Elsa da Mota, doente oncológica natural de Vila Verde, angariou 2.772 euros através de uma caminhada solidária que decorreu no passado domingo na freguesia de Vila Verde e Barbudo.
A iniciativa contou com cerca de 500 participantes vestidos de cor-de-rosa e o valor reverteu na íntegra para a Delegação de Braga da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Foto: Igor RochaFoto: Igor RochaFoto: Igor RochaFoto: Igor RochaFoto: Igor Rocha
Cada quilómetro do percurso (6 km) foi acompanhado por placas informativas sobre como realizar o autoexame mamário, promovendo a sensibilização e a deteção precoce.
Foto: Igor Rocha
Recentemente diagnosticada com cancro da mama, Elsa da Mota tem usado as redes sociais para sensibilizar os seguidores para a doença, documentando o seu processo de tratamento.
As centenárias Feiras Novas da Vila de Pico de Regalados, em Vila Verde, estão de volta entre sexta-feira e domingo.
O Largo da Feira volta a ser ponto de encontro para três dias de “celebração das tradições, dos costumes e da identidade local”.
Com mais de 500 anos de história, o certame teve na sua génese a feira franca e as trocas de gado. Segundo a autarquia, séculos depois, “mantém viva essa essência, preservando atividades tradicionais que continuam a marcar a identidade da comunidade, a par de um programa diversificado que atrai anualmente milhares de visitantes à freguesia”.
O programa arranca na sexta-feira, às 21:00, com a abertura oficial e a atuação dos Rusgas.
Imagem: DR
No sábado, a tradição assume especial destaque com a Feira Franca, o Concurso de Gado e a Corrida de Cavalos, manifestações que evocam a forte ligação do território à atividade agrícola e pecuária. À noite, a animação prossegue com um espetáculo equestre, cantares ao desafio e música popular portuguesa, com Daniel Sousa e Valter S. Martinho.
No domingo, a programação começa com um passeio de BTT pelas Terras de Regalados, seguindo-se a Missa das Colheitas. Durante a tarde, o Festival Folclórico reúne o Rancho Infantil e Juvenil de Pico de Regalados e o Rancho das Tradições, num momento dedicado à música, à dança e à preservação da cultura popular.
Integradas na programação “Na Rota das Colheitas 2026”, promovida pelo Município de Vila Verde, as Feiras Novas são organizadas pela ACRDSS Pico de Regalados, em colaboração com a União das Freguesias de Pico de Regalados, Gondiães e Mós.
A iniciativa reforça a “valorização das tradições, dos produtos e dos saberes locais, contribuindo para manter viva a memória coletiva e para dinamizar o território através de uma programação que cruza património, ruralidade, cultura popular e convívio entre gerações”.
O Município de Vila Verde vai ampliar em 650 mil euros o investimento previsto para a modernização do sistema de abastecimento de água potável no concelho, assumindo a substituição da adutora entre a central elevatória do Monte-Barbudo e o reservatório R4 em Esqueiros, foi hoje anunciado.
A intervenção, que deve estar concluída até final do ano, vai permitir aumentar o caudal bombado de 75 metros cúbicos por hora para aproximadamente 130m3/h, por forma a “aumentar a capacidade de resposta em períodos de necessidade de maiores consumos”.
Em comunicado, a autarquia explica que este valor acresce aos mais de 10 milhões de euros das obras em curso na instalação de novas condutas nas bacias do Homem, Neiva e Vade.
Na visita às obras, a presidente da Câmara Municipal, Júlia Rodrigues Fernandes, deu conta do investimento “sem precedentes” em curso no concelho, especificamente ao nível das infraestruturas básicas, como são o abastecimento de água e a ampliação da rede de saneamento.
“Em dois anos, são à volta de 20 milhões de euros a concretizar, com recurso a fundos comunitários e diretamente através da capacidade financeira do Município. A isso há ainda a somar a continuidade do plano de requalificação da rede viária do concelho, com quatro a cinco milhões de euros por ano através de empreitadas, para além das intervenções diretas das equipas municipais”, explicitou Júlia Rodrigues Fernandes.
Acompanhada pelo vereador Carlos Tiago Alves, responsável pelo pelouro do Ambiente, a presidente da autarquia sublinhou a “determinação do Município em assegurar uma capacidade de resposta cada vez mais segura e eficiente por parte do sistema de abastecimento público de água às pessoas, correspondendo às crescentes necessidades, fruto também da evolução demográfica e do parque habitacional”.
Como referiu o vereador Carlos Tiago Alves, o reservatório em Esqueiros serve a rede nas zonas este e oeste do concelho, abarcando mais de 4.000 clientes dos atuais 19.000 que no total são abastecidos pelo sistema público.
O vereador acrescentou que o R4 atinge as freguesias de Barbudo, Turiz, Moure, Travassós, Pico de Regalados, Gondiães, Mós, Sande, Vilarinho, Atães, Pico S. Cristóvão, Prado S. Miguel, Carreiras, Portela das Cabras, Goães, Duas Igrejas, Pedregais, Azões e de Rio Mau, Marrancos, Arcozelo, Atiães, Freiriz, Escariz S. Mamede e Escariz S. Martinho, Parada de Gatim e Oleiros.
Investimento global de superior a 10 milhões
Atualmente, o Município de Vila Verde tem em curso a renovação e instalação da rede de abastecimento de água nas freguesias das bacias do Homem (parte mais a norte), Neiva e Vade, cujas obras representam um investimento global de 10,4 milhões de euros. No próximo ano, avançam as obras para a parte norte da freguesia de Valdreu e para as localidades de Penascais e Valões (Vade).
A Câmara refere que em breve vai também avançar um pacote de ligações em diferentes freguesias de todo o concelho, num investimento superior a 825 mil euros, cujo concurso público se encontra atualmente na avaliação preliminar das propostas apresentadas.
Estes investimentos ao nível das infraestruturas básicas são ainda reforçados pelas obras em curso ao nível do saneamento, com um conjunto de seis lotes de intervenção em diferentes pontos do concelho, ampliando as redes de águas residuais.
A Ponte Medieval de Prado, concelho de Vila Verde, vai estar cortada ao trânsito entre as 22:00 de terça-feira e as 06:00 de quarta-feira, indicou hoje a Infraestruturas de Portugal (IP).
Em comunicado, a IP explica que vai realizar trabalhos de reparação do pavimento em calçada, numa extensão de 220 metros, na Ponte Medieval de Prado, na Estrada Nacional (EN) 201, na ligação entre os concelhos de Vila Verde e de Braga.
“Para a realização destes trabalhos será necessário cortar totalmente o trânsito na Ponte Medieval de Prado, entre as 22:00 do dia 20 de outubro [terça-feira] e as 06:00 do dia 21 de outubro [quarta-feira]. Os condicionamentos e respetivos desvios estarão devidamente sinalizados no local e contarão igualmente com o apoio das forças policiais”, refere a IP.
Quatro dos 16 arguidos que, quinta-feira, começaram a ser julgados no Tribunal de Braga por tráfico de estupefacientes, praticado em Barcelos, Ponte de Lima, e Vila Verde, confessaram ao coletivo de juízes, a prática dos crimes, embora não assumindo a totalidade dos que constam na acusação.
Além de negarem parte dos crimes, dizendo “nesse caso não fui eu, nem estava lá”, os arguidos tentaram demonstrar aos juízes que, em julgamento, estão, não uma mas duas redes de tráfico, uma de Barcelos e a outra de Ponte de Lima, e que não havia nenhum, ou quase, contacto entre eles. Contrariando, assim, a acusação e a pronúncia do Tribunal de Instrução.
O grupo, 12 homens e quatro mulheres (a maioria de Barcelos), que ia comprar droga a Espanha e atuava também em Braga, em Serzedelo, Guimarães e em Ermesinde, foi pronunciado em novembro de 2024 pelo Tribunal de Instrução local que concordou com a acusação do Ministério Público de 2023.
A pronúncia diz que o arguido Roberto P., desde 2018, se dedica à venda a terceiros, – tendo 60 clientes habituais – mediante contrapartida monetária (ou outros bens/objetos de valor) -, para consumo direto e/ou revenda, de canábis, cocaína e MDMA, o que fazia em Ponte de Lima e áreas limítrofes.
Nessa atividade é coadjuvado pela companheira, Maria da P..
Já o arguido Gilberto C. desde 2019, vende drogas para consumo direto e/ou revenda, também em Ponte de Lima. E coadjuvava o Roberto.
O magistrado elenca, ainda, outro arguido, o qual, desde 2019, vende a partir de Ponte de Lima, Vila Verde e Braga. É ajudado por uma irmã.
Aponta, também, o arguido Vítor F., que desde 2019, vendia droga, a partir de quatro residências em Remelhe, Barcelos, era ajudado pela mulher, Marina B.
Quatro dos arguidos são defendidos pelo advogado João Ferreira Araújo, de Braga.
Droga armazenada num café
Já o arguido Nuno R., que explora um café – onde guarda produto estupefaciente – em Barcelos é auxiliado pela companheira, Andreia.
Diz que o Nuno R. e o Vítor F. exerciam em conjunto a atividade de tráfico sendo ajudados por Rogério A. e Marta R.
Por sua vez, os arguidos Torcato M. e Arcélio R. desde 2019, atuavam em Barcelos, em Serzedelo, Guimarães, em Lijó e em Ermesinde.
Além do crime de tráfico, que abrange, ainda, dois outros homens, o MP acusou um deles de um crime de resistência e coação sobre funcionário, por ter tentado albarroar uma viatura da GNR. Dois outros estão, ainda, pronunciados por condução sem carta.
A acusação, que detalha a atuação dos 16 envolvidos, foi feita pela GNR e baseia-se em interceções telefónicas; relatórios periciais; autos de notícia; autos de apreensão; autos de busca e apreensão; relatórios de vigilância; suportes fotográficos; informações do registo automóvel, de portagens, da Via Verde, das autoridades de controlo de fronteiras) e depoimentos recolhidos.
As buscas domiciliárias permitiram apreender várias dezenas de drogas e mais de 30 mil euros em dinheiro.
O Parlamento levantou hoje a imunidade ao deputado do Chega Filipe Melo, num processo em que está em causa um alegado crime de difamação no âmbito da campanha autárquica em Vila Verde.
Este processo contra Filipe Melo corre no Tribunal Judicial da Comarca de Braga e resultou de uma queixa apresentada por Jorge Manuel Rodrigues Oliveira.
O crime de difamação é punido pelo Código Penal com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 240 dias. Ou seja, não sendo superior a três anos, o levantamento da imunidade de Filipe Melo, por parte da Assembleia da República, não tinha caráter obrigatório.
Porém, em 23 de setembro, Filipe Melo respondeu à Comissão Parlamentar de Transparência, dizendo que dava o seu acordo ao levantamento da sua imunidade parlamentar no sentido de ser constituído arguido e prestar declarações nessa qualidade.
Na Comissão Parlamentar de Transparência, foi salientado que as afirmações a que se reportam os autos foram proferidas no contexto da esfera de atividade político-partidária do deputado Filipe Melo, no quadro da campanha eleitoral autárquica para o Município de Vila Verde.
Ou seja, são alheias ao mandato parlamentar, razão pela qual se deveria autorizar o levantamento da imunidade do deputado Filipe Melo, eleito pelo círculo de Braga.
Licenciado em Relações Internacionais pela Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, Filipe Melo é presidente da Distrital de Braga do Chega, membro da Comissão Parlamentar de Economia e desempenha funções de secretário da mesa da Assembleia da República.
Enquanto secretário da mesa da Assembleia da República, Filipe Melo foi condenado pela Comissão Parlamentar de Transparência, que o instou a retratar-se publicamente pela “conduta inapropriada” que teve em relação à deputada socialista Isabel Moreira, durante uma sessão plenária do ano passado.
Em 25 de setembro do ano passado, durante uma reunião plenária, Filipe Melo, quando estava em funções na mesa da Assembleia da República, dirigiu-se a Isabel Moreira fazendo gestos considerados desrespeitosos. Mandou beijos e fez sinais para a deputada do PS se calar.
Além das conclusões da Comissão de Transparência, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, classificou este episódio como inaceitável.
“Entendo que o respeito entre os deputados é um pilar fundamental do funcionamento da nossa democracia parlamentar e os membros da Mesa têm deveres acrescidos, deveres de isenção, de urbanidade, de proteção do direito de todos os deputados a expressarem-se e, de algum modo, de nunca condicionar o debate democrático”, advertiu José Pedro Aguiar-Branco.
Filipe Melo foi ainda admoestado pela Comissão da Transparência num outro caso em que, durante uma sessão plenária, disse à deputada do PS Eva Cruzeiro: “Vai para a tua terra”.
Na sequência destas afirmações, a deputada socialista apresentou uma queixa contra Filipe Melo por racismo e xenofobia, e a Comissão de Transparência concluiu que o deputado do Chega violou o código de conduta.
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, defendeu hoje que deve haver mais fundos europeus dos programas regionais operacionais destinados ao apoio de projetos de investimento nesta área, que considerou ser “estratégica e estruturante”.
De visita à unidade de produção de carne de suíno Maporal, em Reguengos de Monsaraz, distrito de Évora, o governante enumerou os instrumentos que financiam projetos no setor e avisou que “as CCDR [Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional] também têm que ajudar”.
“Não posso aceitar que, de 2021 a 2027, o Alentejo tenha 1.100 milhões de euros e, se perguntar quanto estava destinado à agricultura, a resposta é zero”, afirmou o ministro, na sessão de receção na empresa, perante o presidente e dois vice-presidentes da CCDR do Alentejo, entre outros convidados.
Assinalando que as CCDR já estão a “incorporar, inclusivamente nos programas atuais, apoios para a agroindústria”, José Manuel Fernandes considerou importante que, “no próximo quadro, também se saiba o que cada programa operacional (PO) regional vai fazer nesta área”.
Já nas declarações aos jornalistas no final da visita, o titular das pastas da Agricultura e Mar referiu que as CCDR “já estão a fazer um trabalho de incluir a agricultura, a agroindústria e a transformação nos seus” PO.
“Estes territórios, como é que conseguem competitividade? Como é que conseguem coesão territorial? Na agricultura, sem nos darmos conta, porque não há essa perceção, temos várias ‘Auto Europas’”, salientou.
José Manuel Fernandes acusou o anterior Governo PS de se ter esquecido da agricultura nos PO regionais, vincando que os atuais ministros da Agricultura, da Coesão Territorial e Economia e do Ambiente “trabalham em conjunto”.
“A agricultura é estratégica e estruturante”, disse, frisando que os fundos financeiros disponíveis “são todos convocados” para apoiar os projetos no setor.
Sobre a carta que lhe foi dirigida pela APROSERPA – Associação de Produtores do Concelho de Serpa, o ministro respondeu que, neste concelho alentejano, “em 2023, foram pagos em subsídios quase sete milhões de euros”, mas, “em 2025, foram 28 milhões”.
“Eu disse que era o triplo, mas por acaso é o quádruplo”, frisou, aludindo às declarações que proferiu na segunda-feira, em Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, quando disse que “aqueles [agricultores] que viram os seus rendimentos triplicados são aqueles que, no fundo, se manifestam mais”.
O governante observou que “alguns agricultores não tiveram este apoio”, uma vez que o valor atribuído “é em função das áreas”.
“Em alguns sítios, fruto sobretudo da área, receberam o quádruplo, noutras áreas não receberam e até produzem mais, mas isso são as regras europeias, que nem sempre olham para aquilo que é a produção”, acrescentou.
Na carta aberta dirigida ao ministro, enviada hoje à agência Lusa, a APROSERPA criticou aquelas declarações feitas pelo governante, na segunda-feira, e desafiou-o a explicar onde estão e quem recebeu rendimentos a triplicar, contrapondo que os agricultores só sentem o aumento dos custos.
Em reação às declarações do ministro em Reguengos de Monsaraz, a APROSERPA divulgou um novo comunicado, no qual voltou a recusar “a acusação de que os que protestam são os que recebem mais” e argumentou que “os 28 milhões de euros são um total do concelho, não o que recebe cada agricultor”.
Além disso, a associação desafiou o ministério tutelado por José Manuel Fernandes a divulgar “a decomposição desse valor: por medida, por número de beneficiários e por dimensão das explorações, separando os apoios ao investimento e as ajudas extraordinárias”.
O Governo lançou hoje um projeto-piloto de 500 mil euros para incentivar o abate adicional de javalis em mais de 1.300 zonas de caça, distribuídas por 65 concelhos de 15 distritos de Portugal continental.
Segundo um aviso hoje publicado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), os apoios destinam-se às entidades titulares ou gestoras de zonas de caça, com incentivos de 50 euros por macho e 70 euros por fêmea abatidos acima da média histórica, até ao limite de 2.000 euros por zona de caça.
No distrito de Braga, o projeto abrange os concelhos de Barcelos, Amares e Vila Verde.
Fonte: ICNFFonte: ICNF
Denominado “Controlo de Densidades Excessivas de Javali em Áreas Críticas”, o projeto abriu hoje as pré-inscrições e decorrerá até 31 de maio de 2027, procurando reduzir os prejuízos agrícolas e florestais, os acidentes rodoviários e os riscos sanitários associados à espécie.
O programa prevê ainda um incentivo adicional de 10 euros por exemplar encaminhado para um estabelecimento aprovado de manuseamento de caça, promovendo o aproveitamento da carne em condições de segurança alimentar, valor igualmente sujeito ao limite máximo de apoio.
Podem beneficiar destes incentivos as entidades titulares de zonas de caça associativas ou turísticas e as gestoras de zonas de caça municipais ou nacionais, desde que cumpram os requisitos legais e administrativos estabelecidos pelo ICNF.
Os apoios serão calculados com base nos abates adicionais comprovados relativamente à média das épocas venatórias de 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025, sendo estabelecido um limiar mínimo de 10 animais por zona de caça, mesmo quando não exista histórico validado.
A seleção dos 65 concelhos assentou em sete critérios técnicos, científicos e territoriais, incluindo os danos agrícolas e florestais, a pressão populacional da espécie, as características dos habitats, a proximidade de áreas urbanas, a sinistralidade rodoviária, o risco sanitário e a expansão territorial do javali.
O ICNF considerou igualmente um estudo da Universidade de Aveiro sobre a evolução da presença e expansão de javalis no território nacional.
Os exemplares abatidos terão de ser identificados com selos específicos, registados individualmente na plataforma RUBUS e acompanhados de fotografias georreferenciadas e amostras de pelo, para permitir a verificação dos resultados e prevenir irregularidades.
As montarias abrangidas pelo projeto devem ser comunicadas ao ICNF com uma antecedência mínima de oito dias, estando previstas ações de acompanhamento, verificação e fiscalização.
O aviso estabelece ainda que, caso os pedidos de pagamento ultrapassem a dotação global de 500 mil euros, os montantes elegíveis serão reduzidos proporcionalmente, podendo o programa terminar antecipadamente se as verbas forem esgotadas.
A adesão é efetuada através da plataforma eletrónica https://javalicontrol.icnf.pt/, podendo as entidades interessadas consultar as condições de participação, os critérios de elegibilidade e a lista dos 65 concelhos abrangidos no aviso publicado pelo ICNF, disponível aqui.
Após a conclusão do projeto-piloto, será avaliada a eficácia deste modelo de incentivos enquanto instrumento de gestão sustentável das populações de javali.
No Médio Tejo, os municípios de Mação e Sardoal promoveram recentemente reuniões com associações de caçadores para discutir medidas de controlo da espécie, perante os prejuízos na agricultura e os riscos para a segurança rodoviária.
A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo tinha manifestado disponibilidade para os seus 11 municípios integrarem este projeto-piloto, mas apenas Abrantes, Mação e Sardoal constam da lista agora publicada.
Uma aparatosa colisão rodoviária com o capotamento de uma carrinha ocorreu ao início da manhã desta quarta-feira, na rotundos Corvos, em Anais, Ponte de Lima, condicionando todo o trânsito à volta.
O automobilista do veículo que capotou não precisou de receber assistência e a GNR de Prado (Vila Verde) regularizou o fluxo rodoviário e registou a ocorrência, na Rotunda dos Corvos.
A Rotunda dos Corvos, nas estradas nacionais 201 (Braga-Ponte de Lima) e 308, fica numa zona de fronteira entre os concelhos de Vila Verde (Marrancos) e de Ponte de Lima (Anais). À hora a que registou o acidente, cerca das 08:00, tem habitualmente muito movimento.
Notícia atualizada às 12h48 com correção da localização.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
João Pedro da Silva Fernandes, de 44 anos, natural de Lanhas, Vila Verde, faleceu poucos dias depois de se ter casado no Hospital de Braga, onde se encontrava internado.
A cerimónia civil tinha decorrido na sexta-feira, no serviço de gastroenterologia da Unidade Local de Saúde de Braga.
Funcionários da Conservatória do Registo Civil deslocaram-se ao hospital para oficializar a união com a companheira, na presença de familiares e testemunhas.
A equipa do serviço adaptou o quarto e a rotina do internamento para tornar o momento possível, mantendo os cuidados médicos.
O velório realiza-se esta segunda-feira, às 15:30, na Capela do Senhor dos Aflitos, em Lanhas-Vila Verde.
O funeral está marcado para as 18:00, no mesmo local. O corpo será depois sepultado no cemitério de Lanhas, em Vila Verde.
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou hoje pesar pela morte do bispo emérito de Beja, António Vitalino Dantas, natural de Vila Verde, aos 84 anos, e evocou a sua dedicação aos migrantes, refugiados e aos mais vulneráveis.
Numa nota enviada à agência Lusa, o secretariado-geral da CEP disse ter tomado conhecimento da morte, na madrugada de hoje, do bispo emérito de Beja.
“Neste momento de luto, a CEP expressa aos seus familiares, amigos e à Ordem do Carmo a sua comunhão na dor e na esperança da ressurreição e assegura a sua oração por todos quantos sofrem com a sua partida, pedindo a Deus que os conforte”, afirmou.
António Vitalino Dantas, que foi o 16.º bispo de Beja desde a restauração da diocese, de 1999 a 2016, foi também presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana entre 2005 e 2011, no âmbito da CEP.
Nestas funções, recordou a CEP, o prelado “dedicou-se de forma próxima aos migrantes, refugiados e pessoas em situação de maior vulnerabilidade” e contribuiu “para a reflexão e para a concretização de respostas pastorais assentes no acolhimento e na defesa da dignidade humana”.
Segundo a CEP, foi igualmente membro das Comissões Episcopais da Doutrina da Fé, das Comunicações Sociais e da Pastoral Social e Mobilidade Humana, integrando esta comissão até 2020.
António Vitalino Dantas morreu hoje de madrugada, aos 84 anos, no hospital de Braga, vítima de doença prolongada, revelou à Lusa o bispo de Beja, Fernando Paiva.
O prelado manifestou o seu pesar pela “partida deste grande pastor da Diocese de Beja” e gratidão pelo “serviço que prestou à diocese e à Igreja” Católica.
“Há um sentimento de perda, por um lado, e de esperança na vida eterna e de gratidão pelo muito que este pastor fez pela diocese e pela Igreja”, sublinhou à Lusa.
Num comunicado publicado hoje na rede social Facebook, a Diocese de Beja revelou que as exéquias vão decorrer no sábado, em Parada de Gatim, concelho de Vila Verde, distrito de Braga.
O bispo de Beja vai presidir à missa, às 16:00, na Igreja Matriz de Parada de Gatim, seguindo depois o funeral para o cemitério local.
António Vitalino Dantas “nasceu em Santa Marinha de Oleiros”, também no concelho de Vila Verde, em 03 de novembro de 1941, mas, “com apenas 5 anos, foi viver para Parada de Gatim”, sede da freguesia vizinha e onde cresceu e residia, explicou Fernando Paiva.
De acordo com os dados biográficos divulgados pela CEP, foi ordenado presbítero em 03 de agosto de 1968 e recebeu a ordenação episcopal em 29 de setembro de 1996, na Igreja dos Jerónimos, em Lisboa, sendo nomeado bispo auxiliar de Lisboa.
Foi nomeado bispo de Beja em 25 de janeiro de 1999 e tomou posse no dia 11 de abril seguinte. Permaneceu à frente da diocese até à sua resignação, a 03 de novembro de 2016, quando cumpriu 75 anos.
O PCP promoveu, esta quarta-feira, na vila de Prado, concelho de Vila Verde, um ‘buzinão’ contra o aumento do custo de vida e pelo aumento dos salários e pensões.
De acordo com a Direcção da Organização Regional de Braga do PCP, a iniciativa teve uma “adesão massiva”.
O protesto ficou marcado pela “exigência do controlo dos preços dos bens e serviços essenciais, desde logo a fixação do preço da botija do Gás nos 20 euros mas também o controlo dos preços dos combustíveis, da eletricidade e dos alimentos”.
Foto: PCP Braga
O PCP defendeu ainda o “aumento geral dos salários e das pensões para fazer face ao aumento do custo de vida”.
Este ‘buzinão’ ocorre no âmbito da campanha nacional “Romper Com Injustiças, Novo Rumo, Uma Vida Melhor”, e vem no seguimento de um amplo conjunto de iniciativas realizadas no distrito de Braga: acções de contacto com a população e com os trabalhadores, assim como outros ‘buzinões’ já realizados em Braga e Esposende a que se segue um outro, amanhã, em Vila Nova de Famalicão.
“A situação actual que o país atravessa é um verdadeiro escândalo. Enquanto todos os dias a esmagadora maioria da população se levanta para trabalhar a pensar em como fará para o dinheiro chegar até ao final do mês, enquanto todos os dias os pequenos comerciantes, as micro, pequenas e médias empresas se veem esmagadas pelos aumentos brutais dos preços, aí estão os lucros milionários dos grandes grupos económicos: com a Jerónimo Martins e a Sonae a encaixar mais de 1000 milhões de euros; a Galp, só nos primeiros seis meses deste ano, apresentou mais de 800 milhões de euros de lucro; ou ainda a banca a facturar uns escandalosos 14 milhões de euros por dia”, lê-se na nota enviada às redações.
E acrescenta: “O Governo PSD-CDS, assim como Chega e IL nada fazem para beliscar os interesses destes grupos económicos. Pelo contrário, são eles os garantes de que esta seja a realidade: o país a saque pelos grandes grupos económicos. É por isso urgente romper com estas injustiças e abrir caminho a um novo rumo para Portugal”.
O PCP faz, por isso, um “apelo ao inconformismo e a que a população faça ouvir o seu descontentamento”, desde logo aderindo à Manifestação Nacional convocada pela CGTP para 17 de outubro, no Porto.
O PCP vai promover, amanhã, quarta-feira, pelas 17:30, um buzinão na Rotunda do Canoísta, em Prado, concelho de Vila Verde, no âmbito da campanha “Romper Com Injustiças, Novo Rumo, Uma Vida Melhor”.
Em comunicado, o partido explica que “a iniciativa se insere numa jornada nacional para exigir o controlo dos preços dos bens e serviços essenciais, desde logo a fixação do preço da botija do gás nos 20 euros, mas também o controlo dos preços dos combustíveis, da eletricidade e dos alimentos”.
“Exigimos ainda o aumento geral dos salários e das pensões para fazer face ao aumento do custo de vida”, conclui o PCP.
A Associação de Freguesias do Vale do Homem e o grupo Vila Verde a Correr organizam no próximo domingo, dia 11, a quarta edição do Trail Vale do Homem. Com o apoio do Município, a iniciativa integra a programação de lazer e atividades de natureza da festa da Rota das Colheitas.
A organização adiantou, hoje, que, “os participantes são desafiados a conhecer o património natural do norte do concelho, com especial destaque para as margens do rio Homem, cujos cenários paradisíacos se revelam constantemente diversos e irregulares”.
A concentração está marcada para as 08h00, em Sabariz, de onde se parte em autocarros para os pontos de partida: de Valdreu sai o trail longo de 24 quilómetros, de Oriz Santa Marinha sai o trail curto de 14 kms e de Coucieiro sai a caminhada com oito quilómetros.
A meta está localizada em Sabariz, no recinto da sede da Junta, onde tem lugar a entrega de 70 prémios e o convívio final, que inclui bifanas e o tradicional caldo do pote.
Ao longo do percurso, entre Valdreu e Sabariz, os participantes passam pelas freguesias de Valbom S. Martinho, Paçô e Valbom S. Pedro, Oriz Santa Marinha e Oriz S. Miguel, Ponte S. Vicente, Coucieiro, Lanhas e Fiscal, antes de chegar à zona fluvial da Malheira e à sede da Junta de Sabariz.
Inscrições em curso
A inscrição – que inclui dorsal, cronometragem eletrónica com chip, t-shirt oficial de oferta, seguro desportivo e abastecimentos de prova – decorre até esta terça-feira, 6 de outubro na plataforma SincTime.
Os ‘campeões’ Paulo Mesquita e Joana Fernandes são os Padrinhos do IV Trail do Vale do Homem, assumindo-se como “representantes do espírito desta prova”. A organização vinca que os Padrinhos “partilham o gosto pelo desporto, pela natureza, pelo desafio e pelo maravilhoso Vale do Homem que eles bem conhecem”.
O trail surge como uma oportunidade para evidenciar o património e as potencialidades naturais do Vale do Homem, cujas freguesias defendem a criação de uma ecovia ao longo de “um dos rios mais belos e desafiantes de Portugal”, aproveitando também o canal de regadio desativado que liga Coucieiro e Sabariz ao rio Cávado.