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Lagos recebe nova ação de formação de salvamento Surf & Rescue

22 October 2026 at 16:45

A Associação de Escolas de Surf de Portugal (AESP) e o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) promovem nova ação de formação de salvamento Surf & Rescue para iniciantes e avançados, sendo a próxima em Lagos.

A AESP informa que a iniciativa decorre até novembro em todo o país e pretende revolucionar o resgate ao instalar desfibrilhadores em várias escolas de surf por todo o país. A Praia de Praia de Porto de Mós, em Lagos, recebe a formação Surf & Rescue a 5 e 6 de novembro.

Esta iniciativa aposta na formação de instrutores, treinadores e comunidade surfista, garantindo competências em SBV e acesso a desfibrilhadores nas escolas, contribuindo para praias ainda mais seguras, dentro e fora de água.

O objetivo é reforçar a prevenção, formar pessoas e assegurar a manutenção dos equipamentos ao longo de todo o ano.

Câmara de Lagoa reclassifica solo para construir 520 fogos de habitação acessível e a custos controlados

22 October 2026 at 16:01

Câmara Municipal aprovou a proposta de alteração simplificada do PDM que permitirá reclassificar cerca de 12 hectares de solo para uso habitacional, estabelecendo que pelo menos 70% da área de construção se destine a habitação pública, arrendamento acessível ou habitação a custos controlados.

A Câmara Municipal de Lagoa aprovou, na reunião de 20 de outubro, a proposta de alteração simplificada do Plano Diretor Municipal (PDM), destinada à reclassificação de solo rústico para solo urbano com finalidade habitacional, na Unidade de Execução do Calvário, na freguesia de Estômbar e Parchal.

Esta decisão representa um passo importante na estratégia municipal de promoção do acesso à habitação, procurando dar resposta às dificuldades sentidas pelas famílias na aquisição ou no arrendamento de uma casa, através da criação de condições para aumentar a oferta habitacional a preços mais acessíveis, com particular enfoque na habitação a custos controlados.

A proposta abrange uma área de aproximadamente 12 hectares e prevê a possibilidade de construção de até 743 fogos, através de investimento privado. Deste total, 520 fogos destinam-se a habitação acessível, enquanto os restantes 223 correspondem a habitação para o mercado livre.

Em termos de área de construção, a proposta estabelece que pelo menos 70% da área total acima do solo, correspondente a cerca de 71.374 metros quadrados, seja afeta a habitação pública, arrendamento acessível ou habitação a custos controlados. Esta condição constitui um elemento central do procedimento e traduz a prioridade atribuída à criação de respostas habitacionais que possam chegar a um maior número de famílias.

“O acesso à habitação é um dos maiores desafios que enfrentamos enquanto sociedade e exige respostas concretas, capazes de produzir efeitos na vida das pessoas. Com esta decisão, estamos a criar condições para aumentar significativamente a oferta habitacional em Lagoa, dando uma importância muito particular à habitação a custos controlados e às soluções de acesso à habitação a preços comportáveis para as famílias. Queremos um concelho onde os jovens possam construir o seu projeto de vida, onde as famílias encontrem condições para se fixar e onde viver em Lagoa não se torne um privilégio reservado a quem tem maior capacidade financeira. Este é um passo relevante nesse caminho, que deverá ser acompanhado pelo cumprimento das condições previstas e pela concretização das soluções habitacionais propostas”, sublinha o presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação.

A intervenção incide sobre a Unidade de Execução do Calvário, atualmente classificada como solo rústico, mas contígua ao núcleo urbano consolidado e servida pela Estrada Municipal n.º 125. A reclassificação proposta procura assegurar uma ocupação coerente com a envolvente urbana, articulando a oferta habitacional com a criação de espaços verdes, espaços públicos, acessibilidades pedonais e cicláveis e infraestruturas necessárias ao desenvolvimento da área.

O projeto contempla ainda a previsão de uma via estruturante que deverá contribuir para o desenvolvimento da rede viária urbana, bem como o alargamento do troço adjacente da Estrada Municipal n.º 125, tendo em conta as necessidades de circulação associadas à futura operação urbanística.

O procedimento é desenvolvido ao abrigo do artigo 72.º-B do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), no quadro das alterações legislativas relativas à reclassificação de solos para fins habitacionais. Trata-se de uma alteração simplificada do PDM de Lagoa, que compreende a atualização do respetivo regulamento e da planta de ordenamento, e não da elaboração de um plano de pormenor.

De acordo com os elementos que acompanham o procedimento, esta é a primeira iniciativa desta natureza na região do Algarve, colocando Lagoa na linha da frente na utilização deste mecanismo legal para promover a disponibilização de solo destinado à habitação.

A proposta enquadra-se na Estratégia Local de Habitação de Lagoa e nos objetivos municipais de reforço da oferta habitacional, promoção da coesão social e qualificação urbana. A sua concretização ficará sujeita ao cumprimento dos procedimentos legais aplicáveis, bem como das condições de execução, urbanização e edificação estabelecidas.

Com esta decisão, o Município de Lagoa reforça o compromisso de desenvolver respostas estruturais para um dos problemas que mais afetam as famílias, promovendo condições para aumentar a oferta de habitação acessível e a custos controlados e contribuindo para um concelho mais equilibrado, inclusivo e preparado para o futuro.

AHRESP projeta estratégia a 10 anos para reduzir fragilidades da restauração

By: Lusa
22 October 2026 at 17:43

O plano prevê um fundo mutualista de 50 milhões de euros, microcrédito e apoios públicos automáticos. A associação quer reduzir os encerramentos por insolvência em 40% até 2035.

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Canadense amplia descoberta de terras raras em MG e avalia vender projeto

22 October 2026 at 17:31

A mineradora canadense Libra Energy Materials ampliou a área com ocorrência de terras raras no projeto Penelope, em Minas Gerais, e avalia a possibilidade de vender o empreendimento ou buscar parceiros para desenvolvê-lo.

A companhia pretende concentrar seus investimentos em projetos de lítio no Canadá.

Segundo comunicado divulgado na terça-feira (20), a empresa concluiu sua primeira campanha de sondagens no projeto brasileiro, com 22 perfurações que somaram aproximadamente 261 metros. Os resultados identificaram novas zonas de enriquecimento em terras raras próximas à superfície, ampliando a extensão conhecida da mineralização.

Dos 15 furos apresentados no novo comunicado, dez registraram pelo menos uma amostra com concentrações superiores a 500 partes por milhão (ppm) de óxidos totais de terras raras.

A companhia também identificou concentrações de gálio, mineral crítico utilizado na fabricação de semicondutores, além de resultados anteriores que apontaram a presença de nióbio e tântalo na área.

Apesar dos avanços, o projeto permanece em estágio inicial de exploração, sem estimativa de recursos minerais ou estudo de viabilidade econômica divulgado. A empresa também não determinou as taxas de recuperação dos elementos, necessárias para avaliar o potencial de produção comercial.

Estratégia de investimentos

O CEO da Libra, Koby Kushner, afirmou que, embora os resultados indiquem potencial geológico, o projeto brasileiro não faz parte das prioridades de longo prazo da companhia.

“Embora Penelope não seja prioritário para nossa estratégia de longo prazo, acreditamos que o projeto oferece oportunidades de monetização, potencialmente por meio de acordos de aquisição progressiva de participação, joint ventures ou venda”, afirmou.

A estratégia é comum entre as chamadas junior mining companies, pequenas mineradoras especializadas na identificação e no desenvolvimento inicial de projetos minerais.

Diferentemente das grandes produtoras, essas empresas geralmente não possuem minas em operação e dependem de captações no mercado de capitais ou de investidores estratégicos para financiar suas atividades.

Nesse modelo, as companhias podem investir na identificação de depósitos e na comprovação de seu potencial geológico para, posteriormente, vender os ativos ou atrair parceiros com maior capacidade financeira para desenvolver os empreendimentos.

Os acordos também podem prever que outra mineradora financie novas campanhas de exploração em troca de uma participação progressiva no projeto.

Dessa forma, as empresas conseguem direcionar recursos aos ativos considerados prioritários e reduzir sua exposição aos elevados custos e riscos das etapas posteriores de desenvolvimento.

No caso da Libra, a prioridade está nos projetos de lítio Cisco West e Obamska, localizados na província canadense de Quebec.

A Libra detém atualmente 100% do projeto Penelope, mas não informou se já recebeu propostas de potenciais compradores ou parceiros, nem estabeleceu um valor para uma eventual negociação.

 

Seis propostas para privatizar a SATA Handling

22 October 2026 at 17:24
O prazo para propostas encerrou a 21 de outubro. Das 11 entidades convidadas, seis apresentaram ofertas. As selecionadas serão chamadas a fazer propostas vinculativas.

© Diogo Costa/@planespottinggram

Em 1 de julho, o caderno de encargos da privatização da SATA Handling foi publicado no site do grupo de aviação, dando início ao processo de alienação total do capital social da empresa

Silves | Município reforça apoio à intervenção precoce na Infância

22 October 2026 at 17:19

Novo protocolo com os Amigos dos Pequeninos aumenta a comparticipação municipal para 50.742,72 euros anuais, assegurando a continuidade de uma resposta que acompanha 63 crianças do concelho. O Município de Silves reforçou o apoio financeiro à resposta social «Bem Crescer», assegurada pelos Amigos dos Pequeninos, IPSS, através da celebração de um novo protocolo de cooperação, […]

Governo aprova diploma que regula novas regras para desbloquear heranças indivisas

22 October 2026 at 17:14

O Governo aprovou hoje um decreto-lei que regula as novas regras destinadas a desbloquear a separação das heranças indivisas entre herdeiros, anunciou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

O diploma procura responder ao “flagelo das heranças indivisas”, no final da reunião do Conselho de Ministros.

O decreto-lei dá sequência à lei, aprovada no parlamento, em julho, em votação final global, pelo PSD, CDS-PP, PS, IL e JPP.

“Quando há dificuldade de acesso à habitação por falta de casas, termos tantas e tantas casas vazias em condições de serem habitadas porque as heranças estão bloqueadas é inadmissível”, afirmou, especificando que Portugal tem 485 mil casas vagas, das quais mais de metade “em boas condições, dizem os censos”.

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Habitação em Vila Real: os milhões do PRR e um PDM que tarda

22 October 2026 at 17:11

VTM

Cinquenta anos depois, ter casa continua a ser um dos maiores problemas sociais do país. A Constituição consagra esse direito, mas a realidade mostra como está longe de ser acessível a todos.

A crise tem várias causas, mas os governos de António Costa, entre 2015 e 2024, tiveram tempo e responsabilidade para enfrentar a escassez de oferta habitacional. Falharam na resposta estrutural. Segundo o Banco de Portugal, entre 2015 e 2023, o número de habitações concluídas foi inferior a metade do registado nos oito anos anteriores. O resultado está à vista: preços elevados, rendas incomportáveis e jovens adiados nos seus projetos de vida.

Vila Real não escapa a esta realidade. Como polo de ensino superior, saúde, administração pública, comércio e serviços, precisa de condições para fixar jovens, atrair profissionais e permitir que as famílias construam aqui o seu futuro.

A aquisição de 180 habitações na Quinta do Centenário, num investimento de cerca de 24 milhões de euros financiado pelo PRR, é um passo importante. Seria desonesto não o reconhecer. Mas seria igualmente irresponsável apresentar este investimento como solução para o problema da habitação no concelho.

E os jovens que começam a trabalhar? E os casais com rendimentos intermédios? E os profissionais que querem viver em Vila Real, mas não conseguem suportar os preços do mercado? A política de habitação não pode limitar-se à emergência social. Tem de aumentar a oferta, recuperar imóveis devolutos e criar condições para que mais pessoas possam viver no concelho.

É aqui que entra uma questão incontornável: o planeamento do território.

A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) começou em 2018, com um prazo inicial de 24 meses. Estamos em outubro de 2026 e o processo continua sem aprovação e publicação da revisão. Oito anos depois, Vila Real permanece à espera de um instrumento essencial para ordenar o crescimento urbano, enquadrar a construção, reabilitar o edificado e dar previsibilidade a quem pretende investir.

Em reunião de Câmara, foi apontado outubro; na Assembleia Municipal, surgiu dezembro como horizonte para a conclusão. Esperemos que o prazo seja cumprido. Mas os anúncios não substituem resultados. Os munícipes e os agentes económicos merecem conhecer o ponto de situação, o trabalho em falta e um calendário credível.

Um PDM atualizado não resolve, por si só, a crise da habitação. Mas a sua demora também não pode ser tratada como um pormenor burocrático. Governar não é apenas captar fundos e inaugurar projetos. É planear, antecipar necessidades e criar condições para o futuro.

O governo de Luís Montenegro já avançou com várias medidas fiscais: – aprovou uma linha de crédito de 1,5 mil milhões de euros para apoiar a construção ou reabilitação de cerca de 50 mil habitações sociais; reduziu o IVA para 6% em algumas operações de construção e reabilitação habitacional; criou benefícios fiscais para rendas moderadas e o aumento das deduções de rendas no IRS; isenção de IMT e Imposto do Selo na compra da primeira habitação e a simplificação dos licenciamentos.

O investimento público é necessário, mas o planeamento municipal também conta. Vila Real continua a ser um concelho que tarda em planear o seu território, comprometendo a capacidade de construir esse futuro.

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Habitação: Sindicatos espanhóis e portugueses em contacto para possível greve ibérica

22 October 2026 at 17:06

O secretário-geral da maior central sindical espanhola disse hoje haver contactos com os sindicatos portugueses para tentar fazer coincidir uma greve geral em Portugal com a que já está convocada para 11 de novembro em Espanha.

“Efetivamente, estamos a falar com eles. São os portugueses que têm de dizer se vamos coincidir numa mobilização na Península Ibérica, que seria também histórica”, disse Unai Sordo, secretário-geral da CCOO (“Comisiones Obreras”), depois de ser questionado sobre a possibilidade de uma “greve geral ibérica” numa entrevista conjunta à televisão RTVE e à agência EFE.

“Se fizerem a greve geral em Portugal vamos chamá-la greve Saramago”, brincou Unai Sordo, em referência ao escritor português José Saramago, que viveu e morreu em Espanha.

Além da greve geral pela habitação convocada para 11 de novembro em Espanha, há greves gerais anunciadas em França (05 de novembro) e Itália (20 de novembro).

O secretário-geral da CCOO considerou que as greves e outros protestos respondem a um “mal-estar de época” por causa da diminuição das expectativas de vida.

A greve geral pela habitação em Espanha será em 11 de novembro, véspera do arranque da campanha eleitoral das legislativas antecipadas de 29 de novembro, e junta as duas grandes centrais sindicais espanholas, CCOO e UGT.

Esta greve responde a um apelo das associações reunidas na Confederação de Sindicatos de Inquilinas, que defendem o direito à habitação e têm mobilizado milhares de pessoas em protestos diários nas ruas desde 23 de setembro.

Segundo os sindicatos, a greve visa “reivindicar salários dignos para aceder a uma casa digna”.

Uma das porta-vozes do Sindicato das Inquilinas e Inquilinos de Madrid, Alicia del Rio, disse hoje que o apelo desta organização é que em Portugal e noutros países haja organização popular e ativismo a nível de bairro e que, se houver uma greve geral ibérica, “que chegue a todo o lado”, incluindo à população imigrante.

O Sindicato das Inquilinas mantém contacto com grupos e associações que defendem o direito à habitação em Portugal, disse Alicia del Rio.

“Andamos a construir alianças a nível europeu há anos pela habitação e também com outros continentes e estamos a ver com entusiasmo este despertar da população europeia, que há muito tempo aceitava que as nossas condições de vida tinham de piorar. Demo-nos conta de há uma minoria que está a enriquecer e por isso há um despertar para dizer que, na verdade, é preciso redistribuir a riqueza”, afirmou, em declarações em Madrid à Lusa e à RTP.

Alicia del Rio defendeu que os acampamentos de protesto pela habitação como o que está instalado no centro de Madrid, na Porta do Sol, desde 26 de setembro, com mais de mil tendas, foi fundamental, por ser uma “mobilização permanente”, para dar visibilidade e impacto às reivindicações pela habitação.

O acampamento mantém-se na Porta do Sol, apesar da contestação do governo regional e da autarquia local, que viram rejeitados por dois tribunais dois pedidos para as tendas serem retiradas da praça.

Os protestos pela habitação foram mesmo aquilo que precipitou a convocatória de eleições antecipadas em Espanha, anunciadas pelo Governo depois de o parlamento nacional ter rejeitado medidas com que o executivo avançou de forma urgente perante a mobilização nas ruas.

“A questão é encontrar essa forma de mudar o sentir e haver um ponto de não retorno. Neste caso, foi o acampamento, mas já estamos a preparar a greve geral”, disse hoje Alicia del Rio.

Além do acampamento em Madrid e outras cidades, as organizações da Confederação de Sindicatos de Inquilinas de Espanha consideram que foi também fundamental para o movimento de protesto e reivindicação pela habitação a visibilidade do caso de Maricarmen Abascal, a mulher de 87 anos despejada em 23 de setembro, que gerou empatia de forma transversal na sociedade espanhola.

“Vimos faixas de apoio à Maricarmen em imensos países da Europa, mas também nas Filipinas ou outros países da América Latina havia faixas de apoio à Maricarmen. Suponho que também existam Maricarmens europeias e que cada país tenha os seus próprios símbolos”, disse Alicia del Rio.

Creche em Lauro de Freitas ensina alimentação saudável com cinema

22 October 2026 at 17:04
Crianças de 6 meses a 3 anos participaram de uma atividade de educação alimentar e nutricional na Escola Creche Municipal Ana Montenegro, no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A ação, realizada na quarta-feira, 21, utilizou cinema educativo e brincadeiras para apresentar alimentos e estimular o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis desde a primeira infância.Durante a atividade, os pequenos assistiram a um episódio do desenho animado O Show da Luna!, que aborda frutas, legumes e vitaminas. A proposta foi aproximar o tema do cotidiano infantil por meio de recursos audiovisuais e de uma linguagem adequada à faixa etária. Crianças participam de atividade de educação alimentar - Foto: Guilherme Goes/Prefeitura de Lauro de Freitas Após a exibição, os nutricionistas Lívia Ribeiro e Rodrigo Pires conduziram uma dinâmica na qual as crianças foram convidadas a separar ilustrações de alimentos em duas caixas, identificadas como “saudável” e “não saudável”. Entre as figuras utilizadas estavam frutas, verduras, achocolatados, biscoitos e sucos de caixinha.Segundo o nutricionista Rodrigo Pires, o uso de personagens e brincadeiras facilita a aproximação das crianças com o tema. “Trabalhamos com uma linguagem que desperta a atenção dos pequenos e torna o aprendizado mais prazeroso. Por meio do desenho animado e da brincadeira, apresentamos alimentos importantes para o crescimento e o desenvolvimento, como frutas, verduras, arroz, feijão e outras fontes de nutrientes”, explicou. O uso de desenhos e dinâmicas coloridas estimula o aprendizado de hábitos saudáveis desde os primeiros meses de vida - Foto: Guilherme Goes/Prefeitura de Lauro de Freitas A gestora da unidade escolar, Lucilene Oida, destacou a contribuição das atividades lúdicas para o processo de aprendizagem na creche. “Nossas crianças gostam muito desses momentos de interação, principalmente quando envolvem personagens, imagens coloridas e brincadeiras. É uma maneira de despertar a curiosidade e incentivar a participação dos pequenos, respeitando cada fase do desenvolvimento”, afirmou.A iniciativa é desenvolvida pelo Departamento de Alimentação Escolar da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que conta com nutricionistas responsáveis pelo acompanhamento nutricional e pela promoção de práticas alimentares saudáveis nas unidades da rede municipal.A atividade também marcou o Dia da Alimentação Escolar, celebrado em 21 de outubro no Brasil, e reforçou a importância da alimentação adequada para a saúde e o desenvolvimento infantil.

AHRESP pede em Lagoa IVA de 13% para todos os serviços de alimentação e bebidas

By: Lusa
22 October 2026 at 16:55

Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal insiste na retoma da taxa intermédia para todos os serviços de alimentação e bebidas.

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Lei levanta dúvidas se polícia pode interromper protestos da habitação. Seis perguntas e respostas sobre manifestações

22 October 2026 at 16:40

É ou não possível montar tendas no espaço público como forma de protesto em Portugal? A questão divide manifestantes, polícia e até os constitucionalistas. O decreto-lei que garante e regulamenta o direito de reunião é anterior à Constituição e praticamente não sofreu alterações desde 1974

Lei levanta dúvidas se polícia pode interromper protestos da habitação. Seis perguntas e respostas sobre manifestações

22 October 2026 at 16:40

É ou não possível montar tendas no espaço público como forma de protesto em Portugal? A questão divide manifestantes, polícia e até os constitucionalistas. O decreto-lei que garante e regulamenta o direito de reunião é anterior à Constituição e praticamente não sofreu alterações desde 1974

Governo aprova decreto-lei que permite a um herdeiro exigir a venda da casa após dois anos

22 October 2026 at 16:40

O Governo aprovou esta quinta-feira o decreto-lei que pretende desbloquear imóveis e terrenos presos em heranças indivisas, permitindo que um único herdeiro desencadeie um processo de venda quando não existe acordo entre os sucessores. O diploma prevê avaliações independentes, a possibilidade de um acordo extrajudicial e a venda, em regra, através de leilão eletrónico.

“Este regime é uma verdadeira reforma”, afirmou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, durante o briefing do Conselho de Ministros, sustentando que as novas regras permitirão resolver situações que permanecem bloqueadas há décadas e colocar mais casas no mercado habitacional.

A aprovação do decreto-lei acontece depois de a Assembleia da República ter autorizado o Governo a legislar nesta matéria, através da Lei n.º 49/2026, publicada em 17 de agosto. A autorização legislativa prevê a criação de um processo especial e urgente para a venda de imóveis integrados em heranças indivisas.

A principal alteração consiste em permitir que um herdeiro deixe de ficar dependente do consentimento de todos os restantes para desencadear o processo de venda de um imóvel herdado.

“Agora um único herdeiro passa a poder exigir a venda a partir de dois anos sem acordo”, explicou Leitão Amaro. De acordo com a autorização legislativa aprovada pelo Parlamento, o processo poderá, em regra, ser iniciado depois de decorridos dois anos sobre a abertura da sucessão, ressalvadas as exceções legalmente previstas. Se já tiver sido requerido um processo de inventário, o mecanismo poderá ser iniciado sem dependência desse prazo, nos termos a definir pelo Governo.

O objetivo é ultrapassar situações em que a discordância de apenas um dos herdeiros impede a partilha ou a venda de um imóvel, mesmo quando os restantes pretendem resolver a herança.

Para procurar evitar a venda forçada, o regime prevê um período de seis meses para que os herdeiros tentem chegar a acordo ou concretizar uma venda por negociação particular, segundo explicou o ministro.

Caso não exista entendimento, o processo poderá avançar para a venda judicial. O valor do imóvel será determinado com base em avaliações independentes, procurando assegurar que a operação decorre a preços de mercado. A venda será preferencialmente realizada através de leilão eletrónico, salvo se existirem razões que justifiquem outra modalidade.

O Governo garante também que os direitos dos herdeiros serão salvaguardados. Estes poderão participar na aquisição do imóvel, incluindo através dos mecanismos legais de remição, e o regime prevê proteção específica para a casa de morada de família.

Governo aponta para 485 mil casas vagas

A reforma surge no contexto da crise da habitação e da necessidade de aumentar a oferta de imóveis disponíveis para venda ou arrendamento, mobilizando património que permanece sem utilização.

Leitão Amaro apontou os dados dos Censos de 2021 para destacar a dimensão do problema. Segundo os números invocados pelo ministro, Portugal “tem cerca de 485 mil alojamentos vagos, mais de metade em boas condições de habitabilidade”, sendo que aproximadamente metade estará desocupada sem intenção de venda ou arrendamento.

“Muitas destas casas estão presas em heranças que, por desentendimento de apenas um de vários herdeiros tantas vezes, não conseguem ser colocadas no mercado”, afirmou.

Contudo, estes números não significam que todos esses alojamentos estejam bloqueados por conflitos entre herdeiros, nem permitem quantificar quantas casas poderão efetivamente ser disponibilizadas através da nova legislação. O Governo sustenta que as heranças indivisas constituem um dos fatores que contribuem para a existência de imóveis devolutos.

O Executivo pretende, assim, criar condições para que imóveis que permanecem fechados durante anos possam ser vendidos ou utilizados, sem que a falta de consenso entre os sucessores impeça indefinidamente uma solução.

O problema não se limita à habitação. Segundo os dados apresentados por Leitão Amaro, “existem cerca de 3,4 milhões de prédios rústicos integrados em heranças indivisas, num universo de pelo menos 11 milhões de propriedades rurais”.

A falta de acordo entre herdeiros pode impedir a gestão dos terrenos, a sua limpeza ou o aproveitamento agrícola e florestal, contribuindo também para o risco de incêndios. “Terrenos que, por estarem bloqueados, não há quem decida, não há quem limpe, não são aproveitados”, apontou o ministro, descrevendo uma situação que considera transversal ao país, tanto nas cidades como nas zonas rurais.

Além do mecanismo de venda, a reforma procura dar maior capacidade de intervenção a quem deixa uma herança. O novo enquadramento prevê maior liberdade de planeamento sucessório, incluindo a possibilidade de nomear um testamenteiro com poderes para conduzir a partilha. Permite ainda determinar, através de testamento, que determinados conflitos patrimoniais entre sucessores sejam resolvidos por arbitragem sucessória.

A autorização legislativa determina que as alterações se aplicam, como regra, às heranças já abertas e ainda não partilhadas quando o decreto-lei entrar em vigor. A intenção anunciada pelo Governo é, por isso, não limitar a reforma às sucessões futuras, procurando também resolver os bloqueios que já existem.

A proposta enfrentou reservas durante a discussão parlamentar. O PCP questionou a falta de uma estimativa sobre o número de imóveis habitacionais efetivamente bloqueados por heranças indivisas e alertou para o risco de concentração fundiária associado a algumas das novas regras. Na votação final global, em 17 de julho, o texto foi aprovado com os votos favoráveis de PSD, PS, IL, CDS-PP e JPP, a abstenção de Chega e PAN e os votos contra de Livre, PCP e BE.

Com a aprovação do decreto-lei em Conselho de Ministros, o Governo dá o passo seguinte na concretização da reforma. A sua entrada em vigor dependerá agora da publicação do diploma em Diário da República.

(Notícia atualizada às 16h59)

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