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Vila do Bispo – Dez detidos por contrabando de circulação

29 August 2026 at 12:42

O Comando Territorial de Faro, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Portimão, na madrugada do dia 28 de agosto, deteve dez homens, com idades compreendidas entre os 19 e os 46 anos, por contrabando de circulação, no concelho de Vila do Bispo.

Na sequência da deteção de movimentações suspeitas, os militares da Guarda abordaram duas viaturas ligeiras de mercadorias, quando os suspeitos procediam à movimentação de combustível e de diverso material presumivelmente destinado ao abastecimento e apoio logístico de uma embarcação associada ao tráfico de estupefacientes.

No decorrer da ação foi apreendido o seguinte material:

  • Duas viaturas ligeiras de mercadorias;
  • 214 jerricans contendo combustível, com capacidade de 20 litros cada;
  • Dez bidões de óleo para motores de embarcações, com capacidade de cinco litros cada;
  • Uma câmara de videovigilância com painel solar;
  • Uma bomba de água;
  • Dois bidões contendo componentes destinados à manutenção de motores de embarcações;
  • Quatro sacos com géneros alimentares e bebidas.

A ação contou com o reforço do Destacamento de Intervenção (DI) de Faro e da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF).

Enchentes no Nepal e Tibete mostram que recuperação de desastres anteriores é crucial

29 August 2026 at 08:00

As inundações repentinas na fronteira entre Nepal e Tibete destruíram casas, estradas, pontes e projetos locais de geração de energia hidrelétrica. A inundação do rio Bhote Koshi está afetando 50 mil moradores. Mais de 500 pessoas morreram, e centenas estão desaparecidas, incluindo turistas estrangeiros.

Essa região do Himalaia ainda não havia se recuperado das inundações do rio Bhote Koshi em 2025, que mataram nove pessoas ao arrastar uma “ponte da amizade” que ligava o Nepal à China, interrompendo o comércio e o transporte por meses.

No Sri Lanka, as recentes inundações e deslizamentos de terra atingiram comunidades que ainda estavam se recuperando do ciclone Ditwah, que havia causado danos generalizados há nove meses. Com pouco tempo para se recuperar do ciclone, as comunidades ficaram sem proteção contra novas inundações. Mais de 15 mil pessoas foram diretamente afetadas e 6.800 pessoas foram deslocadas em agosto deste ano.

A gestão do risco de desastres geralmente considera a intensidade da próxima inundação, incêndio florestal, ciclone ou seca. Mas os exemplos do Nepal e do Sri Lanka mostram duas dimensões que costumam ser negligenciadas: quão rapidamente uma comunidade consegue se recuperar e se isso acontecerá antes da chegada do próximo desastre.

Raramente um desastre deixa um lugar exatamente como ele era antes. E quando um segundo desastre acontece, estradas e pontes ainda podem estar danificadas, enquanto famílias já podem ter gastado suas economias. Empresas ainda podem estar em dificuldades. Governos podem continuar financiando a reconstrução, enquanto hospitais e outros serviços públicos permanecem sob pressão.

Se outro evento extremo ocorrer antes que esses sistemas tenham se recuperado, ele não encontrará a mesma comunidade que existia antes do primeiro desastre. Encontrará um lugar com menor resiliência e infraestrutura enfraquecida.

Povoado no centro-norte do Nepal soterrado após inundações na fronteira com o Tibete

Uma maneira útil de compreender esse fenômeno é entender o chamado “intervalo de recuperação” (recovery gap, em inglês): a relação entre o tempo necessário para a recuperação antes de outro desastre capaz de causar danos.

Imagine duas comunidades que passam por inundações semelhantes. Em uma delas, o último grande desastre ocorreu há dez anos. As casas foram reconstruídas, a infraestrutura foi reparada e os recursos de emergência foram repostos.

Na outra, o desastre mais recente aconteceu há seis meses. As estradas continuam em reconstrução, as famílias ainda estão deslocadas ou endividadas, e as autoridades públicas continuam pagando pela reconstrução. A nova inundação pode ser fisicamente semelhante nos dois locais. Suas consequências, porém, podem não ser.

Uma recuperação incompleta pode aumentar substancialmente as perdas no longo prazo. Um estudo de 2025 sobre inundações recorrentes nas Filipinas constatou que as perdas causadas por estas tragédias aumentaram 40% entre 2000 e 2018 devido à recuperação incompleta.

Isso sugere que as perdas provocadas por desastres recorrentes nem sempre são simplesmente cumulativas. O primeiro desastre pode alterar as condições em que o segundo desastre ocorre, fazendo com que os efeitos das tragédias subsequentes sejam muito mais graves.

A recuperação tem tempos diferentes

A recuperação costuma ser descrita como algo binário, como se uma comunidade conseguisse ou não se reerguer. Na realidade, trata-se mais de uma escala gradual.

O fornecimento de eletricidade e água potável pode ser restabelecido em poucos dias. Mas uma estrada danificada pode levar meses para ser reparada. A reconstrução de moradias pode levar anos. Empresas podem reabrir, enquanto ainda carregam dívidas substanciais.

As finanças das famílias, os ecossistemas e o bem-estar psicológico podem se recuperar em escalas de tempo completamente diferentes.

Assim, um lugar pode parecer recuperado de acordo com um indicador, mas continuar altamente vulnerável de acordo com outro.

Foram necessários mais de dez anos para que Nova Orleans, nos Estados Unidos, conseguisse se recuperar significativamente após o furacão Katrina, em 2005. Embora as operações básicas de emergência e o restabelecimento de energia tenham levado de semanas a meses, a reconstrução completa dos bairros, a estabilização da população e grandes melhorias no sistema de proteção contra inundações se estenderam por 15 anos ou mais. E isso em um dos países mais ricos do mundo.

A recuperação também é desigual. Famílias de maior renda podem contar com seguros, poupança e acesso a crédito. Famílias mais pobres frequentemente têm menos recursos para reparar suas casas, substituir seus pertences ou absorver a perda de renda.

No caso do furacão Katrina, muitas famílias de baixa renda que tinham seguro contra furacões tiveram seus pedidos de indenização negados porque os danos foram considerados decorrentes das inundações provocadas pelo rompimento dos diques, e não do furacão. Portanto, não é apenas o intervalo entre os desastres que importa.

Essa questão ganha importância à medida que as mudanças climáticas alteram a frequência ou a intensidade dos eventos extremos. Se a reconstrução exige cinco anos, mas outro evento capaz de causar danos ocorre dois anos depois, o intervalo entre os desastres começa a competir com o tempo necessário para a recuperação. Isso deveria mudar a forma como administramos o risco de desastres.

Medir a recuperação, não apenas os danos

Em geral, os governos são bons em registrar as perdas imediatas: edifícios danificados, pessoas deslocadas, infraestrutura destruída e custos financeiros. Mas também precisam saber o que permanece sem reparos meses ou anos depois.

O monitoramento da recuperação deve incluir moradia, funcionamento da infraestrutura, atividade empresarial, situação financeira das famílias, serviços públicos e deslocamento. Não temos de perguntar apenas o quanto perdemos, mas também o quanto ainda estamos vulneráveis.

Os desastres não são ocorrências isoladas. Inundações, incêndios florestais, secas e tempestades são frequentemente avaliados de forma separada. Essas avaliações são essenciais, mas as comunidades vivenciam esses eventos com a mesma infraestrutura, economia e população.

A estrada danificada por um evento pode ser necessária para uma evacuação durante o próximo. Um sistema elétrico enfraquecido hoje pode estar abastecendo hospitais ou serviços de água amanhã. As avaliações de risco deveriam, portanto, considerar sequências plausíveis de eventos e as condições em que os sistemas críticos podem se encontrar quando outro desastre ocorrer.

Isso não significa prever a ordem exata dos futuros desastres. Significa abandonar a suposição de que cada novo desastre encontra um sistema plenamente recuperado.

A recuperação não deve ser vista apenas como a etapa final do desastre que acabou de acontecer. Ela também é uma preparação para o que vier. Restaurar a infraestrutura, apoiar as famílias e reabrir rapidamente os serviços essenciais pode reduzir a vulnerabilidade para o próximo evento.

Mas reconstruir os mesmos sistemas vulneráveis recria os mesmos riscos. A recuperação deve, portanto, combinar rapidez com adaptação: infraestrutura mais resistente, planejamento de emergência aprimorado e mais apoio a comunidades que, de outra forma, levariam mais tempo para se recuperar.

Ao perguntar “qual a gravidade do próximo desastre?”, também deveríamos perguntar “o quão recuperados estaremos quando ele chegar?”. Porque o próximo desastre não começa do zero. Ele herda o que o anterior deixou para trás.

Com auxílio-reclusão restrito, famílias de encarcerados gastam R$ 4 bi por ano em visitas

27 August 2026 at 08:00

“A gente levanta de madrugada. Chega cansada, enfrenta muita fila. A gente não tem dinheiro para comprar as roupas exigidas para entrar [na penitenciária], e a família que leva tudo para dentro, do chinelo até o necessário”. O relato é de uma mulher de 75 anos, mãe de um detento e uma das 2.706 pessoas entrevistadas pela Pastoral Carcerária Nacional, em todas as regiões do país, entre dezembro de 2025 a abril deste ano, para a construção da “Pesquisa Nacional sobre os Impactos do Cárcere nas Famílias”. 

Elaborado pela entidade, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e à Assessoria Popular Maria Felipa, o estudo mostra que as famílias de pessoas encarceradas chegam a gastar mais de R$ 1 mil mensalmente para garantir suas visitas ao sistema penitenciário. Os custos incluem transporte, alimentação, hospedagem, envio de mantimentos e compra de itens de higiene para os parentes.

Com o cálculo dos custos médios e do número estimado de visitantes, a pesquisa aponta um gasto anual superior a R$ 4,3 bilhões. Trata-se, segundo a Pastoral Carcerária, de uma “economia invisível do cárcere”, que revela como o encarceramento em massa pode ser “uma política de redistribuição regressiva de recursos, que transfere custos do Estado para famílias vulnerabilizadas e aprofunda desigualdades de raça, gênero, classe e território”.

Auxílio-Reclusão

Entre as políticas públicas que podem diminuir essa carga financeira das famílias está o auxílio-reclusão. Segundo dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, apontados no relatório da Pastoral, somente 2,47% dos familiares recebem o benefício. Previsto na Lei 8.213/1991, o direito é concedido aos familiares quando a pessoa sentenciada em regime fechado trabalhou com carteira assinada por pelo menos dois anos ou contribuiu com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) pelo mesmo período.

O benefício, porém, passou a ser vedado em alguns casos após a aprovação da chamada “Lei Antifacção” (Lei nº 15.358/2026), que instituiu em março deste ano o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. De acordo com o texto, “fica vedada a concessão do benefício de auxílio-reclusão, previsto no art. 80 da lei 8.213/1991, aos dependentes do segurado que estiver preso cautelarmente ou cumprindo pena privativa de liberdade em regime fechado ou semiaberto”, quando estes indivíduos pertencerem a organizações criminosas.

Por que isso importa?

  • O Brasil conta com a terceira maior população carcerária do mundo, mais de 964 mil pessoas encarceradas em 2025.
  • O número, apontado pelo Anuário da Segurança Pública representa um aumento de 6% na comparação com o ano anterior.

A matéria, inclusive, foi alvo de questionamentos em audiência pública realizada nesta semana, entre 24 e 25 de agosto, no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, mais de 40 autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil realizaram exposições sobre os impactos da lei no sistema prisional. A Corte analisa atualmente quatro ações questionando a constitucionalidade de trechos da Lei Antifacção, todas tendo o ministro Alexandre de Moraes como relator.

A coordenadora nacional da Pastoral Carcerária, Irmã Petra Silvia Pfaller, foi uma das presentes. De acordo com ela, extinguir o auxílio-reclusão pode “criminalizar a família, permitindo que mulheres, idosos e crianças sem relação com o delito permaneçam sem qualquer fonte de renda”.

“Deixar de receber um direito essencial para a sua sobrevivência, como o auxílio-reclusão, é condená-los de novo e de novo a condições de miséria, a longas viagens e horas de preparação”, disse Pfaller durante a audiência pública.

Na Câmara dos Deputados, o projeto que deu origem ao Marco Legal do Combate ao Crime Organizado foi relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), atual candidato ao Senado. Ele deixou o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo, no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em novembro de 2025 para retomar sua cadeira na Câmara e ser relator do projeto.

O deputado federal Guilherme Derrite retornou à Câmara em dezembro de 2025 para ser relator do PL Antifacção

Pesquisa detalha os custos das visitas

A pesquisa desenvolvida pela Pastoral apresenta o detalhamento dos gastos pelos familiares dos encarcerados no Brasil. Segundo o estudo, o custo médio de uma visita semanal é de R$ 189,89. Ao valor soma-se, também, ao gasto com um “kit médio” para a pessoa presa, de R$ 293,52, que contém geralmente itens de higiene pessoal, alimentos não perecíveis, peças íntimas e vestuário (a lista pode variar de acordo com o que é permitido pelo diretor de cada unidade prisional).

No total, considerando quatro visitas e um kit por mês, o encontro de cada família com a pessoa presa pode alcançar R$ 1.053,09. Quando as visitas acontecem duas vezes por mês, a estimativa chega a R$ 624,80 gastos mensalmente. Em instituições prisionais que permitem apenas uma visita mensal o valor gira em torno de R$ 464,45.

Com base no valor do salário mínimo de 2025, o desembolso mensal das visitas semanais representa aproximadamente 69,4% do recurso, enquanto as quinzenais correspondem a 41,2%. “Os dados tornam visível, portanto, uma espécie de segundo orçamento da execução penal: paralelamente ao gasto estatal formal, existe um orçamento familiar compulsório, fragmentado entre centenas de milhares de domicílios e ausente das contas públicas”, afirma o documento da Pastoral Carcerária Nacional.

Quem paga essa conta?

A pesquisa da Pastoral Carcerária revela ainda que quem paga a conta da visita a pessoa encarcerada tem gênero, cor e classe bem definidos. De acordo com o estudo, há uma “profunda feminização e racialização do trabalho de sustentação do cárcere”. Cerca de 94% dos respondentes da pesquisa são mulheres, 65,5% pessoas pretas e pardas e 32,6% têm idade entre 25 e 34 anos.

“Os resultados nacionais demonstram que o encarceramento não apenas seleciona, de forma desproporcional, pessoas negras e socialmente vulnerabilizadas para a privação de liberdade, mas também seleciona quem assumirá, cotidiana e silenciosamente, os custos materiais, emocionais e organizacionais da execução penal”, afirma o relatório.

Nesse quadro de predominância de mulheres majoritariamente negras, cerca 58,9% dos respondentes relataram ter sofrido violência ou constrangimento durante a visita. Mais de 60% afirmaram passar por humilhação e desrespeito verbal.

Outros 32,5% disseram ter sido submetidos à revista íntima, enquanto 39% passaram por revista vexatória. As práticas foram proibidas pelo STF em 2025. De acordo com o órgão, devem ser consideradas ilícitas provas possivelmente encontradas por meio de procedimentos que envolvam a retirada de roupas e a realização de exames que humilham a pessoa.

Prevenção sem repressão: Fóruns populares levam pauta de segurança pública a candidatos

26 August 2026 at 10:00

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.

A violência policial matou 18 pessoas por dia e mais de 40 mil foram vítimas de mortes violentas intencionais em 2025 no país, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. São dados que justificam a preocupação dos fóruns populares de segurança pública em apresentar, em um ano eleitoral, 27 pontos “inegociáves por uma Segurança Pública que Proteja a Vida”. 

 “A segurança no nosso país tem sido discutida e tem sido organizada só com a agenda da repressão qualificada. […] O que o Fórum Popular propõe é dar dois passos para trás e pensar numa segurança que seja sustentável a partir de uma política forte de prevenção à violência”, afirma Edna Jatobá, coordenadora executiva do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajob) e articuladora do Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste.

Reunião entre fóruns populares de segurança pública ocorreu em Fortaleza, em agosto

Nas reivindicações reunidas durante a 1ª Conferência Popular de Segurança Pública do Brasil (ConsepBR), realizada em Fortaleza (CE), saem pautas muito discutidas atualmente como aumento de penalidades, diminuição da maioridade penal, mudanças nos códigos penal e processual para entrar garantia de direitos, prevenção, educação, saúde, trabalho e renda, estratégias comunitárias de policiamento, mediação de conflitos e até segurança alimentar. No encontro, ocorrido entre 19 e 21 de agosto, estiveram presentes 300 representantes de fóruns populares e entidades que discutem o tema de 16 estados do Brasil.

Para Gerlane Simões, integrante do Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste e de Pernambuco, fazer a conferência antes das eleições foi importante para “a gente levar para o debate [sobre segurança pública] e colocar o dedo na ferida [dos candidatos e políticos]”. O objetivo agora é apresentar as ideias aos candidatos à Presidência da República e também ao máximo de candidatos aos governos dos estados.

A gente fez uma discussão enorme, várias reuniões, por conta desse timing [das eleições]. A segurança pública é a pauta que está na agenda do dia da extrema direita e a gente faz a disputa dessa narrativa. A ideia é encaminhar para todos os candidatos que a gente conseguir alcançar”, explica Simões.

Prevenção

Jatobá afirma que os pontos formulados mudam a forma como a segurança pública vem sendo discutida. Em vez de tratar sobre a punição aos crimes, abrangem a prevenção da criminalidade. Para ela, a primeira medida necessária é mudar a forma de investir na segurança pública.

“Primeiro é o investimento, a reorientação do investimento para programas de prevenção. Segundo, é entender a segurança como uma política que se vê realizada também em outros direitos, como acesso à moradia, acesso à cidade, acesso à cultura, esporte, lazer, entretenimento, educação, saúde”, afirma.

Para Simões, há uma diferença entre investimento na segurança pública e investimento em armamentos, que recebe investimentos bilionários com a crença de amenizar a violência nos estados. “Segurança pública para a gente não é um investimento bilionário. Por exemplo, aqui em Pernambuco, que se investiu mais de 4,5 bilhões em 2025, investiu-se em mais armamento e mais policiamento, e a violência só aumentou”, afirma.

A coordenadora do Gajob pondera que não se trata de dizer com isso “que não vai ter mais polícia, que não vai ter repressão, que não vai ter prisão. A gente está dizendo que esse caminho já foi percorrido e poucos resultados foram alcançados. O caminho da prevenção foi pouco percorrido e tem condições de dar base a uma mudança social”.

Garantia de direitos

“Segurança pública é garantia de direitos. É um conjunto de políticas públicas que estejam funcionando”, explica Gerlane Simões. Ela conta que em Pernambuco ocorreu uma pré-conferência com crianças e adolescentes. Nela, as crianças diziam que só queriam brincar. “Se isso não está na pauta do que é segurança pública então deveria ser outra coisa, né?” indaga Simões. Para ela, direito ao lazer, à saúde, ao trabalho e à renda, são pautas que devem ser abordadas sempre que o tema for a segurança pública.

“Se a gente tem investimento em prevenção, uma política de segurança articulada com outros direitos sociais, refletida num padrão de formação das forças de segurança, observando a diversidade da nossa população, orientando as forças de segurança para protocolos antimachistas, antirracistas, com respeito a todo credo e religião e à diversidade, a gente pode aí trilhar um caminho diferente”, completa Jatobá.

Guerra às drogas

A carta política dos fóruns populares também traz alternativas à chamada guerra às drogas, que segundo Jatobá “não é uma guerra contra a substância, ela é uma guerra contra as pessoas pobres que consomem drogas”.

Entre as soluções apresentadas está observar a questão das drogas “como um problema estruturalmente de saúde, um problema social”. A dirigente do Gajob ainda afirma que “não se faz guerra às drogas a quem está traficando no alto escalão, [de] colarinho branco”.

“Se tiver que fazer algum enfrentamento com relação ao tráfico de drogas, que comece com o sufocamento das grandes facções, dos grupos criminosos armados, por agir com inteligência e desmantelar esses grupos, tirar essas armas de circulação, sufocar financeiramente como algumas operações realizadas pela Polícia Federal, articulada com polícias estaduais”, aponta Jatobá.

Ela ainda lembra que mesmo nos bairros nobres, a “guerra às drogas” vai vitimar “o menino pobre, preto, morador de periferia, que faz uso de pequena quantidade de droga. Ou [que a droga] serve como trabalho, que é um dos piores trabalhos infantis e dos mais perigosos que existem”.

“A gente entende que uma política de segurança pública deve acabar com esse termo da guerra às drogas, que tem sido um pretexto para praticar o genocídio, o genocídio contra a juventude de pobre, negra e periférica”, finaliza.

Desinformação é intencional

Gerlane Simões acredita que a população brasileira não só está mal informada sobre o que devidamente é a segurança pública, como existe uma intenção em deixá-la desinformada. “A sociedade [brasileira] foi construída a partir de uma colonização, que ainda está em curso, e vai se reformulando. Então, a sociedade está bem formada nesse sentido do que é a segurança pública”.

Já a coordenadora do Gajob entende que há uma grande onda de notícias falsas no campo da segurança pública, “Há uma tentativa de tratar o tema da segurança como palanque eleitoral, prometendo que vai se resolver tudo com polícia, com morte e com prisão, mas sem apresentar alternativas estruturais para resolver o problema”, completa. O resultado da desinformação, para Edna Jatobá, é uma população “que está refém do medo e o medo tem sido um impulsionador para esses projetos fundamentalistas de tratar a segurança como morte”.

“A gente tem uma população que está buscando se informar, mas que ainda precisamos agir sobre esse grande mercado de notícias falsas, de propostas sem futuro e sem fundamento, sem nenhum respaldo de estudo ou de dados, para que as políticas deem certo”, conclui Jatobá.

Veja aqui todos os 27 Pontos Inegáveis para a Segurança Pública que Proteja a Vida.

Meta usa influenciadores para direcionar debate sobre proteção a crianças nas redes

25 August 2026 at 19:50

Uma investigação do Projeto de Transparência em Tecnologia (Tech Transparency Project, TTP, em inglês), centro de informação e pesquisa da organização sem fins lucrativos Campaign for Accountability (CfA), revela como a Meta vem mobilizando influenciadores, grupos de pais, organizações da sociedade civil e especialistas para promover seus próprios mecanismos de proteção infantil e influenciar o debate sobre novas leis de segurança digital em diferentes países, inclusive no Brasil.

Segundo o TTP, a estratégia combina eventos patrocinados, pesquisas de opinião encomendadas pela própria Meta e parcerias pagas com influenciadores e organizações que passam a divulgar mensagens favoráveis às soluções da empresa. O relatório chama atenção para o risco de que essa atuação transfira o debate sobre políticas públicas para campanhas de comunicação conduzidas pela própria plataforma.

O levantamento identificou iniciativas semelhantes na Austrália, Nova Zelândia, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Japão, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Canadá, França e Espanha. Em comum, está a tentativa da empresa de promover ferramentas como o recurso Contas de Adolescente Instagram e os controles parentais como alternativas à adoção de medidas regulatórias mais restritivas, especialmente limites de idade para acesso às redes sociais.

O caso brasileiro

O Brasil é um dos maiores mercados do Instagram e, desde março de 2026, está sob as novas regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que estabelece obrigações para plataformas digitais relacionadas à proteção de crianças e adolescentes, incluindo mecanismos de aferição de idade, supervisão parental e prevenção de riscos.

De acordo com o TTP, a empresa realizou um evento em junho deste ano semelhante aos chamados Acampamentos de Segurança do Instagram (Instagram Safety Camps em inglês), voltado à promoção das ferramentas de segurança do Instagram, que aqui no Brasil ganhou o nome de “Em Modo Seguro”. O evento contou com a participação do humorista Fábio Porchat e de influenciadores, incluindo Talitah Sampaio. A organização também denuncia uma série de publicações patrocinadas de influenciadores brasileiros promovendo as Contas de Adolescente. Entre os nomes citados estão Fernanda Fabris, Douglas Silva e o casal Maju Mendonça e Arthur Luis Cardoso.

A reportagem tentou contato com todos os influenciadores brasileiros mencionados na investigação para saber os seus posicionamentos sobre as ações da Meta, mas não recebemos retorno até o momento da publicação. O espaço segue aberto para respostas.

  • Publicação de Talitah Sampaio no Instagram sobre o evento da campanha “Em Modo Seguro”, promovido pela Meta, ao lado do apresentador Fábio Porchat
    Publicação de Talitah Sampaio no Instagram sobre o evento da campanha “Em Modo Seguro”, promovido pela Meta, ao lado do apresentador Fábio Porchat
  • Publicação do perfil Mãe Por Amor no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
    Publicação do perfil Mãe Por Amor no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
  • Publicação de Douglas Silva no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
    Publicação de Douglas Silva no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
  • Publicação de Maju Mendonça no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
    Publicação de Maju Mendonça no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta

Um dos pontos destacados pelo levantamento é a repetição da mesma mensagem utilizada pela Meta em outros mercados: a ideia de que ferramentas de supervisão parental e contas específicas para adolescentes seriam uma alternativa mais adequada do que restrições amplas de acesso às redes sociais.

O ECA Digital entrou em vigor em março deste ano, com novas responsabilidades para as plataformas, enquanto parlamentares continuam discutindo propostas que podem ampliar as restrições de acesso de crianças e adolescentes às redes sociais, como o Projeto de Lei 94/26 na Câmara dos Deputados, que debate sobre a proibição do acesso de menores de 16 anos a redes sociais. 

A estratégia da Meta não começou agora

A atuação identificada pelo TTP também se insere em um movimento mais amplo de profissionalização do lobby das Big Techs no Brasil. Uma investigação da Agência Pública e do Centro Latino-americano de Investigação Jornalística (CLIP), parte do projeto A Mão Invisível das Big Techs, mapeou 74 profissionais de 16 grandes plataformas que atuam diretamente nas articulações das empresas com os poderes Executivo e Legislativo. Dois em cada três desses profissionais tinham passado anteriormente por órgãos públicos, como ministérios, casas legislativas, Presidência da República ou agências reguladoras, prática conhecida como porta giratória.

A Meta aparece como a empresa com o maior contingente identificado: com 19 profissionais em posições de políticas públicas ou relações governamentais, ela fica à frente do Google, se considerados também os profissionais ligados ao YouTube. A reportagem aponta ainda que Meta e Google tiveram atuação particularmente agressiva contra o PL das Fake News entre 2022 e 2024, com anúncios em jornais, aeroportos e outras ações públicas para pressionar contra o projeto.

Um modus operandi global de lobby

Para André Fernandes, diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), a estratégia identificada pelo TTP é parte de um modus operandi global das Big Techs. Segundo ele, o uso de influenciadores não é um recurso secundário, mas uma ferramenta já incorporada às estratégias de lobby das grandes empresas de tecnologia: “Os próprios influencers são mapeados como um recurso lobístico a ser utilizado por essas empresas”, afirma.

Fernandes diferencia ainda lobby de advocacy. Enquanto o lobby corresponde à defesa de interesses privados perante tomadores de decisão, o advocacy estaria relacionado à apresentação de informações e evidências para a construção de políticas públicas voltadas à proteção de direitos. 

No caso analisado pelo TTP, porém, ele identifica uma atuação que vai além da interlocução direta com autoridades. “A intenção realmente é uma mobilização pública orquestrada para a defesa da solução que a empresa entende”, afirma.

Para o diretor do IP.rec, essa estratégia ganha ainda mais relevância no Brasil porque o lobby não possui regulamentação capaz de estabelecer, de forma ampla, mecanismos de transparência e controle sobre essas relações. Segundo ele, a ausência de registros sobre reuniões, temas discutidos e atores envolvidos dificulta o escrutínio público das estratégias de influência.

Ele também chama atenção para práticas como eventos patrocinados e reuniões fechadas. Na avaliação de Fernandes, esse tipo de atuação pode produzir “uma falsa percepção da realidade”, especialmente quando estudos produzidos pelas próprias empresas são utilizados para sustentar suas posições.

Para Maria Mello, gerente de Digital do Instituto Alana, as ferramentas anunciadas pela Meta podem representar algum avanço, mas não enfrentam, por si só, problemas estruturais do funcionamento das plataformas. 

O recurso Contas de Adolescentes concentra-se principalmente na restrição de interações, com configurações privadas por padrão, filtros de mensagens e redução do contato com pessoas desconhecidas. O problema é que ainda faltam informações que permitam verificar como a empresa efetivamente modera os conteúdos destinados a esse público: “Precisamos ter acesso aos relatórios de risco”, afirma Mello, defendendo mais transparência sobre a atuação das plataformas e sobre a moderação de conteúdo.

Ela também chama a atenção para uma questão central do ECA Digital: a necessidade de enfrentar mecanismos de design que estimulam o uso prolongado das plataformas. Notificações excessivas, reprodução automática de conteúdos e recompensas relacionadas ao tempo de uso são previstos na regulamentação como exemplos de práticas que podem incentivar um uso excessivo, problemático ou compulsivo.

“Essa é uma ação que isoladamente, sem adoção de mudanças relacionadas ao design, não funciona”, avalia. Para Mello, existe ainda um risco importante na forma como a Meta vem promovendo suas ferramentas: o deslocamento da responsabilidade das plataformas para famílias e adolescentes.

Ao divulgar controles parentais e recursos de segurança por meio de influenciadores, especialistas e campanhas voltadas às famílias, a empresa pode fazer com que a discussão deixe de ser sobre a responsabilidade estrutural das plataformas e passe a ser sobre como pais e adolescentes utilizam esses serviços, critica. “A supervisão parental é parte da política de proteção online à criança e adolescente”, afirma Mello. Mas, segundo ela, “sozinha, ela não vai substituir a responsabilidade das plataformas de construir ambientes seguros e transparentes.

Restrição de idade e o limite da autorregulação

A discussão também envolve uma questão central para o avanço de leis de proteção infantil: até que ponto cabe às próprias plataformas estabelecer os limites de segurança de seus produtos. Para André Fernandes, a sucessão de controvérsias envolvendo as Big Techs enfraqueceu a possibilidade de confiar exclusivamente na autorregulação. Ele resume a questão a partir de uma formulação do filósofo da tecnologia Luciano Floridi: “o tempo da autorregulação acabou.”

Na avaliação de Fernandes, diante de sucessivos episódios de desrespeito a direitos e de estratégias de influência das empresas, medidas como restrição de acesso e verificação etária passam a ser necessárias. “Me parece que é preciso, sim, uma medida mais enérgica da sociedade”, afirma.

Publicidade nas escolas e a disputa pelo discurso

Maria Mello chama atenção ainda para outro episódio relacionado à estratégia de comunicação da Meta no Brasil. Ela menciona como exemplo as recentes denúncias da organização Ctrl Z sobre a promoção de publicidade das Contas de Adolescentes do Instagram na porta de escolas em São Paulo, em uma ação de comunicação mercadológica diretamente direcionada a crianças e adolescentes. Para o Instituto Alana, a prática configura publicidade abusiva e ilegal no país.

A partir disso, Mello questiona o volume de recursos empregados pela empresa na promoção das Contas de Adolescentes. “Eu fico me perguntando se o volume de investimento que a empresa faz para a divulgação dessas contas […] não valeria a pena se usado justamente para fazer as mudanças previstas no ECA Digital”, afirma.

A observação coloca em perspectiva a estratégia global descrita pelo TTP: não se trata apenas de a Meta desenvolver ferramentas de proteção, mas também de como a empresa escolhe comunicar essas ferramentas e ocupar o debate público sobre segurança infantil.

Procurada para comentar a estratégia apontada pelo levantamento, a Meta defendeu as parcerias com pais e criadores de conteúdo como parte de uma atuação de longo prazo para ampliar a conscientização sobre ferramentas de segurança: 

“Trabalhamos com pais e criadores de conteúdo há muitos anos para difundir as ferramentas que ajudam a manter os adolescentes seguros online. Firmar parcerias com criadores de conteúdo para aumentar a conscientização sobre recursos de segurança é uma prática comum em todo o setor, e é uma das formas mais eficazes de garantir que os pais conheçam as proteções disponíveis para eles e suas famílias. Temos orgulho desse trabalho e continuaremos a atuar em conjunto com pais e especialistas nessa área”.

Em 2019, Mark Zuckerberg afirmou que, em sua própria casa, não queria que seus filhos passassem muito tempo diante de uma televisão ou de um computador. “De modo geral, não quero que meus filhos fiquem sentados diante de uma televisão ou de um computador por muito tempo”, disse o CEO da Meta.

Para Mello, a discussão deveria estar centrada em saber se as plataformas são seguras “by design”, ou seja, se seus próprios sistemas, funcionalidades e arquiteturas são construídos para proteger direitos de crianças e adolescentes, e não apenas se famílias e usuários estão utilizando corretamente as ferramentas disponíveis.

Diante do poder econômico e político das Big Techs, André Fernandes aponta ser necessário garantir que a construção e a implementação das regras ocorram em ambientes transparentes e plurais, nos quais o setor privado não seja o único ator capaz de definir os termos do debate.

Ainda sobre a inflação de alimentos no Brasil

25 August 2026 at 16:00

Começo a coluna aproveitando o gancho do meu colega Gustavo Faleiros, que gentilmente me trouxe para conversa ao falar sobre a inflação de alimentos, em sua coluna da semana passada. (Para quem ainda não leu, Gustavo traz uma excelente explicação sobre o impacto das mudanças climáticas no preço dos alimentos.) 

Trago aqui mais algumas camadas desse problema tão complexo, me baseando no relatório “A Inflação de Alimentos No Brasil: Um Fenômeno Estrutural, Específico E Sistêmico”, do economista Valter Palmieri Junior., e nas formulações dos que são, indiscutivelmente, os maiores especialistas no assunto: o Instituto Fome Zero (IFZ).

Como bem colocado pelo Gustavo, a inflação de alimentos se tornou uma preocupação em vários países, especialmente a partir da pandemia do COVID-19. Mas, aqui no Brasil, o fenômeno propriamente dito é mais antigo, e já é percebido há duas décadas. 

A inflação de alimentos acontece quando os preços de alimentos e bebidas crescem mais do que a inflação como um todo. Ou seja, quando o Índice de Preços de Alimentos e Bebidas (IPAB) cresce mais do que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) –pelo qual normalmente medimos a inflação no Brasil. 

E isso acontece praticamente todo ano desde 2007. De lá para cá, o preço dos alimentos subiu 1,6 vez mais do que o restante dos preços. Por isso, especialistas vêm alertando para o problema da inflação dos alimentos há bastante tempo. 

Mas, desde a pandemia, uma coisa mudou: o grupo que puxava o crescimento do IPAB até então era, sobretudo, o da alimentação fora do domicílio. Ou seja, preços de comida em bares, lanchonetes e restaurantes. Desde 2020 é o grupo de alimentos consumidos no domicílio quem cresce mais, acumulando uma alta de 65% em apenas seis anos! 

Essa mudança tem efeitos perversos. A despesa com alimentação é incontornável: todos precisam comer. É claro que existem diferenças na alimentação de pessoas com mais e menos dinheiro, mas, no limite, todos gastam com isso. É uma conta que pesa mais para quem ganha menos e precisa destinar uma parcela maior de seu orçamento para a comida. 

Dados do IBGE mostram que a alimentação representava, em 2018, 23,8% dos gastos das famílias que ganhavam até dois salários-mínimos. Já para as que ganhavam mais de 25 salários-mínimos, era apenas 11,5%. Com a escalada dos preços desde então, é bem provável que essa proporção tenha subido, com ainda mais intensidade para os mais pobres. 

Comer fora muitas vezes é um luxo, a base da alimentação da maioria dos brasileiros é de refeições preparadas em casa. Essa opção segue sendo a mais barata, mas seu custo vem crescendo com maior rapidez. 

Aqui, vale destacar: são os alimentos in natura e minimamente processados – aqueles colhidos diretos do pé ou compostos de poucos ingredientes – que recebem a maior alta de preços, o que também é grave do ponto de vista nutricional. 

O preço das frutas cresceu 2,8 vezes mais do que a inflação geral nos últimos vinte anos, e o dos legumes, 1,9 vez mais. 

Em resumo, o biscoito recheado é mais barato que a maçã. Assim, quem tem menos renda também está perdendo, aos poucos, o direito a uma alimentação saudável. 

No relatório, Palmieri Junior. destaca cinco principais fatores que explicam a inflação de alimentos. Um deles, o Gustavo trouxe: as mudanças climáticas. 

Escolho focar em outro: nosso modelo agroexportador. Em especial porque, curiosamente, defensores históricos do agronegócio decidiram ligar, neste período eleitoral, para o custo de vida dos brasileiros. 

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mencionou, em seu discurso de lançamento da campanha, a preocupação das famílias brasileiras com os preços nas prateleiras.

Nikolas Ferreira (PL-MG) lançou um vídeo em que faz compras no mercado e, com preços mentirosamente inflacionados, reclama do custo das coisas. 

No vídeo, o Nikolas acompanha uma mulher fazendo uma compra de cinco alimentos (café, ovo, feijão, leite e picanha), que soma R$255,96. Porém, o jornalista Guga Noblat foi a um supermercado de Brasília (DF) e comprou as mesmas coisas, a fim de fazer uma checagem de preços, e chegou a uma conta de R$137,36 – 86% a menos.

Acontece que é incoerente defender a expansão desenfreada do agronegócio e depois reclamar de uma de suas consequências mais imediatas, como fazem ambos os candidatos mencionados e muitos outros. 

Explico. 

A guinada agro do Brasil levou à redução expressiva dos hectares destinados ao cultivo de alimentos básicos, que foram perdendo espaço, principalmente, para a soja, o milho e a cana de açúcar, mais vendidos no mercado externo, como mostra o gráfica abaixo. 

Infográfico sobre a inflação de alimentos no Brasil
Fonte: Palmieri Junior (2026). A inflação de alimentos no Brasil: um fenômeno estrutural, específico e sistêmico

Isso mudou bastante a dinâmica e os custos de produção agrícola no Brasil, mesmo para alimentos que são mais consumidos internamente do que exportados. O feijão, por exemplo. 

Como explica Palmieri Junior, ao privilegiar as culturas de exportação, recursos fundamentais, como terras, crédito e incentivos fiscais são deslocados para esses cultivos, o que acaba esvaziando a produção dos demais alimentos, que se tornam menos atrativos. 

Também o preço da terra sobe, porque a agricultura se torna uma zona de investimento lucrativo, o que também encarece os alimentos à mesa. 

Ainda que esse deslocamento produtivo não signifique uma escassez literal da comida no supermercado, certamente influencia sua dinâmica de preços, tanto pela falta de incentivos quanto pela redução da oferta.

O modelo agroexportador que prioriza o cultivo de commodities ao de alimentos não é o único fator para a elevação do preço da comida. Mas é um bem importante. 

E em um mundo de instabilidades internacionais, guerra e mudanças climáticas, é um dos poucos sobre os quais a política interna ainda consegue decidir. 

Talvez não possamos controlar totalmente o preço dos combustíveis e fertilizantes ou o tamanho do El-Niño – mesmo que a ação humana contribua para todos esses fatores.  

Mas a forma como produzimos comida ainda é uma escolha política nossa. 

Direcionar incentivos produtivos para alimentos –  como feijão, arroz, mandioca e batata – em vez de commodities, como a soja, retomar os estoques reguladores da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) e investir na logística de transporte e armazenagem para o mercado interno são políticas públicas importantes, eficazes e, sobretudo, muito possíveis. Mas requerem vontade política. 

Por isso, fica o apelo para que a soberania alimentar seja uma bandeira – atenta, e não demagógica – também nestas eleições. 

Trabalha no turismo e vive do verão? Como conseguir crédito com rendimento sazonal

24 August 2026 at 18:50

O mercado de trabalho algarvio vive em dois ciclos extremos: na preparação da última época alta, o desemprego na região caiu 23,3% num único mês (menos 3.971 inscritos), depois de ter disparado na ordem dos 60% nos meses de inverno, segundo a análise da Randstad com dados do INE, IEFP e Segurança Social. O turismo assegura 74.300 postos de trabalho no Algarve, quase 17% do emprego total da região, entre restauração, hotelaria e atividades ligadas à época. Para dezenas de milhares de pessoas, isto significa uma realidade que os manuais de finanças pessoais ignoram: o rendimento não é igual todos os meses e há meses em que pode nem existir.

É com essa realidade que os bancos são confrontados quando um trabalhador sazonal pede um crédito. E a resposta curta à pergunta que muitos fazem: “será que sequer consigo?”, é sim. Rendimento sazonal não é impedimento para obter crédito. No entanto, a forma de o provar, os documentos que se juntam e até o mês do ano em que o pedido é feito mudam substancialmente as probabilidades e as condições. Este guia responde às perguntas mais comuns.

Como é que os bancos olham para um rendimento que varia?

Pela média e pela consistência; não pelo mês bom. Na avaliação de um pedido de crédito, as instituições analisam tipicamente o rendimento médio dos últimos 12 meses (ou mais), a declaração de IRS e os movimentos bancários, procurando responder a uma pergunta simples: este rendimento, visto ao ano, suporta a prestação com folga? Um recibo de agosto de 1.800€ vale menos do que parece se novembro e dezembro estiverem a zeros; inversamente, três ou quatro épocas consecutivas no mesmo setor, ainda que com contratos a termo, desenham um padrão de fiabilidade que os bancos sabem ler.

O tipo de vínculo pesa: um contrato sem termo é o cenário mais confortável, mas contratos a termo renovados com historial, trabalho a recibos verdes com atividade aberta há mais de dois anos e declarações de IRS consistentes são perfis financiáveis todos os dias. O que as instituições penalizam não é a sazonalidade em si: é a imprevisibilidade sem historial que a comprove. E porque os critérios variam de banco para banco (o que um recusa, outro aceita e é nos perfis menos convencionais que essa variação é maior), a comparação junto de várias instituições, feita diretamente ou através de um intermediário de crédito como a e-loan, vale nos perfis sazonais ainda mais do que nos restantes.

O mês em que pede importa?

Mais do que se imagina. Um pedido feito em outubro ou novembro, com a época alta acabada de documentar, recibos dos meses fortes, extratos com saldos saudáveis, eventualmente o IRS do ano anterior já entregue, apresenta o requerente no seu melhor momento comprovável. O mesmo pedido em março, depois de um inverno de rendimento mínimo e com a conta a refletir a época baixa, conta uma história diferente ao mesmo banco.

Não é por acaso: quem trabalha no turismo e pode escolher o momento do pedido tem no calendário uma vantagem gratuita; quem não pode (porque a necessidade não escolhe o mês) compensa com documentação mais completa.

Que documentos fortalecem o pedido?

A regra de ouro do rendimento irregular: quanto mais história documentada, menor a perceção de risco. O dossier forte inclui as declarações de IRS dos últimos dois anos (a prova de que o rendimento anual se repete), extratos bancários de 6 a 12 meses (mostrando o ciclo completo, não só o verão), o contrato de trabalho ou os recibos verdes, e uma declaração da entidade patronal a confirmar a recorrência do vínculo, nos casos de quem regressa todos os anos ao mesmo empregador.

Montar este processo e apresentá-lo a várias instituições é, de resto, o trabalho de um intermediário de crédito: a figura, registada e supervisionada pelo Banco de Portugal, que faz a ponte entre o consumidor e os bancos. Com um pedido de crédito pessoal através da e-loan, o mesmo dossier é apresentado a várias instituições em simultâneo e as propostas chegam comparadas, com a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) e o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) de cada uma lado a lado, relevante para qualquer consumidor, mas especialmente para perfis sazonais, em que as condições oferecidas variam mais de banco para banco do que nos perfis de rendimento fixo.

Como se calcula a taxa de esforço quando o rendimento não é igual todos os meses?

Sobre a média anual, nunca sobre o mês bom. A taxa de esforço (a percentagem do rendimento consumida por prestações de crédito, com a referência prudencial nos 35%) só é honesta, num perfil sazonal, se for calculada sobre o rendimento total do ano a dividir por doze. Uma prestação de 300€ pode parecer confortável em agosto e tornar-se impossível em janeiro; a conta pela média anual revela desde o início se ela cabe no ano inteiro.

E há uma segunda regra que os perfis sazonais conhecem melhor do que ninguém: a prestação deve deixar espaço para a almofada de inverno. Se o rendimento de verão tem de financiar os meses baixos, a margem depois da prestação não é conforto, é a condição de sobrevivência do orçamento.

E se os créditos existentes já pesam demasiado na época baixa?

É o cenário clássico da região: prestações assumidas com o otimismo de julho que se tornam sufocantes em fevereiro: várias pequenas, com seguros e comissões duplicados, ou saldos de cartão que rolam ao pagamento mínimo durante o inverno (a modalidade mais cara do mercado, com TAEG máxima legal de 18,5% no trimestre atual). Para estes casos, a consolidação de créditos: juntar tudo numa única prestação, dimensionada para caber na média anual e não no mês de agosto, pode devolver o controlo do orçamento. A e-loan, enquanto intermediária vinculada, compara este tipo de solução junto de várias instituições financeiras, com a análise a considerar o perfil sazonal do rendimento; a comparação deve incluir sempre o MTIC, porque prestação mais baixa com prazo mais longo pode significar custo total maior.

Quando adiar o pedido é a melhor decisão

A honestidade que falta a muitos guias: há momentos em que o melhor crédito é o que não se contrata. Quem está na primeira época no setor, sem historial que comprove a recorrência do rendimento, obterá condições piores do que obterá daqui a um ano, se o pedido puder esperar pela segunda época documentada, deve esperar. Quem teve incumprimentos recentes deve regularizá-los e deixar o registo sarar antes de qualquer pedido. E quem faz as contas pela média anual e chega a uma taxa de esforço no limite não deve contar com o verão seguinte para desempatar, no Algarve, toda a gente conhece alguém a quem uma época má trocou as contas.

Rendimento sazonal exige mais planeamento do que rendimento fixo, mas quem domina o seu ciclo, documenta o seu historial e escolhe o momento certo chega à mesa de negociação em igualdade de circunstâncias. E no Algarve, dominar o ciclo é uma competência regional.

Perguntas frequentes (FAQ)

Consigo obter crédito com um contrato de trabalho sazonal?

Sim. As instituições avaliam sobretudo a média e a consistência do rendimento anual, declarações de IRS, extratos de 6 a 12 meses e historial de épocas consecutivas e não apenas o tipo de contrato. Contratos a termo renovados com historial comprovado são perfis financiáveis; o que penaliza é a ausência de histórico, não a sazonalidade em si.

Trabalho a recibos verdes só no verão. Que documentos preciso?

As declarações de IRS dos últimos dois anos, os recibos emitidos, extratos bancários que mostrem o ciclo anual completo e, idealmente, prova de recorrência (o mesmo cliente ou empregador em épocas consecutivas). Atividade aberta há mais de dois anos com rendimento anual consistente é o perfil que as instituições procuram.

Qual é a melhor altura do ano para pedir crédito com rendimento sazonal?

O outono, imediatamente após a época alta: os recibos dos meses fortes estão frescos, os extratos refletem os melhores saldos do ano e o rendimento da época é comprovável. Um pedido idêntico feito no fim do inverno apresenta o mesmo perfil no seu momento mais fraco.

Posso consolidar créditos tendo rendimento sazonal?

Sim, e é uma solução frequente na região: juntar prestações dispersas numa única, dimensionada para a média anual do rendimento (e não para os meses altos), pode aliviar precisamente os meses de inverno. A comparação deve ser feita com a TAEG e o MTIC de cada proposta, porque o alargamento do prazo pode aumentar o custo total.

Quanto custa recorrer a um intermediário de crédito?

Nada, no modelo de intermediação vinculada: a remuneração é paga pelas instituições financeiras. É o caso da e-loan, intermediário de crédito vinculado registado no Banco de Portugal com o n.º 0001398, que apresenta cada processo a várias instituições em simultâneo e devolve as propostas comparadas, o registo de qualquer intermediário pode ser confirmado na lista pública do Portal do Cliente Bancário.

GNR Setúbal | Alcochete – Apreensão de cerca de 4 200 litros de combustível

22 August 2026 at 10:49
📷GNR

O Comando Territorial de Setúbal, através de militares das várias valências do Destacamento Territorial do Montijo, apreendeu, no dia 21 de agosto, cerca de 4 200 litros de combustível, no interior de um armazém, no concelho de Alcochete, segundo a Guarda Nacional Republicana.

Na sequência de uma denúncia relativa à existência de diversos recipientes com combustível armazenados no local, foram deslocadas patrulhas ao armazém, onde foram identificados três indivíduos que se encontravam no local para proceder à recolha do combustível.

📷GNR

Os indivíduos não conseguiram justificar a posse e a proveniência do combustível, motivo pelo qual o mesmo, bem como os restantes materiais relacionados, foram apreendidos:
– 210 jerricãs de 20 litros cheios;
– 16 jerricãs de 20 litros vazios;
– 6 depósitos de líquidos com capacidade para 1000 litros;
– 2 porta-paletes (manual e hidráulico);
– 1 equipamento porta-cargas;
– 3 lonas de proteção;
– 1 cinta de aperto com roquete;
– 1 saco com diversas tampas plásticas para jerricãs;
– 1 veículo ligeiro.

Os três indivíduos, com idades compreendidas entre os 28 e os 34 anos, foram constituídos arguidos.

A operação contou com o apoio do Destacamento de Intervenção de Setúbal.

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Por: Dino Frazão
Data: 22 de agosto de 2026

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GNR apreende arma e droga escondidas numa bicicleta elétrica em Quarteira

21 August 2026 at 11:25

A Guarda Nacional Republicana apreendeu um revólver municiado, cerca de 114 gramas de haxixe e 16,6 gramas de cocaína durante uma ação de patrulhamento realizada no dia 19 de agosto, em Quarteira.

Segundo o Comando Territorial de Faro da GNR, os militares do Subdestacamento Territorial de Quarteira receberam, por volta das 18h00, uma informação sobre um homem que estaria a esconder algo no assento de uma bicicleta elétrica.

Os militares iniciaram diligências para localizar o veículo, que foi encontrado poucos minutos depois junto de um grupo de cinco pessoas.

Durante a abordagem e a verificação da bicicleta, a GNR encontrou produto estupefaciente, material alegadamente relacionado com o tráfico de droga e uma arma de fogo municiada.

Como nenhum dos elementos do grupo assumiu a posse da bicicleta elétrica, os cinco suspeitos foram identificados.

A operação resultou na apreensão do veículo, de um revólver municiado, de 113,8 gramas de haxixe e de 16,6 gramas de cocaína.

Cinco dias de música, tradições e fé marcaram as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires em Castro Marim

21 August 2026 at 07:01

As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, que decorreram entre os dias 13 e 17 de agosto, ficaram marcadas pela presença de milhares de pessoas e por um programa recheado de iniciativas religiosas, musicais e culturais, sem esquecer as tradições do território.

O primeiro dia, a 13 de agosto, iniciou os festejos com uma missa na Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, em Castro Marim, seguida de uma Procissão das Velas pelas várias artérias da vila.

A 14 de agosto iniciaram-se as celebrações na Zona Envolvente à Casa do Sal, com a abertura da Mostra de Artesanato, um baile com Hugo Madeira e Ângelo Correia e ainda um espetáculo do grupo de dança ARUTLA.

O grande destaque desta noite foi um grandioso concerto de Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, que apresentou um espetáculo em nome próprio, a celebrar a música portuguesa.

O dia principal destas festas assinalou-se a 15 de agosto, começando com o Hastear da Bandeira Nacional no edifício dos Paços do Concelho, com a participação da Banda Musical Castromarinense.

Na tarde desse mesmo dia, decorreu a Recitação do Terço e uma missa solene na Igreja de Castro Marim, seguida do ponto alto das celebrações: a Procissão em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, o evento religioso com mais impacto no concelho, que atraiu uma multidão em nome da fé.

Nessa noite, o recinto da Mostra de Artesanato acolheu uma atuação de André Filipe Duo, seguido de um grande espetáculo protagonizado pelos portugueses The Gift, com a icónica Sónia Tavares na voz, que apresentaram os maiores êxitos de uma das bandas com mais sucesso a nível nacional.

A noite terminou com a performance do projeto Time Travel, assinado por Possessivo e DJ Karussa, que utilizando a nostalgia e a sua energia, recordaram grandes músicas do passado e do presente.

O dia 16 de agosto foi dedicado à juventude, com uma tarde repleta de atividades como insufláveis radicais, jogos lúdicos e uma zona de animação, que antecipou o lançamento do Orçamento Participativo Jovem. Para terminar a tarde, decorreu uma Color Party com a atuação do DJ TuXx.

Já na noite de domingo, subiu ao palco a dupla Só Nós Dois, antecedendo a um grande espetáculo do alentejano Buba Espinho. A encerrar, a música eletrónica tomou conta do recinto pelas mãos da DJ Joana Faria.

As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires terminaram na segunda-feira, dia 17 de agosto, com o habitual concerto de verão da Banda Musical Castromarinense.

O evento foi organizado pelo Município de Castro Marim, em parceria com a Junta de Freguesia e a Paróquia de São Tiago.

GNR APREENDE 16 VEÍCULOS PESADOS POR ADULTERAÇÃO DO SISTEMA ADBLUE NOS DISTRITOS DE LEIRIA, COIMBRA E CASTELO BRANCO

10 August 2026 at 19:06

A Guarda Nacional Republicana, através do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV) do Destacamento de Trânsito da Guarda, realizou uma grande operação policial no dia 7 de agosto que culminou na apreensão de 16 veículos pesados de mercadorias por adulteração dos sistemas de controlo de emissões poluentes.

Segundo a Guarda Nacional Republicana, a ação resultou de uma investigação que decorria há cerca de um ano e três meses. Durante a operação, os militares deram cumprimento a três mandados de busca em oficinas, escritórios e parques de uma empresa, tendo fiscalizado 71 veículos pesados de mercadorias, dos quais 66 foram submetidos a perícias técnicas.

Nas diligências foram detetadas alterações nos sistemas eletrónicos de 16 pesados, concebidas para inibir a injeção de AdBlue e interferir com o sistema SCR (Redução Catalítica Seletiva). Esta adulteração visava eliminar ou reduzir o consumo do aditivo para baixar os custos de exploração das viaturas, comprometendo os limites de emissões de óxidos de azoto e alterando as características técnicas legais dos veículos.

Da operação resultou a apreensão de:
• 16 veículos pesados de mercadorias;
• 5 computadores;
• 3 equipamentos de diagnóstico;
• Diversos equipamentos utilizados na programação e alteração de sistemas eletrónicos.

De acordo com as estimativas dos peritos técnicos que acompanharam a fiscalização, a vantagem económica associada a estas fraudes nos 16 veículos pode ascender a várias dezenas de milhares de euros.

A operação contou com o apoio dos Comandos Territoriais de Leiria e de Castelo Branco, além da Secção de Investigação Criminal (SIC) do Comando Territorial da Guarda. A GNR relembra que este tipo de adulteração constitui uma alteração ilegal que afeta o ambiente e a concorrência leal no setor dos transportes, garantindo que manterá a fiscalização rigorosa deste ilícito.

Data: 10 de agosto de 2026
Por: Dino Frazão

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CHAVES: Despiste mortal de motociclo em Vila Verde de Oura vitima jovem de 29 anos

9 August 2026 at 10:51
📷 Bombeiros Vidago

Um jovem de 29 anos perdeu a vida este sábado na sequência do despiste do motociclo em que seguia, na localidade de Vila Verde, na freguesia de Oura, no concelho de Chaves.

O alerta foi recebido pelas 17h53. À chegada dos meios de emergência ao local, a vítima encontrava-se em paragem cardiorrespiratória, tendo sido iniciadas de imediato as manobras de reanimação pelos operacionais presentes. Apesar de todos os esforços das equipas de socorro, o óbito acabou por ser declarado no local pelo médico da VMER de Chaves.

Segundo a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago, a circulação rodoviária na zona teve de ser condicionada para permitir os trabalhos de socorro e os procedimentos das autoridades.

Nas operações esteve envolvida a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago (com uma ambulância de socorro, um veículo de socorro e assistência tático e 7 elementos), a VMER de Chaves e a GNR dos Destacamentos de Vidago e Chaves (com duas patrulhas, 4 elementos e o Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação – NICAV).

As causas exatas do acidente estão agora sob investigação das autoridades competentes.

À família e amigos enlutados, endereçamos as nossas mais sentidas condolências.


9 de agosto de 2026
Por: Dino Frazão

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Centro(s) e Periferia(s): Vozes das Independências e o Lugar das Novas Nações

E se experimentar a cidade de Lisboa fosse menos condicionado por mapas coloniais e mais capaz de questionar territórios de poder, subalternidade e resistência? Por via da arte e de debates, agosto convida a deslocamentos entre Arroios, a Quinta do Mocho e a Cova da Moura. No livro O Espaço do Cidadão, Milton Santos sustenta que «o modelo cívico forma-se, entre outros, de dois componentes essenciais: a cultura e o território». Tal enunciado desloca a compreensão da cidadania para além da (…)

- Outros artigos

Perché le scuole al caldo sono un problema da risolvere

7 August 2026 at 09:03

I periodi di caldo si allungano e interessano mesi in cui le scuole sono aperte. Ciò ha conseguenze sugli apprendimenti e sul benessere degli studenti. Ci sono buone ragioni per investire subito in misure di raffrescamento degli edifici scolastici.

L'articolo Perché le scuole al caldo sono un problema da risolvere proviene da Lavoce.info.

Município avança com obra de requalificação do Posto Territorial da GNR de São Brás de Alportel

6 August 2026 at 07:00

O Município de São Brás de Alportel deu início à execução da empreitada de requalificação do Posto Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR), com a assinatura do Ato de Consignação da obra que teve lugar esta segunda-feira, dia 3 de agosto.

A intervenção permitirá melhorar as condições de acessibilidade, segurança e funcionalidade daquela infraestrutura, contribuindo para um serviço público de maior qualidade.

A cerimónia de assinatura do Ato de Consignação, realizada no dia 3 de julho, reuniu representantes do Município, entidades locais, empresa adjudicatária e GNR. O documento foi assinado pela Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, e por João Paulo Benedito, representante da empresa J.G. Benedito, adjudicatária da empreitada.

A sessão contou ainda com a presença do Vice-Presidente da Câmara, Pedro Ornelas e da Vereadora Mónica Inácio, do Presidente da Assembleia Municipal, Vítor Guerreiro, do Presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, João Rosa, e do Presidente da Assembleia de Freguesia, Amável de Sousa. Em representação da GNR estiveram presentes o Coronel Marco Henriques, Comandante do Comando Regional;o Capitão Franco, Comandante do Destacamento e João Santos, comandante do Posto de São Brás de Alportel.

Este projeto contempla um conjunto abrangente de trabalhos de reabilitação destinados a modernizar o Posto Territorial da GNR, proporcionando instalações mais dignas, seguras e acessíveis para os profissionais e para os cidadãos que diariamente recorrem aos seus serviços.

Entre as intervenções previstas destacam-se a pintura integral do edifício, interior e exterior, reparações estruturais pontuais, a intervenção na cobertura da garagem, a substituição de portas e janelas por caixilharias mais eficientes e a criação de uma antecâmara envidraçada na entrada principal, contribuindo para um maior conforto na área de atendimento ao público.

A intervenção inclui ainda a criação de dois novos espaços funcionais no primeiro piso, a reabilitação dos balneários e instalações sanitárias, bem como importantes melhorias ao nível da acessibilidade, nomeadamente a execução de rampas, a instalação de um elevador para acesso ao piso superior e a criação de um lugar de estacionamento acessível.

Esta empreitada é concretizada no âmbito do Contrato de Cooperação Interadministrativo celebrado entre o Município de São Brás de Alportel e o Ministério da Administração Interna para a reabilitação do edifício do Posto Territorial da GNR. O contrato de empreitada foi adjudicado pelo valor de 273.994,97 euros, tendo os trabalhos um prazo de execução de 100 dias e conclusão prevista para o final de novembro de 2026.

Com este projeto, o Posto Territorial da GNR de São Brás de Alportel passará a dispor de instalações mais modernas, funcionais e acessíveis, proporcionando melhores condições para o desempenho da missão da GNR e para o atendimento à população. A empreitada representa, assim, a valorização de uma infraestrutura pública essencial ao concelho, reforçando a qualidade do serviço prestado à comunidade.

Em Portimão, a sardinha vai voltar a ser descarregada à moda antiga (com vídeo)

23 July 2026 at 02:01

Em Portimão, a sardinha vai voltar a ser descarregada à moda antiga durante a manhã do próximo dia 4 de agosto.

O movimento começará assim que o barco atracar.

Os pescadores vão deitar mãos à obra para colocar a pescaria em terra, usando apenas a força braçal e muitas canastras.

De imediato, as sardinhas serão colocadas em caixas e vendidas à oferta mais alta.

O passo seguinte caberá às mulheres, que as vão dividir por outras caixas para que sigam viagem.

Pelo meio, haverá ainda o desafio de gerir a azáfama: impedir que as crianças deambulem por ali para roubar peixe e explicar aos curiosos turistas o que está a acontecer.

Esta recriação histórica das descargas de sardinhas à moda antiga decorre a partir das 09h30 no Cais Gil Eanes.

O momento servirá de lançamento perfeito para o Festival da Sardinha, que é inaugurado ao fim da tarde desse mesmo dia.

Com este evento, a sardinha voltará a ser a grande imagem de marca da cidade de Portimão, prometendo arrancar com muita comida, bebida e animação musical.

O evento vai contar com concertos de Matias Damásio (dia 4), Némanus (5 de agosto); Átoa (dia 6), Cuca Roseta (dia 7), Fernando Daniel (dia 8) e Xutos & Pontapés (dia 9).

VÍDEO:

YouTube Video

Leia todas as notícias da região em: www.algarvemarafado.com

Portugueses preparam férias com rigor financeiro, recorrem às poupanças e evitam endividamento

29 July 2026 at 10:28
●      Mais de 99% dos portugueses recusam recorrer a crédito para financiar as férias ●      68,4% elaboram um orçamento dedicado exclusivamente aos meses de verão ●      52% pagam as férias com recurso a poupanças feitas ao longo do ano ●      77,1% controlam ativamente os gastos diários durante a estadia para evitar excessos Um novo estudo conduzido pela aplicação de […]

PENAFIEL: CONDUTOR DE PESADO DETIDO POR FRAUDE EM CARTÃO DE TACÓGRAFO

28 July 2026 at 07:10


O Comando Territorial do Porto, através do Destacamento de Trânsito de Penafiel, deteve ontem, dia 27 de julho, um homem de 46 anos por utilização fraudulenta de um cartão de condutor no concelho de Penafiel.

Durante uma ação de fiscalização rodoviária, os militares abordaram um veículo pesado de mercadorias e detetaram que o motorista estava a utilizar o cartão de uma terceira pessoa. Segundo o Comando Territorial do Porto, o objetivo seria registar de forma fraudulenta os tempos de condução e a atividade profissional, de forma a ocultar o verdadeiro responsável e a impedir a correta fiscalização das pausas e dos períodos de repouso legalmente estabelecidos.

O infrator foi detido e constituído arguido, tendo os factos sido remetidos para o Tribunal Judicial da Comarca de Penafiel.

Segundo as autoridades policiais, este tipo de prática pode camuflar o incumprimento dos descansos obrigatórios, potenciando a fadiga ao volante e colocando em risco a segurança rodoviária, além de representar uma concorrência desleal no setor dos transportes.

Por: Dino Frazão
Data: 28/07/2026

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FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA

16 July 2026 at 01:00

FPT, marca do Iveco Group dedicada ao projeto, produção e venda de sistemas de propulsão e soluções para aplicações on-road e off-road, marítimas e de geração de energia, está reforçando sua colaboração com a Italyure Yachts, um estaleiro jovem, dinâmico e de grande sucesso com sede em Torre Annunziata (Campânia, Itália), ao qual a marca fornece motores para seus iates por meio da AS Labruna, um dos principais distribuidores de motores marítimos de marca para o sul da Itália. De 2021 foram produzidas 26 embarcações da Italyure Yachts equipadas com motores FPT, o que corresponde a 52 motores.

  www.fptindustrial.com


No segmento de lazer, a FPT vem registrando um crescimento exponencial no interesse e no número de clientes, graças às características específicas de seus motores marítimos: confiabilidade, eficiência, densidade de torque e alta relação potência/peso.

A marca atua no mercado de propulsão marítima desde 1965, oferecendo uma linha completa de motores líderes em sua categoria, com cilindradas de 3 a 15,9 litros e potências, que variam de 85 a 1.000 hp, enquanto a linha específica para iates varia 230 a 1.000 hp. Todos os dias, na Itália, são lançados dois novos barcos equipados com motores marítimos da FPT. A presença de mais de 200 pontos de atendimento na região do Mediterrâneo é uma forte garantia de resposta rápida em caso de problemas, garantindo um suporte contínuo.


FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA
Fundada em 2020, a Italyure Yachts consolidou-se no setor de fabricação e venda de iates walk-around de luxo. Sua unidade de produção moderna, localizada dentro do complexo naval “Condomínio Marina di Torre Annunziata”, ocupa uma área de 126.000 metros quadrados, dos quais 30.000 são cobertos e conta com uma doca técnica interna privada de 10.000 metros quadrados, equipada para operações de içamento e lançamento de embarcações de até 200 toneladas. Aqui, a Italyure Yachts gerencia internamente todas as fases da produção, desde o projeto até o acabamento final.


FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA 
FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA

Esses iates fabricados na Itália, fruto da combinação perfeita entre conhecimento artesanal, visão de engenharia, inovação técnica e design contemporâneo, tornaram- se a escolha preferida das empresas de charter, que levam turistas para admirar o Golfo de Nápoles e a Costa Amalfitana. Para essa missão específica, que envolve longas viagens e exige uma navegação tranquila e segura, mesmo nas condições mais adversas, além de até 1.500 horas de uso entre abril e outubro, a Italyure Yachts optou por dois motores FPT N60, que representam as soluções mais competitivas, duráveis, confiáveis e adequadas para iates de charter, além de serem as configurações ideais para esse tipo de embarcação. Assista ao vídeo para conhecer os momentos mais marcantes da navegação da Italyure, com tecnologia da FPT.

No dia 8 de junho, a FPT e a AS Labruna estiveram entre os convidados selecionados para o “Italyure Day”, um evento realizado em Praiano a Mare (Itália), que contou com a participação de empresas de charter, além de clientes e clientes em potencial da Italyure. Representantes da Italyure, da FPT e da AS Labruna fizeram discursos, destacando a importância da parceria nos setores de lazer e de fretamento.


FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA 
FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA 
FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA
 
“Somos uma opção confiável e consolidada para aplicações recreativas”

, comentou Alessandro Mor, Gerente de Portfólio e Produtos da FPT Marine. “Nosso modelo de negócios se baseia em distribuidores dedicados e uma rede de vendas qualificada e eficiente, que oferece orientação em cada etapa e suporte abrangente em todas as fases, desde a compra e instalação, passando pela manutenção e atendimento pós-venda, até o fim da vida útil do produto. Essa abordagem torna a FPT uma parceira sólida e proativa para os principais estaleiros de iates de lazer e de fretamento, como a Italyure Yachts.”

“Nosso objetivo é criar embarcações que não sejam meramente meios de transporte, mas verdadeiras expressões de arte e engenharia”, acrescentou Raffaele Vitiello, CEO da Italyure Yachts. “E oferecer uma linha de iates walk-around excepcionais, que se distinguem por uma variedade de layouts interiores e soluções de propulsão, capazes de combinar alto desempenho inigualável. “É por isso que os motores marítimos da FPT são nossa escolha preferencial.”

“Para esse tipo de cliente, o relacionamento humano é fundamental”, afirmou Massimo Labruna, CEO da AS Labruna. “E temos orgulho de apoiar a Italyure Yachts e seus clientes na criação de iates capazes de manter o máximo desempenho ao longo do tempo, garantindo a máxima eficiência de navegação”

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A Penteadora implementa sistemas de reciclagem têxtil e produção de não-tecidos da Andritz

8 July 2026 at 01:00

Novas linhas de reciclagem mecânica e produção de não-tecidos transformam resíduos têxteis em materiais industriais para aplicações técnicas de alto desempenho.

  www.andritz.com
A Penteadora implementa sistemas de reciclagem têxtil e produção de não-tecidos da Andritz

A Penteadora e a Andritz colaboraram para comissionar uma linha completa de reciclagem têxtil mecânica e produção de não-tecidos agulhados na unidade de Unhais da Serra, em Portugal. A instalação permite o processamento contínuo de resíduos têxteis para a fabricação de componentes estruturais voltados a setores técnicos.

Contexto da Cooperação e Desafios Industriais
A Penteadora, uma empresa integrada do Grupo Paulo de Oliveira especializada em têxteis de lã para aplicações técnicas, atua como operadora do sistema. A Andritz assumiu o papel de fornecedora da tecnologia, entregando a infraestrutura de maquinário necessária para processar a complexidade de misturas sintéticas e fibras técnicas. A cooperação foi estabelecida para atender à necessidade de gerenciamento de fluxos de resíduos têxteis próprios e externos, exigindo equipamentos com capacidade para garantir a estabilidade do processo de automação industrial e a qualidade do material reciclado.

Solução Técnica e Responsabilidades
A solução técnica implementada divide-se em duas infraestruturas principais. A linha de reciclagem têxtil mecânica engloba processos automatizados de corte, mistura, abertura de fibras e cardagem. O sistema incorpora uma tecnologia de separação mecânica avançada projetada para remover elementos rígidos, como botões e zíperes. Este mecanismo de triagem otimiza a eficiência operacional ao proteger a integridade dos equipamentos subsequentes contra danos causados por metais ou polímeros duros. Paralelamente, a linha de não-tecidos agulhados processa as fibras recuperadas por meio de entrelaçamento mecânico, formando mantas estruturadas que atendem a parâmetros rigorosos de resistência e densidade para uso industrial.

Implementação e Casos de Uso
Os sistemas foram instalados e operam em capacidade integral na unidade de Portugal, utilizando resíduos pré e pós-consumo como matéria-prima de entrada. Os materiais resultantes da linha de não-tecidos agulhados são direcionados para aplicações técnicas específicas, incluindo mantas para isolamento térmico, barreiras acústicas automotivas ou arquitetônicas e soluções de proteção contra impactos. O processamento direto desses resíduos na planta permite a manutenção de uma capacidade de produção certificada, cumprindo os padrões técnicos das normas ISO 9001 e GRS, além das especificações OEKO-TEX.

Resultados e Impacto Operacional
A integração das linhas reduz a dependência de matérias-primas virgens e aumenta a eficiência na utilização de recursos internos da fábrica. Sobre a lógica de implementação e o impacto dos sistemas, Miguel Fernandes, Administrador da A Penteadora, afirma: "Com as novas tecnologias de reciclagem e não-tecidos da Andritz, podemos transformar resíduos têxteis em materiais de alto valor para aplicações industriais. Este investimento fortalece nosso compromisso com a sustentabilidade e circularidade, ao mesmo tempo que cria novas oportunidades para produtos inovadores em não-tecidos e um uso mais eficiente dos recursos."

Editado por Natania Lyngdoh, editora do Induportals, com assistência de IA.

www.andritz.com

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