O Instituto Português do Mar e da Atmosfera ativou aviso amarelo para os distritos de Braga e de Viana do Castelo por causa da agitação marítima prevista na sexta-feira.
O aviso entra em vigor às 09:00 horas e prolonga-se até às 21:00, esperando-se ondas de noroeste até quatro a cinco metros de altura, nas zonas costeiras de Esposende, Viana do Castelo e Caminha.
O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
A previsão aponta para o regresso da chuva ao Minho na quinta-feira, ao final da tarde. Não está prevista precipitação para os dias seguintes, apesar da nebulosidade.
Os parquímetros de Esposende vão entrar em funcionamento na segunda-feira, com 140 lugares, foi hoje anunciado pela autarquia.
Em comunicado, a Câmara refere que o novo sistema tem como objetivo “facilitar o estacionamento junto ao comércio e aos serviços e permitir que mais pessoas possam utilizar os lugares mais centrais da cidade”.
A tarifa fixa-se em 75 cêntimos por hora, com permanência máxima de duas horas. Nos dias úteis, o pagamento estará em vigor das 09:00 às 18:00, e aos sábados, das 09:00 às 13:00.
O sistema abrange três zonas do centro da cidade e continuarão gratuitos mais de 1.100 lugares de estacionamento.
A medida pretende “promover a rotatividade, facilitar o acesso às lojas, à restauração e aos serviços e contribuir para um centro urbano mais dinâmico e acessível”, segundo a autarquia.
Esta é uma intervenção enquadrada numa candidatura aprovada em 2024, financiada pelo PRR, na aquisição dos equipamentos.
Os municípios de Barcelos, Esposende, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo insurgiram-se hoje contra o anunciado aumento dos custos da gestão e tratamento de resíduos urbanos, considerando-o desproporcionado e excessivo.
Em comunicado, a Câmara de Barcelos refere que “os seis municípios acionistas da Resulima manifestam a sua preocupação e insurgem-se contra o anunciado aumento dos custos da gestão e tratamento de resíduos urbanos, que consideram desproporcionado e excessivo”.
A Resulima é a empresa responsável pela recolha seletiva, triagem e tratamento de resíduos urbanos no Vale do Lima e Baixo Cávado, abrangendo os concelhos de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, num total de cerca de 311.470 habitantes.
O município refere que, segundo informação da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), os custos com o tratamento e deposição dos resíduos urbanos “deverão registar um aumento muito significativo já no próximo ano, em resultado da subida da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) e da tarifa cobrada pela Resulima”.
“Com impacto direto nos encargos suportados pelos municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, e, consequentemente, nas tarifas de resíduos urbanos pagas pelos munícipes”, adverte o município.
De acordo com a Câmara de Barcelos, “prevê-se que a tarifa de tratamento dos resíduos por tonelada sofra, em 2027, um aumento de 72,33 euros para 95,88 euros, ao qual acresce um aumento de cinco euros por tonelada da TGR, passando de 40 euros para 45 euros”.
“Somados estes valores, isto significa que os custos totais da gestão e tratamento dos resíduos urbanos deverão subir, por tonelada, de 112,33 euros para 140,88 euros”, revela a autarquia de Barcelos, distrito de Braga.
No comunicado, lê-se que os seis municípios reconhecem que a recolha e o tratamento de resíduos têm sido uma preocupação constante e que existem metas ambientais exigentes a cumprir, assumindo esse compromisso sem reservas.
“Contudo, consideram imperativo afirmar com clareza que os custos atuais já são incomportáveis para as famílias, e que a sua escalada continuada não pode continuar a ser suportada, em silêncio, por quem paga a fatura no fim do mês”, alertam.
Face à dimensão dos aumentos e à necessidade de assegurar a sustentabilidade económico-financeira do serviço, “torna-se insustentável para os municípios continuarem a absorver integralmente estes custos”.
“Os municípios que integram a Resulima reafirmam, assim, que continuarão a acompanhar a evolução destes encargos e a desenvolver medidas que promovam a redução, reutilização e separação dos resíduos, procurando compatibilizar a sustentabilidade do serviço com a proteção das famílias e dos agentes económicos do concelho”, refere o comunicado.
Mas, os seis municípios dizem exigir, “com a mesma firmeza, que o aumento dos custos não continue a ser transferido, sem critério nem proporcionalidade, para quem já dá o seu contributo para uma gestão mais responsável dos resíduos”.
“Proteger as famílias e cumprir as metas ambientais não podem ser objetivos em conflito. E os municípios que integram a Resulima não aceitarão que o sejam!”, assumem.
Já há data para a abertura do Mercadona em Esposende. O supermercado da cadeia espanhola é inaugurado no próximo dia 19 de novembro, foi hoje anunciado.
O novo espaço está localizado na Travessa da Cavaleira, nº 55.
“Esta abertura representa um marco importante para a empresa, assinalando um reforço da presença da empresa no distrito de Braga”, salienta a Mercadona em comunicado enviado a O MINHO.
“A abertura deste supermercado reflete a continuidade do plano de expansão da empresa a nível nacional e a aposta da Mercadona em levar o seu modelo de loja eficiente, com um sortido de qualidade e um serviço de excelência”, acrescenta.
O supermercado de Esposende vai ter uma área de vendas de 1.900 metros quadrados.
A NKT, multinacional dinamarquesa, inaugurou hoje a expansão da unidade industrial de Esposende, num investimento de 50 milhões de euros, que permitiu criar mais 150 postos de trabalho, contando agora com 580 trabalhadores.
A ‘gigante’ da produção de cabos de energia e soluções integradas para a transmissão e distribuição de eletricidade comprou a Solidal, em 2024, num negócio de 192 milhões. Na altura, os responsáveis da empresa anunciaram um investimento de 50 milhões para “expandir a capacidade de média e alta tensão nas instalações existentes”.
Carlos Silva, presidente da Câmara de Esposende, considerou que esta expansão “representa o crescimento de uma unidade industrial, mas também representa confiança e esperança”.
Foto: CM Esposende
Confiança num projeto industrial sólido e inovador. Confiança nas pessoas e nas suas competências. E confiança na capacidade de Esposende para atrair investimento, gerar conhecimento e criar oportunidades. Esperança num Município mais coeso. Estamos a falar de um investimento de 50 milhões de euros. Uma empresa não vive isolada da comunidade onde está instalada. Faz parte dela. Cria emprego, desenvolve competências, gera riqueza e contribui para melhorar a qualidade de vida das populações”, afirmou, na cerimónia.
O presidente da Câmara salientou também a dimensão internacional da atividade da NKT e a capacidade de uma empresa instalada em Esposende contribuir para a transformação do setor energético a nível global: “E é a partir de Esposende que esta empresa contribui para essa transformação global. É possível estar em Esposende e trabalhar para o mundo. É possível ter ambição internacional sem perder as raízes locais. É possível, também, Esposende ser um bocadinho o centro do Mundo. Esta é uma das mensagens mais importantes que hoje podemos transmitir”, sublinhou o presidente da Câmara, salientando que “o papel do Município é criar condições para que quem investe possa crescer, porque quando as empresas crescem, criam-se oportunidades para as pessoas e reforça-se a capacidade de desenvolvimento de toda a comunidade”.
Foto: CM Esposende
Também presente na inauguração, o secretário de Estado do Ambiente, João Esteves, considerou o investimento “estratégico para o concelho e para o país, na linha da política pretendida que privilegia as energias limpas”.
O governante acrescentou: “É um prazer comprovar que Esposende cresce. Esposende faz. A NKT veio para ficar e crescer, sinónimo da confiança que a empresa deposita em Portugal. Investimento cria valor, emprega pessoas e leva a capacidade de produção portuguesa para o mundo. Não basta produzir energia limpa. É preciso fazê-la chegar às pessoas e às empresas e, nesse papel, contamos com a NKT”.
Na ocasião, João Esteves anunciou um investimento do Estado português de 1,6 biliões de euros, até 2030, destinado à modernização da rede elétrica nacional.
A cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Assembleia Municipal de Esposende, Alberto Figueiredo, dos vereadores municipais, do embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, do vice-presidente executivo da NKT, Carlos Fernandez, do vice-presidente das Operações Ibéricas, Dinis Pinto, e do diretor comercial da empresa, Michael Hjorth.
Fundada em 1977, a Estufasminho, em Esposende, emprega 70 trabalhadores e fatura 12 milhões de euros por ano. Juntamente com a Edaetech, do Grupo Impetus, foi das primeiras empresas a serem visitadas pelo executivo municipal, através da START Esposende, numa iniciativa desenvolvida em articulação com o Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) e o IAPMEI, com o objetivo de conhecer os desafios da indústria local e aproximar as empresas de soluções de inovação, desenvolvimento tecnológico e qualificação.
Em comunicado enviado a O MINHO, a autarquia de Esposende explica que a iniciativa se enquadra no protocolo de cooperação entre o Município e o PIEP, que pretende reforçar a ligação entre o tecido empresarial e o sistema científico e tecnológico, criando oportunidades para desenvolver projetos de investigação, inovação, sustentabilidade e economia circular.
A comitiva integrou o vereador da Indústria da Câmara de Esposende, Aurélio Neiva, e a coordenadora da START Esposende, Joana Barbosa, bem como Bruno Pereira da Silva, diretor de ‘Public Affairs’ e Sustentabilidade do PIEP, e Humberto Vaz, da Direção de Proximidade do IAPMEI.
“Durante as visitas, os participantes conheceram os processos produtivos, as capacidades tecnológicas e os planos de desenvolvimento das empresas. O contacto direto permitiu também identificar constrangimentos e oportunidades em que a cooperação entre as entidades envolvidas poderá contribuir para encontrar respostas ajustadas às necessidades da indústria”, salienta o comunicado.
Estufasminho
Fundada em 1977, a Estufasminho diversificou a sua atividade ao longo dos anos, abrangendo atualmente áreas como a metalomecânica especializada, as estruturas agrícolas e metálicas, a construção metálica pesada, a construção em Light Steel Frame (LSF) e estruturas para energias renováveis.
Instalada em Esposende numa área total de 29.269 m², a empresa conta com cerca de 70 trabalhadores e uma capacidade de produção anual de aproximadamente 5.000 toneladas. O volume de faturação anual situa-se nos 12 milhões de euros.
Foto: CM Esposende
Foto: CM Esposende
A atividade inclui ainda o corte a laser de tubos e chapas e o desenvolvimento de estruturas para projetos de energia solar, refletindo a diversidade de competências técnicas e aplicações industriais da empresa.
De acordo com a Câmara de Esposende, entre os desafios identificados estão o recrutamento de mão de obra especializada, a retenção de talento e a evolução dos custos das matérias-primas.
“A formação contínua e o investimento em equipamentos e tecnologia assumem, neste contexto, importância para reforçar as competências internas, melhorar a eficiência e aumentar a capacidade produtiva”, salienta a autarquia.
Edaetech
Ainda de acordo com a autarquia, a visita à Edaetech, empresa detida integralmente pelo Grupo Impetus, permitiu conhecer uma atividade centrada na engenharia, na inovação e no fabrico de componentes de elevada complexidade.
Com presença relevante no setor automóvel, a empresa desenvolve protótipos e pequenas séries, num contexto em que a qualidade e a rapidez de resposta são determinantes.
A capacidade de concretizar projetos em prazos que podem rondar as seis semanas constitui uma das características da sua atividade.
A Edaetech trabalha também para os setores aeronáutico, espacial e da defesa, áreas sujeitas a requisitos técnicos e processos de certificação específicos.
Entre as suas competências estão a simulação de peças estampadas de elevada complexidade e a prototipagem de componentes para a área térmica.
Foto: CM Esposende
Foto: CM Esposende
Com clientes em vários mercados internacionais, a empresa prepara-se para assinalar 25 anos de atividade em 2027, mantendo o foco no conhecimento técnico, na engenharia e na resposta a necessidades industriais exigentes.
“O contacto com as duas empresas permitiu identificar necessidades concretas e analisar de que forma a intervenção do Município, as competências técnicas do PIEP e os instrumentos de apoio disponibilizados pelo IAPMEI podem contribuir para responder aos desafios identificados”, salienta a Câmara.
“A iniciativa pretende promover uma articulação próxima entre as empresas, o Município e os parceiros técnicos, favorecendo a identificação de oportunidades de colaboração e o desenvolvimento de soluções adequadas à realidade industrial do concelho. Com estas visitas, Esposende prossegue o trabalho de aproximação ao tecido empresarial, valorizando a inovação, a qualificação e a cooperação como fatores relevantes para a competitividade das empresas e o desenvolvimento económico local”, conclui o comunicado.
A Câmara de Esposende pediu ao Ministro da Administração Interna um reforço de meios para a segurança no concelho, nomeadamente mais operacionais e viaturas para a GNR e sistema de videovigilância em locais estratégicos.
O presidente da Câmara de Esposende, Carlos Silva, recebeu, ontem, nos Paços do Concelho, Luís Neves, para uma reunião de trabalho centrada na segurança do concelho.
No encontro, que contou também com a presença do Presidente da Assembleia Municipal, Alberto Figueiredo, e do Comandante Distrital de Braga da Guarda Nacional Republicana (GNR), Vítor Lima, o autarca defendeu o reforço dos meios humanos, tecnológicos e operacionais das forças de segurança, com vista a melhorar a capacidade de resposta e a garantir maior segurança à população.
Segundo uma nota da autarquia, o encontro permitiu analisar as principais necessidades do concelho em matéria de segurança, com destaque para o reforço do efetivo do Posto Territorial da GNR de Esposende, a disponibilização de mais viaturas para patrulhamento e intervenção e a implementação de um sistema de videovigilância em pontos estratégicos do território.
“A necessidade de adequar os meios disponíveis às características específicas de Esposende esteve no centro das preocupações apresentadas. A dinâmica turística, a sazonalidade populacional e a afluência de milhares de visitantes ao longo do ano colocam exigências acrescidas às forças de segurança, tornando essencial uma capacidade de resposta ajustada às necessidades de residentes e visitantes. O aumento significativo do tráfego rodoviário durante a época balnear, sobretudo nos acessos às praias e nas zonas de maior afluência turística, constitui também um desafio acrescido, exigindo capacidade de patrulhamento e intervenção para garantir a segurança rodoviária e uma circulação mais fluida”, refere a Câmara.
No que respeita aos recursos humanos, o Município considera que o reforço do efetivo da GNR é fundamental para assegurar uma presença mais regular no território e melhorar a capacidade de resposta às ocorrências. Foi igualmente destacada a importância de dotar os militares de mais meios operacionais, nomeadamente viaturas, que permitam reforçar a mobilidade, o patrulhamento e a intervenção em todo o concelho, incluindo nos períodos de maior pressão turística.
A instalação de um sistema de videovigilância em locais estratégicos foi outra das matérias analisadas, enquanto instrumento complementar à presença dos militares no terreno. “Esta solução poderá contribuir para a prevenção de situações de risco, a proteção de pessoas e bens e o apoio à atuação das forças de segurança”, considera a autarquia.
A segurança nos Caminhos de Santiago e no Parque Natural do Litoral Norte integrou igualmente os assuntos abordados, tendo em conta a relevância destes espaços e a necessidade de garantir condições adequadas de segurança a residentes, peregrinos e turistas
. As especificidades do território, incluindo a vertente terrestre e marítima, exigem uma resposta operacional capaz de acompanhar as diferentes atividades e a intensidade de utilização destes espaços.
De acordo com a autarquia, foi ainda sublinhada a importância de promover um modelo de policiamento de proximidade, que reforce a ligação entre a GNR e a comunidade, favoreça o contacto regular com a população e permita responder de forma mais direta às preocupações das pessoas.
No final, Carlos Silva destacou a importância da deslocação do Ministro da Administração Interna a Esposende, vendo neste encontro “uma oportunidade para aproximar o Governo dos problemas concretos do concelho e encontrar soluções para as necessidades identificadas”.
O autarca reafirmou “a disponibilidade do Município para continuar a trabalhar em articulação com o Governo e a GNR, defendendo que a segurança exige uma cooperação estreita entre as diferentes entidades e uma resposta adequada às características e necessidades de Esposende”.
Mais de um terço (34,75%) dos utentes inscritos na Unidade Local de Saúde de Barcelos e Esposende (ULSBE) tem excesso de peso e 18,01% sofrem de obesidade, segundo dados relativos a 2025 revelados hoje.
Já na infância, em 2024, cerca de uma em cada quatro crianças de cinco anos inscritas na ULSBE (26,57%) apresentava excesso de peso, incluindo obesidade.
Por isso, a ULSBE aponta o combate à obesidade como uma das prioridades do Plano Local de Saúde, estando a preparar uma nova resposta nesse âmbito.
Em comunicado, a ULSBE constituiu a Equipa Multidisciplinar da Obesidade (EMO), que está a preparar uma resposta articulada à doença, envolvendo os cuidados de saúde primários, o hospital e os parceiros da comunidade.
A equipa integra profissionais de Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna, Pediatria, Cirurgia Geral, Nutrição, Enfermagem e Saúde Pública.
Nos dias 14 e 16 de outubro, promoveu a formação “Para além do peso: a nova abordagem clínica à obesidade”, dirigida a médicos e enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários da ULSBE.
Foto: ULSBE
A formação abordou a obesidade enquanto doença crónica e os seus determinantes, o estigma associado ao peso, os percursos de cuidados e os critérios de referenciação, bem como as opções de tratamento médico e cirúrgico.
O objetivo é preparar os profissionais para uma abordagem articulada, desde a identificação e avaliação da doença até ao tratamento e acompanhamento.
De acordo com a mesma a fonte, a EMO está também a concluir dois documentos que vão orientar esta resposta.
O Programa Local de Prevenção e Gestão da Obesidade (PLPGO) definirá a estratégia de prevenção e acompanhamento do excesso de peso, incluindo a obesidade, ao longo de todo o ciclo de vida, em articulação com os parceiros do território.
Foto: ULSBE
O segundo documento, o Percurso de Cuidados Integrados da Pessoa com Obesidade (PCIPO), organizará as etapas de identificação, avaliação, tratamento e acompanhamento, estabelecendo a articulação entre os cuidados de saúde primários e a futura Clínica Multidisciplinar da Obesidade.
“A obesidade é uma doença crónica com raízes no território. A resposta tem de ser de todo o território: centros de saúde, hospital, municípios, escolas e comunidade”, é a mensagem que orienta este trabalho.
O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a sentença cível de Barcelos que condenou o senhorio de uma loja de comércio a retalho a fazer obras no prédio de forma a evitar as infiltrações de água.
Os juízes determinaram, ainda, que o inquilino, a loja Bela Prenda, Lda, de Santo Tirso, passa a pagar apenas metade da renda, enquanto as obras não estiverem concluídas.
Na ação, o queixoso pedia que o dono do prédio, a firma Francisco Lopes da Silva Lda, da Apúlia, Esposende, procedesse, “de forma imediata, urgente e integral, à execução de todas as obras necessárias e tecnicamente qualificadas, designadamente ao nível do telhado e da cobertura do imóvel arrendado, bem como à eliminação de todas as infiltrações e patologias, por forma a repor as condições mínimas de segurança, salubridade, estabilidade estrutural e aptidão funcional do locado”.
Os factos provados indicam que Bela Prenda tem como objeto social o comércio a retalho de brinquedos, loiças, marroquinaria, vestuário, acessórios de vestuário, roupa interior, artigos para o lar, eletrodomésticos, bijuteria, artigos de decoração, malas, carteiras e artigos orientais.
Arrendado por 60 mil ao ano
Por contrato celebrado em 2023, a imobiliária declarou dar-lhe de arrendamento o espaço, pelo prazo de 10 anos e para fins exclusivamente comerciais, sito em Santo Tirso.
O arrendamento era feito mediante o pagamento anual de 60 mil euros no primeiro ano de vigência, de 63 mil, no segundo ano de vigência, de 66 mil, no terceiro ano, sendo tal montante atualizado por aplicação do coeficiente em vigor, a partir do quarto ano de vigência.
Então, o inquilino passou a ali explorar um estabelecimento comercial aberto ao público, com organização permanente de stock, mobiliário, equipamentos e trabalhadores.
Sucede que, concluiu o Tribunal “pelo menos desde novembro de 2025, o imóvel vem apresentando infiltrações de água, infiltrações essas que se manifestam principalmente em períodos de chuva, permitindo a entrada direta de água no interior das frações, afetando tetos, paredes, pavimentos, mercadorias e zonas de circulação”.
O que afeta a utilização do espaço, a segurança de pessoas e a atividade comercial.
O Município de Esposende e a Esposende Ambiente consignaram, esta quinta-feira, nos Paços do Concelho, a empreitada de reabilitação da rede de água e saneamento básico nas ruas de Pires e do Barrouco, em Forjães, num investimento de 583.000 euros.
A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara de Esposende, Carlos Silva, do presidente do Conselho de Administração da Esposende Ambiente, Manuel Miranda Losa, e do presidente da Junta de Freguesia de Forjães, Vitor Quintão.
A intervenção permitirá “aumentar a disponibilidade da rede de drenagem de águas residuais e melhorar as infraestruturas de abastecimento de água”.
Inclui ainda a requalificação da Rua do Barrouco, com o alargamento do arruamento, contribuindo para “melhores condições de circulação, maior segurança e valorização do espaço público”.
De acordo com a autarquia, com um prazo de execução de 360 dias, esta obra responde a necessidades “há muito identificadas nesta zona da freguesia, representando um avanço concreto na melhoria das infraestruturas básicas e das condições de vida da população”.
A Câmara quer garantir “gradualmente” uma cobertura cada vez mais abrangente, através de um trabalho “continuado de planeamento, execução e investimento, ajustado às necessidades identificadas em cada freguesia”.
“Apesar dos constrangimentos financeiros existentes, o Município mantém a aposta na concretização de investimentos essenciais, conciliando a melhoria dos serviços públicos com a valorização do território e a proteção ambiental”, nota.
A empreitada é promovida pelo agrupamento de entidades adjudicantes, constituído pelo Município de Esposende e pela Esposende Ambiente, sendo financiada a uma taxa de 68,59% no âmbito da candidatura ao programa Norte 2030, operação “Reabilitação da rede de água e ampliação do saneamento em Antas e Forjães – Esposende”. A intervenção enquadra-se também nos objetivos do Plano Estratégico para o Abastecimento de Água e Gestão de Águas Residuais e Pluviais 2030 (PENSAARP 2030).
Para o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos Silva, “este é um investimento importante para Forjães e para a qualidade de vida da população. Estamos a avançar com obras que respondem a necessidades concretas, melhoram as infraestruturas públicas e preparam o concelho para o futuro”.
O autarca sublinha ainda que “o trabalho de expansão da rede de saneamento vai continuar, de forma progressiva, nas diferentes freguesias, para que possamos chegar às zonas onde esta infraestrutura ainda faz falta”.
“É um trabalho que exige investimento, planeamento e persistência, mas que é essencial para garantir melhores condições de vida, proteger o ambiente e assegurar um desenvolvimento mais equilibrado do concelho”, conclui.
O Município de Esposende vai realizar, no dia 30 de outubro, pelas 10:00, uma hasta pública para alienação de quatro prédios, localizados nas freguesias de Antas e Gandra, foi hoje anunciado.
O ato público terá lugar no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio e decorrerá nos termos e condições definidos no aviso do procedimento (aqui).
Os imóveis ficam localizados nas freguesias de Antas e Gandra e têm preços base de licitação entre 210 mil e 487 mil euros.
Os quatro imóveis apresentam preços base de licitação que, no conjunto, totalizam 1,451 milhões de euros. Três situam-se na freguesia de Gandra e um na freguesia de Antas.
Em Antas, o Município pretende alienar um prédio urbano, localizado no Sítio de Fontelões, com uma área de 6.218 metros quadrados, sendo o preço base de licitação de 282.000 euros.
Na freguesia de Gandra estão disponíveis três imóveis: uma parcela de terreno para construção, na Avenida da Lagoa, com 2.480 m² e preço base de 472.000 euros; outra parcela para construção, na Avenida da Lagoa, com 1.100 m² e preço base de 210.000 euros; e um prédio urbano, no Lugar da Lagoa, com 2.560 m² e preço base de 487.000 euros.
A Câmara sublinha que os terrenos serão alienados “no estado em que se encontram e estão sujeitos aos Instrumentos de Gestão Territorial em vigor.” O Município esclarece que “não existe qualquer estudo ou processo urbanístico para os imóveis em causa”.
Documentação disponível ‘online’
Os interessados podem consultar o aviso e os documentos associados ao procedimento na página oficial do Município, na área de Atos Oficiais e Documentação – Editais.
Além das condições da hasta pública, estão disponíveis a deliberação da Assembleia Municipal, a designação dos membros da Comissão, as plantas de localização e do Plano Diretor Municipal (PDM), bem como as cadernetas prediais e as descrições prediais de cada imóvel.
Os pedidos de esclarecimento devem ser apresentados por escrito ao presidente da Comissão da hasta pública, através do endereço de correio eletrónico elsa.ramires@cm-esposende.pt, até cinco dias antes da realização do ato público.
O procedimento rege-se pela legislação aplicável, designadamente pela Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, na sua redação atual, e pela parte G do Código Regulamentar do Município de Esposende.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 50 anos suspeito de ameaçar de morte alguns familiares e de incendiar o veículo de um deles, em Esposende, por divergências relacionadas com partilhas, anunciou hoje aquela força.
Em comunicado, a PJ refere que o arguido, no dia 05 de agosto, deslocou-se à habitação de um familiar e, com recurso a isqueiro e material acelerante, ateou fogo ao veículo do mesmo, que se encontrava estacionado na via pública.
O incêndio consumiu o veículo na totalidade, “causando danos avultados, com risco de propagação das chamas à zona habitacional envolvente”.
“Os prejuízos verificados só não atingiram maiores proporções dada a imediata intervenção dos bombeiros que, entretanto, extinguiram as chamas, que lavravam com intensidade”, lê-se no comunicado.
Segundo a PJ, o arguido “atuou numa espiral de violência, havendo um histórico de ameaças de morte contra familiares, nomeadamente cunhado e duas irmãs”.
Após a prática dos factos, o suspeito colocou-se em fuga para parte incerta, tendo agora sido detido pela PJ.
Foi submetido a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicadas as medidas de coação de apresentações bissemanais às autoridades policiais, proibição de contactos com determinados familiares e proibição de frequentar determinadas zonas, próximas da residência destes.
Está indiciado por um crime de incêndio em veículo e dois crimes de ameaça.
“À chegada dos bombeiros, o automóvel encontrava-se já totalmente tomado pelas chamas”, disse, então, a O MINHO Miguel Guerra, chefe dos Bombeiros de Esposende e comandante das operações de socorro.
A GNR registou a ocorrência, mas a investigação passou para a PJ, que agora deteve o suspeito.
O litoral do Minho integra a EuroVelo 1, uma rota europeia de cicloturismo com cerca de 11 mil quilómetros que liga o Norte da Europa a Portugal. O percurso atravessa seis países e tem como objetivo promover o turismo de bicicleta, valorizar o património e dinamizar as economias locais.
Conhecida como Rota da Costa Atlântica, a EuroVelo 1 passa por Noruega, Reino Unido, Irlanda, França, Espanha e Portugal. No território português, o percurso estende-se de Vila Real de Santo António a Caminha, junto à fronteira com a Galiza, e está dividido em 18 etapas.
A rota integra o projeto AtlanticOnBike, que foi selecionado como finalista dos prémios RegioStars 2026, promovidos pela Comissão Europeia para distinguir iniciativas financiadas pela União Europeia com impacto no desenvolvimento regional. O projeto concorre na categoria “Uma Europa Conectada”.
Projeto quer dinamizar economias locais
O AtlanticOnBike reuniu parceiros de vários países com o objetivo de desenvolver a rota como destino internacional de cicloturismo, aproveitando os recursos naturais e culturais existentes ao longo da costa atlântica.
Entre os resultados do projeto estão a criação de uma metodologia para avaliar o impacto económico do cicloturismo, uma estratégia de marketing turístico transnacional e ferramentas comuns de promoção do percurso. Foram também desenvolvidos instrumentos para melhorar a sinalização e a qualidade da rota.
A iniciativa pretende ainda incentivar a criação de experiências turísticas que combinem a bicicleta com o património, a gastronomia, a cultura e a natureza, beneficiando os alojamentos, restaurantes, cafés e outros negócios situados nas proximidades do itinerário.
Em Portugal, a gestão e a promoção da Rota da Costa Atlântica envolvem o Turismo de Portugal, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta e outras entidades públicas e regionais, através de um protocolo de colaboração.
A EuroVelo é uma rede europeia de rotas de longa distância destinadas ao cicloturismo, coordenada pela Federação Europeia de Ciclistas. A rede abrange dezenas de milhares de quilómetros de percursos que atravessam vários países europeus.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registou, na tarde de terça-feira, um sismo em Esposende, com a magnitude de 1.5 na escala de Richter.
Segundo o IPMA, o micro abalo verificou-se pelas 16:00 (uma hora à frente do horário UTC), com uma profundidade de 22 quilómetros e epicentro localizado na zona sudoeste do concelho.
Não há registo, até ao momento, de que o sismo tenha sido sentido pela população.
Segundo a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
A Câmara de Esposende aprovou o projeto de execução para a construção de 10 moradias unifamiliares destinadas a arrendamento acessível na freguesia de Palmeira de Faro, num investimento estimado em 2,9 milhões de euros, foi hoje anunciado.
Em comunicado, o município refere que a intervenção constitui “mais um passo concreto” na estratégia para aumentar a oferta de habitação a preços compatíveis com os rendimentos das famílias.
As 10 habitações serão moradias de tipologia T3, “concebidas para responder às necessidades de agregados familiares e integradas numa área predominantemente residencial”.
“O projeto prevê uma solução arquitetónica contemporânea, mas enquadrada na envolvente urbana existente, procurando garantir qualidade, conforto e eficiência energética”, acrescenta o comunicado.
O projeto de execução agora aprovado inclui a operação de loteamento e a construção das habitações.
“Estamos a criar habitação nova, de qualidade e com condições para que famílias possam viver e construir o seu projeto de vida em Esposende. É este o caminho que queremos continuar a fazer: transformar a política de habitação em respostas concretas no terreno”, sublinha o presidente da Câmara de Esposende, Carlos Silva.
A requalificação do Forte S. João, em Esposende, já foi adjudicada à construtora bracarense Costeira – Engenharia pelo valor de 3,6 milhões de euros, acrescidos de IVA.
Segundo a informação publicada na terça-feira no portal Base.gov, e hoje consultada por O MINHO, a proposta da empresa de Braga levou a melhor sobre as de sete concorrentes: NVE Engenharias, Rui Vilaça Pinheiro, Augusto de Oliveira Ferreira & Ca. Lda, ABB, Construções Corte Recto, Vilaplano e Sá Machado.
Contudo, a autarquia ressalvava que a formalização da adjudicação encontrava-se sujeita às formalidades legais aplicáveis, designadamente à obtenção do respetivo visto do Tribunal de Contas.
Nas suas redes sociais, a construtora de Braga anunciava a sua nova empreitada com “enorme orgulho”.
“Erguido junto ao mar e profundamente ligado à identidade do território, este património será alvo de uma intervenção que alia rigor técnico, valorização patrimonial e uma nova visão de futuro”, destaca a empresa.
Recorde-se que o Município de Esposende aprovou, em abril deste ano, por unanimidade, a abertura, por 3,7 milhões de euros, do concurso público para a reabilitação do Forte de S. João Batista, votado ao abandono durante “largos anos”.
Imagem: CM Esposende
Na altura, a Câmara adiantou que o forte albergará um centro de divulgação científica e cultural subordinado à temática marítima subaquática e áreas expositivas dedicadas ao património natural, cultural e arqueológico subaquático, nomeadamente resultante do naufrágio de Belinho.
“Votado ao abandono durante largos anos, o Forte de S. João Baptista passou para a alçada do município de Esposende, por via de um protocolo de cedência pelo Estado, em 2018, que prevê a concessão por 50 anos, pelo valor de 204 mil euros”, acrescentava o comunicado enviado a O MINHO.
Imagem: CM Esposende
O Forte de S. João Batista localiza-se junto da Praia do Farol e é composto por uma parte de muralha, um edifício principal, quatro edifícios anexos e um farol.
Inserido num terreno com cerca de 1.510 metros quadrados, o edifício atual tem cerca de 1.300 metros quadrados de área de construção.
Com a obra agora adjudicada, o forte ganhará mais 755 metros quadrados.