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McCann Portugal chega ao fim. Nasce a Hora Creative World

22 October 2026 at 18:11

A até agora McCann Portugal deu esta quinta-feira origem à Hora Creative World, agência fundada e também liderada por Luís Pereira Santos, CEO da agência desde 2013 e também acionista desde 2016, ano em que concretizou um MBO à agência do então grupo IPG.

A nova identidade recupera as origens da agência, que remontam a 1927, e assinala uma mudança no modelo de negócio, com maior autonomia estratégica, comercial e geográfica, aponta a agência, que mantém os 52 colaboradores.

“A principal mudança está na liberdade de decisão”, explica ao +M Luís Pereira Santos. Enquanto parte de uma rede internacional, a atividade da agência estava condicionada por políticas e orientações globais, tanto ao nível operacional como comercial e geográfico. A independência permite agora definir a própria estratégia, escolher oportunidades de negócio e estabelecer parcerias sem depender de aprovações internacionais, concretiza.

“Podemos responder de forma mais direta às necessidades dos clientes e adaptar a nossa estrutura e oferta à realidade do mercado português”, sublinha o responsável. A mudança não significa começar do zero. “Mantemos a liderança, a equipa de 52 profissionais, o conhecimento acumulado e as relações construídas com os clientes. O que muda é a forma como podemos potenciar tudo isso”, diz.

Hoje, temos liberdade para explorar essas oportunidades, construir novas relações e estabelecer parcerias internacionais.

Luís Pereira Santos

Luís Pereira Santos assegura que a agência parte de uma trajetória de crescimento. “Entre 2016 e 2025, a receita aumentou 94%, e a operação trabalha, em média, com 25 a 30 marcas por ano”, diz. Para os próximos dois a três anos, a prioridade passa por consolidar a posição no mercado português, reforçar as relações com os clientes atuais e conquistar novas marcas e projetos.

Sem avançar objetivos concretos de faturação ou clientes, Luís Pereira Santos aponta para um crescimento sustentado, assente na conquista de projetos e no desenvolvimento de novas oportunidades. “Não queremos, contudo, que a ambição da Hora seja medida exclusivamente pela faturação ou pela dimensão da equipa. O nosso objetivo é crescer com os projetos certos, continuar a atrair talento e produzir trabalho relevante, que contribua para os negócios dos nossos clientes”, afirma. O CEO antecipa ainda novidades a curto prazo: “Acho que isso vai ficar claro com alguns projetos que já temos nas mãos e que sairão nos próximos quatro a cinco meses”.

A independência abre também a possibilidade de abordar diretamente clientes noutros mercados. A agência já desenvolveu projetos para o Brasil, Vietname, Estados Unidos e Espanha, através de clientes portugueses, mas a integração numa rede internacional, aponta, limitava algumas oportunidades geográficas e comerciais.

“Hoje, temos liberdade para explorar essas oportunidades, construir novas relações e estabelecer parcerias internacionais”, explica Luís Pereira Santos. A ambição não passa necessariamente pela abertura de escritórios no exterior, mas por levar a capacidade estratégica e criativa da agência a outros mercados a partir de Portugal, acrescenta.

Uma agência com raízes em 1927

A nova marca recupera o nome de Manuel Martins da Hora, fundador, em 1927, da agência que está na origem da atual operação. Nesse período, Fernando Pessoa trabalhou como copywriter da agência. Em 1977, a empresa foi comprada pela McCann e, 50 anos depois, regressa a um percurso independente, às portas do centenário das suas origens.

É desta combinação entre história e renovação que nasce a assinatura “a mais antiga nova agência de Portugal”. “Não nascemos ontem. A Hora Creative World nasce de tudo aquilo que construímos até aqui: das pessoas, dos clientes, da experiência e de uma história que completa um século”, afirma Luís Pereira Santos no comunicado de apresentação.

A nova identidade é acompanhada por um posicionamento assente no conceito de Timetellers. A ideia parte da importância do momento em que uma marca comunica, além da mensagem e da execução criativa. “Em comunicação, tão importante como aquilo que uma marca diz é perceber quando, como e durante quanto tempo essa mensagem deve estar presente”, explica o CEO na entrevista ao +M.

A agência organiza a oferta em quatro áreas: Branding & Design, Advertising & Digital, Social & Content e Experiences & Events.

A independência representa assim, defende, uma oportunidade para definir um posicionamento próprio e escolher os mercados e áreas em que pretende competir. “Ser independentes dá-nos maior liberdade para escolher onde queremos competir, que oportunidades queremos explorar e que tipo de agência queremos ser. Mas essa liberdade vem acompanhada de responsabilidade”, conclui o CEO.

Quanto a clientes por alinhamento, o fundador da agora Hora diz que já não existiam na McCann Portugal. “A nossa carteira de clientes foi construída e conquistada localmente, pelo que não existe uma percentagem de negócio dependente desses alinhamentos”.

“Este é, aliás, um dos fatores que nos permitiu avançar para a independência com uma base sólida e com confiança no futuro. Mantemos todos os nossos clientes e contratos, bem como as equipas que asseguram diariamente o trabalho com essas marcas”, conclui.

Judite Mota assume presidência do Clube da Criatividade de Portugal

By: + M
22 October 2026 at 16:05

Judite Mota, CCO da Publicis e presidente do Clube da Criatividade de Portugal (CCP), e João Madeira, diretor criativo executivo da Fuel e vice-presidente do CCP

O Clube da Criatividade de Portugal (CCP) conta com uma nova direção para o biénio 2026-2028, liderada por Judite Mota, CCO da Publicis e desde 2024 vogal da direção. João Madeira, diretor criativo executivo da Fuel, assume a vice-presidência, integrando pela primeira vez a direção. A Assembleia Geral, onde foi eleita a nova direção por unanimidade, registou 32 presenças entre os 504 sócios ativos do CCP.

A direção integra ainda Mafalda Quintela, diretora criativa da Mafalda&Francisco, Margarida Borges, designer e cofundadora da Desisto, Daniel Caeiro, diretor de estratégia da Uzina, como vogais e José Maria Machado, diretor de contas da BBDO, como tesoureiro.

No Conselho Fiscal, Mário Mandacaru mantém-se como presidente, acompanhado por Anabela Vaz Borges, em representação da BDO, e Maria Magalhães. A Mesa da Assembleia Geral conserva igualmente a composição atual, com Luís Alvoeiro na presidência, Luís Mileu como vice-presidente e José Ricardo Monteiro como secretário.

Para Judite Mota, com a nova lista, “mudam alguns membros da Direção, trazendo novos pontos de vista e energia, enquanto os que permanecem darão continuidade aos princípios básicos que regem a atividade do Clube”.

A nova direção estabelece oito prioridades para o próximo biénio, entre as quais o reconhecimento do talento nacional, a formação de uma nova geração de criativos e a internacionalização da criatividade portuguesa.

Pretende-se também reforçar a ligação às escolas de criatividade, manter os programas dirigidos aos jovens profissionais e dar continuidade às relações com o Art Directors Club of Europe e o One Club of Creativity.

A dignificação da profissão é outra das linhas de atuação propostas, incluindo a procura de uma sede permanente para o Clube e o desenvolvimento de parcerias que promovam a reflexão sobre inovação, ética, sustentabilidade, cultura laboral e responsabilidade social.

A nova direção quer continuar a descentralizar as atividades do CCP, com a realização de eventos fora de Lisboa e uma maior integração de profissionais de outras regiões, bem como aprofundar a relação com os anunciantes e promover um mercado mais inclusivo, equitativo e participativo.

A Assembleia Geral extraordinária assinalou o fim dos mandatos de Susana Albuquerque, enquanto presidente, e de Pedro Mesquita, enquanto vice-presidente, após oito anos. Foi também agradecido o trabalho de Andreia Ribeiro, que saiu da direção no último ano, depois de sete anos no CCP.

Conferência Plot /+M: A IA e a visibilidade digital das marcas

By: + M
22 October 2026 at 14:17

Durante décadas, a notoriedade mediu-se pela primeira marca que vinha à cabeça das pessoas e também pela dimensão e quota de mercado. Hoje, cada vez mais, a primeira resposta vem de um modelo LLM.

Este é o ponto de partida para a conferência “A IA e a visibilidade digital das marcas”, que vai decorrer no próximo dia 28 de outubro, a partir da 9h30, no Estúdio ECO.

As marcas construíram notoriedade ao longo de décadas. No dia 28 vamos ver quais são das mais recomendadas pela IA, em seguro auto, seguro de saúde, poupança e crédito habitação. O estudo é realizado pela Plot.

Segue-se o painel “Do top of mind ao top of mAInd, quem dá cartas agora?“, que reúne Ana Esteves, responsável pelo ecossistema de prevenção da Multicare, Maria João Silva, chief marketing officer da Generali Tranquilidade, Mariana Dória, responsável de experiência e estratégia de clientes e marketing digital do Santander, e Rui Borges, CEO da Plot

A forma como a notoriedade espontânea passa naturalmente para a IA e o que é preciso fazer para a manter — o papel que têm o site, os conteúdos e as fontes externas serão alguns dos temas abordados.

Num segundo momento, com Francisco de Soure, digital & innovation director / executive committee Pingo Doce, Jerónimo Martins, e Elsa Gomes, diretora de estratégia digital da Plot, veremos como a aplicabilidade dos dados extraídos deve orientar a estratégia digital das marcas.

Pode consultar o programa e inscrever-se aqui.

O marketing não acaba quando o cliente compra!

20 October 2026 at 11:11

Há algo bastante curioso na forma como muitas empresas abordam o marketing: investem tempo, dinheiro e um esforço considerável para atrair novos clientes, mas, no momento em que alguém finalmente faz uma compra, a relação parece chegar a um fim abrupto.   O cliente comprou. A venda está concluída. Missão cumprida! Passemos ao próximo. Bora […]

O conteúdo O marketing não acaba quando o cliente compra! aparece primeiro em Barlavento.

Havas Media avança com “ajustes na estrutura”. Rita Amzalak de saída

20 October 2026 at 12:45

Rita Amzalak, desde 2015 managing partner Havas Media, está de saída da agência, sabe o ECO/+M. A profissional, que também fez parte do Comité Executivo do grupo, vai deixar a agência no final do ano. A sua saída faz parte de uma reestruturação da agência, que vai abranger mais duas pessoas.

"A Havas Media Portugal procedeu a um ajuste pontual da sua estrutura, enquadrado na evolução do negócio e nas necessidades atuais da organização”, comentou apenas ao +M Fernanda Marantes, CEO do braço…

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O céu licenciado em Washington

20 October 2026 at 07:36

Há uma pergunta que quase ninguém fez quando se soube que o regulador americano das comunicações autorizou a SpaceX a lançar mais quinze mil satélites. Com que direito um regulador americano licencia uma empresa americana para ocupar o céu de todos? A resposta é simples e pouco tranquilizadora. Com todo o direito.

O Tratado do Espaço Exterior, de 1967, proíbe que qualquer Estado se aproprie do espaço. Mas determina também que cada Estado responde pelas actividades espaciais dos seus nacionais, incluindo as empresas privadas, e que as deve autorizar e supervisionar. A autorização americana não é, por si, um abuso. É o mecanismo previsto no tratado.

O tratado exige também que sejam tidos em conta os interesses dos outros Estados. Mas uma obrigação não é uma garantia. O que vejo nos Estados Unidos é uma disposição crescente para fazer prevalecer a capacidade americana sobre as reservas dos outros.

Trump tornou-a mais explícita. Não me parece que a tenha criado, nem que a sua saída baste para a desfazer. O tratado foi escrito em plena Guerra Fria para impedir que uma potência reclamasse a Lua ou uma órbita como território. Cumpriu esse propósito. Não previu uma empresa privada capaz de preencher camadas inteiras de órbita baixa com milhares de satélites.

A 8 de Outubro, a SpaceX anunciou um acordo para comprar até 14 MHz de espectro na faixa dos 800 MHz, sujeito à aprovação do regulador. É uma banda baixa, boa para chegar ao interior dos edifícios e suportada pela generalidade dos telemóveis. Dias antes, o regulador americano tinha autorizado, com condições, uma constelação de quinze mil satélites desenhada para falar directamente com telemóveis comuns. E dispensou a empresa de alugar espectro a um operador terrestre para vender serviço móvel.

Ninguém se apropriou do espaço. Mas há quem o ocupe, e quem ocupa primeiro condiciona quem vem a seguir. Não é teoria. A 8 de Outubro, a SpaceX anunciou um acordo para comprar até 14 MHz de espectro na faixa dos 800 MHz, sujeito à aprovação do regulador. É uma banda baixa, boa para chegar ao interior dos edifícios e suportada pela generalidade dos telemóveis. Dias antes, o regulador americano tinha autorizado, com condições, uma constelação de quinze mil satélites desenhada para falar directamente com telemóveis comuns. E dispensou a empresa de alugar espectro a um operador terrestre para vender serviço móvel. As acções dos grandes operadores americanos caíram logo a seguir.

A empresa diz que vai construir também infra-estrutura terrestre. Não está apenas a preparar um serviço vindo do espaço, mas uma rede que combina satélites e capacidade em terra. O objectivo declarado é deixar de ser o complemento por satélite dos operadores e passar a ser um deles. Isto são factos. O que se segue é leitura minha.

Os satélites não vêem fronteiras. A constelação autorizada em Washington cobre o planeta. A licença americana diz onde a empresa pode prestar serviço, não por onde os satélites passam. O mercado americano é o primeiro teste de um modelo que, se funcionar, não tem razão para ficar por lá.

Na Europa, a defesa é regulamentar. O espectro continua a ser soberano. Um satélite pode passar sobre Portugal, mas só presta serviço cá com autorização portuguesa ou europeia. A faixa dos 2 GHz, particularmente adequada para ligar satélites a telemóveis, é harmonizada na União e as licenças actuais caducam em Maio de 2027. Uma delas faz parte do espectro que a SpaceX está a comprar.

Em Maio, a Comissão propôs prolongar os direitos actuais até 2029, sem permitir a sua transferência. Para os futuros, qualquer mudança de controlo dependerá de autorização prévia. E um terço da faixa ficará reservado para uso governamental, ligado ao IRIS², a constelação de satélites que a União está a construir para ter comunicações seguras próprias.

É uma boa defesa em tempo de paz. A Ucrânia mostrou o que vale em tempo de crise. Quando foi preciso, os satélites que funcionaram foram os que já lá estavam. Numa crise, o regulamento cede à capacidade instalada, e a dependência converte-se em poder negocial. As concessões que se recusam num concurso público aceitam-se com a corda na garganta.

O IRIS² é necessário, mas chega tarde e é pequeno. Os primeiros lançamentos estão previstos para 2029 e o serviço para 2030. T erá 348 satélites, pensados sobretudo para governos, defesa e emergências. A rede Starlink de banda larga já ultrapassa os onze mil em órbita, sem contar com a nova constelação móvel agora autorizada. A regulação compra tempo. Não compra autonomia.

A nuvem, a inteligência artificial, a publicidade digital e agora as telecomunicações por satélite são o mesmo problema visto de ângulos diferentes. Durante anos foram tratados como dossiês separados, cada um com o seu regulador e a sua lógica. A pressão de Trump tornou mais difícil continuar a tratá-los assim. Talvez seja a única coisa boa que fez à Europa. Não sei se já os vê como um único dossiê. Gostava que sim. Mas não sei onde estão os incentivos.

A dependência não acaba na defesa. A nuvem, a inteligência artificial, a publicidade digital e agora as telecomunicações por satélite são o mesmo problema visto de ângulos diferentes. Durante anos foram tratados como dossiês separados, cada um com o seu regulador e a sua lógica. A pressão de Trump tornou mais difícil continuar a tratá-los assim. Talvez seja a única coisa boa que fez à Europa. Não sei se já os vê como um único dossiê. Gostava que sim. Mas não sei onde estão os incentivos. Ninguém paga hoje por uma autonomia que só servirá amanhã se não sentir o risco. E o risco sente-se pouco.

O que vejo em muita gente é o hábito de achar que tudo vai correr bem. Foi assim que cresceram, e foi assim que viram crescer os pais. Desta vez pode não ser assim. Perdemos memória histórica. O que aconteceu entre 1914 e 1945 parece pertencer a um mundo encerrado. Reconhecer os nomes de Hitler e Estaline não é compreender o que os seus regimes representaram, nem como se tornaram possíveis. Quem deixa de reconhecer os mecanismos do domínio dificilmente percebe quando uma dependência começa a transformar-se nele.

Em Portugal, a fragilidade é anterior ao satélite. As telecomunicações vivem de receitas por cliente herdadas de um tempo com menos concorrência. As fidelizações seguram-nas, mas uma fidelização é uma barragem, não um fosso. Segura a água enquanto dura. A entrada recente de um operador com preços que o mercado não conhecia mostrou como o equilíbrio é frágil. Se a internet passar a ser comprada sozinha, o pacote deixa de segurar o resto.

Há aqui uma ironia. Durante anos, pareceu racional aos distribuidores manter baixo o preço dos conteúdos, e as televisões pagaram por isso. Mas são os conteúdos que sustentam o pacote, e é o pacote que sustenta a receita por cliente. Talvez sejam também a melhor protecção contra um ataque vindo do espaço. O satélite pode transportar os conteúdos. Não traz consigo os direitos, as marcas e a relação com o público.

Só que, para proteger, o conteúdo tem de valer o que vale. Enquanto os canais generalistas tiverem um preço simbólico e a lei garantir a qualquer distribuidor acesso em condições transparentes, razoáveis e não discriminatórias, um recém-chegado pode também exigir esse acesso. E, se os conteúdos estiverem disponíveis em condições equivalentes, não protegem quem já cá está. O que enfraqueceu as televisões pode acabar por desarmar também quem as enfraqueceu.

Um entrante com custo marginal baixo, escala global e paciência não precisa de vencer esta guerra. Precisa de esperar que alguém tenha de vender. A física do espectro urbano não mudou, e ninguém serve Lisboa só com satélites. Mas quem tem o céu pode comprar a terra. Basta que um activo terrestre fique à venda pelo preço certo e que o governo que avalia a operação já não a ache inaceitável. Nenhuma das duas coisas parece hoje tão improvável como há cinco anos.

O satélite não cria nenhuma destas fragilidades. Encontra-as feitas. Um tratado que impede a soberania mas não a ocupação. Um regime de espectro pensado para operadores nacionais. Fidelizações pensadas para financiar redes. Um preço de conteúdos fixado para outro tempo. T odos cumpriram o seu propósito. T odos servem hoje outra coisa.

Quanto tempo resiste um regulamento quando a capacidade está do outro lado? Vão os conteúdos continuar a valer pouco até ao dia em que forem a única coisa que distingue uma oferta de outra? E quando um activo terrestre português estiver à venda, quem estará sentado à mesa?

O futuro da colaboração entre agências e clientes

19 October 2026 at 22:13
Como se constrói uma nova relação de trabalho entre agência e cliente e o que muda na forma de criar valor em conjunto? É este o ponto de partida para a conversa com Guilherme Coelho, Managing Partner da CSA Havas Portugal.

Judite Mota é candidata à direção do Clube da Criatividade de Portugal 18 anos depois

By: + M
19 October 2026 at 11:57

Judite Mota, CCO da Publicis e desde 2024 vogal da direção do Clube da Criatividade de Portugal (CCP), é candidata à presidência da associação, encabeçando a única lista apresentada para o biénio 2026-2028. As eleições realizam-se online a 22 de outubro, depois de o prazo para a apresentação de candidaturas ter terminado a 15 de outubro.

A Lista A propõe uma combinação de continuidade e renovação, com João Madeira, diretor criativo executivo da Fuel, como vice-presidente.

A direção integra ainda Mafalda Quintela, diretora criativa da Mafalda&Francisco, Margarida Borges, designer e cofundadora da Desisto, Daniel Caeiro, diretor de estratégia da Uzina, como vogais e José Maria Machado, diretor de contas da BBDO, como tesoureiro.

No Conselho Fiscal, Mário Mandacaru mantém-se como presidente, acompanhado por Anabela Vaz Borges, em representação da BDO, e Maria Magalhães. A Mesa da Assembleia Geral conserva igualmente a composição atual, com Luís Alvoeiro na presidência, Luís Mileu como vice-presidente e José Ricardo Monteiro como secretário.

O programa da Lista A estabelece oito prioridades para o próximo biénio, entre as quais o reconhecimento do talento nacional, a formação de uma nova geração de criativos e a internacionalização da criatividade portuguesa.

A candidatura pretende também reforçar a ligação às escolas de criatividade, manter os programas dirigidos aos jovens profissionais e dar continuidade às relações com o Art Directors Club of Europe e o One Club of Creativity.

A dignificação da profissão é outra das linhas de atuação propostas, incluindo a procura de uma sede permanente para o Clube e o desenvolvimento de parcerias que promovam a reflexão sobre inovação, ética, sustentabilidade, cultura laboral e responsabilidade social.

A lista propõe ainda continuar a descentralizar as atividades do CCP, com a realização de eventos fora de Lisboa e uma maior integração de profissionais de outras regiões, bem como aprofundar a relação com os anunciantes e promover um mercado mais inclusivo, equitativo e participativo.

A relação com as agências associadas, através de contactos regulares com os seus diretores criativos, integra igualmente o programa, com o objetivo de responder aos desafios do setor em matéria de representação e formação.

Sob o lema “Uma nova Direção na mesma direção”, a candidatura defende a continuidade dos princípios do Clube, acompanhada pela entrada de novos membros e ideias. O programa pretende também prosseguir a transformação do Clube dos Criativos num Clube da Criatividade, alargando a representação às diferentes disciplinas que trabalham a criatividade em comunicação.

Judite Mota, foi presidente do então Clube da Criatividade de Portugal entre 2004 e 2008 e sucede a Susana Albuquerque, presidente do CCP nos últimos quatro mandatos.

Mais de metade da publicidade de influencers não estará identificada

By: ECO IA
16 October 2026 at 17:35

Diogo Abrantes da Silva, fundador da #Pub – Hashtag Pub e embaixador do Pacto Climático Europeu

Mais de metade das publicações publicitárias analisadas pela #Pub nas redes sociais não estava corretamente identificada. Para combater a falta de transparência no marketing de influência, o projeto sem fins lucrativos lançou uma plataforma que recorre à inteligência artificial (IA) para detetar potenciais infrações no Instagram e no TikTok, alertar influenciadores e facilitar denúncias por parte dos consumidores.

A ferramenta monitoriza diariamente uma amostra aleatória de mais de mil perfis de influenciadores portugueses e classifica as publicações como potencialmente publicitárias, devidamente identificadas ou de natureza orgânica, avança a plataforma. Os primeiros resultados, relativos a 2.113 publicações de 780 influenciadores, apontam para uma taxa de 52,7% de publicidade não corretamente identificada, segundo os dados da #Pub, sustentados por 484 votações de utilizadores.

Nesta fase inicial, foram alertados 147 perfis para possíveis incumprimentos e terão sido apresentadas 40 denúncias à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

A plataforma permite consultar os conteúdos analisados, contestar as classificações, contactar diretamente os influenciadores e denunciar situações potencialmente irregulares. Mantém também um histórico dos perfis monitorizados, que poderá ajudar as marcas a avaliar as práticas de identificação publicitária dos criadores de conteúdos com quem colaboram.

“O objetivo da plataforma é diminuir o número de publicações publicitárias não identificadas nas redes sociais através do awareness criado pelos avisos aos perfis de influencers e pela facilidade de denúncia para os consumidores”, explica citado em comunicado Diogo Abrantes da Silva, fundador da #Pub – Hashtag Pub e embaixador do Pacto Climático Europeu.

O responsável considera que, apesar da maturação do mercado português de marketing de influência, persistem problemas na identificação dos conteúdos comerciais. “A publicidade não identificada é imoral para os consumidores”, afirma, defendendo que as relações de proximidade estabelecidas entre influenciadores e seguidores podem dificultar a distinção entre recomendações genuínas e mensagens publicitárias.

A monitorização abrange influenciadores que trabalham em Portugal e têm mais de 30 mil seguidores, sendo possível sugerir novos perfis para análise. Além da plataforma, a #Pub publica diariamente na sua conta de Instagram alertas dirigidos a influenciadores e marcas sobre possíveis situações de incumprimento.

O projeto disponibiliza ainda o código-fonte em regime open source, permitindo a sua utilização e adaptação por terceiros.

Quem são os grandes vencedores dos APPM Marketing Awards 2026?

By: + M
16 October 2026 at 11:59

A BBDO/TBWA é Agência de Publicidade do Ano e a OMD a Agência de Meios do Ano. A LPM recebeu o prémio de Agência de Comunicação & RP do Ano, a Desafio Global foi distinguida como Agência de Eventos do Ano e a SAMY conquistou o título de Agência de Influencers do Ano. Estas são as agências vencedoras dos APPM Marketing Awards 2026, prémios da Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing (APPM) cujos vencedores foram conhecidos na noite desta quinta-feira.

A McDonald’s foi uma das grandes vencedoras da noite, ao conquistar o Grande Prémio e o título de Marca do Ano.

Já o Grande Prémio Solidário foi atribuído à APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, pelo seu contributo na área da responsabilidade social.

Nos prémios individuais, Filipa Afonso, diretora de marketing do Lidl, foi distinguida como Marketer do Ano, numa escolha dos seus pares. Com esta distinção, recorda a APPM, passa também a ser candidata ao prémio European Marketer of the Year, promovido pela European Marketing Confederation (EMC).

Já o prémio Marketer Revelação do Ano foi atribuído a Diana Teixeira Pinto, diretora de marketing B2C da Sonae Sierra.

José Fortunato, administrador da MC, responsável pelos pelouros de Cliente e Operações, e presidente da Missão Continente, recebeu o Prémio Carreira APPM 2026 a A distinção reconhece o seu percurso profissional e o contributo que tem dado ao marketing em Portugal.

Destaque ainda para a Vigor, que conquistou o Prémio Inovação, enquanto o Continente recebeu o Prémio Martech, uma das novidades desta edição, que reforça a importância crescente da tecnologia nas estratégias de marketing.

A edição deste ano contou com 290 candidaturas, das quais 164 integraram a shortlist, “refletindo a diversidade de projetos e estratégias que estão a marcar a evolução do setor”, aponta a APPM.

“O que procuramos reconhecer nestes prémios não são apenas boas campanhas ou ideias criativas. São estratégias que fazem a diferença, que apresentam resultados e que mostram o verdadeiro valor do marketing para as organizações e para a sociedade. Esta edição trouxe-nos projetos muito distintos, mas com algo em comum: a capacidade de responder a desafios reais com visão, criatividade e eficácia. É esse trabalho que queremos valorizar e dar a conhecer, porque reconhecer os melhores é também uma forma de desafiar todo o setor a evoluir”, comenta citado em comunicado Sérgio Leal, presidente dos APPM Marketing Awards 2026.

Pode consultar todos os trabalhos vencedores aqui.

O smartphone já não é só um telemóvel

13 October 2026 at 07:18
Do entretenimento à criação de conteúdos, dos telemóveis flip à expressão pessoal, o smartphone está a mudar os nossos hábitos. Ana Oliveira, da Samsung Portugal, reflete sobre esta evolução e o futuro da tecnologia.

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