❌

Normal view

Corte de 50% na retenção de IRS de novembro… – as várias simulações avançadas pela Lusa

14 October 2026 at 22:16

O preconizado corte de 50% na retenção de IRS em novembro, fará com que um salário de 1.000 euros fique sujeito a 34 euros de IRS para o conjunto do vencimento e subsídio de natal, em vez de 70 euros, segundo veicula o Notícias ao Minuto com base na publicação de hoje em Diário da República (DR).

O montante final a reter em novembro para refletir a descida intercalar do IRS em 2026, por despacho do Governo publicado hoje em DR, estabelece que, nesse mês, as entidades pagadoras de salários e pensões, em vez de cobrarem a percentagem habitual de IRS, só retêm metade desse valor.

Como o corte se aplica quer ao vencimento mensal quer ao subsídio de natal, que é sujeito a retenção de forma separada, a quantia de IRS a entregar ao Estado em novembro relativamente ao conjunto das duas remunerações – salário e subsídio – será semelhante àquela que em condições normais se aplicaria apenas ao salário mensal. As diferenças decorrem de arredondamentos a que as regras da retenção obedecem.

Saliente-se que o NM divulga os cálculos realizados pela Lusa os quais permitem visualizar esses efeitos em diferentes níveis de rendimento, como poderá observar adiante.

Confira as diferentes simulações dos salários

No caso de um trabalhador solteiro sem filhos que ganhe 1.000 euros brutos por mês, a retenção na fonte atual é de 35 euros.
Em novembro, com o corte de 50%, a retenção sobre o salário baixa para 17 euros – não para 17,50 euros, uma vez que o Código do IRS prevê que “a importância apurada mediante aplicação das taxas de retenção é arredondada para a unidade de euros inferior”.

Como o subsídio de natal é idêntico ao vencimento mensal, a retenção a fazer de forma autónoma sobre essa componente remuneratória também será de 17 euros.
Dessa forma, o valor global a reter de IRS nesse mês será de 34 euros. Sem o ajustamento agora fixado pelo Governo, seriam retidos 70 euros, 35 relativos ao salário e outros 35 ao subsídio.

A simulação é igual para um trabalhador casado com alguém que também aufere rendimentos.
Ou seja, num vencimento de 1.200 euros brutos por mês, a retenção mensal, atualmente nos 96 euros, baixa em novembro para 48 euros. Sobre o subsídio, a retenção será igualmente de 48 euros, colocando o total do IRS a entregar nos 96 euros.

Num vencimento bruto de 1.500 euros, a retenção passa de 168 euros para 84 euros, aplicando-se um valor idêntico ao subsídio.

Já para um rendimento mensal bruto de 2.000 euros, a retenção reduz-se dos atuais 301 euros para 150 euros, a que se soma uma cobrança igual sobre o subsídio de natal.

Para um trabalhador que recebe 3.000 euros brutos mensais, a entrega de IRS de novembro, em vez de 663 euros, recua para 331 euros, aos quais acrescem outros 331 euros sobre o subsídio de natal.

E num salário bruto de 5.000 euros por mês, a retenção mensal baixa de 1.452 euros para 726 euros, cobrando-se o mesmo sobre o subsídio.

Os cálculos são semelhantes para trabalhadores solteiros com filhos, com a diferença de que o valor de IRS a entregar é menor consoante o número de dependentes.

E acerca das pensões?

Numa pensão de 1.000 euros brutos mensais, de um reformado casado com alguém que também aufere rendimentos, o IRS a reter em novembro sobre a pensão será de 10 euros, em vez dos 20 habituais, sendo o pensionista chamado ainda a entregar 10 euros relativos à retenção do subsídio de natal.

Um pensionista com uma reforma de 1.500 euros, em vez de entregar 151 euros, fará uma retenção de IRS em novembro de 75 euros, a que acrescem 75 euros sobre o subsídio de natal.

Numa pensão de 1.800 euros, o valor a reter em novembro, em vez de 223 euros, será de 111 euros, acrescendo outros 111 sobre o subsídio de natal.

Um pensionista que receba 3.000 euros brutos, e que atualmente retém 678 euros por mês, irá entregar 339 euros em novembro, mais 339 sobre o subsídio de natal.

É de referir que tanto os salários como as pensões até aos 920 euros não fazem retenção na fonte, porque se encontram isentos de IRS por via do mínimo de existência, que exclui de tributação os rendimentos mais baixos.

A redução da cobrança de IRS em 50% só se aplica em novembro, para refletir nesse mês a descida das taxas gerais do 1.º ao 6.º escalão de rendimento.
Em dezembro, voltam a aplicar-se as taxas normais fixadas desde o início do ano, ou seja, sem a redução de 50%.

Jovens da Eurorregião AAA debatem resiliência democrática e celebram 40 anos de Europa

14 October 2026 at 19:50

O V Encontro de Jovens da Eurorregião AAA decorre de 16 a 18 de outubro, em El Rocío, com um painel cidadão dedicado à democracia e atividades de sustentabilidade no Parque Nacional de Doñana.

Jovens do Alentejo, do Algarve e da Andaluzia reúnem-se, de 16 a 18 de outubro, em El Rocío, no município de Almonte, província de Huelva, para participar no V Encontro de Jovens da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (AAA). Ao longo de três dias, os participantes irão debater os desafios da democracia europeia, sob a questão central: ‘Como podemos tornar as nossas democracias mais fortes e resilientes, juntos?’.

O programa tem como destaque o painel cidadão ‘Escudo para a Democracia’, uma iniciativa de participação que procura envolver os cidadãos na reflexão e na construção das políticas públicas europeias. Organizados em grupos mistos, constituídos por sorteio e acompanhados por mentores, os jovens irão identificar desafios, debater possíveis soluções e elaborar recomendações, fundamentando a sua relevância e as mudanças que consideram necessárias.

As propostas serão posteriormente apresentadas em sessão plenária, promovendo a partilha de perspetivas e a procura de consensos entre os participantes. As recomendações acordadas serão reunidas e publicadas na Plataforma de Participação dos Cidadãos da União Europeia, contribuindo para o debate europeu sobre a resiliência democrática.

Com base nas ideias desenvolvidas durante o painel cidadão, os jovens terão ainda a oportunidade de conceber e apresentar projetos concretos, viáveis e sustentáveis, com potencial de aplicação local para reforçar a democracia nas suas comunidades. Pretende-se que algumas destas propostas possam vir a ser concretizadas pelas entidades organizadoras.

O encontro termina no domingo, 18 de outubro, com um programa dedicado à sustentabilidade, à partilha de experiências e ao estabelecimento de contactos entre os participantes, no Parque Nacional de Doñana. A iniciativa permitirá também conhecer melhor a importância da Rede Natura 2000, da qual Doñana faz parte, enquanto instrumento europeu de conservação da biodiversidade e de proteção dos habitats e das espécies ameaçadas.

Uma iniciativa de cooperação europeia

O encontro conta com o apoio do Interreg Espanha-Portugal e da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia, através da Consejería de Presidência, Saúde e Emergências da Junta da Andaluzia.

A organização é assegurada pelo Conselho Andaluz do Movimento Europeu, entidade que promove o debate democrático sobre a União Europeia na sociedade andaluza, e pela rede de centros Europe Direct em Portugal e Espanha, nomeadamente os centros de Sevilha, Córdoba, Huelva, Alentejo Central e Litoral e Algarve, bem como pelo Centro de Documentação Europeia da Universidade de Sevilha.

A rede Europe Direct, uma iniciativa da Comissão Europeia, tem como objetivo aproximar as instituições e as políticas da União Europeia dos cidadãos, reforçando o conhecimento sobre a Europa e promovendo a participação cívica a nível local e regional.

Município de Silves marca presença no Congresso Nacional AHRESP 2026 em Lagoa

14 October 2026 at 19:39

O Município de Silves vai marcar presença no Congresso Nacional AHRESP 2026, que terá lugar nos dias 22 e 23 de outubro, no Centro de Congressos de Lagoa.

O evento reunirá empresários, especialistas, académicos, profissionais e decisores públicos para dois dias dedicados ao conhecimento, à partilha de experiências e à apresentação de ferramentas relevantes para os setores da restauração e do alojamento turístico.

Sob o tema «A Arte do Conhecimento — Onde a intuição encontra o algoritmo», o congresso irá abordar os principais desafios que se colocam às empresas, com destaque para a inteligência artificial, a gestão, a eficiência, a valorização do talento e as novas formas de trabalhar.

A edição de 2026 assume um significado especial, coincidindo com a celebração dos 130 anos da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.

O programa completo e as inscrições estão disponíveis clicando aqui.

Os trunfos que deram a vitória à Lufthansa na corrida à TAP

14 October 2026 at 21:52
A oferta mais alta foi decisiva, mas uma proposta de ações para o Estado e uma escola de pilotos em Tancos também contribuíram para a vitória do grupo alemão. A privatização da TAP em 14 respostas.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Pinto Luz e Luís Montenegro relançaram o cenário de venda total da TAP nesta legislatura, mas decisão implica apoio de pelo menos um dos maiores partidos da oposição

Ukraine blocks Russia from outflanking its fortress cities in Donbas, retaking 277 square kilometers and hitting 8,000 Russian troops

14 October 2026 at 21:47

Ukraine's Third Army Corps commander Brigadier General Andrii Biletskyi announcing new developments in "Operation Vivaldi," 20 September 2026. Screenshot from video: Ukraine's Third Army Corps

Ukraine has completed its Operation Vivaldi, aimed at protecting its fortress belt cities of Donetsk Oblast, which helped Kyiv preserve the region from Russian occupation for 12 years. Brigadier General Andrii Biletskyi, the commander of the Third Army Corps behind the operation, has reported that the fourth phase secured 101 km² of territory. Among the latest achievements is the liberation of three settlements—Zelena Dolyna, Lypove, and Kolodiazi.

The operation's main objective was to move Ukrainian troops into more advantageous defensive positions, Biletskyi said in the first days after the operation was made public. Vivaldi has now summed up the results of all four phases: Ukraine has established full control over 16 settlements, liberated 277 km² of territory, and inflicted 8,000 casualties on Russian forces.

Ukraine worked against Russia's deadline

During Operation Vivaldi, Ukrainian forces have prevented Russian troops from outflanking the Sloviansk-Kramatorsk agglomeration and cutting the Kharkiv–Sloviansk highway, a key supply route for Ukraine’s forces in Donbas, Biletskyi says.

“We thwarted the offensive of the Zapad grouping and forced it to redeploy some units of the 1st Tank Army, which eased pressure on Kupiansk-Vuzlovyi,” Biletskyi announces.

Previously, the Institute for the Study of War noted that Russian President Vladimir Putin was confident that Russian forces would be able to seize the entire Donetsk Oblast by the end of 2026 — the Kremlin’s latest deadline for achieving this goal.

Ukraine’s military was on a mission to prevent this.

Season one: clearing russian infiltration groups

On 15 September 2026, Ukraine’s Third Army Corps announced Operation Vivaldi in northern Donetsk Oblast. During the first phase, Ukrainian troops cleared Russian groups from 75 km² of territory and liberated another 10 km².

The Third Army Corps said it had struck Russian supply routes and fuel infrastructure, prompting Russia to relocate its fuel and lubricant reserves to Voronezh Oblast. According to the corps, Russian forces lost around 1,500 troops, more than 12,000 drones, and hundreds of pieces of equipment.

Season two: liberation of Shandryholove and Derylove

On 20 September, the Third Army Corps reported the liberation of Shandryholove and Derylove and the establishment of full control over Drobysheve.

During the second season, Russian forces lost another 800 troops, bringing their total losses across the first two seasons to more than 3,000, according to the corps.

During the first two seasons of the operation, Ukrainian troops and attached units regained control of 125 km² of territory, including 50 km² that had been fully liberated.

Two soldiers of Ukraine’s Third Army Corps silhouetted among bare trees at twilight; one holds a radio to his mouth.
Soldiers of Ukraine’s Third Army Corps. Source: Ukraine’s Third Army Corps

The first phase of Vivaldi involved eliminating Russian groups that had infiltrated Ukrainian positions, explained the commander of a battalion in the 125th Brigade, callsign Darwin, per ArmyInform. After clearing those groups, the Defense Forces moved on to the operation’s second phase, using reconnaissance drones to detect Russian forces, he added.

For this, Ukraine used UAVs and ground robotic systems.

“The Third Army Corps was the first in the world to begin deploying ground robotic systems by air. Our heavy bombers deliver kamikaze ground robotic systems more than 10 kilometers behind enemy lines,” Biletskyi noted.

Season three: advances near Novе and Ridkodub

On 28 September, the Third Army Corps reported the liberation of Nove, Ridkodub, and Katerynivka and the restoration of control over Karpivka and Novomykhailivka. Ukrainian forces regained another 51 km² of territory, bringing the total area liberated since the start of the offensive to 176 km². Russian forces lost around 2,000 troops, and more than 250 were taken prisoner, the corps said in its summary of the operation’s third phase.

Map of settlements Ukraine's 3rd Army Corps says it liberated north of Lyman, as of 28 September 2026.
Settlements Ukraine's 3rd Army Corps says it liberated during Operation Vivaldi north of Lyman, Donetsk Oblast, Ukraine, as of 28 September 2026. Map: ISW

“The Russians were convinced that the main axis of attack was Shandryholove–Zelena Dolyna. This led it to squander its reserves in counterattacks along that very axis. The Russians slept through the actual strike, which was focused on capturing Nove,” Biletskyi said.

Operation Vivaldi aimed to disrupt Russia’s plans in Donetsk Oblast

The need for Operation Vivaldi arose amid Russian attempts to encircle Ukraine’s fortified belt in Donetsk Oblast. Ukrainian forces conducted preparatory efforts aimed at degrading Russia’s offensive capabilities, including strikes on Russian drone operators, the Institute for the Study of War reported on 9 October.

Ukrainian counterattacks in the Lyman direction and east of Sloviansk and Kramatorsk were intended to complicate Russian efforts to seize the fortified belt in Donetsk Oblast, the report noted.

The corps advanced gradually, reclaiming small areas instead of attempting a large-scale breakthrough.

Ansar Allah Warns More Attacks on Saudi Oil Facilities Are Coming After Strike Hits Aramco Headquarters

14 October 2026 at 21:09
Yemen’s Ansar Allah, also known as the Houthis, warned on Wednesday that more attacks targeting Saudi Arabia’s oil facilities were coming following a strike that hit the headquarters of the Saudi state-owned oil giant Aramco in the eastern city of Dhahran. Yahya Saree, spokesman for the Ansar Allah-led Yemeni Armed Forces, said that attacks also […]

Campanha de Lula vai ao TSE após IA da Meta restringir buscas

Logo Agência Brasil

A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou nesta quarta-feira (14) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após constatar restrições na entrega de postagens aos usuários de plataformas da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp).

Além das restrições relacionadas às postagens, a campanha também citou que comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitem a criação de conteúdos sobre Lula. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) está liberada.

Notícias relacionadas:

Na petição enviada ao TSE, os advogados da campanha afirmaram que o algoritmo da Meta está “enviesado” e pratica “seletividade algorítmica” para beneficiar Flávio.

“A Meta AI, motor de inteligência artificial que integra todas as plataformas geridas pela Meta – Instagram, Whatsapp e Facebook – é, por si, enviesado e busca, a todo custo, entregar ao usuário um resultado favorável a Flávio Bolsonaro, ainda que o mesmo usuário insista em Lula”, afirmaram os advogados.

Trump

A campanha também afirmou que Meta é alinhada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e exerce “pressões” sob o eleitor brasileiro.

“Enquanto restringe, sem explicação, a entrega do conteúdo do representante e do seu campo político, em território nacional, quadro que revela, na conduta da empresa estrangeira alinhada ao governo Trump, a materialização, no interior do pleito, do vetor de pressão externa sobre o eleitorado”, afirmou a campanha.

A suposta seletividade da Meta já está judicializada no TSE desde a semana passada. Conforme representação enviada ao tribunal, o PT disse que há pelo menos 255 perfis falsos contra a campanha de Lula.

O caso é avaliado pelo ministro Marco Aurélio Belizze.

Outro lado

Em nota, a Meta informou que proibiu a recomendação ou geração de imagens de candidatos.

“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”.

 

Matéria atualizada às 19h para acrescentar posicionamento da Meta 

21h. Centenas de protestantes estão reunidos no Porto

14 October 2026 at 21:03
Os manifestantes estão na Praça D. João I desde sábado. E ainda, o Ministro das Infraestruturas quer um consenso em torno da privatização total da TAP.

Heavy Russian Strikes Kill Nine People Across Ukraine, Pound Power Plants

14 October 2026 at 20:34
Heavy Russian strikes pounded targets across Ukraine overnight Tuesday into Wednesday, killing at least nine people and leaving hundreds of thousands without power as attacks hit multiple power plants. Photos show that at least one residential building in Kyiv’s Desnianskyi district was hit during the barrage, where Ukrainian officials say at least two civilians were […]

Houthis reframing the narrative casting them as an Iranian proxy

14 October 2026 at 20:26

A deadly Houthi attack on Riyadh’s international airport has highlighted how the Yemeni group is reframing its perceived “Iran proxy” role and shifting its regional focus to its ongoing battle against Saudi Arabia. The October 10 strike, in which 13 people were killed and hundreds injured, was the most violent episode on Saudi Arabian soil […]

The post Houthis reframing the narrative casting them as an Iranian proxy appeared first on Asia Times.

"Trump está a esvaziar a liderança do mundo livre"

14 October 2026 at 20:25
Orlando Samões alerta que atitudes impulsivas de Trump prejudicam alianças e enfraquecem liderança dos EUA. O especialista destaca apoio de Londres à Ucrânia, que contrabalança a oscilação americana.

Zelensky admite sentir-se "traído" por Donald Trump

14 October 2026 at 20:21
Zelensky diz que a Ucrânia está a perder o apoio dos Estados Unidos, mas recusa ceder às exigências do Kremlin. O presidente ucraniano acusa ainda Donald Trump de estar "no lado errado" do conflito.

Lisboa e Leiria. Detidos suspeitos de carjacking e assaltos

14 October 2026 at 20:21
A PJ desmantelou grupo criminoso armado ativo entre junho e outubro. Há mais dois suspeitos identificados com mandados de detenção já emitidos.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Os arguidos foram detidos na terça-feira, pelas 19h30, no parque de estacionamento do Centro Comercial Colombo, em Lisboa

Rússia poderá exportar 3,5 milhões de toneladas de gasóleo

14 October 2026 at 20:20
Isto no âmbito do acordo alcançado com os Estados Unidos. O valor - 3,5 milhões de toneladas - é o equivalente a mais de 10% do mercado mundial.

Corte amplo de gastos públicos afetaria área social, dizem economistas

Logo Agência Brasil

Um corte de gastos públicos no Brasil de grandes proporções que preserve os programas sociais e os reajustes do salário mínimo, pensões e aposentadorias é inviável, calculam economistas ouvidos pela Agência Brasil.

O professor Pedro Paulo Zahluth Bastos, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirmou que cortes expressivos, como os de cerca de R$ 200 bilhões discutidos durante a campanha presidencial, tendem a alcançar as áreas sociais.

Notícias relacionadas:

“Cerca de 90% do gasto primário federal é obrigatório: Previdência, BPC [Benefício de Prestação Continuada], pessoal, pisos de saúde e educação, Bolsa Família. O que sobra, as despesas discricionárias, soma pouco mais de R$ 200 bilhões”, disse.

Bastos acrescenta que, dentro das despesas discricionárias, que são aquelas que podem ser usadas livremente pelo governo, estão os investimentos, além dos custeios de universidades, de hospitais federais e da Polícia Federal (PF).

“Um corte de R$ 200 bilhões que preserve os benefícios sociais zera o resto. Se não zera, entra nos benefícios. Não há terceira opção”, concluiu o economista.

A professora de economia Maria Lourdes Mollo, da Universidade de Brasília (UnB), explicou que não é possível fazer cortes substanciais no orçamento público sem afetar a área social.

“Não apenas em função das políticas sociais especificamente, que serão comprometidas, mas porque os gastos públicos têm um efeito multiplicador na renda e no emprego que é perdido”, disse.

A professora sustenta que as despesas públicas contribuem para estimular a economia e que, com as altas taxas de juros praticadas no Brasil, os cortes de gastos tendem a causar retração na economia como um todo.

“Além disso, como a arrecadação cai com o produto, o que será destinado para educação e saúde, que é uma proporção da receita, cai também”, acrescentou.

Após defender um “tesouraço” inspirado no governo de Javier Milei, que fez cortes em áreas como saúde, educação e alimentação na Argentina, o candidato Flávio Bolsonaro tem sustentado que não pretende reduzir programas e benefícios sociais caso seja eleito.

Na equipe de Lula, o discurso é de que o ajuste fiscal será necessário em um eventual quarto mandato, mas que ele seria gradual e ao longo dos quatro anos.

Em entrevista exclusiva à Folha de São Paulo, o ministro do planejamento, Bruno Moretti, projeta sair de um déficit das contas públicas de 0,5% do PIB neste ano para um superávit de 1,5% em 2030. 

“Nós estamos falando de desacelerar despesas obrigatórias, compatibilizar o direito das pessoas com o processo de manter as contas públicas em ordem", afirmou Moretti.

Corte de 1,5% do PIB

Em agosto deste ano em entrevista à Globo News, a coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o plano prevê mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública, o que inclui um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva aponta que o “tesouraço” de Flávio deve prejudicar os aposentados e pensionistas do INSS e os beneficiários dos programas sociais, o que é negado pelo senador fluminense.

“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil”, reforçou o presidenciável do PL.

Supersalários e desperdícios

Nos últimos dias, a campanha de Flávio tem defendido que os cortes seriam limitados aos supostos privilégios do funcionalismo público, como os supersalários, entre outras despesas na máquina pública. Ele também defende aumentar as ações de combate às fraudes.

O professor Pedro Paulo destaca que essas despesas somam alguns bilhões, não centenas de bilhões.

“Supersalários e penduricalhos acima do teto são um problema de justiça, não de orçamento. Extinguir dez ministérios economiza o custo administrativo, que é pequeno; o dinheiro está nos programas que os ministérios executam”, comentou.

Ainda segundo o especialista, combater fraudes no INSS pode render recursos uma vez, mas não o ano todo. “Nenhum governo cortou R$ 200 bilhões em desperdício. Quem cortou, cortou da população”, completou.

Para o economista da Unicamp, a única forma de chegar a cortes de 1,5% a 2% do PIB é por meio de cortes em despesas obrigatórias ou mudanças nos cálculos dos reajustes dos benefícios atuais.

“Ninguém perde o benefício de hoje, perde o reajuste de amanhã. O aposentado que ganha um salário mínimo deixa de ter o ganho real que teve todos os anos desde 2023. Em dez anos, isso é uma reforma da Previdência feita sem votar reforma da Previdência”, pontuou.

Juros pressionam a dívida 

O corte de gastos públicos é uma das principais exigências do mercado financeiro para os governos e candidatos sob o argumento de que as despesas pressionam a dívida pública e colocariam em risco a sustentabilidade das contas do Estado brasileiro.

O professor da Unicamp Pedro Paulo Bastos destaca que o principal fator que pressiona o déficit público são os juros, que vêm consumindo cerca de R$ 1 trilhão ao ano. O Brasil alcançou, em setembro, as maiores taxas reais de juros do mundo, segundo a consultoria Moneyou.  

“O setor público tem déficit de 0,6% do PIB. Os juros custam 8,9% do PIB. Cortar 1,5% do PIB de quem recebe aposentadoria e Bolsa Família, enquanto se paga 8,9% do PIB a quem tem título público, não é ajuste. É escolha de quem paga”, comentou.

Arcabouço fiscal

Ainda no início do atual governo Lula, foi aprovado o Novo Arcabouço Fiscal, que limitou o crescimento das despesas em relação ao PIB de acordo com o crescimento da receita.

O candidato à reeleição tem prometido manter esse arcabouço que, segundo o plano de governo de Lula, “controlou o crescimento das despesas sem prejudicar as políticas sociais e permitiu uma redução significativa do déficit primário”.

O candidato do PT tem defendido que o resultado fiscal virá pela “retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público”.

A campanha de Flávio tem defendido mudanças no atual arcabouço fiscal focadas na “estabilização e na redução da dívida pública” para entregar superávits primários e limitando o crédito subsidiado.

“A meta é alcançar, no menor prazo possível, a estabilidade e depois a queda da relação Dívida/PIB”, diz o documento oficial da campanha do PL.

A venda da TAP vai mesmo recuperar os milhares de milhões?

14 October 2026 at 20:08
Privatização promete reaver investimento público até 2040. Desconto no IRS em novembro garante liquidez às famílias, mas gera custos de gestão para patrões antes do regresso das tabelas normais.

❌