O município do Porto e 14 instituições do ensino superior com presença na cidade assinaram um acordo de cooperação que oficializa a criação do UNIK Porto – University Network for Innovation and Knowledge.
Afirmar o Porto como um território de excelência no conhecimento, na inovação e na retenção de talento, envolvendo os mais de 60 mil estudantes e investigadores no desenvolvimento local. É este o mote para a constituição do UNIK Porto – University Network for Innovation andKnowledge por parte do município e 14 instituições de ensino superior, além da Federação Académica do Porto (FAP).
O projeto UNIK Porto surge da vontade de “aproximar estas instituições, articular competências e construir uma visão partilhada, capaz de valorizar o talento que existe na cidade“, salientou o presidente da Câmara, Pedro Duarte, após a assinatura do acordo.
Nesse sentido, o autarca social-democrata coloca as universidades como protagonistas pelo contributo “decisivo para a formação de gerações, produção de conhecimento, e desenvolvimento económico, social e cultural da cidade”.
O Porto tem a felicidade de reunir uma comunidade científica de enorme valor, cujo contributo queremos valorizar cada vez mais na definição das políticas públicas e na procura de soluções para os problemas concretos das pessoas.
É este conhecimento das universidades que poderáalavancar o talento e inovação na cidade, assim como ajudar a enfrentar desafios da atualidade em áreas tão diversas como a habitação, mobilidade, sustentabilidade ambiental ou transformação digital e qualidade dos serviços públicos.
O projeto prevê, como assinala a autarquia, “um novo paradigma de governação urbana e académica, orientado para a afirmação do Porto como um território de excelência no conhecimento, na inovação e na retenção de talento”.
Matilde Gouveia Rocha, vereadora da Educação e do Talento e Conhecimento na Câmara Municipal do Porto
“O Porto tem a felicidade de reunir uma comunidade científica de enorme valor, cujo contributo queremos valorizar cada vez mais na definição das políticas públicas e na procura de soluções para os problemas concretos das pessoas”, sustentou o presidente da Câmara.
Já a vereadora da Educação e do Talento e Conhecimento, Matilde Gouveia Rocha, citada na mesma nota de imprensa, vê o UNIK Porto como um “motor de competitividade económica, de atração de investimento e de reforço da estratégia municipal TERA”, ao contribuir para a “atração, fixação e retenção de talento”.
Os cinco eixos de intervenção do projeto:
Afirmar o Porto como cidade universitária de referência, com uma marca territorial forte e uma identidade comum para a academia portuense;
Construir uma estratégia integrada para atrair e reter pessoas qualificadas, promover o empreendedorismo jovem e aproximar estudantes e investigadores das empresas e dos empregadores da região;
Trabalhar para criar condições de habitação dignas e acessíveis, nomeadamente através da identificação e cedência de edifícios municipais para residências universitárias, com espaços de estudo e de convívio;
Qualificar o espaço público e as áreas envolventes aos polos universitários, com mais zonas verdes, espaços de lazer, equipamentos desportivos e culturais e soluções de mobilidade sustentável;
Desenvolver uma plataforma digital comum que reúna informação da comunidade académica, dê visibilidade aos recursos existentes e disponibilize uma agenda cultural e científica partilhada.
Como atrair e manter o talento e o conhecimento na cidade foi precisamente o que esteve em discussão numa mesa-redonda realizada na quinta-feira nos Paços do Concelho, que contou com os contributos da secretária de Estado do Ensino Superior, Cláudia Sarrico; do presidente do INESC TEC, João Claro; de Frederico Carpinteiro, CEO da Amparo; e da investigadora Francisca Albuquerque.
A Comunidade Intermunicipal do Algarve promoveu, esta semana, a primeira sessão pública regional referente ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve (PMUS Algarve 2.0), um instrumento estratégico desenvolvido pela AMAL para definir o futuro dos transportes e acessibilidades na região.
A iniciativa decorreu no Centro de Emprego e Formação Profissional do Algarve – IEFP (Areal Gordo), em Faro, no passado dia 13, e contou com a intervenção do Prof. José Manuel Viegas, especialista na área de transportes, que abordou algumas das questões críticas para a mobilidade sustentável e conduziu uma mesa-redonda sobre os desafios e oportunidades para a mobilidade na região, com as participações da AMAL, da Universidade do Algarve e da Almargem, a que se seguiu uma discussão aberta.
O PMUS Algarve 2.0 é um instrumento estratégico que pretende definir as orientações para uma mobilidade mais sustentável, acessível, eficiente e adaptada às necessidades de quem vive, trabalha ou visita o Algarve. Estará também alinhado com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização e de melhoria da qualidade de vida das populações. O apoio técnico no terreno e a apresentação do diagnóstico estão a ser conduzidos pela consultora TIS, em colaboração com especialistas, como é o caso do Professor José Manuel Viegas. Através destas sessões públicas regionais, a AMAL pretende assegurar um processo transparente, participativo e colaborativo, permitindo que a população contribua para a definição das prioridades e das soluções que irão moldar o futuro da mobilidade no Algarve.
Ao longo do seu desenvolvimento, o PMUS Algarve irá integrar um conjunto alargado de atividades, nomeadamente a caracterização e diagnóstico da situação atual (em fase de conclusão), a construção de cenários prospetivos e a definição de uma estratégia e plano de ação. Este processo está a ser desenvolvido de forma participada, envolvendo entidades públicas, agentes económicos, stakeholders e a população em geral, garantindo que as soluções propostas refletem as necessidades e expectativas do território. Neste contexto, já foram realizados dois workshops com stakeholders, assim como três inquéritos lançados online a toda a população.
Foi, também, desenvolvido um site (disponível AQUI), que constitui um canal privilegiado de comunicação e interação com a comunidade, acompanhando todas as fases de desenvolvimento do Plano. Através deste site, serão disponibilizadas informações atualizadas sobre o projeto, bem como os principais resultados intermédios, documentos de trabalho e iniciativas de participação pública. Será, igualmente, possível aceder e participar em inquéritos, consultas e outras ações.
Entre as principais metas do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve destacam-se a melhoria da segurança rodoviária e da saúde pública, a promoção de um sistema mais acessível e inclusivo para todos os cidadãos, bem como o reforço do bem-estar da comunidade e da atratividade dos centros urbanos. O PMUS 2.0 pretende, ainda, incentivar a utilização de modos de transporte mais sustentável, garantindo uma mobilidade ambientalmente responsável, que permita reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a poluição atmosférica, o ruído e o consumo energético.
O plano abrangerá todo o território algarvio e procurará desenvolver soluções integradas e adaptadas às necessidades atuais e futuras da região.
Curso de 50 horas pretende valorizar o calçado tradicional algarvio e transmitir um saber-fazer artesanal a novos públicos
O Loulé Criativo, projeto da Câmara Municipal de Loulé, em parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, promove, entre 29 de outubro e 21 de novembro, o curso de formação certificada “Fabrico Manual de Sapato de Ourelo”, orientado pelo mestre sapateiro Fernando Gonçalves.
O sapato de ourelo é uma expressão singular do património artesanal algarvio, tradicionalmente associado às comunidades piscatórias e rurais da região. Produzido a partir de tiras de tecido, distingue-se pela conjugação de técnicas de construção de calçado e de tecelagem, sendo o sapato tecido diretamente sobre uma forma de madeira.
Mais do que recuperar uma peça de calçado tradicional, esta formação pretende despertar o interesse de novos públicos pelo universo da construção artesanal de calçado, um ofício que enfrenta atualmente importantes desafios de continuidade, nomeadamente a escassez de mestres e a reduzida renovação geracional.
Ao longo de 50 horas, os participantes terão oportunidade de aprender as diferentes etapas de construção do sapato de ourelo, desde a preparação dos materiais e da forma até à tecelagem, montagem, aplicação da sola e acabamentos finais.
A iniciativa insere-se na estratégia do Loulé Criativo de salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais, procurando simultaneamente criar condições para o desenvolvimento de novas abordagens ao calçado artesanal, através do cruzamento entre tradição, criatividade e inovação.
A formação é gratuita e certificada, destinando-se a adultos com idade igual ou superior a 18 anos, empregados ou desempregados. Decorrerá no Palácio Gama Lobo, em Loulé, em horário pós-laboral às quintas e sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 10h00 às 18h00.
O objetivo é reforçar a literacia em emergência, levando para a comunidade conhecimentos que podem fazer a diferença nos primeiros minutos de uma situação de paragem cardiorrespiratória.
Daniel Bernardo, presidente da associação, e Ricardo Ribeiro, vice-presidente, são ambos enfermeiros e trabalham no serviço de urgência do hospital flaviense. Foi precisamente a experiência profissional e a constatação das dificuldades sentidas perante situações de emergência fora do hospital que esteve na origem do projeto.
“Muitas das vezes estas pessoas já nos chegam num contexto onde não há praticamente nada a fazer”, explica Daniel Bernardo, referindo-se sobretudo às situações de paragem cardiorrespiratória. A intervenção dos meios de emergência é fundamental, mas o tempo que decorre até à chegada de uma equipa diferenciada pode ser determinante.
Foi dessa preocupação que nasceu a vontade de “passar um bocadinho de dentro para fora” e mostrar à população que “um pequeno gesto realmente pode salvar”. A associação foi formalizada em março de 2024, com 19 fundadores, e conta atualmente com cerca de 95 associados, entre enfermeiros, médicos, bombeiros, psicólogos, auxiliares e outros profissionais.
Ao longo deste período, foram realizadas 57 ações de formação certificadas pelo INEM e outras iniciativas dirigidas à comunidade. Os responsáveis contabilizam 1300 participações, destacando que, na maioria dos casos, houve contacto direto com manequins e treino das técnicas. “Não é só ouvir falar. São cerca de 1300 pessoas com prática”, sublinha Ricardo Ribeiro.
A metodologia passa por combinar uma componente teórica com a prática. “É fazer a junção daquilo que é a teoria e com o que é a prática”, resume Daniel Bernardo. A intenção é que a pessoa não fique apenas com uma informação, mas adquira ferramentas que possa utilizar perante uma situação real.
“Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”
DANIEL BERNARDO PRESIDENTE APUEAF
Um dos principais focos tem sido a comunidade escolar, envolvendo alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, mas também as populações do interior mais afastadas dos centros urbanos. Para Daniel Bernardo e Ricardo Ribeiro, a instalação dos equipamentos não deve ficar limitada às zonas com maior concentração populacional. “Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”, defende Daniel Bernardo
“Se nós perguntarmos, no fim, se alguma vez tinha feito isto na vida, a resposta é não”, relata Daniel Bernardo, a propósito das ações.
“Não podemos só contar com a ajuda externa”, afirma Daniel Bernardo, defendendo uma maior consciencialização da população para a necessidade de intervir nos primeiros minutos. O objetivo passa por criar uma verdadeira cultura de emergência, começando pelas escolas e estendendo-se às famílias, empresas, instituições e forças de segurança.
Nesse âmbito, a associação tem também apostado na formação em suporte básico de vida com desfibrilhador automático externo (DAE). A formação certificada tem sete horas, inclui componentes teóricas e práticas e termina com uma avaliação prática. Os formadores passaram por formação específica e a própria associação está acreditada enquanto entidade formadora.
O DAEé considerado pelos responsáveis como um passo importante na cadeia de sobrevivência. O equipamento analisa o ritmo cardíaco e, quando deteta uma situação compatível com desfibrilhação, permite administrar um choque elétrico para tentar reverter a arritmia.
A associação esteve na origem de uma proposta no âmbito do Orçamento Participativo Municipal de Chaves para a instalação de desfibrilhadores em diferentes pontos do concelho. Está agora em fase de implementação pelo município, que decidirá a localização dos equipamentos.
“O importante não é só chegar à comunidade”, explica Ricardo Ribeiro. “Queremos informação, queremos partilhar, queremos ferramentas no local e queremos que aquelas pessoas que foram formadas possam dar continuidade a isto.”
Saber reconhecer uma situação, ligar para o 112, iniciar compressões e utilizar um desfibrilhador quando disponível são, defendem, conhecimentos que deveriam fazer parte da cultura da população. “Hoje soueu que posso estar a ajudar a salvar, mas amanhã posso precisar de ser salvo”, resume Ricardo Ribeiro.
O Abambres Sport Club venceu no domingo o ADC Constantim B por uns expressivos 0-15, numa partida disputada no Estádio do Cruzeiro, em Constantim.
A equipa de Sub-16 do Abambres demonstrou uma elevada eficácia ofensiva e total domínio ao longo dos 90 minutos. A marcha do marcador iniciou-se aos 15 minutos por intermédio de Simão Gonçalves. Seguiram-se os golos de Diogo Veiga (21’), José Nóbrega (27’), Vicente Rodrigues (29’), Diogo Veiga (33’), Eduardo Sequeira (40’) e Gonçalo Silva (43’), fixando o resultado ao intervalo num claro 0-7.
Na segunda parte, o Abambres manteve a intensidade e continuou a avolumar o marcador. Vicente Rodrigues bisou aos 46’ e fez o seu terceiro golo aos 56’, intercalado por mais um tento de Diogo Veiga aos 49’. Gonçalo Silva dilatou para 0-10 aos 51’, seguindo-se os golos de Paulo Chaves (62’), Diogo Taveira (75’) e Tomás Fontoura (86’). Um autogolo de Gonçalo Martins aos 90 selou a vitória final em 0-15.
FICHA TÉCNICA Estádio do Cruzeiro, em Constantim Árbitro: Rúben Fernandes
CONSTANTIM B: Tiago Oliveira (GR), Gonçalo Martins, Vasco Pereira, André Nogueira, Henrique Alves, Francisco Baptista, Vasco Dinis, 20 Gonçalo Guedes, 22 Oscar Xu, Rodrigo Cortinhas e Luca Will Suplentes: Juan Gomes, Henrique Pinheiro, Rafael Gonçalves, Delfim Aguilar e Vasco Botelho Treinador: Daniel Alegre
ABAMBRES: António Silva (GR), Rodrigo Silva, Diogo Veiga, Santiago Padilha, Eduardo Sequeira, Salvador Simões, Paulo Chaves, Vicente Rodrigues, José Nóbrega, Simão Gonçalves e Gonçalo Silva Suplentes: Alan Marcelino, Afonso Lopes (GR), Benjamim Abreu, Rodrigo Matos, Diogo Filipe, André Mendes, Tomás Fontoura, Francisco Barreto e Diogo Taveira Treinador: Tiago Nóbrega
Marcadores: Diogo Veiga (3), Vicente Rodrigues (3), Gonçalo Silva (2), Simão Gonçalves, José Nóbrega, Eduardo Sequeira, Paulo Chaves, Diogo Taveira, Tomás Fontoura e Gonçalo Martins (a.g)
O Turismo de Portugal, o El Corte Inglés – Grandes Armazéns, S.A. e a Associação Casacas Rojas Portugal (ACRP) assinaram um novo protocolo, que entra em vigor no presente ano letivo, e prevê a criação de um prémio para distinguir anualmente o melhor aluno finalista dos cursos de Gestão e Produção de Cozinha e Culinary Arts da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, atribuindo-lhe 2.500 euros e a oportunidade de realizar um estágio no El Corte Inglés.
A Meta, responsável por Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp, foi parar no centro do debate sobre as eleições após restrições atingirem conteúdos pró-Lula e levantarem acusações de tratamento desigual entre grupos que disputam a presidência do Brasil.
Um levantamento da CTRL+Z ao qual a Agência Pública teve acesso documentou mais de mil casos de restrições e banimentos nas plataformas da empresa na primeira quinzena de outubro, dos quais 22% envolvem contas ou publicações censuradas sem explicação.
Dentre esses conteúdos, a maior parte (54%) foi classificada como de posição política indeterminada, isto é, não era possível identificar se eram favoráveis a um candidato específico. Porém, dentre as postagens que foram restritas pela Meta e puderam ser classificadas, nove em cada dez eram pró-Lula ou conteúdos progressistas.
Segundo o documento, a Meta tem removido publicações, desativado contas e limitado o alcance de conteúdos sem apresentar justificativas claras ou oferecer mecanismos acessíveis de contestação.
O tipo mais frequente é a perda de alcance, com 356 ocorrências, seguida por restrições de repostagem (163), restrições de conta (125), banimentos de publicações (119) e banimentos de contas (116). O levantamento também identificou 101 casos classificados como indeterminados, além de bloqueios de conta (40), redução de visibilidade nas buscas (38), restrições de comentários (36), banimentos relacionados a comentários (22), restrições de impulsionamento (14) e comentários ocultados (13).
Postagens afetadas pela moderação da Meta
Postagens afetadas pela moderação da Meta
Para Yasmin Curzi, professora e pesquisadora de direito digital na FGV Rio, as denúncias indicam uma possível assimetria no tratamento de diferentes setores políticos. “Estamos vendo que essas suspensões não afetam todos os espectros políticos igualmente, mas sim setores progressistas, imprensa independente, movimentos sociais e políticos de esquerda”, afirma.
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) denunciou, ainda em junho, a derrubada de perfis ligados à mídia independente às vésperas do período eleitoral. Em outro episódio, em 23 de setembro, a Meta desativou a conta de anúncios da campanha de reeleição do presidente Lula, sem explicar publicamente os motivos da decisão.
Durante o primeiro turno, a empresa afirmou ter removido publicações de ministros, jornalistas e militantes para cumprir decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo as denúncias reunidas pelo levantamento, porém, as remoções ocorreram sem aviso prévio, justificativas individualizadas ou canais acessíveis de recurso. A campanha do PT também denunciou ao TSE restrições na distribuição de publicações de Lula e de perfis aliados, que, segundo a campanha, poderiam comprometer a paridade da disputa com o senador Flávio Bolsonaro.
Curzi avalia que a falta de explicações e de mecanismos efetivos de contestação amplia o poder das plataformas sobre o debate público. “Sem explicação e sem chance real de recurso, a empresa acaba decidindo, na prática, quem pode participar e quem é mais ouvido no debate público”, diz.
A pesquisadora também questiona a ideia de que a desigualdade de alcance entre grupos políticos decorra apenas da capacidade de comunicação de cada campo. Para ela, é necessário considerar o funcionamento das próprias plataformas e seus interesses comerciais, analisando que a Meta tem silenciado sistematicamente atores que contrariam seu modelo de negócio, em um movimento que, segundo sua avaliação, ficou mais evidente após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 2024.
Denúncia: IA da Meta gera imagens favoráveis a Flávio, mas não a Lula
As críticas contra a Meta ganharam ainda mais repercussão nesta quarta-feira, 14 de outubro, quando usuários da internet identificaram diferenças na geração de imagens pela Meta AI.
Em vários testes, o programa de inteligência artificial produziu imagens com material de propaganda de Flávio Bolsonaro, mas não de Lula. A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a candidatura de Lula, acionou novamente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar o funcionamento da ferramenta. O pedido aponta tratamento desigual e também denuncia restrições ao alcance de publicações da campanha petista. Diante das suspeitas de interferência da empresa nas eleições, Lula determinou ainda que sua campanha apresente uma denúncia à Organização dos Estados Americanos (OEA) contra a Meta.
Programa de inteligência artificial da Meta montou imagens de propaganda de Flávio Bolsonaro, mas não de Lula
À Folha, a Meta respondeu ter proibido “temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles”, em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil. “Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”.
Segundo a BBC, a Meta prometeu alterar sua IA após as acusações de favorecimento a Flávio Bolsonaro.
Enquanto derruba postagens, Meta deixa rede de robôs atuar nas eleições
As denúncias compiladas pela CTRL + Z também mostram um contexto controverso: a circulação de conteúdos políticos produzidos com inteligência artificial e automatizados tem passado despercebida pela moderação da plataforma e não foram derrubadas. Um levantamento do Instituto Democracia em Xeque obtido pelo Aos Fatos revelou que uma rede de 255 perfis automatizados teria alcançado 58 milhões de visualizações em um único mês, simulando apoio à família Bolsonaro e ao ministro André Mendonça, além de ataques ao Lula e ao STF.
De acordo com o projeto VigIA, da Agência Lupa, dos 64 conteúdos sintéticos identificados entre 1º e 5 de outubro, 61 continuavam disponíveis em 7 de outubro.
Outra pesquisa da Anistia Internacional apontou falhas da Meta na identificação de anúncios de desinformação eleitoral no Brasil, questionando a capacidade da empresa de detectar conteúdos que prejudicam o debate público, enquanto publicações legítimas são removidas ou restringidas.
Para Curzi, as restrições denunciadas podem afetar diretamente a igualdade de condições entre as candidaturas. Ela cita, entre os exemplos, dificuldades na produção de materiais de campanha do PT para ferramentas de inteligência artificial, a redução do alcance de publicações favoráveis ao partido e restrições ao impulsionamento de conteúdos progressistas. Na avaliação da pesquisadora, esses episódios interferem na isonomia eleitoral.
Meta é acusada de não bloquear conteúdos produzidos com IA e impulsionado por contas automatizadas
Falta de transparência e responsabilidade das plataformas
As denúncias de restrições e banimentos na Meta levantam dúvidas sobre qual dispositivo legal poderia ser acionado no Brasil contra a plataforma. André Fernandes, diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), afirma que a atuação da Meta deve ser analisada à luz do Marco Civil da Internet (MCI), da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o artigo 19 do MCI e das resoluções eleitorais.
O Marco Civil da Internet estabelece princípios como a liberdade de expressão e a proteção dos direitos dos usuários, enquanto a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) prevê garantias relacionadas à transparência, à não discriminação e à revisão de determinadas decisões automatizadas. A decisão do STF sobre o artigo 19 do Marco Civil redefiniu parâmetros de responsabilização das plataformas por conteúdos de terceiros.
Já o Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão de junho de 2025, declarou parcialmente inconstitucional o regime do artigo 19 do MCI e estabeleceu novos parâmetros para a responsabilização civil das plataformas por conteúdos de terceiros, incluindo hipóteses de responsabilização após notificação extrajudicial e situações em que há dever de atuação proativa. A decisão, contudo, não criou um regime geral para banimentos de contas ou redução de alcance.
No âmbito eleitoral, a Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada para as eleições de 2026, estabelece regras para a propaganda na internet e impõe às plataformas deveres de prevenção e mitigação da desinformação que possa comprometer a integridade do pleito. A norma também exige planos de conformidade que detalhem medidas adotadas pelas empresas, enquanto a Portaria TSE nº 463/2026 prevê informações sobre políticas de moderação, canais de denúncia e contestação e mecanismos de transparência na publicidade política. As regras não proíbem toda remoção ou restrição de conteúdo, mas permitem questionar se as medidas adotadas seguem critérios compatíveis com a legislação eleitoral e se eventuais diferenças de tratamento comprometem a igualdade entre candidaturas e o direito à informação.
Fernandes observa que as normas eleitorais estabelecem obrigações específicas para as plataformas, inclusive em relação à circulação de conteúdos e à recomendação de publicações. O problema, segundo ele, surge quando medidas de moderação são aplicadas sem informações suficientes para que os usuários compreendam e contestem as decisões.
“A liberdade de expressão, que pode ser legitimamente restrita por uma regra de legalidade, emanada de autoridade competente, começa a ruir quando essas ações e decisões são tomadas sem devido processo informacional, sem informe detalhado de qual postagem, qual parte, o motivo da suspensão”, afirma.
Para Fernandes, a ausência de transparência compromete o escrutínio público e o direito à informação. Ele também aponta que os algoritmos de recomendação podem reforçar bolhas de conteúdo e câmaras de eco, priorizando a viralização em detrimento da qualidade informativa. Esse funcionamento, avalia, contribui para a disseminação de desinformação e para o enfraquecimento do debate democrático.
Curzi também defende uma investigação mais direta sobre a atuação da Meta. Na avaliação da pesquisadora, o Ministério Público Federal (MPF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) deveriam apurar as denúncias de tratamento desigual entre as candidaturas, considerando as evidências reunidas pela CTRL+Z.
A pesquisadora afirma ainda que declarações de representantes de grandes empresas de tecnologia e de autoridades norte-americanas levantam questionamentos sobre possíveis interesses políticos envolvidos na atuação das plataformas. Ela avalia que a Meta pode ter interesses convergentes com setores que defendem a revogação ou o bloqueio de regulações sobre as big techs no Brasil. Trata-se, segundo Curzi, de uma hipótese que demanda investigação sobre as decisões e seus efeitos concretos.
Meta reconhece falhas técnicas, mas diz que algoritmo não tem viés ideológico
Em 10 de outubro, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, deu prazo de 48 horas para que a Meta prestasse esclarecimentos sobre as restrições denunciadas pelo levantamento. A cobrança incluiu os registros de moderação e as justificativas específicas para cada bloqueio.
Em manifestação apresentada ao TSE, a Meta reconheceu falhas técnicas relacionadas a anúncios e publicações da campanha de Lula, mas negou que seus algoritmos tenham viés ideológico ou sejam usados para favorecer candidaturas. A empresa afirmou que os problemas não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas e sustentou que seus sistemas seguem critérios objetivos, públicos e auditáveis pela Justiça Eleitoral. Também declarou cumprir as normas eleitorais e estar comprometida com a isonomia no uso de suas plataformas, rejeitando as acusações de interferência na disputa.
A empresa também assinou um memorando com o TSE e apresentou um plano de ação para lidar com questões relacionadas à moderação de conteúdos eleitorais.
A petição feita pela CTRL + Z, no entanto, considera insuficientes os compromissos assumidos sem a divulgação de dados, critérios de decisão, justificativas e mecanismos efetivos de revisão.
Grupo responsável por levantamento pediu ao presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, que a Meta adote medidas urgentes para enfrentar as denúncias
O documento solicita que o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, determine à Meta a adoção de medidas imediatas para enfrentar as denúncias. Entre os pedidos estão a restauração de conteúdos e contas removidos por manifestações políticas legítimas, a proteção de perfis de jornalistas, veículos de comunicação e movimentos sociais e o fim de restrições de alcance aplicadas sem notificação ou possibilidade de recurso, prática conhecida como shadowban.
O documento também pede que a empresa informe ao tribunal e ao público quantas contas foram banidas e quantas publicações foram removidas no Brasil desde o início do período eleitoral de 2026. Os dados deverão ser discriminados por plataforma, categoria de infração e tipo de medida, incluindo remoções, suspensões temporárias e desativações definitivas.
Em declarações à VTM, Felicidade Morais, membro da comissão organizadora do evento, destacou a sua importância no panorama académico, considerando-o “um dos mais antigos, senão o mais antigo, da UTAD”.
A primeira edição realizou-se em 1996 no Departamento de Letras, tendo o evento vindo a crescer progressivamente ao longo dos anos, com a participação de investigadores de universidades nacionais e estrangeiras. A edição deste ano foi organizada pelo Departamento de Letras, Artes e Comunicação da UTAD, em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e o Centro de Estudos em Letras da UTAD.
A edição deste ano contou com a presença de cerca de 70 investigadores de mais de dez países, num formato híbrido que combinou participações presenciais e online. Felicidade Morais explicou que a possibilidade de apresentar comunicações à distância contribuiu para atrair mais participantes e afirmou que os investigadores “se sentiram motivados pela temática do encontro a participar”.
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O Município de Lagoa em cooperação com o projeto Formação + Próxima possibilitado pela Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão – EHTPtm, tem programado para os dias 19, 21 e 23 de a formação Capacitação de Equipas (9 horas), entre as 18h00 e as 21h00, no Pátio das Gerações, em Lagoa.
A formação Capacitação de Equipas tem como destinatários os profissionais do setor e outros interessados e aborda temas como: Comunicação com construções Lego – método Seven Bricks, Trabalho de equipa com Tower Challenge e Criatividade com missões outdoor.
Esta formação tem como objetivo dotar os formandos dos seguintes conhecimentos:
Explorar as competências pessoais, através da experiência vivencial em grupo, com atividades práticas indoor e outdoor como ferramentas para o desenvolvimento das competências do indivíduo;
Desenvolver a capacidade de comunicação estimulando a escuta ativa, a clareza na transmissão de ideias, a empatia e o feedback construtivo;
Estimular o pensamento crítico e a capacidade de resolução criativa de problemas, potenciando o trabalho de equipa;
Promover uma mentalidade de crescimento estimulando o sentido crítico numa linha de pensamento positiva e criativa, quebrando barreiras e ampliando pensamentos fora da caixa;
Aumento da confiança mútua em que todos os elementos são válidos em prol do objetivo;
Promover e potenciar as relações interpessoais saudáveis: Contacto com o ar livre e mudança de ambiente.
A formação em Capacitação de Equipas é gratuita e certificada e as sessões serão realizadas em horário pós-laboral e em dias úteis.
Os interessados em participar nesta formação devem estar registados na Academia Digital e efetuar a inscrição na formação clique aqui. Para mais informações podem contactar para o email: tania.neves@escolas.turismodeportugal.pt ou turismo@cm-lagoa.pt .
A Associação Humanitária de Bombeiros de Mogadouro lançou hoje o concurso público para a construção da Unidade Local de Formação para Agentes de Proteção Civil, com um valor base estimado em 1,2 milhões de euros. Em declarações à agência Lusa, o presidente desta associação, João Gouveia, disse que as empresas interessadas têm um período de 14 dias para apresentar as suas propostas.
João Gouveia expressou a esperança de que o concurso não fique deserto devido à escassez de mão-de-obra e que as propostas sejam apresentadas para uma empreitada com um prazo de execução previsto de um ano. “Esperemos que haja propostas para a construção deste equipamento, e que no espaço de cerca de um ano a Unidade Local de Formação para Agentes da Proteção Civil seja uma realidade e estamos otimistas”, sublinhou.
O projeto consultado revela que esta nova unidade surge da necessidade dos bombeiros de Mogadouro terem acesso a uma estrutura moderna e funcional, ajustada às exigências atuais do treino operacional. O espaço incluirá um edifício destinado à formação, campos de treino interiores e exteriores, uma torre escola e contentores técnicos, permitindo a realização tanto da formação teórica como prática em condições realistas e seguras.
De acordo com João Gouveia, este novo equipamento estará disponível para todas as corporações de bombeiros da região e do país que desejem realizar exercícios e treinos relacionados com as missões no combate a incêndios urbanos e florestais.
O autarca António Pimentel revelou que o município disponibilizou cerca de 800 mil euros provenientes do orçamento destinado à Proteção Civil, que será utilizado pelos bombeiros na construção do campo de treinos. Em janeiro de 2025, foi assinado um contrato entre o município e a Associação Humanitária dos Bombeiros locais para a cedência de um terreno com 2,5 hectares na zona de Vale Calheiros, em Mogadouro, onde será instalada esta nova unidade.
Formação Profissional Certificada e Gratuita – Inscrições Abertas
A Escola Profissional de Alte tem inscrições abertas para duas ações de formação profissional certificada de frequência gratuita, dirigidas a adultos que pretendem reforçar ou atualizar competências em áreas relevantes para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.
Estas formações destinam-se a todos os interessados em adquirir conhecimentos sólidos e atualizados, com vista à valorização profissional, à requalificação ou à resposta às exigências do mercado de trabalho.
A primeira ação, será sobre Literacia Digital – Iniciação, e decorrerá entre os dias 2 e 26 de novembro de 2026, na Escola Profissional Cândido Guerreiro em Alte, com uma carga horária total de 25 horas.
Os objetivos principais da formação são:
Operar com o computador;
Navegar na internet;
Gerir uma caixa de correio eletrónico (e-mail);
Interagir através de plataformas digitais;
Proteger a identidade, privacidade e os dados pessoais em ambientes digitais.
A segunda ação, será sobre Gestão de Stress e Gestão de Conflitos, e decorrerá entre os dias 3 e 25 de novembro de 2026, nas instalações da Junta de Freguesia de Boliqueime, com uma carga horária total de 25 horas.
Ao longo do processo formativo os formandos irão desenvolver competências para:
Gestão de Stress:
Identificação de causas, sinais e sintomas do stress profissional;
Avaliação do grau de vulnerabilidade pessoal;
Estratégias de prevenção e elaboração de um plano de mudança individual.
Gestão de Conflitos:
Compreensão da origem e tipologia dos conflitos nas organizações;
Estilos de gestão de conflitos e técnicas de negociação ou mediação;
Promoção da comunicação assertiva, escuta ativa e empatia.
As inscrições já se encontram disponíveis clicando AQUI. Estas ações, cujo número de formandos é limitado, integram o Plano de Formações Modulares Certificadas da Escola Profissional de Alte, são financiadas pelo Programa ALGARVE2030 e contam com o apoio da Junta de Freguesia de Boliqueime.
Os Mestres do Digital são um programa da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) que ajuda os cidadãos a usar a Internet e os serviços públicos digitais de forma mais simples e segura.
No próximo dia 14 de outubro, o programa chega a Olhão com uma sessão presencial gratuita e certificada, no Auditório Municipal Maria Barroso, das 09:30 às 11:30.
No final, haverá ainda uma hora de apoio à ativação da Chave Móvel Digital.
Ao longo da formação, os participantes vão aprender a utilizar a Internet em segurança, a proteger os seus dados pessoais e a aceder a serviços e ferramentas digitais, como o portal gov.pt, a aplicação gov.pt e a Chave Móvel Digital.
A iniciativa destina-se a toda a população, independentemente da idade ou do nível de conhecimentos digitais, e pretende ajudar os cidadãos a ganhar confiança na utilização da tecnologia e a simplificar as tarefas do dia a dia.
Para dar continuidade à aprendizagem, os participantes podem, também, frequentar os cursos online dos Mestres do Digital, organizados por níveis e que permitem aprender ao ritmo de cada pessoa.
A Escola Profissional de Alte tem inscrições abertas para duas ações de formação profissional certificada de frequência gratuita, dirigidas a adultos que pretendem reforçar ou atualizar competências em áreas relevantes para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Estas formações destinam-se a todos os interessados em adquirir conhecimentos sólidos e atualizados, com vista à valorização profissional, […]
É já no próximo mês de novembro que o pioneiro Centro de Estágios começará a desenvolver atividade, estando previsto o seu funcionamento em pleno a partir de janeiro de 2027
Portugal vai ter algo único no mundo: Um Centro de Estágios e de Formação, localizado na Marina de Portimão, dedicado especificamente a velejadores de vela adaptada e Inclusiva oriundos de todo o mundo.
O projeto é da Associação Vela Solidária, que considera que Portimão tem um “diamante em bruto” que é preciso explorar.
«Vamos proporcionar ao mundo e muito especialmente aos europeus, que durante o inverno não conseguem navegar nos seus países, a possibilidade de virem para Portimão e aqui usufruírem de condições únicas quer em termos de infraestruturas, acessibilidades, planos de água e clima. Aqui é possível velejar todos os dias do ano. Vamos vender Portimão como o epicentro mundial da vela adaptada e inclusiva», refere Luís Brito, presidente da Vela Solidária.
O Centro de Estágios, localizado na Marina de Portimão, será alvo de um processo de certificação por parte da World Sailing, que garantirá a qualidade e o cumprimento de todos os requisitos inerentes à modalidade da vela adaptada.
Suíça, Noruega, França e Áustria são alguns dos países que firmaram já acordos com a Vela Solidária tendo em vista a deslocação de atletas para Portimão para a realização de estágios na temporada de inverno.
Também para os velejadores nacionais o Centro de Estágios irá funcionar como uma alavanca poderosa no desempenho e aumento do rendimento, sem terem que fazer grandes deslocações para treinar com tripulações internacionais.
«Este projeto é simplesmente incrível. O facto de ser único no mundo, coloca Portugal e Portimão como referências inquestionáveis da vela adaptada. Mostra o nosso valor, que vai muito para lá da vertente competitiva. Para mim e para todos os velejadores nacionais, vai ser muito bom para nós», destaca Pedro Câncio Reis, um dos velejadores portugueses mais medalhados e atualmente vice-campeão europeu da classe RS Venture Connect, juntamente com Teodoro Cândido.
Associado a este projeto a Vela Solidária está a desenvolver com vários países um “Circuito de Inverno”, composto por regatas em série que terão como objetivo capacitar os velejadores nacionais e internacionais para grandes eventos competitivos.
«É uma aproximação ao que é feito no programa das classes olímpicas na vela adaptada, a qual esperamos que volte a entrar para os Jogos Para Olímpicos em Brisbane 2032», afirma Luís Brito.
Recorde-se que a vela adaptada integrou o programa dos Jogos Paralímpicos entre Sydney 2000 e Rio 2016, tendo sido retirada do programa a partir de Tóquio 2020 por não cumprir os critérios de alcance mundial.
O projeto pioneiro do Centro de Estágios e de Formação de Portimão irá começar a ser implementado assim que termine o World Sailing Inclusion Championships, a maior competição de vela adaptada e inclusiva alguma vez realizada no mundo, que está a decorrer até ao próximo sábado na Marina de Portimão.
O World Sailing Inclusion Championships é uma organização da World Sailing e da Vela Solidária e tem como parceiros a Federação Portuguesa de Vela e o Município de Portimão.
Miguel Condenço, fundador da Cooltours e gestor com mais de 20 anos de experiência nas áreas do turismo, hotelaria e animação turística, é o mais recente orador confirmado para o Talent Connect, iniciativa dedicada aos profissionais de recursos humanos do setor do turismo.
A Papa-Léguas, agência especializada em viagens ativas com grupos pequenos, vai lançar a primeira edição da Formação de Líderes de Viagem, um programa de sete dias destinado a pessoas interessadas em liderar e acompanhar grupos em viagem.
O futebol de formação continuará a ser a principal bandeira do Abambres, com Bruno Gonçalves a pretender reforçar a identidade construída ao longo de vários anos e que, atualmente, envolve mais de 300 atletas, desde os escalões de iniciação até aos veteranos.
“O Abambres é sinónimo de formação”, afirmou o novo presidente, momentos após a tomada de posse, à VTM, considerando que essa deve continuar a ser a principal linha orientadora do clube. “Apostar na formação é, sem dúvida, o objetivo desta direção”, sublinha, apontando para a criação de melhores condições para atletas e treinadores como uma das prioridades do mandato.
A formação competitiva surge, aliás, como uma das prioridades mais concretas para o novo mandato. O clube pretende lutar pelas subidas aos campeonatos nacionais, com particular incidência nos escalões sub-14 e sub-16. “Temos duas apostas claras. Nos sub-18 também, mas onde queremos subir ao nacional é nos sub-14 e nos sub-16”, explica o presidente. As duas equipas apresentam, segundo o responsável, argumentos para alimentar essa ambição.
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