassidão, atentado ao pudor, moralidade pública e que atente contra valores familiares. E interpretam que a conduta de Malévola é considerada crime”, explica Burg.

Malévola é presa no Egito
Malévola é presa no Egito • Reprodução/Instagram

Moralidade pública e crimes na internet

No Egito, a preservação da moralidade e dos valores tradicionais fundamenta-se em diferentes dispositivos legais.

Entre eles está a Lei nº10 de 1961, voltada ao combate à prostituição e práticas classificadas como debauchery ou “devassidão”. Além disso, o artigo 278 do Código Penal egípcio pune atos praticados publicamente que sejam considerados ofensivos ao pudor. 

No ambiente digital, a fiscalização se amplia por meio da Lei nº 175 de 2018 (Lei de Crimes Cibernéticos). A advogada criminalista Victória Gianfaldoni Gattás analisa o alcance dessa norma sobre as redes sociais.

“A lei em questão estabelece penas para condutas que violem a privacidade ou os chamados ‘princípios e valores familiares’ da sociedade egípcia. Dessa forma, conteúdos publicados nas redes sociais também podem ter repercussões criminais, conforme suas características e as circunstâncias de cada caso”, pontua Gattás.

Por que o ambiente digital importa?

O tratamento penal para infrações de cunho sexual e moral na internet passou por reformas recentes no Egito. Segundo Burg, alterações legislativas promovidas em 2023 endureceram as punições para essas condutas.

“Em 2023, o Egito teve uma alteração em seu Código Penal, justamente em relação à suposta conduta adotada pela Malévola: agravaram o tratamento penal para o que consideram como assédio, atentado ao pudor e outros, inclusive, quando praticados por meios eletrônicos. Antes, tais condutas eram consideradas contravenções, agora, de fato, tornaram-se crime”, ressalta o advogado.

De acordo com o especialista, entre os dispositivos apontados como possíveis enquadramento para o caso está o artigo 306 bis A do Código Penal egípcio.

O dispositivo estabelece punições para quem assediar alguém em local público, privado ou acessível ao público, mediante gestos, falas, ações ou insinuações de caráter sexual por qualquer meio, incluindo comunicação eletrônica.

Malévola e o cenário dos direitos humanos no Egito

Embora as leis egípcias não criminalizem formalmente a homossuxualidade ou a identidade de gênero trans, organismo internacionais como a ONU (Organização das Nações Unidas) apontam que dispositivos genéricos sobre moralidade pública e costumes são recorrentemente aplicados contra a comunidade LGBTQIA+. 

Os especialistas ainda ponderam que a detenção não pode ser confundida com qualquer tipo de sentença. 

“No caso de Malévola, ainda não há confirmação de quais dispositivos legais foram efetivamente usados para fundamentar a detenção. Portanto, é importante esclarecer que a detenção não equivale a uma condenação, sendo necessário considerar as circunstãncias concretas e as garantias processuais aplicáveis”, conclui Gattás.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil no Cairo, informou que acompanha o caso desde a noite de terça-feira (20), quando foi acionado por meio do plantão consular no Egito.

Segundo o órgão, a Embaixada tem prestado assistência consular às influenciadoras e a seus familiares no Brasil, “disponibilizando serviço de orientação jurídica e auxiliando na interlocução com as autoridades locais’.

Por que Malévola respondeu às leis do Egito?

Segundo a advogada internacionalista Rita de Cássia Silva, o Egito é signatário de tratados internacionais que garantem direitos aos presos estrangeiros e que, em caso do cometimento de um crime previsto no Código Penal de um país, um estrangeiro responde à lei local e não do local de nascimento.

“Em regra, pelo princípio da territorialidade, quem pratica uma conduta no território de outro país fica sujeito à legislação e à jurisdição daquele Estado. Ser turista ou brasileiro não confere imunidade. Uma conduta pode receber tratamento jurídico diferente daquele existente no Brasil”, disse.

A advogada comenta que deportação ou expulsão não se aplica diretamente nesse caso e que a extradição acontece quando um estado reclama para si a investigação, processo ou cumprimento de pena.

Em casos de manutenção da prisão ou questionamentos do processo, o Brasil pode solicitar esclarecimentos via Ministério de Relações Exteriores e “realizar gestões diplomáticas em favor da libertação, especialmente diante de indícios de arbitrariedade ou risco grave. Isso não significa poder ordenar a soltura ou substituir a Justiça egípcia. O pedido judicial de liberdade deve ser conduzido pela defesa habilitada no país. A atuação diplomática pode reforçar a proteção, sem garantir o resultado”.

Liberação

A influenciadora digital e sua amiga foram liberadas na manhã desta quarta-feira (21), segundo a defesa e assessoria dela.

De acordo com eles, a soltura ocorreu após o pagamento de fiança estipulada entre 20 mil e 40 mil libras egípcias, o equivalente a aproximadamente R$ 2 mil a R$ 4 mil.

“A defesa técnica de Malévola, constituída no Brasil, informa que, após intensos esforços e uma atuação conjunta com a representação diplomática brasileira, os órgãos competentes e a equipe jurídica local no Egito, foi possível alcançar a sua liberação pelas autoridades egípcias. O resultado é fruto de um trabalho coordenado, marcado pela cooperação internacional e pelo empenho de todos os profissionais e instituições envolvidos”, diz a defesa em nota.

Apontado como gestor financeiro do PCC é preso no litoral de SP

21 October 2026 at 16:08

Apontado como um dos “gestores financeiros” do PCC (Primeiro Comando da Capital), Leandro Leite Silva foi preso em flagrante nesta terça-feira (20), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Mongaguá, no litoral de São Paulo.

Silva é investigado por atuar na organização do fluxo financeiro da facção criminosa, com atividades relacionadas às zonas Norte e Leste da capital paulista, além das regiões de Guarulhos e Taubaté.

A prisão foi realizada por policiais da DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Itanhaém e ocorre após as investigações reunirem indícios de envolvimento do suspeito em atividades de promoção, constituição, financiamento ou integração de organização criminosa.

Prisão

Segundo a polícia, a investigação teve início após informações sobre a presença, na Baixada Santista, de integrantes do PCC ligados aos interesses da facção.

Com o avanço das apurações e a identificação do imóvel ocupado pelo suspeito, os policiais solicitaram à Justiça um mandado de busca e apreensão.

Durante a diligência, foram apreendidos dois notebooks, quatro celulares, um tablet e uma motoneta. Veja:

Itens foram apreendidos nesta terça-feira (20) • Divulgação

Em uma análise preliminar de um dos computadores, os policiais localizaram planilhas que, segundo o registro policial, indicam movimentações financeiras superiores a R$ 2 milhões relacionadas à organização criminosa.

Os equipamentos eletrônicos e o veículo foram apreendidos. As informações obtidas na análise preliminar das planilhas foram incorporadas ao procedimento policial.

Influenciadora Malévola é liberada após ser presa no Egito, diz defesa

21 October 2026 at 15:22

A influenciadora digital Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida como Malévola, de 22 anos, foi liberada na manhã desta quarta-feira (21) após ser presa no Egito, junto com uma amiga, depois de uma investigação sobre vídeos que circulavam nas redes sociais. A informação foi confirmada à CNN Brasil pela defesa e pela assessoria dela.

As imagens reveladas pelas autoridades do país mostram a dupla fazendo gestos e dançando. Ainda segundo o governo egípcio, as brasileiras fizeram supostos comentários insinuantes e “assediaram” pessoas no local.

Segundo o Ministério do Interior do Egito, as mulheres foram presas em Alexandria. O Egito é conhecido por ações arbitrárias contra mulheres e contra a comunidade LGBTQIA+, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Em uma publicação, o órgão também divulgou os vídeos que motivaram a investigação. Veja:

Ainda de acordo com a pasta, durante o interrogatório, as duas confessaram os atos descritos e admitiram ter gravado e publicado os vídeos nas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações.

Quem é Malévola Alves?

Malévola é o nome artístico de Mariana Alves, 22, influenciadora digital trans que ganhou espaço nas redes sociais ao compartilhar conteúdos voltados para lifestyle, rotina e moda.

Atualmente, ela reúne cerca de 900 mil seguidores no TikTok, mantendo presença constante no Instagram. Hoje, no entanto, sua conta principal está desativada.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Detida no Egito, influencer Malévola já foi presa em SP por lesão corporal

21 October 2026 at 12:13

A influenciadora digital Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida como Malévola Alves, de 22 anos, já havia sido presa em flagrante em agosto deste ano, em São Paulo, por suspeita de lesão corporal e desacato contra uma policial civil. Nesta terça-feira (20), ela voltou a ser detida, desta vez no Egito, junto com uma amiga, durante uma investigação sobre vídeos publicados nas redes sociais.

A prisão mais recente ocorreu em Alexandria, segundo o Ministério do Interior egípcio. As autoridades afirmam que as brasileiras fizeram gestos, dançaram e tiveram supostas atitudes de insinuação sexual e assédio. A investigação foi aberta após a circulação das imagens nas redes sociais.

Em nota, a defesa da influenciadora informou que mantém contato com a Embaixada do Brasil no Cairo e com as autoridades competentes para garantir a integridade física das brasileiras.

Prisão anterior ocorreu após confusão em balada

Malévola foi presa em flagrante na madrugada de 30 de agosto, após uma confusão em uma casa noturna de São Paulo. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, ela foi autuada por lesão corporal e desacato contra uma policial civil.

Um homem também foi preso durante a ocorrência. De acordo com a corporação, ele teria se apresentado como policial civil sem fazer parte da instituição. Ele foi autuado por usurpação de função pública e lesão corporal.

Os dois pagaram fiança e foram liberados. Na ocasião, a influenciadora afirmou nas redes sociais que pagou R$ 1.600 para deixar a delegacia.

Segundo a defesa, Malévola e os amigos haviam recebido autorização de um funcionário para permanecer em um camarote, mas outro funcionário pediu que o grupo deixasse o espaço. Os advogados afirmaram que a abordagem foi agressiva e desrespeitosa e que a situação evoluiu para uma discussão e agressões físicas.

O advogado Jonatha Carvalho Matos declarou que a influenciadora sofreu lesões no rosto e tentou defender os amigos durante o tumulto. A defesa também afirmou que o homem preso portava um distintivo e se apresentava como policial, mas que foi constatado que ele não integrava a Polícia Civil.

Após ser liberada, Malévola disse nas redes sociais que estava em casa e em segurança. Ela também criticou a circulação de informações sobre o episódio e afirmou que os relatos haviam sido distorcidos.

Influenciadora foi presa no Egito

Segundo o Ministério do Interior do Egito, Malévola e a amiga foram detidas em Alexandria após a divulgação de vídeos que motivaram uma investigação. O órgão divulgou imagens em que as duas aparecem fazendo gestos e dançando. Veja:

Ainda de acordo com as autoridades egípcias, durante o interrogatório, as brasileiras teriam confessado os atos descritos e admitido que gravaram e publicaram os vídeos para aumentar o número de visualizações.

Os procedimentos legais foram iniciados, e o Ministério Público egípcio conduz a investigação. Em nota, a defesa da influenciadora informou que já está em contato com a Embaixada do Brasil no Cairo e com as autoridades e os órgãos competentes para garantir a integridade física das brasileiras.

A CNN Brasil tenta contato com o Itamaraty.

Quem é Malévola Alves?

Malévola Alves é o nome artístico de Mariana Alves, influenciadora digital trans de 22 anos. Ela ganhou popularidade nas redes sociais com conteúdos sobre estilo de vida, rotina e moda, além de vídeos de humor e do formato “arrume-se comigo”.

A influenciadora reúne cerca de 900 mil seguidores no TikTok. Sua principal conta no Instagram, porém, está desativada.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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