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Teatro Municipal António Pinheiro celebra 109 anos de histórias com TEATRA e Rodrigo Leão

15 October 2026 at 20:05

O Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira, assinala o seu 109.º aniversário, no dia 24 de outubro, com uma programação especial que cruza memória, fotografia e música. O Município celebra esta data com a inauguração da exposição TEATRA, pelas 16h00, seguida do concerto de Rodrigo Leão, “O Rapaz da Montanha”, pelas 21h30, que conta com a participação especial do Grupo Coral Infantil da Academia de Música de Tavira.

Esta é uma oportunidade para recordar a história de um espaço que atravessou diferentes épocas e gerações, mantendo-se ligado à vida cultural e à memória coletiva de Tavira.

As comemorações arrancam no foyer com a exposição TEATRA, um projeto que reúne retratos de algumas das mais relevantes figuras do teatro português. O conceito parte de um desafio singular: atores e encenadores foram convidados a assumir uma personagem que nunca interpretaram, mas que gostariam de ter levado ao palco. O resultado cruza fotografia, figurino e caracterização, revelando o território imaginado entre o que cada artista representou e o que ficou por viver.

A mostra reúne nomes de várias gerações, tais como Eunice Muñoz, Ruy de Carvalho, Maria do Céu Guerra, João Mota, Lurdes Norberto, Fernanda Lapa, Márcia Breia, Cucha Carvalheiro, Rui Mendes e Sinde Filipe. Ao instalar-se no foyer, a exposição prolonga a experiência cultural para além da sala de espetáculos, transformando a entrada num lugar de descoberta e memória.

Pelas 21h30, as celebrações prosseguem, na sala principal, com Rodrigo Leão. Figura incontornável da música contemporânea, o compositor construiu um percurso singular — primeiro em bandas que marcaram a história musical do país e, mais tarde, numa consagrada carreira a solo com projeção internacional. “O Rapaz da Montanha” propõe uma viagem sonora marcada pela identidade, inquietação e esperança, num universo intimista e, profundamente, português.

Nesta noite, Rodrigo Leão partilhará o palco com o Grupo Coral Infantil da Academia de Música de Tavira. O momento carrega um simbolismo único: um teatro com mais de um século de memórias abre as portas a uma nova geração, unindo o legado do passado ao futuro que continua a construir.

Um pouco de história… com mais de um século

Fundado, em 24 de outubro de 1917, com a designação de Teatro Popular, o espaço foi rebatizado, em 1942, como Teatro António Pinheiro, em homenagem a uma das figuras mais marcantes do teatro português. Em 1968, para refletir a importância crescente da sétima arte, passou a chamar-se Cineteatro António Pinheiro.

Décadas mais tarde, após uma profunda intervenção de reabilitação e modernização, o equipamento iniciou um novo capítulo. A 27 de setembro de 2025, o agora Teatro Municipal António Pinheiro reabriu ao público, recuperando a sua vocação enquanto espaço central de encontro entre a criação artística, os artistas, a cidade e os seus públicos.

Desde então, tem-se afirmado com uma programação regular e diversificada que acolhe teatro, música, dança, cinema e projetos de mediação comunitária.

O Cancro do Pulmão Não Tira Férias: O peso invisível da doença

15 October 2026 at 19:02

Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É incontornável.

Tentamo-nos distrair, mas em pouco tempo já estamos a pensar em todas estas questões outra vez. Eu quero que a minha vida avance, mas…

Queremos cuidar do cancro e, de repente, deixamos de cuidar da pessoa

61% dos doentes com cancro do pulmão reportam sintomas psicológicos negativos após o diagnóstico. Admira-me não ser 100%. Ninguém recebe uma notícia de cancro e fica igual. Tudo muda naquele momento.

Já sabemos quais são os 4 sintomas mais experienciados: tristeza (58.5%), medo (56.5%), ansiedade (56.3%) e incerteza (55.2%). Medo de sofrer, medo que os tratamentos não resultem, medo dos efeitos secundários.

A família sofre em silêncio para que o doente não perceba. O doente sofre porque sabe do impacto na família: 9 em cada 10 doentes tem a sua vida afetada após o diagnostico (vida social, trabalho, rotinas).

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa

Depois do primeiro impacto do diagnóstico, vem o estigma. Primeiro o estigma internalizado – sentimentos de culpa, de vergonha, arrependimento e auto-culpabilização. Em seguida vem o estigma externalizado (vindo dos outros) – traduz-se em atitudes de julgamento, discriminação e falta de empatia por parte de familiares, colegas e até profissionais de saúde, que frequentemente associam a doença a um comportamento de risco autoimputável. Importa ressalvar que 15 a 20% dos tumores do pulmão ocorrem em não fumadores.

A evidência científica demonstra que o estigma está associado a maior sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e pior qualidade de vida. Os doentes estigmatizados tendem a atrasar a procura de cuidados médicos, a ocultar o diagnóstico e a apresentar menor adesão terapêutica — fatores que comprometem diretamente os resultados clínicos e a sobrevivência.

Paradoxalmente, as campanhas de saúde pública antitabágicas, embora essenciais na prevenção, podem reforçar inadvertidamente a perceção de culpabilidade nos doentes.

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa

Os doentes com cancro do pulmão acarretam assim 2 pesos: a doença em si e o julgamento silencioso dos outros. Todos temos um papel para reduzir este fardo. Nós pessoas, nós profissionais de saúde.

A saúde mental deve caminhar de braço dado com o tratamento oncológico. Uma mente forte traduz-se num corpo são. O caminho não precisa ser feito sozinho e não se faz do dia para a noite, faz-se caminhando. O diagnóstico atinge o corpo, mas é a saúde mental que determina como é que o doente enfrenta cada dia da sua jornada.

Para ler o artigo angerior publicado pela autora, clique aqui.

* Oncologista

Águas do Algarve lança 5.ª edição do concurso ‘A Água e o Mar para Mim’

14 October 2026 at 18:22

Empresa reforça compromisso com a inclusão social e a sustentabilidade

Depois do sucesso das edições anteriores, a Águas do Algarve volta a desafiar as instituições da região a transformar a arte numa forma de expressão, participação e sensibilização ambiental, cuja 5.ª edição do concurso ‘A Água e o Mar para Mim’ decorre em 2026/2027, sob o mote ‘A Obra conta uma história’.

A iniciativa tem-se afirmado ao longo dos últimos anos como um projeto de referência na ligação entre a educação ambiental, a responsabilidade social, a criatividade e a inclusão.

Dirigido a instituições do Algarve que trabalham com pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros públicos acompanhados por respostas sociais, o concurso procura dar voz e protagonismo a quem nem sempre encontra oportunidades de participação e reconhecimento na sociedade.

Nesta nova edição, o desafio mantém a sua essência: transformar um simples chapéu de chuva numa obra de arte, recorrendo à criatividade, à reutilização de materiais e às experiências de vida dos participantes, tendo a água e o mar como inspiração.

A inclusão como compromisso, a arte como forma de expressão

Numa sociedade cada vez mais envelhecida e perante a necessidade de construir comunidades verdadeiramente inclusivas, projetos como “A Água e o Mar para Mim” assumem uma importância que ultrapassa a dimensão ambiental.

A iniciativa procura valorizar as capacidades individuais, estimular a criatividade, promover o convívio e proporcionar momentos de participação ativa, reconhecendo que todas as pessoas, independentemente da idade ou condição, têm experiências, conhecimentos e histórias que merecem ser partilhados.

Mais do que criar obras de arte, pretende-se criar oportunidades. Oportunidades para participar, para ser ouvido, para desenvolver competências e, sobretudo, para sentir que se faz parte de um projeto coletivo.

Através da arte, os participantes são convidados a expressar a sua relação com a água e o mar, abordando questões como a preservação dos recursos hídricos, a biodiversidade, a poluição dos oceanos, as alterações climáticas e as memórias associadas à água.

Um projeto que cresce a cada edição

O crescimento de ‘A Água e o Mar para Mim’ demonstra o interesse e o envolvimento das instituições algarvias. Na 4.ª edição, realizada em 2025/2026, foram registadas 44 candidaturas e apresentados 55 projetos, o maior número de sempre, tendo a cerimónia de entrega de prémios, realizada na Fundação Pedro Ruivo, em Faro, reunido cerca de 300 participantes provenientes de vários municípios da região.

Estes números representam muito mais do que o sucesso de uma iniciativa. Refletem o empenho dos profissionais das instituições, a dedicação dos participantes e a vontade coletiva de contribuir para uma sociedade mais participativa, solidária e ambientalmente consciente.

O reconhecimento nacional chegou também em 2025, quando o projeto conquistou o 1.º prémio na categoria de Responsabilidade Social e Ambiental, nos Prémios Essência do Ambiente, reforçando a importância desta iniciativa enquanto exemplo de boas práticas de responsabilidade social e comunicação ambiental.

Uma obra, muitas histórias para contar

A 5.ª edição pretende continuar a valorizar não apenas o resultado artístico, mas também as pessoas e as histórias que estão por detrás de cada trabalho. Cada chapéu de chuva transformado representa um processo de descoberta, aprendizagem e colaboração. Nele encontram-se memórias, vivências, preocupações ambientais e diferentes formas de olhar para o mundo.

Os trabalhos desenvolvidos integram posteriormente exposições itinerantes em vários municípios do Algarve, permitindo que estas mensagens cheguem a um público mais alargado.

Esta componente é fundamental para o projeto: levar a arte para fora das instituições, dar visibilidade aos seus autores e aproximar a sociedade de realidades que merecem maior atenção e reconhecimento.

A sustentabilidade também se constrói com pessoas

Para a Águas do Algarve, a proteção dos recursos hídricos e a promoção de comportamentos ambientalmente responsáveis devem envolver toda a comunidade.

Através de “A Água e o Mar para Mim”, a empresa reforça a sua estratégia de educação ambiental e responsabilidade social, demonstrando que a sensibilização para a importância da água pode assumir diferentes formas e chegar a públicos que nem sempre são contemplados pelas iniciativas tradicionais.

A 5.ª edição representa, assim, a continuidade de um compromisso que se pretende cada vez mais abrangente, participativo e próximo das pessoas.

Porque cuidar da água é também cuidar das pessoas. E construir um futuro sustentável significa garantir que todos têm a oportunidade de fazer parte dele.

Como participar?

As instituições interessadas em participar na 5.ª edição, referente a 2026/2027, poderão consultar o regulamento do concurso, em www.aguasdoalgarve.pt onde se encontram disponíveis as condições de participação, os procedimentos e os prazos aplicáveis.

Para mais informações, poderá ser contactada a Área de Comunicação e Educação Ambiental da Águas do Algarve, através do endereço: comunicacao.ada@adp.pt .

Arte, Sustentabilidade e Inclusão. A Obra conta uma história.

ALGARVE 2030 promove encontro regional para reforçar a qualificação de adultos

14 October 2026 at 17:39

Encontro Regional dos Centros Qualifica do Algarve reuniu entidades e responsáveis para analisar resultados, partilhar experiências e identificar desafios na qualificação e empregabilidade da população adulta.

A Autoridade de Gestão do Programa Regional (PR) ALGARVE 2030 e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P. (CCDR Algarve), em parceria com o Município de Loulé e o EduQA, I.P., promoveram, a 9 de outubro, na Escola Secundária de Loulé, o Encontro Regional dos Centros Qualifica do Algarve, dedicado à análise dos resultados, à partilha de experiências e ao reforço da articulação regional em matéria de qualificação de adultos.

A sessão contou com a participação de José Apolinário, presidente da CCDR Algarve, Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, Alexandra Gonçalves, vice-presidente da CCDR Algarve com competências na área da Educação, Teresa Rocha, da Associação de Municípios do Algarve.

Também presente esteve Elsa Cordeiro, delegada regional do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Cristiana Bessa, da Direção-Geral do Emprego, dos Assuntos Sociais e da Inclusão da Comissão Europeia, e Renata Afonso, diretora da Escola Secundária de Loulé, tendo a iniciativa sido conduzida pela secretária técnica do PR ALGARVE 2030, Patrícia Neto Martins, tendo contado ainda com as comunicações de representantes do EduQA, I.P. e dos Centros Qualifica da região.

Ao longo do encontro, foi destacada a importância da qualificação de adultos e o seu contributo para a empregabilidade e melhoria profissional, numa região que procura alcançar metas europeias na qualificação de adultos.  A sessão incluiu a apresentação de dados sobre o financiamento comunitário e a evolução dos indicadores de acompanhamento, seguindo-se a partilha de experiências pelos Centros Qualifica, financiados na região através do PR ALGARVE 2030.

Entre os temas abordados estiveram a adequação das equipas, a atualização da Carta da Qualidade, a evolução da procura e do perfil dos inscritos, a adequação dos processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), os encaminhamentos e as parcerias estabelecidas, confirmando-se o papel dos Centros Qualifica na transformação de vidas, no debate que se seguiu.

O presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, destacou o contributo do ALGARVE 2030 para a melhoria das qualificações da população adulta. O Programa financia 11 Centros Qualifica, com o objetivo de elevar as qualificações de quase 16.000 adultos até ao final de 2026, através de um investimento de 2,5 milhões de euros do Fundo Social Europeu Mais (FSE+).

A este apoio acrescem cerca de 7 milhões de euros do FSE+ destinados a outras modalidades de educação e formação, nomeadamente cursos de Educação e Formação de Adultos, Formações Modulares Certificadas e Cursos de Especialização Tecnológica.

A Vice-Presidente para a Educação, Alexandra Rodrigues Gonçalves, defendeu que a CCDR Algarve continuará empenhada em promover a articulação entre entidades, a valorização das qualificações e a aprendizagem ao longo da vida, assumindo a consolidação das parcerias regionais com esta responsabilidade partilhada.

Reforçar a articulação e a cobertura territorial

As conclusões do encontro apontaram para a necessidade de transformar a capacidade de mobilização da rede regional em percursos de qualificação concluídos e certificações sustentadas, com respostas flexíveis e ajustadas às necessidades da economia e da população. A mobilidade laboral, a sazonalidade e a evolução do mercado de trabalho reforçam a importância de uma articulação mais estruturada entre as entidades e as políticas públicas de qualificação de adultos.

Foi também salientada a necessidade de reforçar a cobertura territorial dos Centros Qualifica, em particular nos concelhos do interior. A itinerância pode facilitar o acesso à qualificação nos territórios de baixa densidade, contribuindo para a coesão territorial e a igualdade de oportunidades.

Para dar continuidade a este investimento, está aberta, até 13 de novembro de 2026, uma nova fase de candidaturas para apoiar o funcionamento dos Centros Qualifica da região entre 2027 e 2029, com uma dotação de 2,4 milhões de euros do FSE+.

Autoridade Marítima Nacional apresenta novo vídeo institucional

14 October 2026 at 17:20

A Autoridade Marítima Nacional (AMN) apresenta o novo vídeo institucional, uma produção que pretende dar a conhecer, de forma próxima e integrada, a missão, as competências e a atividade desenvolvida diariamente pela AMN e pelos diferentes organismos que a integram.

Através de imagens captadas em diferentes contextos de atuação, o vídeo acompanha o trabalho desenvolvido no mar, no litoral e em terra, dando destaque às mulheres e aos homens que, diariamente, asseguram a salvaguarda da vida humana no mar, a segurança da navegação, a fiscalização e a autoridade do Estado nos espaços marítimos sob jurisdição nacional.

O vídeo institucional procura, desta forma, retratar a diversidade das missões da AMN, bem como a articulação permanente entre as diferentes estruturas, meios e valências que contribuem para o cumprimento da mesma missão.

Esta produção pretende ainda reforçar o conhecimento da sociedade sobre a atividade da instituição, aproximando a mesma dos cidadãos e dando visibilidade ao trabalho desenvolvido em prol da segurança e da proteção das pessoas no mar e na orla costeira. O vídeo​ encontra-se disponível no destaque desta publicação, bem como nas redes sociais e website da AMN.

Uma alimentação saudável também começa por cuidar do fígado

14 October 2026 at 17:02

O Dia Mundial da Alimentação, assinala-se a 16 de outubro, este ano, sob o mote ‘Inovar hoje para nutrir o amanhã’.

Quando pensamos numa alimentação saudável, pensamos frequentemente na saúde cardiovascular, na diabetes ou no controlo do peso. Mas há um órgão que muitas vezes fica fora desta conversa: o fígado.

Assim, é importante recordar que a nossa alimentação de hoje tem impacto no nosso amanhã. Uma alimentação saudável e equilibrada é essencial para garantir um estado nutricional adequado e a manutenção das funções essenciais do fígado, como o metabolismo dos nutrientes (produção de proteínas, armazenamento de energia e vitaminas), a produção de bílis e o processamento de diversas substâncias que circulam no organismo, afinal o fígado é um órgão central no processamento do que comemos e bebemos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a European Association for the Study of the Liver (EASL) recomendam que a alimentação assente, maioritariamente, em alimentos pouco ou minimamente processados, privilegiando o consumo de fruta, legumes e leguminosas, de preferência respeitando a sazonalidade, aliado ao consumo de cereais integrais e fontes de proteína de qualidade. Adicionalmente, deve ser limitado o consumo de alimentos com elevado teor de açúcar, sal e gorduras pouco saudáveis.

A esteatose hepática (a acumulação excessiva de gordura no fígado) é um exemplo concreto de como os hábitos alimentares e a condição metabólica podem ter consequências para a saúde do fígado.  A esteatose hepática, que cursa frequentemente com excesso de peso, obesidade e alterações metabólicas como a diabetes tipo 2 e níveis elevados de colesterol e triglicéridos, está frequentemente associada a uma alimentação mais ocidentalizada, com elevado consumo de alimentos de elevada densidade energética e a um baixo aporte de hortícolas, fruta e cereais integrais.

Assim, a alimentação desempenha um papel importante na prevenção e na abordagem terapêutica desta doença. O padrão alimentar mediterrânico, está alinhado com as recomendações da OMS e da EASL, e está associado a um perfil metabólico mais favorável, sendo uma das abordagens recomendadas para pessoas com doença hepática associada à disfunção metabólica.

A adoção deste padrão alimentar pode contribuir para travar a progressão da doença e, em conjunto com uma perda de peso gradual e sustentada, reduzir a gordura acumulada no fígado e contribuir para melhorar as alterações metabólicas.

E cuidar do fígado não passa apenas pelo que colocamos no prato, mas também pelo que bebemos: o consumo de álcool é um importante fator de risco para a saúde hepática.

Inovar e cuidar do amanhã, como indica o mote do Dia Mundial da Alimentação, não significa necessariamente mudar tudo. Podemos começar por olhar para as nossas rotinas e identificar oportunidades de melhorar, olhar para o que já foi tentado e pensar o que posso fazer de forma diferente? Isto pode traduzir-se numa escolha diferente na próxima refeição, em recuperar hábitos que deixámos para trás ou simplesmente tentar novamente.

Neste Dia Mundial da Alimentação, a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) reforça uma mensagem simples: cuidar da alimentação é também cuidar do fígado, e nutrir o amanhã.

* Nutricionista Especialista em Nutrição Clínica, ULS Santa Maria, Faculdade de Medicina Universidade de Lisboa, membro da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)

Diogo Batáguas apresenta “Optimista Céptico” em Tavira

14 October 2026 at 14:16

No dia 17, pelas 21h30, e no dia 18 de outubro, às 20h30, Diogo Batáguas leva ao Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira, “Optimista Céptico”.

“Com maior ou menor dificuldade, Diogo acredita sempre que tudo vai correr mais ou menos bem. “Optimista Céptico” é o seu quarto solo de comédia, depois de “Cheguei aos 30, mas muito contra a minha vontade”, em 2015, “Quero lá Saber”, em 2018, e “Processo”, há quatro anos.

Neste espetáculo, pode ler-se numa nota do Município, “antecipa, esperançoso, um futuro para as crianças e bichos que tem lá em casa, repleto de desafios inesperados, mas menos agreste do que o dos seus antepassados. Por outro lado, existe sempre a possibilidade de ir tudo pelo cano abaixo nos próximos anos”.

Os bilhetes estão à venda aqui, sendo que toda a programação do Teatro pode ser consultada no seu site.

Diogo Batáguas apresenta “Optimista Céptico”

14 October 2026 at 12:46

No dia 17, pelas 21h30 e, no dia 18 de outubro, pelas 20h30, Diogo Batáguas traz ao Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira, “Optimista Céptico”.

“Com maior ou menor dificuldade, o Diogo acredita sempre que tudo vai correr mais ou menos bem. “Optimista Céptico” é o seu 4.º solo de stand-up. Nele, antecipa, esperançoso, um futuro para as crianças e bichos que tem lá em casa, repleto de desafios inesperados, mas menos agreste do que o dos seus antepassados.

Por outro lado, existe sempre a possibilidade de ir tudo pelo cano abaixo nos próximos anos. Porém, lá está, também pode ser que não. Enfim, tem a absoluta certeza de que, tudo indica, se calhar até está convicto de que isto é capaz de correr bem.”

Bilhetes à venda na tm-antoniopinheiro.bol.pt. Toda a programação disponível clicando AQUI.

Barragem da Foupana é uma falsa solução para a seca, que destrói o património natural do Algarve – Almargem

13 October 2026 at 19:16

A Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve, em comunicado enviado às redações, que se transcreve a seguir, diz que submeteu um parecer negativo ao projeto da Barragem da Foupana. A Almargem considera um atentado ambiental, e um potencial desastre financeiro, o investimento de 90 milhões de euros que ameaça transformar-se num “elefante branco” sem água.

A ribeira da Foupana é um dos últimos cursos de água livres do Algarve. Enquanto que a maioria dos rios do Sul foi profundamente alterada por barragens e espécies exóticas, na Foupana, cerca de dois terços dos peixes existentes são espécies autóctones que ali encontram o seu último refúgio. Erguer uma parede de betão significa destruir este ecossistema único.

O “fim da linha” para a vida na ribeira

A alteração do curso da ribeira e a criação de uma albufeira terão um impacto devastador sobre a fauna aquática:  

  • Risco de extinção local do Saramugo: Este pequeno peixe, um dos mais ameaçados da Península Ibérica, é incapaz de sobreviver em águas paradas. A albufeira significará o seu desaparecimento definitivo naquele troço.  
  • Bloqueio de peixes migradores: A parede da barragem impedirá a subida e descida de espécies emblemáticas como o Sável, a Savelha, a Enguia-europeia e a Lampreia-marinha. Sem o sinal dos peixes jovens a descer o rio, os adultos do mar deixarão de entrar na bacia do Guadiana.  
  • Isolamento e Invasão: Espécies nativas como a Boga-do-Guadiana e o Barbo-de-cabeça-pequena ficam encurraladas, tornando-se presa fácil para peixes exóticos invasores predadores (como o Achigã) que proliferam em albufeiras.  
  • Colapso dos mexilhões de água doce: Os mexilhões-de-rio (náiades em perigo de extinção) precisam das guelras dos peixes nativos para se reproduzirem. Sem estes peixes, as náiades desaparecerão também do vale.  

Da serra à praia, os impactes são múltiplos

  • Ameaça ao Lince-Ibérico: A albufeira vai inundar e cortar o corredor natural desta espécie, empurrando-os para as estradas e aumentando o risco de atropelamento.  
  • Perda de floresta e património: Ficarão submersos mais de 500 hectares de vegetação protegida, 70 hectares de azinhais, plantas raras e dezenas de moinhos tradicionais de rodízio e sítios arqueológicos romanos e medievais.  
  • Agravamento da erosão nas praias: Ao reter cerca de 10 milhões de m³ de areias e sedimentos, a barragem vai privar as praias e dunas do Sotavento do material necessário para combater o recuo da linha de costa.  

Aposta em alternativas sustentáveis

A Almargem sublinha que a verdadeira resiliência hídrica não passa por reter mais rios expostos à evaporação, mas sim por gerir a água de forma integrada:  

  • Resolver as fugas nas tubagens: Em vários concelhos do Algarve, grandes volumes de água potável perdem-se em roturas na rede. Reparar as tubagens gera mais água útil do que toda a barragem da Foupana.  
  • Guardar água no subsolo: Infiltrar a água das chuvas nos aquíferos subterrâneos (como Querença-Silves), protegendo-a do sol, da evaporação e da contaminação a um custo muito inferior.  
  • Reutilizar a água das ETAR: Usar água reciclada para a rega, poupando a água potável das barragens existentes para o consumo das populações.  

Participe na Consulta Pública até 16 de outubro

A Almargem exige à Agência Portuguesa do Ambiente a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental Desfavorável e apela a todos os cidadãos para que submetam a sua oposição ao projeto no portal Participa.pt (Processo de AIA n.º 3837) até ao dia 16 de outubro.

“Riffs’n’Bones #2” Halloween Alternative Party – em Tavira 

13 October 2026 at 15:02

No dia 31 de outubro, os Skip the Drama, organizam o Riffs’n’Bones #2, uma noite de Halloween com quatro bandas de punk rock, hardcore e nu metal, no Rock da Baixamar, em Tavira. Um Halloween mais barulhento, com uma noite de riffs, guitarras, mosh, cerveja e algum caos pelo caminho!! Este ano contam com quatro […]

Iniciativa dá a conhecer a arquitetura modernista de Tavira

13 October 2026 at 10:54

Os “Passeios na História de Tavira” regressam no dia 17 de outubro, pelas 10h30, com um percurso dedicado à arquitetura modernista na cidade, orientado por Ricardo Costa Agarez, arquiteto e investigador.

Entre 1930 e 1960, foram construídos em Tavira edifícios públicos e privados que introduziram “novas formas de pensar e construir a arquitetura, procurando conciliar os princípios da modernidade com as tradições locais”.

Ao longo do percurso, Ricardo Costa Agarez vai explicar as circunstâncias que estiveram na origem da construção desses edifícios, as necessidades a que procuraram responder e o papel que desempenharam na vida da comunidade.

Ricardo Costa Agarez é arquiteto e investigador na área da história e teoria da produção do ambiente construído. É investigador principal no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde coordena a iniciativa Arquitectura Aqui – Comunidade, Proximidade, Ação: Equipamento de Utilização Coletiva em Portugal e Espanha 1939-1985.

Com um número máximo de 30 pessoas, as inscrições deve ser feitas até ao dia 15 de outubro, aqui.

Passeios na História de Tavira dá a conhecer a arquitetura modernista

12 October 2026 at 20:44

Os “Passeios na História de Tavira” regressam, no próximo dia 17 de outubro, pelas 10h30, com um percurso dedicado à arquitetura modernista na cidade, orientado por Ricardo Costa Agarez, arquiteto e investigador do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Entre as décadas de 1930 e 1960, Tavira conheceu a construção de edifícios públicos e privados que introduziram novas formas de pensar e construir a arquitetura, procurando conciliar os princípios da modernidade com as tradições locais e as características da cidade. Estas construções, por vezes discretas entre o edificado histórico, constituem testemunhos das transformações urbanas e sociais do século XX.

Ao longo do percurso, serão abordados alguns destes edifícios, procurando compreender as circunstâncias que estiveram na origem da sua construção, as necessidades a que procuraram responder e o papel que desempenharam na vida da comunidade. A visita será também uma oportunidade para refletir sobre a importância da arquitetura modernista na identidade urbana de Tavira e na construção de uma cidade diversificada e viva.

Ricardo Costa Agarez é arquiteto e investigador na área da história e teoria da produção do ambiente construído. É investigador principal no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde coordena a iniciativa Arquitectura Aqui – Comunidade, Proximidade, Ação: Equipamento de Utilização Coletiva em Portugal e Espanha 1939-1985. Entre as suas publicações destacam-se A Construção do Algarve (2023), A Habitação Apoiada em Portugal (2020) e Algarve Building (2016).

“Passeios na História de Tavira” têm como finalidade dar a conhecer o passado da cidade e do concelho, a paisagem, os monumentos e as personagens históricas, bem como sensibilizar para a necessidade de proteger e valorizar a herança patrimonial.

Os interessados em participar, no número máximo de 30 pessoas, deverão preencher, até dia 15 de outubro, o formulário de inscrição clicando aqui.

Para mais informações, contate a Divisão de Turismo, Património e Museus de Tavira pelo telefone 281 320 545 ou pelo e-mail: edu.museus@cm-tavira.pt .

Festa do Cinema Francês regressa a Tavira com duas sessões

12 October 2026 at 17:01

A 27.ª edição da Festa do Cinema Francês percorre várias cidades de Portugal e chega a Tavira no dia 13 de outubro, com duas sessões.

Às 10h30 a sessão é dedicada à comunidade escolar e vai transmitir “O Canto das Florestas” (Le Chant des forêts), de Vincent Munier, com Michel Munier, Simon Munier, Vincent Munier. O realizador leva o público pelo coração das florestas. “Foi lá que aprendeu tudo com o seu pai, Michel, um naturalista que passou a vida a descobrir a floresta. Chegou agora o momento de transmitir esse conhecimento a Simon, o filho de Vincent. Três olhares, três gerações, o mesmo fascínio pela vida selvagem”, pode ler-se numa nota da autarquia.

“A Comédia Francesa” (De la comédie française), de Bertrand Usclat & Martin Darondeau, vai passar às 21h. Com Pauline Clément, Laurent Stocker, Julien Frison, Marina Hands e Adeline D’Hermy, é uma comédia “irreverente e cheia de energia” que mergulha nos bastidores da mais prestigiada instituição teatral francesa. “Três horas antes de subir o pano, a estreia de Nina na direção transforma-se numa vertiginosa corrida contra o tempo, onde cada imprevisto, cada ego e cada detalhe técnico ameaçam fazer ruir o espetáculo”, diz a mesma nota.

Sob a direção de Anne Delseth, a Festa continua a ser um “espaço de descoberta, diálogo cultural e partilha” entre França e Portugal.

Organizada pela Associação Il Sorpasso, em parceria com a Embaixada de França, o Institut Français du Portugal e as Alliances Françaises, a Festa integra o programa MaisFRANÇA.

Os bilhetes podem ser adquiridos aqui.

Tavira reforça combate ao isolamento social no Mês Sénior

12 October 2026 at 15:00

O Município de Tavira assinala outubro com um programa dedicado à população sénior, procurando promover o envelhecimento ativo, combater o isolamento social e reforçar a participação na comunidade. A iniciativa integra uma estratégia desenvolvida ao longo de todo o ano, em articulação com entidades locais, para apoiar a autonomia, a saúde e a qualidade de vida das pessoas mais velhas.

Mais do que assinalar o Mês Sénior, a autarquia pretende valorizar o contributo desta população para a comunidade e proporcionar oportunidades de convívio, aprendizagem e participação social.

O envelhecimento demográfico, a solidão e a dispersão geográfica do concelho colocam desafios à intervenção social, tornando necessária uma resposta articulada entre o município e as entidades da Rede Social de Tavira.

A autarquia é parceira de vários projetos de intervenção psicossocial dirigidos à população sénior, entre os quais o Cuidame-te, Lado a Lado, Lado a Lado 2.0 – CLSD 5 G, Amor com Tempero 2.0, Info. Cuidador 2.0 e Projeto 360.º Saúde Mental Algarve 2.0.

Estas iniciativas incluem atividades de estimulação cognitiva, apoio psicológico individualizado, exercício físico e ginástica sénior, bem como ações de informação, sensibilização e prevenção.

O trabalho desenvolvido passa também pela cooperação com as instituições sociais do concelho, que asseguram respostas essenciais à permanência das pessoas mais velhas no seu meio familiar e comunitário. Entre estas encontram-se os centros de dia, os serviços de apoio domiciliário e as cantinas sociais, que prestam acompanhamento aos utentes e às respetivas famílias.

Saúde e participação na comunidade

A promoção da saúde e a prevenção da doença são outras das áreas de intervenção do município, através de iniciativas relacionadas com a atividade física, a alimentação saudável, a saúde mental, a literacia em saúde e a capacitação dos cuidadores.

A valorização da Dieta Mediterrânica integra igualmente esta estratégia, enquanto modelo alimentar associado a hábitos saudáveis, à convivência e à qualidade de vida.

No combate ao isolamento social, o objetivo passa por criar oportunidades de participação e reforçar as relações de proximidade, reconhecendo as pessoas seniores como elementos ativos da comunidade.

Neste âmbito, destaca-se o Grupo Idade Sénior (GIS), integrado na Rede Social de Tavira, que promove a articulação entre entidades, a partilha de recursos e o desenvolvimento de respostas conjuntas, ajustadas às necessidades da população.

É neste contexto de intervenção continuada que se insere a programação do Mês Sénior 2026, preparada em colaboração com as entidades que integram o GIS.

Terças de Cinema e Cineclube de Tavira levam filmes ao Teatro António Pinheiro

11 October 2026 at 18:01

A programação de outubro inclui filmes de Ruben Alves e Pedro Almodóvar. As sessões decorrem às 21h00 e às 20h00, com bilhetes a 5 e 4 euros, respetivamente.

O conteúdo Terças de Cinema e Cineclube de Tavira levam filmes ao Teatro António Pinheiro aparece primeiro em Barlavento.

Aumentar salários não chega: é preciso devolver poder de compra aos portugueses

11 October 2026 at 14:40

Portugal enfrenta uma realidade económica que merece uma reflexão séria: apesar dos aumentos salariais anunciados ao longo dos últimos anos, muitas famílias continuam a sentir enormes dificuldades em fazer face às despesas mensais. Para milhares de trabalhadores, receber mais ao final do mês não significa necessariamente viver melhor.

O problema está na diferença entre aquilo que aparece no recibo de vencimento e aquilo que efetivamente sobra depois de pagar a renda da casa, a alimentação, a eletricidade, a água, os transportes, os seguros e os impostos. É nesta diferença que reside uma das maiores preocupações da sociedade portuguesa: a dificuldade crescente em transformar o trabalho numa verdadeira garantia de estabilidade financeira.

Não basta aumentar os salários se o custo de vida continuar a absorver os rendimentos das famílias

Os aumentos salariais são importantes e necessários. Contudo, não podem ser apresentados como uma solução isolada, nem utilizados como único indicador da melhoria das condições de vida dos portugueses.

Quando o salário aumenta, mas as despesas essenciais acompanham essa subida, o resultado pode ser uma melhoria praticamente impercetível no orçamento familiar.

A questão fundamental é simples: o que interessa não é apenas quanto ganha um trabalhador, mas aquilo que consegue fazer com o dinheiro que recebe.

O peso dos impostos sobre quem trabalha

Uma política económica centrada nas pessoas deve começar por reconhecer o valor do trabalho. Quem trabalha a tempo inteiro, cumpre os seus deveres e contribui para o funcionamento do país deve ter condições para viver com dignidade, constituir poupanças e preparar o futuro.

É por isso que o aumento dos salários deve ser acompanhado por uma redução responsável da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, em particular nos escalões baixos e intermédios. Não faz sentido promover aumentos salariais sem avaliar quanto desse esforço chega efetivamente ao bolso dos trabalhadores.

O objetivo deve ser claro: permitir que os portugueses conservem uma parcela maior do rendimento que conquistam com o seu trabalho.

Esta redução fiscal deve ser acompanhada por uma gestão eficiente dos recursos públicos, pela avaliação da despesa do Estado e pelo combate ao desperdício. Aliviar os impostos não pode significar ignorar a sustentabilidade das contas públicas, mas também não pode continuar a ser tratado como uma questão secundária para quem vive com um orçamento limitado.

O trabalho deve compensar, e o esforço de quem produz riqueza tem de se traduzir numa melhoria concreta das condições de vida.

A habitação tornou-se um dos maiores obstáculos à estabilidade financeira

A crise da habitação é outro dos fatores que mais contribuem para a pressão sobre os rendimentos das famílias. Em diversas regiões do país, o valor das rendas e dos imóveis afastou-se da capacidade financeira de muitos trabalhadores, incluindo aqueles que têm emprego estável.

Para um jovem que pretende sair de casa dos pais, para um casal que deseja constituir família ou para um trabalhador que procura viver perto do seu local de trabalho, encontrar uma habitação a um preço comportável tornou-se um desafio cada vez maior.

Quando uma parte excessiva do salário é destinada à renda ou à prestação da casa, ficam comprometidas outras necessidades fundamentais. Poupar torna-se difícil, enfrentar uma despesa inesperada pode representar um problema grave e o recurso ao crédito pode transformar-se numa solução de recurso para despesas correntes.

Não podemos normalizar uma realidade em que trabalhar não chega para garantir o acesso a uma habitação digna. É necessário travar a escalada dos preços através de uma resposta estrutural: aumentar a oferta de habitação, simplificar e acelerar os processos de licenciamento, disponibilizar terrenos, recuperar imóveis devolutos e criar condições para construir a custos mais comportáveis.

Devem igualmente ser avaliadas medidas proporcionais que reduzam os comportamentos especulativos e promovam uma utilização mais eficiente do património habitacional, sem desincentivar a construção, o arrendamento ou o investimento necessário para aumentar a oferta.

A solução não passa por procurar culpados de forma indiscriminada, mas por corrigir os desequilíbrios que impedem o mercado de responder às necessidades reais da população.

Combater a inflação e recuperar o poder de compra

A inflação representa outro desafio, sobretudo quando incide sobre despesas das quais as famílias não podem prescindir. A alimentação, a energia e os transportes ocupam uma parcela significativa dos orçamentos familiares, pelo que qualquer aumento persistente nestes custos reduz a margem financeira disponível. É importante, contudo, distinguir a inflação geral da evolução dos preços da habitação. São fenómenos relacionados com o custo de vida, mas que exigem respostas diferentes.

No combate à inflação, o país deve promover a concorrência, a produtividade e o funcionamento eficiente dos mercados, avaliando medidas temporárias e devidamente fundamentadas quando os aumentos dos bens essenciais colocam em causa as condições de vida das famílias mais vulneráveis.

Na habitação, é necessário atuar sobre a oferta, os custos de construção, o licenciamento e os desequilíbrios entre os preços praticados e a capacidade financeira dos agregados familiares. Os aumentos salariais devem, por isso, ser avaliados em função da evolução do poder de compra real, e não apenas pelo número de euros acrescentados ao vencimento.

Uma economia que permita viver, e não apenas sobreviver

Portugal precisa de uma estratégia económica que articule três objetivos fundamentais: salários dignos, impostos mais baixos sobre o trabalho e habitação acessível.

Estas medidas devem ser acompanhadas pelo crescimento da produtividade, pela valorização das empresas que investem e criam emprego e por uma utilização criteriosa dos recursos públicos. Só assim será possível construir uma economia que concilie melhores rendimentos com estabilidade financeira e oportunidades reais para as novas gerações.

O crescimento económico não pode ser avaliado exclusivamente através de indicadores macroeconómicos. Esses indicadores são importantes, mas devem ser acompanhados por uma pergunta essencial: estão os portugueses a viver melhor?

Uma economia pode crescer e, ainda assim, deixar muitas famílias sem capacidade para poupar, adquirir habitação ou enfrentar imprevistos. É precisamente por isso que as políticas públicas devem ser avaliadas pelos seus resultados concretos na vida das pessoas.

Não se pretende defender aumentos salariais artificiais, desligados da produtividade, nem ignorar as dificuldades das empresas. Pretende-se exigir uma política económica equilibrada, em que o Estado, as empresas e os decisores públicos assumam as suas responsabilidades e em que o trabalhador não seja o elemento esquecido desta equação.

A dignidade de quem trabalha deve estar no centro das prioridades nacionais

O verdadeiro progresso não consiste em ganhar mais euros para pagar despesas cada vez maiores. Consiste em ganhar o suficiente para viver melhor, poupar, constituir família e construir um futuro com segurança e liberdade.

Portugal precisa de devolver aos seus cidadãos a confiança de que o trabalho continua a ser um caminho de mobilidade social e de realização pessoal. Aumentar salários é necessário. Reduzir a carga fiscal sobre o trabalho é essencial. Garantir habitação acessível é urgente.

Sem estas três dimensões, corremos o risco de continuar a anunciar melhorias económicas que uma parte significativa da população não consegue sentir na sua vida quotidiana.

Trabalhar para sobreviver não pode ser o destino de quem trabalha honestamente.
Trabalhar tem de voltar a ser um caminho para uma vida melhor.

Para ler o artigo anterior publicado pelo autor, clique aqui.

* Vogal da Direção Política Nacional do REAGIR

PSP registou quase 2500 infrações e deteve 239 pessoas na última semana em todo o país

11 October 2026 at 11:39

No Algarve foram detidas 14 pessoas por diferentes ilícitos criminais

A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou informa em comunicado que, na pretérita semana, entre 3 e 9 de outubro, registou 2.479 infrações em 271 ações de prevenção e fiscalização na sua área de responsabilidade em todo o país.

Adianta a PSP na sua missiva que foram fiscalizados 10.094 condutores e controlados 4.511 carros por radar, tendo sido detidas 239 pessoas por crimes rodoviários, dos quais 116 por condução sob efeito de álcool e 97 por condução sem carta.

No mesmo período e na sua área de responsabilidade, a PSP salienta que registou de 1.091 acidentes, dos quais resultaram 434 feridos, dos quais 17 graves e uma vítima mortal.

No que concerne ao Algarve, o Comando Distrital de Faro da PSP desenvolveu uma intensa atividade operacional da qual resultaram 14 detenções relacionadas com diferentes ilícitos criminais.

A PSP de Faro adianta que realiza diariamente ações de prevenção, fiscalização e patrulhamento de proximidade, reforçando o compromisso com a segurança pública, a ordem e a tranquilidade da população.

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