❌

Normal view

Valéria Linhares nega relação com Cezinha de Madureira mas foi sócia de seu filho em rádio

28 September 2026 at 18:00

A Operação Transparência, deflagrada este mês pela Polícia Federal (PF), teve entre os alvos um possível casal: o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e a advogada Valéria Rodrigues Linhares. Ela é apresentada como mulher ou esposa de Cezinha em diversas reportagens, como essa do portal Metrópoles, sobre a operação, que investiga, entre outros crimes, suspeitas de tráfico de influência junto a tribunais superiores e lavagem de dinheiro. A assessoria da advogada, porém, nega que os dois mantenham relação conjugal.

Valéria Linhares, alvo da Operação Transparência da Polícia Federal
Valéria Linhares, alvo da Operação Transparência da Polícia Federal

O deputado federal e pastor da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira  também aparece nas revelações recentes do caso Master como intermediário que apresentou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mensagens obtidas pela PF indicam que Cezinha articulou um encontro entre os dois, realizado em março de 2025, em São Paulo. Mendonça confirmou ter recebido Vorcaro, mas alegou que a conversa tratou de uma disputa sobre precatórios em análise no Supremo e que sua atuação posterior no processo foi contrária à posição defendida pelo então controlador do Master.

Embora negue a relação afetiva, a advogada tem proximidade documentada com a família dele. Filiada ao PSD e candidata não eleita a deputada distrital (DF) em 2018, Linhares foi sócia de Allan Sousa Vieira Freire, filho do parlamentar, na Exclusive Music Radiodifusão Ltda.

Documentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) mostram que Allan entrou na empresa em 3 de julho de 2024, com R$ 25 mil, equivalentes a 50% do capital, e permaneceu formalmente na sociedade até 26 de fevereiro de 2025. Linhares detinha os outros 50% do capital da empresa.

A entrada de Allan ocorreu no mesmo período em que a concessionária avançava no processo de migração para a frequência modulada (FM). Dois dias antes de seu ingresso na sociedade, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) havia editado o Ato nº 10.010, de 1º de julho de 2024, publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 15 de julho, que autorizou a Exclusive Music a usar radiofrequência FM em Osasco. A concessão abriga atualmente a Rádio Z FM. 

Também em 2024, o deputado federal  e a advogada estiveram em pelo menos cinco ocasiões no Ministério das Comunicações (MCom) nos mesmos dias para encontros com Wilson Diniz Wellisch, então secretário de Comunicação Social Eletrônica, responsável pela área de rádio e televisão, segundo reportagem publicada pelo UOL que cita Wellisch como uma indicação política de Cezinha. Registros de acesso obtidos pelo portal mostram que o deputado do PL esteve 17 vezes no Ministério desde o início do governo Lula até fevereiro de 2025.

Por que isso importa?

  • A fase 3 da Operação Transparência investiga se os envolvidos negociaram o pagamento de “valores expressivos” com outras pessoas, afirmando que “poderiam influenciar decisões judiciais”.

Procurado, o MCom afirmou que a nomeação do servidor seguiu “critérios técnicos, como experiência profissional robusta e formação acadêmica especializada, além de um processo seletivo com diversas entrevistas”. Em outubro de 2023, entretanto, a então chefe de gabinete de Wellisch deixou o Ministério para trabalhar com Cezinha, enquanto uma assessora parlamentar do deputado passou a trabalhar com o secretário.

A proximidade entre os gabinetes também envolveu auxiliares. Caroline Menicucci Salgado, então chefe de gabinete de Wellisch, deixou o Ministério das Comunicações e foi nomeada em 4 de outubro de 2023 secretária parlamentar no gabinete de Cezinha, segundo registros oficiais da Câmara dos Deputados. No sentido inverso, segundo o UOL, uma assessora parlamentar de Cezinha assumiu a vaga de Caroline no gabinete de Wellisch.

No período em que Valéria Linhares e o filho de Cezinha de Madureira eram sócios na rádio, a Anatel registrou o processo nº 53500.083361/2024-94  que solicitava a alteração das características técnicas do canal 243 de Osasco, correspondente aos 96,5 MHz. O registro apresenta a configuração técnica proposta como classe A4 e contém a observação “estação fora do município de outorga”. 

Para viabilizar essa mudança técnica, necessária para o crescimento da emissora,  o governo federal e a Exclusive Music firmaram um termo de parcelamento referente à outorga pela alteração das características da estação. O Extrato de Termo de Parcelamento Administrativo, referente ao processo nº 53500.083361/2024-94, registra que o documento foi assinado em 6 de dezembro de 2024 por Wellisch, pela União, e por Valéria Linhares, identificada como sócia-administradora da Exclusive Music. 

O valor da transação foi de R$ 6,7 milhões, divididos em 120 parcelas. Por causa de uma regra transitória definida pelo MCom, o total da transação teve uma redução de mais de R$ 2 milhões e poderia ter chegado a R$ 8,8 milhões. A regra provisória prevê o pagamento sem a correção pelo IPCA, mas a empresa deve se comprometer a quitar posteriormente uma eventual diferença. Segundo o Ministério, a regra não foi criada especificamente para a Exclusive Music e estava disponível às demais emissoras nas mesmas condições. 

Antes da entrada do filho de Cezinha na sociedade, a empresa de Valéria Linhares já tinha recebido decisão favorável  do MCom. A Portaria nº 11.609, de 14 de dezembro de 2023, transferiu para a Exclusive Music a concessão originalmente outorgada à Rádio Iguatemi Ltda., posteriormente denominada Rádio Comunicação Brasil Ltda., para executar serviço de radiodifusão sonora em onda tropical em Osasco, na Grande São Paulo. A portaria foi publicada no DOU em 18 de dezembro de 2023.

Naquela época, a Exclusive Music pertencia à Linhares e ao advogado e corretor de imóveis Douglas dos Anjos. A ficha cadastral da Jucesp registra que a empresa foi constituída em dezembro de 2021, com capital de R$ 40 mil. Valéria detinha R$ 20,4 mil e Douglas, R$ 19,6 mil. Ambos figuravam como administradores, e o objeto social incluía atividades de rádio e televisão aberta.

A migração da antiga emissora de ondas tropicais para o FM tornou-se possível após mudanças nas regras federais de radiodifusão. O Decreto nº 11.739, de 18 de outubro de 2023, autorizou a adaptação facultativa das outorgas de serviços de radiodifusão sonora em ondas curtas e ondas tropicais para FM. Inicialmente, os canais deveriam ser incluídos na faixa estendida do FM, entre 76 e 88 MHz.

No dia seguinte à publicação do decreto, a emissora de Valéria Linhares solicitou a migração. O processo, porém, esbarrou na falta de viabilidade técnica na faixa estendida. Em junho do ano seguinte, o Decreto nº 12.050, de 11 de junho de 2024, alterou a norma e permitiu que, em caso de comprovada inviabilidade técnica de inclusão na faixa estendida, o canal da emissora migrante fosse incluído na faixa convencional do FM, entre 88 e 108 MHz.

A emissora de Osasco foi a primeira migrante de ondas tropicais do país a obter licenciamento para operar na faixa convencional do FM. Tais alterações e publicações de decreto também ocorreram no período das visitas de Cezinha de Madureira e Linhares ao aliado  Wilson Diniz Wellisch. 

Como deputado federal, Cezinha sempre atuou em pautas relacionadas ao setor de radiodifusão e na defesa de sua modernização. O deputado é o coordenador da Frente Parlamentar em defesa da radiodifusão, criada em maio de 2023 por um requerimento assinado por ele. A Frente reúne atualmente 212 deputados federais e 17 senadores.    

Allan Freire deixou formalmente a sociedade em 26 de fevereiro de 2025. Na mesma alteração contratual, Alanna Gabrielle Linhares e Silva, filha de Valéria Linhares, entrou na empresa, e a sede da Exclusive Music foi transferida para a avenida Paulista, em São Paulo. A frequência passou a abrigar oficialmente a Rádio Z FM 96,5 em maio de 2026.

Procurada pela Agência Pública, a Rádio Z informou por telefone que Allan Freire não participa da gestão da emissora e que o seu diretor-geral é o radialista Nelo Rodolfo. Jornalista, radialista, publicitário e advogado, Nelo Rodolfo teve uma extensa carreira política. Foi vereador em São Paulo pelo PMDB entre 1993 e 1996, reelegeu-se pelo PPB e foi presidente da Câmara Municipal de São Paulo em 1997 e 1998, durante a gestão do prefeito Celso Pitta. Nelo também foi deputado federal e voltou posteriormente à Câmara paulistana pelo PMDB. 

Outro lado

Valéria Linhares afirmou, por meio de sua assessoria, que o processo de migração da emissora Exclusive Music “ocorreu em estrita observância aos procedimentos e prazos legais aplicáveis” e que atualmente “não é sócia e tampouco possui qualquer relação comercial ou profissional com Allan Freire”. 

O deputado federal Cezinha de Madureira, Allan Freire e Nelo Rodolfo também foram procurados pela Pública, mas não responderam aos contatos até o fechamento desta matéria. Alanna Linhares e Silva não foi localizada. O espaço segue aberto e será atualizado caso haja manifestação dos citados. 

PF apreendeu R$ 510 mil com Valéria Linhares

Antes de ser investigada por suspeitas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro pela Operação Transparência da PF, a advogada Valéria Linhares foi detida no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, em agosto. Foram apreendidos, na ocasião, R$ 510 mil em dinheiro durante a passagem de sua bagagem pelo Raio X. Como a origem do dinheiro não foi comprovada naquele momento, os valores foram apreendidos, Linhares prestou esclarecimentos à PF e foi liberada.

A defesa de Linhares afirmou que não havia ilegalidade, que o dinheiro tinha origem lícita e era proveniente da atuação profissional da advogada. Também informou que pediria a devolução dos valores.

Em setembro, quando a Operação Transparência foi deflagrada, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra Cezinha de Madureira, Valéria Linhares e outros investigados. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. A corporação afirmou também que não havia, naquele momento, elementos indicando participação de integrantes do Judiciário nos crimes investigados.

Quatro dias mais tarde, a PF cumpriu novo mandado no endereço de Valéria Linhares e apreendeu seu telefone celular, também por determinação de Dino. A jornalistas, Cezinha de Madureira afirmou, sobre a operação da PF, que não cometeu irregularidades. Sua defesa declarou que os fatos serão esclarecidos com acesso integral aos elementos da investigação e respeito ao contraditório.

Cezinha intermediou encontro de Vorcaro com André Mendonça

A relação entre Cezinha de Madureira e André Mendonça tem origem na igreja evangélica. O deputado é pastor, em São Paulo, e foi presidente da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara Federal em 2021. No Congresso, participou ativamente da campanha que aprovaria no Senado Federal a indicação de André Mendonça ao Supremo no mesmo ano. 

Em março de 2025, Cezinha intermediou um encontro entre Mendonça e Daniel Vorcaro, então controlador do banco Master, em São Paulo, na sede do Instituto Iter, fundado pelo ministro do STF, e que não constou da agenda oficial de Mendonça.

Mensagens apreendidas pela PF mostram a participação de Cezinha na articulação da reunião. Mendonça confirmou o encontro e afirmou que recebeu Vorcaro a pedido de pessoas próximas à Igreja Batista da Lagoinha. Segundo o ministro, a conversa durou entre 20 e 30 minutos e tratou de uma questão jurídica envolvendo precatórios.

Segundo Mendonça, ele se limitou a ouvir o empresário e receber memoriais e que sua atuação posterior foi contrária ao interesse defendido por Vorcaro. Na época do encontro, o Banco Master ainda não era alvo da investigação que posteriormente levaria à prisão do ex-banqueiro.

Oh, How Lucky We Are

28 September 2026 at 18:48

Beryl Gilothwest’s grandmother, Sandy “Moose” West, passed away at age 108 in 2021. For The Bitter Southerner, Gilothwest profiles a diminutive woman whose love for Ossabaw, an island off the coast of Georgia, was larger than life. In a world striving for “progress,” West was a staunch advocate for thoughtful preservation; she was a fierce conservationist and environmentalist who embraced the unknown and took pleasure in learning from it.

“Sandy believed that embracing what we cannot understand is the pathway to enlightenment. In her mind, spending time in the uncharted wilds of Ossabaw is the best way to learn that lesson. Separated from the mainland by a 30-minute boat ride, the island is deeply remote. Cell service is scant, and there is no wi-fi. You have to fend for yourself out there in a way that is uncommon in contemporary culture, where we always seem to have an escape hatch. Sandy knew that welcoming people into that kind of environment, where they have to relinquish control to the island, would force them to reckon with the unknown.”

SP Regula flexibiliza obras em cemitérios; medida alcança empresa ligada ao Master

28 September 2026 at 08:00

A SP Regula, agência da Prefeitura de São Paulo responsável por fiscalizar os cemitérios privatizados da capital, mudou a forma de analisar os planos de obras das concessionárias após uma reunião com representantes das próprias empresas, realizada em 26 de março de 2026.

Documentos obtidos pela Agência Pública, em parceria com a newsletter Noites Húngaras, mostram que, com as novas orientações, a agência da prefeitura de São Paulo passou a admitir que determinadas pendências dos projetos fossem corrigidas durante a execução das intervenções, concedendo aprovações parciais.

A mudança alcançou o Cemitério Parelheiros, administrado pelo Grupo Maya. As três acionistas da concessionária haviam dado ao Banco Master a totalidade de suas ações na empresa como garantia de dois financiamentos, no valor total de R$ 78 milhões.

Um parecer técnico que exigia a reapresentação do plano de Parelheiros foi revisto pela gerência da agência com referência expressa às orientações definidas após a reunião. A SP Regula classificou as pendências como “predominantemente formais”, concedeu aprovação parcial ao projeto e recomendou o início das intervenções nas áreas liberadas.

Outro plano, de uma concessionária sem ligação conhecida com o Master, também teve o entendimento técnico revisto com base nas mesmas diretrizes. Os documentos mostram uma mudança mais ampla no procedimento de análise, que alcançou uma empresa financeiramente vinculada ao banco.

A SP Regula afirmou à reportagem que a reunião integra o “fluxo comum de trabalho” e que não alterou a documentação exigida das concessionárias. Segundo a agência, houve uma “adequação do procedimento de análise, com base técnica, contratual e regulatória”. Ela sustenta que as aprovações parciais permitem apenas o início das intervenções consideradas aptas, sem dispensar a correção das pendências nem equivaler à aprovação definitiva dos planos.

Parecer de Parelheiros foi revisto

Em 25 de maio, o gerente de Análise e Acompanhamento de Projetos da SP Regula, Geison de Oliveira Zatti, registrou que o relatório técnico anterior sobre Parelheiros havia concluído pela necessidade de reapresentação do plano. Segundo ele, porém, a avaliação não considerou integralmente as diretrizes deliberadas na reunião de 26 de março entre a diretoria e as gerências da agência e as concessionárias dos serviços funerários e cemiteriais.

O encontro estabeleceu, segundo o documento, medidas de “simplificação e racionalização do procedimento de análise e aprovação dos Planos de Intervenção”. As orientações foram formalizadas no dia seguinte e enviadas às empresas por meio de uma apresentação elaborada pela área de projetos da SP Regula.

Ao rever a análise, o gerente afirmou que as inconsistências eram “predominantemente formais” e não causariam prejuízo material à execução. Considerou também um termo pelo qual a concessionária se comprometia a regularizar os pontos pendentes durante as obras. A gerência então registrou que “revisa o entendimento anteriormente consignado” e se manifestou pela aprovação parcial do plano.

A autorização não abrangeu o fraldário, o muro frontal, o pórtico e outros elementos históricos. A ordem para iniciar as intervenções nas demais áreas dependia da apresentação da anotação de responsabilidade técnica (ART) de execução referente ao conjunto do cemitério.

Outro processo do Grupo Maya mostra que a aprovação parcial de projetos com pendências já havia ocorrido antes da reunião. Em 19 de março, a agência aprovou parcialmente o plano do Cemitério Campo Grande, embora o relatório apontasse 28 itens a complementar, esclarecer ou corrigir, entre eles questões de acessibilidade, licenças, cronograma e do projeto do Memorial de Mortos Políticos. Nesse caso, a própria área técnica propôs a aprovação parcial: o documento não demonstra reversão de parecer por um superior.

Imagem aérea da prefeitura de São Paulo, onde funciona a agência SP Regula
Agência municipal flexibilizou a análise de planos de obras em cemitérios após reunião com concessionárias

Diretriz também alcançou outra empresa

O efeito das orientações de março ainda se observa no processo do Cemitério Freguesia do Ó, administrado pela Velar, sem vínculo conhecido com o Banco Master. Em 31 de julho, uma analista apontou problemas na nona versão do plano, entre eles a incompatibilidade do projeto estrutural dos ossuários com a proposta arquitetônica, a falta de ART e uma rampa cuja inclinação de 10% superava os 8,33% previstos na norma de acessibilidade. Ela concluiu que a documentação precisava ser readequada e complementada.

No mesmo dia, o gerente responsável registrou que a análise técnica não havia incorporado integralmente as diretrizes discutidas com as concessionárias em março. Ele enquadrou as inconsistências como “predominantemente formais”, passíveis de correção durante as intervenções, e aprovou parcialmente o plano. Os registros mostram uma revisão gerencial do entendimento técnico; por si só, não demonstram irregularidade na atuação do gerente nem que as pendências tenham sido dispensadas.

A Velar nega irregularidades e confirma que seu presidente participou da reunião de 26 de março, convocada para discutir critérios e processos de análise dos planos. Afirma que complementou e readequou os documentos apontados no caso do cemitério da Freguesia do Ó e que aguarda a análise da SP Regula para a liberação das obras. Sobre a acessibilidade, diz que recuperou a pavimentação em caráter emergencial e que o projeto prevê um elevador.

Também houve aprovação parcial no Cemitério Dom Bosco, administrado pela Cortel, apesar de pendências registradas no relatório de 18 de maio. A agência restringiu intervenções nas áreas ligadas à Vala Clandestina de Perus e a possíveis restos mortais de desaparecidos políticos. O documento não registra reversão de parecer técnico. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, integrou o conselho de uma concessionária da Cortel. A empresa afirma que ele deixou o cargo em outubro de 2025 e que não foi acionista nem controlador do grupo.

Concessionária ligada ao Banco Master, Grupo Maya recebeu aprovação parcial para obras no Cemitério Parelheiros, apesar de pendências no projeto
Concessionária ligada ao Banco Master, Grupo Maya recebeu aprovação parcial para obras no Cemitério Parelheiros, apesar de pendências no projeto

Ligação financeira com o Master

No caso do Grupo Maya, a relação com o banco é direta: Conata Engenharia, Infracon Engenharia e RMG Construções e Empreendimentos ofereceram a totalidade das ações que detinham na concessionária como garantia dos dois financiamentos de R$ 78 milhões. 

Pelos contratos examinados em reportagem do UOL, o Master recebeu a propriedade fiduciária dessas ações enquanto as dívidas permanecessem abertas, além de direitos relacionados a determinadas decisões societárias. A existência dessa garantia não significa, por si só, que o banco administrasse os cemitérios ou tivesse influência sobre as decisões da SP Regula.

Uma investigação publicada na quinta-feira, 24 de setembro, pela Pública e Noites Húngaras detalhou outras conexões empresariais entre os controladores do Grupo Maya e o entorno de Daniel Vorcaro. Entre elas está a Maya Plano Funeral, que compartilha grupos empresariais e dirigentes com a concessionária e tem, entre seus sócios, uma holding administrada por Thiago Assumpção Henriques, advogado ligado aos negócios da família do banqueiro. Essas relações diferem da análise dos planos de obras e não demonstram interferência do Master no procedimento da agência.

Na semana passada, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal (PF) a realização de diligências sobre as relações entre concessionárias de cemitérios paulistanos e o Banco Master e requisitou informações à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre fundos ligados às empresas.

Irmão de André Mendonça integra a SP Regula

Alexandre de Almeida Mendonça, irmão do ministro do STF André Mendonça, integra a SP Regula. Alexandre entrou na agência como gerente em fevereiro de 2024, tornou-se superintendente em julho daquele ano e assumiu o cargo de secretário-executivo em junho de 2026.

Ele não assina os documentos analisados pela reportagem. A SP Regula afirma que Alexandre não participou da reunião de 26 de março nem atuou nos planos de intervenção dos cemitérios. A apuração não identificou prova de que ele tenha determinado a mudança dos critérios ou participado das decisões sobre Parelheiros.

No Supremo, André Mendonça atua em processo sobre medidas determinadas por Flávio Dino para limitar preços e ampliar a transparência e a fiscalização das concessões funerárias em São Paulo. O julgamento começou em 14 de março de 2025 e foi suspenso após o pedido de vista de Mendonça, em 15 de março. Ao devolver o caso, o ministro divergiu quanto à confirmação das medidas de Dino.

Em 14 de março de 2025, Mendonça também recebeu Daniel Vorcaro por cerca de duas horas no Instituto Iter, em São Paulo. O ministro diz que o encontro ocorreu por iniciativa do empresário e tratou exclusivamente de outro processo, relativo a créditos de precatórios de interesse do Master.

Não há evidência, nos documentos examinados, de uma relação entre o encontro, a atuação de André Mendonça no Supremo, o cargo de seu irmão na SP Regula e as aprovações parciais dos planos de obras. Os registros indicam que a agência adotou orientações mais flexíveis após discuti-las com as concessionárias, reviu entendimentos técnicos em Parelheiros e na Freguesia do Ó e autorizou etapas de obras mesmo quando ainda havia pendências a resolver.

A SP Regula disse à reportagem que acompanha permanentemente a capacidade econômico-financeira das concessionárias e que relações bancárias ou societárias, isoladamente, não configuram irregularidade contratual. Procurados para esta reportagem, os demais citados não responderam até a publicação. O espaço permanece aberto.

US nuclear pact puts Saudi Arabia on path to the bomb

28 September 2026 at 05:48

A contentious civilian nuclear agreement between the US and Saudi Arabia has ignited a sharp debate over Middle Eastern security, laying bare the escalating friction between American nonproliferation objectives and the kingdom’s strategic ambitions. This month, The Washington Post reported that a classified US intelligence assessment shared with Congress found that Saudi Arabia has not […]

The post US nuclear pact puts Saudi Arabia on path to the bomb appeared first on Asia Times.

Time’s no longer on Israel’s side in America

26 September 2026 at 08:50

For eight decades, the Israeli political and security establishment has operated on a premise so deeply embedded that it is rarely stated as a premise at all: that American support is not a policy but a condition of nature, as fixed as the Mediterranean coastline. Administrations would come and go, presidents would hector and cajole, […]

The post Time’s no longer on Israel’s side in America appeared first on Asia Times.

Paulo Gonet segue no caso Master após decisão do Conselho do Ministério Público Federal

25 September 2026 at 23:11

Após 24 dias que as mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro citando o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, se tornaram públicas, o Conselho Superior do Ministério Público Federal decidiu, por unanimidade, nesta sexta-feira, 25 de setembro, manter o chefe do órgão à frente dos casos relacionados ao banco Master.

As conversas entre o ex-dono do Master e o advogado Ciro Soares revelaram menções ao PGR, motivo pelo qual parlamentares do partido Novo apresentaram uma representação pedindo a análise do Conselho sobre a substituição do PGR nas apurações do Master e a abertura de uma investigação interna sobre a sua conduta no caso. Em relação a este segundo tema, foram cinco votos por não seguir com o procedimento. No total, nove conselheiros participaram da análise.

O PGR foi citado em conversas entre o advogado Ciro Soares e Vorcaro. Em uma delas, ocorrida em 15 de março de 2025, Soares, apontado como um interlocutor de Gonet, envia uma foto ao lado do procurador-geral e em seguida escreve para o empresário “Liga aqui. Ele quer falar com você”. Depois, o ex-banqueiro liga cinco vezes para Soares. A quinta chamada tem duração de três minutos e 49 segundos.

Já em 28 de março de 2025, o advogado enviou mensagens atribuídas a Gonet: “Que bom! Estou na torcida por vocês!”, “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma”. Os diálogos indicam ainda que o procurador-geral viajaria com o grupo a Londres para o 2º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, evento patrocinado pelo ex-banqueiro. No dia seguinte, Soares disse a Vorcaro que Gonet pediu se o filho poderia participar da viagem. Vorcaro respondeu: “Óbvio né”.

Um ano antes dessa conversa, em abril de 2024, o ex-banqueiro e o procurador-geral estiveram juntos em um evento em Londres. O encontro foi revelado por uma foto, também extraída do celular de Vorcaro pela Polícia Federal. Na imagem, os dois aparecem sentados à mesa com diversos copos geralmente utilizados para tomar whisky, e acompanhados de mais dois homens. Eles estão sorrindo e Gonet segura um charuto nas mãos.

Em novembro de 2025, quando o Master já estava na mira das investigações do Banco Central e da Polícia Federal, há uma nova citação a Gonet em mensagens do celular de Vorcaro. Dessa vez, em um diálogo com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, dois dias antes de ser preso pela primeira vez. “Não podemos reverter isso com Paulo e Andrei? Muita sacanagem isso”, escreveu o ex-banqueiro. Além de Paulo Gonet, a fala faz referência ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Quinze dias antes, porém, Vorcaro já tinha solicitado o mesmo tipo de interferência. De acordo com o relatório da corporação, ele teria enviado a Moraes as mensagens: “É importante reforçar com Andrei e Paulo para não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem que aí vai tudo pro saco”.

A análise do Conselho

Em seu voto, o relator, subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino, entendeu que as menções a Gonet não são suficientes para comprovar a proximidade com Vorcaro, se posicionando contra a abertura de uma investigação sobre o PGR. Ele foi seguido pelos conselheiros Alexandre Camanho de Assis e Celso de Albuquerque Silva e pelo vice-procurador Hindenburgo Chateaubriand.

Votaram para instaurar uma apuração as subprocuradoras Janice Agostinho Barreto Ascari, Samantha Chantal Dobrowolski e Ana Borges Coelho Santos, além do conselheiro José Adônis Callou de Araujo Sá.

Na visão do relator, há uma ausência de materialidade ou autoria de crime que possa ser atribuída ao PGR. Sanseverino citou, inclusive, que a Polícia Federal não encontrou o número de telefone do PGR no celular do ex-banqueiro. “O investigado Daniel Vorcaro não tinha o nome de Paulo Gonet na sua lista de contatos. Há o registro de conversas entre Daniel Vorcaro e Ciro Soares, mas não há qualquer registro de conversa entre o investigado Daniel Vorcaro e Paulo Gonet”, argumentou Sanseverino.

Ainda de acordo com o subprocurador, “não se pode examinar frases ou troca de mensagens de forma isolada e/ou descontextualizada” para que não seja criada uma “situação artificial e que não corresponda à realidade dos fatos”. Já sobre o encontro entre Vorcaro e Gonet ocorrido durante evento em Londres, em abril de 2024, Sanseverino minimizou o fato e afirmou que “tratou-se de fato isolado, em encontro superficial e social e na presença de diversas pessoas”.

Além disso, o relator destacou que cabe ao STF a determinação de um possível afastamento ou impedimento do procurador-geral no caso. Em seu voto, ele foi acompanhado por todos os conselheiros.

“Não cabe ao Conselho Superior, nem a qualquer outro órgão do Ministério Público Federal, fazer o controle disciplinar sobre o conteúdo de atos ou manifestações de agentes do Ministério Público no exercício de suas funções”, avaliou Sanseverino.

Trump’s war on the ICC is bigger than Netanyahu, with Noura Erakat

25 September 2026 at 18:42

The Trump administration’s assault on the ICC isn’t just about protecting Netanyahu from war crimes prosecution. It’s about preserving “imperial impunity” – Israel’s just “the smokescreen,” says Noura Erakat, professor of criminal justice and Africana studies at Rutgers University and human rights attorney. She traces Washington’s bipartisan refusal to ratify the Rome Statute to explain why the International Criminal Court has spent two decades indicting mostly African and Arab leaders. The 2024 warrants for Netanyahu and former Israeli defense minister Yoav Gallant just show the court “between a rock and a hard place”: finally give up its legitimacy entirely, or face destruction by the US.

Now more than a dozen ICC judges, prosecutors, and the court’s president have been sanctioned, as Washington reportedly prepares sanctions against the entire institution, with Secretary of State Marco Rubio calling it an “intolerable threat” to US sovereignty. Can the court survive a war with Washington? Should it? And why do Global South states stay invested in a court that’s clearly stacked against them?

Plus: Erakat describes her arrest at a Palm Beach County budget hearing on their $1 billion-plus investment in Israel bonds; warns that Gaza’s Board of Peace could become a blueprint to replace the UN; and explains why she believes, even as public opinion on Palestine shifts, “there’s no way to be safe in this moment by hiding.”

Watch full episodes of BT Live, join breakthroughnews.org as a member today!

What is the UN actually good for? with Vijay Prashad

25 September 2026 at 18:10

Can the United Nations be saved? Should it be? As world leaders and war criminals gather for the 81st session of the UN General Assembly in New York, Vijay Prashad, executive director of the Tricontinental Institute for Social Research, says that despite today’s gangster rule by the likes of Donald Trump and Benjamin Netanyahu, the UN Charter still sets the standard for judging powerful states, making it “the most important treaty document that the world has ever had” – even with the institution built on it in shambles.

Prashad slams Secretary-General António Guterres’s failure to get “creative” to end the genocide in Gaza or to stand up to Trump on Iran, instead opening a free lane for the US president who has “put a loaded gun on the table and has threatened the world.” 

After the US denied visas to the Palestinians for a second year and heavily restricted Iran’s delegation, Prashad makes the case for moving the high-level UNGA out of the US: “New York doesn’t deserve it anymore,” he says, offering alternatives in Geneva or Nairobi. “Let’s move it to the Global South. Why not?”

Watch full episodes of BT Live, join breakthroughnews.org as a member today!

Greece Weather Warning: Heavy rainfalls and thunderstorms

25 September 2026 at 16:52

Greece’s National Meteorological Service, EMY, issued a weather warning, Category 4, of a weather deterioration forecast to start on Friday evening, September 25. The weather deterioration is forecast to begin in the in the northwest of the country with heavy rain and thunderstorms, while hailstorms locally are also possible. It is expected to last until […]

The post Greece Weather Warning: Heavy rainfalls and thunderstorms appeared first on Keep Talking Greece.

Explosion in historical center of Athens: Building collapsed, 3 injured, unknown if residents trapped in debris

25 September 2026 at 09:01

A powerful explosion in an old building in historical center of Athens, Plaka, occurred at 7:30 on Friday morning. Three people injured. Building collapsed. It is unknown whether the elderly couple living there managed to survive the disaster. Injured have been two women: a 50-year-old who was trapped under the debris and another one who […]

The post Explosion in historical center of Athens: Building collapsed, 3 injured, unknown if residents trapped in debris appeared first on Keep Talking Greece.

Making Meaning, One Step at a Time: A Conversation with Earl Swift

24 September 2026 at 11:00

Thoughtful stories for thoughtless times.

Longreads has published hundreds of original stories—personal essays, reported features, reading lists, and more—and more than 14,000 editor’s picks. And they’re all funded by readers like you. Become a member today.

Earl Swift was a reporter for The Virginia Pilot and has contributed to Outside. He’s been nominated for a Pulitzer eight times. Among other books, he wrote Chesapeake Requiem, a New York Times bestseller that chronicles a year in the life of Tangier Island, located 12 miles out in the middle of Virginia’s Chesapeake Bay. There, a dozen miles from shore, residents live a life with “one foot in the twenty-first century and another in times long passed,” he writes.

Swift spoke with Brendan O’Meara, host of The Creative Nonfiction Podcast, about reporting and writing his new book, Up on Cove Mountain: Adventure, Tragedy, and a Quest for Meaning on the Appalachian Trail. Swift hiked the 2,000-mile trail twice, 30 years apart, in order to write the book. He talks with O’Meara about story structure, getting close to the truth, and why it’s important to remove the speedbumps that might cause a reader to abandon your story before the end. 

This conversation has been edited for pacing and flow. 

—Krista Stevens


Brendan: Much has been written about the Appalachian Trail, and you’ve brought a different kind of sensibility to it. How do you make your book fresh and immediate and yet able to sit alongside all the other titles about the trail?

Earl: I’m lucky, in the sense that probably the two best books about trail hikes were written by people who didn’t finish them. Bill Bryson was one and Cheryl Strayed was the other. Most trail accounts are self-published and unedited, written by folks with relatively little writing experience. Not to sound highfalutin, but it shows. I also knew I had a story to tell with Molly and Jeff and what had happened there. [Ed: to say more about Molly and Jeff here would spoil the plot of Swift’s book.] I felt I was pretty well-suited to tell that story. The opportunity was to be that one rare book about a trail journey that stands apart, and I figured it was worth the risk to try to write that book.

Brendan: As you hiked south, getting into Georgia, you started to experience congestion, more people. You noticed a generational divide at Low Gap and other campsites. Younger hikers seem predisposed to tenting, no matter what. Even in the middle of a downpour, they’ll choose their individual shelter over the communal. You also noticed isolation and phones, something you wouldn’t see 30 years ago.

Earl: You didn’t see it 30 years ago because there were no phones. We forget that the smartphone didn’t come along until 2007, a full 17 years after I did that first hike. It was a very different environment back then. This was eight years before Bill Bryson wrote A Walk in the Woods. The trail did not occupy a spot in the collective consciousness. It was not part of American culture the way it has become since, and so you were dealing with people who were drawn from a much narrower band of society. There were people who were already outdoorsy, and that’s not necessarily the case now. All walks [of life] attempt a thru hike these days, but back then it tended to be people who were already part of the fraternity. If you wanted to make a call, you hitchhiked to the nearest town and went to a payphone. There was no other option. If you wanted a pizza, you had to hitch into town. Now you have people who will get on their phones when they’re two miles from the nearest road crossing, and they’ll arrange for a pizza joint to deliver a pie at the road crossing when they arrive, which would have been science fiction. 

Brendan: There’s a balance in what to include, so that it doesn’t feel repetitive. You need to pick high intensity moments, be it the physical experience of a gnarly section of trail, or the three siblings from Kentucky who are assholes with no etiquette. You pick these moments so it’s not front-loaded or middle-loaded or back-loaded. There is a delicacy in how you deploy various elements throughout.

Earl: For any storyteller, proportionality is the key ingredient. You must figure out how much of each piece you share with the reader. If there’s one fatal flaw in most trail chronicles, it’s that writers don’t make enough of a distinction between telling moments and untelling moments. They just throw everything at you, and it gets boring. 

There are relatively few classic books about the Appalachian Trail, but one of them came in the late ’70s. It’s this two-volume, 1,000-page book called Hiking the Appalachian Trail. It gives you first-person accounts of the first 50 or so thru hikes. By 100 pages into the first volume, you’ve gone numb because every story is exactly the same. Part of the problem is that the whole tenor of the story is This happened, and then this happened. There’s never a moment’s pause to reflect on what it means and why I should care as a reader. Everything’s treated as equally important, and therefore nothing is important.

Job one, for anybody writing a book—for anybody writing a story of any kind, of any length—is to get the reader to that last word. If you don’t do that, it doesn’t matter which pretty words you drop in the middle of the story.

Brendan: You’re the tour guide and you’re going to point to what matters. That degree of authorial authority is integral to any narrative, especially something like this, because otherwise it would just be so rote and boring. You have to imbue it with a pulse.

Earl: Job one, for anybody writing a book—for anybody writing a story of any kind, of any length—is to get the reader to that last word. If you don’t do that, it doesn’t matter which pretty words you drop in the middle of the story. It doesn’t matter how brilliantly conceived it is. The story has failed because you have failed to get the reader to the end, to the finish line. 

The whole process of structuring a story, and strategizing about a story comes down to, How do I remove all the speed bumps that will encourage the reader to set this aside? If you can do that effectively, then you win, you get the reader to finish the story. The reader can badmouth the story after the fact. If the reader’s reached the end, you as the writer have achieved what you set out to do. All you can ask is for them to finish the story. You can’t ask them to like it. That’s up to them. But you can get them to finish it if you do it right.

We make decisions about what we include and what we leave out. We decide where we start a story, which is not always at the beginning. We decide where we’re going to end it, which is not always at the ending. You hope that in making those decisions, you get the reader to the truth, or pretty damn close to it, as close as you can, given the facts that you’re working with. But it is a construct, and it is your responsibility. Structure your story in such a way that the story will achieve what it sets out to do. That it will succeed in terms of incorporating enough propulsion to get the reader to the end. 

I probably spent three months doing nothing but cutting. Most of the writing of this book was cutting. I wrote a journal while I was hiking, and then I did nothing but cut when it came to writing the book. 

Brendan: In what ways did the hike change you?

Earl: In 1990, the big takeaway for me was that I could do anything. It boosted my confidence to the point where I’m sure I was pretty obnoxious in the months immediately after. God knows I must have been difficult to deal with. I could do anything! It made me Superman. Part of that was seeing something demonstrated daily that my dad had been saying to me for years. He was always big on saying, “How do you eat the elephant? One bite at a time.” It had just been “dad talk” to me until this hike, when I realized part of being able to do anything is knowing how to bust it up into its components, and then bust those components up into their individual ingredients. How to take each little bite-sized fragment in sequence, and pretty soon you’ve accomplished the whole thing. 

That dictated my approach to big assignments at the paper and in magazines, and certainly it has informed every book effort. It’s a stupid amount of work to write a book. I wouldn’t recommend this line of work to anybody. It’s a ridiculous way to try to make a living. So uncertain, so filled with terror, and so potentially without reward of any kind. But breaking the 2,200 miles into daily doses of 14 to 17 miles describes perfectly how I go about writing a book now. You don’t sit down to write 105,000 words. You sit down to write 1,200 words a day. That’s my daily quota. Do that over enough days, and pretty soon you have the 105,000 words.

Brendan: How did you settle on 1,200?

Earl: Early on, with my first couple of books, it was 2,000, and I just whacked it down. My first hike, I had no trouble banging out 17 to 20 miles a day. Now, 14 miles feels like a pretty tough day at the office, a long day. 

It’s the same with writing. Twelve hundred words takes as much out of me now as 2,000 used to. I’ll probably drop it down to 1,100, maybe even 1,000 with the next book. I’d like to think that the words are better than they used to be. I still find that I spend the first hour or two every morning, in the middle of a book project, going back through what I thought were perfect words laid down the day before. Invariably, when I wake up, I find that they weren’t so perfect after all. In fact, they need a lot of fixing and so I do repair for the first couple of hours, and then try to make something out of the rest of the day with new stuff. 

Listen to the full conversation below.

Cemitérios de SP: concessionária tem ex-sócio de Vorcaro e elo com holding do Master

24 September 2026 at 08:00

O Grupo Maya, uma das concessionárias que administram cemitérios da cidade de São Paulo e cujas relações financeiras com o extinto banco Master motivaram um pedido de investigação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, tem proximidade com o entorno empresarial de Daniel Vorcaro.

Apuração exclusiva da Agência Pública e da newsletter Noites Húngaras identificou, nos documentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo, que o principal elo passa pelo Maya Plano Funeral, uma empresa registrada no mesmo endereço do Grupo Maya e gerida pelos mesmos grupos empresariais que controlam a concessão de cemitérios.

Uma das sócias do Maya Plano Funeral é a AFC Holding SP Ltda., subsidiária da AFC Holding, que faz parte da teia de CNPJs investigada no escândalo do Master. Elas são administradas pela mesma pessoa: o advogado Thiago Assumpção Henriques, que também controla outros negócios ligados à família do banqueiro preso pelo maior rombo bancário da história do país.

A AFC Holding já apareceu em investigações sobre aquisições de terrenos e imóveis de alto valor no Rio Grande do Sul e na Bahia relacionadas à família Vorcaro, sob suspeita de possível ocultação patrimonial. Henriques também figura como dirigente da Global Carbon, investigada por suspeita de integrar a cadeia de movimentação de recursos ligados ao Master.

Empresas “irmãs” têm mesmos dirigentes

Integrantes das empresas Conata Engenharia, Infracon Engenharia e RMG Construções e Empreendimentos, que fundaram a concessão paulista, constam tanto na estrutura da concessionária quanto na da empresa de planos funerários.

A sobreposição vai além dos sócios. A Maya Plano Funeral funciona no mesmo endereço do Grupo Maya, na Rua Fidêncio Ramos, na Vila Olímpia, e utiliza um endereço de e-mail com o mesmo domínio “grupomaya”. Seus administradores também ocupam ou ocuparam postos de comando na concessionária.

Renato Medrado Geo, sócio da RMG e presidente do Grupo Maya desde 2023, também administra a Maya Plano Funeral desde 2024, quando a empresa foi criada. Alexandre Humberto Caramatti Manata, sócio da Conata e ex-presidente da concessionária, também é administrador da empresa de planos funerários. Wesley Bambirra, CEO da Infracon, integra o conselho de administração do Grupo Maya.

Ex-sócio de Vorcaro

Há ainda uma conexão pessoal entre o comando das empresas funerárias e Daniel Vorcaro. Rodrigo Medrado Geo, irmão de Renato, sócio da RMG e também dirigente da concessionária de cemitérios, foi sócio do banqueiro na Itaminas, mineradora de Minas Gerais.

Rodrigo Medrado Geo, também dirigente da concessionária de cemitérios, foi sócio de Vorcaro

Vorcaro adquiriu 50% da Itaminas em 2014 e vendeu sua participação por R$ 700 milhões aos antigos sócios, entre eles integrantes da família Geo, poucos dias antes de ser preso pela primeira vez, em novembro de 2025.

Essas conexões se somam à relação financeira entre o Grupo Maya e o Banco Master revelada pelo jornalista Artur Rodrigues, do UOL. As três acionistas da concessionária — Conata, Infracon e RMG — deram ao banco a totalidade das ações que detinham na empresa como garantia de dois financiamentos no valor total de R$ 78 milhões.

Pelos contratos, o Master passou a deter a propriedade fiduciária das ações enquanto as dívidas permanecessem em aberto e a ganhar poderes sobre determinadas decisões societárias. As acionistas deveriam seguir a orientação do credor em votações que pudessem afetar seus interesses e não poderiam realizar determinadas operações com ativos sem autorização.

Os créditos passaram por operações internas do conglomerado, chegaram à Master Holding, sediada nas Ilhas Cayman, e foram incluídos em negociações realizadas pelo Master com o Banco de Brasília, o BRB.

Além de vender serviços funerários, de coroas de flores a caixões, o Grupo Maya administra cinco cemitérios paulistanos: Campo Grande, Lageado, Lapa, Parelheiros e Saudade. O grupo se autodenomina “a maior administradora de cemitérios públicos da cidade de São Paulo”.

  • O grupo Maya administra cinco cemitérios em São Paulo, entre eles o de Parelheiros
  • O grupo Maya administra cinco cemitérios em São Paulo, entre eles o de Parelheiros
  • O grupo Maya administra cinco cemitérios em São Paulo, entre eles o de Parelheiros
  • O grupo Maya administra cinco cemitérios em São Paulo, entre eles o de Parelheiros

Dino manda PF investigar Master em cemitérios de SP

Na última quinta-feira (17/9), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Polícia Federal investigar conexões entre as concessionárias de cemitérios de São Paulo e o banco Master. A decisão foi tomada após os financiamentos do Master ao Grupo Maya se tornarem públicos.

O ministro já havia solicitado esclarecimentos sobre a ligação entre o Master e a Cortel, outra concessionária de cemitérios paulistas. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que também está preso, atuou como conselheiro da Cortel entre 2022 e 2025 e teria usado e-mails institucionais do banco para assinar atas da empresa.

Uma denúncia do jornal O Globo, no início do ano, mostrava que o Grupo Maya e a Cortel teriam feito uma “fusão informal”, compartilhando serviços, funcionários e endereços. O caso passou a ser investigado pela prefeitura paulista e pelo Tribunal de Contas do Município.

Os cemitérios da capital paulista foram concedidos à iniciativa privada em 2023, durante a gestão de Ricardo Nunes (MDB). Além do STF, a concessão também é investigada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A Agência Pública já mostrou que, após a privatização, os preços cobrados pelos cemitérios aumentaram em até 10 vezes. Em 2024, Flávio Dino determinou que os preços máximos fossem tabelados.

Vorcaro teve uma reunião com o ministro André Mendonça, do STF, no momento em que o plenário da Corte analisava a proposta de limitação de preços apresentada por Dino. O encontro entre o banqueiro e Mendonça ocorreu em 14 de março de 2025. No dia seguinte, o ministro pediu vista, suspendendo a análise. Ao devolver os autos, em abril de 2025, Mendonça votou contra o limite das tarifas, alinhando-se ao pleito das concessionárias privadas.

Um dos irmãos de Mendonça é servidor comissionado da SP Regula, agência da Prefeitura de São Paulo responsável, entre outras áreas, pela regulação dos serviços funerários da capital. Ele foi promovido de cargo após a posição do ministro favorável à administração municipal, segundo a newsletter Noites Húngaras e o ICL Notícias.

Na decisão mais recente de Flávio Dino sobre o assunto, e após a crise instaurada no STF, o ministro estipulou que Mendonça não deve ser investigado no caso envolvendo o Master e as concessionárias, pois a competência para isso caberia apenas ao presidente da Corte.

Procuramos as empresas e empresários citados nesta matéria, além do ministro André Mendonça e a defesa de Daniel Vorcaro, mas não recebemos retorno até a sua publicação. O espaço permanece aberto.

A Prefeitura de São Paulo disse que “eventuais relações societárias, financeiras ou bancárias das concessionárias também não configuram, por si só, irregularidade contratual. A capacidade econômico-financeira delas é acompanhada permanentemente pela Administração.”

Trump’s EPA Allows Bayer/Monsanto to Choose Their Own Regulations on Deadly Herbicides

24 September 2026 at 02:49

by Brian Shilhavy
Health Impact News

Earlier this year I reported how President Trump issued an executive order mandating domestic production of glyphosate-based herbicides for use in agriculture and the military.

See:

Trump Issues EO to Produce More Glyphosate Herbicide in the U.S. After Bayer Settles Cancer Lawsuits for Hundreds of $Millions

Then, just a few days later, I reported how the current U.S. Farm bill is seeking to give legal immunity to Bayer for harm caused by glyphosate.

WAR ON FOOD! Trump Administration Traitors Lobbying for Bayer to Poison our Food with Glyphosate

Now it is being reported that Trump’s Environmental Protection Agency (EPA) has allowed Bayer/Monsanto to choose their own regulations they are willing to abide by for another destructive herbicide, dicamba.

The Guardian has picked up this story.

US environment agency let Bayer pick regulations for destructive weedkiller, documents show

Environmental Protection Agency asked firm to choose rules it wanted for dicamba, then put the choices in a proposed federal rule

The EPA allowed pesticide giant Bayer to pick from a menu of regulation options for the controversial and destructive weedkiller dicamba, newly released internal agency documents show.

The documents provide an unusually clear look into the process of developing pesticide regulations, which is typically done out of public view.

It shows in detail how the EPA asked Bayer which regulations it wanted, received a response from Bayer, then put Bayer’s choices into a proposed federal rule.

Dicamba is drift prone and kills vegetation and crops for miles around fields where it is sprayed, and is linked to liver cancer and Non-Hodgkin lymphoma.

Courts have twice ordered it off the market because of its drift problems, but the EPA has re-approved it.

Full article.

If you want to learn more about the herbicide dicamba, here are a couple of articles about the history of the use of this dangerous herbicide in the U.S. that the EPA continues to allow:

Dicamba Drift Turned Neighbors Into Enemies. EPA Just Brought It Back.

Dicamba: Concerns about cancer and crop damage

It has been well documented that Trump’s EPA in his second term is run by former industry insiders and lobbyists from the very industry it is supposed to regulate. See:

Who’s Running Trump’s EPA?

Not only are they seeking to give legal protection to Bayer for their dangerous herbicides which have been ruled in the U.S. Courts to cause cancer and other diseases, they have also removed regulations for power plants that pollute the air so that data centers can be built very quickly to fuel the energy needed for more AI development.

These actions are being sold to the Conservative MAGA movement as necessary to roll back “climate change” regulations by “the liberals” which they claim are based on bad science, and hamper industry development.

But these actions have nothing to do with fighting back against the “climate change agenda”, and have everything to do with enriching the pockets of Trump’s friends in the industry who do not want to be regulated anymore for purely economic reasons that have nothing to do with the environment or the health of the U.S. population.

Americans from both sides of the political spectrum are now opposing things like these data center developments, so don’t fall for the partisan political games!

AI Data Center Opposition Unites People Across Political Lines as Trump Attacks Americans Who Oppose Big Tech

Know Where Your Food Comes From

It is getting more and more dangerous to purchase food from the big box retailers stocking commodity food. Your beef could be from Argentina from shipments that were rejected by China (source), and much of the food you purchase could be contaminated with chemicals that have been banned in most other countries and have been legally shown to cause disease in a court of law.

Your government here in the U.S. is NOT looking out for you! So you need to become a health-conscious consumer, and try to purchase food where you know where it came from and how it was produced.

My own online story, Healthy Traditions, provides options for food produced by small-scale family farmers where we have thoroughly tested it.

We are sourcing more and more of our food from outside the U.S., due to necessity. Starting this year, 2026, we are only purchasing grains from Italy, where their standards for food are far superior to the USDA national organics program.

We stopped participating in the USDA organic program years ago, due to the influence of Big Food that has watered down the standards and still allows trace amounts of herbicides and pesticides. See:

Big Food has Taken Over the USDA National Organic Program – Why I am no Longer Importing Certified Organic Food

Click or tap to expand.

We have consistently tested products in the U.S. that claim to be “organic” or “GMO free” and have routinely found these products contaminated with dangerous herbicides like glyphosate, and GMO DNA.

And they are not even violating USDA organic standards.

In Europe, and especially in Italy, if someone makes a claim to having a European organic certification and then those products are tested to be contaminated, they lose their license to sell, and face criminal charges, unlike the U.S.

Americans have no one to blame for the sad state of our food and food production here in the U.S., however, except themselves, because the American consumer still has the largest voice and the most influence when it comes to food standards.

But people buy in to the partisan political debates and falsely think they can just vote the right person into power to solve their problems.

The most effective way, however, to bring about change, is by voting with your dollars and where you spend your money.

This is the only thing that will affect change, but it takes a lot more effort to seek out ethical food producers in your community and support them instead. It is just so much easier to stop at the Big Box grocery stores where you can get all your shopping done in minutes.

Convenience has a price: and it may cost you your life.

This article was written by Human Superior Intelligence (HSI)

See Also:

Understand the Times We are Currently Living Through

The Brain Myth: Your Intellect and Thoughts Originate in Your Heart, Not Your Brain

Is God’s Patience About to Run Out on the United States?

Second Edition of eBook Released: The Concept of the American Christian Family is a Myth and is NOT Found Anywhere in the Bible – by Brian Shilhavy

FREE eBook! Restoring the Foundation of New Testament Faith in Jesus Christ – by Brian Shilhavy

KABBALAH: The Anti-Christ Religion of Satan that Controls the World Today

Exposing the Christian Zionism Cult

The Bewitching of America with the Evil Eye and the Mark of the Beast

Jesus Christ’s Opposition to the Jewish State: Lessons for Today

Identifying the Luciferian Globalists Implementing the New World Order – Who are the “Jews”?

The Seal and Mark of God is Far More Important than the “Mark of the Beast” – Are You Prepared for What’s Coming?

The Satanic Roots to Modern Medicine – The Image of the Beast?

Medicine: Idolatry in the Twenty First Century – 10-Year-Old Article More Relevant Today than the Day it was Written

Having problems receiving our emails? See:

How to Beat Internet Censorship and Create Your Own Newsfeed

We Are Now on Telegram. Video channels at Bitchute, and Odysee.

If our website is seized and shut down, find us on Telegram, as well as Bitchute and Odysee for further instructions about where to find us.

If you use the TOR Onion browser, here are the links and corresponding URLs to use in the TOR browser to find us on the Dark Web: Health Impact News, Vaccine Impact, Medical Kidnap, Created4Health, CoconutOil.com.

The post Trump’s EPA Allows Bayer/Monsanto to Choose Their Own Regulations on Deadly Herbicides first appeared on Health Impact News.

❌