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O Cancro do Pulmão Não Tira Férias: O peso invisível da doença

15 October 2026 at 19:02

Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É incontornável.

Tentamo-nos distrair, mas em pouco tempo já estamos a pensar em todas estas questões outra vez. Eu quero que a minha vida avance, mas…

Queremos cuidar do cancro e, de repente, deixamos de cuidar da pessoa

61% dos doentes com cancro do pulmão reportam sintomas psicológicos negativos após o diagnóstico. Admira-me não ser 100%. Ninguém recebe uma notícia de cancro e fica igual. Tudo muda naquele momento.

Já sabemos quais são os 4 sintomas mais experienciados: tristeza (58.5%), medo (56.5%), ansiedade (56.3%) e incerteza (55.2%). Medo de sofrer, medo que os tratamentos não resultem, medo dos efeitos secundários.

A família sofre em silêncio para que o doente não perceba. O doente sofre porque sabe do impacto na família: 9 em cada 10 doentes tem a sua vida afetada após o diagnostico (vida social, trabalho, rotinas).

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa

Depois do primeiro impacto do diagnóstico, vem o estigma. Primeiro o estigma internalizado – sentimentos de culpa, de vergonha, arrependimento e auto-culpabilização. Em seguida vem o estigma externalizado (vindo dos outros) – traduz-se em atitudes de julgamento, discriminação e falta de empatia por parte de familiares, colegas e até profissionais de saúde, que frequentemente associam a doença a um comportamento de risco autoimputável. Importa ressalvar que 15 a 20% dos tumores do pulmão ocorrem em não fumadores.

A evidência científica demonstra que o estigma está associado a maior sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e pior qualidade de vida. Os doentes estigmatizados tendem a atrasar a procura de cuidados médicos, a ocultar o diagnóstico e a apresentar menor adesão terapêutica — fatores que comprometem diretamente os resultados clínicos e a sobrevivência.

Paradoxalmente, as campanhas de saúde pública antitabágicas, embora essenciais na prevenção, podem reforçar inadvertidamente a perceção de culpabilidade nos doentes.

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa

Os doentes com cancro do pulmão acarretam assim 2 pesos: a doença em si e o julgamento silencioso dos outros. Todos temos um papel para reduzir este fardo. Nós pessoas, nós profissionais de saúde.

A saúde mental deve caminhar de braço dado com o tratamento oncológico. Uma mente forte traduz-se num corpo são. O caminho não precisa ser feito sozinho e não se faz do dia para a noite, faz-se caminhando. O diagnóstico atinge o corpo, mas é a saúde mental que determina como é que o doente enfrenta cada dia da sua jornada.

Para ler o artigo angerior publicado pela autora, clique aqui.

* Oncologista

“Primeira Braçada” leva alunos do 4.º ano às piscinas de Olhão

15 October 2026 at 17:02

O Município de Olhão iniciou mais uma edição do projeto “Primeira Braçada”, que proporciona aos alunos do 4.º ano das escolas do concelho aulas nas Piscinas Municipais, com o objetivo de promover a adaptação ao meio aquático e desenvolver a confiança e a autonomia das crianças na água.

As aulas arrancaram ontem e procuram ajudar os participantes a superar receios, familiarizar-se com o meio aquático e adquirir competências básicas de segurança.

Para além da vertente desportiva, o projeto assume também uma dimensão socioeducativa, ao promover a igualdade de oportunidades e a inclusão, permitindo que todas as crianças tenham contacto com a água, independentemente da sua experiência anterior.

Olhão exhibition shows city’s past and present

15 October 2026 at 12:52
Olhão exhibition shows city’s past and present

Olhão’s changing face is being explored through photography in a new exhibition bringing together historic images of the city and present-day recreations taken by young local residents. Entitled “Olhão antes

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Olhanense apresenta camisola para 2026/27 com Ukra

15 October 2026 at 09:53

Ukra protagoniza o vídeo de apresentação da camisola do Olhanense para 2026/27. O antigo jogador apela à aquisição do equipamento, produzido pela Lacatoni, como forma de apoiar o clube.

O conteúdo Olhanense apresenta camisola para 2026/27 com Ukra aparece primeiro em Barlavento.

Águas do Algarve lança 5.ª edição do concurso ‘A Água e o Mar para Mim’

14 October 2026 at 18:22

Empresa reforça compromisso com a inclusão social e a sustentabilidade

Depois do sucesso das edições anteriores, a Águas do Algarve volta a desafiar as instituições da região a transformar a arte numa forma de expressão, participação e sensibilização ambiental, cuja 5.ª edição do concurso ‘A Água e o Mar para Mim’ decorre em 2026/2027, sob o mote ‘A Obra conta uma história’.

A iniciativa tem-se afirmado ao longo dos últimos anos como um projeto de referência na ligação entre a educação ambiental, a responsabilidade social, a criatividade e a inclusão.

Dirigido a instituições do Algarve que trabalham com pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros públicos acompanhados por respostas sociais, o concurso procura dar voz e protagonismo a quem nem sempre encontra oportunidades de participação e reconhecimento na sociedade.

Nesta nova edição, o desafio mantém a sua essência: transformar um simples chapéu de chuva numa obra de arte, recorrendo à criatividade, à reutilização de materiais e às experiências de vida dos participantes, tendo a água e o mar como inspiração.

A inclusão como compromisso, a arte como forma de expressão

Numa sociedade cada vez mais envelhecida e perante a necessidade de construir comunidades verdadeiramente inclusivas, projetos como “A Água e o Mar para Mim” assumem uma importância que ultrapassa a dimensão ambiental.

A iniciativa procura valorizar as capacidades individuais, estimular a criatividade, promover o convívio e proporcionar momentos de participação ativa, reconhecendo que todas as pessoas, independentemente da idade ou condição, têm experiências, conhecimentos e histórias que merecem ser partilhados.

Mais do que criar obras de arte, pretende-se criar oportunidades. Oportunidades para participar, para ser ouvido, para desenvolver competências e, sobretudo, para sentir que se faz parte de um projeto coletivo.

Através da arte, os participantes são convidados a expressar a sua relação com a água e o mar, abordando questões como a preservação dos recursos hídricos, a biodiversidade, a poluição dos oceanos, as alterações climáticas e as memórias associadas à água.

Um projeto que cresce a cada edição

O crescimento de ‘A Água e o Mar para Mim’ demonstra o interesse e o envolvimento das instituições algarvias. Na 4.ª edição, realizada em 2025/2026, foram registadas 44 candidaturas e apresentados 55 projetos, o maior número de sempre, tendo a cerimónia de entrega de prémios, realizada na Fundação Pedro Ruivo, em Faro, reunido cerca de 300 participantes provenientes de vários municípios da região.

Estes números representam muito mais do que o sucesso de uma iniciativa. Refletem o empenho dos profissionais das instituições, a dedicação dos participantes e a vontade coletiva de contribuir para uma sociedade mais participativa, solidária e ambientalmente consciente.

O reconhecimento nacional chegou também em 2025, quando o projeto conquistou o 1.º prémio na categoria de Responsabilidade Social e Ambiental, nos Prémios Essência do Ambiente, reforçando a importância desta iniciativa enquanto exemplo de boas práticas de responsabilidade social e comunicação ambiental.

Uma obra, muitas histórias para contar

A 5.ª edição pretende continuar a valorizar não apenas o resultado artístico, mas também as pessoas e as histórias que estão por detrás de cada trabalho. Cada chapéu de chuva transformado representa um processo de descoberta, aprendizagem e colaboração. Nele encontram-se memórias, vivências, preocupações ambientais e diferentes formas de olhar para o mundo.

Os trabalhos desenvolvidos integram posteriormente exposições itinerantes em vários municípios do Algarve, permitindo que estas mensagens cheguem a um público mais alargado.

Esta componente é fundamental para o projeto: levar a arte para fora das instituições, dar visibilidade aos seus autores e aproximar a sociedade de realidades que merecem maior atenção e reconhecimento.

A sustentabilidade também se constrói com pessoas

Para a Águas do Algarve, a proteção dos recursos hídricos e a promoção de comportamentos ambientalmente responsáveis devem envolver toda a comunidade.

Através de “A Água e o Mar para Mim”, a empresa reforça a sua estratégia de educação ambiental e responsabilidade social, demonstrando que a sensibilização para a importância da água pode assumir diferentes formas e chegar a públicos que nem sempre são contemplados pelas iniciativas tradicionais.

A 5.ª edição representa, assim, a continuidade de um compromisso que se pretende cada vez mais abrangente, participativo e próximo das pessoas.

Porque cuidar da água é também cuidar das pessoas. E construir um futuro sustentável significa garantir que todos têm a oportunidade de fazer parte dele.

Como participar?

As instituições interessadas em participar na 5.ª edição, referente a 2026/2027, poderão consultar o regulamento do concurso, em www.aguasdoalgarve.pt onde se encontram disponíveis as condições de participação, os procedimentos e os prazos aplicáveis.

Para mais informações, poderá ser contactada a Área de Comunicação e Educação Ambiental da Águas do Algarve, através do endereço: comunicacao.ada@adp.pt .

Arte, Sustentabilidade e Inclusão. A Obra conta uma história.

Autoridade Marítima Nacional apresenta novo vídeo institucional

14 October 2026 at 17:20

A Autoridade Marítima Nacional (AMN) apresenta o novo vídeo institucional, uma produção que pretende dar a conhecer, de forma próxima e integrada, a missão, as competências e a atividade desenvolvida diariamente pela AMN e pelos diferentes organismos que a integram.

Através de imagens captadas em diferentes contextos de atuação, o vídeo acompanha o trabalho desenvolvido no mar, no litoral e em terra, dando destaque às mulheres e aos homens que, diariamente, asseguram a salvaguarda da vida humana no mar, a segurança da navegação, a fiscalização e a autoridade do Estado nos espaços marítimos sob jurisdição nacional.

O vídeo institucional procura, desta forma, retratar a diversidade das missões da AMN, bem como a articulação permanente entre as diferentes estruturas, meios e valências que contribuem para o cumprimento da mesma missão.

Esta produção pretende ainda reforçar o conhecimento da sociedade sobre a atividade da instituição, aproximando a mesma dos cidadãos e dando visibilidade ao trabalho desenvolvido em prol da segurança e da proteção das pessoas no mar e na orla costeira. O vídeo​ encontra-se disponível no destaque desta publicação, bem como nas redes sociais e website da AMN.

André Rosinha apresenta Ermo na República 14

14 October 2026 at 11:36

A República 14, em Olhão, recebe esta semana o contrabaixista e compositor André Rosinha, que apresenta Ermo, o seu mais recente álbum, num concerto especial – um concerto de contrabaixo a solo.

Esta actuação coincide com o mês em que a República 14 celebra nove anos de existência, assinalando quase uma década de atividade cultural dedicada à música, às artes e à dinamização da vida cultural de Olhão.

Depois de mais de 15 anos a tocar e gravar com outros músicos, André Rosinha explora agora um novo caminho. Editado em 2026, Ermo reúne composições originais, temas anteriores revisitados e uma interpretação de música tradicional portuguesa, contando ainda com a participação especial de Salvador Sobral numa balada original.

Num formato sem outros músicos em palco, André Rosinha propõe uma viagem musical intimista e introspectiva, em que o contrabaixo assume o papel central e a expressividade do instrumento se revela em toda a sua dimensão.

Um concerto que marca assim um momento especial e diferente na programação da República 14, no momento em que se celebra nove anos de vida da associação. Este sábado dia 17 com sessões às 19h e às 21h30. Ingressos disponíveis no local ou clicando AQUI.

“Olhão antes e depois”: uma viagem pela memória da cidade para ver até novembro

14 October 2026 at 10:40

No passado sábado, a exposição fotográfica “Olhão antes e depois” iniciou o seu percurso por quatro espaços do concelho, convidando

O conteúdo “Olhão antes e depois”: uma viagem pela memória da cidade para ver até novembro aparece primeiro em Algarve 7.

Indústria conserveira em destaque em conversa sobre a história de Olhão

14 October 2026 at 10:25

A indústria conserveira e o seu papel no desenvolvimento de Olhão vão estar em debate no próximo dia 17 de outubro, pelas 15h30, numa sessão do ciclo “História pra todos”, integrada nas comemorações do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão.

O encontro realiza-se na sede do Grupo Etnográfico de Quelfes e contará com a participação de Francisco Henriques, da Universidade de Coimbra, que abordará o tema “A indústria conserveira em Olhão”.

A sessão pretende dar a conhecer a importância desta atividade na história económica, social e cultural do concelho, marcada pela ligação à pesca, ao trabalho nas fábricas e às vivências de várias gerações de olhanenses.

Integrado no programa comemorativo dos 200 anos da Câmara Municipal de Olhão, o ciclo “História pra todos” promove conversas informais sobre a memória, a identidade e o território, procurando aproximar a comunidade da história local.

Com curadoria de Andreia Fidalgo, da Universidade do Algarve, a iniciativa convida a população a participar nestes encontros de partilha e reflexão sobre o passado e o património de Olhão.

Indústria conserveira no âmbito do Bicentenário da Câmara de Olhão é tema de conversa

13 October 2026 at 18:25

Integrada nas comemorações do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão, realiza-se no próximo dia 17 de outubro, pelas 15:30 hrs, uma nova sessão de “História pra todos”, no âmbito de um ciclo de conversas descontraídas dedicado à memória, à identidade e ao território.

A iniciativa terá lugar na sede do Grupo Etnográfico de Quelfes e contará com a participação de Francisco Henriques, da Universidade de Coimbra, que irá abordar o tema “A indústria conserveira em Olhão”.

Refira-se que esta sessão pretende proporcionar um momento de partilha e reflexão em torno de uma das atividades que mais marcaram a história económica, social e cultural do concelho. A indústria
conserveira teve um papel determinante no desenvolvimento de Olhão, contribuindo para a transformação da cidade e para a construção da identidade da sua comunidade, estando profundamente ligada à pesca, ao trabalho nas fábricas e à vida de várias gerações de olhanenses.

Importa salientar que, integrada no programa comemorativo dos 200 anos da Câmara Municipal de Olhão, a iniciativa “História pra todos” procura aproximar a comunidade da sua história, através de encontros informais que valorizam as memórias coletivas e o conhecimento sobre o território.

O ciclo de conversas tem curadoria de Andreia Fidalgo, da Universidade do Algarve, e convida a população a participar nestes momentos de conversa e descoberta sobre o passado e a identidade de Olhão.

A participação nesta sessão constitui “uma oportunidade para conhecer melhor a importância da indústria conserveira na história do concelho e preservar a memória de uma atividade que deixou uma marca profunda na comunidade olhanense.”!

Olhão | Conversa sobre a indústria conserveira no âmbito do bicentenário da Câmara Municipal

13 October 2026 at 21:10

No âmbito das comemorações do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão, realiza-se n opróximo dia 17 de outubro, pelas 15h30, uma nova sessão de “História pra todos”, um ciclo de conversas descontraídas dedicado à memória, à identidade e ao território. A iniciativa terá lugar na sede do Grupo Etnográfico de Quelfes e contará coma participação […]

Custódio Moreno | CM Olhão

13 October 2026 at 18:08

Perto de completar um ano como vereador da Câmara Municipal de Olhão, Custódio Moreno encontra-se numa nova etapa de um percurso ligado à administração pública, ao poder local e ao movimento associativo. Integra o executivo presidido por Ricardo Calé, empossado em outubro de 2025 para o mandato 2025–2029, assumindo responsabilidades em áreas com influência direta […]

Tiago Bettencourt levou êxitos ao Auditório de Olhão

13 October 2026 at 16:55

No passado dia 10 de Outubro, Tiago Bettencourt levou alguns dos seus maiores êxitos ao Auditório Municipal Maria Barroso.

Com uma carreira a solo consolidada, o artista português aproveitou ainda para cantar algumas das músicas lançadas durante o seu percurso na banda Toranja.

“Canção de Engate”, “Morena” ou “Carta” foram algumas das músicas que fizeram parte do concerto.

Exposição “Olhão antes e depois” percorre quatro espaços do concelho

13 October 2026 at 16:25

A exposição fotográfica “Olhão antes e depois” iniciou, no passado sábado, 10 de outubro, um percurso por quatro espaços do concelho, convidando a comunidade a conhecer as transformações da cidade através de imagens de diferentes épocas.

A mostra reúne fotografias históricas de Olhão e recriações fotográficas realizadas por jovens olhanenses, colocando em diálogo diferentes gerações e dando a conhecer as mudanças ocorridas na cidade, bem como os elementos que permanecem na sua identidade.

Com curadoria de Luís Torres, a iniciativa integra as comemorações do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão e pretende valorizar o património local, a memória coletiva e a criatividade dos jovens do concelho.

A exposição está patente até 13 de novembro nos Mercados Municipais de Olhão, no Ria Shopping, na Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes e na Casa Municipal da Juventude Hugo Charrão, podendo ser visitada de acordo com os horários de funcionamento de cada espaço.

Olhão recebe os Mestres do Digital

13 October 2026 at 07:00

Os Mestres do Digital são um programa da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) que ajuda os cidadãos a usar a Internet e os serviços públicos digitais de forma mais simples e segura.

No próximo dia 14 de outubro, o programa chega a Olhão com uma sessão presencial gratuita e certificada, no Auditório Municipal Maria Barroso, das 09:30 às 11:30.

No final, haverá ainda uma hora de apoio à ativação da Chave Móvel Digital.

Ao longo da formação, os participantes vão aprender a utilizar a Internet em segurança, a proteger os seus dados pessoais e a aceder a serviços e ferramentas digitais, como o portal gov.pt, a aplicação gov.pt e a Chave Móvel Digital.

A iniciativa destina-se a toda a população, independentemente da idade ou do nível de conhecimentos digitais, e pretende ajudar os cidadãos a ganhar confiança na utilização da tecnologia e a simplificar as tarefas do dia a dia.

Para dar continuidade à aprendizagem, os participantes podem, também, frequentar os cursos online dos Mestres do Digital, organizados por níveis e que permitem aprender ao ritmo de cada pessoa.

Consulte os cursos online disponíveis e saiba mais sobre o programa Mestres do Digital.

Auditório Municipal Maria Barroso em Olhão recebe os Mestres do Digital

12 October 2026 at 20:15

Os Mestres do Digital são um programa da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) que ajuda os cidadãos a usar a Internet e os serviços públicos digitais de forma mais simples e segura.

No próximo dia 14 de outubro, o programa chega a Olhão com uma sessão presencial gratuita e certificada, no Auditório Municipal Maria Barroso, das 09h30 às 11h30.

No final, haverá ainda uma hora de apoio à ativação da Chave Móvel Digital.

Ao longo da formação, os participantes vão aprender a utilizar a Internet em segurança, a proteger os seus dados pessoais e a aceder a serviços e ferramentas digitais, como o portal gov.pt, a aplicação gov.pt e a Chave Móvel Digital.

A iniciativa destina-se a toda a população, independentemente da idade ou do nível de conhecimentos digitais, e pretende ajudar os cidadãos a ganhar confiança na utilização da tecnologia e a simplificar as tarefas do dia a dia.

Para dar continuidade à aprendizagem, os participantes podem, também, frequentar os cursos online dos Mestres do Digital, organizados por níveis e que permitem aprender ao ritmo de cada pessoa.

Para consultar os cursos online disponíveis clique aqui , enquanto que para saber mais sobre o programa Mestres do Digital deve clicar aqui

Polícia Marítima intervém após ocupação de habitação municipal na ilha da Culatra

11 October 2026 at 16:04

Os elementos dos Comandos Locais de Olhão e de Faro, em articulação com a Polícia Municipal de Faro, intervieram este sábado, 10 de outubro, perante a ocupação indevida de uma habitação pertencente ao Município de Faro, localizada no núcleo do Farol, na ilha da Culatra, informa em comunicado a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Na sequência de um alerta recebido pelas 15h00, através de um popular que se encontrava nas proximidades, os elementos da Polícia Marítima deslocaram-se ao local, com a Polícia Municipal de Faro, onde identificaram seis pessoas de nacionalidade estrangeira que se encontravam a ocupar, indevidamente, a habitação. A AMN adianta que os indivíduos foram informados de que não podiam ocupar o imóvel municipal, tendo procedido à desocupação voluntária da mesma.

Aumentar salários não chega: é preciso devolver poder de compra aos portugueses

11 October 2026 at 14:40

Portugal enfrenta uma realidade económica que merece uma reflexão séria: apesar dos aumentos salariais anunciados ao longo dos últimos anos, muitas famílias continuam a sentir enormes dificuldades em fazer face às despesas mensais. Para milhares de trabalhadores, receber mais ao final do mês não significa necessariamente viver melhor.

O problema está na diferença entre aquilo que aparece no recibo de vencimento e aquilo que efetivamente sobra depois de pagar a renda da casa, a alimentação, a eletricidade, a água, os transportes, os seguros e os impostos. É nesta diferença que reside uma das maiores preocupações da sociedade portuguesa: a dificuldade crescente em transformar o trabalho numa verdadeira garantia de estabilidade financeira.

Não basta aumentar os salários se o custo de vida continuar a absorver os rendimentos das famílias

Os aumentos salariais são importantes e necessários. Contudo, não podem ser apresentados como uma solução isolada, nem utilizados como único indicador da melhoria das condições de vida dos portugueses.

Quando o salário aumenta, mas as despesas essenciais acompanham essa subida, o resultado pode ser uma melhoria praticamente impercetível no orçamento familiar.

A questão fundamental é simples: o que interessa não é apenas quanto ganha um trabalhador, mas aquilo que consegue fazer com o dinheiro que recebe.

O peso dos impostos sobre quem trabalha

Uma política económica centrada nas pessoas deve começar por reconhecer o valor do trabalho. Quem trabalha a tempo inteiro, cumpre os seus deveres e contribui para o funcionamento do país deve ter condições para viver com dignidade, constituir poupanças e preparar o futuro.

É por isso que o aumento dos salários deve ser acompanhado por uma redução responsável da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, em particular nos escalões baixos e intermédios. Não faz sentido promover aumentos salariais sem avaliar quanto desse esforço chega efetivamente ao bolso dos trabalhadores.

O objetivo deve ser claro: permitir que os portugueses conservem uma parcela maior do rendimento que conquistam com o seu trabalho.

Esta redução fiscal deve ser acompanhada por uma gestão eficiente dos recursos públicos, pela avaliação da despesa do Estado e pelo combate ao desperdício. Aliviar os impostos não pode significar ignorar a sustentabilidade das contas públicas, mas também não pode continuar a ser tratado como uma questão secundária para quem vive com um orçamento limitado.

O trabalho deve compensar, e o esforço de quem produz riqueza tem de se traduzir numa melhoria concreta das condições de vida.

A habitação tornou-se um dos maiores obstáculos à estabilidade financeira

A crise da habitação é outro dos fatores que mais contribuem para a pressão sobre os rendimentos das famílias. Em diversas regiões do país, o valor das rendas e dos imóveis afastou-se da capacidade financeira de muitos trabalhadores, incluindo aqueles que têm emprego estável.

Para um jovem que pretende sair de casa dos pais, para um casal que deseja constituir família ou para um trabalhador que procura viver perto do seu local de trabalho, encontrar uma habitação a um preço comportável tornou-se um desafio cada vez maior.

Quando uma parte excessiva do salário é destinada à renda ou à prestação da casa, ficam comprometidas outras necessidades fundamentais. Poupar torna-se difícil, enfrentar uma despesa inesperada pode representar um problema grave e o recurso ao crédito pode transformar-se numa solução de recurso para despesas correntes.

Não podemos normalizar uma realidade em que trabalhar não chega para garantir o acesso a uma habitação digna. É necessário travar a escalada dos preços através de uma resposta estrutural: aumentar a oferta de habitação, simplificar e acelerar os processos de licenciamento, disponibilizar terrenos, recuperar imóveis devolutos e criar condições para construir a custos mais comportáveis.

Devem igualmente ser avaliadas medidas proporcionais que reduzam os comportamentos especulativos e promovam uma utilização mais eficiente do património habitacional, sem desincentivar a construção, o arrendamento ou o investimento necessário para aumentar a oferta.

A solução não passa por procurar culpados de forma indiscriminada, mas por corrigir os desequilíbrios que impedem o mercado de responder às necessidades reais da população.

Combater a inflação e recuperar o poder de compra

A inflação representa outro desafio, sobretudo quando incide sobre despesas das quais as famílias não podem prescindir. A alimentação, a energia e os transportes ocupam uma parcela significativa dos orçamentos familiares, pelo que qualquer aumento persistente nestes custos reduz a margem financeira disponível. É importante, contudo, distinguir a inflação geral da evolução dos preços da habitação. São fenómenos relacionados com o custo de vida, mas que exigem respostas diferentes.

No combate à inflação, o país deve promover a concorrência, a produtividade e o funcionamento eficiente dos mercados, avaliando medidas temporárias e devidamente fundamentadas quando os aumentos dos bens essenciais colocam em causa as condições de vida das famílias mais vulneráveis.

Na habitação, é necessário atuar sobre a oferta, os custos de construção, o licenciamento e os desequilíbrios entre os preços praticados e a capacidade financeira dos agregados familiares. Os aumentos salariais devem, por isso, ser avaliados em função da evolução do poder de compra real, e não apenas pelo número de euros acrescentados ao vencimento.

Uma economia que permita viver, e não apenas sobreviver

Portugal precisa de uma estratégia económica que articule três objetivos fundamentais: salários dignos, impostos mais baixos sobre o trabalho e habitação acessível.

Estas medidas devem ser acompanhadas pelo crescimento da produtividade, pela valorização das empresas que investem e criam emprego e por uma utilização criteriosa dos recursos públicos. Só assim será possível construir uma economia que concilie melhores rendimentos com estabilidade financeira e oportunidades reais para as novas gerações.

O crescimento económico não pode ser avaliado exclusivamente através de indicadores macroeconómicos. Esses indicadores são importantes, mas devem ser acompanhados por uma pergunta essencial: estão os portugueses a viver melhor?

Uma economia pode crescer e, ainda assim, deixar muitas famílias sem capacidade para poupar, adquirir habitação ou enfrentar imprevistos. É precisamente por isso que as políticas públicas devem ser avaliadas pelos seus resultados concretos na vida das pessoas.

Não se pretende defender aumentos salariais artificiais, desligados da produtividade, nem ignorar as dificuldades das empresas. Pretende-se exigir uma política económica equilibrada, em que o Estado, as empresas e os decisores públicos assumam as suas responsabilidades e em que o trabalhador não seja o elemento esquecido desta equação.

A dignidade de quem trabalha deve estar no centro das prioridades nacionais

O verdadeiro progresso não consiste em ganhar mais euros para pagar despesas cada vez maiores. Consiste em ganhar o suficiente para viver melhor, poupar, constituir família e construir um futuro com segurança e liberdade.

Portugal precisa de devolver aos seus cidadãos a confiança de que o trabalho continua a ser um caminho de mobilidade social e de realização pessoal. Aumentar salários é necessário. Reduzir a carga fiscal sobre o trabalho é essencial. Garantir habitação acessível é urgente.

Sem estas três dimensões, corremos o risco de continuar a anunciar melhorias económicas que uma parte significativa da população não consegue sentir na sua vida quotidiana.

Trabalhar para sobreviver não pode ser o destino de quem trabalha honestamente.
Trabalhar tem de voltar a ser um caminho para uma vida melhor.

Para ler o artigo anterior publicado pelo autor, clique aqui.

* Vogal da Direção Política Nacional do REAGIR

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