The U.S. midterm elections are not limited to Tuesday, November 3. For millions of voters, Election Day will begin much earlier, either through in-person early voting or by casting a mail-in ballot, despite recent attempts by President Donald Trump to restrict and overhaul mail-in voting.
Jesse Burgess, host, filmmaker and co-founder of the award-winning food and travel channel Topjaw, says his role in the documentary series Knife Edge: Chasing Michelin Stars is a dream job. In reality, it’s an even more polished extension of his earlier social media work: he travels the world to introduce viewers to the intense realm of haute cuisine. He visits (and samples) the planet’s most acclaimed restaurants as they face the Michelin Guide’s annual season.
Sentado, de mãos cruzadas e com olhar sério para a câmera, o embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Cabrera, anuncia, em vídeo publicado no canal do Departamento de Estado no YouTube em 13 de agosto de 2026: “Agora, a América tem a oportunidade de estabelecer uma nova ordem”. A frase ecoa a Doutrina Monroe, do princípio do século 19, que tratava o continente americano como área de influência dos EUA. O presidente Donald Trump a resgatou para justificar interferências políticas, militares e econômicas em outros países. Um dos alvos é o Brasil, em pleno ano eleitoral. A AgênciaPública apurou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem monitorado a situação por meio de relatórios internos que classificam os discursos de figuras da extrema-direita no Brasil como “facilitadores” de ataques à soberania nacional.
Recentemente, num relatório entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Polícia Federal (PF), a Abin classificou como “crítico” o risco de interferência e influência dos EUA nas eleições brasileiras. O conteúdo do documento foi revelado pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A Pública apurou que relatórios semelhantes vêm sendo produzidos desde novembro de 2025, quando a gestão de Trump passou a ampliar o plano de hegemonia na América Latina.
Parte da extrema-direita no Brasil tem visões ideológicas alinhadas à gestão trumpista. Essa ala extremista é observada, nas análises da Abin, como colaboradora dos interesses americanos no país. Os países latino-americanos já foram definidos como “quintal” de Washington pelo Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Peter Hegseth, em entrevista à Fox News no ano passado. A ascensão desta narrativa trumpista foi rebatida pelo presidente Lula em seu último discurso, na abertura da Assembleia Geral da ONU, na última terça-feira, 22 de setembro. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou o presidente, que também é candidato à reeleição.
Fontes da Abin contaram à reportagem, sob reserva, que o cerne do interesse dos EUA estaria na extração de terras raras — mais de 20% das reservas mundiais de terras raras estão no solo brasileiro. A Pública mostrou que, no início do mandato, Trump assinou um decreto para acelerar a produção de minerais críticos e reduzir a dependência do governo chinês. “(…) Minerais críticos são essenciais para a prontidão militar americana, já que eles são componentes-chave de jatos, satélites, submarinos, bombas e sistemas de mísseis guiados”, registra um trecho do decreto.
A Pública também apurou que a embaixada dos EUA no Brasil procurou o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcanti (RJ), para que ele recebesse dois enviados do Departamento de Estado. Segundo a apuração, a missão da dupla era lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas. O Itamaraty negou os vistos a Riley Bernes e Samuel Samson.
Em meio à tensão diplomática, o Ministério das Relações Exteriores ainda não deu aval à indicação de Donald Trump para a embaixada dos EUA no Brasil. O indicado foi o representante da Flórida — equivalente a um deputado estadual —, Daniel Perez, cujo nome foi aprovado pelo Senado americano em 7 de agosto. Contudo, ele não pode assumir o cargo sem o agrément — norma da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961. O agrément é a aceitação do país que vai receber o indicado e vem antes da indicação, o que não ocorreu no caso brasileiro.
O parlamentar é fiel ao movimento nacionalista Make America Great Again (MAGA), amigo pessoal e integrante do mesmo grupo político de Marco Rubio. A Públicamostrou que Perez é peça importante no projeto expansionista de Trump e que seria uma figura relevante na tentativa de interferência no Brasil, inclusive no auxílio à formulação de leis no Congresso Nacional.
Discursos intervencionistas no radar da Abin
O monitoramento da Abin abrange ainda discursos intervencionistas que possam “causar impacto nas instituições” e obter apoio popular e político para uma interferência americana. O acompanhamento dos agentes de inteligência é constante e poderia incluir políticos com mandatos e posicionamentos radicais, bem como pessoas com poder de mobilização, como influenciadores digitais de extrema-direita.
“As eleições brasileiras não têm, como há quatro anos, um cenário de abolição do Estado Democrático de Direito. Agora é um cenário de interferência externa em que o governo dos EUA tem preferência pelo campo opositor e vê nesse campo um facilitador de seus interesses unicamente americanos”, frisou uma fonte da Abin, sob condição de anonimato.
Ações para estimular o apoio à interferência americana foram intensificadas em 2026. Entre elas, a protagonizada por Marco Rubio em 16 de julho, quando convocou 66 países a se unirem a um projeto de combate ao que classificou como “terrorismo de extrema esquerda”. Sem provas, Rubio — filho de cubanos conservadores e integrante de uma elite econômica estabelecida na Flórida — acusou Cuba de espionagem e de infiltração no território americano.
Dois meses depois, em 22 de setembro, os 14 países da América Latina, membros do “Escudo das Américas” — aliança bélica criada por Donald Trump — assinaram um acordo para impor sanções às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), a exemplo do congelamento de bens e de restrições à imigração e a vistos.
Millions of dollars earmarked to expand U.S. immigration detention capacity ended up in warehouses that will now be sold, in tents that never housed a detainee, and in food purchased for empty facilities. These are the findings of a report by the Government Accountability Office (GAO), which documents how the rapid expansion of U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) has left behind abandoned projects, sunk costs, and new financial commitments.
As Trump chose the path of barbarism, threatening to annihilate the Islamic Republic and dismantling international institutions, Lula took the UN pulpit to defend another path: diplomacy, dialogue and civilisation, and questioned a foundational idea of International Relations. The main international politics and geopolitical messages in Lula’s UN General Assembly speech can be summarised as […]
Às 10h50 de 23 de julho de 2026, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, enviou um ofício sigiloso ao advogado-geral da União, Jorge Messias. No documento, obtido com exclusividade pela Agência Pública, pedia-se que a Advocacia-Geral da União (AGU) analisasse e tomasse “as eventuais providências cabíveis” contra uma decisão do ministro André Mendonça, então relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A resposta, registrada em nota jurídica também sigilosa, foi negativa: segundo a AGU, não havia nenhuma medida judicial possível.
O pedido precedeu a fase mais aguda da crise que, em setembro, pôs ministros do Supremo em confronto e levou ao afastamento de Andrei do cargo, em decisão de André Mendonça — posteriormente revertida por Flávio Dino e mantida por Edson Fachin. Segundo integrantes do alto escalão do governo, ouvidos sob reserva pela reportagem, a negativa da AGU ao ofício teria tido o aval também da cúpula jurídica do governo e foi emitida antes da divulgação das mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, que se tornaram públicas em 8 de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de parte das investigações do Banco Master.
Fontes do alto escalão disseram à Pública que a cúpula da AGU teria se sentido pressionada por Rodrigues com o envio do ofício e que a história teria chegado até a presidência da República. Uma reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 2 de setembro, relatou que a PF via uma “omissão” da AGU em relação à crise envolvendo o ministro André Mendonça.
A Pública apurou que o Advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, se encontraram com André Mendonça, fora da agenda, após tomarem conhecimento do pedido da PF. No encontro entre os três, os representantes do governo buscaram uma “interlocução” para resolver o embate, mas a exposição das conversas direcionadas a Moraes, que vieram depois do encontro, afastou os governistas do caso para evitar uma associação pública do governo à crise no Supremo.
Messias, da AGU, recebeu o pedido sigiloso da PF para analisar decisão de André Mendonça
Nesta quarta-feira, 23 de setembro, reportagem de Marcela Mattos no UOL informa que Messias e Andrei trocaram xingamentos diante de Lula: ‘Está me espionando?’. Segundo o UOL, pessoas que ouviram relatos do episódio disseram que a conversa, acompanhada a todo momento por Lula, foi “dura”, “tensa” e “ríspida”. A cobrança foi considerada a gota d’água de uma série de divergências que vinham se arrastando nos bastidores das investigações sobre o Banco Master.
Procurada, a AGU informou a Pública que “as informações apresentadas na matéria do UOL não são precisas. Divergências são naturais, evidentemente, mas nada se sobrepõe ao respeito e à consideração que o advogado-geral da União, Jorge Messias, tem pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tanto no âmbito pessoal quanto institucional”
Procurada, a Polícia Federal não deu retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.
Uma disputa que começou em fevereiro
André Mendonça herdou o caso Master de Dias Toffoli em fevereiro deste ano. Nas primeiras decisões como relator, em 19 de fevereiro, o ministro determinou que apenas os policiais diretamente envolvidos na investigação tivessem acesso às informações, com sigilo “inclusive em relação aos superiores hierárquicos”, o que incluiria Andrei Rodrigues. Seria um movimento para limitar a influência do diretor-geral na apuração, vista com desconfiança pela ala de André Mendonça. Nos bastidores, teria pesado a percepção de Mendonça de que informações sensíveis chegavam antes ao comando da PF, o que passou a causar “um certo desconforto”, segundo uma fonte do STF, até mesmo entre os juízes lotados no gabinete do ministro.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, enviou ofício à AGU em 23 de julho de 2026
Em 22 de maio, na investigação sobre fraudes no INSS (Operação Sem Desconto), da qual Mendonça também era o relator, o ministro teria reagido a uma mudança na chefia do caso e exigido ser avisado de qualquer nova alteração na equipe. Em 15 de maio, na semana anterior à exigência de Mendonça, o comando da PF trocou a área responsável pelos inquéritos do INSS: o caso foi transferido da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários (DPrev) para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). Simultaneamente, o delegado que chefiava a operação, Guilherme da Silva, solicitou transferência para Minas Gerais, estado natal dele. À época, a PF não revelou o nome do novo chefe da operação e justificou que a mudança assegurava “maior eficiência e continuidade das investigações”.
Em 13 de julho, Mendonça repetiu a ordem no caso Master (Operação Compliance Zero): a equipe de investigadores deveria ser mantida e qualquer troca deveria ser comunicada a ele previamente; as informações também deveriam ficar restritas às coordenações responsáveis, e o material bruto extraído de celulares e computadores apreendidos deveria ser enviado ao seu gabinete.
Mendonça impôs restrições ao acesso às informações da investigação do Master
Dez dias depois, em 23 de julho, Andrei oficiou à AGU com direcionamento a Jorge Messias, conforme o documento obtido pela Pública. O documento da PF registra que não há “qualquer indício de irregularidade” nas investigações e classifica como “desarrazoada” uma decisão que limitasse as atribuições administrativas da PF. O documento registra, ainda, que o controle externo da polícia cabe ao Ministério Público Federal. No pedido, foi citada a decisão de Mendonça de maio como “de conteúdo semelhante”, na qual se fundamentou na lei que permite à AGU defender, na Justiça, agentes públicos por atos praticados no exercício do cargo.
A análise sigilosa da AGU
O ofício foi enviado à Secretaria-Geral de Contencioso, braço da AGU que representa a União no STF. Em 24 de julho, uma reunião no gabinete do advogado-geral substituto apontou os primeiros problemas do pedido: a repercussão na imprensa sobre o incômodo da PF, no dia anterior, tratava da decisão de maio, não da de julho; faltavam documentos; e a AGU nem sequer tinha acesso aos processos em sigilo, apenas às cópias das decisões.
A nota registra ainda que, segundo a própria PF, informou à AGU em 27 de julho que o material bruto relacionado a Vorcaro já havia sido entregue ao gabinete do relator na semana anterior.
A Nota Jurídica enumera os motivos da recusa ao pedido da PF. Primeiro, diz que não se tratava de defender um agente público. Segundo, registrou que a AGU não atua em investigação criminal, tarefa do Ministério Público. Terceiro, avaliou que a PF não demonstrou “prejuízo concreto” decorrente da exigência de avisar sobre trocas na equipe. E, quarto, a PF perdeu o prazo: as regras já estavam na decisão de maio, e a de sigilo interno vinha desde o início do caso, sem que a PF recorresse. A nota menciona “inércia prolongada da autoridade policial” e afirma que uma nova decisão não reabriria o prazo já vencido. Por fim, como o material já havia sido entregue, não haveria o que suspender.
Na resposta à PF, a AGU sugeriu dois caminhos: conversar diretamente com o relator ou levar o caso ao Ministério Público Federal. As páginas obtidas pela reportagem não mostram a data de assinatura da nota.
Sede da Advocacia-Geral da União, que analisou e recusou o pedido feito pela Polícia Federal
Afastamento e volta em 24 horas
Segundo a Folha de S.Paulo, Mendonça teria dito ao presidente do STF, Edson Fachin, no início de agosto, que suspeitava de viés político de Andrei Rodrigues para blindar a campanha de Lula; Andrei teria relatado a Fachin a suspeita inversa, de que o ministro prejudicava a esquerda e aliviava aliados de Flávio Bolsonaro (PL).
No início de setembro, Mendonça levantou o sigilo do relatório que continha mensagens enviadas por Vorcaro a um interlocutor identificado como “Alexandre de Moraes Brasília”. A maior parte das mensagens foi enviada em visualização única e aponta para a troca de informações sobre uma possível operação contra o ex-banqueiro. Em 15 de novembro, dois dias antes de ser preso, Vorcaro perguntou a Moraes: “Acha que na segunda já tenho que estar fora?”.
Os investigadores também encontraram registros digitais e metadados que indicam que Moraes atuou na edição de um contrato de R$ 130 milhões firmado entre Vorcaro e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Após a revelação do acordo, o escritório Barci de Moraes divulgou uma nota negando a existência de impedimentos legais à contratação.
A partir de então, a crise no STF escalou, como a Pública mostrou ao longo de sua cobertura do caso. A sessão do STF para julgamento das suspeitas contra Alexandre de Moraes foi iniciada em 15 de setembro e marcada por bate-bocas e trocas de acusações entre os magistrados. A deliberação foi adiada após o ministro Flávio Dino pedir vistas do processo. Ou seja, mais tempo para analisar o caso, que segue sem definição.
Wilber Rafael Garces Perez, a food delivery driver in North Austin, Texas, was shot by Immigration and Customs Enforcement (ICE) agents while he was making a delivery on Sunday, September 20. Garces Perez, who survived the shooting but is now partially paralyzed, says his car was rammed by a large black unmarked truck.
ICE claimed they attempted a traffic stop and that Garces Perez fled, but the DoorDash driver and his lawyers’ account contradict this report, saying after he tried to U-turn and pullover, ICE agents rammed his vehicle again, and then an agent got out and aimed his weapon through the passenger side of the car and shot Garces Perez in the back of his neck.
CBP revealed on Tuesday, September 22, that the officer that fired the shot was not wearing a body camera, despite the agency’s body-camera requirements.
“I am not doing well due to the gunshot wound and I have not received the medical attention that I require,” he said through a translator at a press conference in Austin. After receiving no pain medication at the hospital, Garces Perez said that in ICE custody, he was forced to sleep on the floor and repeatedly asked for medical care while in severe pain.
His attorney also said he developed paralysis on his left side.
Local community demands ICE out of Austin
Within hours of the shooting, protests erupted in Austin. Hundreds of residents flooded the streets demanding ICE out of their neighborhoods.
Organizers have connected the shooting to a growing number of fatal and nonfatal encounters involving immigration agents, including the killings of Lorenzo Salgado Araujo in Houston and Ruben Ray Martinez in South Padre Island.
“We cannot be silent as ICE is shooting and killing our neighbors!” a statement by the Austin branch of the Party for Socialism and Liberation said.
Protests have continued across Austin on Monday and Tuesday. Student walkouts were also seen on Tuesday, September 22, by students across Pflugerville, Texas, north of downtown Austin, as well as Navarro Early College High School.
DHS defends the shooting and promises to investigate
After the shooting, the Department of Homeland Security quickly claimed that Garces Perez was an “illegal alien from Venezuela, who illegally entered” the United States.
Garces Perez’s lawyers have refuted these claims, saying he entered the country through CBP One, the US border processing system. “He had a work permit. He was seeking asylum.” They said that a notice of hearing was sent to an old address, despite Garces Perez updating his address with the immigration court. “He didn’t know he had a hearing. So he didn’t go and got a deportation order in absentia, which is a very common thing.”
According to reports, DHS and the Federal Bureau of Investigation (FBI) are leading an investigation into the ICE shooting of Wilber Rafael Garces Perez.
Austin police and the Travis County district attorney’s office have also said they intend to investigate the shooting. But their investigations come amid strong criticism of federal officials’ handling of previous ICE shootings in Texas. In Houston, Harris County District Attorney Sean Teare has said federal officials did not provide his office with information about the fatal shooting of Lorenzo Salgado Araujo. He is taking his own investigation to a grand jury to force the release of more details.
ICE violence continues in the US
The Austin shooting follows a series of fatal encounters involving federal immigration agents this year, including the killings of Renee Nicole Good and Alex Pretti in Minneapolis and Johan Sebastián Durán Guerrero in Maine.
As federal agents continue to face scrutiny over deadly encounters in Texas and other states, Austin residents and organizers say they will continue protesting and organizing until ICE is out of their communities.
India’s central challenge is not the existence of contradictory partnerships. Great powers routinely manage competing relationships. The deeper problem is the absence of a clearly articulated geopolitical vision capable of reconciling those relationships with India’s claims to defend multipolarity, sovereignty, and a Global South leader. India’s multi-alignment policy has given New Delhi more diplomatic flexibility, […]
The phrase “hidden gem” can be over-used but in the case of Herefordshire in the UK it’s entirely apt. The cathedral city of Hereford was once an important military centre. That was a few centuries ago but, today, Herefordshire is a real leader in other ways, for innovation, championing local products and the sheer friendliness of the locals. Here’s a “Top Ten” of the reasons why the county is well worth discovering. Start the day in style As you’re in England what better way to start any new day than by sampling some of the county’s best produce (including a full English breakfast, maybe).
There’s a couple of spots well worth sampling such delights, including the lovely Castle House Hotel in Hereford which a wholesome breakfast offering is open to both guests and non guests and which also has an interesting Benelux connection as it was once owned by Albert Heijn, the largest supermarket chain in The Netherlands. Away from the county’s main city and you’ll find a terrific, multi award-winning Lowe Farm B&B, set in rolling Herefordshire countryside, which celebrates its 30th anniversary next year. The place is lovingly overseen by Juliet Williams, a larger-than-life character who, commendably, serves up very yummy and healthy breakfasts sourced almost entirely from local products and producers.
Juliet, who is nearing 70 but still full of energy and enthusiasm for what she does, has pulled in a staggering 27,000 guests since opening (including the Spanish ambassador to the UK and coachloads of Japanese tourists), 60 per cent of them repeat visitors which is a clear sign of the quality of service she provides. Juliet and hubby Clive also boast a minor Belgian link: the best man at their wedding was from Belgium. This bubbly character takes great pride in sourcing her products locally and cooking only healthy ingredients, some sourced from the same local butcher used by famous TV chef James Martin.
History in Hereford
2026 is the 1,350th anniversary of the Hereford diocese and the place oozes history. One must-visit place here is the cathedral, dating from Saxon times, and Mappa Mundi, one of the world’s unique medieval treasures. Constructed on a single sheet of vellum over 700years ago, the map shows how the world was interpreted by scholars at that time. Look closely and you’ll spot Gent on the map in the Europe section, curiously located in the bottom left of the world. Close by is the equally wonderful Chained Library, home to some 229 medieval manuscripts and over 1,200 early printed books. It is the largest library of its kind to survive with all its chains, rods and locks intact. This magnificent cathedral is also home to fantastic architecture, a mighty Willis organ, stained glass (including a stunning tribute to the UK’s SAS, which is based locally) and artwork and it’s all brought to life by a 400-strong team of volunteers, all very passionate about what they do too. A short walk away takes you to Hereford’s historic town hall, “home” to the current lady mayor (a rarity in itself as there’s only been 7 in the city’s entire history). Here (and tours are available), you can learn all about Hereford’s rich history and be reminded that its castle was once second only in size to Windsor.
The city boasts another proud record: along with the City of London, it has never been defeated in battle (the local SAS people will be proud of that). There’s also yet another nice historical connection to Belgium: in the council chamber of this striking Edwardian Baroque council building, where the mayor presides over council meetings, the Belgian link is actually commemorated by a framed, unusual Union Jack flag mounted high above one of the doors that uniquely features a central shield with a French inscription. The inscription reads: “Expression of our gratitude to our benefactors Mr & Mrs GB Greenland and members of the Committee – Belgian refugees in Hereford, Nov 9th 1915” Following the German invasion of Belgium in August 1914, roughly 250,000 Belgian refugees fled to Britain. Hereford city council holds the distinct honour of being the very first British city to officially step forward and offer hospitality and sanctuary to these displaced families.
On 9 November 1915, the Belgian refugees living in Hereford presented a beautiful silk flag to the Mayor (G.B. Greenland) as a permanent token of friendship and “immense gratitude” for the local community’s safe housing and ongoing kindness. You might like to take one of the enthralling tours of the town hall which are overseen by a very entertaining Scotsman called John Marshall who is the Mayor’s Officer. He is responsible for looking after some serious silverware here, including the Civic Sword, which is no less than 349 years old, mayoral robes, including one used in Queen Victoria’s coronation and, of course, the mayoral golden chain which dates from the 1800s. There’s precious little that the very likeable John does not know about Hereford and its rich history and he, like so many others in the county, genuinely loves his job.. so much so that he’ll happily extend his planned retirement to continue doing it. Local artisans Whisky production in a traditional cider county? Well, yes, and very good it is too.
At least that is the case at Rosemaund Farm Distillery which has been brought back under family ownership in recent times. Described as the largest little distillery in Herefordshire, the site, formerly the home of Chase Distillery (vodka), is a real hive of activity and just marked its latest release (“the Director’s Cut”). The sprawling site even boasts a touch of Hollywood glitz as world famous film director Guy Ritchie is involved here with his ‘Wild Kitchen / Wild Table’ concept – an outdoor cooking and eating tent where a full blown meal can be enjoyed after a tour of what is a very impressive whisky making operation.
Criss-crossing some of the county’s marvellous meandering country roads leads to another, equally laudable, local artisan: the Monkland cheese dairy, which was run for over three decades by Mark and Karen Hindle. They now operate the adjacent café while Dean Storey, a former chef, now owns the dairy. He makes the cheeses and runs tours. While the French may be world-renowned for their cheeses, here’s proof (were it needed) that the Brits can do the job just as well. Tours for the public give you the chance to witness up close how its delicious cheeses are made, partly utilising an impressive Dutch Gouda vat which can hold 1,000 litres of cow’s milk. Spot of Lunch Back in Hereford, the county’s entrepreneurial spirit is certainly alive and kicking at The Yard, a collective of small-scaled eateries. Overseeing things here are a couple of go-ahead brothers, Edwin and Dorian Kirk who offer vital mentoring skills to would-be local start ups. Ed says, “We help people who are just starting out to build up their own business and become owners themselves. In a way, it is all about achieving their dreams just as me and Dorian have managed to do.”
After trekking round all morning, it’s a great place for a filling, very tasty but affordable light lunch (be it pizza, burger or steak) and drink (there are some fab local ales available). As with so many places here, it is all about cutting food miles and “buying local”: much of the lovely food here is sourced directly from local products and local producers. If you happen to visit in late October, the space transforms for Oktoberfest, complete with Bavarian beers and music. Things to Do One of the reasons they call this county a hidden gem are the very welcoming local folk and they include Jon Williams and Sarah Monk who run Eastnor Pottery. Having met at art school in Bath, the couple moved to “idyllic” Herefordshire where they live and work on the Eastnor Castle estate offering very enjoyable potter’s wheel experiences alongside making their own ceramics. After having fun on Jon and Sarah’s potters wheel you really must pop along to admire the wonderful Eastnor Castle, home of the Hervey-Bathurst family, with lavish interiors containing medieval armour, fine art … and another reminder of Belgium.
This comes in the shape of some impressive Belgian tapestries, including three Bruges tapestries in the Staircase Hall and more in the Gothic Dining Room. James Hervey-Bathurst, the current owner, moved here with his family in 1989 but his family have been there since 1949 and have ancestral links to the original owners going back centuries. He recalls: “We were presented with a wonderful but daunting challenge.” That’s a reference to the rundown state of the property which has, over the years, happily been restored to its former glory. Make sure you don’t leave without having a look in the grounds at something you’d not expect to see in rural England … a segment of the Berlin Wall. The very affable and welcoming James bought the 3metre-high wall last year and had it shipped to the UK, all 2.6 tons of it. He hopes its presence, close to the deer park (nice for walks) reminds visitors, young and old, of how conflict can divide peoples and communities, a message as relevant today as ever.
Other possibles
You need to allow time to fully experience and enjoy all the many things this county has to offer. But, time (and energy levels)permitting there’s lots more to keep you busy, occupied and entertained. These include Black Mountain Adventure near Brecon; Canwood Gallery, a contemporary art space and the great selection of farm shops that dot the landscape, including Oakchurch – just the place to stock up on some of that lovely local produce before heading home.
Eating out
You’ll be spoilt for choice when it comes to sampling the quite wonderful local produce in this county, be it north, south, east or west. In the south (at Woolhope),for instance, is The Crown, a terrific pub/resto run for some years by yet another friendly Herefordian, Annalisa Slocombe. The eatery, recently very tastefully refurbished, serves a great mix of pub classics,like good old fish and chips, and offers some lovely local beers to wash down a very satisfying meal.
Located in a tiny village (est.200 dwellings) the menu (like the pub) is constantly evolving (weekly) but as Annalisa explains, faves like steak remain “to avoid a customer revolt.” From the end of this month, she hopes to have 8 en suite rooms available too. Crickets lovers will feel at home here as there’s plenty of cricket memorabilia on the wall, including a bat used at the England v New Zealand Test in 1999 and a quite wonderful collection of Wisden books,dating from 1988. Another fab place, this time back in Hereford, and also a real success story is Beefy Boys.Hereford was the first to open in what has become a fast-growing chain (the latest is scheduled for Cambridge later this month) and it’s easy to see why. The county is renowned worldwide for the quality of its beef and that, along with some great service, is one big reason why the burgers here are on another level to most other places (worth noting that the meat is sourced from just the one, local, farm).
The Beefy Boys story all started in Hereford and the venue has expanded in recent times to now accommodate up to 250. Assistant GM Kai says, “Even midweek it’ bustling here and we’re still growing.” Not too far away, in an easterly direction, takes you to L’Ecole des Amis which serves some refined French cuisine in a wonderfully-restored old school house. The two men at the helm of this highly popular resto are Cedric L’herbier, who hails from le Touquet in France, and Bruce Havard. Cedric, who’s had over 40 years experience in the resto trade both in the UK and France, recalls how the rundown building was badly in need in “some TLC” when they came by it. Some quick fire restoration work – it transformed in the space of just 12 months – has resulted in a lovely, informal place to enjoy top class cuisine that Cedric describes as “unsophisticated and unpretentious.”
They change just a couple of dishes every couple of weeks and there’s also a brasserie-style lunch menu. On the opening night, an estimated 80percent of the customers travelled from where Cedric used to work in another part of the county, about 18miles away, and he and Bruce still command a loyal customer base. It is mostly all down to the fab fresh food, cooked with real care and which certainly makes one French man gratified that he took the plunge for “one last adventure” in his working life.
Where to stay
If you enjoy peace and quiet – and a few animals for company – there’s one place for you here: Pudleston Court, nestled in 50 acres of beautiful private parkland, hard to imagine you are also just a few short kilometres from the busy town of Leominster. This is home to seven holiday lets, five of which are original estate buildings (formerly used for everything from housing geese to a rifle range) and all wonderfully refurbished. One, the delightful Meadow View, is a barn conversion, can sleep up to 6 and has its very own private pool. It boasts underfloor heating, three bedrooms, a log burning stove and delightful terrace. Don’t be surprised if, on arrival, you are greeted by some curious “locals” – peacocks that are free to roam (you should also make your acquaintance with the charming young alpacas in a nearby field). There’s also another link the Heijn family as they are former owners here. The current owner is a Swiss lady who fell in love with the property when she read an article about in Country Life magazine. She’d always dreaming of owning her own English castle (who hasn’t?) and this was her chance to do just that.
She has overseen a loving and carefully planned restoration that’s still ongoing with the future focus also on expansion into the corporate market (by hosting company stays, board meetings, training days and the like). Approached via those unique meandering roads -where the only hold up is likely to be due to cattle crossing the road – this is a genuine oasis of peace and tranquility in an increasing mad world. Oh, and there’s yet another Belgian link: Rhi Baines, the Chief Operating Officer, has fond memories of Belgium as she celebrated her 21sth birthday in Brussels. How to get there It could not be easier for people travelling by car from mainland Europe, including Belgium.
Once off the ferry or shuttle, it is motorway much of the way to Herefordshire. Once you’ve navigated the M25 around London you can via the M40 and Gloucester or the M40 and Worcester. Beware there is no m-way in the county so allow a bit extra time for getting around. Summary It all adds up to a great getaway, whatever time of the year that is. Pay a visit and you can well see why they call this pretty part of England a “hidden gem.” And one excellent way of finding out more about this creative county is via the Eat Sleep Live Herefordshire, a leading independent destination marketing company. Its supports not only Herefordshire’s food and drink businesses, accommodation providers, activities, leisure venues and pursuits and events but promotes the county’s crafts, creatives and artisans.
Campaigners have called for more effort to "defend democracy" and support a “free, democratic and sovereign Ukraine”.
The demand was made by the Defending Democracy Global Initiative (DDGI) and the Westminster Alliance for Ukraine (WA4U).
It was timed to coincide with the International Day of Democracy.
The Defending Democracy Global Initiative is a transnational, civil society-led platform founded in Skopje in 2024 by CIVIL – Center for Freedom, the New European People’s Forum and Media Dialogue.
It works to defend truth, freedom and democratic resilience against authoritarianism, disinformation and hybrid threats.
Its flagship programme, the Westminster Alliance for Ukraine, brings together parliamentarians and civil society partners to strengthen European cooperation in support of a free, democratic and sovereign Ukraine.
A spokesman told this site, “Democracy depends on people’s ability to speak freely, access reliable information, participate in decisions and hold those in power accountable.
“It requires independent media, active civil society, institutions that protect rights, and space for disagreement without intimidation. These conditions must be defended and strengthened every day.”
The spokesman went on: “Standing with Ukraine is a crucial part of that responsibility.
“Russia’s war of aggression threatens the lives and freedom of Ukrainians and the principle that people have the right to determine their own future. Supporting Ukraine’s sovereignty and democratic aspirations is essential to building a safer, more democratic Europe.”
The two groups seek to build on the commitments that brought DDGI into being in 2024, and on the work of its partners and co-founders in solidarity with Ukraine since Russia began its aggression in 2014.
DDGI and WA4U have now used the International Day of Democracy to call on democratic institutions, parliamentarians, civil society, journalists and citizens across Europe “to turn solidarity into sustained action.”
They demand that they support Ukraine, defend independent journalism, challenge disinformation, protect civic participation and "insist on accountable government".
The spokesman said: “Every voice matters – including those excluded from public debate, those facing threats for speaking out, and those whose communities are living through war.
“Meaningful participation requires that these voices are heard and taken into consideration.
“We invite everyone who shares these commitments to stay connected with our work, take part in future discussions and help strengthen cooperation across borders.”
A leading Belgian animal park has just welcomed a new arrival: Kali the giraffe.
Kali’s arrival at Pairi Daiza is no coincidence: transfers between European zoos are carefully coordinated, taking into account genetics, age and breeding recommendations.
Rothschild's giraffe Kali was born on 15 February 2024 at Knuthenborg Safaripark (Denmark).
On the evening of Tuesday 15 September, she arrived to join the two Rothschild's giraffes already living at Pairi Daiza: PoléPolé and Oliver.
Kali’s journey of several hundred kilometres, and this new phase in her life, began with a decision taken at European level.
The Rothschild's giraffes in European zoos are part of a European Endangered Species Programme (EEP – Ex situ Programme). The programme maintains detailed records of each animal’s ancestry and demographics to manage this population in the long term. Based on this data, it is possible, amongst other things, to determine which animals can form a breeding pair, whilst preserving the genetic diversity of the population as effectively as possible.
A park spokesman told this site: “Kali is therefore not simply coming to Pairi Daiza because a space happened to be available.
“The recommendation for her transfer took into account her age, two and a half years, as well as her genetic background and that of the giraffes already there.”
She will live alongside Oliver, a male who was born on 1 August 2016 at Safari Park Dvůr Králové (Czech Republic) and who has been at Pairi Daiza since 2018. Oliver has already sired two daughters at the Garden of the Worlds: Zuri, born in 2021 and transferred to Bellewaerde (Belgium) in 2024, and Masika, born in 2023 who left for the Zoo du Bassin d’Arcachon (France) on 10 September 2026.
PoléPolé also lives alongside Oliver.
She was born on 10 May 2021 at WILDLANDS Adventure Zoo Emmen (Netherlands) and has been living at Pairi Daiza for three years.
The departure of Zuri and Masika and the arrival of Kali are therefore not isolated events, but different parts of the same coordinated population-management process.
The spokesman added, “At a European level, these transfers make it possible to manage a population, taking into account the age, sex and kinship ties of each individual, the needs of the population and the situation at each institution.”
Kali’s first few days at Pairi Daiza
Kali arrived at Pairi Daiza late on Tuesday and spent her first night alone in an enclosure within her indoor quarters. The keepers gave her time to recover from her journey and began observing her behaviour in this new environment.
The spokesman said, “Kali was introduced to PoléPolé this morning, under the supervision of the zoological team. The meeting with Oliver will take place later.
During these first few days, the keepers will get to know Kali: how she explores her surroundings, how she reacts to PoléPolé, and her habits and preferences. The next steps in her integration will be tailored to these observations and her behaviour.”
Her Danish keepers describe Kali as curious and gentle. The keepers at Pairi Daiza will now get to know her personality on a daily basis and, based on their observations, determine the most suitable time and circumstances to introduce her to Oliver.
Visitors can already observe Kali in her indoor enclosure through the porthole of the boat Mersus Emergo.
Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.
Noite na Marginal Pinheiros, uma das principais artérias de São Paulo: dois jovens negros são abordados por três policiais militares numa viatura. Motivo? Eles caminhavam de forma suspeita, segundo a equipe. A abordagem é seguida por revista, interrogatório e xingamentos por parte dos PMs. “Tu é todo ladrãozão, né”, comentou um dos policiais.
Nada ilegal ou suspeito foi identificado na dupla. Mesmo assim, a ação foi exaltada em um vídeo publicado no YouTube pelo Diretor Elias Junior, candidato a deputado estadual pelo MDB. “O tamanho do viaduto ficou pequeno quando viram a ROTA”, diz o título da publicação. Um formato sensacionalista que se repete entre outros youtubers que disputam as eleições de 2026 e integram a lista dos que mais monetizaram explorando operações policiais. Alguns dos vídeos contêm deboche, humilhação e truculência, expondo, além dos próprios policiais, moradores e suspeitos, sobretudo em regiões periféricas de grandes cidades.
Apuração exclusiva da Agência Pública, em parceria com a plataforma Zeeng, mostra que um candidato com muitos seguidores pode ganhar até R$ 8 mil por mês no YouTube com vídeos sobre operações e abordagens das polícias. O levantamento considerou os 15 candidatos influencers com maior monetização sobre ocorrências policiais em 2026: eles podem ter ganhado até R$ 64,6 mil na soma dos vídeos (entre shorts e vídeos longos) postados no YouTube de 1º de janeiro a 25 de agosto deste ano.
Os valores podem ser ainda maiores, pois o levantamento considera o pagamento estimado por views do YouTube, o que não leva em conta outras redes sociais e possíveis patrocínios negociados diretamente pelos candidatos, a exemplo de divulgação de cursos e produtos.
Ao todo, sete partidos de direita e centro-direita compõem o levantamento: Podemos, MDB, PP, PL, Avante, União Brasil e Republicanos. Os nomes analisados possuem vínculo direto com a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Guarda Civil Metropolitana de São Paulo. A exceção é Elias Junior, que é diretor cinematográfico, mas acompanha operações e explora a estética policial.
Por que isso importa?
As Polícias costumam ter normas de como seus agentes devem usar as redes sociais – muitas delas vedam o uso de palavras depreciativas ou de fardas e dispositivos.
Cerca de 6% de todos os candidatos destas eleições são ligados a forças de segurança.
Partidos de direita e extrema direita têm defendido medidas inconstitucionais de endurecimento da punição a crimes.
Dos 15 youtubers listados pela reportagem, 14 utilizam ocorrências policiais para divulgar a própria imagem, a maioria em condutas que não são condizentes com as normas das Polícias Civil e Militar de São Paulo sobre uso das redes sociais. Além disso, parlamentares licenciados dos cargos não têm prerrogativa para se apresentarem como autoridades policiais – e nem usarem distintivo ou equipamentos da corporação, conforme confirmado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
O líder na estimativa de arrecadação é o deputado federal e candidato à reeleição, delegado Palumbo (PODE-SP), que pode ter faturado cerca de R$ 64,6 mil desde o início do ano, acumulando mais de 26 milhões de visualizações no período analisado. Mesmo licenciado do cargo de Policial Civil, Palumbo aparece nos vídeos participando de operações, sobretudo relacionadas ao tráfico de drogas.
Na maioria das ocorrências, ele caminha ao lado dos agentes, auxilia e até mesmo protagoniza interrogatórios. Os títulos utilizados nos conteúdos são majoritariamente chamativos e com palavras fortes. “São duas opções, c4deia ou caixão – dessa vez ele foi parar na c4deia”, descreve uma publicação de 20 de julho de 2026, que começa com policiais imobilizando de forma agressiva um homem na rua. “Não estamos te esculachando não, você está sendo tratado como tem que ser tratado”, diz um dos agentes. Depois de ter sido procurado pela reportagem, Palumbo retirou o vídeo do ar, mas não respondeu aos questionamentos.
Mesmo licenciado do cargo de Policial Civil, o deputado federal Delegado Palumbo (de marrom) participa de operações e posta no YouTube –este vídeo foi retirado após contato da reportagem
Delegado licenciado usa distintivo e participa de operações
O canal com maior número de inscritos pertence ao deputado federal delegado Da Cunha (União-SP), com 3,53 milhões de inscritos, embora tenha ficado em 10º lugar no ranking de visualizações. Ele publicou 237 vídeos num período de quase oito meses, podendo ter monetizado cerca de R$ 3,4 mil desde janeiro.
Da Cunha está licenciado do cargo de delegado da Polícia Civil, mas participa de operações policiais e se apresenta nas ocorrências como “deputado e delegado”. Em um dos vídeos, postado em 8 de julho deste ano, ele interrogou um homem linchado por populares após uma tentativa frustrada de assalto a uma loja de produtos importados, em Osasco (SP).
O deputado aparece no vídeo atendendo a ocorrência junto à Guarda Municipal de Osasco. Usando distintivo de delegado, o deputado também foi até o hospital onde o suspeito ficou internado após o espancamento. Com o homem com a cabeça enfaixada e deitado numa maca, o parlamentar é filmado dando sermão e ainda faz propaganda de um projeto de lei de autoria dele e dos deputados Kim Kataguiri (Missão-SP) e Marcos Pollon (PL-MS): “Sabia que aumentou a pena do 157 [crime de roubo]? Sabia que a lei é minha? Agora é dez anos a pena mínima. Vai ficar uma cotinha na cadeia, meu tio. Agradecer à polícia que salvou sua vida né, se não ‘tava’ com o CPF cancelado já”.
Da Cunha, que é deputado federal e candidato à reeleição, é filmado no hospital dando bronca em um suspeito de roubo que foi vítima de espancamento
Por lei, é considerada contravenção um policial civil usar publicamente distintivo de função que não exerce. Além disso, uma portaria editada em 2020 regulou, em São Paulo, o uso de redes por policiais civis. A norma proíbe, entre outros pontos, a publicação de fotos e vídeos com vítimas, suspeitos ou investigados; veda comportamento que busque “reconhecimento social” ou “promoção pessoal” e exige “decoro e discrição na linguagem”.
A Polícia Militar de São Paulo tem norma parecida desde 2021, que proíbe publicar ou compartilhar qualquer conteúdo que se relacione, direta ou indiretamente, com a PM, bem como divulgar operações ou investigações.
Ainda que o servidor esteja licenciado, um órgão de segurança pública pode adotar medidas administrativas pelo descumprimento de normas institucionais, explicou o professor de direito eleitoral da Faculdade de Direito de Sorocaba, Pedro Marques Neto. “Tem regras que evitam o uso de fardas, por exemplo, mas muitas vezes elas não são aplicadas”.
No Brasil, quase 30% dos órgãos de polícia não têm norma específica para o uso de redes sociais por parte dos agentes, conforme levantamento do Instituto Sou da Paz. Para a entidade, é preciso garantir a liberdade de expressão, “mas também vedar o uso da autoridade policial para autopromoção e engajamento político”.
O problema é que as normativas em geral não estabelecem o setor responsável e as formas de fiscalização dos agentes no ambiente virtual, frisou a diretora-executiva do instituto, Carolina Ricardo. “Falta em algumas normativas ter um fluxo claro de quem é o dono disso dentro das instituições, da função de fiscalizar. E isso torna muito mais difusa a implementação [das normas]”, comentou.
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que o parlamentar licenciado por conta do mandato não tem a prerrogativa para usar distintivo e nem se apresentar como autoridade policial. “Não há, portanto, autorização para ações como as descritas pela reportagem”, disse, em nota, quando questionada sobre parlamentares licenciados e também sobre o caso do Elias Junior, que não é policial.
Sobre o uso de redes sociais, a Secretaria reforçou que portarias das Polícias Civil e Militar proíbem a criação de perfil vinculado ao trabalho policial, bem como a publicação de fotos e vídeos com vítimas, e que não compactua com desvios de conduta. “Casos identificados são apurados pelas corregedorias das corporações, mediante procedimento próprio, podendo resultar em medidas administrativas, disciplinares, civis e criminais”, diz a nota. A SSP, no entanto, não confirmou se os casos enviados pela reportagem serão apurados.
A Pública procurou também todos os 15 candidatos do levantamento. A Capitã Rebeca, em 12º lugar no ranking, respondeu que não monetiza com os vídeos. Porém, não comentou sobre os objetivos do canal e nem como se posiciona sobre as críticas de espetacularização da violência.
O Coronel Telhada, 14º no ranking, disse que nenhuma das suas redes sociais ganha dinheiro com monetização. “O YouTube com frequência manda mensagem para monetizarmos, mas nunca concordamos e nem aceitamos, nunca fizemos inscrição no programa de monetização de nenhuma rede social e nem faremos”, afirmou em nota.
O deputado federal Sargento Fahur e candidato à reeleição, disse que a gestão do seu canal é feita por uma empresa. “Os valores obtidos com monetização não são suficientes sequer para custear integralmente a operação”, afirmou, pois há custos com funcionários, edição de vídeos, aluguel de espaço e compra de equipamentos. “Não se trata de autopromoção, mas de divulgar aquilo que penso”, conclui nota enviada pelo policial militar reformado que está na 6ª posição no ranking (leia na íntegra).
Este espaço será atualizado em caso de manifestação dos demais.
Distintivo confiscado – e devolvido
Em julho de 2021, Da Cunha chegou a ter o distintivo e a arma confiscados após a abertura de uma sindicância contra ele por ter simulado operações policiais. Os objetos foram devolvidos em 2023, numa decisão do delegado-geral da Polícia Civil de SP, Artur José Dian. À época, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a competência sobre o processo era exclusiva da Polícia Civil e que não iria se manifestar sobre o tema.
O vídeo “Lincharam o ladrão em Osasco”, no canal de Da Cunha, foi publicado há dois meses e tem 51 mil visualizações
Os processos administrativos foram abertos após o deputado virar réu na Justiça por abuso de autoridade e constrangimento ilegal. Em julho de 2020, ele teria constrangido uma vítima de sequestro e o próprio sequestrador a simularem um resgate para que a cena pudesse ser gravada e repercutida nas redes sociais. Ele também é alvo da Justiça, após denúncia do Ministério Público, por violência doméstica contra a ex-companheira, em outubro de 2023. Ela acusou o parlamentar de ameaça de morte, lesão corporal, dano material e de bater sua cabeça contra a parede, além de tentar sufocá-la em um apartamento em Santos.
Em 3 de setembro deste ano, o processo por abuso de autoridade teve mais uma reviravolta: o anúncio da demissão de Da Cunha do cargo de delegado por parte do Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atendendo a uma recomendação feita pela Polícia Civil em 2022. No mesmo dia em que a demissão foi anunciada, no entanto, a Justiça de São Paulo concedeu uma liminar, a pedido do deputado, impedindo que a decisão fosse formalizada.
Monetizando a estética policial
Com 1,3 milhão de inscritos, o canal do Diretor Elias Junior teria arrecadado, em média, mais de R$ 40,8 mil na monetização dos vídeos só este ano. Na página inicial do perfil no YouTube, ele aparece com um colete à prova de balas marrom e uma roupa camuflada, nas características da farda do Exército brasileiro. Em alguns dos vídeos, ele usa boina e uniforme semelhantes aos usados pela PM de São Paulo.
Em vídeo postado neste ano, Elias Junior participa de operação policial usando o que aparenta ser uma boina da ROTA – mas ele não tem ligação formal com a instituição
Elias Junior vai às ocorrências dentro das viaturas, usa o discurso punitivista e expõe as abordagens policiais, ainda que nenhum crime tenha sido identificado. Entre outros formatos, os títulos sensacionalistas criticam o sistema legal brasileiro. Um deles foi intitulado “Mulher bandida teve o benefício da mãe cárcere”. No vídeo, publicado em 16 de junho de 2026, ele conversa com uma mulher que cumpria pena por tráfico de drogas em casa por conta de um benefício legal concedido a mães de crianças com menos de 12 anos.
Em outra publicação, em 23 de junho de 2026, o candidato acompanha o patrulhamento realizado por dois tenentes da Polícia Militar que decidem abordar dois homens que estariam andando com um “jeito malandro”, na Zona Leste de São Paulo. Os homens eram dependentes químicos e foram interrogados pelos militares sobre o consumo de drogas e crimes que teriam cometido; posteriormente, foram liberados. Mas o vídeo foi postado.
O diretor Elias Junior não respondeu aos questionamentos da Pública. A Polícia Militar não comentou o caso.
O tribunal midiático e o ‘policial herói’
Jurisprudências do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconhecem o vínculo de integrantes da segurança pública com a iniciativa privada, desde que compatíveis com os horários e não conflitantes com a função exercida. O famoso “bico” de segurança particular, por exemplo, é proibido.
Em relação à figura do “policial youtuber”, há regras institucionais que deveriam limitar a atuação dos servidores na internet. Em São Paulo, por exemplo, é vedado o uso de qualquer elemento que se remeta à corporação em perfis pessoais, com exceção de solenidades, formaturas e eventos excepcionais. O que acontece na prática, no entanto, é a teatralização da atividade do agente de segurança, com discursos violentos que tendem a construir a imagem de “policial herói”, assim como na maioria dos programas policiais — explicou o pesquisador Dannilo Duarte, autor do livro Jornalismo Policial na Televisão Brasileira: Gênero e Modo de Endereçamento.
O autor destaca que a internet amplificou a exploração audiovisual das operações, principalmente em ações envolvendo populações mais vulneráveis. “Há um posicionamento de quem é a vítima e de quem vai ser o bandido. Recorrentemente esse bandido vai ser preto ou pardo, vai estar em regiões periféricas. Se constrói uma ideia de que está sempre vinculado ao tráfico e que são pessoas com o estereótipo do malandro, do espertalhão, que não cumpre as leis”.
Além disso, esse tipo de abordagem, conforme o autor, alimenta a ideia de “justiceiro” que, em meio a estímulos à violência e descredibilização do sistema judiciário, faz “justiça com as próprias mãos”, a exemplo do assassinato de Claudio Rafael Landeiro, em 12 de agosto, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. A vítima tinha 37 anos e foi espancada até a morte por cinco homens após ser acusada injustamente de roubar uma bicicleta.
“É um comportamento de certa forma estimulado, o ‘bandido bom é bandido morto’. Mas você não verá isso acontecer num condomínio de classe média, mesmo que o infrator tenha cometido uma infração grave. Jovens brancos de classe média, média alta, não são espancados na praia ou nos becos. A integridade física não é respeitada. Há um lixamento virtual e físico”, pontuou Duarte.
O policial rodoviário federal, Breno Faria, também candidato, não explora a estética policial, mas tem canal em que ataca leis de combate à violência contra a mulher
Dos 15 perfis analisados, há uma exceção para a estética policial. Trata-se do policial rodoviário federal, Breno Faria, candidato a deputado federal pelo PL no Rio de Janeiro. Dono do canal Café com teu Pai, perfil também popularizado no Instagram, ele aproveita o espaço na internet para a defesa de ideias misóginas e ataques a leis de combate à violência contra a mulher. Em um dos vídeos, afirma: “as leis feministas não protegeram a mulher em nada” e defende o “aconselhamento familiar” como mais eficiente do que a atual legislação.
Numa outra publicação, Breno Faria faz comentários pejorativos sobre as roupas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). “Mulher trans negra ou patricinha de Beverly Hills?”, publicou em 15 de junho. Estima-se que Faria tenha monetizado em torno de R$ 3,8 mil só no YouTube desde janeiro, somando mais de 1,9 milhão de visualizações em 401 vídeos.
METODOLOGIA
A Agência Pública começou o levantamento considerando os 100 youtubers e perfis no YouTube que têm maior número de inscritos na plataforma. Em seguida, cruzamos com os que são candidatos neste ano, usando a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Para estimar os valores monetizados pelos candidatos, foi considerada a soma de visualizações dos vídeos publicados em cada um dos 15 canais do YouTube entre 1.º de janeiro e 25 de agosto deste ano, separadas entre shorts e vídeos longos. Com isso, foi aplicado um modelo de receita bruta de anúncios que combina um parâmetro oficial do YouTube – a partir da divisão de 55% da receita publicitária com o criador e as estimativas de CPM (custo por mil impressões) e de RPM (receita por mil visualizações).
Eduardo Prange, pesquisador e CEO da Zeeng, afirma que os valores calculados são uma estimativa “moderada”, já que foi feito também um cenário otimista e conservador para as possíveis arrecadações. Prange destaca que a única forma de ter dados precisos de monetização seria com acesso ao YouTube Analytics de cada canal – que só o titular possui.
Os valores publicados não consideram outras redes sociais e também possíveis patrocínios negociados diretamente com o titular do canal, como divulgação de cursos ou de produtos.
Enquanto a sessão histórica para apurar a conduta do ministro Alexandre de Moraes ocorria no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 15 de setembro, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República montou uma força-tarefa para tentar associar as acusações contra o magistrado ao presidente Lula (PT), candidato à reeleição. Manifestos, audiências públicas e até ameaças de obstrução do Congresso Nacional fizeram parte das ações. O fato do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nome central das investigações da Polícia Federal no caso Master, ter realizado pagamentos a Flávio Bolsonaro para patrocinar o filme ‘Dark Horse’, no entanto, foi ignorado.
Membros da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal acompanham sessão do STF sobre ligação do ministro do STF Alexandre de Moraes e o caso Master
Na tarde de segunda-feira (14), o senador Rogério Marinho (PL-RN) se reuniu com colegas da oposição no gabinete de uma das principais aliadas, a senadora Tereza Cristina (PP-MS). No mesmo dia, os parlamentares deram uma coletiva de imprensa para reforçar apoio irrestrito às ações do ministro André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” indicado por Jair Bolsonaro em 2021. Ele é o responsável pela quebra de sigilo das mensagens entre Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Alexandre de Moraes.
Na terça-feira, dia da sessão no STF, a oposição se reuniu na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado para assistir e reagir à transmissão ao vivo da TV Justiça. Os parlamentares refutaram as falas dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Eles defenderam uma votação em conjunto com o caso de André Mendonça sobre possíveis irregularidades à frente da relatoria do Caso Master.
Nada ficou decidido na sessão porque o ministro Flávio Dino pediu vistas do processo, após bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça. Com isso, os ministros da Corte terão mais tempo para analisar o caso. Antes do encerramento, Cármen Lúcia, a única mulher integrante da Corte, manifestou voto favorável ao julgamento de Moraes de forma isolada, pediu desculpas ao povo brasileiro por não ter ajudado a resolver a crise institucional antes e ainda classificou como “espetacularização” as discussões protagonizadas pelos magistrados.
Os milhares de reais de Vorcaro a Alexandre de Moraes e a Flávio Bolsonaro
Segundo a suspeita apresentada ao plenário do STF pelo ministro André Mendonça, Daniel Vorcaro teria enviado 52 mensagens a Moraes, incluindo questionamentos sobre iminentes operações policiais e a respeito de possíveis mandados de busca, apreensão e bloqueio de bens. Moraes também supostamente atuou na edição de um contrato de R$ 130 milhões firmado entre Daniel Vorcaro e o escritório advocatício da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. O valor se aproxima dos R$ 134 milhões pedidos ao ex-banqueiro por Flávio Bolsonaro para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em regime domiciliar, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Rogério Marinho conversou com a imprensa após o encerramento da sessão no STF. Inicialmente, tentou não associar a campanha eleitoral às ações no parlamento – em recesso eleitoral, para que os senadores deem atenção às bases eleitorais nos respectivos estados. Porém, após ser confrontado por jornalistas, Marinho disse que o desgaste de Lula com o julgamento de Moraes seria uma “consequência” dos acontecimentos. Ele ainda fez referência às ações de Moraes contra os presos pela tentativa de golpe de Estado, em 8 de janeiro de 2023, para dizer, sem provas, que o ministro e o presidente Lula mantêm relação de amizade.
Senador Rogério Marinho repete em coletiva discurso de Flávio Bolsonaro sobre pagamentos de Daniel Vorcaro recebidos pelo filho do ex-presidente
O senador reforçou o discurso de Flávio Bolsonaro sobre a relação com o empresário Daniel Vorcaro, do banco Master. Segundo ele, tudo não passou de uma relação contratual privada. As investigações da PF apontam, entretanto, para uma interlocução direta entre o filho 01 de Jair Bolsonaro e o ex-banqueiro para a obtenção de um patrocínio velado, sem qualquer divulgação no filme. Além disso, o candidato ao Planalto admitiu ter visitado Vorcaro no final de 2025, após a primeira prisão de Vorcaro, que já cumpria medidas cautelares e utilizava tornozeleira eletrônica.
La ministra de Inclusión, Seguridad Social y Migraciones, Elma Saiz, ha anunciado este miércoles que el nuevo reglamento de la prestación por cuidado de menores afectados por cáncer u otra enfermedad grave, conocida como CUME, "verá la luz" en octubre con "casi todas las mejoras" que han propuesto las familias, incluida la "revisión" del límite de edad de 26 años.
Centre right MEPs say they want the EU to give itself the tools and resources to protect European democracies from foreign interference, disinformation and hybrid threats.
The assertion comes just ahead of a parliamentary vote on the EU Parliament’s recommendations on the issue.
EPP MEP Tomas Tobé, speaking on Tuesday, has called for a Democracy Shield “with the power to act.”
The deputy, the Parliament’s negotiator on the European Democracy Shield dossier, stated, "Protecting democracy from foreign interference must be a European priority.
“We must respond with greater determination and reinforce the European Democracy Shield.
"Russia remains the most serious threat to the integrity of our democracies.
"Its continued attempts to influence elections and manipulate the information space show that the Kremlin sees democratic resilience as a threat to its own interests," says Tobé MEP, EPP Group Vice-Chair.
The EPP Group said it wants the Democracy Shield “to be more than just a name.”
A spokesman said, “Europe needs stronger coordination and real operational capacity to protect elections, defend democratic institutions and counter foreign interference.
“The European Centre for Democratic Resilience must have the powers and resources to respond effectively to threats.”
Tobé added, "With this report, the European Parliament sends a clear message: we will not be passive while our democracies are under threat.
“We must now turn the European Democracy Shield into effective action to protect our elections, defend our institutions and counter foreign interference," said Tobé.
Meanwhile, the European Parliament will this week also debate the devastating impact of this summer’s extreme weather.
The focus will be on the human and economic cost which MEPs say “is impossible to ignore.”
Extreme heat has resulted in at least 35,000 excess deaths across Europe and up to €180 billion in lost GDP.
The Socialist group, in a statement on Tuesday, said, “Europe has a choice.
“We can continue to react to each disaster separately, send firefighters when the flames are already spreading, repair the damage afterwards and hope that next summer will be less severe. Or we can prepare for the Europe we know is coming. This summer has made clear that the climate crisis is no longer a future risk.”
Further comment comes from Christophe Clergeau, S&D vice-president, who said he will call for a “healthy planet, healthy people and a sustainable food ecosystem.”
He said: "Europe is paying a devastating price for extreme heat.
“Tens of thousands of people have lost their lives, while extreme weather has caused enormous economic damage. We cannot treat this as the new normal.
“Every fraction of a degree of additional warming means more frequent and severe heatwaves, wildfires, floods and droughts. That is why mitigation, adaptation and protection must be treated as the same fight.
"We need to phase out fossil fuels, which are driving the climate crisis, while investing much more in identifying and reducing vulnerabilities, adapting our cities and regions, and protecting people from extreme heat and drought.”
The MEP went on, “Our first priority must be protecting those most vulnerable. Cities and regions are on the front line and need stronger support to prepare for and manage crises, while populations must also be better informed and prepared. We must ensure that firefighters and civil protection services have the equipment and resources they need, and support the recovery and repair of territories devastated by fires and other disasters. Civic engagement and volunteers also have a vital role to play in prevention, preparedness and response.
"Europe must also build the industrial capacity needed to protect its citizens. We should produce Canadairs and other firefighting aircraft in Europe, develop a European plan to support the equipment needs of firefighters, and establish a clear R&D roadmap for civil protection technologies. And we need to do much more to prevent wildfires in the first place. When our forests are increasingly exposed to heat, drought and fires, the rejection of a European forest monitoring law by the right and the far right last year was a serious mistake. We need better information and better prevention, not fewer tools to protect our forests and citizens.
"This vote on the forest monitoring law is part of a wider pattern. While the climate crisis is becoming more dangerous, the right and far right keep attacking the Green Deal and downplaying the need for climate action.”
The deputy continued, “Yet there is no fair society if people are left exposed to devastating heat, no competitive economy without decarbonisation, and no energy sovereignty while we remain dependent on imported fossil fuels.”
"The Union Civil Protection Mechanism alone is not enough: its budget is insufficient given the scale of the risks we face. We need an ambitious European adaptation and resilience package focused on anticipation, preparedness and protection. Europe must strengthen the Green Deal and invest in prevention and recovery, rather than give in to climate denial and political obstruction,” added Clergeau.
Ahead of National Curry Week in the UK (5-11 October) MPs are being urged to revive the Parliamentary Tiffin Cup.
The Tiffin Cup was an annual competition where MPs (advised by their constituents) nominated the Best South Asian Restaurant in their area.
One restaurant from every region was then shortlisted and invited to participate in the Grand Final cook-off event held in the House of Commons in London, and judged by MPs and guest celebrities, with the proceeds going to charity.
The Tiffin Cup was last won in 2019 by Kuti’s Restaurant in Southampton, where former Prime Minister Rishi Sunak says he worked shifts “just for fun” as a student.
The competition was created by a group of MPs with Keith Vaz as its chairman to celebrate quality South Asian food. The trophy was usually presented by the Speaker of the House of Commons.
Demands for its return are led by George Shaw, editor of the respected Good Curry Guide.
He told this site “These are challenging times for the hospitality sector, with both restaurants and customers being hard hit by rising costs. The Tiffin Cup will help to promote what is a vital part of our economy.
“Most curry houses are small independent businesses – not a ubiquitous chain which sucks cash away from the local area, funnelling profits to a corporate headquarters many miles away, or to an offshore bank account.
“Curry is a firmly established part of British history and culture.
“Queen Elizabeth I granted the first charter in 1600 allowing London merchants to trade with the “East Indies”, hoping to break the Dutch monopoly on the spice trade.”
The earliest surviving curry recipe in English was published in 1747.
The first Indian restaurant in London, the Hindoostane Coffee House, was opened in 1810 by Sake Dean Mahomed, a former captain in the British East India Company.
He went on to become ‘personal shampooing surgeon’ to George IV and William IV.
British appetites for spice became entrenched during the British colonial era in India, from 1600 to 1947.
Queen Victoria, ‘Empress of India’ was introduced to Indian cuisine by her ‘Munshi’, Abdul Karim.
Thereafter she ate curry every day, with great relish and in considerable quantities, until the end of her life, 25 years later.
The ritual of enjoying a refreshing lager with Indian food was introduced by Prince Axel of Denmark.
The Prince attended the British Empire Exhibition in 1924.
During his visit he discovered the cuisine of Veeraswamy (London’s first high end Indian restaurant and still in existence), which ran a “pop-up” at the Exhibition.
The Prince brought a barrel of Carlsberg with him and continued to send one each Christmas.
Shaw is urging restaurant curry fans to write to their MPs asking them to reestablish the Tiffin Cup competition as an annual fixture in Parliament, with their own nominations.
A sessão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para analisar as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, estava marcada para começar às 10h. Já passava das 16h20 desta terça-feira, 15 de setembro, e a reunião ainda não tinha alcançado a discussão do mérito da pauta – nenhum dos nove integrantes da mais alta Corte do país havia se manifestado sobre a abertura de uma investigação sobre a conduta de Moraes, exposta por outro magistrado do grupo, ministro André Mendonça. O debate, naquele momento, envolvia uma Questão de Ordem apresentada pelo decano Gilmar Mendes, que tentou suspender a reunião extraordinária e marcá-la para o próximo dia 23.
Duas horas depois, a sessão foi finalizada, e o mérito continuou sem análise. Ao longo de todo o dia, os ministros deliberaram apenas se Moraes deveria ter seu julgamento conjunto com o de Mendonça. No turbilhão da crise que assolou o Supremo desde o dia 2 de setembro, Moraes havia pedido ao presidente do Corte, Edson Fachin, a inclusão de Mendonça no inquérito das Fake News. A decisão foi baseada em relatórios de inteligência fornecidos pela Polícia Federal (PF), em que a corporação aponta um desequilíbrio na condução de André Mendonça no caso Master contra políticos, com indícios de “enviesamento”.
Alexandre de Moraes conta com aliados como Gilmar Mendes e Flávio Dino para evitar uma investigação sobre sua suposta relação com o caso Master
Prevaleceu no plenário, por quatro votos a três, a recusa à Questão de Ordem apresentada por Gilmar, de unir os dois casos. Foram favoráveis os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Enquanto Fachin, André Mendonça e Luiz Fux e Cármen Lúcia foram contrários à união das duas análises. Houve, porém, o pedido de vista do ministro Flávio Dino. Isso significa que a sessão será interrompida por até 90 dias para que ele possa analisar melhor o caso e posteriormente devolver aos magistrados.
Com pedido de vistas de Flávio Dino, julgamento será interrompido por até 90 dias
Única mulher a integrar a Corte, Cármen Lúcia só tomou a palavra às 17h56, após mais de sete horas do início do julgamento, em que permaneceu em silêncio, diferentemente de seus pares do gênero masculino. Em sua fala, ela declarou estar “profundamente consternada e triste” com a crise institucional do STF. Apontou, ainda, que a Corte provocou “intranquilidade” no país, que está a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. Em seguida, pediu “desculpa” ao “povo brasileiro”. “Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente. Mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver, e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais”, afirmou.
A ministra ainda criticou o que chamou de “espetacularização” dos julgamentos do STF. “Nós não garantimos o rigor e seriedade que deveríamos. Peço desculpas aos colegas e ao povo por não ter conseguido resolver essas questões de melhor modo. Houve uma espetacularização desses casos, dessa sessão, que não faz mal apenas ao Supremo, mas ao país. O país espera uma tranquilidade do Supremo que não conseguimos dar.”
A declaração da ministra ocorreu após uma série de embates entre os ministros durante a reunião desta terça-feira. O primeiro deles foi protagonizado pelo ministro Flávio Dino e o próprio presidente da Corte, Edson Fachin, que abriu a sessão centralizando em seu discurso a necessidade de preservar “sensatez, decoro e serenidade”. Ainda na primeira hora, porém, o equilíbrio entre os magistrados pareceu se desfazer. Dino pediu um aparte a Toffoli, que também esteve no epicentro do inquérito do Master, mas teve seu caso arquivado após uma reunião a portas fechadas entre os ministros.
Interrompendo Dino, Fachin respondeu que a palavra deveria ser sempre solicitada à presidência. Último ministro a compor a Corte, Dino retrucou que seguiria o regimento interno do Supremo, que, segundo ele, tem o aparte “dirigido ao relator”. A troca de farpas continuou, com direito a citação por Dino dos filósofos Thomas Hobbes e Aristóteles, além do cantor e compositor Chico César.
Antes mesmo do início da sessão, o ministro encaminhou um requerimento ao decano Gilmar Mendes, para que ele, na sua condição de substituto legal do Presidente e do Vice-presidente da Corte, restabelecesse o cumprimento da Constituição Federal, da lei e do Regimento Interno do STF. De acordo com Dino, há irregularidades na condução do processo por Fachin, que teria avocado para si, sem base legal, as petições que, para Dino, deveriam ter passado por redistribuição de relator.
A crítica ao presidente da Corte continuou ao longo do julgamento. “Temos uma situação complexa, tão complexa, que a pauta que nós recebemos traz como relator o ministro André Mendonça. Não houve redistribuição. Não houve publicação de pauta com a redistribuição feita. Quero dizer, presidente, teria que ser ele. Esse é o meu ponto. Vossa Excelência avocou cinco processos. Um meu, três do André [Mendonça] e um do Alexandre [de Moraes]”, afirmou Dino. Ainda segundo o ministro, ao aceitar a suposta avocatória de Fachin, a Corte estaria “abrindo uma avenida de autoritarismo, de despotismo, de tirania, nos tribunais”.
Presidente do STF, Fachin recebeu críticas sobre a condução da crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça
Ao pedir vista, no fim da sessão, o ministro Flávio Dino subiu o tom contra Fachin novamente. “Nós estamos em termos que degradam a imagem deste tribunal. Vossa Excelência está assistindo isso há horas e está transformando o Supremo, nas próximas semanas, quiçá meses, neste debate. Se Vossa Excelência vai assistir a isto, eu não vou”, concluiu.
Impedidos
No início da sessão, o ministro Kassio Nunes Marques, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se declarou impedido de julgar naquela situação porque, segundo ele, o TSE mantém uma “equidistância” do caso Master. Marques, no entanto, aproveitou a oportunidade de fala para citar indiretamente a conversa extraída do celular de Daniel Vorcaro, que mostraria que o advogado Kevin Marques, filho do ministro, teria recebido o valor de R$ 500 mil do ex-banqueiro. “Nunca prestou nenhum serviço”, afirmou o ministro sobre o filho durante seu pronunciamento.
Na sequência, Dias Toffoli também tomou a palavra e, “para manter a coerência”, já que desde que saiu da relatoria do caso Master, de forma voluntária — ressaltou —, não tem votado em assuntos referentes a esse inquérito. Diferente de Nunes Marques, que se retirou do plenário, Toffoli declarou que, mesmo sem votar, seguiria na sessão e se manifestaria, caso sentisse necessidade. O ministro já esteve no epicentro de acusações de envolvimento com Daniel Vorcaro quando foi relator do inquérito. Na época, declarou suspeição por motivo de foro íntimo e desde então não participa de julgamentos relacionados ao banco Master. Entre as suspeitas que recaem sobre Tóffoli estão negócios imobiliários e aportes financeiros ligados ao Master.
Como ministros votaram na questão de ordem
Flávio Dino votou para que Alexandre de Moraes e André Mendonça fossem julgados juntos no dia 23. Ele falou num “combate seletivo” à corrupção no Brasil e apontou a existência de um “inquérito” contra Alexandre de Moraes e uma “inadequação procedimental” na apreciação do caso. Luiz Fux, por sua vez, rebateu: “nós temos uma apuração, isso não é inquérito”.
Fachin foi questionado por Dino sobre os motivos pelos quais o ministro Alexandre de Moraes estava sendo julgado de forma isolada. “Por que Elon Musk não gostou, porque Trump não gostou, porque os autores do homicídio de Marielle não gostaram?”, indagou.
Já o ministro Cristiano Zanin fez uma defesa mais curta e também acompanhou a proposta de Gilmar Mendes para votar o caso de Alexandre de Moraes e André Mendonça em conjunto. O presidente Fachin argumentou sobre o posicionamento de Zanin, afirmando que não houve diferença no tratamento dos casos em relação às datas dos julgamentos.
Como previsto, André Mendonça acompanhou Edson Fachin para julgar Alexandre de Moraes na sessão à parte da sua. Ele ainda refutou a acusação de que estaria atuando com parcialidade sobre a seletividade de nomes nas investigações da PF. “Entendo não haver as mesmas bases fáticas, como foram referidas. O que há em relação a mim é um suposto relatório de inteligência que a própria imprensa encara como fake. (…) são situações jurídicas totalmente distintas”.
Em 2 de setembro deste ano, Mendonça confirmou ter se encontrado com Daniel Vorcaro em março de 2025. Entretanto, o magistrado disse não ter conversado em momento algum sobre o banco Master com o ex-banqueiro, mas sim a respeito do pagamento de precatórios decorrentes de prejuízos de uma usina do setor sucroalcooleiro.
Em manifestação no momento da defesa do voto de André Mendonça, Alexandre de Moraes disse ser vítima de um “dossiê criminoso” montado contra ele para ser vazado à imprensa. Moraes ainda acusou Mendonça de realizar uma “investigação de ofício”. Em contrapartida, André Mendonça negou qualquer “juízo de valor” enquanto relator do caso Master e afirmou ter seguido os precedentes constitucionais do STF. “Ninguém foi buscar informação, nós temos os autos e os documentos”.
Mesmo após Flávio Dino pedir vistas, a ministra Carmen Lúcia manifestou voto no sentido de manter os casos de Moraes e de Mendonça separados. Ela também rebateu as declarações de Flávio Dino sobre uma possível pressão externa para influenciar nas condutas no STF. “Não é por pressão de fora ou de dentro, é porque é a nossa compreensão de que é o nosso dever”, declarou a ministra, que lamentou, mais uma vez, a situação que estava sendo analisada. “Essa é uma sessão que não é das páginas mais festivas [da Corte] de jeito nenhum, longe disso”.
A crise no STF
O estopim da crise no STF ocorreu após o então relator do caso Master, ministro André Mendonça, retirar o sigilo de conversas que envolveriam Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Mensagens de celular obtidas pela Polícia Federal mostram que o empresário teria enviado 52 mensagens ao magistrado, incluindo questionamentos sobre iminentes operações policiais e pedidos de informações sobre possíveis mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens.
Moraes também atuou na edição de um contrato de R$ 130 milhões firmado entre Vorcaro e o escritório advocatício da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Após a revelação do acordo, o escritório Barci de Moraes divulgou uma nota alegando ter consultado o próprio ministro sobre a existência de impedimentos legais para a contratação, mas que nenhuma irregularidade teria sido identificada.
Uma possível seletividade intencional de André Mendonça na escolha dos documentos que teriam a quebra de sigilo divulgada deixou ainda mais à mostra a divisão interna no Supremo. Ao lado de Moraes: Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. Um outro aliado é o ministro Dias Toffoli, que contou com o apoio dos ministros quando foi o alvo das suspeitas como relator do caso Master.
Campanha de Flávio aproveita julgamento de Moraes
Numa ação atípica para o período de campanha eleitoral, parlamentares da oposição se reuniram no Congresso Nacional para declarar apoio irrestrito às ações de André Mendonça e pedir o afastamento de Alexandre de Moraes do cargo ocupado no STF. À frente do grupo no parlamento, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do também senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
O senador Carlos Viana (PSD-MG), que abriu uma frente de ataque contra o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), chegou a afirmar que a oposição iria obstruir os trabalhos no parlamento caso Alexandre de Moraes não fosse afastado no julgamento do STF e nem fosse aberto um processo de impeachment contra o ministro no Senado – medida que depende do aval de Alcolumbre.
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