“Histórica” greve ibérica pela habitação: bola está do lado português


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Após motoristas de ônibus administrados pela antiga empresa Transwolff, em São Paulo, anunciarem uma nova paralisação a partir da meia-noite desta quarta-feira (21), a SPTrans informou que não há paralisação e que a frota transita sem intervenções.
Segundo a liderança da categoria, representada por Júnior Araújo, as motivações estão relacionadas à demissão de ao menos três funcionários por justa causa e falta de comprovações dos pagamentos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A categoria já havia realizado uma paralisação na última segunda-feira (19).
Apesar disso, a SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte) e a SPTrans informam que a operação dos ônibus está normal em toda a cidade, com 100% da frota rodando nesta quarta-feira.
De acordo com a Júnior Araujo, os motoristas que participaram da greve de segunda-feira teriam sido informados informalmente de que não seriam sofreriam represálias. Em uma nota enviada à CNN Brasil, a SPTrans informou que iria descontar o dia no salário de cada funcionário que deixasse de trabalhar durante a paralisação.
À reportagem, Júnior disse que, após o fim da paralisação na segunda, a SPTrans entregou um documento aos trabalhadores, mas o material não respondia a nenhuma das questões reinvidicadas pela categoria. Além disso, alguns funcionários teriam recebido um telegrama informando o desligamento da empresa.
Por conta disso, os motoristas teriam decidido por uma nova paralisação. A CNN Brasil tenta contato com as lideranças para entender se houve um novo acordo com a prefeitura e se de fato a ameaça de paralisação foi finalizada.
Entre as primeiras reinvindicações dos empregados estavam a cobrança de pagamentos e benefícios como plano de saúde e depósitos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, o processo de contratação do Plano de Saúde para os funcionários foi iniciado em 3 de julho de 2026 e está em “fase de análise das propostas”. Enquanto não têm acesso ao benefício, os empregados recebem verba compensatória.
Além disso, a pasta reforçou que os pagamentos estão em dia e está esclarecendo dúvidas com os empregados.
A CNN Brasil procurou a prefeitura para um novo posicionamento em relação à ameaça de nova paralisação, mas ainda não houve retorno.
A SPTrans assumiu oficialmente a gestão das operações da empresa Transwolff em dezembro de 2025, após a prefeitura decretar caducidade dos contratos com a empresa de ônibus.
A Transwolff sofreu essas mudanças após ser citada nas investigações do MPSP (Ministério Público de São Paulo) e da Polícia Civil sobre a aderência da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte coletivo de São Paulo.
Um dos investigados, o ex-presidente da Câmara de São Paulo e ex-vereador Milton Leite é citado, nos autos das apurações, como o verdadeiro dono da empresa Transwolff.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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O sindicato aponta o fim da limpeza externa como agravante e admite uma semana de greve em novembro. A câmara anuncia novas contratações para as escolas.
O conteúdo Assistentes operacionais das escolas de Albufeira protestam contra sobrecarga de trabalho aparece primeiro em Barlavento.

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VTM
A paralisação pretendeu demonstrar o descontentamento dos profissionais com o acordo de princípios celebrado entre o Governo e outras estruturas sindicais relativamente à revisão da tabela salarial e à valorização da carreira.
A nível nacional, a adesão situou-se entre os 85% e os 90%, de acordo com o responsável sindical, que destacou a existência de serviços com adesão total. A manutenção da atividade em algumas áreas deveu-se à necessidade de assegurar os serviços mínimos, nomeadamente nas urgências, no apoio à urgência e na assistência a doentes oncológicos.
Em causa está uma proposta que, segundo o STSS, continua sem garantir uma valorização efetiva da carreira, mantendo disparidades salariais face a outras carreiras da administração pública, sobretudo no que respeita à progressão profissional. A alteração das categorias poderá ainda provocar situações de injustiça, com ultrapassagens e inversões nas posições remuneratórias dos trabalhadores.
Uma das principais preocupações do sindicato prende-se com a perda de pontos acumulados através da avaliação de desempenho durante vários anos. Luís Dupont, presidente do STSS, recorda que estes pontos foram reconhecidos na sequência de decisões judiciais e de orientações do próprio Governo para a reconstituição das carreiras e o pagamento dos créditos salariais em dívida.
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