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Onde foi tirada a primeira foto de um ser humano? Descoberta em Paris revela o ponto exato da imagem de 1838

23 October 2026 at 20:07

Tirar e compartilhar fotos sozinho ou com amigos nas redes sociais se tornou um hábito quase diário para muitos usuários. Essa prática, porém, tem origens há quase 200 anos, quando foi registrada a primeira fotografia de seres humanos.

A foto foi tirada em 1838 pelo pintor e gravurista Louis Daguerre, que inventou o processo fotográfico do daguerreótipo, em que uma imagem única é formada em uma placa de metal polido. De acordo com a revista do Instituto Smithsonian, ele tirou a foto do seu estúdio perto da avenida Boulevard du Temple, em Paris, numa manhã de primavera.

A imagem captura a paisagem urbana e a figura de um homem engraxando os sapatos próximo à esquina da avenida. A fotografia evoluiu muito desde então, assim como a paisagem parisiense. A Boulevard du Temple deu lugar à Place de la République e, como resultado, a localização do engraxate se perdeu na história.

Mas isso mudou até que um grupo de cineastas começou a procurá-la em 2024.

Onde fica a localização exata da foto?

Em uma busca que durou cerca de dois anos, os cineastas Maximilien Van Aertryck, Axel Danielson e Kalle Boman vasculharam arquivos da cidade e de museus para recriar a paisagem urbana de 1838.

Eles descobriram que três dos edifícios da época de Daguerre ainda estavam de pé, o que fez com que os profissionais encomendassem modelos 3D da área e conversassem com arquitetos para ajudar a encontrar a localização exata do engraxate. Um escritório sugeriu uma localização. O outro identificou um ponto a poucos metros de distância.

O local sugerido agora está marcado com uma placa comemorativa de bronze instalada no dia 15 de outubro. Ela se intitula, em francês, “Un Détail Imprévu”, ou “Um Detalhe Inesperado”, uma referência à representação acidentalmente histórica das duas silhuetas feita por Daguerre.

Placa que indica o local em que o primeiro registro fotográfico de seres humanos foi feito
Placa que indica o local em que o primeiro registro fotográfico de seres humanos foi feito • Reprodução/Instagram/@axel_danielson_film

No Instagram, os cineastas comemoraram a descoberta e agradeceram os esforços da Prefeitura de Paris e de outros profissionais que colaboraram com o processo.

Cerimônia de inauguração da placa que indica onde a primeira fotografia de seres humanos foi feita
Cerimônia de inauguração da placa que indica onde a primeira fotografia de seres humanos foi feita • Reprodução/Instagram/@axel_danielson_film

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Stanford Prison Experiment: saiba como foi o experimento que testou os efeitos psicológicos da vida prisional em estudantes universitários

23 October 2026 at 12:38

Você seria preso por vontade própria, sem ter cometido nenhum crime? Essa é a pergunta que 24 voluntários precisaram fazer a si mesmos antes de se inscreverem para um estudo universitário realizado na Califórnia em 1971.

O Stanford Prison Experiment, idealizado pelo psicólogo americano Philip Zimbardo, observou quais os efeitos psicológicos derivados do sistema prisional americano, seja na figura de um detento ou de um guarda. Para isso, a equipe de Zimbardo, com a ajuda de pessoas especializadas, montou uma prisão simulada para avaliar o comportamento dos participantes.

O complexo foi construído em um corredor do Departamento de Psicologia da Universidade de Stanford. As portas das salas e laboratórios foram substituídas por estruturas fortificadas com barras de aço e grades, e o corredor se tornou o “pátio”, onde os detentos podiam andar, comer e fazer exercícios fora da cela. Se fossem levados a qualquer outro lugar, eles eram vendados, para não saberem como sair da prisão.

O ambiente também era ausente de janelas ou relógios, e os participantes eram monitorados por meio de câmeras instaladas nas celas.

Como os detentos se vestiam?

Após serem levados em carros de polícia para dentro do complexo, os detentos recebiam um uniforme semelhante a uma bata, que eles precisavam usar o tempo todo sem roupa íntima. Na frente e nas costas da peça estava estampado o número de identificação da prisão.

Já no tornozelo direito de cada detento havia uma corrente pesada, parafusada e usada o tempo todo. Eles usavam sandálias de borracha e cobriam o cabelo com uma touca feita de uma meia de náilon, que substituía o processo de raspar a cabeça. 

A equipe que idealizou o experimento explicou que os prisioneiros reais não usam batas, mas sentem-se controlados e, às vezes, humilhados. O objetivo era produzir efeitos semelhantes, e, de fato, assim que alguns dos prisioneiros vestiram esses uniformes, começaram a andar, sentar e se comportar de maneira diferente.

A corrente no pé, também incomum na maioria das prisões, era usada para lembrar os detentos da opressão do ambiente em que viviam. Mesmo dormindo, eles não conseguiam escapar da atmosfera opressiva. Quando se viravam, a corrente batia no outro pé, acordando-o e lembrando-o de que ainda estava preso, sem poder escapar nem mesmo durante os sonhos. 

Preparação dos guardas

Segundo o site oficial do experimento, os guardas não receberam treinamento específico sobre como exercer a função. Em vez disso, eles tinham liberdade, dentro de certos limites, para fazer o que considerassem necessário para manter a lei e a ordem na prisão e para inspirar respeito entre os prisioneiros.

Três guardas trabalhavam em cada um dos três turnos de oito horas, enquanto três prisioneiros ocupavam cada uma das três celas vazias 24 horas por dia. Os guardas e prisioneiros restantes dos 24 voluntários estavam de prontidão, caso fossem necessários.

Às 2h30 da manhã, os prisioneiros eram rudemente despertados do sono por apitos estridentes para a primeira de muitas “contagens”. As contagens serviam para familiarizar os prisioneiros com seus números. Já as punições contavam principalmente com flexões, o que, de início, os psicólogos acharam “infantil”. Mas essa punição vinha acompanhada de pisões nas costas ou de ordens para que os detentos sentassem em cima durante o ato.

Rebelião dos detentos

No segundo dia do experimento, os detentos tiraram as meias de nylon da cabeça, arrancaram os números de identificação e construíram uma barricada nas celas, encostando suas camas na porta. Para conter a revolta, os guardas pediram reforços e usaram um extintor de incêndio para afastar os detentos.

Como consequência, eles também invadiram as celas, despiram os prisioneiros, retiraram as camas, forçaram os líderes da rebelião a ficarem em confinamento solitário e, de modo geral, começaram a assediar e intimidar os detentos.

Para aqueles que se comportassem, alguns privilégios seriam concedidos, como comer comida especial na presença dos outros prisioneiros que haviam perdido temporariamente o privilégio de se alimentar. O efeito disso foi quebrar a solidariedade entre os prisioneiros.

Até mesmo ir ao banheiro tornou-se um privilégio que um guarda podia conceder ou negar a seu bel-prazer. De fato, após o toque de recolher noturno às 22h, os prisioneiros eram frequentemente forçados a urinar ou defecar em um balde deixado em suas celas.

Ocasionalmente, os guardas não permitiam que os prisioneiros esvaziassem esses baldes, e logo a prisão começou a cheirar a urina e fezes – agravando ainda mais a qualidade degradante do ambiente.

Após uma sessão de visitas com familiares dos detentos, um boato se espalhou. De acordo com a equipe, um prisioneiro libertado por problemas de saúde iria reunir um grupo de amigos e invadir o presídio para libertar os demais. No fim, a fuga era apenas um boato, mas os guardas estavam preparados para a ira dos detentos. 

Frustrados pelo esforço inútil, eles intensificaram visivelmente o nível de assédio, aumentando a humilhação a que os prisioneiros eram submetidos, forçando-os a realizar trabalhos humilhantes, como limpar vasos sanitários com as próprias mãos. Os guardas obrigavam os prisioneiros a fazer flexões, polichinelos, qualquer coisa que lhes viesse à cabeça, e aumentaram a duração das sessões para várias horas.

Resultados do experimento

Planejado para durar de 1 a 2 meses, o experimento foi encerrado no 6.º dia, devido aos abusos e ao sofrimento psicológico. Conforme relatado pela equipe do Dr. Zimbardo, os detentos estavam desintegrados, tanto como grupo quanto individualmente.

Não havia mais nenhuma unidade grupal, apenas um bando de indivíduos isolados se agarrando à vida, muito parecido com prisioneiros de guerra ou pacientes psiquiátricos hospitalizados. Os guardas haviam conquistado o controle total da prisão e exigiam a obediência cega de cada prisioneiro.

Dois meses após o estudo, o detento 416, que ficou em confinamento solitário por várias horas, relatou a própria experiência com relação ao experimento.

“Comecei a sentir que estava perdendo minha identidade, que a pessoa que eu chamava de “Clay”, a pessoa que me colocou neste lugar, a pessoa que se voluntariou para entrar nesta prisão – porque era uma prisão para mim; ainda é uma prisão para mim”, afirmou o detento.

“Não a considero um experimento ou uma simulação, porque era uma prisão administrada por psicólogos em vez de administrada pelo Estado. Comecei a sentir que essa identidade, a pessoa que eu era e que havia decidido ir para a prisão, estava distante de mim – estava remota, até que finalmente eu não era mais isso, eu era 416. Eu era realmente o meu número”, completou.

O objetivo principal do experimento, segundo Zimbardo e o restante da equipe, era mudar as instituições para que promovessem valores humanos. Infelizmente, nos anos seguintes, as condições prisionais e as políticas correcionais nos Estados Unidos se tornaram ainda mais punitivas e destrutivas. A piora das condições resultou da politização do sistema prisional, com políticos competindo para ver quem é o mais rigoroso com o crime.

Esse ano, a Netflix lançou uma releitura moderna do estudo, em que 30 pessoas permanecem em uma prisão real por duas semanas, e as mudanças na dinâmica de poder expõem do que elas são capazes.

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Mulher chora por 3 horas seguidas após ter pedido de troca de assentos recusado em voo

23 October 2026 at 11:57

Uma passageira de um voo da Turkish Airlines que partiu de Istambul para Washington D.C no início do mês chorou por três horas seguidas após ter uma troca de assento negada pela passageira sentada ao seu lado. Tomiko Harvey, produtora de conteúdo e diretora de conferências da empresa TBEX Events, que negou a troca, registrou o momento nas redes sociais.

“Eu estava voltando para casa, vindo do Cazaquistão pela @turkishairlines, porque meu pai faleceu — é por isso que estou com uma aparência tão péssima neste vídeo. “Mas, no meu voo de conexão de Istambul para Washington, D.C., uma mulher me pediu para ceder meu assento no corredor, para que ela pudesse sentar ao lado do marido em um voo de mais de 10 horas”, escreveu Harvey.

A diretora disse que perguntou à mulher se alguém tinha morrido, mas ela respondeu que apenas “sentia falta do marido e queria saber em que ombro poderia apoiar a cabeça”. Mas, segundo Harvey, o marido estava sentado duas fileiras à frente, em um assento no meio, usando fones de ouvido e “dormindo em paz absoluta”.

 

No fim, a passageira foi sentada ao lado de Harvey até o fim do trajeto. No fim da publicação, a produtora de conteúdo desabafou sobre a situação, afirmando para as pessoas pagarem pela escolha de assentos caso queiram sentar juntas.

“O que há de errado com as pessoas, que acham que podem pedir a um estranho para trocar de assento — ainda mais em um voo de longa distância? É falta de educação recusar a troca de assento em um avião? Se vocês querem sentar um ao lado do outro, façam a reserva juntos ou paguem pela escolha dos assentos”, completou Harvey.

Ele passou a vida desmascarando médiuns, levou um soco de um estudante e morreu no Halloween — A história de Houdini, o mágico mais famoso da história

23 October 2026 at 10:42

Harry Houdini, considerado o mágico mais famoso do mundo, morreu há 100 anos, no Halloween de 1926. Famoso por desafiar os limites da própria vida, ele realizava feitos extraordinários, como escapar de caixas trancadas e libertar-se de correntes e cadeados. Mas, por trás de suas façanhas, sua morte também é envolta em enigmas.

Segundo um artigo publicado pela editora da Universidade de Yale, o mágico morreu 10 dias depois de levar um soco no estômago. O golpe foi desferido pelo estudante universitário J. Gordon Whitehead, que queria testar a teoria de que Houdini suportava golpes fortes no estômago.

Ele já estava se sentindo mal no dia anterior, e a pancada só piorou a situação, o que causou uma apendicite aguda. Antes de ser operado, no dia 25 de outubro, o cirurgião constatou que o apêndice rompido teria derramado pus bacteriano na cavidade abdominal, uma condição conhecida como peritonite.

Mas a morte do mágico, derivada dessa condição, desperta dúvidas em estudiosos e pesquisadores. Adam Begley, autor do artigo publicado pela Universidade de Yale, afirma que a apendicite é causada por infecção bacteriana, não por um soco no estômago. Quanto à ideia de que o punho de Whitehead possa ter rompido o órgão, a cronologia descarta essa possibilidade: nem mesmo Houdini sobreviveria nove dias com o apêndice rompido.

Na época da morte, o mágico estava envolvido em uma cruzada “antiespiritismo”, em que tentava desmascarar o espiritismo, classificando médiuns como fraude. Espiritualistas enfurecidos haviam profetizado sua morte e, quando ele morreu no Halloween, rapidamente reivindicaram a autoria do crime.

Pacto de comunicação com a esposa

Anos antes de sua morte, Houdini e a esposa, Bess Houdini, fizeram um pacto sobrenatural. Segundo a Biblioteca do Congresso dos EUA, o casal prometeu que quem morresse primeiro tentaria contatar o outro do além. Mas o pacto seria quebrado caso não fosse estabelecido ao longo de 10 anos.

No dia 31 de outubro de 1936, Bess realizou uma última sessão espírita, que foi gravada da sacada do Hotel Knickerbocker, em Hollywood.

Sobre uma mesa, um par de algemas trancadas repousava sobre uma almofada de seda, ao lado de um trompete e um pandeiro. Perto dali, uma plateia de 300 pessoas, selecionadas apenas por convite, se amontoava em uma arquibancada, aguardando para ver se os mortos voltariam à vida.

De acordo com a transcrição feita pela Biblioteca do Congresso, Bess anunciou que havia perdido a esperança, dizendo: “Minha última esperança se foi. Não acredito que Houdini possa voltar para mim ou para qualquer outra pessoa… Agora, acredito firmemente que a comunicação com espíritos, em qualquer forma, é impossível.”

Bess não tentou mais contato com seu falecido marido depois disso e, mais tarde, reconheceu que havia sido um longo período de tentativas, dizendo: “Dez anos é tempo suficiente para esperar por qualquer homem”.

Por que bonecos causam medo em algumas pessoas e fazem tanto sucesso no Halloween?

23 October 2026 at 10:02

Chucky, Tiffany, Annabelle e Fofão são bonecos que provavelmente despertaram medo em quem cresceu entre o final dos anos 1980 e o início dos anos 2000. Até hoje, eles marcam presença por meio de fantasias em festas de Halloween e maratonas de filmes de terror dedicadas à data.

As histórias sobrenaturais por trás desses personagens são um tópico que desperta a curiosidade dos fãs de terror. No entanto, para algumas pessoas, o medo vai além da ficção e está relacionado a um fenômeno que provoca aversão a bonecos na vida real.

A psicologia chama esse medo de pediofobia, sobretudo para classificar quem tem aversão a traços reais nesses brinquedos. Mas esse medo pode englobar até manequins e figuras mais caricatas. À CNN Brasil, a neuropsicóloga Luciana Xavier explica que a pediofobia pode ser compreendida como uma fobia que se enquadra dentro dos transtornos de ansiedade.

“O medo intenso bagunça os sentidos de interação, percepção, atenção, memória, aprendizagem e regulação emocional. O estímulo e o contato passam a ser interpretados como ameaça e mobilizam respostas de defesa. Ao fugir, a pessoa sente alívio. Esse alívio imediato pode fortalecer o desvio (das bonecos), dificultando novas experiências que permitiriam rever a expectativa de ameaça”, afirma Xavier.

A profissional também explica que o sofrimento pode ser agravado pela vergonha. Quem teme bonecos pode evitar lojas, visitas, festas ou ambientes onde imagina encontrá-los, além de esconder a dificuldade por receio de ser ridicularizado. Comentários como “isso é bobagem” desconsideram uma reação que a pessoa não consegue simplesmente desligar.

A teoria do “Vale da Estranheza”, cunhada pelo japonês Masahiro Mori em 1970, também se relaciona com esse medo. De acordo com a ideia de Mori, somos transportados para esse lugar ao entrar em contato com personagens ou robôs que apresentam características muito próximas dos seres humanos, o que  pode causar um sentimento de repulsa.

Existe tratamento para a pediofobia?

A neuropsicóloga Luciana Xavier recomenda a terapia cognitivo-comportamental com exposição terapêutica. A exposição é planejada em conjunto com o paciente e pode começar por situações mais fáceis, avançando conforme os objetivos clínicos.

Dependendo do caso, o tratamento pode incluir conversar sobre bonecos, observar imagens e, posteriormente, aproximar-se de exemplares.

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Esqueleto encontrado na Abadia de Westminster há mais de 150 anos tem possível identidade revelada

23 October 2026 at 02:22

Monumentos antigos e históricos normalmente são envoltos em mistérios. A Abadia de Westminster, igreja localizada em Londres integrada à sede do Parlamento Britânico, não é uma exceção. Nesta quarta-feira (21), o site oficial da Abadia noticiou que a identidade de um esqueleto encontrado em um sarcófago nos jardins do local há mais de 150 anos está muito próxima de ser revelada.

Uma nova pesquisa realizada pelo arqueólogo consultor da Abadia, Warwick Rodwell, e publicada no Journal of the British Archaeological Association, conclui que os ossos pertenciam a um monge medieval de alta patente.

Rodwell acredita que o candidato mais provável seja Aelfwig, que serviu como abade (superior religioso que administra a abadia) do mosteiro beneditino medieval e morreu por volta de 1020. Outra possibilidade é o sucessor de Aelfwig, Wulnoth, que morreu em 1049 e que estudiosos presumem estar enterrado na Abadia.

Outra pista que sugere que o esqueleto pertencia a um abade reside no fato de o ocupante ter sido “homenageado” com um sepultamento em um “belíssimo sarcófago”. O caixão de madeira foi colocado dentro do sarcófago de pedra e a tampa foi então esculpida novamente para apresentar uma cruz latina.

Esqueleto encontrado na Abadia de Westminster está próximo de ter identidade revelada
Esqueleto encontrado na Abadia de Westminster está próximo de ter identidade revelada • Strephon Duckering/Abadia de Westminster

James Young Langthorne, especialista em ossos humanos da PCA (Pre-Construct Archaeology), empresa que presta consultoria e serviços de arqueologia e patrimônio do Reino Unido, determinou que o homem faleceu quando tinha entre 35 e 49 anos e cerca de 1,75 m de altura.

Essa estimativa difere de uma avaliação feita no século XIX, que sugeria tratar-se de um “jovem robusto”, com cerca de 1,70 m de altura e no máximo 30 anos de idade.

Uma amostra óssea também foi enviada ao Centro de Pesquisa Ambiental das Universidades Escocesas para datação por carbono. Os resultados indicaram que os ossos datam de 987 e 1052 d.C., confirmando que a reutilização do sarcófago e a remodelação da tampa ocorreram no final do período saxão.

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Dinamarca encomenda mísseis de longo alcance e irrita russos

22 October 2026 at 22:45

A Dinamarca, país integrante da Otan, anunciou nesta quinta-feira (22) que concordou em comprar os primeiros mísseis de precisão de longo alcance, em uma iniciativa para reforçar a segurança e deter a agressão russa na Europa, o que gerou condenação por parte de Moscou.

O ministro da Defesa dinamarquês, Jeppe Bruus, afirmou que os novos sistemas de mísseis aumentarão as capacidades da Dinamarca e permitirão ataques “atrás das linhas inimigas” em caso de ataque.

“Estamos numa situação de segurança grave e em deterioração, e é por isso que estamos reforçando a defesa e fortalecendo nosso poder de combate”, disse Bruus aos repórteres.

A embaixada russa em Copenhague, em um comunicado escrito, afirmou que a política de mísseis da Dinamarca visa ao confronto com Moscou e alertou para “consequências desastrosas inevitáveis”.

“Copenhague está fascinada pela ilusão perigosa de que a compra de armas ofensivas de alta precisão e longo alcance para representar uma ameaça militar a uma potência nuclear ajudará a fortalecer a segurança e a defesa da Dinamarca”, disse a embaixada.

A Dinamarca afirmou no ano passado que pretendia comprar armas ofensivas de longo alcance para contrariar a ameaça militar russa à Europa, o que provocou uma dura reprimenda de Moscou.

Na época, a primeira-ministra Mette Frederiksen havia incentivado os militares a “comprarem, comprarem, comprarem” novas armas após anos de cortes orçamentários, uma mudança motivada pela guerra da Rússia na Ucrânia.

A Dinamarca também anunciou que concordou em comprar o míssil Anthem, fabricado pela empresa de defesa americana Covenant, que é produzido na Alemanha, e os mísseis Joint Strike Missiles para seus caças F-35, fabricados pela norueguesa Kongsberg KOG.OL.

Bruus recusou-se a dizer quantos mísseis a Dinamarca havia encomendado ou quanto pagaria.

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Homem é preso por dirigir embriagado um “jipe da Barbie”

22 October 2026 at 16:28

Um homem foi preso no Canadá por dirigir um jipe de brinquedo em uma das principais vias da cidade de Prince George, na Columbia Britânica. Os registros foram feitos por testemunhas que estavam próximas ao local.

De acordo com a CBC, rede de televisão e rádio local, o condutor do jipe, Kasper Lincoln, estava saindo para tomar raspadinha com um amigo, mas ficou com preguiça de andar e decidiu pegar o brinquedo emprestado, que pertence ao filho do seu colega de quarto.

A RCMP (Polícia Montada do Canadá) informou que abordou Lincoln para uma blitz de trânsito e, durante a conversa com ele, descobriu que sua carteira de habilitação estava suspensa e suspeitou que ele estivesse embriagado, o que foi posteriormente confirmado por dois testes de bafômetro, o que também foi confirmado por Lincoln à emissora local.

Lincoln também disse que a polícia lhe informou que os guardas receberam várias ligações a seu respeito e que ele estava dirigindo no meio da rua, o que ele negou, afirmando que, durante a maior parte do trajeto, dirigiu na calçada até avistar a faixa bloqueada. 

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Vaso sanitário feito com mais de 100 kg de ouro maciço é leiloado por US$ 10 milhões

22 October 2026 at 11:35

Um vaso sanitário feito com mais de 100 quilos de ouro maciço foi leiloado por cerca de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) na casa de leilões Sotheby’s, em Nova York. A obra, intitulada “América”, de autoria do italiano Maurizio Cattelan, já contou com três exemplares desde a sua execução, em 2016.

A versão que foi vendida pertencia a um colecionador não identificado desde 2017. Já a outra versão foi exibida em um banheiro individual totalmente funcional no Museu Guggenheim, em Nova York, onde, ao longo de um ano, mais de 100 mil visitantes esperaram para utilizá-lo.

Posteriormente, o museu ofereceu o vaso sanitário ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu primeiro mandato, após o líder americano pedir um quadro de Van Gogh emprestado. Em 2019, ele ficou exposto no Palácio de Blenheim, onde Winston Churchill nasceu.

Em setembro do mesmo ano, a privada de ouro foi roubada, causando danos significativos e inundações na estrutura, informou a polícia na época.

James Sheen, de 39 anos, confessou-se culpado de roubo no Tribunal da Coroa de Oxford, segundo a agência de notícias PA Media do Reino Unido, citando o Serviço de Acusação da Coroa.

O vaso de ouro, segundo a descrição da Sotheby’s, foi defendido, escandalizado e creditado por fomentar um discurso revolucionário sobre o que a arte deveria significar e qual o valor desse significado. Hoje, porém, “America” constitui uma espécie de xeque-mate, opondo-se até aos adversários mais mordazes de Cattelan com a objetividade absoluta do seu valor.

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Apanhador desenterra mais de 100 cobras em uma pilha de material orgânico no quintal de uma casa na Austrália

22 October 2026 at 00:20

Morar na Austrália significa que você pode encontrar uma ou duas cobras dentro de casa em algum momento. Mas um morador de Sydney, capital do país, teve uma surpresa desagradável quando um apanhador de cobras desenterrou 102 desses répteis rastejantes escondidos em seu jardim.

David Stein avistou algumas cobras em uma pilha de material orgâncio no quintal em 2025 e ligou para o Reptile Relocation Sydney, principal serviço de remoção de cobras da capital, para que eles dessem uma olhada.

Quando o apanhador de cobras Dylan Cooper terminou de escavar o material orgânico, ele havia recuperado um total de 102 cobras, cinco adultas e 97 filhotes, disse Cory Kerewaro, proprietário da Reptile Relocation Sydney, à CNN. 

“As cobras-pretas-de-barriga-vermelha são um tipo de cobra venenosa, e as fêmeas são conhecidas por se reunirem para dar à luz. O que é incomum neste caso é o fato de alguém ter testemunhado o nascimento coletivo de dezenas de cobras”, disse Kerewaro.

Apanhador desenterra mais de 100 cobras do quintal de uma casa na Austrália
Apanhador desenterra mais de 100 cobras do quintal de uma casa na Austrália • Relocação de Répteis em Sydney

Uma das fêmeas grávidas que havia sido retirada da pilha deu à luz mais filhotes dentro do saco de remoção, acrescentou Kerewaro. Cooper levou cerca de três horas para remover todas as cobras. 

Stein, que mora em Horsley Park, a cerca de 32 quilômetros do centro da cidade, disse ao programa matinal “Sunrise” na época que avistou as criaturas nas áreas onde havia colocado o material orgânico para manter suas árvores saudáveis.

“Eu vi um monte de cobras na pilha de material orgânico… o que me deu arrepios”, disse ele. “Quando consegui pegar minha câmera… elas já tinham entrado na pilha.”

Ele disse que sua esposa pesquisou na internet e descobriu que as fêmeas costumam se reunir quando estão prestes a dar à luz, o que fez com que eles entrassem em contato com o serviço de remoção de cobras. 

Embora tivesse sido “emocionante assistir a tudo”, Stein disse se sentia “bem agora que os animais se foram”. Hoje, as cobras vivem em um parque nacional.

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Produtos roubados em protestos na França aparecem em sites de venda online

21 October 2026 at 22:47

O mercado online de artigos em segunda mão, Vinted, removeu anúncios de produtos franceses saqueados e intensificou a verificação de anúncios “suspeitos”, numa tentativa das autoridades do país de impedir que bens roubados durante os protestos sejam vendidos online.

A Vinted afirma que as equipes tomaram “medidas imediatas para identificar e remover anúncios ligados aos saques”.

“A venda de produtos roubados, ou a solicitação dos mesmos, é estritamente proibida no Vinted, e temos tolerância zero para isso”, afirmou a empresa em comunicado, observando que “intensificou o monitoramento de anúncios suspeitos”.

Contas que violarem as regras poderão ser banidas permanentemente, afirmou a Vinted, acrescentando que está trabalhando com as autoridades policiais e francesas para “detectar e combater riscos emergentes e comportamentos maliciosos”.

A resposta surge num momento em que o governo francês intensifica a fiscalização dos mercados online, após relatos de que bens roubados durante os protestos no fim de semana apareceram a venda na internet. 

Serge Papin, ministro francês para as Pequenas Empresas, disse no X que as autoridades convocaram uma reunião com operadores de mercados online e representantes dos ministérios do Interior e da Justiça.

Na terça-feira (20), ele afirmou que o governo obteve o compromisso das plataformas de detectar e remover anúncios de itens saqueados, e que também estava monitorando as vendas, alertando que qualquer pessoa que vender produtos roubados será rastreada e processada.

Grandes varejistas, incluindo grupos de luxo como Louis Vuitton e Rolex, e a varejista de cosméticos Sephora, foram atingidos pela violência, informou a Reuters.

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Ela se mudou para a Ásia e dedicou sua vida a comunidade “Hanyeo”, mulheres que mergulham sem equipamento de respiração para pescar frutos do mar

21 October 2026 at 22:18

Youngrak-ri, uma pequena vila costeira no extremo oeste da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, costumava ser famosa por duas coisas: solo fértil e o aparecimento ocasional de golfinhos. Mas, nos últimos anos, ficou conhecida por abrigar uma verdadeira raridade no país: uma haenyeo americana.

Haenyeo (“hae” significa mar e “nyeo” significa mulher) são mergulhadoras, historicamente originárias da Ilha de Jeju, que mergulham no oceano sem equipamento de respiração para pescar frutos do mar e sobreviver.

E, até este ano, Kylie Genter é a única estrangeira a possuir uma licença de haenyeo, de acordo com autoridades locais — obrigatória para quem deseja exercer o mergulho livre tradicional comercialmente no país.

“Não imaginava que estivesse abrindo caminho… Como estrangeira fazendo isso, especialmente por não ser cidadã coreana, é uma grande responsabilidade”, disse ela à CNN. Os mergulhos são uma façanha que a transformaram numa espécie de celebridade local.

“Nossa aldeia tem a primeira haenyeo americana, então muita gente tem vindo nos visitar para entrevistá-la!”, diz Kim Chang-sik, chefe da pesca da aldeia, entusiasmado.

Tendo vivido toda a sua vida em Youngrak-ri, uma pequena vila costeira na ilha, ele afirma que a dura realidade do presente, um povo composto em sua maioria por idosos, é uma tendência que se estende às haenyeo.

Mas a chegada de Genter, de 36 anos, despertou a esperança de que a Coreia do Sul também possa abrir o setor para mais estrangeiros e preservar seu patrimônio.

Kylie Genter é a única americana na Coreia do Sul a possuir uma licença de haenyeo.
Kylie Genter é a única americana na Coreia do Sul a possuir uma licença de haenyeo. • Jenna Lee Kim

De Nova York à Coreia do Sul

Tornar-se uma haenyeo não estava nos planos de Genter, quando ela se formou na faculdade. Apaixonada por viagens, ela estudou na Europa e decidiu que seu próximo destino seria a Ásia. Inicialmente, seu objetivo era o Japão, já que havia estudado o idioma na faculdade, mas uma vaga na Coreia do Sul, que oferecia moradia gratuita, chamou sua atenção.

Naquele mesmo ano, ela se tornou professora de inglês em Jinju, uma cidade histórica na província de Gyeongsang do Sul.

Ela percebeu enormes diferenças culturais entre sua casa nos EUA e a Coreia do Sul, mas disse que também havia semelhanças.

“Acho que os nova-iorquinos e os coreanos são parecidos no sentido de que não há muita conversa fiada, as pessoas trabalham muito e se divertem muito, e são muito gentis, mas podem ter uma aparência um tanto dura. Foi um ótimo lugar para começar na Coreia, porque meio que me obrigou a aprender coreano”, contou Genter. 

Após quatro anos, ela sentiu vontade de se mudar para outra cidade.

“Eu estava pensando em morar em Seul porque ia a shows de K-pop o tempo todo, então achei que poderia economizar dinheiro morando lá. Mas aí surgiu uma oportunidade em Jeju que era mais interessante e pagava melhor, então pensei: ‘Ok, vou tentar, Jeju parece legal, posso morar lá por um tempo’, e isso foi há 10 anos”, afirmou ela. 

Vinda do interior de Nova York, que ela descreve como “bastante rural”, Genter diz que se sentiu imediatamente conectada à ilha.

Preenchimento das vagas

As haenyeo não têm uma idade de aposentadoria definida e, muitas vezes, continuam mergulhando até os 80 e até mesmo 90 anos, conforme sua resistência física permitir.

E, enquanto as haenyeo existentes envelhecem, menos mulheres jovens estão se juntando a elas.

No ano passado, 63% das 2.371 haenyeo em atividade tinham 70 anos ou mais, e pouco mais de 1%, ou apenas 30 do total, tinham 39 anos ou menos, de acordo com o Museu Haenyeo, o que aumenta a preocupação de que essa profissão tradicional possa desaparecer.

Consequentemente, em 2024, a aldeia divulgou uma mensagem por meio de grupos informais e no “boca a boca”, dizendo que estavam à procura de jovens candidatas para se juntarem à comunidade de haenyeo.

Genter, na extrema direita, demonstrou seu comprometimento com suas colegas mergulhadoras ao comparecer todos os dias
Genter, na extrema direita, demonstrou seu comprometimento com suas colegas mergulhadoras ao comparecer todos os dias • Jenna Lee Kim

“Comecei a mergulhar em Youngrak-ri e eles precisam de outras jovens haenyeo. Alguém está interessado?”, escreveu uma mergulhadora livre em um grupo de bate-papo cujos integrantes incluíam o marido coreano de Genter, um mergulhador autônomo.

Ele se ofereceu como voluntário em nome de sua esposa, mas ela foi prontamente impedida de participar por ser estrangeira.

“Ele não pediu minha permissão primeiro; simplesmente me ofereceu como voluntária… Eu pensei: ‘Ok, não há nenhuma haenyeo americana, então posso muito bem tentar, nem que seja só para ter essa experiência’”, ela relembra.

Um mês depois, Kim cedeu na proibição de entrada de estrangeiros e pediu a Genter que comparecesse para uma entrevista.

“Ele disse: ‘Você pode começar, mas saiba que ser uma haenyeo é muito difícil. Se não for algo que você queira fazer, não se sinta mal, apenas nos diga'”, conta Genter.

“Comecei em janeiro de 2024 e mergulho aqui desde então.”

Genter tinha alguma experiência. Depois de se mudar para a ilha, ela se matriculou em uma escola de haenyeo — não com a intenção de se tornar uma, mas para aprender mais sobre as famosas mergulhadoras para um programa de inglês que ela coordenava.

A garota nova na cidade

A maioria das aldeias tem seus próprios grupos de haenyeo. E o vínculo entre elas é tão forte que se consideram família, e não colegas de trabalho. Comem, mergulham, tomam banho e relaxam juntas — e, o mais importante, zelam pela segurança umas das outras.

“Deve ser uma comunidade onde você cuida uns dos outros e liga para an polícia em caso de acidente”, diz o chefe da pesca, Kim. “Se você sair da água antes de todo mundo, não saberá se algo acontecer com os outros enquanto eles ainda estão mergulhando. É uma vida comunitária de mergulho em conjunto, não um trabalho isolado.”

“Você não pode simplesmente sair sozinho porque tem outros compromissos. Se três entraram na água, então os três precisam sair juntos.”

Quando a americana de cabelos castanhos chegou à aldeia, a presidente das haenyeo, Hong, duvidou que ela fosse ficar por lá. Inicialmente, as oito haenyeo veteranas tiveram dificuldade em pronunciar o nome estrangeiro desconhecido: Kylie. Mas ela provou seu comprometimento comparecendo todos os dias, e a presidente passou a chamá-la de “Kyla”.

Com o tempo, Genter conquistou a confiança das mergulhadoras, e elas finalmente aprenderam a pronunciar seu nome corretamente — depois de muita prática.

“Ela é ainda melhor do que nós, coreanos, e do que nós, nativos de Jeju, no mergulho – eu gosto muito dela”, diz Hong.

A presidente chega a chamar Genter de “minha filha”, um título exclusivo reservado a poucos.

“Como alguém que mora muito longe dos meus pais, é realmente ótimo ter essa experiência”, diz Genter sobre o apoio recebido.

Um mundo em transformação

A cidadania americana de Genter não era a única coisa incomum nela quando chegou à aldeia. Como graduada universitária, ela conta que algumas das haenyeo mais velhas se perguntavam por que ela seguiria essa carreira.

“Eles ficaram meio que perguntando: ‘O que ela está fazendo aqui?’”, lembra Genter.

Historicamente, as mulheres na Ilha de Jeju desempenhavam um importante papel econômico em seus lares, diferentemente do continente, onde os homens trabalhavam e a maioria das mulheres ficava em casa como donas de casa, de acordo com o Museu Haenyeo local. 

A maioria das mulheres de Jeju mergulhava e também cultivava tangerinas e vegetais — a maioria delas ainda faz as duas coisas — enquanto cuidava da família. Com rotinas tão agitadas, a educação era vista como um luxo, enquanto o mergulho era simplesmente o trabalho para o qual estavam destinados.

Quando não está mergulhando, ou durante a baixa temporada entre agosto e setembro, Genter passeia com cachorros e cuida de gatos e coelhos em um hotel para animais de estimação que administra com o marido.

Ela também compartilha suas histórias nas redes sociais e produz um podcast com um colega mergulhador para educar as pessoas sobre sua profissão incomum. 

“Eu queria corrigir alguns equívocos que as pessoas têm sobre as haenyeo. As pessoas dizem coisas como: ‘A última geração de haenyeo, as haenyeo vão desaparecer em breve!’, e eu respondo: ‘Não, as jovens haenyeo ainda estão aqui!’”, diz ela.

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Arqueológos encontram moeda em cima de túmulo de criança romana e sugerem que objeto seria a porta de entrada para o submundo

21 October 2026 at 21:17

Uma nova descoberta durante escavações arqueológicas na cidade de Stara Zagora, na Bulgária, revelou uma necrópole e vestígios de diversos objetos da época romana. Entre os tesouros, havia uma moeda e um par de brincos posicionados em cima de um túmulo infantil, o que arqueólogos sugerem ser uma oferenda para os deuses do submundo.

Os romanos costumavam colocar uma moeda em cima dos túmulos para pagar o barqueiro que transportaria suas almas para o submundo. O ritual tem origem grega, mas foi incorporado a outras culturas com o passar do tempo.

A moeda encontrada é um antoniniano do imperador Aureliano, cunhado em Sérdica, nome antifo de Sófia, atual capital da Bulgária, entre 274 e 275 d.C. A estrutura funerária também foi datada desse mesmo período, informou o Museu de História Regional de Stara Zagora em uma publicação do Facebook.

Durante a escavação, também foram descobertos vestígios e objetos de outros períodos, como do final do século II ao século IV, dos séculos IV a V, dos séculos XVII a XVIII e do final do século XIX ao século XX.

A necrópole compreende 135 estruturas funerárias de variados tipos: covas simples contendo restos cremados; covas simples cobertas com telhas; covas simples cobertas com tijolos; covas simples cobertas com lajes de pedra e covas simples sem cobertura.

Necrópole encontrada durante escavação na Bulgária
Necrópole encontrada durante escavação na Bulgária • Reprodução/Facebook/Museu de História Regional de Stara Zagora

Os arqueólogos afirmaram que dois ritos funerários eram praticados na época: quatro dos sepultamentos envolviam cremação, enquanto os demais envolviam inumação, quando os restos mortais são colocados direto na terra.

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Gato siamês se tornou autor de artigo de física atômica em 1975 – ele assinou com a pata em uma das revistas mais prestigiadas do mundo

21 October 2026 at 19:05

“Meu cachorro comeu o dever de casa” e “meu gato fez xixi no meu caderno” são desculpas recorrentes em comédias para explicar por que um personagem não entregou a tarefa escolar. Mas e se, em vez de atrapalhar os estudos, um gato decidisse ir além e se tornasse o autor de um artigo científico?

Em 1975, o físico Jack Hetherington pediu para um colega revisar um artigo sobre o comportamento atômico que, posteriormente, seria publicado na revista Physical Review Letters. O colega percebeu que o texto foi escrito usando o plural “nós” e “nosso”, o que resultaria no descarte do artigo pela revista e em Hetherington tendo que reescrevê-lo novamente, substituindo essas palavras.

“Mudar o artigo para algo impessoal parecia muito difícil, e, como tudo já estava escrito e digitado, depois de pensar durante a noite, simplesmente pedi à secretária que alterasse a página de rosto para incluir o nome do gato da família, um siamês chamado Chester“, explica Hetherington em seu livro “More Random Walks in Science”.

Chester, filho de um gato chamado Willard, recebeu o pseudônimo de FDC Willard, que significa “Felis Domesticus Chester Willard.”

Na época, dez amigos do físico receberam cópias autografadas do artigo, que continham tanto a assinatura de Hetherington quanto a do gato Chester. Anos depois, em 2014, APS (Sociedade Americana de Física) anunciou que todos os artigos com autoria de gatos ficariam disponíveis gratuitamente para leitura.

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Ditado popular que diz que “a pressa é inimiga da perfeição” foi usado pela primeira vez no início do século XX por jurista baiano; relembre origem

21 October 2026 at 17:46

A língua portuguesa é marcada por expressões e ditados populares utilizados em diferentes situações do cotidiano. Entre eles está o famoso “a pressa é inimiga da perfeição”, usado para definir situações em que a falta de paciência ou o excesso de velocidade podem comprometer o resultado final.

A expressão foi usada pela primeira vez no início do século XX pelo advogado, jornalista, escritor e jurista baiano Rui Barbosa, que criticou o curto espaço de tempo em que o Código Civil brasileiro era redigido. Na chamada Réplica, publicada em 1903, Barbosa escreveu negativamente sobre a redação e os erros de linguagem do documento, usando a frase como forma de “alfinetar” o governo.

Em 1907, de acordo com a Academia Brasileira de Letras, Barbosa foi escolhido como o representante brasileiro para a 2ª Conferência Internacional de Paz de Haia, na Holanda. Em seu discurso no evento, ele voltou a usar a expressão de uma forma diferente, dizendo: “a pressa é também a mãe do tumulto e do erro”.

O encontro internacional histórico teve como objetivo estabelecer a paz e a igualdade jurídica e evitar conflitos entre as nações. O papel de Barbosa foi de grande importância, o que levou a se tornar um dos “Sete Sábios de Haia”, comitê especial que visava criar um tribunal internacional de justiça.

Na vida política, Rui Barbosa também se dedicou à defesa da abolição da escravidão e ao fortalecimento do sistema federativo.Ele exerceu o cargo de ministro da Fazenda do Governo Provisório (1930 – 1934) e foi senador de 1890 a 1922, desempenhando um papel fundamental na elaboração das linhas fundamentais da Constituição Federal de 24 de fevereiro de 1891.

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Gêmeos siameses construíram legado no esporte radical e superaram a medicina ao viverem 3 vezes mais que o previsto

21 October 2026 at 15:45

Os gêmeos siameses José Luis e José Armando Cevallos Herrera, conhecidos como “os gêmeos do Equador”, morreram na última semana, aos 27 anos. Desafiando as expectativas dos médicos, que acreditavam que a dupla não conseguiria chegar até os 10 anos, eles construíram um legado de superação, mostrando a rotina nas redes sociais e passando a mensagem de que a deficiência não impede ninguém de ser feliz.

Os dois nasceram no dia 8 de setembro de 1999, na província de Guayas. Durante a gravidez, a mãe dos gêmeos esperava apenas um bebê, e todos ficaram surpresos quando descobriram que se tratava de duas crianças unidas pelo tórax e pela pélvis.

Durante a infância, José Luis e José Armando sofreram bullying por conta de sua condição física, que os impedia de andar. Eles precisavam se arrastar para se locomover, posteriormente usando um carrinho com rodas, semelhante a um skate. Nos vídeos publicados no Instagram, os gêmeos aparecem em cima do instrumento em diversos registros.

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A possibilidade de se separarem sempre existiu, com um elevado risco de apenas um sobreviver. No entanto, a cirurgia nunca aconteceu, pois eles sentiam um laço que os unia para além do físico. Em um documentário do Discovery Channel, José Luis afirmou que “se nascêssemos de novo, seríamos gêmeos siameses.”

Em abril desse ano, os dois desembarcaram na Colômbia para um tratamento para melhorar o movimento das pernas e realizar o sonho de caminhar. Segundo a família e a mídia local, as mortes ocorreram na última quinta-feira (15), após uma parada cardíaca.

Segundo a Revista Vistazo, do Equador, José Armando relatou fortes dores na perna e no abdômen. A equipe médica administrou analgésicos, mas, nesse momento, José Luis sofreu uma parada cardíaca, da qual conseguiram reanimá-lo.

José Armando viu a cena em estado de choque. Duas horas depois, ele sofreu um ataque cardíaco e, em seguida, o coração do irmão também parou.

No Instagram, a família publicou um comunicado oficial sobre a morte.

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Suco de beterraba com limão: por que beber e quais são os benefícios

21 October 2026 at 10:56

Misturar alimentos e frutas no liquidificador pode gerar combinações nutritivas e com muitos benefícios para a saúde. No caso da beterraba e do limão, alimentos que já possuem qualidades nutricionais se consumidos sozinhos, formam uma dupla poderosa quando misturados.

A beterraba combina fibras que são boas para a digestão, nutrientes e compostos com ação antioxidante e anti-inflamatória, como nitratos, convertidos em óxido nítrico pelo organismo. Já o limão é uma fruta rica em fibras e vitaminas, além de promover a saúde cardiovascular e fortalecer a resposta imunológica contra infecções e doenças.

De acordo com um vídeo da nutricionista Helma Veloso, esses alimentos são ricos em nitrato, melhoram a circulação sanguínea e diminuem a retenção de líquidos no organismo. A combinação gera efeitos anti-inflamatórios, possui baixa carga glicêmica, melhora a performance ao realizar exercícios físicos e diminui a inflamação de quem sofre com lipedema.

Para preparar a receita, basta misturar 50g de beterraba crua, 1/2 limão e água no liquidificador. A profissional aconselha adicionar adoçante e 3g de creatina caso o suco seja consumido antes do treino.

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Fungo gigante “D-Rex” é descoberto pesando mais de 2 kg e 50 cm de tamanho — Agora cientistas avaliam como ele sobreviveu após 1 milhão de anos

21 October 2026 at 09:59

Um novo estudo realizado na província de Yunnan, na China, descobriu um fungo gigante de cerca de 50 centímetros de altura, pesando mais de dois quilos, que surgiu logo após a extinção dos dinossauros. Segundo a pesquisa, publicada na revista Frontiers in Fungal Biology, a espécie Dianjunus rex foi apelidada de “D-Rex”, o que pode soar como uma referência ao “T-Rex”, a espécie de dinossauro mais famosa do mundo. 

Os pesquisadores estimam que esse fungo surgiu há 65 milhões de anos, cerca de 1 milhão de anos após a extinção dos dinossauros. No entanto, o surgimento do fungo não comprova que ele esteja relacionado diretamente com a extinção.

As estruturas foram cultivadas em laboratório para analisar o material genético. De acordo com os cientistas, o “D-Rex” faz parte da Dianjunaceae, uma família totalmente nova de fungos.

Para os pesquisadores, a descoberta levanta uma possibilidade intrigante. Após a extinção dos dinossauros, a abundância de matéria vegetal morta abriu novas oportunidades para o surgimento de novas espécies de fungos, o que pode ter colaborado para a formação do “D-Rex”.

Ainda segundo o estudo, a descoberta da espécie Dianjunusex e da família Dianjunaceae ressalta a inexplorada diversidade fúngica nas florestas do Leste Asiático, particularmente nas regiões do sudoeste da China.

A pesquisa reafirma a importância da continuidade da exploração micológica integrada à sistemática molecular moderna, que permanece essencial para revelar linhagens ocultas, compreender as trajetórias evolutivas da morfologia fúngica e elucidar a complexa história dos ecossistemas da Terra.

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