21h. Rui Borges alerta para perigo do Lens nas bolas paradas




VTM
O Futebol Clube de Fontelas apresentou uma exposição formal à Associação de Futebol de Vila Real (AFVR) e ao respetivo Conselho de Arbitragem, na sequência dos acontecimentos registados no encontro frente ao Pedras Salgadas, referente à última jornada da Divisão de Honra. Em causa estão alegados comentários depreciativos, respostas consideradas desrespeitosas e comportamentos que a direção do clube entende serem incompatíveis com as responsabilidades da equipa de arbitragem.
Em declarações à VTM sobre o sucedido, Hugo Ermida, presidente do FC Fontelas, fez questão de separar a contestação à postura dos árbitros da análise ao jogo e ao resultado. “Não depende de questão de resultados ou que a arbitragem, de alguma forma, tenha influenciado nisso. Não é uma situação dessas”, disse, acrescentando que o desagrado está relacionado com a forma como, alegadamente, os elementos dessa equipa terão interagido com os atletas visitantes.
“Sabemos perfeitamente que ia ser um jogo bastante complicado e temos noção da diferença qualitativa de uma equipa para a outra”, declarou o responsável do Fontelas. Segundo Hugo Ermida, durante a partida, os reparos feitos pelos da sua equipa a algumas decisões do trio de arbitragem terão recebido respostas acompanhadas de sorrisos e de uma postura que considerou provocatória.
O presidente deu como exemplo uma situação em que um jogador terá sido impedido de prosseguir o seu movimento em direção à bola pelo árbitro. Quando questionado sobre a razão pela qual não interrompeu o jogo, este terá respondido que não tinha de o fazer porque a bola não lhe tinha tocado.
“Tudo bem, é uma decisão dele, mas era mais fácil dizer isto do que estar a rir-se”, relatou o responsável, frisando que a contestação não se prende com a interpretação técnica do lance, mas com a forma como a resposta terá sido dada.
Uma outra situação apontada pelo presidente diz respeito uma suposta falta atacante na área da sua equipa, quando um elemento da arbitragem terá comentado que a queda “parece uma piscina”.
O presidente considera que este tipo de interação ultrapassa a discussão sobre decisões de arbitragem. “Uma coisa é uma má decisão e qualquer jogador tem de perceber isso. Outra coisa é estar em campo e ter o senhor que mais tem de ter mão no jogo a provocar”, afirmou.
O responsável entende que a forma de comunicar com os atletas pode contribuir para aumentar a tensão dentro de campo e tornar o jogo mais agressivo. “Um árbitro nunca pode tomar partido de maneira nenhuma em jogos”, defendeu, argumentando que os jogadores podem reagir ao comportamento que atribuem à equipa de arbitragem.
O presidente referiu ainda um episódio após o encontro, junto à saída do recinto desportivo. De acordo com a sua versão, um elemento da arbitragem terá entrado no carro e, ao sair, perante jogadores e adeptos do Fontelas, terá piscado o olho e sorrido. Hugo Ermida interpretou o gesto como “uma atitude clara de provocação”.
O clube sustenta, no comunicado oficial, que o desagrado “não se prende apenas com decisões técnicas tomadas durante a partida”, mas com “um conjunto de atitudes, comentários e gestos” que considera incompatíveis com o respeito exigido aos agentes desportivos.
Apesar das críticas, Hugo Ermida ressalvou que não pretende generalizar a todos os árbitros nem colocar em causa a dificuldade da função. “Sabemos que o erro humano na arbitragem está inerente”, afirmou, lembrando que o futebol distrital não dispõe de videoárbitro.
A intenção, explicou, é levar a AFVR e o Conselho de Arbitragem a analisar situações que o clube considera não serem exclusivas do Fontelas. “Não tem a ver exclusivamente connosco. Aconteceu connosco, temos de ser nós a relatar o assunto. Mas isto é geral”, declarou.
Hugo Ermida reconheceu que o comunicado partilhado nas suas redes sociais poderá ter consequências para o clube, mas garantiu que a direção decidiu avançar para marcar uma posição. “Independentemente de qualquer tipo de consequência que possa trazer, marcamos uma posição clara”, afirmou.
No comunicado, o FC Fontelas sublinha que não pretende alimentar polémicas, mas entende que não pode ficar em silêncio perante aquilo que considera ter atentado contra a dignidade dos seus atletas, dirigentes e instituição. “O respeito não pode depender do resultado, do clube ou do momento do jogo”, escreve o clube, que solicita às entidades competentes a análise dos acontecimentos e a tomada das medidas que considerem adequadas.
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O Atlético-GO empatou por 1 a 1 com o Sport na tarde deste domingo (11/10), no Estádio Antônio Accioly, pela 33ª rodada da Série B. O gol do Dragão foi marcado por Geovany Soares, no primeiro tempo. Já na segunda etapa, Perotti empatou para os visitantes. Com o resultado, os goianos permanecem na 6ª posição, com 53 pontos, mas podendo ser ultrapassado ao término da rodada.
O primeiro tempo começou com o Sport dominando as ações e levando perigo ao gol de Paulo Vítor, inclusive acertando a trave. O Atlético-GO encontrou dificuldades no início, mas conseguiu equilibrar a partida e passou a criar boas oportunidades, principalmente com Geovany Soares e João Pedro. Na reta final, o Dragão cresceu, pressionou e abriu o placar aos 48 minutos: Leandro Vilela lançou Geovany Soares, que fintou a marcação e balançou as redes. Com isso, o Atlético-GO foi para o intervalo vencendo por 1 a 0 e, naquele momento, garantindo sua permanência no G-6 por mais uma rodada.
No início do segundo tempo, o Sport voltou a ameaçar: Barleta driblou Guilherme Lopes e finalizou, com a bola beijando a trave antes de sair pela linha de fundo. Dois minutos depois, o Atlético-GO respondeu em cobrança de falta, quando Netinho arriscou direto para o gol, mas Thiago Couto fez grande defesa, evitando o segundo gol rubro-negro. Aos 19, Bruno José acelerou, passou pela marcação e foi agarrado por Benevenuto, que recebeu cartão vermelho direto, deixando o Sport com um jogador a menos. Aos 34, Geovany Soares desperdiçou boa chance de ampliar após falha defensiva do Sport: arrancou em velocidade, driblou a marcação, mas finalizou mal. Aos 38, o Sport empatou: Diego Hernandez arriscou de longe, a bola explodiu no travessão de Paulo Vítor e, no rebote, Peixoto não afastou o perigo, permitindo que Perotti aproveitasse a sobra e deixasse tudo igual no placar.
O Atlético-GO volta a campo na próxima sexta-feira (16/10), às 19h30, contra a Ponte Preta, fora de casa.
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